BIODISPONIBILIDADE DO
        SELÊNIO




Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
   Programa de Pós-Graduação em Nutrição
        Aluna: Fernanda Felippe Baltazar
Professora: Vera Lúcia Cardoso Garcia Tramonte
   Disciplina: Biodisponibilidade de Nutrientes
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

• Cozzolino, SMF – “Biodisponibilidade de Nutrientes” (2009);


• Fett, C. – “Ciência da Suplementação Alimentar” (2002);


• Bireme
Unitermos:
Selênio – 9.751 artigos
Disponibilidade Biológica do Selênio – 79 artigos
Histórico
• Descoberto em 1817, quando o químico sueco Jons Jacob Berzelius
(que se contaminou com o experimento), analisava um depósito
vermelho no papel de parede de câmaras usadas na produção do ác.
sulfúrico.
• Líquido avermelhado que, quando aquecido, desprendia um odor
fétido, característica, até então, do Telúrio. Assim surgiu o
Selênio.
• 1824- Dr. Kurt Franke estudou certas plantas “venenosas” que
   deixavam os animais sem pêlos, causavam emagrecimento e
   anemia.




                                                       www.wikipedia.org.br
                                                       Cozzolino, et. al,2009.
                                                   Ineu, R., UFSM/RS, 2007.
                                              Toxicology Letters Tinggi, 2003.
Histórico
•    Atraiu pela 1ª vez interesse biológico nos anos 30,
    nos E.U.A. com a descoberta da Doença Alcalina
    (envenenamento crônico do gado) pelo consumo de
    plantas que cresciam em solos ricos em Se.
                                          Toxicology Letters Tinggi, 2003




• 1973 – Rotruck isolou a enzima glutationa-
peroxidase – dependente de Se.

• 1979 – China – doença de Keshan – essencialidade do
Se na nutrição humana – Evolução de pesquisas.
                                                Cozzolino, et. al,2009
                                             Ineu, R., UFSM/RS, 2007
CARACTERÍSTICAS
• Elemento Se na Tabela Periódica desde 1818;

• Não-metal (metalóide) do grupo do calcogênio;

• Cor cinzenta com brilho metálico;
• É um cofator envolvido em várias vias metabólicas,
  principalmente como parte da enzina antioxidante
  Glutationa Peroxidase (GSH-Px).




                                          AQFU, Coppes, 1999.
                                          www.wikipedia.org.br
CARACTERÍSTIAS
• A maior parte do Se nos sistemas biológicos está
  presente nos animoácidos;

•Serina, cisteína e selenocisteína, contém oxigênio ,
enxofre e Se em sua estrutura química;

• Pode se apresentar de 2 formas: inorgânicas
(selenito ou selenato) e formas orgânicas
(selenocisteína e selenometionina)


                                           Shils, Selênio, 2000.
CARACTERÍSTICAS
• A selenocisteína é a forma biologicamente mais ativa.
  A presença do selenol (SeH), contribui p/ a função
  catalítica nas selenoenzimas;
• A selenometionina contém Se ligado covalentemente a
2 átomos de carbono, deixando-o mais protegido, não
tão ativo quimicamente.


                               H2N
                               H-C-CH2-CH2-Se-CH3
                             COOH


Selenocisteína                  Selenometionina
                                               Shils,Selênio, 2000
SELENOPROTEÍNAS - FUNÇÕES
                         Selenoproteínas                                              Funções
                                           Glutationa peroxidade (GSH-Px)
GSH-Px- 1(citossolica)                                    Redução de moléculas reativas e radicais livres
GSH-Px- 2 (gastrintestinal)                               Antioxidante e redução de lipídios hidroperoxidos
GSH-Px- 3 (plasma)                                        Desconhecida, carreadora de Se
GSH-Px- (núcleo espermático)                              Participante da maturação espermática
                                            Tioredoxina redutase (TrxR)
TrxR 1 - citossólica                                      Envolvidas na defesa do estresse oxidativo
TrxR 2 – testicular
TrxR 3 - mitocondrial
                                              Deiodinases iodotironina
Tipo I                                                    Conversão de tiroxina (T4) a trio-iodo-tironina (T3)
Tipo II – intracelular                                    Converte T4 a T3 e rT3 a T2
Tipo III                                                  Antioxidante cerebral e controla o excesso de T3 no cerebro
                                                Outras Seleproteínas
P                                                         Carreadora de Se e antioxidante
W                                                         Atividade redox no músculo e outros tecidos
K                                                         Desconhecida
M                                                         Desconhecida


Adaptada de Edens e Gowdy (2004)
MEIA-VIDA DO SELÊNIO
Simb    % natural           Massa                Meia vida
70Se                   0               69,9335 41,1 m
71Se                   0               70,9319 4,7 m
72Se                   0               71,9271 8,5 d
73Se                   0               72,9268 7,1 h
74Se                 0,89              73,9225 Estável
75Se                   0               74,9225 119,78 d
76Se                 9,37              75,9192 Estável
77Se                 7,63              76,9199 Estável
78Se                23,77              77,9173 Estável
79Se                   0               78,9185 6,5 104 a
80Se                49,61              79,9165 Estável
81Se                   0                80,918 18,5 m
82Se                 8,73              81,9167 Estável
83Se                   0               82,9191 22,3 m
84Se                   0               83,9185 3,3 m
                                    http://www.mspc.eng.br/quim1/quim1_034.asp
FUNÇÕES DO SELÊNIO
• Auxilia na elasticidade tecidual;
• Alivia ondas de calor da menstruação e
menopausa, e seus incômodos;
• Auxilia no tratamento de caspa;
• Auxilia na prevenção do câncer;
• Função antioxidante;
• Participação na conversão de T4 em T3;
FUNÇÕES DO SELÊNIO
• Proteção contra ação nociva de metais
pesados e xenobióticos;
• Redução do risco de doenças crônicas
não-transmissíveis;

• Aumento da resistência do sistema
imunológico;

• Fertilidade masculina.
                                 Cozzolino, et. al, 2009
                                            Fett, 2002
PRINCIPAIS FONTES DE SELÊNIO
                             Fonte                                                       mcg/100 g
                      Castanha-do-pará                                                     2960
                            Salmão                                                         83,3
                        Farelo de trigo                                                    77,6
                         Ostras cruas                                                      63,7
                Sementes de girassol secas                                                 59,5
                        Fígado bovino                                                      41,3
                         Camarão cru                                                        38
                      Farinha de centeio                                                   35,7
                  Peito de galinha assado                                                  20,2
                              Milho                                                        15,5
                       Arroz branco cru                                                    15,1
                              Alho                                                         14,2
                           Cogumelo                                                        12,3
                           Noz pecã                                                         5,2
                           Amêndoa                                                          4,7
                              Avelã                                                          4

