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ETEC PROFª MARINES TEODORO DE
FREITAS ALMEIDA
NOVO HORIZONTE
EXTENSÃO - BORBOREMA
CONTABILIDADE DE CUSTOS
CURSO – TECNICO DE CONTABILIDADE
PROF. Luiz Antonio de Almeida
2
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Origem da Contabilidade de Custos
Contabilidade de Custos:
Até a Revolução Industrial (Século XVIII), quase só existia a Contabilidade Financeira
(ou Geral), que, desenvolvida na Era Mercantilista, estava bem estruturada para servir
as empresas comerciais.
Para apuração do resultado de cada período, bem como para o levantamento do balanço
sem seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua
medida em valores monetários era extremamente simples: O contador verifica o
montante pago por item estocado, e dessa maneira valorava as mercadorias. Fazendo o
cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía de estoques iniciais,
adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava, apurava o
valor de aquisição das mercadorias vendidas, através da fórmula:
Estoques Iniciais + Compras – Estoque Final = CMV
A Contabilidade de Custos nasceu da Contabilidade Financeira, quando da necessidade
de avaliar estoques na Indústria. Porém, sua missão não se restringe apenas a avaliação
dos estoques, abrangendo um campo muito mais amplo que é o de controle e decisão.
A contabilidade de custos é o ramo da contabilidade que se destina a produzir
informações para diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxílio às funções
de determinação de desempenho, e de planejamento e controle das operações e de
tomada de decisões. A contabilidade de custos coleta classifica e registra os dados
operacionais das diversas atividades da entidade, denominados de dados internos, bem
como, algumas vezes, coleta e organiza dados externos. Os dados coletados podem ser
tanto monetários como físicos. Exemplos de dados físicos operacionais: Unidades
produzidas, horas trabalhadas, quantidade de requisições de materiais e de ordens de
produção, entre outros. A contabilidade de custos requer a existência de métodos de
custeio para que, ao final do processo, seja possível obter-se o valor a ser atribuído ao
objeto de estudo. A contabilidade de custos pode ser interpretada através de dois
enfoques:
1) Enfoque Retrógrado => a Contabilidade de Custos era utilizada apenas para
determinação do custo para avaliação dos estoques e mensuração do resultado.
2) Enfoque Gerencial => auxílio ao Controle e às tomadas de decisões voltadas para o
tempo futuro.
A CONTABILIDADE DE CUSTOS centra sua atenção no estudo da composição e no
cálculo dos custos, também observa o resultado dos centros ou dos agentes do processo
produtivos. A contabilidade de custos tem como característica ser de caráter
INTERNO. A contabilidade, elaborada com o objetivo de conduzir informações às
fontes externas, é chamada de Contabilidade Financeira e, para isso, produz
basicamente, o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Resultado. Já a
Contabilidade de Custos – fornece informações objetivando tomada de decisões.
3
Abaixo se destacam uma série de problemas que poderão surgir cujas soluções
dependem, basicamente dos dados fornecidos pela Contabilidade de Custos:
Δ Que preço de venda atribuir a cada produto?
Δ Quanto contribui cada produto para a formação do lucro total da empresa?
Δ Quais os produtos ou artigos que deverão ter a sua produção aumentada?
Δ Quando se deve cessar de produzir determinado produto ou artigo?
Δ Quais os custos que deverão ser rigorosamente controlados?
Δ Como desenvolver um sistema que permita avaliar a eficiência de cada
setor/departamento da empresa?
Δ Qual o valor mínimo de vendas necessário para cobrir os custos de produção
(equilíbrio)?
Δ Qual deverá ser a produção máxima possível, num contexto econômico?
Δ Qual o tamanho ideal para determinado setor/departamento de produção/controle de
qualidade?
Δ Quando a empresa deve substituir os processos de produção atuais por outros mais
modernos ou mais caros?
Δ Quando se deve substituir os equipamentos?
Δ Qual a melhor opção em termos de ganho econômico: comprar pronto ou produzir os
acessórios?
Δ A empresa deve aumentar os esforços de vendas, envolvendo-se numa campanha
publicitária?
Δ Face ao comportamento de mercado, o que é melhor: aumentar a produção ou
diminuir o preço de venda?
CONTABILIDADE DE CUSTOS – CONCEITOS OBJETIVO E
APLICAÇÃO
CONCEITO:
Conjunto de registros especiais utilizados para identificar, mensurar e informar os
custos dos produtos/serviços.
Segundo George Leone: “ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e
interpreta os custos dos produtos, dos estoques, dos serviços, dos componentes de
organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição, para determinar
o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de
tomada de decisões e de planejamento".
Outra definição: É o somatório das remunerações percebidas por cada classe envolvida
no processo produtivo de um bem, desde a fase inicial até a fase final de sua elaboração,
ou seja, desde o seu estado natural até o seu estado de consumo ou utilização.
Custo: Gasto relativo a um bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços
4
OBJETIVO:
O objetivo primordial da contabilidade de custos é a apuração dos custos dos produtos
vendidos.
FINALIDADE:
De acordo com a definição, podemos citar:
- Avaliação dos Estoques, Apuração dos Resultados, Tomada de Decisão, etc.
INFORMAÇÕES:
As principais informações são: Determinação dos custos de qualquer natureza, gastos
nas diversas áreas, controle das operações, Orçamentos, etc.
APLICAÇÃO DA C0NTABILIDADE DE CUSTOS:
a) avaliação de estoques;
b) atendimento das exigências ficais;
c) determinação do resultado;
d) planejamento;
e) formação do preço de venda;
f) controle gerencial;
g) avaliação de desempenho;
h) controle operacional;
i) análise de alternativas;
j) estabelecimento de parâmetros;
k) obtenção de dados para orçamentos;
l) tomada de decisão.
PRINCIPIOS CONTABEIS APLICADOS A CUSTOS:
Os princípios aplicados à contabilidade de custos são:
a) Principio da Competência dos Exercícios;
b) Principio do Registro pelo Valor Histórico;
c) Principio do Conservadorismo;
d) Principio da Causação;
5
- PRINCIPIO DA COMPETENCIA DOS EXERCÍCIOS:
De acordo com a resolução 750/93 do CFC, o princípio da competência refere-se as
receitas e despesas, conforme apresenta a redação original em sua artigo nono.
“Art. 9º - As receitas e despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do
período em que ocorrer, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente de recebimento ou pagamento”.
§ 1º. O Princípio da Competência determina quando as alterações no ativo ou no
passivo resultam em aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido (fato contábil
modificativo), estabelecendo diretrizes para a classificação das mutações patrimoniais,
resultantes da observação do Princípio da Oportunidade;
§ 2º. “O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é
conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração...” Pelo
Princípio da Competência, fica definido o momento do reconhecimento da receita e da
despesa.
A regra é teoricamente simples: após o reconhecimento da receita, deduz-se dela todos
os valores representativos dos esforços para sua execução (despesas). Como esses
esforços podem ser subdivididos em dois grupos, também existem praticamente dois
grandes grupos de despesas:
a) Despesas especificadamente incorridas para consecução daquelas receitas que estão
sendo reconhecidas, e,
b) Despesas incorridas para a obtenção de receitas genéricas, e não necessariamente
daquelas que agora estão sendo contabilizadas. Um exemplo das despesas do primeiro
grupo é a própria despesa relativa a quanto foi o custo da produção do bem ora vendido,
ou então a despesa de comissão relativa à sua venda, etc. E como exemplo das do
segundo grupo tem-se as despesas de administração, de propaganda, etc. que
representam gastos com finalidade de obtenção de receitas, mas não só ou
especificadamente das apropriadas ao período.
São estas despesas relativas muito mais a gastos para a manutenção da capacidade de
obtenção de receitas do que para a venda deste ou daquele produto. Ou então refere-se
as promoções de vendas de determinados itens que, despendidos num determinado
período, podem trazer efeitos benéficos para vários outros, porém tem essa distribuição
por diversos exercícios realizada de forma relativamente arbitrária.
PRINCIPIO DO REGISTRO PELO VALOR HISTÓRICO OU
ORIGINAL
“Art. 7º. Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais
das transações com o mundo exterior, expressos em valor presente na moeda do País,
que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive
quando configurarem agregação ou decomposição no interior da Entidade”.
6
Desse princípio decorrem consequências várias. Os ativos são registrados contabilmente
pelo seu valor original de entrada, ou seja, histórico, na data da transação com o mundo
exterior à entidade.
Quando há problemas de inflação, o uso de valores históricos deixa muito a desejar. Ao
somar todos os custos de produção de um determinado item, estocá-lo e levá-lo a
balanço pelo valor original, acaba-se por ter um ativo que diz quanto custou produzi-lo
na época em que foi elaborado, pode nada ter a ver com o valor atual de reposição no
estoque, nem com o valor histórico inflacionado (deflacionado) e muito menos ainda com o
seu valor de venda.
Se o custo histórico de fabricação do produto A é de $ 5.000,00 e ele fica estocado
durante 4 meses para só então ser vendido, por $ 6.500,00 teremos a seguinte
demonstração supondo que a inflação nesse quadrimestre seja de 10%.
Venda 6.500,00
(-) CPV 5.000,00
Lucro Bruto 1.500,00
Na hipótese do valor puramente histórico.
Venda 6.500,00
(-) CPV corrigido 10% 5.500,00
Lucro Bruto 1.000,00
na hipótese de se tirar do lucro o efeito da inflação.
