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HISTÓRICO DA CATALOGAÇÃO E DA ELABORAÇÃO DE BIBLIOGRAFIAS
Antigüidade até Renascença, incluindo Idade Média:
Catálogos eram:
- inventários das coleções (“livro de tombo”)
- organizados em códices (forma de livro)
Lista do convento St. Martin, em Dover, Inglaterra, de 1389:
- talvez o primeiro catálogo considerado como tal
- continha o conteúdo de cada volume, além da análise das partes (entradas
analíticas)
Catálogo de Amplonius Ratnick, de Berka, Alemanha, 1410-12:
- uso de remissivas (registros eram remetidos a outros)
Avanço decorrente da Bibliografia (inicialmente, tentativas de bibliografias
universais; depois difusão das bibliografias comerciais):
final do século XV - Johann Tritheim – bibliógrafo e bibliotecário alemão
bibliografia em ordem cronológica, com índice alfabético de autor
metade do século XVI – Konrad Gesner - bibliógrafo e naturalista suíço
bibliografia em ordem de autor, com índice de assunto
século XVII – Iluminismo
crenças do Ocidente:
- podemos conhecer e compreender completamente o nosso mundo
- podemos e devemos controlar e classificar o conhecimento: enciclopédias e
catálogos de biblioteca
Encyclopedie (Diderot)
Encyclopedia Britannica
século XVIII:
muda o objetivo do catálogo: passa a ser desenvolvido para servir como um
instrumento de busca
desenvolvimento da pesquisa científica e atividades de estudo: crescimento de
bibliotecas na Europa
Revolução Francesa
bibliotecas dos nobres foram confiscadas e transformadas em bibliotecas de uso
público
1791 - 1o. código de catalogação - simples, curto e prático
uso do catálogo em fichas
(uso de cartas de baralho, por falta de papel: ás e 2 para títulos mais longos)
final do século XIX:
início da Biblioteconomia como se conhece hoje (em termos de fundamentos)
primeiros teóricos da catalogação:
- Anthony Panizzi – 91 regras – British Museum – Inglaterra
- Charles Jewett – código da Smithsonian Institute – Estados Unidos
- Carl Dziatzko – Instruções Prussianas
- Charles Ami Cutter – Rules for a dictionary catalogue
(STROUT, R. F. – 1956 – tradução e resumo em Eliane Mey, Introdução à
catalogação)
Novos rumos da catalogação – Alice Príncipe Barbosa – p. 30
problematização
“Assim, podemos dizer que a Catalogação, isto é, o processo técnico do
qual resulta o catálogo, é a linguagem de descrição bibliográfica, que só poderá
ser um bom instrumento de comunicação à medida que for normalizado.
Por sua vez, os catálogos serão mais úteis como instrumentos de
comunicação, quando adotarem uma linguagem padronizada, isto é, um mesmo
código de catalogação em âmbito internacional.
Entretanto, sendo o catálogo um meio e não um fim, o usuário ou o público
a que se destina deve ter o privilégio de ser convenientemente por ele atendido,
mesmo contrariando os preceitos aos quais estão ligados os catalogadores.”
ENTRADA (FICHA) PRINCIPAL
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ;
prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992.
153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo)
Inclui bibliografias e índice.
Em apêndice: Textos de escritores brasileiros.
1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série
código de localização pistas descrição bibliográfica
ENTRADA (FICHA) SECUNDÁRIA DE ASSUNTO
cabeçalho de assunto
BIBLIOTECONOMIA
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ;
prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992.
153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo)
Inclui bibliografias e índice.
Em apêndice: Textos de escritores brasileiros.
1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série
código de localização pistas descrição bibliográfica
ENTRADA (FICHA) SECUNDÁRIA DE TÍTULO
cabeçalho de título
Introdução à biblioteconomia
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ;
prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992.
153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo)
Inclui bibliografias e índice.
Em apêndice: Textos de escritores brasileiros.
1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série
código de localização pistas descrição bibliográfica
ENTRADA (FICHA) SECUNDÁRIA DE SÉRIE
cabeçalho de série
Manuais de estudo
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ;
prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992.
153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo)
Inclui bibliografias e índice.
Em apêndice: Textos de escritores brasileiros.
1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série
código de localização pistas descrição bibliográfica
025.4
R885i Rowley, Jennifer.
Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley ; tradução de
Antonio Agenor Briquet de Lemos. – Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1994.
xvi, 307 p. : il. ; 23 cm.
Inclui bibliografia e índice.
ISBN 85-85637-02-1
1. Bibliotecas – Automação. I. Título.
USP – Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Disciplina: Representação Descritiva
Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br)
2o semestre de 2006 6a
feira
Tipos de catálogos impressos da biblioteca: catálogos do público e catálogos internos
catálogos do público
1) Catálogo dividido: autor, título e assunto
2) Catálogo dicionário
3) Catálogo sistemático
1) Catálogo dividido – autores
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da
Mendes, Maria Tereza Reis
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
CCAA2 em 58 lições / Eliane Serrão Mey e Ma-
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
CCAA2 em 58 lições / Eliane Serrão
025.4
R885i Rowley, Jennifer.
Informática para bibliotecas /
Jennifer Rowley; tradução de Antonio
1) Catálogo dividido – títulos
1) Catálogo dividido – assuntos
CCAA2 em 58 lições
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão Alves
Mey e Maria Tereza Reis Mendes. – Brasília: ABDF,
1989.
...
Informática para bibliotecas
025.4
R885i Rowley, Jennifer.
Introdução à biblioteconomia
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Manuais de estudo
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
BIBLIOTECAS – AUTOMAÇÃO
025.4
R885i Rowley, Jennifer.
Informática para bibliotecas / Jennifer
Rowley ; tradução de Antonio Agenor Briquet
de Lemos. – Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1994.
xvi, 307 p. : il. 23 cm.
Inclui bibliografia e índice.
ISBN 85-85637-02-1
1. Bibliotecas – Automação. I. Título.
BIBLIOTECONOMIA
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
3) Catálogo sistemático: fichas principais
BIBLIOTECAS – AUTOMAÇÃO
025.04
R885i Rowley, Jennifer.
Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley ; tradução de Antonio Agenor Briquet
de Lemos. – Brasília : Briquet de Lemos/Livros, 1994.
BIBLIOTECONOMIA
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
CCAA2 em 58 lições
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
Informática para bibliotecas
025.04
R885i Rowley, Jennifer.
Manuais de estudo
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Mendes, Maria Tereza Reis
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
2) Catálogo dicionário
020 020
Fonseca, Edson Nery da. F676i
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca; prefácio de Antônio Houaiss. –
São Paulo: Pioneira,1992.
153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo)
025.04 025.04
Rowley, Jennifer. R885i
Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley
025.32 025.32
Mey, Eliane Serrão Alves. M612c
CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão
3) Catálogo sistemático: índice alfabético de assuntos
Catálogos internos
1) Catálogo de identidade (ou de nome certo, ou de “autoridade”)
2) Catálogo de assuntos
3) Catálogo dos números de classificação
4) Catálogo decisório
5) Catálogo topográfico
6) Catálogo de registro (ou de tombo)
1) Catálogo de identidade (ou de nome certo, ou de “autoridade”)
Tahan, Malba.
O homem que calculava. 1984.
√ BIBLIODATA / CALCO
xx Souza, Júlio César de Mello e
AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS 025.04
BIBLIOTECAS – AUTOMAÇÃO 025.04
BIBLIOTECAS – INFORMÁTICA 025.04
BIBLIOTECONOMIA 020
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA 025.32
DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA 025.32
INFORMÁTICA – BIBLIOTECAS 025.04
d 1895-1974
T128
1) Catálogo de identidade: ficha remissiva
Souza, Júlio César de Mello e.
Matemática divertida e curiosa. 1994.
√ BIBLIODATA / CALCO
x Mello e Souza, Júlio César de
xx Tahan, Malba
d 1895-1974
S729
1) Catálogo de identidade: ficha remissiva
Mello e Souza, Júlio César de
ver
Souza, Júlio César de Mello e
2) Catálogo de assuntos
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA
BIBLIODATA / CALCO
LC – Cataloging
x Descrição bibliográfica
xx Catalogação
025.32
Descrição bibliográfica
ver
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA
ver também
CATALOGAÇÃO
CATALOGAÇÃO
ver também
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA
3) Catálogo dos números de classificação
025.32
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA
DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA
4) Catálogo decisório
Editora – Entidade X
Gerar ponto de acesso para a entidade X quando esta for editora de um
item.
5) Catálogo topográfico
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da
025.04
R885i Rowley, Jennifer.
Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão Alves
6) Catálogo de registro (ou de tombo)
Disciplina: Representação Descritiva
Áreas e elementos da descrição de documentos e
pontuação adotada
segundo o Anglo-American Cataloging Rules – 2. ed. (AACR2)
025.32
M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão Alves Mey e Maria
Tereza Reis Mendes. – 2. ed. – Brasília: ABDF, 1989.
vii, 169 p. : il. ; 27 cm.
Bibliografia: p. 159.
Inclui índice.
ISBN 85-7120-005-X
1. Catalogação descritiva. I. Mendes, Maria Tereza Reis. II.
Título.
Área do título e da indicação de responsabilidade
Área da edição
Área da publicação, distribuição etc.
93 / 258 – ex. 1 – compra
020.676i Fonseca, Edson Nery da.
Introdução à biblioteconomia / Edson Nery
da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss. –
São Paulo : Pioneira, 1992.
153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo)
93 / 259 – ex. 2 – doação
020
F676i Fonseca, Edson Nery da.
Área da descrição física
Área de notas
Área de número normalizado e das modalidades de aquisição
ACR2 - Áreas e elementos da descrição
Área do título e da indicação de responsabilidade
 Título principal
 Títulos equivalentes
 Outras informações sobre o título
 Indicação de responsabilidade
Área da edição
 Indicação de edição
 Indicação de responsabilidade relativa à edição
Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta)
 Lugar de publicação, distribuição etc.
 Editora, distribuidor etc.
 Data de publicação, distribuição etc.
 Lugar de impressão
 Impressor
 Data da impressão
Área da descrição física (anterior colação)
 Extensão da publicação
 Ilustrações
 Dimensões
 Material adicional
Área da série
 Título principal da série
 Título equivalente
 Outras informações sobre o título da série
 Indicação de responsabilidade relativa à série
 ISSN
 Numeração da série
 Subsérie
Área das notas
Área do número normalizado e das modalidades de aquisição
 ISBN
 Modalidade de aquisição
 Qualificação
AACR2 - Áreas e pontuação
Área do título e da indicação de responsabilidade
 título principal
 = título equivalente
 : outro título ou informação sobre o título
 / primeiro dado referente à responsabilidade
 , segundo e terceiro dados de responsabilidade
 ; dados análogos subseqüentes
Área da edição
 .-- indicação de edição
 / primeiro dado de responsabilidade da edição
 , segundo e terceiro dados de responsabilidade
 ; dados análogos subseqüentes
Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta)
 .-- primeiro local de publicação
 ; segundo local de publicação
 : editora
 , data de publicação
 ( ) detalhes de impressão (lugar : nome, data)
Área da descrição física (anterior colação)
 .-- paginação e/ou número de volumes
 : dado referente a ilustração
 ; dimensão
 + material adicional
 ( ) detalhes físicos do material adicional
Área da série
 .-- título da série
 : outras informações sobre o título da série
 / primeira indicação responsabilidade série
 . título da subsérie
 , ISSN
 ; numeração dentro da série ou subsérie
 ( ) indicação de série
Área das notas
Área do número normalizado e das modalidades de aquisição
 ( ) qualificação
USP – Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Disciplina: Representação Descritiva
Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br)
2o semestre de 2006 6a
feira
CATALOGAÇÃO DE DOCUMENTOS: REGRAS GERAIS
ETAPAS
1) Identificação do tipo de documento a ser descrito
2) Leitura técnica das fontes de informação do documento
3) Descrição bibliográfica
4) Determinação dos pontos de acesso (principais e secundários) e interligação
dos mesmos por meio de remissivas, se necessário
Descrição Bibliográfica
É composta por áreas que são formadas por subconjuntos de dados
Cada elemento de dados descreve um aspecto do documento, ordenado em uma
série lógica.
Difere de acordo com o tipo do documento: monografias, publicações seriadas e
documentos não-textuais.
Algumas áreas são indispensáveis, outras são opcionais
Normas (códigos) e formatos
Ferramentas fundamentais na descrição, como meios de identificar materialmente
os documentos e ter acesso às informações contidas.
Normalização surge da necessidade de acesso fácil e universal à informação
bibliográfica e do desenvolvimento de serviços cooperativos entre unidades de
informação.
Como protótipos modificáveis, sujeitos a adaptações locais, proporcionam
condições para que as instituições possam elaborar bases de dados padronizadas
e também atendam necessidades específicas da comunidade usuária.
Sob a ótica tecnológica, existente em cada época, desde o seu desenvolvimento,
permite a interoperabilidade entre os sistemas.
Código de catalogação
Conjunto de regras que orientam a elaboração da descrição bibliográfica de um
documento.
Código em uso no Brasil: AACR2R (Código Anglo-Americano de Catalogação - 2
edição)
REGRAS GERAIS SEGUNDO O AACR2
Língua e alfabeto da descrição bibliográfica
Transcrição dos elementos que aparecem no documento:
no idioma e no alfabeto do documento em análise (incluindo os erros de
impressão e outros), para as áreas de:
- título e indicação de responsabilidade
- edição
- publicação
- série
no idioma e no alfabeto da agência catalogadora:
- designação geral de material (DGM), ou tipo de material - dado
opcional*
- descrição física
- notas
- ISBN
Algumas abreviaturas usadas na descrição
- [i.e.]= id est = isto é
- [et al.] = et alii = e outros
- [sic] = sic = como impresso
- [s.n.] = sine nomine = sem editora
- [s.l.] = sine loco = sem local
- ca. = circa = cerca de, aproximadamente
Níveis de descrição bibliográfica
Três níveis distintos de detalhamento na descrição, indicados por um mínimo de
elementos para cada um. Elementos que compõem o primeiro nível de descrição:
Título principal / primeira indicação de responsabilidade, se diferir do cabeçalho da
entrada principal em forma ou número, ou se não houver cabeçalho de entrada
principal. – Indicação de edição. – Detalhes específicos do material (ou do tipo de
publicação)*. – Primeira editora etc., data de publicação etc. – Extensão do
documento. – Nota(s). – Número normalizado.
Santos, Júnior, Martinho.
História do Brasil / Martinho Santos Júnior e Ovídio
Carvalho. – 2. ed. – Civilização Brasileira, 1976.
xx, 328 p.
Inclui bibliografia.
ISBN 85-324-0017-0
Fontes de informação das áreas de descrição
Áreas Fontes de Informação
Título e indicação de
responsabilidade
Página de rosto
Edição Página de rosto, outras preliminares e colofão*
Publicação, distribuição etc. Página de rosto, outras preliminares e colofão*
Descrição física Toda publicação
Série Toda publicação
Notas Toda publicação
Números normalizados Qualquer fonte
*Colofão: dados de impressor, local e data da impressão, em geral, registrados no
final da obra
USP – Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Disciplina: Representação Descritiva
Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br)
2o semestre de 2006 6a
feira
Histórico do Anglo-American Cataloging Rules (AACR)
AACR
• Com todas suas imperfeições, foi apoiado e adotado pela maioria dos países, mesmo por
aqueles que possuem códigos nacionais, talvez por representar o código mais fiel aos
princípios estabelecidos na Conferência de Paris (1961).
