Dra. Gabrielle Francinne Tanus
gfrancinne@gmail.com
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Departamento de Ciência da Informação
Mercury is the closest planet
to the Sun and the smallest
one in the Solar System—it’s
only a bit larger than our
Moon. The planet’s name has
nothing to do with the liquid
metal, since it was named
after the Roman messenger
god, Mercury
A biblioteca como entretenimento
As atividades culturais são
fundamentais dentro do espaço
da biblioteca. O problema é a
atividade pontual, sem mediação,
realizada porque biblioteca é
cultura e, portanto, espaço/local
que cabe todas animações ou
fabricações culturais. A realização
de atividades desvinculadas do
projeto pedagógico ou sem a
colaboração do bibliotecário no
processo reduzem a biblioteca.
DUAS GRANDES VISÕES REDUTORAS DA BIBLIOTECA
A biblioteca como estoque de livros
Espaço físico com horário de
funcionamento bem definido onde
estão reunidos livros impressos em
estantes. Cabe aos usuários/leitores
ir quando precisam de
consultar/pesquisar/copiar uma
informação demandada pelo
professor(a). O entendimento da
biblioteca como espaço de guarda
de livros ocasiona, por seu turno, a
compreensão de um local de
silêncio, refúgio e castigo.
Biblioteca escolar como um
"centro de recursos de ensino e aprendizagem"
O predomínio exagerado de uma dessas dimensões traz uma limitação da
compreensão da potência da biblioteca.
Dimensão educativa, cultural, informativa, social da biblioteca.
Não há pesquisa sem biblioteca. E não há biblioteca sem integração.
E não há ensino de qualidade sem biblioteca.
“não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”
(Paulo Freire).
Breve histórico das bibliotecas escolares
• As primeiras bibliotecas escolares surgiram no Brasil no século XVI,
nos conventos dos padres jesuítas (Companhia de Jesus) que
chegaram ao país com a pretensão de catequizar os índios e instruir
os primeiros colonos portugueses.
• Os colégios foram criados e mantidos por uma elite da época, e que
por sua vez inauguram a história das bibliotecas escolares brasileiras.
• Livro como instrumento da catequização, ensino, assistência religiosa.
• Século XVIII - A expulsão dos jesuítas por Marques de Pombal, muitas
bibliotecas foram destruídas ou abandonadas.
• Século XX. No âmbito das escolas públicas, as
bibliotecas escolares surgiram por volta de 1930,
quando a educação começou a sofrer influência do
movimento da Escola Nova.
• Movimento de escolarização da leitura
• Biblioteca escolar como apoio ao ensino e a leitura
• Parte integrante da escola
"Ensino e biblioteca não se excluem, completam-se.
Uma escola sem biblioteca é instrumento imperfeito.
A biblioteca sem ensino, ou seja, sem a tentativa de
estimular, coordenar e organizar a leitura, será, por
seu lado, instrumento vago e incerto”, já dizia o
educador brasileiro Lourenço Filho, na década de
1940 (LOURENÇO FILHO, 1946).
• O que o censo nos mostra?
Grande desigualdade entre
público e privado, desde a
educação infantil!
Censo nacional escolar (2018, INEP).
Outra desigualdade
se revela entre as
regiões brasileiras!
• Biblioteca ou sala de leitura está presente em mais de 80,0% em todas as
dependências administrativas, passando de 90,0% nas redes federais e privadas.
Lei 12.244 de 24 de maio de 2010.
Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino
do País.
• A lei foi um avanço porque no país precisamos de políticas públicas
para cumprimento de deveres básicos.
• Quantitativamente melhorou o índices de bibliotecas nas escolas
(censo de 2010, apontava 73% a presença de bibliotecas no ensino
médio, e 64,6 % no ensino fundamental).
• Mas, a lei é limitadora na concepção de biblioteca, reduzindo-a
coleção de livros.
“Nem toda coleção de livros [recursos de informação] é uma biblioteca, do
mesmo modo que nem toda biblioteca é apenas uma coleção de livros.
Para haver uma biblioteca, no sentido de instituição social, é preciso que
haja três pré-requisitos: 1) a intencionalidade política e social, o acervo e
os meios para sua permanente renovação, o imperativo de uma
organização e sistematização; 2) uma comunidade de usuários, efetivos ou
potenciais, com necessidades de informação conhecidas ou pressupostas;
3) e, por último, mas não menos importante o local, o espaço físico [ou
virtual] onde se dará o entre o usuário e os serviços de da biblioteca”.
(BRIQUET DE LEMOS, 2008, p. 101).
• O projeto considera biblioteca escolar o “equipamento cultural
obrigatório e necessário ao desenvolvimento do processo
educativo”, que terá uma série de objetivos, como disponibilizar
e democratizar a informação, promover as habilidades e
constituir-se como espaço de recursos educativos.
