NOCÕES DE ELETROCARDIOGRAMA
(E. C. G.).
Prof. Enf. Esp. Diógenes Trevizan
ELETROCARDIOGRAMA
• A monitorização cardíaca é aplicada no cuidado a pacientes críticos.
Eletrodos cutâneos colocados sobre o tórax detectam ondas elétricas
de despolarização e repolarização do coração. A despolarização e
repolarização são fenômenos elétricos no coração, produzem
correntes elétricas que são conduzidas através dos líquidos orgânicos.
O coração é uma bomba que envia sangue para o resto do corpo, pela
sua contração (sístole).
• ELETROCARDIOGRAMA é um registro gráfico da atividade elétrica do
coração.
• Eletrocardiógrafo – É um dispositivo que mede a variação com o
tempo da diferença de potencial entre dois locais sob a superfície
corpórea. É um simples registrador das forças elétricas produzidas
pelo coração, projetado para registrar essas alterações de voltagem
numa tira de papel.
• Observando-se um eletrocardiograma normal, podemos identificar a
contração atrial pela presença da onda P, seguida por pequeno
intervalo e então pelo complexo QRS, notamos uma outra onda
chamada T e que corresponde à repolarização ventricular, período em
que o músculo cardíaco se prepara para o próximo batimento
• Inicialmente, foram atribuídas letras arbitrárias a cada deflexão;
• A onda P aparece quando os átrios se despolarizam.
• Os átrios possuem paredes finas, a massa de tecido muscular é
pequena, a onda de corrente gerada nos líquidos orgânicos é fraca e a
onda P é pequena.
• Complexo QRS, às vezes chamado simplesmente de onda R é
produzido pela despolarização dos ventrículos.
• O Complexo QRS é produzido por uma grande massa muscular
produzindo a maior deflexão E.G.C., durante esta fase os átrios se
repolarizam, mas esta deflexão é encoberta pelo QRS.
• A repolarização dos ventrículos produz a onda T, isso ocorre mais
lentamente, origina no E.C.G. uma onda mais alargada do que as
outras.
• A compreensão dos fenômenos elétricos do coração, é essencial para
atender as indicações do uso do marca-passo a arritmias.
• O papel de registro eletrocardiográfico – é quadriculado e dividido em
quadrados pequenos e grandes.
• Interpretação:
• Sentido horizontal, tempo (segundo).
• Sentido vertical, amplitude (m Volt).
• Quadrado pequeno:
• Horizontal = 1mm = 0,04seg.
• Vertical = 1mm = 0,1m.V.
• Quadrado grande:
• Horizontal = 5mm = 0,20seg.
• Vertical = 5mm = 0,5mV.
• Derivações do E.C.G. – São as posições no paciente em que são captadas as
atividades elétricas do coração.
• Existem 12 derivações no E.C.G.:
• 6 periféricas (membros)
• Derivações bipolares = D1, D2, D3.
• Obtidas pela aplicação de eletrodos ao braço direito (RA), braço esquerdo
(LA) e perna esquerda (LL). Registram as diferenças de potencial entre dois
locais, sem qualquer rede de resistência.
• Derivação I: registrada do braço direito para o esquerdo (BD e BE).
• Derivação II: registrada do braço direito para perna esquerda (BD e PE).
• Derivação III: registrada do braço esquerdo para a perna esquerda (BE e
PE).
• Derivações unipolares = AVR, AVL, AVF: obtidas pela aplicação de
eletrodos a três extremidades (braço direito, braço esquerdo e perna
esquerda), designadas como eletrodo explorador. Teoricamente, uma
derivação unipolar registra o potencial elétrico de somente um local.
• AVR: eletrodo do braço direito é o explorador e os demais são
indiferentes (BD).
• AVL: eletrodo do braço esquerdo é o explorador e os demais são
indiferentes (BE).
• AVF: eletrodo da perna esquerda é o explorador e os demais são
indiferentes (PE).
COR POSIÇÃO
VERMELHO Braço direito
AMARELO Braço esquerdo
PRETO Perna direita
VERDE Perna esquerda
Colocação dos eletrodos
nos membros
• 6 precordiais (tórax)
• Derivações unipolares precordiais (V1 a V6): obtidas com o eletrodo
explorador colocado diretamente sobre o coração (precórdio
anterior), em seis locais diferentes.
POSIÇÃO DAS DERIVAÇÕES
PRECORDIAIS
Derivação POSIÇÕES
V1 - 4º espaço intercostal na borda direita do esterno
V2 - 4º espaço intercostal na borda esquerda do esterno
V3 - Espaço intermediário entre V2 e V4
V4 - 5º espaço intercostal esquerdo na linha médio clavicular
V5 - 5º espaço intercostal esquerdo na linha axilar anterior
V6 - 5º espaço intercostal esquerdo na linha axilar média
• É importante que você fique atento à instalação correta dos eletrodos e cabos do
ECG, conforme quadro abaixo, para um diagnóstico correto e o atendimento eficaz.
• Cada registro eletrocardiográfico deve ser analisado
sistematicamente, considerando-se:
• ritmo;
• frequência e amplitude das ondas;
• mensuração e duração das ondas e dos intervalos;
• regularidades nos intervalos e complexos.
• Exemplo: características da onda P normal:
• está presente;
• frequência de 60 a 100/minuto;
• ritmo regular;
• forma constante;
• amplitude de 2,5mm aproximadamente;
• duração de 0,11 segundo;
• positiva (para cima) em D1, D2, AVF, V5 e V6;
• invertida em AVR.
• É muito importante que os achados eletrocardiográficos sejam correlacionados com a
observação clínica do paciente; algumas anormalidades podem estar ligadas à má
condução dos eletrodos, interferências no circuito, movimentação do doente, posição
dos eletrodos etc.
• Principais causas de interferência no traçado eletrocardiográfico:
• a)Esquecimento de conectar algum elétrodo ou fio terra.
• b)Operador ou paciente tocando em algum dos eletrodos enquanto o ECG é registrado.
• c)Membros do paciente tocando nas paredes ou partes metálicas da cama.
• d)Deixar eletrodos ou placas metálicas frouxas.
• e)Paciente agitado ou com tremores.
• f)Colocação indevida de pasta ou outra solução eletrolítica.
• g)Outros aparelhos elétricos que estiverem sendo usados nas proximidades (desconectar
da corrente).
• Obs.: Jamais ligar fio terra na canalização O2.
Monitorização cardíaca
• Monitores cardíacos
Conceito:
• São aparelhos eletrônicos usados nas UTIs, a beira leito e proporciona a
apresentação visual continua do eletrocardiograma e do ritmo cardíaco.