Fonte: Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999.
Necessidade Média Estimada – EAR
Ingestão Dietética Recomendada – RDA
          Idade (anos)    EAR (Se µg/dia)   RDA (Se µg/dia)   UL (Se µg/dia)
              1a3               17                20               90
              4a8               23                30               150
             9 a 13             35                40               280
         A partir de 14         45                55               400
           Gest. > 14           49                60              ---
            Lac. > 14           59                70               ---

Fonte: IOM, 2001.
BIODISPONIBILIDADE DO Se
•Fatores influenciadores :
- Quantidade consumida;
- Origem alimentar do Se consumido;
- Interação de outros componentes da dieta e de
metais pesados
- Eficiência da digestão:
- Formação de compostos absorvíveis de Se;
- Tempo do trânsito intestinal;
- Ingestão prévia de outros nutrientes;
- Estado nutricional do organismo em relação ao Se;
- Doenças do trato gastrointestinal.
                                           Cozzolino, SMF, 2009.
ARTIGO 1
Biodisponibilidade enteral de levedura
  de Selênio em crianças prematuras

   Gábor Bogye, Georg Alfthan, and Tamás Machay




                      Biological Trace Element Research, 1998.
OBJETIVO DO ESTUDO: Estudar o impacto da levedura enriquecida de
selênio na concentração de selênio plasmático em crianças prematuras
que moram em uma área que possui baixa concentração de Se.
SUJEITOS: 28 crianças prematuras que nasceram com baixo peso
corporal, com características físicas semelhantes (peso corporal,
semanas de gestação).
METODOLOGIA:
GRUPO 1: 14 crianças receberam 4.8mg de levedura de Se, contendo 5
µg de selênio, por dia, por via nasogástrica.
GRUPO 2: 14 crianças que não receberam nenhum tipo de
suplementação.
• Amostras do plasma foram obtidas através de coleta clínica de sangue
de forma padrão realizada nos recém-nascidos no 1° dia do nascimento
e no 14° dia.
• O método para a determinação da concentração de Se foi realizada
através da espectometria eletrotérmica de absorção atômica usando
Nitrato de Níquel e Ácido Nítrico como matrizes modificadoras.
• As crianças recebiam água e leite materno(ingestas enterais) por via nasogástrica.
As ingestas parenterais consistiam em dextrose e amino ácidos.

•Elas também recebiam semanalmente transfusão de sangue com hemácias
e plasma fresco congelado.

RESULTADO:
• As crianças que não receberam suplementação tiveram um decréscimo na
concentração de Se plasmático no período de 2 semanas, de 25.9 ±6.8µg/L para 18.2
± 6.4µg/L.


•As crianças que receberam suplementação de Se tiveram um acréscimo
significativo na concentração de Se plasmático nas 2 semanas da pesquisa.
De 32.1 ± 8.5µg/L para 41.5 ± 6.5µg/L.


                                  CONCLUSÃO
  A suplementação 5µg/dia de levedura de selênio em crianças recém-
    nascidas prematuras leva a um acréscimo na concentração de Se
             plasmático sem ocorrer algum efeito colateral.
ARTIGO 2
Ingestão, absorção, retenção e estado
  do Selênio em garotas adolescentes

     David H.; Smith A.; Ilich J.; Landoll J.; et. al.




                     Journal of the American Dietetic Association, 2002.
• A concentração de Se tem se mostrado
  flutuante durante o ciclo menstrual e difere
  entre a pré e pós menopausa;
• A concentração plasmática do Se nos
  adolescentes parece ser menor que em
  crianças;
• Informações do balanço de Se é somente
  disponível para adultos homens, mulheres e
  idosos
Objetivo:
   Avaliar a ingestão, absorção, retenção do Se, durante
a adolescência de garotas saudáveis na suplementação de
cálcio e as interações nos parâmetros avaliadas.

Materiais e Métodos:

- 16 adolescentes brancas, envolvidas em outro estudo
  (n=354) p/ avaliar o efeito do cálcio na massa óssea
  durante a puberdade;
 - 2 grupos: placebo (n=9)
             citrato de cálcio -1,000mg (n=7);

- idade de 12 a 14 anos;
Materiais e Métodos:

- unidade metabólica do hospital;
- suplementação de Se 100 µg Se/d durante 2
semanas por 3 anos;
- dados como idade, altura, peso, estágio puberal e
  ciclo menstrual foram obtidos a cada 3 anos;
- o consumo usual de Se e Ca, foram obtidos pelo
  recordatório de 3 dias;
- foram coletadas amostra de sangue, fezes, urina
  anualmente e os níveis séricos dos eritrócitos e
  atividade da GSH-Px;
Conclusão:
- a absorção aparente de selênio não variou de forma
significativa durante os 3 anos (1993,1994, 1995);
- a média diária de retenção de Se não diferiu entre
os anos do estudo e indicou que o consumo usual de
Se foi de ~100µg/d;
- a adição de 1000mg de Citrato de Cálcio não teve
impacto negativo nos parâmetros de Se.
ARTIGO 3
O efeito da inclusão dietética do leite de
 cabra na biodisponibilidade de Zinco e
             Selênio em ratos

   Alférez, M.J, Aliaga, L.I, Barrionuevo, M.




                             Journal of Dairy Research, 2003.
Objetivo:
 Determinar se o leite de cabra afeta a biodisponibilidade do Zinco e
 Selênio em ratos com ressecção intestinal (50% do intestino delgado
 distal) e fazer um comparativo com a dieta baseada no leite de vaca
 e a dieta standard recomendada pela AIN(1997).
 Materiais e Métodos:
- 69 ratos
- 3 tipos de dietas: dieta standard (sem leite) – Dieta Padrão
                      dieta C (leite de vaca)
                     dieta G (leite de cabra)
- 2 grupos:
- ressecção de 50% do intestino delgado
-anastomose (intestino dividido em 2 canais) – Grupo controle

- 6 grupos: variando conforme a dieta e tipo de ressecção
Divisão dos 6 grupos da linha de pesquisa


Grupo         Intestino          Dieta            n


  1          Anastomose         Standart          11


  2           Ressecção         Standart          13


  3          Anastomose       Leite de Vaca       10


  4           Ressecção       Leite de Vaca       11


  5          Anastomose      Leite de Cabra       14


  6           Ressecção      Leite de Cabra       10
• Os ratos eram separados individualmente em gaiolas
metabólicas, ventiladas, com temperatura de 22 ±2°C, com o
sistema de dia-noite de 12h.;
•Os animais tinham livre acesso ao consumo de água e comida;