• O texto aprovado também prorroga para 2024, último ano de
vigência do Plano Nacional de Educação (PNE), o prazo para que
todas as escolas do País tenham biblioteca com acervo mínimo
de um título para cada aluno matriculado e um bibliotecário por
escola.
• SNBE terá como função integrar todas as bibliotecas escolares à
internet. Caberá ainda ao sistema estabelecer parâmetros
mínimos funcionais para a instalação física das bibliotecas, e
implementar uma política de acervo que contemple ações de
ampliação, guarda, preservação, organização e funcionamento.
• E no Rio Grande do Norte?
• Uma reprodução da desigualdade. Concentração no sistema
federal e particular das bibliotecas escolares.
• Ausentes/precárias nas escolas municipais e estaduais!
• Por que?
Âmbito estadual
LEI Nº 10.049, DE 27 DE JANEIRO DE 2016. Aprova o Plano Estadual de Educação do Rio
Grande do Norte (2015-2025) e dá outras providências.
• 4 – Assegurar recursos estaduais destinados à infraestrutura com salas ambiente e
outros espaços de aprendizagem na escola, tais como: laboratório de informática,
ciências da natureza, matemática, linguagens, bibliotecas, salas de leitura, sala de
recurso multifuncional, auditório, sala audiovisual, sala de recursos pedagógicos para
professores.
• 2 – Instituir, em regime de colaboração com a União, projetos de construção e reforma
de escolas com padrão arquitetônico e mobiliário adequado para o atendimento em
tempo integral, por meio de laboratórios, bibliotecas e espaços de convivência e
com acessibilidade para as pessoas com deficiência.
• 2 – Promover, em consonância com as diretrizes dos Planos Nacional e Estadual do
Livro e da Leitura e da lei Estadual de Leitura Literária nas escolas, a formação de
leitores e a capacitação de professores e auxiliares de bibliotecas.
• Por que os bibliotecários estão ausentes ?
• Desde 1997 a UFRN forma bibliotecários!
• Bibliotecário(a) profissão regulamentada desde 1962 ( Lei N° 4.084,
de 30 de junho).
• Exercício da profissão é exclusiva aos portadores de diplomas de
bacharéis em Biblioteconomia.
• LEI Nº 9.674, DE 25 DE JUNHO DE 1998. Dispõe sobre o exercício da
profissão de Bibliotecário e determina outras providências. Cada
biblioteca deve contar com um bibliotecário(a).
Avaliado como curso de excelência pelo MEC (2019)
Produção de conhecimento
No curso de Biblioteconomia, a cada semestre pelo menos
dois ou mais TCC´s são sobre biblioteca escolar!
Âmbito municipal
• LEI N.º 6.751 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017 Institui o Plano Municipal do
Livro, da Leitura, da Literatura e das Bibliotecas no Município de Natal (PMLLLB),
cria o Conselho Municipal do Livro e da Leitura (CMLL), e dá outras providências.
• Art. 1º - Fica instituído o Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Literatura e
das Bibliotecas no Município de Natal, o (PMLLLB), com vigência por 10 (dez)
anos, a contar da publicação desta Lei, na forma do Anexo I, com vistas ao
cumprimento do disposto no Decreto Presidencial nº 7.559/2011; Lei Federal
das Bibliotecas Escolares nº 12.244/2010; Lei nº 9.105, de 09/06/2008,
instituidora da Política Estadual do Livro no Rio Grande do Norte – Lei Henrique
Castriciano; Lei da Política Municipal do Livro de Natal, nº 6.299/2011; Lei
Municipal de Promoção da Leitura Literária nas Escolas de Natal, nº 6.094/2010,
instituída à luz da Lei Estadual nº 9.169/2009, com o fim de assegurar à
população por meio de ações conjuntas e continuadas, o acesso ao livro e à
leitura.
• I - Promover iniciativas que permitam a criação, estruturação, gestão
e manutenção do Sistema Municipal de Bibliotecas (SMB);
• IV - Cumprir obrigações definidas pela Lei 12.244, 24.05.2010,
referentes a bibliotecas escolares;
• VI - Alocar equipes, especialmente profissionais bibliotecários
efetivos, necessárias ao funcionamento das bibliotecas;
• XXI - Garantir que as bibliotecas escolares promovam eventos
relacionados ao livro no ambiente escolar, especialmente festivais
voltados para a mediação da leitura.
Programa Nacional Biblioteca na Escola (1997),
descontinuado em 2015.
