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E P I D E M I O L O G I A D A S
D O E N Ç A S T R A N S M I S S Í V E I S
P R O F . T H I A G O F R E I T A S
D O E N Ç A S I N F E C C I O S A S E
PA R A S I TÁ R I A S
• O risco de infecção não é somente
dependente da suscetibilidade individual
mas também de:
• distribuição da doença dentro da população
• grau de miscigenação da população
• imunidade herdada
• período de transmissão
• via de transmissão.
EPIDEMIOLOGIA É O ESTUDO DA:
- OCORRÊNCIA,
- DISTRIBUIÇÃO
- CONTROLE
DAS DOENÇAS
NA POPULAÇÃO
A D O E N Ç A
“Desajustamento ou falha nos mecanismos de
adaptação do organismo ou ausência de reação
aos estímulos a cuja ação está exposto”.
DOENÇA INFECCIOSA: “doença clinicamente
manifesta, do homem ou dos animais,
resultante de uma infecção” (OPAS, 1983)
DOENÇAS NÃO-INFECCIOSAS: todas aquelas
não resultantes de infecção: doença
cardiovascular, diabetes, osteoporose, etc
T E R M I N O LO G I A
Qualquer enfermidade causada por um
agente infeccioso específico, ou seus
produtos tóxicos, que se manifesta pela
transmissão desse agente ou de seus
produtos, de uma pessoa ou animal
infectados ou de um reservatório a um
hospedeiro suscetível, direta ou
indiretamente por meio de um hospedeiro
intermediário, de natureza vegetal ou
animal, de um vetor ou do meio ambiente
inanimado
DOENÇA INFECCIOSA
T E R M I N O L O G I A
• Todo organismo vivo que, em uma das suas formas evolutivas, ao penetrar em outro
ser vivo tem a capacidade de produzir infecção ou uma doença infecciosa.
Exemplos: bactéria, vírus, verme, protozoário, fungo, dentre outros.
• Entrada e o desenvolvimento de um agente infeccioso específico no corpo de um ser
humano ou outro animal, podendo resultar em doença infecciosa ou em infecção
inaparente.
AGENTE INFECCIOSO:
INFECÇÃO
T E R M I N O L O G I A
INFECÇÃO INAPARENTE:
• Estado resultante de infecção no qual não há manifestações clínicas.
INFECÇÃO
INAPARENTE
DOENÇA
Desenvolvimento dos meios diagnósticos
Ex.: Casos de infecção pelo
Trypanosoma cruzi com
alterações na condução elétrica
do coração eram considerados
como doença de Chagas
inaparente
T E R M I N O L O G I A
DOENÇA CONTAGIOSA:
• Toda doença cujo agente etiológico é transmitido por contato direto, ou seja, de um
indivíduo para outro. Ex.: gripe, sarampo, gonorreia.
TRANSMISSÃO DIRETA:
Pessoa a pessoa
TRANSMISSÃO INDIRETA:
Mediada por diferentes meios
(água, um ser vivo, objeto
inanimado)
Tétano - doença causada por agente infeccioso, porém não é transmitida do doente
para outra pessoa, não sendo transmissível
A S D O E N Ç A S
I N F E C C I O S A S P O D E M S E R
C L A S S I F I C A D A S E M :
Quadro de
Persistência
Emergentes e
Reemergentes
Tendência
Declinante
T E N D Ê N C I A
D E C L I N A N T E
• Aquelas que apresentam redução drástica nos
coeficientes de incidência;
• Grande parte das doenças nesse grupo são
imunopreveníveis;
• Controlada desse modo pelas ações do
Programa Nacional de Imunização, criado em
1973;
VARÍOLA
(erradicada no
Brasil em 1978)
VARÍOLA
(erradicada no
Brasil em 1978)
T E N D Ê N C I A D E C L I N A N T E
RAIVA SARAMPO
DOENÇA DE
CHAGAS
FEBRE TIFÓIDE
• IMUNOPREVENÍVEIS:
DIFTERIA TÉTANO ACIDENTAL COQUELUCHE