Sua função especifica é acompanhar os pacientes graves, observando as
arritmias precoces(taquiarritmias e bradiarritmias) e ser tomado medidas
profiláticas evitando intercorrências fatais.
Técnica de monitorização:
• A finalidade especifica é posicionar os elétrodos de tal forma, que nos
forneça um sinal de grande amplitude, sem interferência, de modo a
facilitar a observação das arritmias, como deixar a região precordial livre,
em caso de ser necessário massagem cardíaca externa os fios dos eletrodos
não devem atrapalhar.
Cuidados na monitorização:
• O posicionamento dos eletrodos deve ser tal que propicie uma movimentação livre para
o paciente: não devem ser colocados sobre músculos (gerando sua própria atividade
elétrica, causando interferência), na mulher, sobre as mamas (reduzem a amplitude do
sinal eletrocardiográfico).
• A preparação do paciente do sexo masculino deve incluir uma tricotomia da porção
anterior do tórax.
• Uma limpeza da pele, com gaze embebida em álcool, nas regiões que receberão os
eletrodos, é recomendável, com o objetivo de eliminar a oleosidade (alta resistência
elétrica) e aumentar a transmissão dos impulsos elétricos.
• Os fios dos eletrodos devem ser dirigidos para o monitor (para diminuir a tração sobre os
eletrodos) e fixados à roupa de cama, com folga suficiente para permitir a
movimentação.
• A troca dos eletrodos está condicionada à necessidade: é comum só trocá-los quando
surgem alterações ou dificuldades no padrão de monitorização. Quando são trocados, há
limpeza da pele com água e sabão, removendo toda a pasta eletrolítica. Os eletrodos são
reaplicados, com os cuidados anteriores.
• Na vigência de alterações de traçado identificadas no monitor, e as eventuais causas de
monitorização inadequada, é recomendável o registro completo das atividades elétricas
do coração (eletrocardiograma).
Principais Arritmias Cardíacas
• Definição:
• Arritmia – É qualquer mudança na frequência ou configuração das
ondas individuais do eletrocardiograma.
• Chamamos de arritmias cardíacas toda alteração na condução elétrica
do coração, particularmente, alterações em eletrólitos, equilíbrio
ácido-base ou anóxia exercem um profundo efeito sobre a condução
normal e a propagação de impulsos no coração, e muito frequente,
como resultado disto, ocorre o ritmo ectópico( átrios).
• Classificação:
• Para maior facilidade didática, dividirá as arritmias em:
• TAQUIARRITMIAS – Arritmias com frequência cardíacas altas.
• BRADIARRITMIAS – Arritmias com frequência cardíacas baixas.
Ritmo sinusal
• Corresponde ao ritmo normal do coração, com frequência entre 60 e
100 bpm.
Neste ritmo temos uma nítida onda P (condução atrial), o complexo
QRS (condução ventricular) e onda T (repolarização ventricular).
Taquicardias
• Chamamos de taquicardia sempre que observarmos a frequência
cardíaca acima de 100 bpm. As taquicardias podem ser classificadas,
de acordo com sua origem, em supraventriculares ou ventriculares.
• Taquicardias supraventriculares: origem dos estímulos nos átrios e
nódulo A-V.
• Nas taquicardias supraventriculares o foco ectópico da arritmia se
encontra acima do NAV ou dentro dele na grande maioria das vezes, o
complexo QRS é estreito e semelhante ao QRS observado no ritmo
sinusal normal. As taquicardias supraventriculares podem ser
classificadas em:
• Taquicardia sinusal (TS): sucessões de ondas normais, com
frequência superior a 120-150 (adulto), sempre com onda P.
• O estimulo cardíaco nasce no próprio nó sinusal, mas com frequência
acima de 100 bpm. Essa situação é muito comum e consequente à
presença de algum fator de base levando ao aumento da atividade
sinusal, por exemplo: febre, hipóxia, em paciente com problemas
pulmonares, insuficiência cardíaca, stress, esforço físico, etc... .
• Taquicardia atrial: nesse caso existe apenas um foco ectópico atrial
isolado gerando estímulos numa frequência mais alta do que o nó
sinusal e a contração dos átrios são organizados e efetivos. O ECG
observa–se presença de onda P com morfologia diferente do ritmo
sinusal e complexo QRS regulares ou não.
Fibrilação Atrial (FA): ondas P não são discernível, é substituída por
um grande numero de ondas F rápidas e irregulares (ectópicas), linha basal
em serra, respostas ventriculares totalmente irregulares. Nesse tipo de
arritmia que é a mais frequente encontrada, comum nos casos de
cardiopatia reumática, doenças pulmonares, hipertirioidismo e IAM. Existem
múltiplos focos em ambos os átrios, gerando estímulos e, no entanto a
contração atrial é inexistente, pois não há propagação cronologicamente
adequada do estímulo cardíaco através dos átrios. Ao ECG observamos
ausência de onda P, com uma linha de base de aspecto ondulado e os
complexos QRS irregulares. Quando a frequência cardíaca estiver muito
elevada ou muito baixa, maior será o cuidado que devemos ter com o
paciente, que poderá apresentar hipotensão e diminuição do nível de
consciência, necessitando de intervenção médica para controle do quadro.
Frequência de 400 a 700 bpm. Tratamento: cardioversão através de agentes
antiarrítmicos (doses moderadas de quinidina [deprime focos ectópicos
atriais, ventriculares e o sistema de condução] ou procainamida
[antiarrítmico, sedativo da excitabilidade cardíaca]) ou com choque elétrico.
• Flutter Atrial: definido por contrações atriais rápidas, regulares, de
ondas P idênticas, dentes em serra com frequência 220-350. O flutter
atrial se caracteriza por um circuito de arritmia localizada no átrio,
diferente da fibrilação, por ser regular e promover a contração atrial
pouco mais efetiva. Ao ECG observa onda P idênticas e linha de base
com aspecto serrilhado, o complexo QRS geralmente regular.
Tratamento: cardiversão com choque elétrico. A manutenção do
ritmo sinusal é feita com quinidina ( antiarrítmico) e digital
(cardiotónicos).
• Taquiarritmias ventriculares:
• Originam de focos ectópicos nos ventrículos, são malignas e
frequentemente quando não tratadas (agudas), são fatais.
• Taquicardia ventricular: caracteriza-se por três ou mais extra-sístoles
sequenciais, numa frequência de 120 a 250 bpm. Na TV o foco
ectópico encontra-se em algum lugar do ventrículo, gerando antes do
seu início, extra-sístoles ventriculares. Nesse caso se o paciente
apresentar perda da consciência, é indicado a cardioversão elétrica
para evitar o óbito.