• Marília Paiva (2017) apontou que o envio das obras do PNBE são imprescindíveis
para composição do acervo. Mas, "O acervo enviado pelo governo federal,
diversificado, apropriado e de qualidade, não consegue chegar às mãos dos
usuários de muitas bibliotecas, por falta de uma ordem informacional que permita
que sejam eficientemente localizados. Até mesmo a permanência desse acervo em
muitas escolas está em risco, pela falta de controle. Os aspectos propriamente
técnicos, que garantem a máxima utilização social dos itens e das informações
praticamente inexistem na maioria delas; nem uma única biblioteca tem, por
exemplo, indexação por assuntos.“
• A ausência/presença de um bibliotecário integral na escola ocasiona: “A falta de
um bibliotecário na escola contribui, em primeiro lugar, para que a biblioteca tenha
diferentes perfis em diferentes turnos, dependente da visão do auxiliar e dos
outros agentes escolares que atuam em cada turno; e, [...], a presença do
bibliotecário parece garantir uma atuação mais profissional da biblioteca, sem a
denotação de lugar do quebra galho, da função difusa, que pode se transmutar,
conforme as necessidades momentâneas/imediatas da escola."
• Desde 1990 são realizadas pesquisas que focalizam no impacto das bibliotecas
escolares e as correlações com o desempenho dos alunos.
• Universidade de Denver, nos Estados Unidos, mostrou que estudantes de
escolas que mantêm bons programas de bibliotecas aprendem mais e obtêm
melhores resultados em testes padronizados que alunos de escolas com
bibliotecas deficientes.
• Um bom programa de biblioteca conta com profissional especializado (em
período integral), equipe de apoio treinada, acervo atualizado e constituído
por diversos tipos de materiais informacionais, computadores conectados em
rede e interligando os recursos da biblioteca às salas de aula e aos laboratórios
resultam no melhor aproveitamento escolar dos estudantes.
• As pesquisas demonstraram também que os benefícios associados a bons
programas de biblioteca são mais fortes para os alunos mais vulneráveis ​​e em
risco, incluindo estudantes de cor, estudantes de baixa renda e estudantes
com deficiência.
• Como braço de pesquisa e informação da escola, os programas de
bibliotecas escolares podem oferecer desenvolvimento profissional aos
professores e instruir os alunos sobre o uso e a ética da
informação. Programas de biblioteca totalmente integrados com
bibliotecários certificados podem aumentar o desempenho dos alunos e
cultivar um espírito de colaboração nas escolas. Os líderes escolares que
alavancam esses ativos perceberão o que a pesquisa mostrou: Os
programas de bibliotecas escolares de qualidade são potentes
impulsionadores do desempenho dos alunos, que podem dar
importantes contribuições para melhorar as escolas em geral e, em
particular, fechar a lacuna de desempenho entre os alunos mais
vulneráveis.
Lance, KC & Kachel, DE (2018). Por que os bibliotecários da escola são importantes: o que anos de pesquisa nos dizem. Phi Delta
Kappan, 99 (7), 15-20.
PESQUISA “RETRATOS DA LEITURA -
BIBLIOTECAS ESCOLARES”
• Realizado pelo Instituto Pró-Livro, abril de 2019
– objetivo avaliar o impacto das bibliotecas no
aprendizado dos alunos e quais os fatores
garantem seu funcionamento eficaz.
• Levantamento contou com a participação de
gestores, professores e bibliotecários de quase
500 escolas públicas do Brasil para analisar o
impacto das bibliotecas nas aprendizagens dos
alunos, em 17 estados, contanto com 60
questões o questionário aplicado.
• Relação positiva entre existência de bibliotecas escolares e o
desempenho escolar em português e matemática. Essa relação é mais
forte quanto mais vulnerável é condição socioeconômica da criança. E
os indicadores da pesquisa apresentaram forte relação com os
resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
• Se compararmos a pior com a melhor escola com relação ao funcionamento da
biblioteca, o desempenho em português aumenta 5 pontos na escala SAEB
(Sistema de Avaliação da Educação Básica), o que equivale a meio ano de
aprendizado entre o 5º e 9º anos.
• A escola com melhor avaliação do espaço físico da biblioteca tem um IDEB 0,2
maior que a escola com pior espaço físico. Para efeito de magnitude, observa-se
que o Brasil inteiro cresceu 0,3 ponto no IDEB entre 2015 e 2017. A mesma
magnitude de correlação tem o indicador de uso da biblioteca, sendo que para as
escolas mais vulneráveis, a correlação chega a 0,5 ponto no IDEB.
• O resultado sugere que a presença de um responsável qualificado que cuide da
biblioteca e participe de atividades pedagógicas é relevante no aprendizado. A
magnitude do efeito em desempenho em português é de 4 pontos (SAEB), ou um
terço de um ano de aprendizado entre o 5º e 9º anos. A relação é ainda mais
forte nas escolas mais vulneráveis: 16 pontos (SAEB)
• A presença de um professor que se envolva em atividades de pesquisa e leitura, e
incentive os alunos a frequentarem a biblioteca aumenta o desempenho em
português em até 7 pontos na escala SAEB, o que representa 63% de um ano de
aprendizado. Também existe uma correlação alta e positiva do indicador com o
IDEB, equivalente a duas vezes o que o Brasil cresceu em termos de IDEB de 2015
a 2017.