Em 1967
• Lançada 1a. edição do código de catalogação - AACR1;
• Duas versões para países de língua inglesa (britânica e norte-americana) por
divergências em alguns pontos.
Em 1969
• Lançada a versão em língua portuguesa, no Brasil, do AACR, que praticamente
extinguiu os diversos códigos existentes para ensino de Biblioteconomia;
• Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação - RIEC, em
Copenhague, Dinamarca, promovida pela IFLA: marca o caminho da padronização
da catalogação;
• Originou o documento: International Standard Bibliographic Description – ISBD
(estudo realizado por Michael Gorman).
RIEC, pretendia:
• Resolver divergências pendentes desde a Conferência de Paris;
• Examinar programas que começavam a influenciar a catalogação:
 catalogação compartilhada
 uso do computador em bibliotecas
RIEC, resolve a:
• Criação de um sistema internacional de permuta de informações bibliográficas de
cada país, feita por uma agência nacional, por meio de fichas ou fitas magnéticas;
• Para este fim, deveria haver o máximo de normalização, tanto na forma, quanto
no conteúdo da descrição bibliográfica.
ISBD
• 1971 - IFLA publica os estudos do ISBD: ISBD(M) (para monografia);
• Seguem-se outros ISBDs para diversos tipos e suportes de material:
 Obras raras - ISBD(A)
 Material não livro - ISBD(NBM)
 Publicações seriadas - ISBD(S)
 Material cartográfico (mapas, atlas etc.) - ISBD (CM)
 Geral - ISBD(G)
• Procurou ser instrumento de comunicação internacional de informação bibliográfica: a
padronização que propõe tem a vantagem de permitir a interpretação dos dados
bibliográficos para além dos limites da barreira lingüísticas;
• Determina os elementos necessários à descrição bibliográfica;
• Estabelece ordem de apresentação dos elementos;
• Utiliza seqüência de pontuações padronizadas;
• Apresenta a seguinte ordem geral dos elementos da descrição bibliográfica:
o zona do título e da indicação do autor
o zona da edição
o zona do pé de impressão (local de impressão,
o nome do editor, data de publicação,
o local de impressão, nome do impressor)
o zona da colação (n. de volumes e/ou n. de páginas,
o indicação da ilustração, formato, material acompanhante)
o zona de coleção
o zona de notas
o zona do ISBN, encadernação e do preço
AACR2
• O Anglo-American Cataloguing Rules - 2a. edição (AACR2), de 1978, tem como
base o ISBD(M) para descrição bibliográfica de monografias;
• A estrutura de zonas do ISBD foi incorporada pelo AACR2 com o nome de áreas;
• 1a. parte: trata da descrição bibliográfica dos diversos tipos e suportes de
material (livros, folhetos, materiais cartográficos, manuscritos, música, gravações
sonoras, filmes , microformas etc.);
• 2a. parte: trata da escolha e forma dos pontos de acesso (cabeçalhos, títulos
uniformes e remissivas).
Códigos de catalogação no Brasil
• Código de Catalogação da Biblioteca Vaticana
• AACR1 (traduzido e publicado em 1969)
• AACR2 (traduzido e publicado em 1983)
• “catalogação referenciada”
• AACR2 revisão (traduzido em 2002 e publicado em 2005)
USP – Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Disciplina: Representação Descritiva
Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br)
2o semestre de 2006 6a
feira
DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA: REGRAS POR ÁREA
1) ÁREA DO TÍTULO E INDICAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
O título é a palavra, frase, caractere ou grupo de caracteres que dá nome a um
documento ou à obra nele contida.
1.1) Título principal
Transcrever o título principal da mesma forma em que aparece no documento
quanto à ordem das palavras e grafia; contudo, apenas a primeira letra da primeira
palavra do título deve vir em maiúscula, exceção feita aos nomes próprios. Exs:
 101 experiências de filosofia cotidiana /
 Cem anos de solidão /
Documentos sem título principal: criar um título breve e descritivo, e registra-lo
entre colchetes. Ex.:
 [Mapa do Brasil]
Título alternativo: é a segunda parte do título principal, introduzida pela conjunção
ou ou suas equivalentes. Ex.:
 Novum organum, ou, Verdadeiras indicações acerca da interpretação da
natureza /
1.2) Títulos equivalentes (ou paralelos)
É o título principal em outro idioma: se o título aparecer na fonte principal de
informação em dois ou mais idiomas, registrar um deles como título principal e o(s)
outro(s) como título(s) equivalente(s), precedido(s) do sinal de igualdade.
No 2o
nível de descrição, utiliza-se apenas o primeiro título equivalente, a menos
que haja algum título equivalente no idioma da agência catalogadora. Ex.:
 International directory of art libraries = Répertoire international de
bibliothèques d’art /
 Spanish books = Libros en español = Livros em español : a catalogue of the
holdings of Metropolitan Central Library
Quando o título principal estiver em outro idioma e o documento apresentar o título
original, este deverá ser registrado na área de Notas, a não ser que:
- aparecer na fonte principal de informação em idioma diferente daquele
do título principal
- o documento também incluir o texto original (no todo ou em parte)
- o título original preceder o título principal na fonte principal de
informação
1.3) Outras informações sobre o título
Outras informações sobre o título, como o subtítulo, que apareçam na fonte
principal de informação.
Obras sem título coletivo: para documentos que contenham várias obras, como no
caso das coletâneas, mas sem um título comum para todas (ou seja, um título
coletivo), registrar os títulos das partes na ordem em que aparecem na fonte
principal de informação, ou, se não existir apenas uma única fonte, na ordem em
que aparecem no documento.
Os títulos das obras devem ser separados entre si por ponto e vírgula, caso
tenham o mesmo autor. Exs.:
 Medeia ; As bacantes / Eurípedes . –
 Gabriela, cravo e canela ; Dona Flor e seus dois maridos / Jorge Amado.
 Anos de ternura : romance. 15. ed. ; Algemas partidas : romance. 9. ed.
Caso os títulos tenham autores diferentes, separe os títulos por ponto. Exs.:
 Sobre o infinito, o universo e os mundos / Giordano Bruno. O ensaiador /
Galileu Galilei. A cidade do sol / Tommaso Campanella . –
 Gulliver’s travels / Jonathan Swift. Candide / Voltaire. Rameau’s Nephew /
Denis Diderot . –
Obras com título coletivo: para documentos que contenham várias obras, como no
caso das coletâneas, e que possuam um título coletivo (ou seja, um título comum),
registrar este título como título principal e registrar os títulos individuais em Nota
de Conteúdo. Exs.:
 Obra imatura / Mário de Andrade. –
 Os melhores contos de Alexandre Herculano . –
 Three plays / by Noel Coward
1.4) Indicação de responsabilidade
A indicação de responsabilidade é a parte da descrição do documento que
identifica o nome das pessoas responsáveis pelo conteúdo intelectual ou artístico,
das entidades das quais emana o conteúdo ou das pessoas ou entidades
responsáveis pela execução do conteúdo do documento.
A indicação de responsabilidade a ser transcrita é aquela que aparece em
destaque na fonte principal de informação. Registrá-la na forma como aparece,
logo após o título principal, títulos equivalentes e outras informações sobre o título,
precedida de uma barra inclinada.
Caso a informação tenha sido retirada de outra fonte que não seja a fonte principal
de informação, transcrevê-la entre colchetes.
Para documentos sem indicação de responsabilidade que apareçam em destaque:
se for necessária para a descrição, registrar a indicação de responsabilidade nas
Notas.
Para documentos com até três responsáveis com a mesma função: registrar todos
os nomes, separados por vírgula. Ex.:
 Medo à liberdade e compromisso democrático : LDB e Plano Nacional da
Educação / Carlos Roberto Jamil Cury, José Silvério Bahia Horta, Vera
Lúcia Alves de Brito
Para documentos com mais de três responsáveis: registrar apenas o primeiro
nome do responsável de cada grupo de funções (ou seja, com a mesma função),
seguido por espaço, reticências, espaço e a abreviatura latina [et al.], entre
colchetes, e separados entre si por ponto e vírgula. Exs.:
 História das sociedades : das sociedades modernas às sociedades atuais /
Aquino ... [et al.]
 Dickens 1970 : centenary essays / by Walter Allen … [et al.] ; edited by
Michael Slater
Responsáveis com títulos, como distinção, qualificações etc.: omitir estas
informações, a não ser que:
- sejam gramaticalmente necessários
- a omissão deixar somente um nome ou sobrenome
- o título do responsável seja necessário para identificação
- seja um título de nobreza ou título de honra britânico
Exs.:
 Um estudo em vermelho / Sir Arthur Conan Doyle ; tradução de Louisa
Ibanez. –
 O cachorrinho Samba na Bahia / Sra. Leandro Dupré. –
 Thunder and lightning [sound recording] ; The quiet storm / Miss Thang. -
Palavras que indicam o tipo de responsabilidade autoral: conservá-las e
acrescentar alguma, se necessário. Exs.:
 Terminology of documentation : a selection of 1.200 basic terms published
in English, french, german, Russian and Spanish = Terminologie de la
documentation / compiled by Gernot Wersig and Ulrich Neveling
 A caça ao turpente / Lewis Carroll ; tradução, apresentação, notas e
apêndices de Álvaro A. Antunes ; ilustrações de Regina E. C. Fernandes. –
 Os luminares tchecos / J. W. Rochester ; [psicografado por] Wera
Krijanowskaia ; tradução Victor Selin. –
 Renúncia : romance ditado pelo espírito Emmanuel ; [psicografado por]
Francisco Cândido Xavier. -
Nome do responsável como parte integrante do título: não deve ser repetido na
indicação de responsabilidade. Ex.:
 Os melhores contos de Alexandre Herculano . –
2) ÁREA DA EDIÇÃO
Edição (no caso de livros) se refere a todos os exemplares de um documento
produzidos na mesma matriz e editados pela mesma entidade.
2.1) Indicação de edição
Transcrita a informação sobre edição da maneira como se encontra no
documento, mas substituindo as palavras por abreviaturas normalizadas e usando
numerais no lugar de palavras, quando for o caso. Não existindo informação sobre
o número da edição, deduz-se ser a primeira e não se registra nada nessa área;
havendo informação de que se trata da primeira, registrar esta informação.
Anteceder a indicação de edição por ponto, espaço, travessão, espaço. Exs.:
 New ed. (para New edition)
 3rd ed. (para Third edition)
 2. ed. (para 2ª edição)
2.2) Indicações de responsabilidade da edição
Indicar a(s) responsabilidade(s) sobre a edição de um documento, se houver.
Anteceder por espaço, barra oblíqua e espaço. Ex.:
 A dictionary of modern English usage / by H. W. Fowler. – 2nd. ed. / revised
by Ernest Gowers
Se não houver indicação de número da edição, registrar a indicação de
responsabilidade de edição na área de Título e Indicação de Responsabilidade.
Ex.:
 Little Dorrit / Charles Dickens ; edited by John Holloway
3) ÁREA DA PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO ETC.
Área destinada a todos os dados relativos à atividade editorial, de criação ou de
fabricação de um documento, e de sua distribuição comercial.
Forma básica:
Primeiro lugar de publicação : primeira editora, data de publicação.
Para documentos não publicados em geral (teses, dissertações, relatórios, objetos
de arte e outros), não registrar nome e lugar da editora, nem as abreviaturas s.l. e
s.n.
Para objetos “ao natural” (ou seja, não preparados para distribuição comercial),
não registrar a data e a abreviatura s.d.
Se o nome da editora for desconhecido, registrar o nome e o lugar do fabricante,
caso apareçam no documento.
3.1) Lugar de publicação
- registrar na forma em que aparece na fonte principal de informação
- se necessário, para facilitar identificação do nome do lugar (em geral,
nome da cidade), transcrever ou acrescentar o nome do país ou do
estado etc. ao nome do lugar (para acréscimos, use o idioma da agência
catalogadora)
- usar colchetes para dados que não constem da fonte principal de
informação
- para nomes de lugar que aparecem de forma abreviada, complete com a
informação entre colchetes
Para mais de um lugar de publicação: registrar como segue.
Exs.:
 Paris ; Rio de Janeiro
 Paris ; New York ; Rio de Janeiro
Para local de publicação incerto: indicar local provável, em português, seguido de
um ponto de interrogação e entre colchetes.
Sem identificação do local de publicação: indicar o nome do país, estado ou
província como local. Se nenhum local for identificado, transcrever a abreviatura
[S.l.]
3.2) Nome da editora
Registrar de forma abreviada, desde que não prejudique a identificação. Para
nome da editora não identificada, registrar a abreviatura [s.n.]. Ex.:
 Cortez
Obs.: Atentar para a diferença entre editor (ou coordenador de uma obra) e editora
(instituição que responde pela publicação de uma obra).
3.3) Data de publicação
Deve ser registrada em algarismos arábicos. Ex.:
 2005
Usar a data de copyright opcionalmente. Para data desconhecida, registrar a data
de copyright ou de fabricação. Ex.:
 c1998
A data é um dado que não pode ser omitido. Se nenhuma data puder ser
encontrada, registrar uma data aproximada:
[1971 ou 1972] Um ano ou outro
[1969?] Data provável
[entre 1989 e 2004] Usar para datas com menos de 20 anos de diferença
[ca. 1940] Data aproximada (ca.= cerca de)
[200-] Década certa
[200-?] Década provável
[19--] Século certo
[18--?] Século provável
Obras com duas ou mais datas de publicação: registrar as datas extremas,
separadas por hífen. Ex.:
 1967-1978
Obras ainda em curso de publicação: registrar a data inicial em aberto. Ex.:
 2004-
4) ÁREA DA DESCRIÇÃO FÍSICA (OU COLAÇÃO)
Área onde se registram elementos que descrevem fisicamente o documento, em
termos de extensão (número de páginas ou de volumes), material ilustrativo,
tamanho e material adicional.
4.1) Extensão
Transcrever o número da última página, folha ou coluna, seguido das abreviaturas
p., fl. ou col., conforme o caso. Exs.:
 185 p. ; 25 cm.
 xiii, 354 p. : il. ; 24 cm.
Obras com páginas não numeradas
Ignorar páginas sem numeração quando forem em pequeno número ou
irrelevantes quanto ao conteúdo. Se, entretanto, forem julgadas relevantes, devem
ser contadas, e seu número indicado entre colchetes. Exs.:
 124 p., [6] f. : il. ; 28 cm.
Para obras com várias seções numeradas, registrar o número total de páginas (ou
folhas) das várias seções, seguido da frase em várias paginações. Ex.:
 349 p. em várias paginações ; 11 cm.
Para obras em mais de um volume, registrar o número de volumes (em vez de
registrar o número de páginas), antecedido pela abreviatura v. Para obras em dois
ou mais volumes com numeração contínua de páginas (ou folhas), registrar depois
do número de volumes, entre parênteses, o número total das páginas desses
volumes. Exs.:
 3 v. ; 21 cm.
 3 v. (xxii,747 p.) ; 35 cm.
4.2) Outros detalhes físicos
Refere-se ao material ilustrativo do documento. Registrar a abreviatura il. para
materiais ilustrativos como: desenhos, fac-símiles, lâminas, modelos, plantas,
retratos, ou qualquer outra espécie de ilustração no livro. Para outros tipos
específicos, como mapas, gráficos e fotografias, usar as formas correspondentes.
Exs.:
 214 p. : il. ; 21 cm.
 xxii, 321 p. : il., mapas ; 20 cm.
4.3) Dimensão
A dimensão é determinada pela medida da altura da lombada do livro em
centímetros, arredondada sempre para cima. A abreviatura cm segue o número.