• Taquicardia Paroxística Ventricular: aparece com sucessões rápidas de
ESV com frequência 140-250, há onda “P” independente e mais lenta,
são englobadas pelo QRS ectópico, antecede a fibrilação ventricular
(parada cardíaca).
• Fibrilação Ventricular (Parada Cardíaca): atividade elétrica totalmente
irregular e rapidamente fatal, não se distingue os complexos, pode
terminar em assístolia fatal. Na FV existem vários focos ventriculares,
mas não ocorre contração efetiva, considera-se como parada cardíaca
e caso o paciente não seja desfibrilado, a morte é inevitável. Deve ser
removida dentro de 4 minutos. Tratamento: cardioversão, e o
tratamento profilático: xylocaína endovenosa, procainamida.
• Extra-sístole:
• Chamamos de extra-sístole todo batimento precoce observado no
ECG. A extra-sístole pode ser supraventricular quando se origina
acima do NAV e tem como característica a semelhança com o
batimento sinusal normal sendo muitas vezes possível se identificar
uma onda P de morfologia diferente, precedendo o complexo QRS.
Quando a extra-sístole se origina nos ventrículos, é chamada de
ventricular e sua identificação pode ser feita pela diferença, isto é
morfologia aberrante, que apresenta em relação ao complexo QRS
normal.
• A presença de uma extra-sístole não significa necessariamente
problema cardíaco. Qualquer pessoa normal que realize um holter
poderá apresentar extra-sístole supra ou ventriculares durante a
gravação do exame.
• A gravidade dessa arritmia é maior, caso o paciente apresente alguma
patologia cardíaca de base, e se as extra-sístoles forem muito
frequentes, originadas em vários focos, exibindo várias morfologias e
serão ainda mais graves se aparecerem juntas em número maior que
3 caracterizando a taquicardia ventricular.
• Extra-sístole Supraventricular(ESSV): podem originar dos átrios ou
nódulo AV, muitas vezes pela dificuldade de distingui-las, podemos
chamá-las de extra-sístoles ou arritmias supraventriculares.
• Extra-sístole Atrial ou Arritmia Sinusal: um foco ectópico atrial
produz uma onda P prematura, QRS seguinte normal. Intervalo P-R
constante, intervalo R-R variável.
• Extra-sístole Juncional ou Arritmia Juncional: nasce da junção A-V,
não há onda P, intervalo R-R variável.( CAFÉ, FUMO , ALCOOL,
NERVOSO) .
• Extra-sístole ventricular (ESV): estímulo prematuro nasce dos
ventrículos, forma anômala, origina complexos “QRS” alargados,
forma bizarra, seguido de pausa compensadora. Alto risco quando
houver mais de 8 por minuto, pode proceder a salvas de extra-
sístoles, taquicardia ventricular e desencadear a fibrilação ventricular
(parada cardíaca).
• Bradicardia sinusal (BS):
• Sucessões de ondas normais, com frequência inferior a 60 b/m,
sempre com onda “P”.
• Bradicardia sinusal: o estimulo cardíaco se origina normalmente no
nó sinusal, mas com uma frequência abaixo de 60 bpm. A BS pode ser
considerada normal quando assintomático é observado em atletas ou
durante período de sono. Quando a BS se apresenta acompanhada de
sintomas de baixo débito, com tonturas ou desmaios por circulação
cerebral insuficiente, será considerada patológica e necessitará de
intervenção médica para controle do quadro.
• Bloqueios cardíacos:
• Bloqueio Atrioventricular 1º grau (BAV 1º grau):
• Ocorre apenas um prolongamento do tempo de condução do
estimulo dos átrios para os ventrículos, mas ao ECG observa-se que
para toda onda P corresponde um complexo QRS, nesse caso a
frequência cardíaca geralmente é normal e a conduta expectante.
• Bloqueio Atrioventricular 2º grau (BAV 2º grau):
O BAV de 2º.grau é dividido em dois tipos:
• Mobitz tipo I e
• Mobitz tipo II.
• BAV de 2º. grau Mobitz tipo I
• Presente nos casos de IAM de parede inferior, na intoxicação digitálica. O
tratamento é medicamentoso e o implante de marca-passo temporário externo é
indicado quando se constata bradicardia menor que 40bpm e na presença de
insuficiência cardíaca ou arritmia ventricular.
•
• BAV de 2º. grau Mobitz tipo II
• É uma situação intermediaria entre o bloqueio total e o bloqueio de primeiro
grau. Neste caso alguns estímulos passam do AV em tempo normal, outro em
tempo prolongado e outros estão completamente bloqueados. Ao ECG observa-
se ondas P precedendo o complexo QRS e ondas P isoladas, os complexos QRS
aparecem de forma irregular.
• Bloqueio Atrioventricular Total ou de 3º grau (BATV):
• Caracteriza-se por dissociação completa entre o ritmo atrial e
ventricular, pois nenhum dos estímulos atriais consegue passar
através do nó AV. Sua característica distintiva é a existência de maior
numero de ondas P do que de complexo QRS, e a não-existência de
relação entre eles.
Desfibrilação X Cardioversão
• A desfibrilação é necessária em casos de situações
emergenciais com evolução drástica e risco de
deteriorização ou ainda parada cardiorrespiratória.
• Para a realização da cardioversão elétrica, prepare o
cliente explicando o procedimento, a necessidade da
monitoração e da sedação. Puncionar o acesso venoso e
mantê-lo permeável mesmo após sedação. Sendo
realizado de modo eletivo, é importante que o paciente
esteja em jejum de pelo menos 6 a 8 horas.
Sedação
• sedação(propofol, etomidado, diazepam dormonid)
• analgesia(fentanil, meperidina e morfina)
• Confirmar se o paciente se encontra sedado antes da aplicação
do choque, garantindo que o procedimento seja feito sem
causar injúrias.
• Quanto ao preparo do material, certificar-se de que o aparelho
está funcionando corretamente e o modo sincronizado ligado.
A pasta ou gel condutor deve ser aplicado às pás do
cardioversor para evitar queimaduras. A fim de evitar
acidentes, é importante que todos os membros da equipe de
atendimento afastem-se do leito do paciente.
• Em caso de PCR, desligar imediatamente o modo sincronizado
do aparelho para ser realizada a desfibrilação.
• A desfibrilação elétrica é um procedimento
terapêutico que consiste na aplicação de uma
corrente elétrica contínua NÃO SINCRONIZADA,
no músculo cardíaco. Esse choque despolariza em
conjunto todas as fibras musculares do miocárdio,
tornando possível a reversão de arritmias graves
como a TV e a FV, permitindo ao nó sinusal retomar a
geração e o controle do ritmo cardíaco.