Desejo!
Realidade
• Estrutura desigual entre a presença das
bibliotecas na rede privada e pública
• Concentração de bibliotecas escolares nas
regiões sul e sudeste
• Bibliotecas com profissionais readaptados
• Limitação da compreensão do que é biblioteca
e de sua potência
• Precariedade do espaço físico
• Coleção defasada
• Pobreza de serviços oferecidos
• Inadequação da organização técnica dos livros,
do acervo
• Ausência de internet e de computadores
• Biblioteca subutilizada, como local de castigo...
• Fechadas, inexistentes.
• Inserção da temática biblioteca escolar na agenda pública dos estados e
municípios.
• Criação do cargo de bibliotecário no âmbito municipal e estadual
• Criação de bibliotecas com bibliotecários
• Distinção de sala de leitura e biblioteca
• Vinculação da biblioteca escolar com o projeto pedagógico da escola
• Compreensão da biblioteca como recurso do ensino-aprendizagem
• Integração entre bibliotecário, equipe pedagógica e professores
• Apoio da direção da escola quanto à biblioteca
• Aproximar a comunidade da biblioteca para uma construção coletiva
• Desenvolver a coleção, manter atualizado o acervo e organizado
• Manter a biblioteca viva, dinâmica, centrada em serviços
• Ofertar os recursos tecnológicos no espaço da biblioteca
• Trabalhar em programa/rede/sistema bibliotecas e bibliotecários
• Garantia da dotação orçamentária para a biblioteca
Desafios
Afinal, qual biblioteca queremos?
• Bibliotecas escolares abertas, integrada com a escola, apoiada pela
direção, com a presença do bibliotecários(as) com vistas a garantir
serviços e produtos de qualidade, o aprendizado e a construção do
conhecimento para a vida, preparando para viver na “Sociedade da
Informação”.
• Espaço de socialização, de comunicação, de interação entre bibliotecários,
alunos, professores e familiares.
• Acesso de múltiplos recursos informacionais (variados suportes e
formatos), rigorosamente selecionados e organizados, inclusive recursos
tecnológicos, constituindo na principal forma de acesso gratuito.
• Espaço vivo para a formação dos leitores e para o desenvolvimento de
competências e habilidades informacionais.
• Ambiente para lidar com a informação, para desenvolvimento de pesquisas de
alunos e professores.
• “A biblioteca escolar é, sem dúvida, o espaço por excelência para promover
experiências criativas de uso de informação. Ao reproduzir o ambiente
informacional da sociedade contemporânea, aproximar o aluno de uma
realidade que ele vai vivenciar no seu dia-a-dia, como profissional e como
cidadão” (BERNADETE CAMPELLO, 2018)
• “A biblioteca escolar é essencial a qualquer tipo de estratégia de longo prazo
no que respeita a competências à leitura e escrita, à educação e informação e
ao desenvolvimento econômico, social e cultural. A responsabilidade sobre a
biblioteca escolar cabe às autoridades locais, regionais e nacionais, portanto
deve essa agência ser apoiada por política e legislação específicas. Deve
também contar com fundos apropriados e substanciais para pessoal treinado,
materiais, tecnologias e instalações. A BE deve ser gratuita”.
Se tudo der certo...para onde vamos?
Biblioteca como centro de aprendizado colaborativo físico e virtual da
escola. Dinâmica e responsiva.
SCHOOL LIBRARY
LEARNING COMMONS
• Metáforas: laboratório de aprendizado,
fábrica de ideias.
• Projetada para orientar a aprendizagem para
a vida. Aprendizagem pessoal e significativa.
• Ensino baseado em pesquisa, projetos,
problemas. Desenvolvimento pensamento
critico, colaborativo, criatividade.
• Intenso uso das tecnologias de informação e
comunicação.
• Apoio da tecnologia para a construção de
novos conhecimentos.
• Foco no aprendizado / no aluno / no
caminho, no processo / na colaboração / na
criatividade / na inovação / na oportunidade.
“Os alunos têm o direito de esperar boas bibliotecas escolares
em todas as escolas do CANADÁ. Nossas bibliotecas
escolares devem refletir nossos valores comuns de equidade,
diversidade e identidade cultural, bem como as melhores
abordagens nas profissões educacional e bibliotecária. Eles
devem ser contextualmente relevantes para a necessidade e o
sucesso do aluno. e construídos, tratados, medidos, renovados
e sustentados continuamente por suas comunidades de
aprendizagem. Devemos posicionar as bibliotecas escolares
para liderar o aprendizado para o futuro”.