Avaliar necessidade desta informação, segundo tipo de documento e de biblioteca.
Ex.:
 60 p. ; 21 cm.
4.4) Material adicional
Pode-se registrar os dados sobre material adicional de quatro maneiras:
- Em uma entrada (ficha) própria
- Em uma descrição em vários níveis
- No campo Notas
- No final da Descrição Física. Ex.:
 271 p. : il. ; 21 cm + 1 atlas
 34 p. + 1 disquete
5) ÁREA DA SÉRIE
Descrever dados referentes ao conjunto de monografias que apresentam
características comuns e são publicadas sob um título coletivo.
5.1) Título principal da série
Se houver formas variantes do título da série, registrar aquela que se encontra na
fonte principal de informação, e as outras formas na área de Notas, se necessário.
Ex.:
 Re-conquista
5.2) Título equivalente da série
Idem às regras básicas para título equivalente do título principal da obra. Ex.:
 Jeux visuels = Visual games
5.3) Outras informações sobre o título da série
Idem às regras básicas para título equivalente do título principal da obra. Ex.:
 Words : their origin, use, and spelling
5.4) Indicação de responsabilidade da série
Registrar indicações de responsabilidade associadas ao título da série, se
necessário para identificação desta. Ex.:
 Research monographs / Institute of Economics Affairs
5.5) ISSN da série
Registrar o ISSN da série a que pertence o documento.
O Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas ou International
Standard Serial Number é um número identificador aceito internacionalmente para
individualizar o título de uma publicação seriada; o ISSN é controlado por uma
rede internacional, sendo que, no Brasil, é o Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia - IBICT quem responde por ele. Ex.:
 Western Canadá series report, ISSN 0317-3127
5.6) Numeração da série
Registrar o número do documento na série, segundo os termos que aparecem
nele. Usar abreviaturas normalizadas (Apêndice B do AACR2) e algarismos
arábicos para representar outros numerais ou números escritos por extenso
(Apêndice C do AACR2). Ex.:
 Retratos do Brasil ; v. 89
 Colección de arte / Dirección General de Publicaciones ; 16
 Publicação do Instituto de Pesquisas da Marinha ; n. 097
No AACR2, apenas quando houver mais de uma indicação de série, é indicado o
uso de parênteses para cada ocorrência. No AACR2 abreviado, é indicado o uso
de parênteses para todas as informações sobre a série do documento, como
segue nos exemplos:
 (Colección Los ensayos. Serie filosófica)
 (Biblioteca do espírito moderno. Série 4, Literatura ; v. 10)
6) ÁREA DE NOTAS
Registrar as informações consideradas relevantes para a descrição do documento,
mas que não se referem a nenhum dos campos existentes. As notas podem ser:
formais (introduzidas por expressões prescritas/consagradas pelo AACR2) ou
informais (de livre redação do catalogador). Exs.:
 Título da capa.
Inclui bibliografia.
 Tradução de: Orban's oral histology and embriology.
 Inclui índice.
 Tese (Livre-docência) – Universidade de São Paulo, 1977.
Bibliografia: p. 167-176.
Ex. de Nota de Conteúdo:
 Conteúdo: Limites econômicos e jurídicos da tributação dos rendimentos /
Hugo von Wallis – O inventário dos encalhes de jornais, revistas e
fascículos perante o imposto de renda / Paulo Roberto C. Nogueira – A
disponibilidade econômico-jurídica para os efeitos da incidência / Ruy
Barbosa Nogueira.
7) ÁREA DO NÚMERO NORMALIZADO E MODALIDADES DE AQUISIÇÃO
Incluir o ISBN que identifica o livro.
O Número Internacional Normalizado para Livros ou International Standard Book
Number decorre de um sistema internacional padronizado de numeração e
identificação de títulos de livros em uma determinada edição. Utilizado também
para identificar softwares, seu sistema numérico é convertido em código de barras,
o que elimina barreiras lingüísticas e facilita a sua circulação e comercialização.
7.1) ISBN
Ex.:
 ISBN 0403-72461-1
7.2) Modalidades de aquisição
Registrar a forma de aquisição do documento, o que inclui: preço (se o documento
estiver à venda) ou da indicação de outra forma de aquisição. Avaliar utilidade
deste campo para a biblioteca. Exs.:
 R$ 45,00
 Gratuito para alunos da instituição
 Para alugar
7.3) Qualificação
Adotar para diferenciar dois ou mais números normalizados ou modalidades de
aquisição. Ex.:
 ISBN 0-387-08266-2 (EUA). – 0-387-08266-2 (Alemanha)
*OBSERVAÇÕES SOBRE OUTRAS ÁREAS E ELEMENTOS:
Designação Geral do Material (DGM):
É o termo que indica a classe geral do material, ou seja, o tipo de material. Deve
ser registrado logo após o título principal – é elemento da área de Título e
Indicação de Responsabilidade – e é usado opcionalmente para materiais não
livro. Ex.:
 Romance [gravação de som]
 Brasil [material cartográfico] : mapa político /
Detalhes Específicos do Material:
Área especial para materiais cartográficos, música, recursos eletrônicos e
recursos contínuos.
Consultar, respectivamente, os capítulos 3, 5, 9 e 12 do AACR2.
Consultar também o item 3 do AACR2 abreviado.
USP – Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Disciplina: Representação Descritiva
Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br)
2o semestre de 2006 6a
feira
ESCOLHA E FORMA DOS PONTOS DE ACESSO E ELABORAÇÃO
DE REMISSIVAS, SEGUNDO AACR2
1) INDICAÇÃO DE PONTOS DE ACESSO PRINCIPAIS E SECUNDÁRIOS:
Apenas um autor:
ponto de acesso principal para o autor
Souza, Márcio
A caligrafia de Deus / Márcio Souza. – São Paulo : Marco Zero,
1994.
159 p. ; 21 cm
ISBN 85-279-0168-4
I. Título.
Até três autores
ponto de acesso principal para o primeiro autor citado
pontos de acesso secundários para os outros autores
Quatro ou mais autores, sendo um autor indicado como principal
ponto de acesso principal para o nome do autor indicado como principal
Quatro ou mais autores, sendo que nenhum deles é indicado como principal
ponto de acesso principal para o título
ponto de acesso secundário para o primeiro autor citado
Autoria anônima
ponto de acesso principal para o título
Documento que contenha obras independentes de vários autores, reunidas sob
um título geral (ou coletivo)
ponto de acesso principal para o título geral (ou coletivo)
pontos de acesso secundários para os coordenadores, organizadores ou
editores, se forem em número de três; se houver mais de três, apenas para o
primeiro citado
pontos de acesso secundários para autor/ título e para título, se houver até
três obras, ou para os autores se forem até três e houver mais de três obras
Campello, Bernadete Santos
Fontes de informação especializada : características e utilização
/ Bernadete Santos Campello, Carlita Maria Campos. – Belo
Horizonte : Ed. UFMG, 1988.
143 p. ; 21 cm. – (Fontes de informação especializada)
ISBN 85-7041-039-5
I. Campos, Carlita Maria. II. Título. III. Série.
Planejamento de ensino e avaliação / Clódia Maria Godoy Turra
... [et al.]. – 9. ed. – Porto Alegre : PUC-RS, 1975.
307 p. ; 21 cm. – (Coleção livro-texto. Série universitária)
I. Turra, Clódia Maria Godoy. II. Série.
Three Australian plays / compiled by H. G. Kipax. –
Harmondsworth : Penguin Books, 1963.
311 p. ; 18 cm. – (Penguin plays)
Conteúdo: The one day of the year / Alan Seymour – Ned Kelly /
Douglas Stewart – The tower / Hal Porter.
I. Kipax, H. G. II. Seymour, Alan. The one day of the year. III.
Stewart, Douglas. Ned Kelly. IV. Porter, Hal. The tower. V.
ponto de acesso secundário para título, exceto quando o título for ponto de
acesso principal
ponto de acesso secundário para a série, quando cada obra tiver sido
catalogada separadamente e essa entrada fornecer um acesso considerado
relevante
2) FORMA DOS PONTOS DE ACESSO DE AUTORES PESSOAS E ENTIDADES
COLETIVAS (AUTORES CORPORATIVOS)
Em geral, usa-se a forma mais conhecida do nome do autor pessoal ou
corporativo. Para conhecer usos distintos da regra, consultar o v. 2 do AACR2 ou
a NBR 10523 (da ABNT) para Entrada de nomes de Língua Portuguesa em
registros bibliográficos.
Exemplos de forma de entrada de autores pessoais:
Sobrenomes simples:
 Martins, Beatriz Araújo
Sobrenomes com palavras indicando parentesco:
 Bittencourt Filho, José
 Oliveira Neto, José Carlos
Sobrenomes compostos:
 Machado de Assis, Joaquim Maria
 Santa Ana, Júlio de
 Lula da Silva, Luis Inácio
 Levi-Strauss, Claude
Sobrenomes espanhóis:
 Rivera Dias, Diego
 García Marques, Gabriel
Sobrenomes franceses:
 Le Rouge, Gustave
 De Chardin, Teillard
Sobrenomes italianos:
 D’Arienzo, Nicola
 Di Pierro, Maria Clara
 Da Ponte, Lorenzo
Sobrenomes alemães com prefixos que consistem na contração de um artigo e de
uma preposição (ex.: VOM= von dem; AM= an dem; ZUM= zu der):
 Am Thym, August
 Zur Linde, Otto
 Vom Ende, Erich
 Zum Busch
Sobrenomes alemães precedidos de artigos (DER, DIE, DAS, DEM), preposições
(VON, ZU) e/ou conjunção (UND):
 Goethe Johann Wolfang von
 Muhll, Peter von der
Sobrenomes holandeses (entrar pelo último sobrenome, exceto se o prefixo que o
precede for VER):
 Gripp, Klauss van der
 Brink, Jan ten
 Ver Boven, Daisy
Exemplos de forma de entrada de autores corporativos:
 Universidad Católica Madre y Maestría. Departamento de Medicina
 Brasil. Ministério das Relações Exteriores
 São Paulo (Estado). Secretaria de Economia e Planejamento
 Congresso Latino-Americano de Biblioteconomia e Documentação (2. :
1994 : Belo Horizonte)
 Conference on Cancer Public Education (1973 : Dulles Airport)
3) TÍTULOS UNIFORMES
Um título uniforme é um título que proporciona meios para reunir, num só local do
catálogo, todas as publicações da mesma obra, quando essas publicações têm
títulos principais diferentes.
Alguns casos em que se usa título uniforme:
obras com mais de uma edição e cujos títulos são diferentes
Dickens, Charles
[Oliver Twist]
The adventures of Oliver Twist
Dickens, Charles
[Oliver Twist]
Oliver Twist, or, The parish boy’s progress
título da obra não é o mais conhecido pelos usuários:
Melville, Hernan
[Moby Dick]
The whaling story from Moby Dick
obra traduzida para várias línguas:
Amado, Jorge
[Gabriela, cravo e canela]
Gabriela, clove and cinnamon ....
Exemplo de ficha matriz:
Homero
[Ilíada]
The sacher of Troya / Homero (...)
(…)
1. Épico I. Título II. Título: Ilíada
4) ELABORAÇÃO DE REMISSIVAS
As remissivas são pontos de acesso que remetem para outros pontos de acesso,
abrindo o leque de possibilidades de busca pelo usuário.
Dois tipos de remissivas são originários dos catálogos manuais: ver e ver
também.
As remissivas do tipo ver remetem de um cabeçalho não autorizado no sistema
para um autorizado.
Lucas, Victoria
ver
Plath, Sylvia
(remissiva do pseudônimo para o nome verdadeiro)
Barrett, Elizabeth
ver
Browning, Elizabeth Barret
(remissiva do nome anterior para nome posterior)
As remissivas do tipo ver também remetem de um cabeçalho autorizado para
outro(s) cabeçalho(s) autorizado(s).
Creasy, John
ver também
Ashe, Gordon
Marric, J. J.
Ashe, Gordon
ver também
Creasy, John
Marric, J. J.
Marric, J. J.
ver também
Ashe, Gordon
Creasy, John
(remissivas dos romances policiais de John Creasy escritos sob seu verdadeiro
nome e sob seus pseudônimos)
CÓDIGO DE LOCALIZAÇÃO DO DOCUMENTO
O código de localização é composto por um grupo de elementos que objetiva remeter a
representação do documento – realizada na descrição bibliográfica – à localização
espacial do mesmo em uma determinada coleção (de uma biblioteca ou rede de
bibliotecas ou outras unidades de informação). Por este motivo, este código deve
individualizar (ou singularizar) o documento, ou seja, tornando-o único em todo o
sistema, de modo a possibilitar os processos de controle e de acesso aos documentos da
coleção.
A princípio, as bibliotecas utilizavam uma localização fixa dos documentos,
isto é, os mesmos eram organizados de acordo com seu tamanho e ordem de
chegada, possuindo, portanto, um lugar permanente na estante. Tal prática
impossibilitava o acesso direto às estantes pelos usuários. Por isso, passou a ser
difundido em bibliotecas o método da localização relativa, que consiste no arranjo
dos documentos de acordo com as relações de assunto existentes entre eles, de
forma que possa haver descarte ou incorporação de documentos sem que a
seqüência de assuntos seja afetada. Com este arranjo, os usuários passaram a
realizar suas buscas a documentos de interesse pelo acesso às estantes.
Deve-se considerar que, a esta época, os catálogos eram inexistentes ou
embrionários e, portanto, não havia representação dos documentos satisfatória de
forma a evitar ou diminuir a busca pela estante, ou seja, por browsing. Com o
maior uso dos catálogos, decorrentes da sedimentação de regras de catalogação,
do desenvolvimento da catalogação cooperativa e da incorporação dos avanços
da tecnologia eletrônica e de telecomunicações, o código de localização passou a
assumir, cada vez mais, o papel de ligação (ou de relacionamento) entre a
representação do documento e o próprio. Neste modelo de organização, o
instrumento de busca é prioritariamente o catálogo e não a estante de
documentos. Isto é mais comum em bibliotecas e centros de documentação
especializados onde os documentos representam poucos assuntos genéricos que
os distingam, tornando pouco útil uma organização de documentos por assuntos;
por outro lado, este tipo de organização é mais adequado em coleções de
bibliotecas em que os assuntos são mais diversos e/ou o público demanda
também a busca e exploração de documentos pelas estantes (como a
comunidade em geral e o público infantil).
Com a inserção do texto completo do documento no catálogo, este código
de localização perdeu sua utilidade, pois o objeto físico “documento” e sua
representação estão ancorados no mesmo ambiente informacional e relacionados
entre si. Desta forma, ocorrem apenas codificações realizadas pelo sistema
informatizado entre cada documento e sua representação em toda a coleção nele
armazenada.
No caso das coleções tradicionais, alguns métodos para a composição do
código de localização do documento adotam critérios como:
- ordem de chegada do documento na coleção (critério cronológico ou
seqüencial)
- por assunto e autor
- por tipo de material, assunto e autor,
- por tipo de material e ordem de chegada
Contudo, o método que se consagrou em bibliotecas de coleções
compostas por documentos convencionais (em especial, obras de referência e
livros) é aquele nomeado número de chamada, e que é constituído
essencialmente por elementos que representam um assunto genérico e a
indicação de autoria.
A estrutura básica do número de chamada é a que segue:
Código de classificação
Código relativo ao assunto genérico do
documento, retirado de um sistema de
classificação. Objetiva reunir na estante, de forma
relativa, todos os documentos de mesmo assunto
ou de assuntos correlatos.