•Todos os animais foram alimentados até a hora da cirurgia no
intestino, e tiveram acesso à água contendo 50 g /L de glicose
após 24h da cirurgia;
•Após 30 dias de adaptação à dieta, a urina e as fezes eram
recolhidas diariamente durante 7 dias;
•O peso dos ratos foi registrado no início da pesquisa e no final
desta;
•Após os 7 dias de pesquisa os ratos foram mortos e os órgãos
a serem estudados foram retirados;
• Foi realizada a desidratação das fezes, fêmur,
esterno, músculo grande dorsal, fígado, baço, rim,
coração, cérebro e testículos. O material foi
desidratado à 105 ±2°C até o peso permanecer
constante;

•O selênio foi analisado através de
espectrofotometria (Perkin-Elmer 1100B
spectrometer, Shelton, CT);

• A biodisponibilidade do Se e Zn foi calculada através
da subtração da quantidade ingerida com a quantidade
contida nas fezes;
Conclusão:
- O percentual de absorção e retenção do Se não
difere entre os grupos ressecados e o controle em
nenhuma das 3 dietas;

-A digestibilidade e retenção do Se não foi afetado
pela ressecção intestinal nos animais alimentados com
as 3 dietas;

- Nos 2 grupos (ressecado e controle), a digestibilidade
e retenção do Se e Zn foi maior com leite de cabra.
Se
                                                   Se fecal   Absorção de           urinário
                                   Ingestão Se     (mg/rat     Se (mg/rat   ADC*    (mg/rat     Retenção Se
G    Intestino     Dieta     n    (mg/rat per d)    per d)       per d)      (%)     per d)    (mg/rat per d)


1   Anastomose   Standart   11        1.620         0.175        1.445      89.36    0.493         0.953


2   Ressecção    Standart   13        1.669         0.172        1.497      89.75    0.499         0.996

                 Leite de
3   Anastomose   Vaca       10        1.821         0.232        1.589      87.34    0.643         0.940

                 Leite de
4   Ressecção    Vaca       11        1.950         0.246        1.704      87.38    0.718         0.986

                 Leite de
5   Anastomose   Cabra      14        1.673         0.143        1.530      91.49    0.413         1.117

                 Leite de
6   Ressecção    Cabra      10        1.735         0.124        1.611      92.88    0.510         1.101

* ADC = Coeficiente aparente de digestibilidade



                      A biodisponibilidade de Se é
                     maior na dieta à base de leite
                               de cabra!
ARTIGO 4
Dieta à base se Selênio para a neutralização
 do dano oxidativo: alimentos enriquecidos
              ou suplementos?

Bordoni, A.; Danesi, F.; Malaguti, M.; Di Nunzio M.; et. al




                                    British Journal of Nutrition, 2008.
Objetivo:
 Avaliar, através de duas diferentes dietas experimentais
contendo uma adequada concentração de Se, a
neutralização de um estresse oxidativo.
Sujeitos:
• 30 ratos machos da raça Wistar com idade de 21 dias;
Métodos:
• Os ratos foram mantidos 4 dias em uma dieta padrão, onde
receberam uma quantidade adequada de Se em suas rações,
através do selenato de sódio ou alimento desidratados e
embalados à vácuo (liofilizados) enriquecidos de Se;
• Os ratos foram divididos aleatoriamente em 3 grupos: 1 com
a dieta padrão ad libitum (St) e os outros 2 grupos com dietas
experimentais com alimentos enriquecidos de Se (E1 e E2);
•Dieta-Padrão: 0.05 mg/kg de Se;
•E1 : 0.1 mg/Kg de Se, através do Selenito de Sódio;
•E2: 0.1 mg/Kg de Se, através de alimentos, comuns para
ratos, desidratados e embalados à vácuo (liofilizados)
enriquecidos de Se, neste estudo, foi utilizada a batata
comercializada na Itália, onde foi suplementada de Se em
seu crescimento;
•A concentração de Se nos alimentos liofilizados era de
0.0882 µg/g, conforme indicado indutivamente pela
espectometria de emissão atômica com plasma acoplado;
• As duas dietas experimentais foram preparadas em
quantidades adequadas para obter-se uma concentração
final de Se em 0.1mg/Kg da dieta;
•Os ratos ficaram em gaiolas metabólicas recebendo
comida e água ad libitum. A comida era mensurada
diariamente e o peso corporal dos ratos semanalmente;
•Após 60 dias, os ratos de cada grupo foram subdivididos
em 2 subgrupos:
- 1 grupo recebeu 10mg/Kg do peso corporal de ADR
(Adriamycin – antibiótico utilizado em tratamentos de
neoplasias humanas, que gera radicais livres) via
intraperitoneal;
 - 1 grupo recebeu 10mg/Kg do peso corporal de uma
 solução fisiológica;

• Após 48 horas os animais foram sacrificados, retirada
amostra de sangue e o fígado foi excisado, pesado e
imediatamente congelado a -80°C;
• Concentração de metabólitos de oxigênio reativo(ROM):
habilidade de transição dos metais a reagir com os
peróxidos pela reação de Fenton, produzindo radicais
livres;
•Atividade antioxidante total (TAA):capacidade das
moléculas antioxidante de reduzir a amostra em radical
cátion em 2,2’-azino-bis-(3-ethylbenzothiazoline-6-
sulfonic acid);
•Atividade da glutationa peroxidase (GPx);

• Concentração de Glutationa (GSH);
Resultados:
•Durante as 12 semanas de pesquisa, o consumo alimentar
foi semelhante em todos os ratos e não foi detectada
diferença no peso corporal e no fígado entre os diferentes
grupos;

• No estado basal, ROM, TAA e a atividade da glutationa
peroxidase foram similar em todos os grupos;


• A administração de ADR não modificou a atividade da
glutationa peroxidase, porém houve uma diminuição
significativa na atividade antioxidante total (TAA) e um
aumento no nível do ROM;
Basal    + ADR

ROM level (nmol ROM/ml)

Grupo ST                  229.98   281.25

Grupo E1                  237.56   281.81

Grupo E2                  242.37   291.37



TAA (mmol TE /ml)

Grupo St                   1.45     1.36

Grupo E1                   1.51     1.38

Grupo E2                   1.50     1.33



GPx activity (mU /ml)

Grupo St                   2.15     2.25

Grupo E1                   2.13     2.12

Grupo E2                   2.03     2.18
• Os níveis de metabólitos de oxigênio reativo (ROM),
presente no fígado de todos os ratos, aumentaram
significativamente após a administração de ADR no grupo
da Dieta-padrão (0.05 mg/kg de Se);

•Após o estresse oxidativo, o TAA ficou
significativamente diferente nos 3 tipos de dieta;

• Em condição basal e após a administração de ADR nas
dietas com Se enriquecido, a atividade da glutationa
peroxidase no fígado foi influenciada pelo antibiótico;
Conclusão
• Embora a absorção total de Se em todas as formas parece
relativamente elevada (70 – 95%), a biodisponibilidade
deste elemento parece muito importante na suplementação
alimentar;
• No plasma, a diferente forma de ingestão de Se não
influenciou a atividade da glutationa peroxidase e os níveis
de TAA e ROM;


   Tanto os suplementos alimentares quanto
     uma alimentação enriquecida com Se
   podem ser usados com a finalidade de um
       importante agente antioxidante.
ARTIGO 5
Estado nutricional do Zinco e do
    Selênio em Vegetarianos

  Bortoli, M.C.; Cozzolino, S.M.F.