(https://llsop.canadianschoollibraries.ca/)
Obrigada!

Biblioteca escolar

  • 1.
    Dra. Gabrielle FrancinneTanus gfrancinne@gmail.com UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Departamento de Ciência da Informação
  • 2.
    Mercury is theclosest planet to the Sun and the smallest one in the Solar System—it’s only a bit larger than our Moon. The planet’s name has nothing to do with the liquid metal, since it was named after the Roman messenger god, Mercury A biblioteca como entretenimento As atividades culturais são fundamentais dentro do espaço da biblioteca. O problema é a atividade pontual, sem mediação, realizada porque biblioteca é cultura e, portanto, espaço/local que cabe todas animações ou fabricações culturais. A realização de atividades desvinculadas do projeto pedagógico ou sem a colaboração do bibliotecário no processo reduzem a biblioteca. DUAS GRANDES VISÕES REDUTORAS DA BIBLIOTECA A biblioteca como estoque de livros Espaço físico com horário de funcionamento bem definido onde estão reunidos livros impressos em estantes. Cabe aos usuários/leitores ir quando precisam de consultar/pesquisar/copiar uma informação demandada pelo professor(a). O entendimento da biblioteca como espaço de guarda de livros ocasiona, por seu turno, a compreensão de um local de silêncio, refúgio e castigo.
  • 3.
    Biblioteca escolar comoum "centro de recursos de ensino e aprendizagem" O predomínio exagerado de uma dessas dimensões traz uma limitação da compreensão da potência da biblioteca. Dimensão educativa, cultural, informativa, social da biblioteca. Não há pesquisa sem biblioteca. E não há biblioteca sem integração. E não há ensino de qualidade sem biblioteca. “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino” (Paulo Freire).
  • 4.
    Breve histórico dasbibliotecas escolares • As primeiras bibliotecas escolares surgiram no Brasil no século XVI, nos conventos dos padres jesuítas (Companhia de Jesus) que chegaram ao país com a pretensão de catequizar os índios e instruir os primeiros colonos portugueses. • Os colégios foram criados e mantidos por uma elite da época, e que por sua vez inauguram a história das bibliotecas escolares brasileiras. • Livro como instrumento da catequização, ensino, assistência religiosa. • Século XVIII - A expulsão dos jesuítas por Marques de Pombal, muitas bibliotecas foram destruídas ou abandonadas.
  • 5.
    • Século XX.No âmbito das escolas públicas, as bibliotecas escolares surgiram por volta de 1930, quando a educação começou a sofrer influência do movimento da Escola Nova. • Movimento de escolarização da leitura • Biblioteca escolar como apoio ao ensino e a leitura • Parte integrante da escola "Ensino e biblioteca não se excluem, completam-se. Uma escola sem biblioteca é instrumento imperfeito. A biblioteca sem ensino, ou seja, sem a tentativa de estimular, coordenar e organizar a leitura, será, por seu lado, instrumento vago e incerto”, já dizia o educador brasileiro Lourenço Filho, na década de 1940 (LOURENÇO FILHO, 1946).
  • 6.
    • O queo censo nos mostra?
  • 7.
    Grande desigualdade entre públicoe privado, desde a educação infantil!
  • 8.
    Censo nacional escolar(2018, INEP). Outra desigualdade se revela entre as regiões brasileiras!
  • 9.
    • Biblioteca ousala de leitura está presente em mais de 80,0% em todas as dependências administrativas, passando de 90,0% nas redes federais e privadas.
  • 10.
    Lei 12.244 de24 de maio de 2010. Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.
  • 11.
    • A leifoi um avanço porque no país precisamos de políticas públicas para cumprimento de deveres básicos. • Quantitativamente melhorou o índices de bibliotecas nas escolas (censo de 2010, apontava 73% a presença de bibliotecas no ensino médio, e 64,6 % no ensino fundamental). • Mas, a lei é limitadora na concepção de biblioteca, reduzindo-a coleção de livros. “Nem toda coleção de livros [recursos de informação] é uma biblioteca, do mesmo modo que nem toda biblioteca é apenas uma coleção de livros. Para haver uma biblioteca, no sentido de instituição social, é preciso que haja três pré-requisitos: 1) a intencionalidade política e social, o acervo e os meios para sua permanente renovação, o imperativo de uma organização e sistematização; 2) uma comunidade de usuários, efetivos ou potenciais, com necessidades de informação conhecidas ou pressupostas; 3) e, por último, mas não menos importante o local, o espaço físico [ou virtual] onde se dará o entre o usuário e os serviços de da biblioteca”. (BRIQUET DE LEMOS, 2008, p. 101).