Notação de autor
Código relativo à indicação de autoria (ou ao
título, caso seja este o ponto de acesso principal
determinado na descrição bibliográfica do
documento). Possibilita a inclusão de informações
a respeito do idioma, forma (comentário,
dicionário, enciclopédia, etc.) e outros
responsáveis (tradutor, biógrafo, etc.) do
documento, de forma a distingui-lo de outros com
o mesmo código de classificação.
Outros elementos de
individualização
Elementos adotados para finalizar a
individualização do documento quando
necessário: n. da edição, n. do volume, data de
publicação, n. do exemplar no acervo, ou ainda,
para indicar a disposição de tipos de documentos
distintos em espaços separados.
Código de classificação:
Os códigos que representam os assuntos são retirados de sistemas de
classificação, os quais consistem em listas estruturadas de assuntos
representados por notações numéricas ou alfanuméricas.
Os dois grandes sistemas de classificação internacionalmente empregados
são a Classificação Decimal de Dewey (CDD) e a Classificação Decimal Universal
(CDU), que foi inicialmente baseada na CDD.
Há ainda sistemas adotados por bibliotecas que participam de redes
temáticas de informação, como o sistema de classificação da National Library of
Medicine (NLM), dos Estados Unidos. Também bastante conhecido é o sistema de
classificação da Library of Congress (LC), também dos Estados Unidos, uma vez
ser esta biblioteca depositária de coleção significativa em termos internacionais.
Os sistemas de classificação inicialmente objetivavam possibilitar a
localização de um documento por seu assunto e a organização dos mesmos no
espaço da biblioteca. Contudo, estes sistemas foram amplamente desenvolvidos
posteriormente de forma a virem a se constituir em linguagens para representação
e recuperação da informação dos documentos.
Por este motivo, este tópico será tratado em disciplina relativa ao
tratamento do conteúdo dos documentos.
Notação de autor:
Código que representa a indicação de autoria ou o título, segundo aquele
determinado como ponto de acesso principal na catalogação do documento.
Charles Ami Cutter criou, em 1880, a primeira tabela numérica para
representar nomes de autores. A esta tabela, seguiu-se a de Cutter-Sanborn,
elaborada por Kate Sanborn, e a segunda tabela do próprio Cutter, ambas
utilizando três algarismos.
A tabela de Cutter-Sanborn, mais conhecida como “Tabela Cutter”, embora
seja amplamente empregada no Brasil, é mais adequada aos nomes de língua
inglesa. Pode-se dizer que a versão brasileira da Tabela Cutter – a Tabela PHA –
surgiu em 1964, de autoria da bibliotecária Heloísa de Almeida Prado. Esta tabela
apresenta uma melhor distribuição dos números para os nomes portugueses e
brasileiros.
Em geral, a notação de autor se faz pela inicial do sobrenome do autor – no
caso de autor pessoal – seguida dos três algarismos correspondentes
encontrados na tabela. Considera-se as iniciais da entidade no caso de autor
corporativo, e do título, dependendo do ponto de acesso principal.
Apesar do grande uso destas tabelas, outros métodos são adotados para a
determinação da notação do autor. Como o objetivo é individualizar o documento
em uma dada coleção, muitas bibliotecas utilizam apenas o código formado pelas
três primeiras letras do sobrenome do autor. Por exemplo:
Albuquerque, Lins (ponto de acesso principal de autor): ALB
Planejamento...... (ponto de acesso principal de título): PLA
De qualquer forma, deve-se consultar o catálogo para verificar se a
notação de autor utilizada vai possibilitar a formação de uma codificação que
individualize o documento na coleção.
Orientações para uso das tabelas de notação de autor:
1. Procurar na tabela o grupo de letras correspondente às primeiras letras do
sobrenome do autor (ou primeiras letras do ponto de acesso principal) e
verificar o número a ele correspondente. Ex.:
Cutter=C991
Tabela: Cutt 991
2. Se as primeiras letras do nome não constarem na tabela, usar o número
correspondente às letras mais próximas alfabeticamente anteriores. Ex.:
Campello=C193
Tabela: Campe 193
Campen 194
3. Se o número encontrado já tiver sido usado, sugere-se acrescentar à tabela
um outro, porém sempre em forma decimal. Recomenda-se não usar o
número 0 pois este pode ser confundido com a letra O. Ex.:
Sanchez, Jaime=S211
Sanchez, Raul=S2113 (criado)
4. Inicialmente, a notação do autor era composta como citada acima, mas era
recomendado que se acrescentasse a primeira letra do título após os três
algarismos retirados da tabela de autor, no caso de bibliotecas maiores,
para garantir maiores possibilidades de singularização do número de
chamada (ver LEHNUS, 1978). Contudo, atualmente, as bibliotecas que
utilizam o número de chamada incluem a primeira letra do título. Ex.:
autor: Sanchez, Jaime n. de chamada: 370.98
tíitulo: Historia de la educación en América Latina S211h
5. Se houver dois ou mais títulos do mesmo autor classificados sob o mesmo
código e se suas iniciais coincidirem, diferenciá-los acrescentando outra
letra do título. Ex.:
autor: Pérez Galdós, Benito n. de chamada: 863.5
tíitulo: Cánovas P438c
autor: Pérez Galdós, Benito n. de chamada: 863.5
tíitulo: Los cién mil hijos de San Luís P438ci
6. No caso de autores que escrevem séries de livros cujos títulos se iniciam
com as mesmas palavras, acrescentar outra letra de palavras significativas
do título ou acrescentar números. Ex.:
autor: Hergé
títulos: Tintim no Tibete
Tintim na América
respectivamente:
843 ou 843
H545tt H545t
843 ou 843
H545ta H545t2
7. Para traduções, pode-se usar codificação especial que as reúna por seu
título original. Ex.:
autor: Laski, H. J. n. de chamada: 320
tíitulo: El Estado en la teoría y en la práctica L345s.Eh
título original: The state in theory and practice
tradutor: Vicente Herrero
onde:
L=Laski (sobrenome do autor do documento)
s=state (primeira palavra significativa do título original)
E=idioma espanhol (idioma da tradução)
h=Herrero (sobrenome do tradutor)
8. Para biografias, distingue-se o biógrafo e o biografado da seguinte maneira:
autor: Monduci, A. n. de chamada: B869.1
tíitulo: Henriqueta Lisboa, vida e obra L769m
onde:
L=Lisboa (sobrenome do biografado)
m=Monduci (sobrenome do biógrafo)
9. Para livros anônimos e para publicações institucionais, publicações oficiais
e congêneres, não finalizar a notação de autor pela primeira letra do título.
Exs.:
autor: Brasil. Ministério do Planejamento n. de chamada: 309.23
tíitulo: Metas e bases de ação do Governo B823
título: Enciclopédia Mirador Internacional n. de chamada: 030
E56
autor anônimo n. de chamada: 398.21
título: O livro das mil e uma noites M788
tíitulo uniforme:Mil e uma noites
10. Outros elementos distintivos:
indicação relativa a tipos de documentos distintos, que se queira armazenar
em separado:
R (para documentos de referência)
015
AV (para documentos audiovisuais)
025.32
indicação de edições distintas de uma mesma obra:
002
R666d (primeira edição)
002
R666d
2. ed. (segunda edição)
indicação de data, no caso de congressos, conferências e outros eventos,
que se repetem em períodos estabelecidos:
020.6381
C749a
1987
020.6381
C749a
1989
indicação de volume, no caso de obras publicadas em mais de um volume:
036.9
E56
3. ed.
v. 1
036.9
E56
3. ed.
v. 2
indicação de exemplar, no caso da existência de mais de um exemplar do
mesmo documento na coleção; é a última codificação do número de
chamada:
002 (primeiro exemplar)
R666d
v. 1
002 (segundo exemplar)
R666d
v. 2
ex. 2
O arranjo dos documentos na estante segue, após a seqüência dos códigos de
classificação, a ordem decimal da notação de autor que é apresentada nas
tabelas. Exs.:
869
L23p
869
L233p
BIBLIOGRAFIA:
LEHNUS, Donald J. Notação de autor: manual para bibliotecas. Rio de Janeiro:
BNG/Brasilart, 1978.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1995.
PRADO, Heloísa de Almeida. Tabela "PHA": para individualizar os autores dentro
das diversas classes de assunto, isto é, dentro dos mesmos números de
classificação. 3. ed. rev. São Paulo: T.A. Queiroz, 2001. 109 p.
CATALOGAÇÃO: CONSIDERAÇÕES GERAIS
1) DESCRIÇÃO BIBLOGRÁFICA DE DOCUMENTOS
A Biblioteconomia trabalha essencialmente com a organização e recuperação de
informações, e a promoção de seu uso, no contexto de um determinado sistema
de informações.
Para tanto, são realizados processos de seleção, representação descritiva e
temática, armazenamento (guarda e preservação) e estratégias de busca de
informações para possibilitar seu acesso a usuários.
A representação descritiva realizada em bibliotecas é usualmente denominada de
catalogação (ou catalogação descritiva, em oposição à catalogação de assunto, a
qual também é chamada de indexação).
Para realizar a catalogação, procede-se, inicialmente, à identificação do tipo de
documento e, então, à leitura técnica do mesmo.
A catalogação é composta por:
- descrição bibliográfica
- indicação dos pontos de acesso
A descrição bibliográfica é uma das etapas da catalogação, mas algumas vezes,
estes dois termos são tomados como sinônimos.
A descrição bibliográfica é tanto um produto quanto um processo (ou operação).
A descrição bibliográfica (processo) realiza a:
- descrição da parte física (ou material) do documento
- descrição dos elementos de identificação do documento, o que inclui: o
documento como um todo e as partes/itens bibliográficos distintos que o
compõem
- indicação das relações bibliográficas com elementos descritivos de outros
documentos
Enquanto produto, a descrição bibliográfica pode ser definida como um conjunto
organizado de informações acerca de determinado documento, destinado a
fornecer uma descrição única deste documento, não ambígua, permitindo sua
identificação em catálogos e bases de dados.
O uso de códigos normalizados na descrição bibliográfica é fundamental por
regularizar e padronizar procedimentos em um sistema de informações,
possibilitando:
- dar maior consistência e qualidade ao sistema de informações, ao fornecer
registros coerentes entre si e índices de acesso normalizados
- viabilizar a cooperação catalográfica entre unidades de informação
- diminuir a necessidade de tomar decisões individuais para cada documento
a ser catalogado
- facilitar os processos de informatização
2) INDICAÇÃO DOS PONTOS DE ACESSO A DESCRIÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
Para a ordenação das fichas no catálogo e sua posterior recuperação, realiza-se:
- a escolha e forma dos pontos de acesso
- a elaboração de remissivas
Escolha dos pontos de acesso:
Entrada principal (ou ficha matriz): possui um cabeçalho (considerado principal)
que serve de ponto de acesso a esta ficha e é registrado acima da descrição
bibliográfica
Entradas secundárias (ou fichas secundárias): possuem cabeçalhos (considerados
secundários) que servem de ponto de acesso a estas fichas e são registrados
acima da descrição bibliográfica
Origem das entradas (ou fichas) principais e secundárias:
- quando se elaborava o inventário de uma biblioteca em livros, usava-se
uma entrada principal para a descrição de cada documento e, ao final, um
índice de acesso aos outros dados da descrição
- quando a descrição passou a fazer uso de fichas para cada documento (em
substituição aos livros), usava-se uma ficha principal completa (conhecida
como ficha matriz e cujo ponto de acesso principal era, em geral, o autor) e,
por questões de economia (em função de restrições tecnológicas), fazia-se
fichas secundárias (ou seja, com entrada por outros pontos de acesso),
mas com descrição resumida1
Com base nas regras do AACR2, os pontos de acesso podem ser de:
- autor (pessoal ou corporativo)
- título (título principal, outros títulos, nome da série e título uniforme)
- assunto (os quais não são escopo desta disciplina)
Também são indicados pelo AACR2, a elaboração de remissivas para permitir
acessos opcionais a:
- nomes de pessoas
- nomes de entidades
- nomes geográficos
- títulos uniformes
GLOSSÁRIO DE TERMOS ADOTADOS EM CATALOGAÇÃO
1) CATALOGAÇÃO
Processo de descrição (ou representação) das características de um documento,
objetivando permitir sua identificação e seleção pelo usuário.
1
A prática de adotar o autor como o ponto de acesso principal à descrição
bibliográfica de um documento (por isso, chamado de entrada principal) decorre
da cultura de catalogação dos Estados Unidos do início do século XX; a
catalogação na cultura alemã, estabelecida pelas Instruções Prussianas, as quais
chegaram a ser de grande uso na Europa, indicavam a entrada pelo título ou por
partes dele.
O valor dispensado ao autor de uma obra pode ser encontrado na tradição
ocidental, oriunda dos gregos, distinta da tradição oriental, em que as obras são
reconhecidas por seu título.
Para tanto, inclui os processos de:
1) descrição bibliográfica do documento
2) determinação dos pontos de acesso ao documento
3) elaboração do código de localização do documento
2) ITEM
Um documento ou um grupo de documentos sob qualquer suporte, editado,
distribuído ou tratado como uma entidade intelectual autônoma, constituindo a
base de uma única descrição bibliográfica.
Aqui adotaremos o termo “DOCUMENTO” para a informação registrada em
qualquer suporte manipulável e “COLEÇÃO” para o conjunto de documentos
produzidos por um princípio comum.
3) FONTE PRINCIPAL DE INFORMAÇÃO
A fonte de dados de um documento que tem prioridade no preparo de uma
descrição bibliográfica, ou de parte dela.
3) PÁGINA DE ROSTO
Página do início de um documento, que traz o título principal e, em geral, embora
não necessariamente, a indicação de responsabilidade e os dados referentes à
sua produção.
4) DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA
Conjunto de dados que descreve (ou representa) os elementos característicos de
um documento. Compõe-se dos elementos de identificação e dos elementos de
descrição física do documento. (Refere-se tanto ao processo quanto ao produto
“descrição”).
Os elementos de conteúdo são tratados na indexação e na elaboração de
resumos.
4.1) ÁREAS
Seções da descrição que compreendem dados de uma categoria particular ou de
um conjunto de categorias. As áreas são compostas pelos elementos.
4.2) ELEMENTOS
Palavras, frases ou grupos de caracteres que representam uma unidade distinta
de informação, e compõem uma área.
5) PONTO DE ACESSO
Nome, termo, código, etc., sob o qual pode ser procurado e identificado um
registro bibliográfico.
6) CÓDIGO DE LOCALIZAÇÃO DO DOCUMENTO
Codificação dada a um documento. Realiza a relação do registro bibliográfico que
representa o documento com o mesmo. Objetiva o acesso ao documento após
localizado no registro bibliográfico de um catálogo. (Em geral, em bibliotecas
compostas por acervos grandes e sobre temas genéricos, utiliza-se o código de
localização denominado número de chamada).
6.1) NÚMERO DE CHAMADA
Código de localização do documento em uma biblioteca composto por um número
de classificação, uma notação referente à entrada principal (autor ou título; em
geral, o primeiro) e outras informações, quando existentes (edição, volume,
exemplar e outros).
7) ENTRADA PRINCIPAL (OU FICHA PRINCIPAL)
Registro catalográfico completo de um documento, apresentado na forma que o
permita ser identificado. A entrada (ou ficha) principal pode incluir as pistas dos
cabeçalhos sob os quais serão acessadas as outras entradas (ou fichas) no
catálogo.
8) ENTRADA SECUNDÁRIA (OU FICHA SECUNDÁRIA)
Registro catalográfico produzido a partir da entrada (ficha principal) para
possibilitar o acesso a outros dados deste registro no catálogo.