A cardioversão elétrica é um procedimento na
maioria das vezes eletivo, em que se aplica o choque
elétrico de maneira SINCRONIZADA, ou seja, o
paciente deve estar monitorado no cardioversor e
este deve estar com o botão de sincronismo ativado,
pois a descarga elétrica é liberada na onda R, ou seja,
no período refratário.
Marcapassos
• Marcapasso Transvenoso
Composto por uma bateria externa, o coração é estimulado
por meio de impulsos elétricos gerados por um cabo- eletrodo,
colocado geralmente dentro do ventrículo direito, onde é
inserido por um acesso venoso central (subclávia ou jugular).
Marcapasso Transcutâneo
Também chamados de marcapasso transtorácico, compõe-se
de duas pás de eletrodos descartáveis e adesivas que são
fixadas no tórax e dorso do paciente e conectadas a um
aparelho de desfibrilador ajustado no modo de marcapasso.
Muito utilizado nas emergências que envolvem as
bradiarritmias e bloqueios atrioventriculares com repercussão
hemodinâmica que não respondem adequadamente as drogas.
Marcapasso Definitivo
É um equipamento totalmente implantado, onde a bateria se
localiza no subcutâneo e os fios bicamerais são posicionados
no átrio e no ventrículo. Necessita ser colocado através de
procedimento cirúrgico.
Cuidados de enfermagem
• Realização do ECG:
• O ECG é um exame essencial para a avaliação e conduta de arritmias,
portanto precisa ser realizado da melhor forma possível, caso contrario o
diagnostico ficará prejudicado, bem como o tratamento necessário.
• Monitorização cardíaca continua:
• É indispensável para o controle adequado do ritmo em paciente internado
em UTI, uma vez que se pode observar continuamente a frequência
cardíaca.
• Controle dos sinais vitais:
• A observação dos SSVV é importante principalmente com a aferição da
pressão arterial, uma vez que a maioria das arritmias cursam com
hipotensão
• Nível de consciência:
• O paciente que perde a consciência durante episodio de arritmia
apresenta alto risco de vida e quando ocorre em vigência de uma
taquicardia, a cardioversão externa é a única conduta capaz de evitar
o óbito.
• Cuidados gerais:
• É necessário o material de entubação orotraqueal e o desfibrilador
cardíaco externo estejam sempre em ordem e revisados, pois quanto
mais tempo demorar o atendimento ao paciente com arritmia grave,
pior será o seu prognostico. Junto ao carrinho de parada cárdio-
respiratória, deve-se confirmar existência de material para implante
de gerador de marca-passo provisório, bem como o gerador e as
condições da bateria do aparelho.
Assistência de enfermagem a paciente portadores
de arritmias cardíacas:
• Admissão do paciente: a enfermagem deixará todo o material necessário.
Ao ser admitido na UTI, o paciente deverá ser recebido em ambiente
tranquilo, pois chegará tenso e ansioso, ficará afastado longe da família,
com aparelhos desconhecidos. A enfermagem deverá explicar-lhe o que
será feito, tranquilizando-o pois, o paciente sente medo do desconhecido.
• Repouso físico e mental: proporcionar ambiente tranquilo, visando não só
o descanso físico, mas também aliviar a tensão e ansiedade.
• Sinais vitais: devem ser verificados na admissão e depois a cada 2 horas.
Há casos em que a verificação tem que ser mais frequentes.
• Monitorização cardíaca: mantida durante todo o tempo que estiver na UTI,
o profissional da enfermagem, deve observar continuamente o traçado,
relatando ao médico quaisquer anormalidades.
• As extra-sístoles, quando presente, devem ser observadas rigorosamente quanto
à frequência, se estão ocorrendo isoladamente ou em salvas.
• Exames: Durante a permanência na UTI o paciente deverá ser submetido a vários
exames tais como:
• ECG;
• Raios-X de tórax;
• Exames de laboratório: gasometria, enzimas, eletrólitos (NA, K, Ca).
• Obs: o distúrbio desses eletrólitos pode levar a arritmias.
• Dieta: Geralmente leve e hipossódica.
• Oxigenoterapia: pode ser por cateter nasal, máscara de venturi ou respiradores
no caso de IRA. De qualquer forma, o oxigênio deve ser umidificado.
• Balanço hídrico: Anotar rigorosamente todos os líquidos administrados por
VO, EV e todas as perdas em impresso próprio de 2/2horas.
• Manter via venosa permeável: as drogas usadas no tratamento de
arritmias são extremamente perigosas se administrada em superdosagens.
• Observação continua do paciente: ficar atento para os principais sintomas
das arritmias como: hipotensão, cianose, sudorese, dispneia, dor
precordial, ansiedade, e outros. Observar estado de consciência (confusão
mental) e orientação no tempo e espaço. Todas essas observações devem
ser anotadas e comunicadas ao médico.
Assistência de enfermagem nas primeiras arritmias
cardíacas na UTI:
• Quem trabalha em UTI deve ter um sólido conhecimento teórico das arritmias,
principalmente as de alto risco, para desempenhar com segurança a sua função.
Todo paciente é monitorizado e as atividades elétricas do coração são
visualizadas constantemente, devemos ficar atentos, as alterações dos ritmos
cardíacos:
• Taquicardia sinusal:
• identificar e documentar o ritmo;
• Verificar os SSVV (observando se a alteração do ritmo não decorre destas causas);
• Saber se o paciente tem angina, dispneia e inteirar-se de seu estado emocional;
• Observar PA baixa, débito urinário baixo, confusão mental = baixo debito
cardíaco;
• Observar estado mental do paciente, estado nervoso e respiratório;
• Procurar a causa do ritmo baixo: entorpecentes, sedativos, cedilanide, etc.
(não aplicar digitálicos se a frequência cardíaca for igual ou menos que
60bpm);
• Em bloqueios cardíacos, suspender a próxima aplicação do digital e droga
antiarrítmica (caso o paciente esteja usando) e comunicar;
• Lembrar que os BAV de 1º, 2º, e 3º. grau podem desencadear a parada
cardíaca;
• Tirar suas conclusões e comunicar se necessário;
• Identificar e lembrar que uma inocente e isolada extra-sístole pode ser o
prenuncio de uma salva de extra-sístoles, seguindo de uma fibrilação
ventricular;
• Contar as extra-sístoles: mais de 8 por minuto, comunicar imediatamente.