  • 12.
    • O projetoconsidera biblioteca escolar o “equipamento cultural obrigatório e necessário ao desenvolvimento do processo educativo”, que terá uma série de objetivos, como disponibilizar e democratizar a informação, promover as habilidades e constituir-se como espaço de recursos educativos. • O texto aprovado também prorroga para 2024, último ano de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE), o prazo para que todas as escolas do País tenham biblioteca com acervo mínimo de um título para cada aluno matriculado e um bibliotecário por escola. • SNBE terá como função integrar todas as bibliotecas escolares à internet. Caberá ainda ao sistema estabelecer parâmetros mínimos funcionais para a instalação física das bibliotecas, e implementar uma política de acervo que contemple ações de ampliação, guarda, preservação, organização e funcionamento.
  • 13.
    • E noRio Grande do Norte? • Uma reprodução da desigualdade. Concentração no sistema federal e particular das bibliotecas escolares. • Ausentes/precárias nas escolas municipais e estaduais! • Por que?
  • 14.
    Âmbito estadual LEI Nº10.049, DE 27 DE JANEIRO DE 2016. Aprova o Plano Estadual de Educação do Rio Grande do Norte (2015-2025) e dá outras providências. • 4 – Assegurar recursos estaduais destinados à infraestrutura com salas ambiente e outros espaços de aprendizagem na escola, tais como: laboratório de informática, ciências da natureza, matemática, linguagens, bibliotecas, salas de leitura, sala de recurso multifuncional, auditório, sala audiovisual, sala de recursos pedagógicos para professores. • 2 – Instituir, em regime de colaboração com a União, projetos de construção e reforma de escolas com padrão arquitetônico e mobiliário adequado para o atendimento em tempo integral, por meio de laboratórios, bibliotecas e espaços de convivência e com acessibilidade para as pessoas com deficiência. • 2 – Promover, em consonância com as diretrizes dos Planos Nacional e Estadual do Livro e da Leitura e da lei Estadual de Leitura Literária nas escolas, a formação de leitores e a capacitação de professores e auxiliares de bibliotecas. • Por que os bibliotecários estão ausentes ?
  • 15.
    • Desde 1997a UFRN forma bibliotecários! • Bibliotecário(a) profissão regulamentada desde 1962 ( Lei N° 4.084, de 30 de junho). • Exercício da profissão é exclusiva aos portadores de diplomas de bacharéis em Biblioteconomia. • LEI Nº 9.674, DE 25 DE JUNHO DE 1998. Dispõe sobre o exercício da profissão de Bibliotecário e determina outras providências. Cada biblioteca deve contar com um bibliotecário(a). Avaliado como curso de excelência pelo MEC (2019)
  • 16.
    Produção de conhecimento Nocurso de Biblioteconomia, a cada semestre pelo menos dois ou mais TCC´s são sobre biblioteca escolar!
  • 17.
    Âmbito municipal • LEIN.º 6.751 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017 Institui o Plano Municipal do Livro, da Leitura, da Literatura e das Bibliotecas no Município de Natal (PMLLLB), cria o Conselho Municipal do Livro e da Leitura (CMLL), e dá outras providências. • Art. 1º - Fica instituído o Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Literatura e das Bibliotecas no Município de Natal, o (PMLLLB), com vigência por 10 (dez) anos, a contar da publicação desta Lei, na forma do Anexo I, com vistas ao cumprimento do disposto no Decreto Presidencial nº 7.559/2011; Lei Federal das Bibliotecas Escolares nº 12.244/2010; Lei nº 9.105, de 09/06/2008, instituidora da Política Estadual do Livro no Rio Grande do Norte – Lei Henrique Castriciano; Lei da Política Municipal do Livro de Natal, nº 6.299/2011; Lei Municipal de Promoção da Leitura Literária nas Escolas de Natal, nº 6.094/2010, instituída à luz da Lei Estadual nº 9.169/2009, com o fim de assegurar à população por meio de ações conjuntas e continuadas, o acesso ao livro e à leitura.
  • 18.
    • I -Promover iniciativas que permitam a criação, estruturação, gestão e manutenção do Sistema Municipal de Bibliotecas (SMB); • IV - Cumprir obrigações definidas pela Lei 12.244, 24.05.2010, referentes a bibliotecas escolares; • VI - Alocar equipes, especialmente profissionais bibliotecários efetivos, necessárias ao funcionamento das bibliotecas; • XXI - Garantir que as bibliotecas escolares promovam eventos relacionados ao livro no ambiente escolar, especialmente festivais voltados para a mediação da leitura.
  • 19.
    Programa Nacional Bibliotecana Escola (1997), descontinuado em 2015.
  • 20.