9) CABEÇALHO
Palavra ou frase colocados no alto de uma entrada catalográfica, como ponto de
acesso a um registro do catálogo.
10) PISTAS
Cabeçalhos registrados na entrada (ficha) principal, que representam os outros
acessos possíveis a um mesmo registro do catálogo.
11) ENTRADA ANALÍTICA
Entrada para parte de um documento, já registrado sob uma entrada abrangente,
considerada uma entidade intelectual autônoma.
12) CATÁLOGO
Conjunto de entradas (fichas) principais e secundárias que representa
documentos que compõem um dado acervo de uma biblioteca. Em uma biblioteca,
o acervo e seu catálogo, são decorrentes de objetivos institucionalmente
construídos.

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Histórico da catalogação e da elaboração de bibliografias

  • 1. HISTÓRICO DA CATALOGAÇÃO E DA ELABORAÇÃO DE BIBLIOGRAFIAS Antigüidade até Renascença, incluindo Idade Média: Catálogos eram: - inventários das coleções (“livro de tombo”) - organizados em códices (forma de livro) Lista do convento St. Martin, em Dover, Inglaterra, de 1389: - talvez o primeiro catálogo considerado como tal - continha o conteúdo de cada volume, além da análise das partes (entradas analíticas) Catálogo de Amplonius Ratnick, de Berka, Alemanha, 1410-12: - uso de remissivas (registros eram remetidos a outros) Avanço decorrente da Bibliografia (inicialmente, tentativas de bibliografias universais; depois difusão das bibliografias comerciais): final do século XV - Johann Tritheim – bibliógrafo e bibliotecário alemão bibliografia em ordem cronológica, com índice alfabético de autor metade do século XVI – Konrad Gesner - bibliógrafo e naturalista suíço bibliografia em ordem de autor, com índice de assunto século XVII – Iluminismo crenças do Ocidente: - podemos conhecer e compreender completamente o nosso mundo - podemos e devemos controlar e classificar o conhecimento: enciclopédias e catálogos de biblioteca Encyclopedie (Diderot) Encyclopedia Britannica século XVIII: muda o objetivo do catálogo: passa a ser desenvolvido para servir como um instrumento de busca desenvolvimento da pesquisa científica e atividades de estudo: crescimento de bibliotecas na Europa Revolução Francesa bibliotecas dos nobres foram confiscadas e transformadas em bibliotecas de uso público
  • 2. 1791 - 1o. código de catalogação - simples, curto e prático uso do catálogo em fichas (uso de cartas de baralho, por falta de papel: ás e 2 para títulos mais longos) final do século XIX: início da Biblioteconomia como se conhece hoje (em termos de fundamentos) primeiros teóricos da catalogação: - Anthony Panizzi – 91 regras – British Museum – Inglaterra - Charles Jewett – código da Smithsonian Institute – Estados Unidos - Carl Dziatzko – Instruções Prussianas - Charles Ami Cutter – Rules for a dictionary catalogue (STROUT, R. F. – 1956 – tradução e resumo em Eliane Mey, Introdução à catalogação) Novos rumos da catalogação – Alice Príncipe Barbosa – p. 30 problematização “Assim, podemos dizer que a Catalogação, isto é, o processo técnico do qual resulta o catálogo, é a linguagem de descrição bibliográfica, que só poderá ser um bom instrumento de comunicação à medida que for normalizado. Por sua vez, os catálogos serão mais úteis como instrumentos de comunicação, quando adotarem uma linguagem padronizada, isto é, um mesmo código de catalogação em âmbito internacional. Entretanto, sendo o catálogo um meio e não um fim, o usuário ou o público a que se destina deve ter o privilégio de ser convenientemente por ele atendido, mesmo contrariando os preceitos aos quais estão ligados os catalogadores.” ENTRADA (FICHA) PRINCIPAL 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992. 153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo) Inclui bibliografias e índice. Em apêndice: Textos de escritores brasileiros. 1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série código de localização pistas descrição bibliográfica
  • 3. ENTRADA (FICHA) SECUNDÁRIA DE ASSUNTO cabeçalho de assunto BIBLIOTECONOMIA 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992. 153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo) Inclui bibliografias e índice. Em apêndice: Textos de escritores brasileiros. 1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série código de localização pistas descrição bibliográfica ENTRADA (FICHA) SECUNDÁRIA DE TÍTULO cabeçalho de título Introdução à biblioteconomia 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992. 153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo) Inclui bibliografias e índice. Em apêndice: Textos de escritores brasileiros. 1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série
  • 4. código de localização pistas descrição bibliográfica ENTRADA (FICHA) SECUNDÁRIA DE SÉRIE cabeçalho de série Manuais de estudo 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira, 1992. 153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo) Inclui bibliografias e índice. Em apêndice: Textos de escritores brasileiros. 1. Biblioteconomia. I. Título. II. Série código de localização pistas descrição bibliográfica
  • 5. 025.4 R885i Rowley, Jennifer. Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley ; tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos. – Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994. xvi, 307 p. : il. ; 23 cm. Inclui bibliografia e índice. ISBN 85-85637-02-1 1. Bibliotecas – Automação. I. Título. USP – Escola de Comunicações e Artes Departamento de Biblioteconomia e Documentação Disciplina: Representação Descritiva Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br) 2o semestre de 2006 6a feira Tipos de catálogos impressos da biblioteca: catálogos do público e catálogos internos catálogos do público 1) Catálogo dividido: autor, título e assunto 2) Catálogo dicionário 3) Catálogo sistemático 1) Catálogo dividido – autores 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Mendes, Maria Tereza Reis 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. CCAA2 em 58 lições / Eliane Serrão Mey e Ma- 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. CCAA2 em 58 lições / Eliane Serrão 025.4 R885i Rowley, Jennifer. Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley; tradução de Antonio
  • 6. 1) Catálogo dividido – títulos 1) Catálogo dividido – assuntos CCAA2 em 58 lições 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão Alves Mey e Maria Tereza Reis Mendes. – Brasília: ABDF, 1989. ... Informática para bibliotecas 025.4 R885i Rowley, Jennifer. Introdução à biblioteconomia 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Manuais de estudo 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. BIBLIOTECAS – AUTOMAÇÃO 025.4 R885i Rowley, Jennifer. Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley ; tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos. – Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994. xvi, 307 p. : il. 23 cm. Inclui bibliografia e índice. ISBN 85-85637-02-1 1. Bibliotecas – Automação. I. Título. BIBLIOTECONOMIA 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. CATALOGAÇÃO DESCRITIVA 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves.
  • 7. 3) Catálogo sistemático: fichas principais BIBLIOTECAS – AUTOMAÇÃO 025.04 R885i Rowley, Jennifer. Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley ; tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos. – Brasília : Briquet de Lemos/Livros, 1994. BIBLIOTECONOMIA 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. CATALOGAÇÃO DESCRITIVA 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. CCAA2 em 58 lições 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. Informática para bibliotecas 025.04 R885i Rowley, Jennifer. Manuais de estudo 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Mendes, Maria Tereza Reis 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. 2) Catálogo dicionário 020 020 Fonseca, Edson Nery da. F676i Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca; prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo: Pioneira,1992. 153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo) 025.04 025.04 Rowley, Jennifer. R885i Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley 025.32 025.32 Mey, Eliane Serrão Alves. M612c CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão
  • 8. 3) Catálogo sistemático: índice alfabético de assuntos Catálogos internos 1) Catálogo de identidade (ou de nome certo, ou de “autoridade”) 2) Catálogo de assuntos 3) Catálogo dos números de classificação 4) Catálogo decisório 5) Catálogo topográfico 6) Catálogo de registro (ou de tombo) 1) Catálogo de identidade (ou de nome certo, ou de “autoridade”) Tahan, Malba. O homem que calculava. 1984. √ BIBLIODATA / CALCO xx Souza, Júlio César de Mello e AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS 025.04 BIBLIOTECAS – AUTOMAÇÃO 025.04 BIBLIOTECAS – INFORMÁTICA 025.04 BIBLIOTECONOMIA 020 CATALOGAÇÃO DESCRITIVA 025.32 DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA 025.32 INFORMÁTICA – BIBLIOTECAS 025.04
  • 9. d 1895-1974 T128 1) Catálogo de identidade: ficha remissiva Souza, Júlio César de Mello e. Matemática divertida e curiosa. 1994. √ BIBLIODATA / CALCO x Mello e Souza, Júlio César de xx Tahan, Malba d 1895-1974 S729 1) Catálogo de identidade: ficha remissiva Mello e Souza, Júlio César de ver Souza, Júlio César de Mello e 2) Catálogo de assuntos CATALOGAÇÃO DESCRITIVA BIBLIODATA / CALCO LC – Cataloging x Descrição bibliográfica xx Catalogação 025.32 Descrição bibliográfica
  • 10. ver CATALOGAÇÃO DESCRITIVA CATALOGAÇÃO DESCRITIVA ver também CATALOGAÇÃO CATALOGAÇÃO ver também CATALOGAÇÃO DESCRITIVA 3) Catálogo dos números de classificação 025.32 CATALOGAÇÃO DESCRITIVA DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA 4) Catálogo decisório Editora – Entidade X Gerar ponto de acesso para a entidade X quando esta for editora de um item. 5) Catálogo topográfico 020 F676i Fonseca, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da 025.04 R885i Rowley, Jennifer. Informática para bibliotecas / Jennifer Rowley 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão Alves
  • 11. 6) Catálogo de registro (ou de tombo) Disciplina: Representação Descritiva Áreas e elementos da descrição de documentos e pontuação adotada segundo o Anglo-American Cataloging Rules – 2. ed. (AACR2) 025.32 M612c Mey, Eliane Serrão Alves. CCAA2 em 58 lições / por Eliane Serrão Alves Mey e Maria Tereza Reis Mendes. – 2. ed. – Brasília: ABDF, 1989. vii, 169 p. : il. ; 27 cm. Bibliografia: p. 159. Inclui índice. ISBN 85-7120-005-X 1. Catalogação descritiva. I. Mendes, Maria Tereza Reis. II. Título. Área do título e da indicação de responsabilidade Área da edição Área da publicação, distribuição etc. 93 / 258 – ex. 1 – compra 020.676i Fonseca, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia / Edson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss. – São Paulo : Pioneira, 1992. 153 p. : il. ; 24 cm. – (Manuais de estudo) 93 / 259 – ex. 2 – doação 020 F676i Fonseca, Edson Nery da.
  • 12. Área da descrição física Área de notas Área de número normalizado e das modalidades de aquisição ACR2 - Áreas e elementos da descrição Área do título e da indicação de responsabilidade  Título principal  Títulos equivalentes  Outras informações sobre o título  Indicação de responsabilidade Área da edição  Indicação de edição  Indicação de responsabilidade relativa à edição Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta)  Lugar de publicação, distribuição etc.  Editora, distribuidor etc.  Data de publicação, distribuição etc.  Lugar de impressão  Impressor  Data da impressão Área da descrição física (anterior colação)  Extensão da publicação  Ilustrações  Dimensões  Material adicional Área da série  Título principal da série  Título equivalente  Outras informações sobre o título da série  Indicação de responsabilidade relativa à série  ISSN
  • 13.  Numeração da série  Subsérie Área das notas Área do número normalizado e das modalidades de aquisição  ISBN  Modalidade de aquisição  Qualificação AACR2 - Áreas e pontuação Área do título e da indicação de responsabilidade  título principal  = título equivalente  : outro título ou informação sobre o título  / primeiro dado referente à responsabilidade  , segundo e terceiro dados de responsabilidade  ; dados análogos subseqüentes Área da edição  .-- indicação de edição  / primeiro dado de responsabilidade da edição  , segundo e terceiro dados de responsabilidade  ; dados análogos subseqüentes Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta)  .-- primeiro local de publicação  ; segundo local de publicação  : editora  , data de publicação  ( ) detalhes de impressão (lugar : nome, data) Área da descrição física (anterior colação)  .-- paginação e/ou número de volumes  : dado referente a ilustração  ; dimensão
  • 14.  + material adicional  ( ) detalhes físicos do material adicional Área da série  .-- título da série  : outras informações sobre o título da série  / primeira indicação responsabilidade série  . título da subsérie  , ISSN  ; numeração dentro da série ou subsérie  ( ) indicação de série Área das notas Área do número normalizado e das modalidades de aquisição  ( ) qualificação USP – Escola de Comunicações e Artes Departamento de Biblioteconomia e Documentação Disciplina: Representação Descritiva Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br) 2o semestre de 2006 6a feira CATALOGAÇÃO DE DOCUMENTOS: REGRAS GERAIS ETAPAS 1) Identificação do tipo de documento a ser descrito 2) Leitura técnica das fontes de informação do documento 3) Descrição bibliográfica 4) Determinação dos pontos de acesso (principais e secundários) e interligação dos mesmos por meio de remissivas, se necessário Descrição Bibliográfica É composta por áreas que são formadas por subconjuntos de dados Cada elemento de dados descreve um aspecto do documento, ordenado em uma série lógica. Difere de acordo com o tipo do documento: monografias, publicações seriadas e documentos não-textuais.
  • 15. Algumas áreas são indispensáveis, outras são opcionais Normas (códigos) e formatos Ferramentas fundamentais na descrição, como meios de identificar materialmente os documentos e ter acesso às informações contidas. Normalização surge da necessidade de acesso fácil e universal à informação bibliográfica e do desenvolvimento de serviços cooperativos entre unidades de informação. Como protótipos modificáveis, sujeitos a adaptações locais, proporcionam condições para que as instituições possam elaborar bases de dados padronizadas e também atendam necessidades específicas da comunidade usuária. Sob a ótica tecnológica, existente em cada época, desde o seu desenvolvimento, permite a interoperabilidade entre os sistemas. Código de catalogação Conjunto de regras que orientam a elaboração da descrição bibliográfica de um documento. Código em uso no Brasil: AACR2R (Código Anglo-Americano de Catalogação - 2 edição)
  • 16. REGRAS GERAIS SEGUNDO O AACR2 Língua e alfabeto da descrição bibliográfica Transcrição dos elementos que aparecem no documento: no idioma e no alfabeto do documento em análise (incluindo os erros de impressão e outros), para as áreas de: - título e indicação de responsabilidade - edição - publicação - série no idioma e no alfabeto da agência catalogadora: - designação geral de material (DGM), ou tipo de material - dado opcional* - descrição física - notas - ISBN Algumas abreviaturas usadas na descrição - [i.e.]= id est = isto é - [et al.] = et alii = e outros - [sic] = sic = como impresso - [s.n.] = sine nomine = sem editora - [s.l.] = sine loco = sem local - ca. = circa = cerca de, aproximadamente Níveis de descrição bibliográfica Três níveis distintos de detalhamento na descrição, indicados por um mínimo de elementos para cada um. Elementos que compõem o primeiro nível de descrição: Título principal / primeira indicação de responsabilidade, se diferir do cabeçalho da entrada principal em forma ou número, ou se não houver cabeçalho de entrada principal. – Indicação de edição. – Detalhes específicos do material (ou do tipo de publicação)*. – Primeira editora etc., data de publicação etc. – Extensão do documento. – Nota(s). – Número normalizado.