Contar incidência horária, se estão aumentando, diminuindo ou
permanece
Fim!!!

Aula 4- NOCÕES DE ELETROCARDIOGRAMA.pdf

  • 1.
    NOCÕES DE ELETROCARDIOGRAMA (E.C. G.). Prof. Enf. Esp. Diógenes Trevizan
  • 2.
    ELETROCARDIOGRAMA • A monitorizaçãocardíaca é aplicada no cuidado a pacientes críticos. Eletrodos cutâneos colocados sobre o tórax detectam ondas elétricas de despolarização e repolarização do coração. A despolarização e repolarização são fenômenos elétricos no coração, produzem correntes elétricas que são conduzidas através dos líquidos orgânicos. O coração é uma bomba que envia sangue para o resto do corpo, pela sua contração (sístole). • ELETROCARDIOGRAMA é um registro gráfico da atividade elétrica do coração.
  • 3.
    • Eletrocardiógrafo –É um dispositivo que mede a variação com o tempo da diferença de potencial entre dois locais sob a superfície corpórea. É um simples registrador das forças elétricas produzidas pelo coração, projetado para registrar essas alterações de voltagem numa tira de papel. • Observando-se um eletrocardiograma normal, podemos identificar a contração atrial pela presença da onda P, seguida por pequeno intervalo e então pelo complexo QRS, notamos uma outra onda chamada T e que corresponde à repolarização ventricular, período em que o músculo cardíaco se prepara para o próximo batimento
  • 4.
    • Inicialmente, foramatribuídas letras arbitrárias a cada deflexão; • A onda P aparece quando os átrios se despolarizam. • Os átrios possuem paredes finas, a massa de tecido muscular é pequena, a onda de corrente gerada nos líquidos orgânicos é fraca e a onda P é pequena.
  • 5.
    • Complexo QRS,às vezes chamado simplesmente de onda R é produzido pela despolarização dos ventrículos. • O Complexo QRS é produzido por uma grande massa muscular produzindo a maior deflexão E.G.C., durante esta fase os átrios se repolarizam, mas esta deflexão é encoberta pelo QRS.
  • 6.
    • A repolarizaçãodos ventrículos produz a onda T, isso ocorre mais lentamente, origina no E.C.G. uma onda mais alargada do que as outras. • A compreensão dos fenômenos elétricos do coração, é essencial para atender as indicações do uso do marca-passo a arritmias.
  • 10.
    • O papelde registro eletrocardiográfico – é quadriculado e dividido em quadrados pequenos e grandes. • Interpretação: • Sentido horizontal, tempo (segundo). • Sentido vertical, amplitude (m Volt). • Quadrado pequeno: • Horizontal = 1mm = 0,04seg. • Vertical = 1mm = 0,1m.V. • Quadrado grande: • Horizontal = 5mm = 0,20seg. • Vertical = 5mm = 0,5mV.
  • 11.
    • Derivações doE.C.G. – São as posições no paciente em que são captadas as atividades elétricas do coração. • Existem 12 derivações no E.C.G.: • 6 periféricas (membros) • Derivações bipolares = D1, D2, D3. • Obtidas pela aplicação de eletrodos ao braço direito (RA), braço esquerdo (LA) e perna esquerda (LL). Registram as diferenças de potencial entre dois locais, sem qualquer rede de resistência. • Derivação I: registrada do braço direito para o esquerdo (BD e BE). • Derivação II: registrada do braço direito para perna esquerda (BD e PE). • Derivação III: registrada do braço esquerdo para a perna esquerda (BE e PE).
  • 12.
    • Derivações unipolares= AVR, AVL, AVF: obtidas pela aplicação de eletrodos a três extremidades (braço direito, braço esquerdo e perna esquerda), designadas como eletrodo explorador. Teoricamente, uma derivação unipolar registra o potencial elétrico de somente um local. • AVR: eletrodo do braço direito é o explorador e os demais são indiferentes (BD). • AVL: eletrodo do braço esquerdo é o explorador e os demais são indiferentes (BE). • AVF: eletrodo da perna esquerda é o explorador e os demais são indiferentes (PE).
  • 13.
    COR POSIÇÃO VERMELHO Braçodireito AMARELO Braço esquerdo PRETO Perna direita VERDE Perna esquerda Colocação dos eletrodos nos membros
  • 14.
    • 6 precordiais(tórax) • Derivações unipolares precordiais (V1 a V6): obtidas com o eletrodo explorador colocado diretamente sobre o coração (precórdio anterior), em seis locais diferentes.
  • 15.
    POSIÇÃO DAS DERIVAÇÕES PRECORDIAIS DerivaçãoPOSIÇÕES V1 - 4º espaço intercostal na borda direita do esterno V2 - 4º espaço intercostal na borda esquerda do esterno V3 - Espaço intermediário entre V2 e V4 V4 - 5º espaço intercostal esquerdo na linha médio clavicular V5 - 5º espaço intercostal esquerdo na linha axilar anterior V6 - 5º espaço intercostal esquerdo na linha axilar média
  • 16.
    • É importanteque você fique atento à instalação correta dos eletrodos e cabos do ECG, conforme quadro abaixo, para um diagnóstico correto e o atendimento eficaz.
  • 17.
    • Cada registroeletrocardiográfico deve ser analisado sistematicamente, considerando-se: • ritmo; • frequência e amplitude das ondas; • mensuração e duração das ondas e dos intervalos; • regularidades nos intervalos e complexos.
  • 18.
    • Exemplo: característicasda onda P normal: • está presente; • frequência de 60 a 100/minuto; • ritmo regular; • forma constante; • amplitude de 2,5mm aproximadamente; • duração de 0,11 segundo; • positiva (para cima) em D1, D2, AVF, V5 e V6; • invertida em AVR.
  • 20.
    • É muitoimportante que os achados eletrocardiográficos sejam correlacionados com a observação clínica do paciente; algumas anormalidades podem estar ligadas à má condução dos eletrodos, interferências no circuito, movimentação do doente, posição dos eletrodos etc. • Principais causas de interferência no traçado eletrocardiográfico: • a)Esquecimento de conectar algum elétrodo ou fio terra. • b)Operador ou paciente tocando em algum dos eletrodos enquanto o ECG é registrado. • c)Membros do paciente tocando nas paredes ou partes metálicas da cama. • d)Deixar eletrodos ou placas metálicas frouxas. • e)Paciente agitado ou com tremores. • f)Colocação indevida de pasta ou outra solução eletrolítica. • g)Outros aparelhos elétricos que estiverem sendo usados nas proximidades (desconectar da corrente). • Obs.: Jamais ligar fio terra na canalização O2.