    • Marília Paiva(2017) apontou que o envio das obras do PNBE são imprescindíveis para composição do acervo. Mas, "O acervo enviado pelo governo federal, diversificado, apropriado e de qualidade, não consegue chegar às mãos dos usuários de muitas bibliotecas, por falta de uma ordem informacional que permita que sejam eficientemente localizados. Até mesmo a permanência desse acervo em muitas escolas está em risco, pela falta de controle. Os aspectos propriamente técnicos, que garantem a máxima utilização social dos itens e das informações praticamente inexistem na maioria delas; nem uma única biblioteca tem, por exemplo, indexação por assuntos.“ • A ausência/presença de um bibliotecário integral na escola ocasiona: “A falta de um bibliotecário na escola contribui, em primeiro lugar, para que a biblioteca tenha diferentes perfis em diferentes turnos, dependente da visão do auxiliar e dos outros agentes escolares que atuam em cada turno; e, [...], a presença do bibliotecário parece garantir uma atuação mais profissional da biblioteca, sem a denotação de lugar do quebra galho, da função difusa, que pode se transmutar, conforme as necessidades momentâneas/imediatas da escola."
  • 21.
    • Desde 1990são realizadas pesquisas que focalizam no impacto das bibliotecas escolares e as correlações com o desempenho dos alunos. • Universidade de Denver, nos Estados Unidos, mostrou que estudantes de escolas que mantêm bons programas de bibliotecas aprendem mais e obtêm melhores resultados em testes padronizados que alunos de escolas com bibliotecas deficientes. • Um bom programa de biblioteca conta com profissional especializado (em período integral), equipe de apoio treinada, acervo atualizado e constituído por diversos tipos de materiais informacionais, computadores conectados em rede e interligando os recursos da biblioteca às salas de aula e aos laboratórios resultam no melhor aproveitamento escolar dos estudantes. • As pesquisas demonstraram também que os benefícios associados a bons programas de biblioteca são mais fortes para os alunos mais vulneráveis ​​e em risco, incluindo estudantes de cor, estudantes de baixa renda e estudantes com deficiência.
  • 22.
    • Como braçode pesquisa e informação da escola, os programas de bibliotecas escolares podem oferecer desenvolvimento profissional aos professores e instruir os alunos sobre o uso e a ética da informação. Programas de biblioteca totalmente integrados com bibliotecários certificados podem aumentar o desempenho dos alunos e cultivar um espírito de colaboração nas escolas. Os líderes escolares que alavancam esses ativos perceberão o que a pesquisa mostrou: Os programas de bibliotecas escolares de qualidade são potentes impulsionadores do desempenho dos alunos, que podem dar importantes contribuições para melhorar as escolas em geral e, em particular, fechar a lacuna de desempenho entre os alunos mais vulneráveis. Lance, KC & Kachel, DE (2018). Por que os bibliotecários da escola são importantes: o que anos de pesquisa nos dizem. Phi Delta Kappan, 99 (7), 15-20.
  • 23.
    PESQUISA “RETRATOS DALEITURA - BIBLIOTECAS ESCOLARES” • Realizado pelo Instituto Pró-Livro, abril de 2019 – objetivo avaliar o impacto das bibliotecas no aprendizado dos alunos e quais os fatores garantem seu funcionamento eficaz. • Levantamento contou com a participação de gestores, professores e bibliotecários de quase 500 escolas públicas do Brasil para analisar o impacto das bibliotecas nas aprendizagens dos alunos, em 17 estados, contanto com 60 questões o questionário aplicado.
  • 24.
    • Relação positivaentre existência de bibliotecas escolares e o desempenho escolar em português e matemática. Essa relação é mais forte quanto mais vulnerável é condição socioeconômica da criança. E os indicadores da pesquisa apresentaram forte relação com os resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
  • 25.
    • Se compararmosa pior com a melhor escola com relação ao funcionamento da biblioteca, o desempenho em português aumenta 5 pontos na escala SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o que equivale a meio ano de aprendizado entre o 5º e 9º anos. • A escola com melhor avaliação do espaço físico da biblioteca tem um IDEB 0,2 maior que a escola com pior espaço físico. Para efeito de magnitude, observa-se que o Brasil inteiro cresceu 0,3 ponto no IDEB entre 2015 e 2017. A mesma magnitude de correlação tem o indicador de uso da biblioteca, sendo que para as escolas mais vulneráveis, a correlação chega a 0,5 ponto no IDEB. • O resultado sugere que a presença de um responsável qualificado que cuide da biblioteca e participe de atividades pedagógicas é relevante no aprendizado. A magnitude do efeito em desempenho em português é de 4 pontos (SAEB), ou um terço de um ano de aprendizado entre o 5º e 9º anos. A relação é ainda mais forte nas escolas mais vulneráveis: 16 pontos (SAEB) • A presença de um professor que se envolva em atividades de pesquisa e leitura, e incentive os alunos a frequentarem a biblioteca aumenta o desempenho em português em até 7 pontos na escala SAEB, o que representa 63% de um ano de aprendizado. Também existe uma correlação alta e positiva do indicador com o IDEB, equivalente a duas vezes o que o Brasil cresceu em termos de IDEB de 2015 a 2017.