  • 17. Santos, Júnior, Martinho. História do Brasil / Martinho Santos Júnior e Ovídio Carvalho. – 2. ed. – Civilização Brasileira, 1976. xx, 328 p. Inclui bibliografia. ISBN 85-324-0017-0 Fontes de informação das áreas de descrição Áreas Fontes de Informação Título e indicação de responsabilidade Página de rosto Edição Página de rosto, outras preliminares e colofão* Publicação, distribuição etc. Página de rosto, outras preliminares e colofão* Descrição física Toda publicação Série Toda publicação Notas Toda publicação Números normalizados Qualquer fonte *Colofão: dados de impressor, local e data da impressão, em geral, registrados no final da obra USP – Escola de Comunicações e Artes Departamento de Biblioteconomia e Documentação Disciplina: Representação Descritiva Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br) 2o semestre de 2006 6a feira Histórico do Anglo-American Cataloging Rules (AACR) AACR • Com todas suas imperfeições, foi apoiado e adotado pela maioria dos países, mesmo por aqueles que possuem códigos nacionais, talvez por representar o código mais fiel aos princípios estabelecidos na Conferência de Paris (1961).
  • 18. Em 1967 • Lançada 1a. edição do código de catalogação - AACR1; • Duas versões para países de língua inglesa (britânica e norte-americana) por divergências em alguns pontos. Em 1969 • Lançada a versão em língua portuguesa, no Brasil, do AACR, que praticamente extinguiu os diversos códigos existentes para ensino de Biblioteconomia; • Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação - RIEC, em Copenhague, Dinamarca, promovida pela IFLA: marca o caminho da padronização da catalogação; • Originou o documento: International Standard Bibliographic Description – ISBD (estudo realizado por Michael Gorman). RIEC, pretendia: • Resolver divergências pendentes desde a Conferência de Paris; • Examinar programas que começavam a influenciar a catalogação:  catalogação compartilhada  uso do computador em bibliotecas
  • 19. RIEC, resolve a: • Criação de um sistema internacional de permuta de informações bibliográficas de cada país, feita por uma agência nacional, por meio de fichas ou fitas magnéticas; • Para este fim, deveria haver o máximo de normalização, tanto na forma, quanto no conteúdo da descrição bibliográfica. ISBD • 1971 - IFLA publica os estudos do ISBD: ISBD(M) (para monografia); • Seguem-se outros ISBDs para diversos tipos e suportes de material:  Obras raras - ISBD(A)  Material não livro - ISBD(NBM)  Publicações seriadas - ISBD(S)  Material cartográfico (mapas, atlas etc.) - ISBD (CM)  Geral - ISBD(G) • Procurou ser instrumento de comunicação internacional de informação bibliográfica: a padronização que propõe tem a vantagem de permitir a interpretação dos dados bibliográficos para além dos limites da barreira lingüísticas; • Determina os elementos necessários à descrição bibliográfica; • Estabelece ordem de apresentação dos elementos; • Utiliza seqüência de pontuações padronizadas; • Apresenta a seguinte ordem geral dos elementos da descrição bibliográfica: o zona do título e da indicação do autor o zona da edição o zona do pé de impressão (local de impressão, o nome do editor, data de publicação, o local de impressão, nome do impressor) o zona da colação (n. de volumes e/ou n. de páginas, o indicação da ilustração, formato, material acompanhante) o zona de coleção o zona de notas o zona do ISBN, encadernação e do preço AACR2 • O Anglo-American Cataloguing Rules - 2a. edição (AACR2), de 1978, tem como base o ISBD(M) para descrição bibliográfica de monografias; • A estrutura de zonas do ISBD foi incorporada pelo AACR2 com o nome de áreas; • 1a. parte: trata da descrição bibliográfica dos diversos tipos e suportes de material (livros, folhetos, materiais cartográficos, manuscritos, música, gravações sonoras, filmes , microformas etc.); • 2a. parte: trata da escolha e forma dos pontos de acesso (cabeçalhos, títulos uniformes e remissivas).
  • 20. Códigos de catalogação no Brasil • Código de Catalogação da Biblioteca Vaticana • AACR1 (traduzido e publicado em 1969) • AACR2 (traduzido e publicado em 1983) • “catalogação referenciada” • AACR2 revisão (traduzido em 2002 e publicado em 2005) USP – Escola de Comunicações e Artes Departamento de Biblioteconomia e Documentação Disciplina: Representação Descritiva Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br) 2o semestre de 2006 6a feira DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA: REGRAS POR ÁREA 1) ÁREA DO TÍTULO E INDICAÇÃO DE RESPONSABILIDADE O título é a palavra, frase, caractere ou grupo de caracteres que dá nome a um documento ou à obra nele contida. 1.1) Título principal Transcrever o título principal da mesma forma em que aparece no documento quanto à ordem das palavras e grafia; contudo, apenas a primeira letra da primeira palavra do título deve vir em maiúscula, exceção feita aos nomes próprios. Exs:  101 experiências de filosofia cotidiana /  Cem anos de solidão / Documentos sem título principal: criar um título breve e descritivo, e registra-lo entre colchetes. Ex.:  [Mapa do Brasil] Título alternativo: é a segunda parte do título principal, introduzida pela conjunção ou ou suas equivalentes. Ex.:
  • 21.  Novum organum, ou, Verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza / 1.2) Títulos equivalentes (ou paralelos) É o título principal em outro idioma: se o título aparecer na fonte principal de informação em dois ou mais idiomas, registrar um deles como título principal e o(s) outro(s) como título(s) equivalente(s), precedido(s) do sinal de igualdade. No 2o nível de descrição, utiliza-se apenas o primeiro título equivalente, a menos que haja algum título equivalente no idioma da agência catalogadora. Ex.:  International directory of art libraries = Répertoire international de bibliothèques d’art /  Spanish books = Libros en español = Livros em español : a catalogue of the holdings of Metropolitan Central Library Quando o título principal estiver em outro idioma e o documento apresentar o título original, este deverá ser registrado na área de Notas, a não ser que: - aparecer na fonte principal de informação em idioma diferente daquele do título principal - o documento também incluir o texto original (no todo ou em parte) - o título original preceder o título principal na fonte principal de informação 1.3) Outras informações sobre o título Outras informações sobre o título, como o subtítulo, que apareçam na fonte principal de informação.
  • 22. Obras sem título coletivo: para documentos que contenham várias obras, como no caso das coletâneas, mas sem um título comum para todas (ou seja, um título coletivo), registrar os títulos das partes na ordem em que aparecem na fonte principal de informação, ou, se não existir apenas uma única fonte, na ordem em que aparecem no documento. Os títulos das obras devem ser separados entre si por ponto e vírgula, caso tenham o mesmo autor. Exs.:  Medeia ; As bacantes / Eurípedes . –  Gabriela, cravo e canela ; Dona Flor e seus dois maridos / Jorge Amado.  Anos de ternura : romance. 15. ed. ; Algemas partidas : romance. 9. ed. Caso os títulos tenham autores diferentes, separe os títulos por ponto. Exs.:  Sobre o infinito, o universo e os mundos / Giordano Bruno. O ensaiador / Galileu Galilei. A cidade do sol / Tommaso Campanella . –  Gulliver’s travels / Jonathan Swift. Candide / Voltaire. Rameau’s Nephew / Denis Diderot . – Obras com título coletivo: para documentos que contenham várias obras, como no caso das coletâneas, e que possuam um título coletivo (ou seja, um título comum), registrar este título como título principal e registrar os títulos individuais em Nota de Conteúdo. Exs.:  Obra imatura / Mário de Andrade. –  Os melhores contos de Alexandre Herculano . –  Three plays / by Noel Coward 1.4) Indicação de responsabilidade
  • 23. A indicação de responsabilidade é a parte da descrição do documento que identifica o nome das pessoas responsáveis pelo conteúdo intelectual ou artístico, das entidades das quais emana o conteúdo ou das pessoas ou entidades responsáveis pela execução do conteúdo do documento. A indicação de responsabilidade a ser transcrita é aquela que aparece em destaque na fonte principal de informação. Registrá-la na forma como aparece, logo após o título principal, títulos equivalentes e outras informações sobre o título, precedida de uma barra inclinada. Caso a informação tenha sido retirada de outra fonte que não seja a fonte principal de informação, transcrevê-la entre colchetes. Para documentos sem indicação de responsabilidade que apareçam em destaque: se for necessária para a descrição, registrar a indicação de responsabilidade nas Notas. Para documentos com até três responsáveis com a mesma função: registrar todos os nomes, separados por vírgula. Ex.:  Medo à liberdade e compromisso democrático : LDB e Plano Nacional da Educação / Carlos Roberto Jamil Cury, José Silvério Bahia Horta, Vera Lúcia Alves de Brito Para documentos com mais de três responsáveis: registrar apenas o primeiro nome do responsável de cada grupo de funções (ou seja, com a mesma função),
  • 24. seguido por espaço, reticências, espaço e a abreviatura latina [et al.], entre colchetes, e separados entre si por ponto e vírgula. Exs.:  História das sociedades : das sociedades modernas às sociedades atuais / Aquino ... [et al.]  Dickens 1970 : centenary essays / by Walter Allen … [et al.] ; edited by Michael Slater Responsáveis com títulos, como distinção, qualificações etc.: omitir estas informações, a não ser que: - sejam gramaticalmente necessários - a omissão deixar somente um nome ou sobrenome - o título do responsável seja necessário para identificação - seja um título de nobreza ou título de honra britânico Exs.:  Um estudo em vermelho / Sir Arthur Conan Doyle ; tradução de Louisa Ibanez. –  O cachorrinho Samba na Bahia / Sra. Leandro Dupré. –  Thunder and lightning [sound recording] ; The quiet storm / Miss Thang. - Palavras que indicam o tipo de responsabilidade autoral: conservá-las e acrescentar alguma, se necessário. Exs.:  Terminology of documentation : a selection of 1.200 basic terms published in English, french, german, Russian and Spanish = Terminologie de la documentation / compiled by Gernot Wersig and Ulrich Neveling  A caça ao turpente / Lewis Carroll ; tradução, apresentação, notas e apêndices de Álvaro A. Antunes ; ilustrações de Regina E. C. Fernandes. –  Os luminares tchecos / J. W. Rochester ; [psicografado por] Wera Krijanowskaia ; tradução Victor Selin. –  Renúncia : romance ditado pelo espírito Emmanuel ; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. -
  • 25. Nome do responsável como parte integrante do título: não deve ser repetido na indicação de responsabilidade. Ex.:  Os melhores contos de Alexandre Herculano . – 2) ÁREA DA EDIÇÃO Edição (no caso de livros) se refere a todos os exemplares de um documento produzidos na mesma matriz e editados pela mesma entidade. 2.1) Indicação de edição Transcrita a informação sobre edição da maneira como se encontra no documento, mas substituindo as palavras por abreviaturas normalizadas e usando numerais no lugar de palavras, quando for o caso. Não existindo informação sobre o número da edição, deduz-se ser a primeira e não se registra nada nessa área; havendo informação de que se trata da primeira, registrar esta informação. Anteceder a indicação de edição por ponto, espaço, travessão, espaço. Exs.:  New ed. (para New edition)  3rd ed. (para Third edition)  2. ed. (para 2ª edição) 2.2) Indicações de responsabilidade da edição Indicar a(s) responsabilidade(s) sobre a edição de um documento, se houver. Anteceder por espaço, barra oblíqua e espaço. Ex.:
  • 26.  A dictionary of modern English usage / by H. W. Fowler. – 2nd. ed. / revised by Ernest Gowers Se não houver indicação de número da edição, registrar a indicação de responsabilidade de edição na área de Título e Indicação de Responsabilidade. Ex.:  Little Dorrit / Charles Dickens ; edited by John Holloway 3) ÁREA DA PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO ETC. Área destinada a todos os dados relativos à atividade editorial, de criação ou de fabricação de um documento, e de sua distribuição comercial. Forma básica: Primeiro lugar de publicação : primeira editora, data de publicação. Para documentos não publicados em geral (teses, dissertações, relatórios, objetos de arte e outros), não registrar nome e lugar da editora, nem as abreviaturas s.l. e s.n. Para objetos “ao natural” (ou seja, não preparados para distribuição comercial), não registrar a data e a abreviatura s.d. Se o nome da editora for desconhecido, registrar o nome e o lugar do fabricante, caso apareçam no documento. 3.1) Lugar de publicação - registrar na forma em que aparece na fonte principal de informação - se necessário, para facilitar identificação do nome do lugar (em geral, nome da cidade), transcrever ou acrescentar o nome do país ou do estado etc. ao nome do lugar (para acréscimos, use o idioma da agência catalogadora)
  • 27. - usar colchetes para dados que não constem da fonte principal de informação - para nomes de lugar que aparecem de forma abreviada, complete com a informação entre colchetes Para mais de um lugar de publicação: registrar como segue. Exs.:  Paris ; Rio de Janeiro  Paris ; New York ; Rio de Janeiro Para local de publicação incerto: indicar local provável, em português, seguido de um ponto de interrogação e entre colchetes. Sem identificação do local de publicação: indicar o nome do país, estado ou província como local. Se nenhum local for identificado, transcrever a abreviatura [S.l.] 3.2) Nome da editora Registrar de forma abreviada, desde que não prejudique a identificação. Para nome da editora não identificada, registrar a abreviatura [s.n.]. Ex.:  Cortez Obs.: Atentar para a diferença entre editor (ou coordenador de uma obra) e editora (instituição que responde pela publicação de uma obra). 3.3) Data de publicação Deve ser registrada em algarismos arábicos. Ex.:  2005 Usar a data de copyright opcionalmente. Para data desconhecida, registrar a data de copyright ou de fabricação. Ex.:  c1998 A data é um dado que não pode ser omitido. Se nenhuma data puder ser encontrada, registrar uma data aproximada: [1971 ou 1972] Um ano ou outro [1969?] Data provável [entre 1989 e 2004] Usar para datas com menos de 20 anos de diferença
  • 28. [ca. 1940] Data aproximada (ca.= cerca de) [200-] Década certa [200-?] Década provável [19--] Século certo [18--?] Século provável Obras com duas ou mais datas de publicação: registrar as datas extremas, separadas por hífen. Ex.:  1967-1978 Obras ainda em curso de publicação: registrar a data inicial em aberto. Ex.:  2004- 4) ÁREA DA DESCRIÇÃO FÍSICA (OU COLAÇÃO) Área onde se registram elementos que descrevem fisicamente o documento, em termos de extensão (número de páginas ou de volumes), material ilustrativo, tamanho e material adicional. 4.1) Extensão Transcrever o número da última página, folha ou coluna, seguido das abreviaturas p., fl. ou col., conforme o caso. Exs.:  185 p. ; 25 cm.  xiii, 354 p. : il. ; 24 cm. Obras com páginas não numeradas Ignorar páginas sem numeração quando forem em pequeno número ou irrelevantes quanto ao conteúdo. Se, entretanto, forem julgadas relevantes, devem ser contadas, e seu número indicado entre colchetes. Exs.:  124 p., [6] f. : il. ; 28 cm. Para obras com várias seções numeradas, registrar o número total de páginas (ou folhas) das várias seções, seguido da frase em várias paginações. Ex.:  349 p. em várias paginações ; 11 cm. Para obras em mais de um volume, registrar o número de volumes (em vez de registrar o número de páginas), antecedido pela abreviatura v. Para obras em dois ou mais volumes com numeração contínua de páginas (ou folhas), registrar depois do número de volumes, entre parênteses, o número total das páginas desses volumes. Exs.:  3 v. ; 21 cm.  3 v. (xxii,747 p.) ; 35 cm.