Observação – se o objetivo da contabilidade de custos for auxiliar a contabilidade
comercial na apuração de resultados, ela terá que seguir esse princípio. Se o objetivo foi
gerencial ou para fins internos, é claro que a administração decide, segundo suas
conveniências e necessidade, qual o custo que irá usar como base de valor, se o
histórico, o de reposição ou outro qualquer.
PRINCIPIO DO CONSERVADORISMO OU PRUDENCIA
“Art. 10º. O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os
componentes do ativo e do maior para os Passivos, sempre que se apresentarem
alternativas igualmente válidas para as quantificações patrimoniais que alterem o
Patrimônio Líquido”.
Este princípio é importante na Contabilidade de Custos, pois estabelece que em caso de
dúvida deve-se observar a alternativa que resultar no menor patrimônio líquido,
influenciando diretamente nos processos de cálculo de custos.
PRINCÍPIO DA CAUSAÇÃO
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“O Princípio da causação ordena que o agente causador da consumação ocorrida,
correspondente a determinada variação patrimonial qualitativa, seja debitado pelo
respectivo valor”.
Noutras palavras, os custos devem ser atribuídos a quem competem, um num linguajar
mais descuidado: Quem causou o custo deve arcar com ele.
O princípio causal é o fator mais significativo na avaliação qualitativa dos sistemas de
custeio, pois, quanto maior for a sua observância, mais perfeito será o sistema, portanto
mais precisa será a expressão quantitativa dos ativos envolvidos e, consequentemente, o
próprio resultado do período.
TERMINOLOGIACONTÁBILAPLICADA A CUSTOS:
TERMINOLOGIA
Não existe uma padronização legal ou concordância entre os diversos autores, porém os
termos mais empregados são: Gastos, Investimentos, Custos, Despesas, Desembolsos e
Perdas.
- Gastos:
Termo abrangente e definido como "sacrifícios com que arca a entidade, visando a
obtenção de bens ou serviços, mediante a entrega ou promessa de entrega de parte de
seu ativo, sendo esses ativos representados normalmente em dinheiro", O gasto pode ser
um investimento, custo ou despesa.
- Investimento:
São "gastos ativados (classificados no ativo) em função da utilidade futura de bens ou
serviços obtidos". Assim, qualquer gasto realizado cujo bem é ativado será um
investimento.
Exemplo: - Móveis e Utensílios, Veículos, Imóveis, etc.
- Custos:
São "gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou
serviços". Os custos são gastos ligados à produção.
Exemplos: salários do pessoal da produção, matéria prima utilizada na produção,
manutenção das máquinas de produção, aluguel da fábrica, etc.
- Despesas:
São "gastos consumidos, direta ou indiretamente, na obtenção de receitas". Um dos
maiores problemas dos estudantes, em geral, é a distinção entre custo e despesa. Do
ponto de vista didático, todos os gastos realizados na fabricação do produto, isto é,
"dentro da fábrica" são custos. O resto é despesa.
Assim, os gastos com pessoal da administração, gastos relativos à venda, depreciação de
bens da área comercial ou administrativa são despesas. Os gastos com mão de obra da
fábrica, depreciação de equipamentos da fábrica, manutenção (da fábrica), seguro da
fábrica, etc., são custos.
- Desembolso:
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É o pagamento do bem ou serviço adquirido. Pode ocorrer antes, durante ou depois da
aquisição. Assim, se comprarmos um bem à vista, o desembolso se dá durante a
aquisição deste bem.
Se comprarmos um bem a prazo, o desembolso se dará depois da aquisição.
Se adiantarmos o dinheiro para posterior recebimento do bem, o desembolso ocorre
antes do recebimento deste bem, logo, antes do gasto se transformar em custo, despesa
ou investimento.
- Perda:
É o consumo involuntário ou anormal de um bem ou serviço. As perdas decorrentes de
fatores externos transformar-se-ão em despesas, e as de fatores decorrentes da atividade
produtiva; em custos.
Exemplos: Incêndio, greves, perda de matéria prima, etc.
Observação: Um gasto pode transformar-se de investimento para custo ou despesa ou
diretamente custo ou despesa.
Exemplos:
- Na compra de uma máquina, teremos um investimento. Se a máquina for utilizada na
fábrica, sua perda de valor (depreciação) será registrada como custo. Se for utilizada na
administração, sua perda de valor será despesa.
- O gasto com energia elétrica da fábrica é registrada diretamente como custo e da
administração; como despesas (não passa pela fase de investimento).
- As matérias primas, quando adquiridas, são investimentos (serão classificadas no
ativo), quando usadas na produção são custos. Depois de pronto, o produto acabado,
será estocado, logo será investimento e depois de vendido, será despesa.
Graficamente teríamos:
Investimento => Custo => Investimento => Despesa
- A terminologia geralmente usada custo dos produtos vendidos não está tecnicamente
correta. Deveríamos usar despesa dos produtos vendidos já que os gastos relativos à
venda são despesas e não custos.
- Os encargos financeiros relativos a compra de matéria prima são despesas.
- As perdas normais durante o processo produtivo são custos.
ELEMENTOS DE CUSTOS:
Os elementos de custos dividem-se em: MATÉRIA PRIMA – MÃO DE OBRAS –
GASTOS GERAIS DE FABRICAÇÃO.

- Matéria-prima:
É o elemento que sofrerá transformação ou agregação, para o surgimento, de outro bem
diferente.
Exemplo: Polietileno para o plástico, Parafusos, madeira e cola para cadeiras. Tecido
para a indústria de confecção, Couro para sapatos, Tinta para automóvel etc.

- Mão de obra:
É o elemento que atua sobre a matéria-prima para a obtenção de outro bem.
Exemplo: Funcionários da produção, Funcionários do almoxarifado, Supervisores.
9
- Gastos Gerais de Fabricação:
São todos os elementos necessários direta ou indiretamente, mediata ou imediatamente à
elaboração dos bens e não classificados em nenhuma das outras duas categorias.
Exemplo: Aluguel da fábrica, Energia elétrica, Água; Manutenção máquinas,
depreciação das máquinas.
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
1 - EM RELAÇÃO AO PRODUTO
Custos Diretos:
São aqueles que podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma
medida de consumo (quilograma de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas
de mão de obra utilizadas e até mesmo quantidade de força consumida).
Exemplo: Matérias-primas, embalagens, mão de obra direta, etc.
Custos Indiretos:
São aqueles que não oferecem condição de uma medida objetiva, tendo, portanto as
alocações de serem feitas por meio de rateios, utilizando-se bases de volume, que são na
maioria das vezes arbitrárias.
Exemplo: Aluguel, material de consumo, salário das chefias, etc.
Custos Pleno ou Integral:
Santos (1999, p.66) descreve que o sistema de custeio pleno ou integral
“caracteriza-se pela apropriação de todos os custos e despesas aos produtos fabricados.
Esses custos e despesas são custos diretos e indiretos, fixos e variáveis, de
comercialização, de distribuição, de administração em geral etc”.
Este sistema foi desenvolvido na Alemanha no início do século XX, pelo
instituto alemão de pesquisas aziendais, onde foi denominado Reichskuratorium fur
Wirtschaftlichtkeit. No Brasil é mais conhecido pela sigla RKW, no qual são alocados
todos os custos e despesas fixas e vaiáveis e custos diretos e indiretos aos produtos
fabricados.
O produto do sistema de custeio pleno é o custo pleno, que corresponde,
conforme Vartanian e Nascimento (1999), a um número agregado médio obtido para as
unidades do objeto de custeio em questão, que inclui parcela dos materiais diretos, mão
de obra direta, custos indiretos de fabricação, despesas com vendas, distribuição,
administrativas, gerais e até financeiras.
O custeio pleno ou integral é basicamente utilizado para fins de controle dos custos
e análise gerencial. Sua importância está em auxiliar o gestor no controle e
planejamento do total dos custos e despesas, bem como facilita a minimização dos
gastos totais de uma empresa num determinado período.
EM RELAÇÃO AO VOLUME DE PRODUÇÃO
Os custos podem serfixos e variáveis.
Custos Fixos:
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São aqueles que permanecem inalterados independente do volume produzido, ou
quando variam, esta variação não é em função das unidades produzidas.
Exemplo: Aluguel da fábrica, que continua o mesmo durante todo o período e mesmo
quando reajustado, nada tem a ver com as unidades produzidas; a depreciação da fábrica
pelo método de linha reta também constitui um custo fixo, pois é mesma parcela durante
o período, não havendo acréscimo ou decréscimo em função das unidades produzidas.
Custos Variáveis:
São aqueles que variam em função do volume de atividade da empresa. Quanto maior
for o volume de produção, menor será o custo variável. O custo variável é fixo por
unidade, ou seja, cada unidade produzida tem o mesmo valor de custo variável. Se
relacionam diretamente ao produto.
Exemplo: Matéria-prima, Material Direto e a mão de obra direta.
Custos Semi - variáveis (ou Semi - Fixos, ou mistos):
São custos que não apresentam um comportamento certo em relação ao volume de
atividades, pois, possuem uma parcela fixa e uma parcela variável em seu total.
Exemplo:
O combustível consumido em uma caldeira, para produção de vapor, em que, para
produção zero de vapor, o consumo de combustível não é nulo, pela necessidade de
manter a caldeira aquecida.