  • 21.
  • 22.
    • Monitores cardíacos Conceito: •São aparelhos eletrônicos usados nas UTIs, a beira leito e proporciona a apresentação visual continua do eletrocardiograma e do ritmo cardíaco. Sua função especifica é acompanhar os pacientes graves, observando as arritmias precoces(taquiarritmias e bradiarritmias) e ser tomado medidas profiláticas evitando intercorrências fatais. Técnica de monitorização: • A finalidade especifica é posicionar os elétrodos de tal forma, que nos forneça um sinal de grande amplitude, sem interferência, de modo a facilitar a observação das arritmias, como deixar a região precordial livre, em caso de ser necessário massagem cardíaca externa os fios dos eletrodos não devem atrapalhar.
  • 24.
    Cuidados na monitorização: •O posicionamento dos eletrodos deve ser tal que propicie uma movimentação livre para o paciente: não devem ser colocados sobre músculos (gerando sua própria atividade elétrica, causando interferência), na mulher, sobre as mamas (reduzem a amplitude do sinal eletrocardiográfico). • A preparação do paciente do sexo masculino deve incluir uma tricotomia da porção anterior do tórax. • Uma limpeza da pele, com gaze embebida em álcool, nas regiões que receberão os eletrodos, é recomendável, com o objetivo de eliminar a oleosidade (alta resistência elétrica) e aumentar a transmissão dos impulsos elétricos. • Os fios dos eletrodos devem ser dirigidos para o monitor (para diminuir a tração sobre os eletrodos) e fixados à roupa de cama, com folga suficiente para permitir a movimentação. • A troca dos eletrodos está condicionada à necessidade: é comum só trocá-los quando surgem alterações ou dificuldades no padrão de monitorização. Quando são trocados, há limpeza da pele com água e sabão, removendo toda a pasta eletrolítica. Os eletrodos são reaplicados, com os cuidados anteriores. • Na vigência de alterações de traçado identificadas no monitor, e as eventuais causas de monitorização inadequada, é recomendável o registro completo das atividades elétricas do coração (eletrocardiograma).
  • 25.
  • 26.
    • Definição: • Arritmia– É qualquer mudança na frequência ou configuração das ondas individuais do eletrocardiograma. • Chamamos de arritmias cardíacas toda alteração na condução elétrica do coração, particularmente, alterações em eletrólitos, equilíbrio ácido-base ou anóxia exercem um profundo efeito sobre a condução normal e a propagação de impulsos no coração, e muito frequente, como resultado disto, ocorre o ritmo ectópico( átrios).
  • 27.
    • Classificação: • Paramaior facilidade didática, dividirá as arritmias em: • TAQUIARRITMIAS – Arritmias com frequência cardíacas altas. • BRADIARRITMIAS – Arritmias com frequência cardíacas baixas.
  • 29.
    Ritmo sinusal • Correspondeao ritmo normal do coração, com frequência entre 60 e 100 bpm. Neste ritmo temos uma nítida onda P (condução atrial), o complexo QRS (condução ventricular) e onda T (repolarização ventricular).
  • 30.
    Taquicardias • Chamamos detaquicardia sempre que observarmos a frequência cardíaca acima de 100 bpm. As taquicardias podem ser classificadas, de acordo com sua origem, em supraventriculares ou ventriculares.
  • 31.
    • Taquicardias supraventriculares:origem dos estímulos nos átrios e nódulo A-V. • Nas taquicardias supraventriculares o foco ectópico da arritmia se encontra acima do NAV ou dentro dele na grande maioria das vezes, o complexo QRS é estreito e semelhante ao QRS observado no ritmo sinusal normal. As taquicardias supraventriculares podem ser classificadas em: • Taquicardia sinusal (TS): sucessões de ondas normais, com frequência superior a 120-150 (adulto), sempre com onda P. • O estimulo cardíaco nasce no próprio nó sinusal, mas com frequência acima de 100 bpm. Essa situação é muito comum e consequente à presença de algum fator de base levando ao aumento da atividade sinusal, por exemplo: febre, hipóxia, em paciente com problemas pulmonares, insuficiência cardíaca, stress, esforço físico, etc... .
  • 33.
    • Taquicardia atrial:nesse caso existe apenas um foco ectópico atrial isolado gerando estímulos numa frequência mais alta do que o nó sinusal e a contração dos átrios são organizados e efetivos. O ECG observa–se presença de onda P com morfologia diferente do ritmo sinusal e complexo QRS regulares ou não.
  • 34.
    Fibrilação Atrial (FA):ondas P não são discernível, é substituída por um grande numero de ondas F rápidas e irregulares (ectópicas), linha basal em serra, respostas ventriculares totalmente irregulares. Nesse tipo de arritmia que é a mais frequente encontrada, comum nos casos de cardiopatia reumática, doenças pulmonares, hipertirioidismo e IAM. Existem múltiplos focos em ambos os átrios, gerando estímulos e, no entanto a contração atrial é inexistente, pois não há propagação cronologicamente adequada do estímulo cardíaco através dos átrios. Ao ECG observamos ausência de onda P, com uma linha de base de aspecto ondulado e os complexos QRS irregulares. Quando a frequência cardíaca estiver muito elevada ou muito baixa, maior será o cuidado que devemos ter com o paciente, que poderá apresentar hipotensão e diminuição do nível de consciência, necessitando de intervenção médica para controle do quadro. Frequência de 400 a 700 bpm. Tratamento: cardioversão através de agentes antiarrítmicos (doses moderadas de quinidina [deprime focos ectópicos atriais, ventriculares e o sistema de condução] ou procainamida [antiarrítmico, sedativo da excitabilidade cardíaca]) ou com choque elétrico.
  • 36.
    • Flutter Atrial:definido por contrações atriais rápidas, regulares, de ondas P idênticas, dentes em serra com frequência 220-350. O flutter atrial se caracteriza por um circuito de arritmia localizada no átrio, diferente da fibrilação, por ser regular e promover a contração atrial pouco mais efetiva. Ao ECG observa onda P idênticas e linha de base com aspecto serrilhado, o complexo QRS geralmente regular. Tratamento: cardiversão com choque elétrico. A manutenção do ritmo sinusal é feita com quinidina ( antiarrítmico) e digital (cardiotónicos).
  • 37.
    • Taquiarritmias ventriculares: •Originam de focos ectópicos nos ventrículos, são malignas e frequentemente quando não tratadas (agudas), são fatais.
  • 38.