  • 29. 4.2) Outros detalhes físicos Refere-se ao material ilustrativo do documento. Registrar a abreviatura il. para materiais ilustrativos como: desenhos, fac-símiles, lâminas, modelos, plantas, retratos, ou qualquer outra espécie de ilustração no livro. Para outros tipos específicos, como mapas, gráficos e fotografias, usar as formas correspondentes. Exs.:  214 p. : il. ; 21 cm.  xxii, 321 p. : il., mapas ; 20 cm. 4.3) Dimensão A dimensão é determinada pela medida da altura da lombada do livro em centímetros, arredondada sempre para cima. A abreviatura cm segue o número. Avaliar necessidade desta informação, segundo tipo de documento e de biblioteca. Ex.:  60 p. ; 21 cm. 4.4) Material adicional Pode-se registrar os dados sobre material adicional de quatro maneiras: - Em uma entrada (ficha) própria - Em uma descrição em vários níveis - No campo Notas - No final da Descrição Física. Ex.:  271 p. : il. ; 21 cm + 1 atlas  34 p. + 1 disquete 5) ÁREA DA SÉRIE Descrever dados referentes ao conjunto de monografias que apresentam características comuns e são publicadas sob um título coletivo. 5.1) Título principal da série Se houver formas variantes do título da série, registrar aquela que se encontra na fonte principal de informação, e as outras formas na área de Notas, se necessário. Ex.:
  • 30.  Re-conquista 5.2) Título equivalente da série Idem às regras básicas para título equivalente do título principal da obra. Ex.:  Jeux visuels = Visual games 5.3) Outras informações sobre o título da série Idem às regras básicas para título equivalente do título principal da obra. Ex.:  Words : their origin, use, and spelling 5.4) Indicação de responsabilidade da série Registrar indicações de responsabilidade associadas ao título da série, se necessário para identificação desta. Ex.:  Research monographs / Institute of Economics Affairs 5.5) ISSN da série Registrar o ISSN da série a que pertence o documento. O Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas ou International Standard Serial Number é um número identificador aceito internacionalmente para individualizar o título de uma publicação seriada; o ISSN é controlado por uma rede internacional, sendo que, no Brasil, é o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT quem responde por ele. Ex.:  Western Canadá series report, ISSN 0317-3127 5.6) Numeração da série Registrar o número do documento na série, segundo os termos que aparecem nele. Usar abreviaturas normalizadas (Apêndice B do AACR2) e algarismos arábicos para representar outros numerais ou números escritos por extenso (Apêndice C do AACR2). Ex.:  Retratos do Brasil ; v. 89  Colección de arte / Dirección General de Publicaciones ; 16  Publicação do Instituto de Pesquisas da Marinha ; n. 097 No AACR2, apenas quando houver mais de uma indicação de série, é indicado o uso de parênteses para cada ocorrência. No AACR2 abreviado, é indicado o uso de parênteses para todas as informações sobre a série do documento, como segue nos exemplos:  (Colección Los ensayos. Serie filosófica)
  • 31.  (Biblioteca do espírito moderno. Série 4, Literatura ; v. 10) 6) ÁREA DE NOTAS Registrar as informações consideradas relevantes para a descrição do documento, mas que não se referem a nenhum dos campos existentes. As notas podem ser: formais (introduzidas por expressões prescritas/consagradas pelo AACR2) ou informais (de livre redação do catalogador). Exs.:  Título da capa. Inclui bibliografia.  Tradução de: Orban's oral histology and embriology.  Inclui índice.  Tese (Livre-docência) – Universidade de São Paulo, 1977. Bibliografia: p. 167-176. Ex. de Nota de Conteúdo:  Conteúdo: Limites econômicos e jurídicos da tributação dos rendimentos / Hugo von Wallis – O inventário dos encalhes de jornais, revistas e fascículos perante o imposto de renda / Paulo Roberto C. Nogueira – A disponibilidade econômico-jurídica para os efeitos da incidência / Ruy Barbosa Nogueira. 7) ÁREA DO NÚMERO NORMALIZADO E MODALIDADES DE AQUISIÇÃO Incluir o ISBN que identifica o livro. O Número Internacional Normalizado para Livros ou International Standard Book Number decorre de um sistema internacional padronizado de numeração e identificação de títulos de livros em uma determinada edição. Utilizado também para identificar softwares, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras lingüísticas e facilita a sua circulação e comercialização. 7.1) ISBN Ex.:
  • 32.  ISBN 0403-72461-1 7.2) Modalidades de aquisição Registrar a forma de aquisição do documento, o que inclui: preço (se o documento estiver à venda) ou da indicação de outra forma de aquisição. Avaliar utilidade deste campo para a biblioteca. Exs.:  R$ 45,00  Gratuito para alunos da instituição  Para alugar 7.3) Qualificação Adotar para diferenciar dois ou mais números normalizados ou modalidades de aquisição. Ex.:  ISBN 0-387-08266-2 (EUA). – 0-387-08266-2 (Alemanha)
  • 33. *OBSERVAÇÕES SOBRE OUTRAS ÁREAS E ELEMENTOS: Designação Geral do Material (DGM): É o termo que indica a classe geral do material, ou seja, o tipo de material. Deve ser registrado logo após o título principal – é elemento da área de Título e Indicação de Responsabilidade – e é usado opcionalmente para materiais não livro. Ex.:  Romance [gravação de som]  Brasil [material cartográfico] : mapa político / Detalhes Específicos do Material: Área especial para materiais cartográficos, música, recursos eletrônicos e recursos contínuos. Consultar, respectivamente, os capítulos 3, 5, 9 e 12 do AACR2. Consultar também o item 3 do AACR2 abreviado. USP – Escola de Comunicações e Artes Departamento de Biblioteconomia e Documentação Disciplina: Representação Descritiva Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br) 2o semestre de 2006 6a feira ESCOLHA E FORMA DOS PONTOS DE ACESSO E ELABORAÇÃO DE REMISSIVAS, SEGUNDO AACR2 1) INDICAÇÃO DE PONTOS DE ACESSO PRINCIPAIS E SECUNDÁRIOS: Apenas um autor: ponto de acesso principal para o autor Souza, Márcio A caligrafia de Deus / Márcio Souza. – São Paulo : Marco Zero, 1994. 159 p. ; 21 cm ISBN 85-279-0168-4 I. Título.
  • 34. Até três autores ponto de acesso principal para o primeiro autor citado pontos de acesso secundários para os outros autores Quatro ou mais autores, sendo um autor indicado como principal ponto de acesso principal para o nome do autor indicado como principal Quatro ou mais autores, sendo que nenhum deles é indicado como principal ponto de acesso principal para o título ponto de acesso secundário para o primeiro autor citado Autoria anônima ponto de acesso principal para o título Documento que contenha obras independentes de vários autores, reunidas sob um título geral (ou coletivo) ponto de acesso principal para o título geral (ou coletivo) pontos de acesso secundários para os coordenadores, organizadores ou editores, se forem em número de três; se houver mais de três, apenas para o primeiro citado pontos de acesso secundários para autor/ título e para título, se houver até três obras, ou para os autores se forem até três e houver mais de três obras Campello, Bernadete Santos Fontes de informação especializada : características e utilização / Bernadete Santos Campello, Carlita Maria Campos. – Belo Horizonte : Ed. UFMG, 1988. 143 p. ; 21 cm. – (Fontes de informação especializada) ISBN 85-7041-039-5 I. Campos, Carlita Maria. II. Título. III. Série. Planejamento de ensino e avaliação / Clódia Maria Godoy Turra ... [et al.]. – 9. ed. – Porto Alegre : PUC-RS, 1975. 307 p. ; 21 cm. – (Coleção livro-texto. Série universitária) I. Turra, Clódia Maria Godoy. II. Série. Three Australian plays / compiled by H. G. Kipax. – Harmondsworth : Penguin Books, 1963. 311 p. ; 18 cm. – (Penguin plays) Conteúdo: The one day of the year / Alan Seymour – Ned Kelly / Douglas Stewart – The tower / Hal Porter. I. Kipax, H. G. II. Seymour, Alan. The one day of the year. III. Stewart, Douglas. Ned Kelly. IV. Porter, Hal. The tower. V.
  • 35. ponto de acesso secundário para título, exceto quando o título for ponto de acesso principal ponto de acesso secundário para a série, quando cada obra tiver sido catalogada separadamente e essa entrada fornecer um acesso considerado relevante 2) FORMA DOS PONTOS DE ACESSO DE AUTORES PESSOAS E ENTIDADES COLETIVAS (AUTORES CORPORATIVOS) Em geral, usa-se a forma mais conhecida do nome do autor pessoal ou corporativo. Para conhecer usos distintos da regra, consultar o v. 2 do AACR2 ou a NBR 10523 (da ABNT) para Entrada de nomes de Língua Portuguesa em registros bibliográficos. Exemplos de forma de entrada de autores pessoais: Sobrenomes simples:  Martins, Beatriz Araújo Sobrenomes com palavras indicando parentesco:  Bittencourt Filho, José  Oliveira Neto, José Carlos Sobrenomes compostos:  Machado de Assis, Joaquim Maria  Santa Ana, Júlio de  Lula da Silva, Luis Inácio  Levi-Strauss, Claude Sobrenomes espanhóis:  Rivera Dias, Diego  García Marques, Gabriel Sobrenomes franceses:
  • 36.  Le Rouge, Gustave  De Chardin, Teillard Sobrenomes italianos:  D’Arienzo, Nicola  Di Pierro, Maria Clara  Da Ponte, Lorenzo Sobrenomes alemães com prefixos que consistem na contração de um artigo e de uma preposição (ex.: VOM= von dem; AM= an dem; ZUM= zu der):  Am Thym, August  Zur Linde, Otto  Vom Ende, Erich  Zum Busch Sobrenomes alemães precedidos de artigos (DER, DIE, DAS, DEM), preposições (VON, ZU) e/ou conjunção (UND):  Goethe Johann Wolfang von  Muhll, Peter von der Sobrenomes holandeses (entrar pelo último sobrenome, exceto se o prefixo que o precede for VER):  Gripp, Klauss van der  Brink, Jan ten  Ver Boven, Daisy Exemplos de forma de entrada de autores corporativos:  Universidad Católica Madre y Maestría. Departamento de Medicina  Brasil. Ministério das Relações Exteriores  São Paulo (Estado). Secretaria de Economia e Planejamento  Congresso Latino-Americano de Biblioteconomia e Documentação (2. : 1994 : Belo Horizonte)  Conference on Cancer Public Education (1973 : Dulles Airport) 3) TÍTULOS UNIFORMES Um título uniforme é um título que proporciona meios para reunir, num só local do catálogo, todas as publicações da mesma obra, quando essas publicações têm títulos principais diferentes. Alguns casos em que se usa título uniforme:
  • 37. obras com mais de uma edição e cujos títulos são diferentes Dickens, Charles [Oliver Twist] The adventures of Oliver Twist Dickens, Charles [Oliver Twist] Oliver Twist, or, The parish boy’s progress título da obra não é o mais conhecido pelos usuários: Melville, Hernan [Moby Dick] The whaling story from Moby Dick obra traduzida para várias línguas: Amado, Jorge [Gabriela, cravo e canela] Gabriela, clove and cinnamon .... Exemplo de ficha matriz: Homero [Ilíada] The sacher of Troya / Homero (...) (…) 1. Épico I. Título II. Título: Ilíada 4) ELABORAÇÃO DE REMISSIVAS As remissivas são pontos de acesso que remetem para outros pontos de acesso, abrindo o leque de possibilidades de busca pelo usuário. Dois tipos de remissivas são originários dos catálogos manuais: ver e ver também. As remissivas do tipo ver remetem de um cabeçalho não autorizado no sistema para um autorizado. Lucas, Victoria
  • 38. ver Plath, Sylvia (remissiva do pseudônimo para o nome verdadeiro) Barrett, Elizabeth ver Browning, Elizabeth Barret (remissiva do nome anterior para nome posterior) As remissivas do tipo ver também remetem de um cabeçalho autorizado para outro(s) cabeçalho(s) autorizado(s). Creasy, John ver também Ashe, Gordon Marric, J. J. Ashe, Gordon ver também Creasy, John Marric, J. J. Marric, J. J. ver também Ashe, Gordon Creasy, John (remissivas dos romances policiais de John Creasy escritos sob seu verdadeiro nome e sob seus pseudônimos) CÓDIGO DE LOCALIZAÇÃO DO DOCUMENTO O código de localização é composto por um grupo de elementos que objetiva remeter a representação do documento – realizada na descrição bibliográfica – à localização espacial do mesmo em uma determinada coleção (de uma biblioteca ou rede de bibliotecas ou outras unidades de informação). Por este motivo, este código deve individualizar (ou singularizar) o documento, ou seja, tornando-o único em todo o sistema, de modo a possibilitar os processos de controle e de acesso aos documentos da coleção.