Podemos citar ainda o custo de uma copiadora que mantém-se fixo até uma determinada
quantidade de cópias, passando para variável, à partir do limite estabelecido no contrato.
À partir desse ponto, cada cópia produzida tem um custo variável. O somatório do custo
fixo mais o variável forma o custo semi-variável. Na prática, para efeito de análise é
importante separar o custo semi-variável em parcelas fixa e parcela variável, por meio
de técnicas apropriadas.
Ante ao exposto, podemos concluir que na realidade existem apenas custos fixos e
custos variáveis, pois o custo semi-variável pode ser separado em custo fixo e custo
variável.
Custos Unitários:
Exemplos de alguns conceitos com relação aos custos unitários, quanto a formação, pois
são de grande importância para efeito de análise. Para obtermos os custos unitários basta
aplicarmos as seguintes fórmulas:
Ct = CT onde Ct = Custo Total Unitário; CT = Custo Total e
Q Q = Quantidade Produzida
Cf = CF onde Cf = Custo Fixo Unitário; CF = Custo Fixo Total e
Q Q = Quantidade Produzida
Cv = CV onde Cv = Custo Variável Unitário ; CV = Custo Variável Total e
Q Q = Quantidade Produzida
Quando conceituamos Custos Fixos e Custos Variáveis, os fizemos em função dos
Custos Totais. Vejamos agora estes conceitos em relação aos Custos Unitários:
11
ESPÉCIE DE CUSTO COMPORTAMENTO EM RELAÇÃO AO
VOLUME DE ATIVIDADES
CF (Custo Fixo Total) Não varia
Cf (Custo Fixo Unitário) Varia inversamente
CV (Custo Variável Total) Varia proporcionalmente
Cv (Custo Variável Unitário) Não varia
Ct (Custo Total Unitário) Varia inversamente
Exemplo numérico
Qde. CF CV CT Cf Cv Ct(Cf+Cv)
1 2.000 600 2.600 2.000 600 2.600
2 2.000 1.200 3.200 1.000 600 1.600
3 2.000 1.800 3.800 666 600 1.266
4 2.000 2.400 4.400 500 600 1.100
5 2.000 3.000 5.000 400 600 1.000
6 2.000 3.600 5.600 333 600 933
7 2.000 4.200 6.200 286 600 886
8 2.000 4.800 6.800 250 600 850
9 2.000 5.400 7.400 222 600 822
10 2.000 6.000 8.000 200 600 800
Analisando o quadro acima, podemos verificar que o Custo Fixo total mantém-se com o
valor de $ 2.000,00 de 1 a 10 unidades produzidas, portanto não sofreu nenhuma
alteração, enquanto que o Cf (Custo Fixo Unitário) apresenta decréscimo para cada
aumento de produção. O Custo Variável Total apresentou variação (acréscimo)
proporcional às quantidades produzidas, enquanto que o Cv (Custo Variável Unitário)
manteve-se inalterado em cada aumento de produção, permanecendo sempre $ 600,00
de 1 a 10 unidades produzidas.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES
CRITÉRIOS BÁSICOS:
. PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair), ou FIFO (First-In, First-Out);
. UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair), ou LIFO (Last-In, First-Out);
. CUSTO MÉDIO (Média aritmética ponderada)
- PREÇOS ESPECIFICOS
- PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair), ou FIFO (First-In, First-Out);
Primeiro que entra primeiro que sai. Nesse critério, a empresa dá saída nos estoques dos
produtos mais antigos, ou seja, adquiridos primeiro, permanecendo estocados os
produtos de aquisição mais recente.
- UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair), ou LIFO (Last-In, First-Out);
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Primeiro a entrar último a sair. Adotando esse critério, a empresa dará baixa em
primeiro lugar nos estoques mais recentes ficando estocado sempre os produtos mais
antigos.
- CUSTO MÉDIO (Média aritmética ponderada)
Os produtos serão avaliados pela média dos custos de aquisição, sendo estes atualizados
a cada compra efetuada.
- PREÇOS ESPECIFICOS:
É o critério que valoriza cada unidade em estoque, pelo seu respectivo custo de
aquisição, identificando cada unidade existente. Assim as baixas são efetuadas pelos
preços específicos de cada unidade baixada do estoque, e o valor do estoque final será a
soma de todos os custos específicos de cada unidade existente.
Quadro comparativo dos métodos de Controle de estoques
CRITÉRIOS CARACTERÍSTICAS ESTOQUE IMPOSTO
RENDA
LUCRO
PREÇO
ESPECÍFICO Controle por Unidade
Valorizado a
custo
específico
Aceita Lucro histórico
real
PEPS ou
FIFO
Primeiro que entra,
primeiro que sai
Valorizado pelas
últimas entradas
remanescentes
Aceita Normalmente dá
maior lucro
UEPS ou
LIFO
O último que entra,
o primeiro que sai
Valorizado pelas
primeiras
entradas
remanescentes
Não aceita
Normalmente o
lucro é menor que
o PEPS e PM
PREÇO
MÉDIO
A média ponderada de
diversas compras
Valorizado preço
média de
mercado
Aceita
Normalmente o
lucro
é entre UEPS e
PEPS
CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS
1 - Definição
2 - Apurações do Custo dos Produtos Vendidos
3 - Contabilização
1 - DEFINIÇÃO
Custo dos Produtos Vendidos é a soma de todos os custos incorridos na fabricação dos
produtos que foram vendidos em determinado período.
13
2 – APURAÇÃO DO CPV
A apuração do Custo dos Produtos Vendidos é o último estágio do controle de custos, que teve
como precedentes as seguintes etapas:
 Separação entre custos e despesas;
 Separação entre Custos Diretos e Indiretos;
 Apropriação dos Custos Diretos aos produtos;
 Rateio dos custos indiretos aos produtos
Para apuração do Custo dos Produtos Vendidos, é necessário conhecer os seguintes
conceitos:
a) Custo de Produção – É a soma dos Materiais Diretos, Mão de Obra Direta e Custos
Indiretos de Fabricação, ou seja:
CP = MD + MOD + CIF
Onde:
CP = Custo de Produção
MD = Material Direto
MOD = Mão de Obra Direta
CIF = Custos Indiretos de Fabricação
b) Custo dos Produtos Acabados – É a somatória de todos os custos necessários para
fabricar um produto, cuja fórmula é a seguinte:
CPA = EIPP + CP – EFPP
Onde:
CPA = Custo dos Produtos Acabados
EIPP = Estoque Inicial de Produtos em Processo
CP = Custo de Produção
EFPP = Estoque Final de Produtos em Processo
c) Custo dos Produtos Vendidos – É o valor que será levado a resultado (despesa), por
ter contribuído diretamente na obtenção de uma receita. Sua fórmula é:
CPV = EIPA + CPA – EFPA
Onde:
CPV = Custo dos Produtos Vendidos
EIPA = Estoque Inicial de Produtos Acabados
CPA = Custo dos Produtos Acabados
EFPA = Estoque Final de Produtos Acabados
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Exemplo de apuração do CPV
Dados do balancete em 31/12/x1:
 Receita de Vendas – 180.000
 Mão de Obra Direta – 50.000
 Mão de Obra Indireta – 37.000
 Salários dos Vendedores – 6.000
 Salários Administrativos – 4.000
 Depreciação dos Equipamento – 1.800
 Depreciação dos Móveis do Escritório – 400
 Seguros da Fábrica – 200
 Energia Elétrica da Fábrica – 800
 Compras de Matéria Prima – 40.000
 Materiais Consumidos pela Fábrica (indiretos) – 2.000
ESTOQUES XO X1
Matéria Prima 20.000 16.000
Produtos em Processo 12.000 16.000
Produtos Acabados 12.000 10.000
1ª ETAPA – Separar os custos das despesas
CUSTOS:
 MOD – 50.000
 MOI – 37.000
 Depreciação Equiptos – 1.800
 Seguros da Fábrica – 200
 Energia Elétrica Fábrica – 800
 Materiais consumidos pela fábrica – 2000
DESPESAS
 Salários dos vendedores – 6.000
 Salários administrativos – 4.000
 Depreciações móveis escritório - 400
2ª ETAPA – Separar custos diretos dos custos indiretos
15
CUSTOS DIRETOS
 MOD – 50.000
 MD – 44.000 (*)
 MD = EI + C – EF
 MD = 20.000 + 40.000 – 16.000
 MD = 44.000
CUSTOS INDIRETOS
 MOI – 37.000
 Materiais consumidos – 2.000
 Depreciação Equiptos – 1.800
 Seguros – 200
 Energia Elétrica Fábrica – 800
 Total – 41.800
3ª ETAPA – Calcular o Custo de Produção
 CP = MD + MOD + CIF
 CP = 44.000 + 50.000 + 41.800
 CP = 135.800
4ª ETAPA – Calcular o Custo da Produção Acabada
 CPA = EIPP + CP – EFPP
 CPA = 12.000 + 135.800 – 16.000
 CPA = 131.800
5ª ETAPA – Calcular o Custo dos Produtos Vendidos
 CPV = EIPA + CPA – EFPA
 CPV = 12.000 + 131.800 – 10.000
 CPV = 133.800
3 – APURAÇÃO DO CPV
a) Uma vez iniciada a produção, à medida que os elementos de custos vão sendo
utilizados, eles são transferidos para uma conta chamada Estoque de Produtos em
Processo (EPP):
D – ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO
C – CUSTOS DE PRODUÇÃO (MD + MOD + CIF)
b) À medida que os produtos vão sendo concluídos, esses elementos de custos são transferidos
para a conta Estoque de Produtos Acabados (EPA):
D – ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS
C – ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO
c) Quando os produtos são vendidos, os elementos de custos são transferidos para a conta Custo
dos Produtos Vendidos (CPV):
D – CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS
C – ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS
16
EXERCICIOS
1) A empresa apresentava o seguinte balancete:
 Caixa – 200.000
 Estoque de Matéria prima – 20.000
 Estoque de produtos em processo – 12.000
 Estoque de produtos acabados – 12.000
 Equipamentos Fabris – 216.000
 Móveis e utensílios escritório – 48.000
 Capital Social – 508.000
No mês, ocorreram os seguintes fatos contábeis:
a) Compra de matéria prima a vista – 40.000
b) Requisição de matérias primas do estoque para a produção – 44.000
c) Pagamento de mão de obra direta – 50.000
d) Pagamento de mão de obra indireta – 37.000
e) Pagamento de seguros da fábrica – 200
f) Pagamento de energia elétrica da fábrica – 800
g) Compra de materiais diversos consumidos na fábrica – 2000
h) Depreciação de equipamentos (10% ao ano)
i) Depreciação de Móveis e utensílio (10% ao ano)
j) Vendas a vista – 180.000
k) Pagamento de salário dos vendedores – 6.000
l) Pagamento de salários administrativos 4.000
Sabendo que o estoque final de Produtos em Processo era R$ 16.000 e de Produtos
Acabados R$ 10.000, fazer os lançamentos em razonete de todas as operações, apurar o
CPV e elaborar a Demonstração de Resultado do Período.