                 Biological Trace Element Research, 2008.
• Uma dieta vegetariana pode trazer efeitos benéficos
para a saúde humana, porém, quando esta não é bem
equilibrada, poderá haver deficiência em alguns
nutrientes, como os minerais, por exemplo;

•A fonte alimentar animal podem oferecer uma variedade
de micronutrientes que dificilmente conseguiria, em
quantidades equivalentes, em uma dieta vegetariana. A
biodisponibilidade desses nutrientes pode ser
comprometida por diversos fatores;
Objetivo:
Avaliar o estado do Zinco e do Selênio em vegetarianos
de acordo com as características do estilo de vida.
Sujeitos:
•30 voluntários foram recrutados em escolas de Yoga, com
a finalidade de homogeneizar os sujeitos com a atividade
física e o vegetarianismo;
•Responderam um questionário sobre hábitos, incluindo a
escolha dos alimentos, e foram submetidos à critério de
inclusão (ambos os sexos, maiores de 18 anos, não
utilização de suplementação alimentar, aparentemente
saudáveis, não-grávidas e não-lactantes);
•Passaram por mensuração antropométrica: peso, altura e
IMC;
•Realizaram exame de sangue, onde foi retirada 20mL de
amostra para análise da concentração de Zn e Se;
•A concentração de Se foi determinada através de
espectroscopia de absorção atômica com atomização
eletrotérmica.
Resultado:
        Dados antropométricos
               Peso (Kg)                   Altura (m)                      IMC
         Homem          Mulher        Homem        Mulher         Homem          Mulher
Média   66.4 ± 8.74   59.5 ± 7.61     1.76±0.05   1.63±0.05      21.4±1.85   22.2±2.25
Faixa     56 - 81      45 - 72.5      1.67–1.86   1.53–1.72      18.2–23.9   17.4–24.5



 Concentração de Se no plasma e em eritrócitos


          Vegetarianos (n=30)           Homens (n= 13)            Mulheres (n=17)

          Plasma        Eritrócitos   Plasma       Eritrócitos   Plasma      Eritrócitos
           (μg/L)         (μg/L)       (μg/L)        (μg/L)       (μg/L)       (μg/L)

           75.4             60.0       73.5           51.4        77.3            66.9
Média     ±37.85           ±28.75     ±48.2          ±31.54      ±25.94          ±25.17

           11.4             10.2       11.4             10.2     37.8             21.0
Faixa     193.0            123.7      193.0             123.7    120.9           113.3
Conclusão:
• A concentração de Se no plasma considerado um ótimo
parâmetros de avaliação em curto espaço de tempo, já a
concentração nos eritrócitos é utilizado em avaliações a
longo prazo;
•Não foi registrada deficiência na biodisponibilidade de
Se nos vegetarianos estudados, concordando com o
estudo já realizado na Austrália;

• A análise estatística não mostrou deficiência de Se,
  porém, estudando individualmente os sujeitos do estudo,
  foi observado baixos valores de Se tanto no plasma
  quanto nos eritrócitos. Este resultado pode ser explicado
  por haver variabilidade na ingestão dos alimentos entre os
  sujeitos do estudo.
ARTIGO 6
Concentração de Zinco, Ferro, Selênio e
  Iodo no leite materno relacionado à
           ingestão alimentar

   Hannan M.A.; Faraji B.;Tanguma J.;
      Longoria N.; Rodriguez R.C.



                   Biological Trace Element Research, 2009.
Objetivo:
 Comparar a concentração de Zinco, Ferro, Selênio e Iodo
 presente na ingestão alimentar de lactantes mexicanas com
 o leite materno das mesmas.

Sujeitos:
 Mulheres lactantes, maioria donas-de-casa e saudáveis.

Métodos:
• Recordatório alimentar das 24 horas antecedentes ao estudo;
• Dados antropométricos das mães e das crianças;
• Duração e frequência da amamentação;
• A retirada da amostra do leite foi realizada em duas etapas:
    - A primeira amostra (n=31) de leite materno foi obtida
no período de 30 – 45 dias após o parto – Grupo A;
    - A segunda amostra (n=17) do leite materno foi obtida no
período de 75 – 90 dias após o parto – Grupo B;

Resultados:

% Energética, de Poteína, Zinco, Ferro, Selênio e Iodo, conforme DRI, consumida pelas lactantes



  Grupo      % Energética     % Proteína      % Zinco       % Ferro      % Selênio       % Iodo


A (n=31)       78.6 ±28.1     139.5 ±57.5    76.1 ±58.0    86.8 ±68.2    70.6 ±47.8    50.5±49.0


B (n=17)       68.4 ±18.9     125.0 ±55.0    62.3 ±38.5    59.8 ±32.4    65.1 ±40.5    34.3±35.1
Concentração de Zn, Fe, Se e I na dieta e no leite materno nas lactantes

                         Zn                                              Se
             Dieta       Leite       Dieta     Fe Leite Dieta           Leite   Dieta    I - Leite
            com Zn     Materno      com Fe     Materno com Se         Materno   com I    Materno
Grupo       (mg/d)      (mg/L)      (mg/d)      (ml/L)  (µg/d)         (µg/L)   (µg/d)    (µg/L)

                                      15.6                   38.8       15.9      75.7     47.8
A (30-45    6.1 ±4.6    2.1 ±1.4     ±12.3     0.5 ±1.0      ±26.3      ±4.1     ±73.5    ±17.1
 dias)       (n=31)      (n=30)     (n=31)      (n=30)      (n=30)     (n=20)   (n=25)    (n=30)


                                     10.8                    35.8        15.7     51.5      42.3
B (75-90    5.0 ±3.1    2.0 ±1.7     ±5.8      0.4 ±0.3      ±22.3      ±5.3     ±52.7     ±8.71
 dias)       (n=17)      (n=17)     (n=17)      (n=17)      (n=17)     (n=10)   (n=14)    (n=16)



                   As lactantes consomem aproximadamente 50%
                    menos de Se que o recomendado diariamente,
                     de 70 µg/dia. Porém, a concentração de Se no
                   leite materno está nos padrões de normalidade,
                      que é 7-33 µg/L, demonstrando que não há
                    correlação estatística entre o consumo de Se e
                          sua concentração no leite materno.
OBRIGADA!