    • Taquicardia ventricular:caracteriza-se por três ou mais extra-sístoles sequenciais, numa frequência de 120 a 250 bpm. Na TV o foco ectópico encontra-se em algum lugar do ventrículo, gerando antes do seu início, extra-sístoles ventriculares. Nesse caso se o paciente apresentar perda da consciência, é indicado a cardioversão elétrica para evitar o óbito. • Taquicardia Paroxística Ventricular: aparece com sucessões rápidas de ESV com frequência 140-250, há onda “P” independente e mais lenta, são englobadas pelo QRS ectópico, antecede a fibrilação ventricular (parada cardíaca).
  • 39.
    • Fibrilação Ventricular(Parada Cardíaca): atividade elétrica totalmente irregular e rapidamente fatal, não se distingue os complexos, pode terminar em assístolia fatal. Na FV existem vários focos ventriculares, mas não ocorre contração efetiva, considera-se como parada cardíaca e caso o paciente não seja desfibrilado, a morte é inevitável. Deve ser removida dentro de 4 minutos. Tratamento: cardioversão, e o tratamento profilático: xylocaína endovenosa, procainamida.
  • 40.
    • Extra-sístole: • Chamamosde extra-sístole todo batimento precoce observado no ECG. A extra-sístole pode ser supraventricular quando se origina acima do NAV e tem como característica a semelhança com o batimento sinusal normal sendo muitas vezes possível se identificar uma onda P de morfologia diferente, precedendo o complexo QRS. Quando a extra-sístole se origina nos ventrículos, é chamada de ventricular e sua identificação pode ser feita pela diferença, isto é morfologia aberrante, que apresenta em relação ao complexo QRS normal. • A presença de uma extra-sístole não significa necessariamente problema cardíaco. Qualquer pessoa normal que realize um holter poderá apresentar extra-sístole supra ou ventriculares durante a gravação do exame.
  • 41.
    • A gravidadedessa arritmia é maior, caso o paciente apresente alguma patologia cardíaca de base, e se as extra-sístoles forem muito frequentes, originadas em vários focos, exibindo várias morfologias e serão ainda mais graves se aparecerem juntas em número maior que 3 caracterizando a taquicardia ventricular.
  • 42.
    • Extra-sístole Supraventricular(ESSV):podem originar dos átrios ou nódulo AV, muitas vezes pela dificuldade de distingui-las, podemos chamá-las de extra-sístoles ou arritmias supraventriculares.
  • 43.
    • Extra-sístole Atrialou Arritmia Sinusal: um foco ectópico atrial produz uma onda P prematura, QRS seguinte normal. Intervalo P-R constante, intervalo R-R variável.
  • 44.
    • Extra-sístole Juncionalou Arritmia Juncional: nasce da junção A-V, não há onda P, intervalo R-R variável.( CAFÉ, FUMO , ALCOOL, NERVOSO) .
  • 45.
    • Extra-sístole ventricular(ESV): estímulo prematuro nasce dos ventrículos, forma anômala, origina complexos “QRS” alargados, forma bizarra, seguido de pausa compensadora. Alto risco quando houver mais de 8 por minuto, pode proceder a salvas de extra- sístoles, taquicardia ventricular e desencadear a fibrilação ventricular (parada cardíaca).
  • 46.
    • Bradicardia sinusal(BS): • Sucessões de ondas normais, com frequência inferior a 60 b/m, sempre com onda “P”. • Bradicardia sinusal: o estimulo cardíaco se origina normalmente no nó sinusal, mas com uma frequência abaixo de 60 bpm. A BS pode ser considerada normal quando assintomático é observado em atletas ou durante período de sono. Quando a BS se apresenta acompanhada de sintomas de baixo débito, com tonturas ou desmaios por circulação cerebral insuficiente, será considerada patológica e necessitará de intervenção médica para controle do quadro.
  • 47.
    • Bloqueios cardíacos: •Bloqueio Atrioventricular 1º grau (BAV 1º grau): • Ocorre apenas um prolongamento do tempo de condução do estimulo dos átrios para os ventrículos, mas ao ECG observa-se que para toda onda P corresponde um complexo QRS, nesse caso a frequência cardíaca geralmente é normal e a conduta expectante.
  • 48.
    • Bloqueio Atrioventricular2º grau (BAV 2º grau): O BAV de 2º.grau é dividido em dois tipos: • Mobitz tipo I e • Mobitz tipo II. • BAV de 2º. grau Mobitz tipo I • Presente nos casos de IAM de parede inferior, na intoxicação digitálica. O tratamento é medicamentoso e o implante de marca-passo temporário externo é indicado quando se constata bradicardia menor que 40bpm e na presença de insuficiência cardíaca ou arritmia ventricular. • • BAV de 2º. grau Mobitz tipo II • É uma situação intermediaria entre o bloqueio total e o bloqueio de primeiro grau. Neste caso alguns estímulos passam do AV em tempo normal, outro em tempo prolongado e outros estão completamente bloqueados. Ao ECG observa- se ondas P precedendo o complexo QRS e ondas P isoladas, os complexos QRS aparecem de forma irregular.
  • 50.
    • Bloqueio AtrioventricularTotal ou de 3º grau (BATV): • Caracteriza-se por dissociação completa entre o ritmo atrial e ventricular, pois nenhum dos estímulos atriais consegue passar através do nó AV. Sua característica distintiva é a existência de maior numero de ondas P do que de complexo QRS, e a não-existência de relação entre eles.
  • 51.
    Desfibrilação X Cardioversão •A desfibrilação é necessária em casos de situações emergenciais com evolução drástica e risco de deteriorização ou ainda parada cardiorrespiratória. • Para a realização da cardioversão elétrica, prepare o cliente explicando o procedimento, a necessidade da monitoração e da sedação. Puncionar o acesso venoso e mantê-lo permeável mesmo após sedação. Sendo realizado de modo eletivo, é importante que o paciente esteja em jejum de pelo menos 6 a 8 horas.
  • 52.
    Sedação • sedação(propofol, etomidado,diazepam dormonid) • analgesia(fentanil, meperidina e morfina)
  • 53.
    • Confirmar seo paciente se encontra sedado antes da aplicação do choque, garantindo que o procedimento seja feito sem causar injúrias. • Quanto ao preparo do material, certificar-se de que o aparelho está funcionando corretamente e o modo sincronizado ligado. A pasta ou gel condutor deve ser aplicado às pás do cardioversor para evitar queimaduras. A fim de evitar acidentes, é importante que todos os membros da equipe de atendimento afastem-se do leito do paciente. • Em caso de PCR, desligar imediatamente o modo sincronizado do aparelho para ser realizada a desfibrilação.
  • 54.