  • 39. A princípio, as bibliotecas utilizavam uma localização fixa dos documentos, isto é, os mesmos eram organizados de acordo com seu tamanho e ordem de chegada, possuindo, portanto, um lugar permanente na estante. Tal prática impossibilitava o acesso direto às estantes pelos usuários. Por isso, passou a ser difundido em bibliotecas o método da localização relativa, que consiste no arranjo dos documentos de acordo com as relações de assunto existentes entre eles, de forma que possa haver descarte ou incorporação de documentos sem que a seqüência de assuntos seja afetada. Com este arranjo, os usuários passaram a realizar suas buscas a documentos de interesse pelo acesso às estantes. Deve-se considerar que, a esta época, os catálogos eram inexistentes ou embrionários e, portanto, não havia representação dos documentos satisfatória de forma a evitar ou diminuir a busca pela estante, ou seja, por browsing. Com o maior uso dos catálogos, decorrentes da sedimentação de regras de catalogação, do desenvolvimento da catalogação cooperativa e da incorporação dos avanços da tecnologia eletrônica e de telecomunicações, o código de localização passou a assumir, cada vez mais, o papel de ligação (ou de relacionamento) entre a representação do documento e o próprio. Neste modelo de organização, o instrumento de busca é prioritariamente o catálogo e não a estante de documentos. Isto é mais comum em bibliotecas e centros de documentação especializados onde os documentos representam poucos assuntos genéricos que os distingam, tornando pouco útil uma organização de documentos por assuntos; por outro lado, este tipo de organização é mais adequado em coleções de bibliotecas em que os assuntos são mais diversos e/ou o público demanda também a busca e exploração de documentos pelas estantes (como a comunidade em geral e o público infantil). Com a inserção do texto completo do documento no catálogo, este código de localização perdeu sua utilidade, pois o objeto físico “documento” e sua representação estão ancorados no mesmo ambiente informacional e relacionados entre si. Desta forma, ocorrem apenas codificações realizadas pelo sistema informatizado entre cada documento e sua representação em toda a coleção nele armazenada. No caso das coleções tradicionais, alguns métodos para a composição do código de localização do documento adotam critérios como: - ordem de chegada do documento na coleção (critério cronológico ou seqüencial) - por assunto e autor - por tipo de material, assunto e autor, - por tipo de material e ordem de chegada Contudo, o método que se consagrou em bibliotecas de coleções compostas por documentos convencionais (em especial, obras de referência e livros) é aquele nomeado número de chamada, e que é constituído essencialmente por elementos que representam um assunto genérico e a indicação de autoria. A estrutura básica do número de chamada é a que segue:
  • 40. Código de classificação Código relativo ao assunto genérico do documento, retirado de um sistema de classificação. Objetiva reunir na estante, de forma relativa, todos os documentos de mesmo assunto ou de assuntos correlatos. Notação de autor Código relativo à indicação de autoria (ou ao título, caso seja este o ponto de acesso principal determinado na descrição bibliográfica do documento). Possibilita a inclusão de informações a respeito do idioma, forma (comentário, dicionário, enciclopédia, etc.) e outros responsáveis (tradutor, biógrafo, etc.) do documento, de forma a distingui-lo de outros com o mesmo código de classificação. Outros elementos de individualização Elementos adotados para finalizar a individualização do documento quando necessário: n. da edição, n. do volume, data de publicação, n. do exemplar no acervo, ou ainda, para indicar a disposição de tipos de documentos distintos em espaços separados. Código de classificação: Os códigos que representam os assuntos são retirados de sistemas de classificação, os quais consistem em listas estruturadas de assuntos representados por notações numéricas ou alfanuméricas. Os dois grandes sistemas de classificação internacionalmente empregados são a Classificação Decimal de Dewey (CDD) e a Classificação Decimal Universal (CDU), que foi inicialmente baseada na CDD. Há ainda sistemas adotados por bibliotecas que participam de redes temáticas de informação, como o sistema de classificação da National Library of Medicine (NLM), dos Estados Unidos. Também bastante conhecido é o sistema de classificação da Library of Congress (LC), também dos Estados Unidos, uma vez ser esta biblioteca depositária de coleção significativa em termos internacionais. Os sistemas de classificação inicialmente objetivavam possibilitar a localização de um documento por seu assunto e a organização dos mesmos no espaço da biblioteca. Contudo, estes sistemas foram amplamente desenvolvidos
  • 41. posteriormente de forma a virem a se constituir em linguagens para representação e recuperação da informação dos documentos. Por este motivo, este tópico será tratado em disciplina relativa ao tratamento do conteúdo dos documentos. Notação de autor: Código que representa a indicação de autoria ou o título, segundo aquele determinado como ponto de acesso principal na catalogação do documento. Charles Ami Cutter criou, em 1880, a primeira tabela numérica para representar nomes de autores. A esta tabela, seguiu-se a de Cutter-Sanborn, elaborada por Kate Sanborn, e a segunda tabela do próprio Cutter, ambas utilizando três algarismos. A tabela de Cutter-Sanborn, mais conhecida como “Tabela Cutter”, embora seja amplamente empregada no Brasil, é mais adequada aos nomes de língua inglesa. Pode-se dizer que a versão brasileira da Tabela Cutter – a Tabela PHA – surgiu em 1964, de autoria da bibliotecária Heloísa de Almeida Prado. Esta tabela apresenta uma melhor distribuição dos números para os nomes portugueses e brasileiros. Em geral, a notação de autor se faz pela inicial do sobrenome do autor – no caso de autor pessoal – seguida dos três algarismos correspondentes encontrados na tabela. Considera-se as iniciais da entidade no caso de autor corporativo, e do título, dependendo do ponto de acesso principal. Apesar do grande uso destas tabelas, outros métodos são adotados para a determinação da notação do autor. Como o objetivo é individualizar o documento em uma dada coleção, muitas bibliotecas utilizam apenas o código formado pelas três primeiras letras do sobrenome do autor. Por exemplo: Albuquerque, Lins (ponto de acesso principal de autor): ALB Planejamento...... (ponto de acesso principal de título): PLA De qualquer forma, deve-se consultar o catálogo para verificar se a notação de autor utilizada vai possibilitar a formação de uma codificação que individualize o documento na coleção. Orientações para uso das tabelas de notação de autor: 1. Procurar na tabela o grupo de letras correspondente às primeiras letras do sobrenome do autor (ou primeiras letras do ponto de acesso principal) e verificar o número a ele correspondente. Ex.: Cutter=C991 Tabela: Cutt 991 2. Se as primeiras letras do nome não constarem na tabela, usar o número correspondente às letras mais próximas alfabeticamente anteriores. Ex.: Campello=C193
  • 42. Tabela: Campe 193 Campen 194 3. Se o número encontrado já tiver sido usado, sugere-se acrescentar à tabela um outro, porém sempre em forma decimal. Recomenda-se não usar o número 0 pois este pode ser confundido com a letra O. Ex.: Sanchez, Jaime=S211 Sanchez, Raul=S2113 (criado) 4. Inicialmente, a notação do autor era composta como citada acima, mas era recomendado que se acrescentasse a primeira letra do título após os três algarismos retirados da tabela de autor, no caso de bibliotecas maiores, para garantir maiores possibilidades de singularização do número de chamada (ver LEHNUS, 1978). Contudo, atualmente, as bibliotecas que utilizam o número de chamada incluem a primeira letra do título. Ex.: autor: Sanchez, Jaime n. de chamada: 370.98 tíitulo: Historia de la educación en América Latina S211h 5. Se houver dois ou mais títulos do mesmo autor classificados sob o mesmo código e se suas iniciais coincidirem, diferenciá-los acrescentando outra letra do título. Ex.: autor: Pérez Galdós, Benito n. de chamada: 863.5 tíitulo: Cánovas P438c autor: Pérez Galdós, Benito n. de chamada: 863.5 tíitulo: Los cién mil hijos de San Luís P438ci 6. No caso de autores que escrevem séries de livros cujos títulos se iniciam com as mesmas palavras, acrescentar outra letra de palavras significativas do título ou acrescentar números. Ex.: autor: Hergé títulos: Tintim no Tibete Tintim na América respectivamente: 843 ou 843 H545tt H545t 843 ou 843
  • 43. H545ta H545t2 7. Para traduções, pode-se usar codificação especial que as reúna por seu título original. Ex.: autor: Laski, H. J. n. de chamada: 320 tíitulo: El Estado en la teoría y en la práctica L345s.Eh título original: The state in theory and practice tradutor: Vicente Herrero onde: L=Laski (sobrenome do autor do documento) s=state (primeira palavra significativa do título original) E=idioma espanhol (idioma da tradução) h=Herrero (sobrenome do tradutor) 8. Para biografias, distingue-se o biógrafo e o biografado da seguinte maneira: autor: Monduci, A. n. de chamada: B869.1 tíitulo: Henriqueta Lisboa, vida e obra L769m onde: L=Lisboa (sobrenome do biografado) m=Monduci (sobrenome do biógrafo) 9. Para livros anônimos e para publicações institucionais, publicações oficiais e congêneres, não finalizar a notação de autor pela primeira letra do título. Exs.: autor: Brasil. Ministério do Planejamento n. de chamada: 309.23 tíitulo: Metas e bases de ação do Governo B823 título: Enciclopédia Mirador Internacional n. de chamada: 030 E56 autor anônimo n. de chamada: 398.21 título: O livro das mil e uma noites M788 tíitulo uniforme:Mil e uma noites 10. Outros elementos distintivos:
  • 44. indicação relativa a tipos de documentos distintos, que se queira armazenar em separado: R (para documentos de referência) 015 AV (para documentos audiovisuais) 025.32 indicação de edições distintas de uma mesma obra: 002 R666d (primeira edição) 002 R666d 2. ed. (segunda edição) indicação de data, no caso de congressos, conferências e outros eventos, que se repetem em períodos estabelecidos: 020.6381 C749a 1987 020.6381 C749a 1989 indicação de volume, no caso de obras publicadas em mais de um volume: 036.9 E56 3. ed. v. 1 036.9 E56 3. ed. v. 2 indicação de exemplar, no caso da existência de mais de um exemplar do mesmo documento na coleção; é a última codificação do número de chamada: 002 (primeiro exemplar)
  • 45. R666d v. 1 002 (segundo exemplar) R666d v. 2 ex. 2 O arranjo dos documentos na estante segue, após a seqüência dos códigos de classificação, a ordem decimal da notação de autor que é apresentada nas tabelas. Exs.: 869 L23p 869 L233p BIBLIOGRAFIA: LEHNUS, Donald J. Notação de autor: manual para bibliotecas. Rio de Janeiro: BNG/Brasilart, 1978. MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1995. PRADO, Heloísa de Almeida. Tabela "PHA": para individualizar os autores dentro das diversas classes de assunto, isto é, dentro dos mesmos números de classificação. 3. ed. rev. São Paulo: T.A. Queiroz, 2001. 109 p. CATALOGAÇÃO: CONSIDERAÇÕES GERAIS 1) DESCRIÇÃO BIBLOGRÁFICA DE DOCUMENTOS A Biblioteconomia trabalha essencialmente com a organização e recuperação de informações, e a promoção de seu uso, no contexto de um determinado sistema de informações. Para tanto, são realizados processos de seleção, representação descritiva e temática, armazenamento (guarda e preservação) e estratégias de busca de informações para possibilitar seu acesso a usuários. A representação descritiva realizada em bibliotecas é usualmente denominada de catalogação (ou catalogação descritiva, em oposição à catalogação de assunto, a qual também é chamada de indexação). Para realizar a catalogação, procede-se, inicialmente, à identificação do tipo de documento e, então, à leitura técnica do mesmo.
  • 46. A catalogação é composta por: - descrição bibliográfica - indicação dos pontos de acesso A descrição bibliográfica é uma das etapas da catalogação, mas algumas vezes, estes dois termos são tomados como sinônimos. A descrição bibliográfica é tanto um produto quanto um processo (ou operação). A descrição bibliográfica (processo) realiza a: - descrição da parte física (ou material) do documento - descrição dos elementos de identificação do documento, o que inclui: o documento como um todo e as partes/itens bibliográficos distintos que o compõem - indicação das relações bibliográficas com elementos descritivos de outros documentos Enquanto produto, a descrição bibliográfica pode ser definida como um conjunto organizado de informações acerca de determinado documento, destinado a fornecer uma descrição única deste documento, não ambígua, permitindo sua identificação em catálogos e bases de dados. O uso de códigos normalizados na descrição bibliográfica é fundamental por regularizar e padronizar procedimentos em um sistema de informações, possibilitando: - dar maior consistência e qualidade ao sistema de informações, ao fornecer registros coerentes entre si e índices de acesso normalizados - viabilizar a cooperação catalográfica entre unidades de informação - diminuir a necessidade de tomar decisões individuais para cada documento a ser catalogado - facilitar os processos de informatização 2) INDICAÇÃO DOS PONTOS DE ACESSO A DESCRIÇÕES BIBLIOGRÁFICAS Para a ordenação das fichas no catálogo e sua posterior recuperação, realiza-se: - a escolha e forma dos pontos de acesso - a elaboração de remissivas Escolha dos pontos de acesso: Entrada principal (ou ficha matriz): possui um cabeçalho (considerado principal) que serve de ponto de acesso a esta ficha e é registrado acima da descrição bibliográfica
  • 47. Entradas secundárias (ou fichas secundárias): possuem cabeçalhos (considerados secundários) que servem de ponto de acesso a estas fichas e são registrados acima da descrição bibliográfica Origem das entradas (ou fichas) principais e secundárias: - quando se elaborava o inventário de uma biblioteca em livros, usava-se uma entrada principal para a descrição de cada documento e, ao final, um índice de acesso aos outros dados da descrição - quando a descrição passou a fazer uso de fichas para cada documento (em substituição aos livros), usava-se uma ficha principal completa (conhecida como ficha matriz e cujo ponto de acesso principal era, em geral, o autor) e, por questões de economia (em função de restrições tecnológicas), fazia-se fichas secundárias (ou seja, com entrada por outros pontos de acesso), mas com descrição resumida1 Com base nas regras do AACR2, os pontos de acesso podem ser de: - autor (pessoal ou corporativo) - título (título principal, outros títulos, nome da série e título uniforme) - assunto (os quais não são escopo desta disciplina) Também são indicados pelo AACR2, a elaboração de remissivas para permitir acessos opcionais a: - nomes de pessoas - nomes de entidades - nomes geográficos - títulos uniformes GLOSSÁRIO DE TERMOS ADOTADOS EM CATALOGAÇÃO 1) CATALOGAÇÃO Processo de descrição (ou representação) das características de um documento, objetivando permitir sua identificação e seleção pelo usuário. 1 A prática de adotar o autor como o ponto de acesso principal à descrição bibliográfica de um documento (por isso, chamado de entrada principal) decorre da cultura de catalogação dos Estados Unidos do início do século XX; a catalogação na cultura alemã, estabelecida pelas Instruções Prussianas, as quais chegaram a ser de grande uso na Europa, indicavam a entrada pelo título ou por partes dele. O valor dispensado ao autor de uma obra pode ser encontrado na tradição ocidental, oriunda dos gregos, distinta da tradição oriental, em que as obras são reconhecidas por seu título.
  • 48. Para tanto, inclui os processos de: 1) descrição bibliográfica do documento 2) determinação dos pontos de acesso ao documento 3) elaboração do código de localização do documento 2) ITEM Um documento ou um grupo de documentos sob qualquer suporte, editado, distribuído ou tratado como uma entidade intelectual autônoma, constituindo a base de uma única descrição bibliográfica. Aqui adotaremos o termo “DOCUMENTO” para a informação registrada em qualquer suporte manipulável e “COLEÇÃO” para o conjunto de documentos produzidos por um princípio comum. 3) FONTE PRINCIPAL DE INFORMAÇÃO A fonte de dados de um documento que tem prioridade no preparo de uma descrição bibliográfica, ou de parte dela. 3) PÁGINA DE ROSTO Página do início de um documento, que traz o título principal e, em geral, embora não necessariamente, a indicação de responsabilidade e os dados referentes à sua produção. 4) DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA Conjunto de dados que descreve (ou representa) os elementos característicos de um documento. Compõe-se dos elementos de identificação e dos elementos de descrição física do documento. (Refere-se tanto ao processo quanto ao produto “descrição”). Os elementos de conteúdo são tratados na indexação e na elaboração de resumos. 4.1) ÁREAS Seções da descrição que compreendem dados de uma categoria particular ou de um conjunto de categorias. As áreas são compostas pelos elementos. 4.2) ELEMENTOS Palavras, frases ou grupos de caracteres que representam uma unidade distinta de informação, e compõem uma área. 5) PONTO DE ACESSO Nome, termo, código, etc., sob o qual pode ser procurado e identificado um registro bibliográfico. 6) CÓDIGO DE LOCALIZAÇÃO DO DOCUMENTO Codificação dada a um documento. Realiza a relação do registro bibliográfico que representa o documento com o mesmo. Objetiva o acesso ao documento após localizado no registro bibliográfico de um catálogo. (Em geral, em bibliotecas
  • 49. compostas por acervos grandes e sobre temas genéricos, utiliza-se o código de localização denominado número de chamada). 6.1) NÚMERO DE CHAMADA Código de localização do documento em uma biblioteca composto por um número de classificação, uma notação referente à entrada principal (autor ou título; em geral, o primeiro) e outras informações, quando existentes (edição, volume, exemplar e outros). 7) ENTRADA PRINCIPAL (OU FICHA PRINCIPAL) Registro catalográfico completo de um documento, apresentado na forma que o permita ser identificado. A entrada (ou ficha) principal pode incluir as pistas dos cabeçalhos sob os quais serão acessadas as outras entradas (ou fichas) no catálogo. 8) ENTRADA SECUNDÁRIA (OU FICHA SECUNDÁRIA) Registro catalográfico produzido a partir da entrada (ficha principal) para possibilitar o acesso a outros dados deste registro no catálogo. 9) CABEÇALHO Palavra ou frase colocados no alto de uma entrada catalográfica, como ponto de acesso a um registro do catálogo. 10) PISTAS Cabeçalhos registrados na entrada (ficha) principal, que representam os outros acessos possíveis a um mesmo registro do catálogo. 11) ENTRADA ANALÍTICA Entrada para parte de um documento, já registrado sob uma entrada abrangente, considerada uma entidade intelectual autônoma. 12) CATÁLOGO Conjunto de entradas (fichas) principais e secundárias que representa documentos que compõem um dado acervo de uma biblioteca. Em uma biblioteca, o acervo e seu catálogo, são decorrentes de objetivos institucionalmente construídos.