2) Com base nos dados a seguir, calcule o CPV:
ESTOQUES SALDOS INICIAIS COMPRAS SALDOS FINAIS
Matéria prima 10.000 35.000 6.000
Material secundário 2.000 20.000 7.000
Embalagens 1.000 10.000 500
Produtos acabados 15.000 30.000
Produtos em processo 20.000 8.000
a) Remuneração diretor administrativo – 30.000
17
b) Remuneração diretor de produção – 18.000
c) Mão de obra direta – 20.000
d) Aluguel de máquinas (fábrica) – 10.000
e) Conservação e manutenção (fábrica) – 5.000
f) Depreciação equiptos industriais – 13.000
g) Depreciação acumulada de máquinas industriais – 40.000
h) Água e energia da fábrica – 2.000
i) Despesas com veículos da fábrica – 5.000
j) Despesas com veículos de vendas – 3.000
k) Mão de obra indireta – 7.000
l) Seguro dos equipamentos fabris – 4.000
m) Despesas com telefone da administração – 15.000
n) Despesas com telefone da fábrica – 6.000
o) Aluguel da área ocupada pela fábrica – 20.000
p) Despesas financeiras – 9.000
3) Calcule o CPV, com os seguintes dados:
 Compra de matéria prima – 22.000
 CIF – 7.500
 Mão de obra direta – 7.000
 Devolução de compras – 3.000
ESTOQUES SALDOS
INICIAIS
SALDOS FINAIS
Matéria prima 12.000 10.000
Produtos acabados 5.000 8.000
Produtos em processo 4.000 6.000
4) Com os dados a seguir, calcule o custo de produção, o custo dos produtos
acabados, o custo dos produtos vendidos e faça a contabilização em razonetes:
 CIF – 5.500
 Compras de matéria prima – 20.000
 Mão de obra direta – 6.500
 Devolução das compras – 7.000
ESTOQUES SALDOS
INICIAIS
SALDOS FINAIS
18
Matéria prima 6.000 4.000
Produtos acabados 12.000 6.000
Produtos em processo 8.000 6.000
5) Assinale a alternativa que apresenta o custo de produção para uma indústria
que apresentou os seguintes dados relativos a um período de produção:
 Consumo de matérias primas – 112.600
 Consumo de materiais indiretos – 106.500
 Aluguel da fábrica – 104.200
 Mão de obra direta – 108.400
 Aluguel do escritório – 43.700
 Encargos da depreciação da fábrica – 102.800
 Salários de supervisores – 103.300
 Salários de vendedores – 103.600
Alternativas:
a) 537.800
b) 533.600
c) 637.800
d) 741.400
6) Assinale a alternativa que apresenta o valor do material direto consumido, da mão de
obra direta e do custo indireto de fabricação (os materiais, sempre que possível são
apropriados aos produtos por seu custo real aplicado a cada unidade produzida), para
uma indústria de móveis, que tem os seguintes custos de produção:
 Tinta – 26.000
 Prego – 4.000
 Força motriz – 5.000
 Combustíveis e lubrificantes – 3.000
 Material de limpeza – 2.000
 Madeira – 100.000
 Lixa – 3.000
 Cola – 9.000
 Depreciação do equipamento – 11.000
 Parafusos – 10.000
 Verniz – 6.000
 Salário dos empregados que operam as máquinas – 70.000
19
 Salário dos empregados que operam na serra e lixação da madeira –
25.000
 Salário dos empregados que operam na pintura e envernizamento dos
móveis – 12.000
 Salário do supervisor da fábrica – 20.000
 Salário do pessoal de limpeza e manutenção da fábrica – 7.000
 Salário do jardineiro da fábrica – 3.000
 Seguro das instalações fabris – 5.000
Alternativas:
a) 100.000 – 170.000 e 114.000
b) 155.000 – 107.000 e 59.000
c) 155.000 – 127.000 e 39.000
d) 149.000 – 107.000 e 120.000
7) Qual o preço de venda unitário de um produto para uma empresa que calcula o seu
preço de vendas com base no custo real de produção, mais uma remuneração
equivalente a 20% do capital próprio aplicado e apresenta os seguintes dados:
 Custo total – 150.000
 Unidades produzidas – 40.000
 Patrimônio Líquido – 120.000
Alternativas:
a) 4,25
b) 4,50
c) 3,75
d) 4,35
8) Qual o custo da produção acabada para uma empresa que apresenta os seguintes
dados:
ESTOQUES SALDOS
INICIAIS
SALDOS FINAIS
Matéria prima 0 1.000
Produtos acabados 8.000 10.000
Produtos em processo 2.500 3.500
 Compra de matéria prima – 6.000
 Mão de obra direta – 2.500
20
 Custos indiretos de fabricação – 2.000
 Despesas operacionais – 3.500
 Despesas não operacionais – 1.000
 Vendas totais 10.000
9) Uma indústria completou a fabricação de 2.500 produtos, ao custo de 1.212.500,00.
Entretanto, 75 unidades do produto foram refugadas e consideradas como perdas totais
do período. Considerando que a empresa efetua o custeamento das perdas pelos
produtos acabados, qual o custo unitário final do produto acabado?
Alternativas:
a) 485,00
b) 499,90
c) 500,00
d) 470,80
10) O preço de venda de determinado produto é de R$ 2.000 por unidade. Seu custo
unitário de fabricação é de R$ 1.200. Os custos diretos de venda, proporcionais ao preço
de venda, atingem R$ 500 por unidade, logo o lucro unitário é de R$ 300. Se o preço de
venda fosse R$ 1.700 por unidade, o lucro da peça seria:
Alternativas:
a) zero
b) R$ 75
c) R$ 80
d) R$ 100
e) Negativo
11) Quais os estoques finais de produtos em processo e produtos acabados no período
em que a indústria apresentou as seguintes informações?
 Estoque inicial de produtos em processo – 15.200,00
 Estoque inicial de produtos acabados – 14.500,00
 Produção acabada no período – 40.100,00
 Custo dos produtos vendidos – 38.900,00
 Custo de fabricação do período – 37.000,00
12) Uma empresa, para fabricar 1.000 unidades mensais de um produto, realiza os
seguintes gastos:
 Consumo de matéria prima – 600.000
 Mão de obra direta – 500.000
 Mão de obra indireta – 205.000
21
 Outros custos fixos – 400.000
Qual o custo por unidade produzida?