    • A desfibrilaçãoelétrica é um procedimento terapêutico que consiste na aplicação de uma corrente elétrica contínua NÃO SINCRONIZADA, no músculo cardíaco. Esse choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares do miocárdio, tornando possível a reversão de arritmias graves como a TV e a FV, permitindo ao nó sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco. A cardioversão elétrica é um procedimento na maioria das vezes eletivo, em que se aplica o choque elétrico de maneira SINCRONIZADA, ou seja, o paciente deve estar monitorado no cardioversor e este deve estar com o botão de sincronismo ativado, pois a descarga elétrica é liberada na onda R, ou seja, no período refratário.
  • 55.
    Marcapassos • Marcapasso Transvenoso Compostopor uma bateria externa, o coração é estimulado por meio de impulsos elétricos gerados por um cabo- eletrodo, colocado geralmente dentro do ventrículo direito, onde é inserido por um acesso venoso central (subclávia ou jugular). Marcapasso Transcutâneo Também chamados de marcapasso transtorácico, compõe-se de duas pás de eletrodos descartáveis e adesivas que são fixadas no tórax e dorso do paciente e conectadas a um aparelho de desfibrilador ajustado no modo de marcapasso. Muito utilizado nas emergências que envolvem as bradiarritmias e bloqueios atrioventriculares com repercussão hemodinâmica que não respondem adequadamente as drogas. Marcapasso Definitivo É um equipamento totalmente implantado, onde a bateria se localiza no subcutâneo e os fios bicamerais são posicionados no átrio e no ventrículo. Necessita ser colocado através de procedimento cirúrgico.
  • 57.
    Cuidados de enfermagem •Realização do ECG: • O ECG é um exame essencial para a avaliação e conduta de arritmias, portanto precisa ser realizado da melhor forma possível, caso contrario o diagnostico ficará prejudicado, bem como o tratamento necessário. • Monitorização cardíaca continua: • É indispensável para o controle adequado do ritmo em paciente internado em UTI, uma vez que se pode observar continuamente a frequência cardíaca. • Controle dos sinais vitais: • A observação dos SSVV é importante principalmente com a aferição da pressão arterial, uma vez que a maioria das arritmias cursam com hipotensão
  • 58.
    • Nível deconsciência: • O paciente que perde a consciência durante episodio de arritmia apresenta alto risco de vida e quando ocorre em vigência de uma taquicardia, a cardioversão externa é a única conduta capaz de evitar o óbito. • Cuidados gerais: • É necessário o material de entubação orotraqueal e o desfibrilador cardíaco externo estejam sempre em ordem e revisados, pois quanto mais tempo demorar o atendimento ao paciente com arritmia grave, pior será o seu prognostico. Junto ao carrinho de parada cárdio- respiratória, deve-se confirmar existência de material para implante de gerador de marca-passo provisório, bem como o gerador e as condições da bateria do aparelho.
  • 59.
    Assistência de enfermagema paciente portadores de arritmias cardíacas: • Admissão do paciente: a enfermagem deixará todo o material necessário. Ao ser admitido na UTI, o paciente deverá ser recebido em ambiente tranquilo, pois chegará tenso e ansioso, ficará afastado longe da família, com aparelhos desconhecidos. A enfermagem deverá explicar-lhe o que será feito, tranquilizando-o pois, o paciente sente medo do desconhecido. • Repouso físico e mental: proporcionar ambiente tranquilo, visando não só o descanso físico, mas também aliviar a tensão e ansiedade. • Sinais vitais: devem ser verificados na admissão e depois a cada 2 horas. Há casos em que a verificação tem que ser mais frequentes. • Monitorização cardíaca: mantida durante todo o tempo que estiver na UTI, o profissional da enfermagem, deve observar continuamente o traçado, relatando ao médico quaisquer anormalidades.
  • 60.
    • As extra-sístoles,quando presente, devem ser observadas rigorosamente quanto à frequência, se estão ocorrendo isoladamente ou em salvas. • Exames: Durante a permanência na UTI o paciente deverá ser submetido a vários exames tais como: • ECG; • Raios-X de tórax; • Exames de laboratório: gasometria, enzimas, eletrólitos (NA, K, Ca). • Obs: o distúrbio desses eletrólitos pode levar a arritmias. • Dieta: Geralmente leve e hipossódica. • Oxigenoterapia: pode ser por cateter nasal, máscara de venturi ou respiradores no caso de IRA. De qualquer forma, o oxigênio deve ser umidificado.
  • 61.
    • Balanço hídrico:Anotar rigorosamente todos os líquidos administrados por VO, EV e todas as perdas em impresso próprio de 2/2horas. • Manter via venosa permeável: as drogas usadas no tratamento de arritmias são extremamente perigosas se administrada em superdosagens. • Observação continua do paciente: ficar atento para os principais sintomas das arritmias como: hipotensão, cianose, sudorese, dispneia, dor precordial, ansiedade, e outros. Observar estado de consciência (confusão mental) e orientação no tempo e espaço. Todas essas observações devem ser anotadas e comunicadas ao médico.
  • 62.
    Assistência de enfermagemnas primeiras arritmias cardíacas na UTI: • Quem trabalha em UTI deve ter um sólido conhecimento teórico das arritmias, principalmente as de alto risco, para desempenhar com segurança a sua função. Todo paciente é monitorizado e as atividades elétricas do coração são visualizadas constantemente, devemos ficar atentos, as alterações dos ritmos cardíacos: • Taquicardia sinusal: • identificar e documentar o ritmo; • Verificar os SSVV (observando se a alteração do ritmo não decorre destas causas); • Saber se o paciente tem angina, dispneia e inteirar-se de seu estado emocional; • Observar PA baixa, débito urinário baixo, confusão mental = baixo debito cardíaco; • Observar estado mental do paciente, estado nervoso e respiratório;
  • 63.
    • Procurar acausa do ritmo baixo: entorpecentes, sedativos, cedilanide, etc. (não aplicar digitálicos se a frequência cardíaca for igual ou menos que 60bpm); • Em bloqueios cardíacos, suspender a próxima aplicação do digital e droga antiarrítmica (caso o paciente esteja usando) e comunicar; • Lembrar que os BAV de 1º, 2º, e 3º. grau podem desencadear a parada cardíaca; • Tirar suas conclusões e comunicar se necessário; • Identificar e lembrar que uma inocente e isolada extra-sístole pode ser o prenuncio de uma salva de extra-sístoles, seguindo de uma fibrilação ventricular; • Contar as extra-sístoles: mais de 8 por minuto, comunicar imediatamente. Contar incidência horária, se estão aumentando, diminuindo ou permanece
  • 64.