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    Realidade • Estrutura desigualentre a presença das bibliotecas na rede privada e pública • Concentração de bibliotecas escolares nas regiões sul e sudeste • Bibliotecas com profissionais readaptados • Limitação da compreensão do que é biblioteca e de sua potência • Precariedade do espaço físico • Coleção defasada • Pobreza de serviços oferecidos • Inadequação da organização técnica dos livros, do acervo • Ausência de internet e de computadores • Biblioteca subutilizada, como local de castigo... • Fechadas, inexistentes.
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    • Inserção datemática biblioteca escolar na agenda pública dos estados e municípios. • Criação do cargo de bibliotecário no âmbito municipal e estadual • Criação de bibliotecas com bibliotecários • Distinção de sala de leitura e biblioteca • Vinculação da biblioteca escolar com o projeto pedagógico da escola • Compreensão da biblioteca como recurso do ensino-aprendizagem • Integração entre bibliotecário, equipe pedagógica e professores • Apoio da direção da escola quanto à biblioteca • Aproximar a comunidade da biblioteca para uma construção coletiva • Desenvolver a coleção, manter atualizado o acervo e organizado • Manter a biblioteca viva, dinâmica, centrada em serviços • Ofertar os recursos tecnológicos no espaço da biblioteca • Trabalhar em programa/rede/sistema bibliotecas e bibliotecários • Garantia da dotação orçamentária para a biblioteca Desafios
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    Afinal, qual bibliotecaqueremos? • Bibliotecas escolares abertas, integrada com a escola, apoiada pela direção, com a presença do bibliotecários(as) com vistas a garantir serviços e produtos de qualidade, o aprendizado e a construção do conhecimento para a vida, preparando para viver na “Sociedade da Informação”. • Espaço de socialização, de comunicação, de interação entre bibliotecários, alunos, professores e familiares. • Acesso de múltiplos recursos informacionais (variados suportes e formatos), rigorosamente selecionados e organizados, inclusive recursos tecnológicos, constituindo na principal forma de acesso gratuito. • Espaço vivo para a formação dos leitores e para o desenvolvimento de competências e habilidades informacionais.
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    • Ambiente paralidar com a informação, para desenvolvimento de pesquisas de alunos e professores. • “A biblioteca escolar é, sem dúvida, o espaço por excelência para promover experiências criativas de uso de informação. Ao reproduzir o ambiente informacional da sociedade contemporânea, aproximar o aluno de uma realidade que ele vai vivenciar no seu dia-a-dia, como profissional e como cidadão” (BERNADETE CAMPELLO, 2018) • “A biblioteca escolar é essencial a qualquer tipo de estratégia de longo prazo no que respeita a competências à leitura e escrita, à educação e informação e ao desenvolvimento econômico, social e cultural. A responsabilidade sobre a biblioteca escolar cabe às autoridades locais, regionais e nacionais, portanto deve essa agência ser apoiada por política e legislação específicas. Deve também contar com fundos apropriados e substanciais para pessoal treinado, materiais, tecnologias e instalações. A BE deve ser gratuita”.
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    Se tudo dercerto...para onde vamos? Biblioteca como centro de aprendizado colaborativo físico e virtual da escola. Dinâmica e responsiva.
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    SCHOOL LIBRARY LEARNING COMMONS •Metáforas: laboratório de aprendizado, fábrica de ideias. • Projetada para orientar a aprendizagem para a vida. Aprendizagem pessoal e significativa. • Ensino baseado em pesquisa, projetos, problemas. Desenvolvimento pensamento critico, colaborativo, criatividade. • Intenso uso das tecnologias de informação e comunicação. • Apoio da tecnologia para a construção de novos conhecimentos. • Foco no aprendizado / no aluno / no caminho, no processo / na colaboração / na criatividade / na inovação / na oportunidade. “Os alunos têm o direito de esperar boas bibliotecas escolares em todas as escolas do CANADÁ. Nossas bibliotecas escolares devem refletir nossos valores comuns de equidade, diversidade e identidade cultural, bem como as melhores abordagens nas profissões educacional e bibliotecária. Eles devem ser contextualmente relevantes para a necessidade e o sucesso do aluno. e construídos, tratados, medidos, renovados e sustentados continuamente por suas comunidades de aprendizagem. Devemos posicionar as bibliotecas escolares para liderar o aprendizado para o futuro”. (https://llsop.canadianschoollibraries.ca/)
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