13) Se a empresa produzir 1.300 unidades desse mesmo produto por mês, com as
mesmas instalações e com a mesma mão de obra, o custo por unidade produzida
corresponderá a:
Alternativas:
a) 1.526,00
b) 1.000,00
c) 2.216,00
d) 1.152,00
e) 1.450,00
Dados para responder às questões n° 14 a 21
 Matérias primas compradas – 24.000,00
 Depreciação dos equipamentos de produção – 400,00
 Despesas de entrega – 400,00
 Depreciação dos equipamentos de entrega – 200,00
 Despesas financeiras – 520,00
 Estoque final de matérias primas – 10.000,00
 Mão de obra direta – 12.000,00
 Materiais indiretos consumidos na fábrica – 8.000,00
 Despesas administrativas – 3.600,00
 Despesas de material de escritório – 480,00
 Mão de obra indireta – 6.000,00
 Vendas – 31.000,00
 Estoque final de produtos acabados (não há outros estoques) – 16.160,00
 Produção total 20.200 unidades
14) O custo das matérias primas consumidas é de:
Alternativas:
a) 14.000
b) 14.400
c) 24.000
d) Zero
15) O total de custos indiretos da empresa é de:
Alternativas:
a) 14.000
b) 6.400
c) 14.400
d) 8.400
16) O valor dos custos diretos da empresa é de:
Alternativas:
a) 36.400
b) 32.000
c) 36.000
22
d) 26.000
17) O valor do custo de produção do período é de:
Alternativas:
a) 28.400
b) 40.400
c) 40.000
d) 44.400
19) O valor do custo dos produtos acabados (prontos) é de:
Alternativas:
a) zero
b) 14.000
c) 40.400
d) 26.000
20) O valor do custo dos produtos vendidos é de:
Alternativas:
a) 26.000
b) 24.240
c) 32.000
d) 48.400
21) Assinale a alternativa certa:
Alternativas:
a) O lucro bruto operacional é de 3.380,00
b) O lucro líquido operacional é de 1.560,00
c) O custo dos produtos vendidos é de 15.000,00
22) O custo unitário é de:
Alternativas:
a) 1,00
b) 3,00
c) 2,00
d) 4,00

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Apostila contabilidade de custos

  • 1. 1 ETEC PROFª MARINES TEODORO DE FREITAS ALMEIDA NOVO HORIZONTE EXTENSÃO - BORBOREMA CONTABILIDADE DE CUSTOS CURSO – TECNICO DE CONTABILIDADE PROF. Luiz Antonio de Almeida
  • 2. 2 CONTABILIDADE DE CUSTOS Origem da Contabilidade de Custos Contabilidade de Custos: Até a Revolução Industrial (Século XVIII), quase só existia a Contabilidade Financeira (ou Geral), que, desenvolvida na Era Mercantilista, estava bem estruturada para servir as empresas comerciais. Para apuração do resultado de cada período, bem como para o levantamento do balanço sem seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples: O contador verifica o montante pago por item estocado, e dessa maneira valorava as mercadorias. Fazendo o cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía de estoques iniciais, adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava, apurava o valor de aquisição das mercadorias vendidas, através da fórmula: Estoques Iniciais + Compras – Estoque Final = CMV A Contabilidade de Custos nasceu da Contabilidade Financeira, quando da necessidade de avaliar estoques na Indústria. Porém, sua missão não se restringe apenas a avaliação dos estoques, abrangendo um campo muito mais amplo que é o de controle e decisão. A contabilidade de custos é o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxílio às funções de determinação de desempenho, e de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões. A contabilidade de custos coleta classifica e registra os dados operacionais das diversas atividades da entidade, denominados de dados internos, bem como, algumas vezes, coleta e organiza dados externos. Os dados coletados podem ser tanto monetários como físicos. Exemplos de dados físicos operacionais: Unidades produzidas, horas trabalhadas, quantidade de requisições de materiais e de ordens de produção, entre outros. A contabilidade de custos requer a existência de métodos de custeio para que, ao final do processo, seja possível obter-se o valor a ser atribuído ao objeto de estudo. A contabilidade de custos pode ser interpretada através de dois enfoques: 1) Enfoque Retrógrado => a Contabilidade de Custos era utilizada apenas para determinação do custo para avaliação dos estoques e mensuração do resultado. 2) Enfoque Gerencial => auxílio ao Controle e às tomadas de decisões voltadas para o tempo futuro. A CONTABILIDADE DE CUSTOS centra sua atenção no estudo da composição e no cálculo dos custos, também observa o resultado dos centros ou dos agentes do processo produtivos. A contabilidade de custos tem como característica ser de caráter INTERNO. A contabilidade, elaborada com o objetivo de conduzir informações às fontes externas, é chamada de Contabilidade Financeira e, para isso, produz basicamente, o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Resultado. Já a Contabilidade de Custos – fornece informações objetivando tomada de decisões.
  • 3. 3 Abaixo se destacam uma série de problemas que poderão surgir cujas soluções dependem, basicamente dos dados fornecidos pela Contabilidade de Custos: Δ Que preço de venda atribuir a cada produto? Δ Quanto contribui cada produto para a formação do lucro total da empresa? Δ Quais os produtos ou artigos que deverão ter a sua produção aumentada? Δ Quando se deve cessar de produzir determinado produto ou artigo? Δ Quais os custos que deverão ser rigorosamente controlados? Δ Como desenvolver um sistema que permita avaliar a eficiência de cada setor/departamento da empresa? Δ Qual o valor mínimo de vendas necessário para cobrir os custos de produção (equilíbrio)? Δ Qual deverá ser a produção máxima possível, num contexto econômico? Δ Qual o tamanho ideal para determinado setor/departamento de produção/controle de qualidade? Δ Quando a empresa deve substituir os processos de produção atuais por outros mais modernos ou mais caros? Δ Quando se deve substituir os equipamentos? Δ Qual a melhor opção em termos de ganho econômico: comprar pronto ou produzir os acessórios? Δ A empresa deve aumentar os esforços de vendas, envolvendo-se numa campanha publicitária? Δ Face ao comportamento de mercado, o que é melhor: aumentar a produção ou diminuir o preço de venda? CONTABILIDADE DE CUSTOS – CONCEITOS OBJETIVO E APLICAÇÃO CONCEITO: Conjunto de registros especiais utilizados para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos/serviços. Segundo George Leone: “ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos estoques, dos serviços, dos componentes de organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição, para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisões e de planejamento". Outra definição: É o somatório das remunerações percebidas por cada classe envolvida no processo produtivo de um bem, desde a fase inicial até a fase final de sua elaboração, ou seja, desde o seu estado natural até o seu estado de consumo ou utilização. Custo: Gasto relativo a um bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços
  • 4. 4 OBJETIVO: O objetivo primordial da contabilidade de custos é a apuração dos custos dos produtos vendidos. FINALIDADE: De acordo com a definição, podemos citar: - Avaliação dos Estoques, Apuração dos Resultados, Tomada de Decisão, etc. INFORMAÇÕES: As principais informações são: Determinação dos custos de qualquer natureza, gastos nas diversas áreas, controle das operações, Orçamentos, etc. APLICAÇÃO DA C0NTABILIDADE DE CUSTOS: a) avaliação de estoques; b) atendimento das exigências ficais; c) determinação do resultado; d) planejamento; e) formação do preço de venda; f) controle gerencial; g) avaliação de desempenho; h) controle operacional; i) análise de alternativas; j) estabelecimento de parâmetros; k) obtenção de dados para orçamentos; l) tomada de decisão. PRINCIPIOS CONTABEIS APLICADOS A CUSTOS: Os princípios aplicados à contabilidade de custos são: a) Principio da Competência dos Exercícios; b) Principio do Registro pelo Valor Histórico; c) Principio do Conservadorismo; d) Principio da Causação;
  • 5. 5 - PRINCIPIO DA COMPETENCIA DOS EXERCÍCIOS: De acordo com a resolução 750/93 do CFC, o princípio da competência refere-se as receitas e despesas, conforme apresenta a redação original em sua artigo nono. “Art. 9º - As receitas e despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrer, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento”. § 1º. O Princípio da Competência determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido (fato contábil modificativo), estabelecendo diretrizes para a classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observação do Princípio da Oportunidade; § 2º. “O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração...” Pelo Princípio da Competência, fica definido o momento do reconhecimento da receita e da despesa. A regra é teoricamente simples: após o reconhecimento da receita, deduz-se dela todos os valores representativos dos esforços para sua execução (despesas). Como esses esforços podem ser subdivididos em dois grupos, também existem praticamente dois grandes grupos de despesas: a) Despesas especificadamente incorridas para consecução daquelas receitas que estão sendo reconhecidas, e, b) Despesas incorridas para a obtenção de receitas genéricas, e não necessariamente daquelas que agora estão sendo contabilizadas. Um exemplo das despesas do primeiro grupo é a própria despesa relativa a quanto foi o custo da produção do bem ora vendido, ou então a despesa de comissão relativa à sua venda, etc. E como exemplo das do segundo grupo tem-se as despesas de administração, de propaganda, etc. que representam gastos com finalidade de obtenção de receitas, mas não só ou especificadamente das apropriadas ao período. São estas despesas relativas muito mais a gastos para a manutenção da capacidade de obtenção de receitas do que para a venda deste ou daquele produto. Ou então refere-se as promoções de vendas de determinados itens que, despendidos num determinado período, podem trazer efeitos benéficos para vários outros, porém tem essa distribuição por diversos exercícios realizada de forma relativamente arbitrária. PRINCIPIO DO REGISTRO PELO VALOR HISTÓRICO OU ORIGINAL “Art. 7º. Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos em valor presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregação ou decomposição no interior da Entidade”.