Biodisponibilidade do selênio animado

  • 1.
    BIODISPONIBILIDADE DO SELÊNIO Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC Programa de Pós-Graduação em Nutrição Aluna: Fernanda Felippe Baltazar Professora: Vera Lúcia Cardoso Garcia Tramonte Disciplina: Biodisponibilidade de Nutrientes
  • 2.
    REVISÃO BIBLIOGRÁFICA • Cozzolino,SMF – “Biodisponibilidade de Nutrientes” (2009); • Fett, C. – “Ciência da Suplementação Alimentar” (2002); • Bireme Unitermos: Selênio – 9.751 artigos Disponibilidade Biológica do Selênio – 79 artigos
  • 3.
    Histórico • Descoberto em1817, quando o químico sueco Jons Jacob Berzelius (que se contaminou com o experimento), analisava um depósito vermelho no papel de parede de câmaras usadas na produção do ác. sulfúrico. • Líquido avermelhado que, quando aquecido, desprendia um odor fétido, característica, até então, do Telúrio. Assim surgiu o Selênio. • 1824- Dr. Kurt Franke estudou certas plantas “venenosas” que deixavam os animais sem pêlos, causavam emagrecimento e anemia. www.wikipedia.org.br Cozzolino, et. al,2009. Ineu, R., UFSM/RS, 2007. Toxicology Letters Tinggi, 2003.
  • 4.
    Histórico • Atraiu pela 1ª vez interesse biológico nos anos 30, nos E.U.A. com a descoberta da Doença Alcalina (envenenamento crônico do gado) pelo consumo de plantas que cresciam em solos ricos em Se. Toxicology Letters Tinggi, 2003 • 1973 – Rotruck isolou a enzima glutationa- peroxidase – dependente de Se. • 1979 – China – doença de Keshan – essencialidade do Se na nutrição humana – Evolução de pesquisas. Cozzolino, et. al,2009 Ineu, R., UFSM/RS, 2007
  • 5.
    CARACTERÍSTICAS • Elemento Sena Tabela Periódica desde 1818; • Não-metal (metalóide) do grupo do calcogênio; • Cor cinzenta com brilho metálico; • É um cofator envolvido em várias vias metabólicas, principalmente como parte da enzina antioxidante Glutationa Peroxidase (GSH-Px). AQFU, Coppes, 1999. www.wikipedia.org.br
  • 6.
    CARACTERÍSTIAS • A maiorparte do Se nos sistemas biológicos está presente nos animoácidos; •Serina, cisteína e selenocisteína, contém oxigênio , enxofre e Se em sua estrutura química; • Pode se apresentar de 2 formas: inorgânicas (selenito ou selenato) e formas orgânicas (selenocisteína e selenometionina) Shils, Selênio, 2000.
  • 7.
    CARACTERÍSTICAS • A selenocisteínaé a forma biologicamente mais ativa. A presença do selenol (SeH), contribui p/ a função catalítica nas selenoenzimas; • A selenometionina contém Se ligado covalentemente a 2 átomos de carbono, deixando-o mais protegido, não tão ativo quimicamente. H2N H-C-CH2-CH2-Se-CH3 COOH Selenocisteína Selenometionina Shils,Selênio, 2000
  • 8.
    SELENOPROTEÍNAS - FUNÇÕES Selenoproteínas Funções Glutationa peroxidade (GSH-Px) GSH-Px- 1(citossolica) Redução de moléculas reativas e radicais livres GSH-Px- 2 (gastrintestinal) Antioxidante e redução de lipídios hidroperoxidos GSH-Px- 3 (plasma) Desconhecida, carreadora de Se GSH-Px- (núcleo espermático) Participante da maturação espermática Tioredoxina redutase (TrxR) TrxR 1 - citossólica Envolvidas na defesa do estresse oxidativo TrxR 2 – testicular TrxR 3 - mitocondrial Deiodinases iodotironina Tipo I Conversão de tiroxina (T4) a trio-iodo-tironina (T3) Tipo II – intracelular Converte T4 a T3 e rT3 a T2 Tipo III Antioxidante cerebral e controla o excesso de T3 no cerebro Outras Seleproteínas P Carreadora de Se e antioxidante W Atividade redox no músculo e outros tecidos K Desconhecida M Desconhecida Adaptada de Edens e Gowdy (2004)
  • 9.
    MEIA-VIDA DO SELÊNIO Simb % natural Massa Meia vida 70Se 0 69,9335 41,1 m 71Se 0 70,9319 4,7 m 72Se 0 71,9271 8,5 d 73Se 0 72,9268 7,1 h 74Se 0,89 73,9225 Estável 75Se 0 74,9225 119,78 d 76Se 9,37 75,9192 Estável 77Se 7,63 76,9199 Estável 78Se 23,77 77,9173 Estável 79Se 0 78,9185 6,5 104 a 80Se 49,61 79,9165 Estável 81Se 0 80,918 18,5 m 82Se 8,73 81,9167 Estável 83Se 0 82,9191 22,3 m 84Se 0 83,9185 3,3 m http://www.mspc.eng.br/quim1/quim1_034.asp
  • 10.
    FUNÇÕES DO SELÊNIO •Auxilia na elasticidade tecidual; • Alivia ondas de calor da menstruação e menopausa, e seus incômodos; • Auxilia no tratamento de caspa; • Auxilia na prevenção do câncer; • Função antioxidante; • Participação na conversão de T4 em T3;
  • 11.
    FUNÇÕES DO SELÊNIO •Proteção contra ação nociva de metais pesados e xenobióticos; • Redução do risco de doenças crônicas não-transmissíveis; • Aumento da resistência do sistema imunológico; • Fertilidade masculina. Cozzolino, et. al, 2009 Fett, 2002
  • 12.
    PRINCIPAIS FONTES DESELÊNIO Fonte mcg/100 g Castanha-do-pará 2960 Salmão 83,3 Farelo de trigo 77,6 Ostras cruas 63,7 Sementes de girassol secas 59,5 Fígado bovino 41,3 Camarão cru 38 Farinha de centeio 35,7 Peito de galinha assado 20,2 Milho 15,5 Arroz branco cru 15,1 Alho 14,2 Cogumelo 12,3 Noz pecã 5,2 Amêndoa 4,7 Avelã 4 Fonte: Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999.
  • 13.
    Necessidade Média Estimada– EAR Ingestão Dietética Recomendada – RDA Idade (anos) EAR (Se µg/dia) RDA (Se µg/dia) UL (Se µg/dia) 1a3 17 20 90 4a8 23 30 150 9 a 13 35 40 280 A partir de 14 45 55 400 Gest. > 14 49 60 --- Lac. > 14 59 70 --- Fonte: IOM, 2001.
  • 14.
    BIODISPONIBILIDADE DO Se •Fatoresinfluenciadores : - Quantidade consumida; - Origem alimentar do Se consumido; - Interação de outros componentes da dieta e de metais pesados - Eficiência da digestão: - Formação de compostos absorvíveis de Se; - Tempo do trânsito intestinal; - Ingestão prévia de outros nutrientes; - Estado nutricional do organismo em relação ao Se; - Doenças do trato gastrointestinal. Cozzolino, SMF, 2009.
  • 15.
    ARTIGO 1 Biodisponibilidade enteralde levedura de Selênio em crianças prematuras Gábor Bogye, Georg Alfthan, and Tamás Machay Biological Trace Element Research, 1998.
  • 16.
    OBJETIVO DO ESTUDO:Estudar o impacto da levedura enriquecida de selênio na concentração de selênio plasmático em crianças prematuras que moram em uma área que possui baixa concentração de Se. SUJEITOS: 28 crianças prematuras que nasceram com baixo peso corporal, com características físicas semelhantes (peso corporal, semanas de gestação). METODOLOGIA: GRUPO 1: 14 crianças receberam 4.8mg de levedura de Se, contendo 5 µg de selênio, por dia, por via nasogástrica. GRUPO 2: 14 crianças que não receberam nenhum tipo de suplementação. • Amostras do plasma foram obtidas através de coleta clínica de sangue de forma padrão realizada nos recém-nascidos no 1° dia do nascimento e no 14° dia. • O método para a determinação da concentração de Se foi realizada através da espectometria eletrotérmica de absorção atômica usando Nitrato de Níquel e Ácido Nítrico como matrizes modificadoras.
  • 17.
    • As criançasrecebiam água e leite materno(ingestas enterais) por via nasogástrica. As ingestas parenterais consistiam em dextrose e amino ácidos. •Elas também recebiam semanalmente transfusão de sangue com hemácias e plasma fresco congelado. RESULTADO: • As crianças que não receberam suplementação tiveram um decréscimo na concentração de Se plasmático no período de 2 semanas, de 25.9 ±6.8µg/L para 18.2 ± 6.4µg/L. •As crianças que receberam suplementação de Se tiveram um acréscimo significativo na concentração de Se plasmático nas 2 semanas da pesquisa. De 32.1 ± 8.5µg/L para 41.5 ± 6.5µg/L. CONCLUSÃO A suplementação 5µg/dia de levedura de selênio em crianças recém- nascidas prematuras leva a um acréscimo na concentração de Se plasmático sem ocorrer algum efeito colateral.
  • 18.
    ARTIGO 2 Ingestão, absorção,retenção e estado do Selênio em garotas adolescentes David H.; Smith A.; Ilich J.; Landoll J.; et. al. Journal of the American Dietetic Association, 2002.
  • 19.
    • A concentraçãode Se tem se mostrado flutuante durante o ciclo menstrual e difere entre a pré e pós menopausa; • A concentração plasmática do Se nos adolescentes parece ser menor que em crianças; • Informações do balanço de Se é somente disponível para adultos homens, mulheres e idosos
  • 20.
    Objetivo: Avaliar a ingestão, absorção, retenção do Se, durante a adolescência de garotas saudáveis na suplementação de cálcio e as interações nos parâmetros avaliadas. Materiais e Métodos: - 16 adolescentes brancas, envolvidas em outro estudo (n=354) p/ avaliar o efeito do cálcio na massa óssea durante a puberdade; - 2 grupos: placebo (n=9) citrato de cálcio -1,000mg (n=7); - idade de 12 a 14 anos;
  • 21.
    Materiais e Métodos: -unidade metabólica do hospital; - suplementação de Se 100 µg Se/d durante 2 semanas por 3 anos; - dados como idade, altura, peso, estágio puberal e ciclo menstrual foram obtidos a cada 3 anos; - o consumo usual de Se e Ca, foram obtidos pelo recordatório de 3 dias; - foram coletadas amostra de sangue, fezes, urina anualmente e os níveis séricos dos eritrócitos e atividade da GSH-Px;
  • 22.
    Conclusão: - a absorçãoaparente de selênio não variou de forma significativa durante os 3 anos (1993,1994, 1995); - a média diária de retenção de Se não diferiu entre os anos do estudo e indicou que o consumo usual de Se foi de ~100µg/d; - a adição de 1000mg de Citrato de Cálcio não teve impacto negativo nos parâmetros de Se.
  • 23.
    ARTIGO 3 O efeitoda inclusão dietética do leite de cabra na biodisponibilidade de Zinco e Selênio em ratos Alférez, M.J, Aliaga, L.I, Barrionuevo, M. Journal of Dairy Research, 2003.
  • 24.
    Objetivo: Determinar seo leite de cabra afeta a biodisponibilidade do Zinco e Selênio em ratos com ressecção intestinal (50% do intestino delgado distal) e fazer um comparativo com a dieta baseada no leite de vaca e a dieta standard recomendada pela AIN(1997). Materiais e Métodos: - 69 ratos - 3 tipos de dietas: dieta standard (sem leite) – Dieta Padrão dieta C (leite de vaca) dieta G (leite de cabra) - 2 grupos: - ressecção de 50% do intestino delgado -anastomose (intestino dividido em 2 canais) – Grupo controle - 6 grupos: variando conforme a dieta e tipo de ressecção
  • 25.
    Divisão dos 6grupos da linha de pesquisa Grupo Intestino Dieta n 1 Anastomose Standart 11 2 Ressecção Standart 13 3 Anastomose Leite de Vaca 10 4 Ressecção Leite de Vaca 11 5 Anastomose Leite de Cabra 14 6 Ressecção Leite de Cabra 10
  • 26.
    • Os ratoseram separados individualmente em gaiolas metabólicas, ventiladas, com temperatura de 22 ±2°C, com o sistema de dia-noite de 12h.; •Os animais tinham livre acesso ao consumo de água e comida; •Todos os animais foram alimentados até a hora da cirurgia no intestino, e tiveram acesso à água contendo 50 g /L de glicose após 24h da cirurgia; •Após 30 dias de adaptação à dieta, a urina e as fezes eram recolhidas diariamente durante 7 dias; •O peso dos ratos foi registrado no início da pesquisa e no final desta; •Após os 7 dias de pesquisa os ratos foram mortos e os órgãos a serem estudados foram retirados;