  • 6. 6 Desse princípio decorrem consequências várias. Os ativos são registrados contabilmente pelo seu valor original de entrada, ou seja, histórico, na data da transação com o mundo exterior à entidade. Quando há problemas de inflação, o uso de valores históricos deixa muito a desejar. Ao somar todos os custos de produção de um determinado item, estocá-lo e levá-lo a balanço pelo valor original, acaba-se por ter um ativo que diz quanto custou produzi-lo na época em que foi elaborado, pode nada ter a ver com o valor atual de reposição no estoque, nem com o valor histórico inflacionado (deflacionado) e muito menos ainda com o seu valor de venda. Se o custo histórico de fabricação do produto A é de $ 5.000,00 e ele fica estocado durante 4 meses para só então ser vendido, por $ 6.500,00 teremos a seguinte demonstração supondo que a inflação nesse quadrimestre seja de 10%. Venda 6.500,00 (-) CPV 5.000,00 Lucro Bruto 1.500,00 Na hipótese do valor puramente histórico. Venda 6.500,00 (-) CPV corrigido 10% 5.500,00 Lucro Bruto 1.000,00 na hipótese de se tirar do lucro o efeito da inflação. Observação – se o objetivo da contabilidade de custos for auxiliar a contabilidade comercial na apuração de resultados, ela terá que seguir esse princípio. Se o objetivo foi gerencial ou para fins internos, é claro que a administração decide, segundo suas conveniências e necessidade, qual o custo que irá usar como base de valor, se o histórico, o de reposição ou outro qualquer. PRINCIPIO DO CONSERVADORISMO OU PRUDENCIA “Art. 10º. O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior para os Passivos, sempre que se apresentarem alternativas igualmente válidas para as quantificações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido”. Este princípio é importante na Contabilidade de Custos, pois estabelece que em caso de dúvida deve-se observar a alternativa que resultar no menor patrimônio líquido, influenciando diretamente nos processos de cálculo de custos. PRINCÍPIO DA CAUSAÇÃO
  • 7. 7 “O Princípio da causação ordena que o agente causador da consumação ocorrida, correspondente a determinada variação patrimonial qualitativa, seja debitado pelo respectivo valor”. Noutras palavras, os custos devem ser atribuídos a quem competem, um num linguajar mais descuidado: Quem causou o custo deve arcar com ele. O princípio causal é o fator mais significativo na avaliação qualitativa dos sistemas de custeio, pois, quanto maior for a sua observância, mais perfeito será o sistema, portanto mais precisa será a expressão quantitativa dos ativos envolvidos e, consequentemente, o próprio resultado do período. TERMINOLOGIACONTÁBILAPLICADA A CUSTOS: TERMINOLOGIA Não existe uma padronização legal ou concordância entre os diversos autores, porém os termos mais empregados são: Gastos, Investimentos, Custos, Despesas, Desembolsos e Perdas. - Gastos: Termo abrangente e definido como "sacrifícios com que arca a entidade, visando a obtenção de bens ou serviços, mediante a entrega ou promessa de entrega de parte de seu ativo, sendo esses ativos representados normalmente em dinheiro", O gasto pode ser um investimento, custo ou despesa. - Investimento: São "gastos ativados (classificados no ativo) em função da utilidade futura de bens ou serviços obtidos". Assim, qualquer gasto realizado cujo bem é ativado será um investimento. Exemplo: - Móveis e Utensílios, Veículos, Imóveis, etc. - Custos: São "gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços". Os custos são gastos ligados à produção. Exemplos: salários do pessoal da produção, matéria prima utilizada na produção, manutenção das máquinas de produção, aluguel da fábrica, etc. - Despesas: São "gastos consumidos, direta ou indiretamente, na obtenção de receitas". Um dos maiores problemas dos estudantes, em geral, é a distinção entre custo e despesa. Do ponto de vista didático, todos os gastos realizados na fabricação do produto, isto é, "dentro da fábrica" são custos. O resto é despesa. Assim, os gastos com pessoal da administração, gastos relativos à venda, depreciação de bens da área comercial ou administrativa são despesas. Os gastos com mão de obra da fábrica, depreciação de equipamentos da fábrica, manutenção (da fábrica), seguro da fábrica, etc., são custos. - Desembolso:
  • 8. 8 É o pagamento do bem ou serviço adquirido. Pode ocorrer antes, durante ou depois da aquisição. Assim, se comprarmos um bem à vista, o desembolso se dá durante a aquisição deste bem. Se comprarmos um bem a prazo, o desembolso se dará depois da aquisição. Se adiantarmos o dinheiro para posterior recebimento do bem, o desembolso ocorre antes do recebimento deste bem, logo, antes do gasto se transformar em custo, despesa ou investimento. - Perda: É o consumo involuntário ou anormal de um bem ou serviço. As perdas decorrentes de fatores externos transformar-se-ão em despesas, e as de fatores decorrentes da atividade produtiva; em custos. Exemplos: Incêndio, greves, perda de matéria prima, etc. Observação: Um gasto pode transformar-se de investimento para custo ou despesa ou diretamente custo ou despesa. Exemplos: - Na compra de uma máquina, teremos um investimento. Se a máquina for utilizada na fábrica, sua perda de valor (depreciação) será registrada como custo. Se for utilizada na administração, sua perda de valor será despesa. - O gasto com energia elétrica da fábrica é registrada diretamente como custo e da administração; como despesas (não passa pela fase de investimento). - As matérias primas, quando adquiridas, são investimentos (serão classificadas no ativo), quando usadas na produção são custos. Depois de pronto, o produto acabado, será estocado, logo será investimento e depois de vendido, será despesa. Graficamente teríamos: Investimento => Custo => Investimento => Despesa - A terminologia geralmente usada custo dos produtos vendidos não está tecnicamente correta. Deveríamos usar despesa dos produtos vendidos já que os gastos relativos à venda são despesas e não custos. - Os encargos financeiros relativos a compra de matéria prima são despesas. - As perdas normais durante o processo produtivo são custos. ELEMENTOS DE CUSTOS: Os elementos de custos dividem-se em: MATÉRIA PRIMA – MÃO DE OBRAS – GASTOS GERAIS DE FABRICAÇÃO.  - Matéria-prima: É o elemento que sofrerá transformação ou agregação, para o surgimento, de outro bem diferente. Exemplo: Polietileno para o plástico, Parafusos, madeira e cola para cadeiras. Tecido para a indústria de confecção, Couro para sapatos, Tinta para automóvel etc.  - Mão de obra: É o elemento que atua sobre a matéria-prima para a obtenção de outro bem. Exemplo: Funcionários da produção, Funcionários do almoxarifado, Supervisores.
  • 9. 9 - Gastos Gerais de Fabricação: São todos os elementos necessários direta ou indiretamente, mediata ou imediatamente à elaboração dos bens e não classificados em nenhuma das outras duas categorias. Exemplo: Aluguel da fábrica, Energia elétrica, Água; Manutenção máquinas, depreciação das máquinas. CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS 1 - EM RELAÇÃO AO PRODUTO Custos Diretos: São aqueles que podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilograma de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão de obra utilizadas e até mesmo quantidade de força consumida). Exemplo: Matérias-primas, embalagens, mão de obra direta, etc. Custos Indiretos: São aqueles que não oferecem condição de uma medida objetiva, tendo, portanto as alocações de serem feitas por meio de rateios, utilizando-se bases de volume, que são na maioria das vezes arbitrárias. Exemplo: Aluguel, material de consumo, salário das chefias, etc. Custos Pleno ou Integral: Santos (1999, p.66) descreve que o sistema de custeio pleno ou integral “caracteriza-se pela apropriação de todos os custos e despesas aos produtos fabricados. Esses custos e despesas são custos diretos e indiretos, fixos e variáveis, de comercialização, de distribuição, de administração em geral etc”. Este sistema foi desenvolvido na Alemanha no início do século XX, pelo instituto alemão de pesquisas aziendais, onde foi denominado Reichskuratorium fur Wirtschaftlichtkeit. No Brasil é mais conhecido pela sigla RKW, no qual são alocados todos os custos e despesas fixas e vaiáveis e custos diretos e indiretos aos produtos fabricados. O produto do sistema de custeio pleno é o custo pleno, que corresponde, conforme Vartanian e Nascimento (1999), a um número agregado médio obtido para as unidades do objeto de custeio em questão, que inclui parcela dos materiais diretos, mão de obra direta, custos indiretos de fabricação, despesas com vendas, distribuição, administrativas, gerais e até financeiras. O custeio pleno ou integral é basicamente utilizado para fins de controle dos custos e análise gerencial. Sua importância está em auxiliar o gestor no controle e planejamento do total dos custos e despesas, bem como facilita a minimização dos gastos totais de uma empresa num determinado período. EM RELAÇÃO AO VOLUME DE PRODUÇÃO Os custos podem serfixos e variáveis. Custos Fixos:
  • 10. 10 São aqueles que permanecem inalterados independente do volume produzido, ou quando variam, esta variação não é em função das unidades produzidas. Exemplo: Aluguel da fábrica, que continua o mesmo durante todo o período e mesmo quando reajustado, nada tem a ver com as unidades produzidas; a depreciação da fábrica pelo método de linha reta também constitui um custo fixo, pois é mesma parcela durante o período, não havendo acréscimo ou decréscimo em função das unidades produzidas. Custos Variáveis: São aqueles que variam em função do volume de atividade da empresa. Quanto maior for o volume de produção, menor será o custo variável. O custo variável é fixo por unidade, ou seja, cada unidade produzida tem o mesmo valor de custo variável. Se relacionam diretamente ao produto. Exemplo: Matéria-prima, Material Direto e a mão de obra direta. Custos Semi - variáveis (ou Semi - Fixos, ou mistos): São custos que não apresentam um comportamento certo em relação ao volume de atividades, pois, possuem uma parcela fixa e uma parcela variável em seu total. Exemplo: O combustível consumido em uma caldeira, para produção de vapor, em que, para produção zero de vapor, o consumo de combustível não é nulo, pela necessidade de manter a caldeira aquecida. Podemos citar ainda o custo de uma copiadora que mantém-se fixo até uma determinada quantidade de cópias, passando para variável, à partir do limite estabelecido no contrato. À partir desse ponto, cada cópia produzida tem um custo variável. O somatório do custo fixo mais o variável forma o custo semi-variável. Na prática, para efeito de análise é importante separar o custo semi-variável em parcelas fixa e parcela variável, por meio de técnicas apropriadas. Ante ao exposto, podemos concluir que na realidade existem apenas custos fixos e custos variáveis, pois o custo semi-variável pode ser separado em custo fixo e custo variável. Custos Unitários: Exemplos de alguns conceitos com relação aos custos unitários, quanto a formação, pois são de grande importância para efeito de análise. Para obtermos os custos unitários basta aplicarmos as seguintes fórmulas: Ct = CT onde Ct = Custo Total Unitário; CT = Custo Total e Q Q = Quantidade Produzida Cf = CF onde Cf = Custo Fixo Unitário; CF = Custo Fixo Total e Q Q = Quantidade Produzida Cv = CV onde Cv = Custo Variável Unitário ; CV = Custo Variável Total e Q Q = Quantidade Produzida Quando conceituamos Custos Fixos e Custos Variáveis, os fizemos em função dos Custos Totais. Vejamos agora estes conceitos em relação aos Custos Unitários:
  • 11. 11 ESPÉCIE DE CUSTO COMPORTAMENTO EM RELAÇÃO AO VOLUME DE ATIVIDADES CF (Custo Fixo Total) Não varia Cf (Custo Fixo Unitário) Varia inversamente CV (Custo Variável Total) Varia proporcionalmente Cv (Custo Variável Unitário) Não varia Ct (Custo Total Unitário) Varia inversamente Exemplo numérico Qde. CF CV CT Cf Cv Ct(Cf+Cv) 1 2.000 600 2.600 2.000 600 2.600 2 2.000 1.200 3.200 1.000 600 1.600 3 2.000 1.800 3.800 666 600 1.266 4 2.000 2.400 4.400 500 600 1.100 5 2.000 3.000 5.000 400 600 1.000 6 2.000 3.600 5.600 333 600 933 7 2.000 4.200 6.200 286 600 886 8 2.000 4.800 6.800 250 600 850 9 2.000 5.400 7.400 222 600 822 10 2.000 6.000 8.000 200 600 800 Analisando o quadro acima, podemos verificar que o Custo Fixo total mantém-se com o valor de $ 2.000,00 de 1 a 10 unidades produzidas, portanto não sofreu nenhuma alteração, enquanto que o Cf (Custo Fixo Unitário) apresenta decréscimo para cada aumento de produção. O Custo Variável Total apresentou variação (acréscimo) proporcional às quantidades produzidas, enquanto que o Cv (Custo Variável Unitário) manteve-se inalterado em cada aumento de produção, permanecendo sempre $ 600,00 de 1 a 10 unidades produzidas. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES CRITÉRIOS BÁSICOS: . PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair), ou FIFO (First-In, First-Out); . UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair), ou LIFO (Last-In, First-Out); . CUSTO MÉDIO (Média aritmética ponderada) - PREÇOS ESPECIFICOS - PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair), ou FIFO (First-In, First-Out); Primeiro que entra primeiro que sai. Nesse critério, a empresa dá saída nos estoques dos produtos mais antigos, ou seja, adquiridos primeiro, permanecendo estocados os produtos de aquisição mais recente. - UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair), ou LIFO (Last-In, First-Out);
  • 12. 12 Primeiro a entrar último a sair. Adotando esse critério, a empresa dará baixa em primeiro lugar nos estoques mais recentes ficando estocado sempre os produtos mais antigos. - CUSTO MÉDIO (Média aritmética ponderada) Os produtos serão avaliados pela média dos custos de aquisição, sendo estes atualizados a cada compra efetuada. - PREÇOS ESPECIFICOS: É o critério que valoriza cada unidade em estoque, pelo seu respectivo custo de aquisição, identificando cada unidade existente. Assim as baixas são efetuadas pelos preços específicos de cada unidade baixada do estoque, e o valor do estoque final será a soma de todos os custos específicos de cada unidade existente. Quadro comparativo dos métodos de Controle de estoques CRITÉRIOS CARACTERÍSTICAS ESTOQUE IMPOSTO RENDA LUCRO PREÇO ESPECÍFICO Controle por Unidade Valorizado a custo específico Aceita Lucro histórico real PEPS ou FIFO Primeiro que entra, primeiro que sai Valorizado pelas últimas entradas remanescentes Aceita Normalmente dá maior lucro UEPS ou LIFO O último que entra, o primeiro que sai Valorizado pelas primeiras entradas remanescentes Não aceita Normalmente o lucro é menor que o PEPS e PM PREÇO MÉDIO A média ponderada de diversas compras Valorizado preço média de mercado Aceita Normalmente o lucro é entre UEPS e PEPS CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 1 - Definição 2 - Apurações do Custo dos Produtos Vendidos 3 - Contabilização 1 - DEFINIÇÃO Custo dos Produtos Vendidos é a soma de todos os custos incorridos na fabricação dos produtos que foram vendidos em determinado período.
  • 13. 13 2 – APURAÇÃO DO CPV A apuração do Custo dos Produtos Vendidos é o último estágio do controle de custos, que teve como precedentes as seguintes etapas:  Separação entre custos e despesas;  Separação entre Custos Diretos e Indiretos;  Apropriação dos Custos Diretos aos produtos;  Rateio dos custos indiretos aos produtos Para apuração do Custo dos Produtos Vendidos, é necessário conhecer os seguintes conceitos: a) Custo de Produção – É a soma dos Materiais Diretos, Mão de Obra Direta e Custos Indiretos de Fabricação, ou seja: CP = MD + MOD + CIF Onde: CP = Custo de Produção MD = Material Direto MOD = Mão de Obra Direta CIF = Custos Indiretos de Fabricação b) Custo dos Produtos Acabados – É a somatória de todos os custos necessários para fabricar um produto, cuja fórmula é a seguinte: CPA = EIPP + CP – EFPP Onde: CPA = Custo dos Produtos Acabados EIPP = Estoque Inicial de Produtos em Processo CP = Custo de Produção EFPP = Estoque Final de Produtos em Processo c) Custo dos Produtos Vendidos – É o valor que será levado a resultado (despesa), por ter contribuído diretamente na obtenção de uma receita. Sua fórmula é: CPV = EIPA + CPA – EFPA Onde: CPV = Custo dos Produtos Vendidos EIPA = Estoque Inicial de Produtos Acabados CPA = Custo dos Produtos Acabados EFPA = Estoque Final de Produtos Acabados
  • 14. 14 Exemplo de apuração do CPV Dados do balancete em 31/12/x1:  Receita de Vendas – 180.000  Mão de Obra Direta – 50.000  Mão de Obra Indireta – 37.000  Salários dos Vendedores – 6.000  Salários Administrativos – 4.000  Depreciação dos Equipamento – 1.800  Depreciação dos Móveis do Escritório – 400  Seguros da Fábrica – 200  Energia Elétrica da Fábrica – 800  Compras de Matéria Prima – 40.000  Materiais Consumidos pela Fábrica (indiretos) – 2.000 ESTOQUES XO X1 Matéria Prima 20.000 16.000 Produtos em Processo 12.000 16.000 Produtos Acabados 12.000 10.000 1ª ETAPA – Separar os custos das despesas CUSTOS:  MOD – 50.000  MOI – 37.000  Depreciação Equiptos – 1.800  Seguros da Fábrica – 200  Energia Elétrica Fábrica – 800  Materiais consumidos pela fábrica – 2000 DESPESAS  Salários dos vendedores – 6.000  Salários administrativos – 4.000  Depreciações móveis escritório - 400 2ª ETAPA – Separar custos diretos dos custos indiretos
  • 15. 15 CUSTOS DIRETOS  MOD – 50.000  MD – 44.000 (*)  MD = EI + C – EF  MD = 20.000 + 40.000 – 16.000  MD = 44.000 CUSTOS INDIRETOS  MOI – 37.000  Materiais consumidos – 2.000  Depreciação Equiptos – 1.800  Seguros – 200  Energia Elétrica Fábrica – 800  Total – 41.800 3ª ETAPA – Calcular o Custo de Produção  CP = MD + MOD + CIF  CP = 44.000 + 50.000 + 41.800  CP = 135.800 4ª ETAPA – Calcular o Custo da Produção Acabada  CPA = EIPP + CP – EFPP  CPA = 12.000 + 135.800 – 16.000  CPA = 131.800 5ª ETAPA – Calcular o Custo dos Produtos Vendidos  CPV = EIPA + CPA – EFPA  CPV = 12.000 + 131.800 – 10.000  CPV = 133.800 3 – APURAÇÃO DO CPV a) Uma vez iniciada a produção, à medida que os elementos de custos vão sendo utilizados, eles são transferidos para uma conta chamada Estoque de Produtos em Processo (EPP): D – ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO C – CUSTOS DE PRODUÇÃO (MD + MOD + CIF) b) À medida que os produtos vão sendo concluídos, esses elementos de custos são transferidos para a conta Estoque de Produtos Acabados (EPA): D – ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS C – ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO c) Quando os produtos são vendidos, os elementos de custos são transferidos para a conta Custo dos Produtos Vendidos (CPV): D – CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS C – ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS
  • 16. 16 EXERCICIOS 1) A empresa apresentava o seguinte balancete:  Caixa – 200.000  Estoque de Matéria prima – 20.000  Estoque de produtos em processo – 12.000  Estoque de produtos acabados – 12.000  Equipamentos Fabris – 216.000  Móveis e utensílios escritório – 48.000  Capital Social – 508.000 No mês, ocorreram os seguintes fatos contábeis: a) Compra de matéria prima a vista – 40.000 b) Requisição de matérias primas do estoque para a produção – 44.000 c) Pagamento de mão de obra direta – 50.000 d) Pagamento de mão de obra indireta – 37.000 e) Pagamento de seguros da fábrica – 200 f) Pagamento de energia elétrica da fábrica – 800 g) Compra de materiais diversos consumidos na fábrica – 2000 h) Depreciação de equipamentos (10% ao ano) i) Depreciação de Móveis e utensílio (10% ao ano) j) Vendas a vista – 180.000 k) Pagamento de salário dos vendedores – 6.000 l) Pagamento de salários administrativos 4.000 Sabendo que o estoque final de Produtos em Processo era R$ 16.000 e de Produtos Acabados R$ 10.000, fazer os lançamentos em razonete de todas as operações, apurar o CPV e elaborar a Demonstração de Resultado do Período. 2) Com base nos dados a seguir, calcule o CPV: ESTOQUES SALDOS INICIAIS COMPRAS SALDOS FINAIS Matéria prima 10.000 35.000 6.000 Material secundário 2.000 20.000 7.000 Embalagens 1.000 10.000 500 Produtos acabados 15.000 30.000 Produtos em processo 20.000 8.000 a) Remuneração diretor administrativo – 30.000
  • 17. 17 b) Remuneração diretor de produção – 18.000 c) Mão de obra direta – 20.000 d) Aluguel de máquinas (fábrica) – 10.000 e) Conservação e manutenção (fábrica) – 5.000 f) Depreciação equiptos industriais – 13.000 g) Depreciação acumulada de máquinas industriais – 40.000 h) Água e energia da fábrica – 2.000 i) Despesas com veículos da fábrica – 5.000 j) Despesas com veículos de vendas – 3.000 k) Mão de obra indireta – 7.000 l) Seguro dos equipamentos fabris – 4.000 m) Despesas com telefone da administração – 15.000 n) Despesas com telefone da fábrica – 6.000 o) Aluguel da área ocupada pela fábrica – 20.000 p) Despesas financeiras – 9.000 3) Calcule o CPV, com os seguintes dados:  Compra de matéria prima – 22.000  CIF – 7.500  Mão de obra direta – 7.000  Devolução de compras – 3.000 ESTOQUES SALDOS INICIAIS SALDOS FINAIS Matéria prima 12.000 10.000 Produtos acabados 5.000 8.000 Produtos em processo 4.000 6.000 4) Com os dados a seguir, calcule o custo de produção, o custo dos produtos acabados, o custo dos produtos vendidos e faça a contabilização em razonetes:  CIF – 5.500  Compras de matéria prima – 20.000  Mão de obra direta – 6.500  Devolução das compras – 7.000 ESTOQUES SALDOS INICIAIS SALDOS FINAIS
  • 18. 18 Matéria prima 6.000 4.000 Produtos acabados 12.000 6.000 Produtos em processo 8.000 6.000 5) Assinale a alternativa que apresenta o custo de produção para uma indústria que apresentou os seguintes dados relativos a um período de produção:  Consumo de matérias primas – 112.600  Consumo de materiais indiretos – 106.500  Aluguel da fábrica – 104.200  Mão de obra direta – 108.400  Aluguel do escritório – 43.700  Encargos da depreciação da fábrica – 102.800  Salários de supervisores – 103.300  Salários de vendedores – 103.600 Alternativas: a) 537.800 b) 533.600 c) 637.800 d) 741.400 6) Assinale a alternativa que apresenta o valor do material direto consumido, da mão de obra direta e do custo indireto de fabricação (os materiais, sempre que possível são apropriados aos produtos por seu custo real aplicado a cada unidade produzida), para uma indústria de móveis, que tem os seguintes custos de produção:  Tinta – 26.000  Prego – 4.000  Força motriz – 5.000  Combustíveis e lubrificantes – 3.000  Material de limpeza – 2.000  Madeira – 100.000  Lixa – 3.000  Cola – 9.000  Depreciação do equipamento – 11.000  Parafusos – 10.000  Verniz – 6.000  Salário dos empregados que operam as máquinas – 70.000
  • 19. 19  Salário dos empregados que operam na serra e lixação da madeira – 25.000  Salário dos empregados que operam na pintura e envernizamento dos móveis – 12.000  Salário do supervisor da fábrica – 20.000  Salário do pessoal de limpeza e manutenção da fábrica – 7.000  Salário do jardineiro da fábrica – 3.000  Seguro das instalações fabris – 5.000 Alternativas: a) 100.000 – 170.000 e 114.000 b) 155.000 – 107.000 e 59.000 c) 155.000 – 127.000 e 39.000 d) 149.000 – 107.000 e 120.000 7) Qual o preço de venda unitário de um produto para uma empresa que calcula o seu preço de vendas com base no custo real de produção, mais uma remuneração equivalente a 20% do capital próprio aplicado e apresenta os seguintes dados:  Custo total – 150.000  Unidades produzidas – 40.000  Patrimônio Líquido – 120.000 Alternativas: a) 4,25 b) 4,50 c) 3,75 d) 4,35 8) Qual o custo da produção acabada para uma empresa que apresenta os seguintes dados: ESTOQUES SALDOS INICIAIS SALDOS FINAIS Matéria prima 0 1.000 Produtos acabados 8.000 10.000 Produtos em processo 2.500 3.500  Compra de matéria prima – 6.000  Mão de obra direta – 2.500
  • 20. 20  Custos indiretos de fabricação – 2.000  Despesas operacionais – 3.500  Despesas não operacionais – 1.000  Vendas totais 10.000 9) Uma indústria completou a fabricação de 2.500 produtos, ao custo de 1.212.500,00. Entretanto, 75 unidades do produto foram refugadas e consideradas como perdas totais do período. Considerando que a empresa efetua o custeamento das perdas pelos produtos acabados, qual o custo unitário final do produto acabado? Alternativas: a) 485,00 b) 499,90 c) 500,00 d) 470,80 10) O preço de venda de determinado produto é de R$ 2.000 por unidade. Seu custo unitário de fabricação é de R$ 1.200. Os custos diretos de venda, proporcionais ao preço de venda, atingem R$ 500 por unidade, logo o lucro unitário é de R$ 300. Se o preço de venda fosse R$ 1.700 por unidade, o lucro da peça seria: Alternativas: a) zero b) R$ 75 c) R$ 80 d) R$ 100 e) Negativo 11) Quais os estoques finais de produtos em processo e produtos acabados no período em que a indústria apresentou as seguintes informações?  Estoque inicial de produtos em processo – 15.200,00  Estoque inicial de produtos acabados – 14.500,00  Produção acabada no período – 40.100,00  Custo dos produtos vendidos – 38.900,00  Custo de fabricação do período – 37.000,00 12) Uma empresa, para fabricar 1.000 unidades mensais de um produto, realiza os seguintes gastos:  Consumo de matéria prima – 600.000  Mão de obra direta – 500.000  Mão de obra indireta – 205.000
  • 21. 21  Outros custos fixos – 400.000 Qual o custo por unidade produzida? 13) Se a empresa produzir 1.300 unidades desse mesmo produto por mês, com as mesmas instalações e com a mesma mão de obra, o custo por unidade produzida corresponderá a: Alternativas: a) 1.526,00 b) 1.000,00 c) 2.216,00 d) 1.152,00 e) 1.450,00 Dados para responder às questões n° 14 a 21  Matérias primas compradas – 24.000,00  Depreciação dos equipamentos de produção – 400,00  Despesas de entrega – 400,00  Depreciação dos equipamentos de entrega – 200,00  Despesas financeiras – 520,00  Estoque final de matérias primas – 10.000,00  Mão de obra direta – 12.000,00  Materiais indiretos consumidos na fábrica – 8.000,00  Despesas administrativas – 3.600,00  Despesas de material de escritório – 480,00  Mão de obra indireta – 6.000,00  Vendas – 31.000,00  Estoque final de produtos acabados (não há outros estoques) – 16.160,00  Produção total 20.200 unidades 14) O custo das matérias primas consumidas é de: Alternativas: a) 14.000 b) 14.400 c) 24.000 d) Zero 15) O total de custos indiretos da empresa é de: Alternativas: a) 14.000 b) 6.400 c) 14.400 d) 8.400 16) O valor dos custos diretos da empresa é de: Alternativas: a) 36.400 b) 32.000 c) 36.000
  • 22. 22 d) 26.000 17) O valor do custo de produção do período é de: Alternativas: a) 28.400 b) 40.400 c) 40.000 d) 44.400 19) O valor do custo dos produtos acabados (prontos) é de: Alternativas: a) zero b) 14.000 c) 40.400 d) 26.000 20) O valor do custo dos produtos vendidos é de: Alternativas: a) 26.000 b) 24.240 c) 32.000 d) 48.400 21) Assinale a alternativa certa: Alternativas: a) O lucro bruto operacional é de 3.380,00 b) O lucro líquido operacional é de 1.560,00 c) O custo dos produtos vendidos é de 15.000,00 22) O custo unitário é de: Alternativas: a) 1,00 b) 3,00 c) 2,00 d) 4,00