  • 27.
    • Foi realizadaa desidratação das fezes, fêmur, esterno, músculo grande dorsal, fígado, baço, rim, coração, cérebro e testículos. O material foi desidratado à 105 ±2°C até o peso permanecer constante; •O selênio foi analisado através de espectrofotometria (Perkin-Elmer 1100B spectrometer, Shelton, CT); • A biodisponibilidade do Se e Zn foi calculada através da subtração da quantidade ingerida com a quantidade contida nas fezes;
  • 28.
    Conclusão: - O percentualde absorção e retenção do Se não difere entre os grupos ressecados e o controle em nenhuma das 3 dietas; -A digestibilidade e retenção do Se não foi afetado pela ressecção intestinal nos animais alimentados com as 3 dietas; - Nos 2 grupos (ressecado e controle), a digestibilidade e retenção do Se e Zn foi maior com leite de cabra.
  • 29.
    Se Se fecal Absorção de urinário Ingestão Se (mg/rat Se (mg/rat ADC* (mg/rat Retenção Se G Intestino Dieta n (mg/rat per d) per d) per d) (%) per d) (mg/rat per d) 1 Anastomose Standart 11 1.620 0.175 1.445 89.36 0.493 0.953 2 Ressecção Standart 13 1.669 0.172 1.497 89.75 0.499 0.996 Leite de 3 Anastomose Vaca 10 1.821 0.232 1.589 87.34 0.643 0.940 Leite de 4 Ressecção Vaca 11 1.950 0.246 1.704 87.38 0.718 0.986 Leite de 5 Anastomose Cabra 14 1.673 0.143 1.530 91.49 0.413 1.117 Leite de 6 Ressecção Cabra 10 1.735 0.124 1.611 92.88 0.510 1.101 * ADC = Coeficiente aparente de digestibilidade A biodisponibilidade de Se é maior na dieta à base de leite de cabra!
  • 30.
    ARTIGO 4 Dieta àbase se Selênio para a neutralização do dano oxidativo: alimentos enriquecidos ou suplementos? Bordoni, A.; Danesi, F.; Malaguti, M.; Di Nunzio M.; et. al British Journal of Nutrition, 2008.
  • 31.
    Objetivo: Avaliar, atravésde duas diferentes dietas experimentais contendo uma adequada concentração de Se, a neutralização de um estresse oxidativo. Sujeitos: • 30 ratos machos da raça Wistar com idade de 21 dias; Métodos: • Os ratos foram mantidos 4 dias em uma dieta padrão, onde receberam uma quantidade adequada de Se em suas rações, através do selenato de sódio ou alimento desidratados e embalados à vácuo (liofilizados) enriquecidos de Se; • Os ratos foram divididos aleatoriamente em 3 grupos: 1 com a dieta padrão ad libitum (St) e os outros 2 grupos com dietas experimentais com alimentos enriquecidos de Se (E1 e E2);
  • 32.
    •Dieta-Padrão: 0.05 mg/kgde Se; •E1 : 0.1 mg/Kg de Se, através do Selenito de Sódio; •E2: 0.1 mg/Kg de Se, através de alimentos, comuns para ratos, desidratados e embalados à vácuo (liofilizados) enriquecidos de Se, neste estudo, foi utilizada a batata comercializada na Itália, onde foi suplementada de Se em seu crescimento; •A concentração de Se nos alimentos liofilizados era de 0.0882 µg/g, conforme indicado indutivamente pela espectometria de emissão atômica com plasma acoplado; • As duas dietas experimentais foram preparadas em quantidades adequadas para obter-se uma concentração final de Se em 0.1mg/Kg da dieta;
  • 33.
    •Os ratos ficaramem gaiolas metabólicas recebendo comida e água ad libitum. A comida era mensurada diariamente e o peso corporal dos ratos semanalmente; •Após 60 dias, os ratos de cada grupo foram subdivididos em 2 subgrupos: - 1 grupo recebeu 10mg/Kg do peso corporal de ADR (Adriamycin – antibiótico utilizado em tratamentos de neoplasias humanas, que gera radicais livres) via intraperitoneal; - 1 grupo recebeu 10mg/Kg do peso corporal de uma solução fisiológica; • Após 48 horas os animais foram sacrificados, retirada amostra de sangue e o fígado foi excisado, pesado e imediatamente congelado a -80°C;
  • 34.
    • Concentração demetabólitos de oxigênio reativo(ROM): habilidade de transição dos metais a reagir com os peróxidos pela reação de Fenton, produzindo radicais livres; •Atividade antioxidante total (TAA):capacidade das moléculas antioxidante de reduzir a amostra em radical cátion em 2,2’-azino-bis-(3-ethylbenzothiazoline-6- sulfonic acid); •Atividade da glutationa peroxidase (GPx); • Concentração de Glutationa (GSH);
  • 35.
    Resultados: •Durante as 12semanas de pesquisa, o consumo alimentar foi semelhante em todos os ratos e não foi detectada diferença no peso corporal e no fígado entre os diferentes grupos; • No estado basal, ROM, TAA e a atividade da glutationa peroxidase foram similar em todos os grupos; • A administração de ADR não modificou a atividade da glutationa peroxidase, porém houve uma diminuição significativa na atividade antioxidante total (TAA) e um aumento no nível do ROM;
  • 36.
    Basal + ADR ROM level (nmol ROM/ml) Grupo ST 229.98 281.25 Grupo E1 237.56 281.81 Grupo E2 242.37 291.37 TAA (mmol TE /ml) Grupo St 1.45 1.36 Grupo E1 1.51 1.38 Grupo E2 1.50 1.33 GPx activity (mU /ml) Grupo St 2.15 2.25 Grupo E1 2.13 2.12 Grupo E2 2.03 2.18
  • 37.
    • Os níveisde metabólitos de oxigênio reativo (ROM), presente no fígado de todos os ratos, aumentaram significativamente após a administração de ADR no grupo da Dieta-padrão (0.05 mg/kg de Se); •Após o estresse oxidativo, o TAA ficou significativamente diferente nos 3 tipos de dieta; • Em condição basal e após a administração de ADR nas dietas com Se enriquecido, a atividade da glutationa peroxidase no fígado foi influenciada pelo antibiótico;
  • 38.
    Conclusão • Embora aabsorção total de Se em todas as formas parece relativamente elevada (70 – 95%), a biodisponibilidade deste elemento parece muito importante na suplementação alimentar; • No plasma, a diferente forma de ingestão de Se não influenciou a atividade da glutationa peroxidase e os níveis de TAA e ROM; Tanto os suplementos alimentares quanto uma alimentação enriquecida com Se podem ser usados com a finalidade de um importante agente antioxidante.
  • 39.
    ARTIGO 5 Estado nutricionaldo Zinco e do Selênio em Vegetarianos Bortoli, M.C.; Cozzolino, S.M.F. Biological Trace Element Research, 2008.
  • 40.
    • Uma dietavegetariana pode trazer efeitos benéficos para a saúde humana, porém, quando esta não é bem equilibrada, poderá haver deficiência em alguns nutrientes, como os minerais, por exemplo; •A fonte alimentar animal podem oferecer uma variedade de micronutrientes que dificilmente conseguiria, em quantidades equivalentes, em uma dieta vegetariana. A biodisponibilidade desses nutrientes pode ser comprometida por diversos fatores; Objetivo: Avaliar o estado do Zinco e do Selênio em vegetarianos de acordo com as características do estilo de vida.
  • 41.
    Sujeitos: •30 voluntários foramrecrutados em escolas de Yoga, com a finalidade de homogeneizar os sujeitos com a atividade física e o vegetarianismo; •Responderam um questionário sobre hábitos, incluindo a escolha dos alimentos, e foram submetidos à critério de inclusão (ambos os sexos, maiores de 18 anos, não utilização de suplementação alimentar, aparentemente saudáveis, não-grávidas e não-lactantes); •Passaram por mensuração antropométrica: peso, altura e IMC; •Realizaram exame de sangue, onde foi retirada 20mL de amostra para análise da concentração de Zn e Se; •A concentração de Se foi determinada através de espectroscopia de absorção atômica com atomização eletrotérmica.
  • 42.
    Resultado: Dados antropométricos Peso (Kg) Altura (m) IMC Homem Mulher Homem Mulher Homem Mulher Média 66.4 ± 8.74 59.5 ± 7.61 1.76±0.05 1.63±0.05 21.4±1.85 22.2±2.25 Faixa 56 - 81 45 - 72.5 1.67–1.86 1.53–1.72 18.2–23.9 17.4–24.5 Concentração de Se no plasma e em eritrócitos Vegetarianos (n=30) Homens (n= 13) Mulheres (n=17) Plasma Eritrócitos Plasma Eritrócitos Plasma Eritrócitos (μg/L) (μg/L) (μg/L) (μg/L) (μg/L) (μg/L) 75.4 60.0 73.5 51.4 77.3 66.9 Média ±37.85 ±28.75 ±48.2 ±31.54 ±25.94 ±25.17 11.4 10.2 11.4 10.2 37.8 21.0 Faixa 193.0 123.7 193.0 123.7 120.9 113.3
  • 43.
    Conclusão: • A concentraçãode Se no plasma considerado um ótimo parâmetros de avaliação em curto espaço de tempo, já a concentração nos eritrócitos é utilizado em avaliações a longo prazo; •Não foi registrada deficiência na biodisponibilidade de Se nos vegetarianos estudados, concordando com o estudo já realizado na Austrália; • A análise estatística não mostrou deficiência de Se, porém, estudando individualmente os sujeitos do estudo, foi observado baixos valores de Se tanto no plasma quanto nos eritrócitos. Este resultado pode ser explicado por haver variabilidade na ingestão dos alimentos entre os sujeitos do estudo.
  • 44.
    ARTIGO 6 Concentração deZinco, Ferro, Selênio e Iodo no leite materno relacionado à ingestão alimentar Hannan M.A.; Faraji B.;Tanguma J.; Longoria N.; Rodriguez R.C. Biological Trace Element Research, 2009.
  • 45.
    Objetivo: Comparar aconcentração de Zinco, Ferro, Selênio e Iodo presente na ingestão alimentar de lactantes mexicanas com o leite materno das mesmas. Sujeitos: Mulheres lactantes, maioria donas-de-casa e saudáveis. Métodos: • Recordatório alimentar das 24 horas antecedentes ao estudo; • Dados antropométricos das mães e das crianças; • Duração e frequência da amamentação;
  • 46.
    • A retiradada amostra do leite foi realizada em duas etapas: - A primeira amostra (n=31) de leite materno foi obtida no período de 30 – 45 dias após o parto – Grupo A; - A segunda amostra (n=17) do leite materno foi obtida no período de 75 – 90 dias após o parto – Grupo B; Resultados: % Energética, de Poteína, Zinco, Ferro, Selênio e Iodo, conforme DRI, consumida pelas lactantes Grupo % Energética % Proteína % Zinco % Ferro % Selênio % Iodo A (n=31) 78.6 ±28.1 139.5 ±57.5 76.1 ±58.0 86.8 ±68.2 70.6 ±47.8 50.5±49.0 B (n=17) 68.4 ±18.9 125.0 ±55.0 62.3 ±38.5 59.8 ±32.4 65.1 ±40.5 34.3±35.1
  • 47.
    Concentração de Zn,Fe, Se e I na dieta e no leite materno nas lactantes Zn Se Dieta Leite Dieta Fe Leite Dieta Leite Dieta I - Leite com Zn Materno com Fe Materno com Se Materno com I Materno Grupo (mg/d) (mg/L) (mg/d) (ml/L) (µg/d) (µg/L) (µg/d) (µg/L) 15.6 38.8 15.9 75.7 47.8 A (30-45 6.1 ±4.6 2.1 ±1.4 ±12.3 0.5 ±1.0 ±26.3 ±4.1 ±73.5 ±17.1 dias) (n=31) (n=30) (n=31) (n=30) (n=30) (n=20) (n=25) (n=30) 10.8 35.8 15.7 51.5 42.3 B (75-90 5.0 ±3.1 2.0 ±1.7 ±5.8 0.4 ±0.3 ±22.3 ±5.3 ±52.7 ±8.71 dias) (n=17) (n=17) (n=17) (n=17) (n=17) (n=10) (n=14) (n=16) As lactantes consomem aproximadamente 50% menos de Se que o recomendado diariamente, de 70 µg/dia. Porém, a concentração de Se no leite materno está nos padrões de normalidade, que é 7-33 µg/L, demonstrando que não há correlação estatística entre o consumo de Se e sua concentração no leite materno.
  • 48.

Notas do Editor