Vacina Tríplice Bacteriana (DTP)
Q U A D R O D E P E R S I S T Ê N C I A
• Fortalecimento de novas estratégias (prevenção, controle e assistência);
• Ações multissetoriais para prevenção e controle
HEPATITES VIRAIS LEPTOSPIROSE MENINGITES
ESQUISTOSSOMOSE MALÁRIA FEBRE AMARELA
DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES
DOENÇAS INFECCIOSAS EMERGENTES:
• São as que surgiram nas últimas 2 décadas;
• São causadas por vírus ou bactérias nunca antes descritos ou causadas
por mutação de um vírus já existente;
• AAIDS aparece como a mais importante doença emergente;
• Uma doença que atinge uma região que nunca registrou nenhum caso;
“São as doenças que surgiram, ou foram identificadas,
em período recente”
DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES
DOENÇAS INFECCIOSAS REEMERGENTES:
• Causadas por microorganismos bem conhecidos que estavam sob
controle;
• Tornaram-se resistentes às drogas antimicrobianas comuns;
• Estão se expandindo rapidamente em incidência ou em área geográfica;
“São as que ressurgiram como problema de saúde pública, após
terem sido controladas no passado”
CADEIA EPIDEMIOLÓGICA
Fontes
Homem (MAIORIA)
Animais
RESERVATÓRIOSANIMAIS zoonoses/antropozoonoses
INTER-HUMANO: antroponoses
Vias de
transmissão
Vetores (ex. lepstospirose)
Contato Direto
Solo (107 bactéria e 105 fungos/grama)
Alimentos (vegetais, frutas, carne, ovos, leite, peixes)
Água (potabilidade/saneamento básico – cloro, recreacional)
Ar atmosférico (poerira, sazonalidade, síndrome dos edifícios doentes)
Mediato (ex. TB)
Imediato (ex. DST)
Soluções terapéuticas
¢ Pele (rota: tegumentar)
¢ Mucosas
¢ Vias Aéreas (rota inalatória)
¢ Via Oral (rota oral-fecal)
¢ CONGÊNITA (transplacentária)
¢ IATROGÊNICA (instrumentos contaminados,
agulhas, ou vacinas).
PORTAS
DE
ENTRADA/
SAÍDA
INFECÇÃO E DOENÇA
Instalação com sucesso no
hospedeiro
Infecção
Causa
doença
Não Causa doença
Infecção acompanhada
de manifestação clinica
T= período de incubação
A bactéria
Vence as defesas
do organismo
Não vence as defesas
do organismo
MEDIDAS DE PREVENÇÃO E
CONTROLE
• MEDIDAS DE PREVENÇÃO:
• Agente: combater os
microorganismos patogênicos e se
possível eliminá-los.
• Hospedeiro: reduzir a
suscetibilidade frente a agressão.
• Meio ambiente: impedir ou
• dificultar a transmissão.
HOSPEDEIRO
AGENTE
MEIO
AMBIENTE
TRÍADE DAS DOENÇAS
ATUAÇÃO NOS
RESERVATÓRIOS
ANIMAL:
eliminação e
vacinação. HUMANO:
isolamento,
diagnóstico e
tratamento.
MEIO AMBIENTE:
desinfecção (formol,
raio ultra violeta),
limitação da exposição
(cavernas, solo)
MEDIDAS ESPECÍFICAS
INTERRUPÇÃO DA
TRANSMISSÃO NO
MEIOAMBIENTE
SANEAMENTO
AMBIENTAL
VIGILÂNCIA
SANITÁRIA
CONTROLE
DE VETORES
MEDIDAS ESPECÍFICAS
EDUCAÇÃO
E SAÚDE
IMUNIZAÇÃO
ATIVA E PASSIVA
QUIMIOPROFILAXIA
DIAGNÓSTICO
PRECOCE DE
CASOS
PROTEÇÃO DO
INDIVÍDUO
SUSCETÍVEL
TRATAMENTO
EFETIVO
MEDIDAS ESPECÍFICAS
PREVENÇÃO DAS DOENÇAS
INFECCIOSAS
v Educação
v Nutrição adequada
v Higiene e condições de vida
v Saneamento básico esgosto e água potável
v Imunização
v Controle de surtos e epidemias
diagnóstico rápido e correto
controle transmissão
população de risco
P R O G R E S S O S ALCANÇADOS E
SITUAÇÃO ATUAL
• Embora existam exceções, as doenças infecciosas são mais facilmente prevenidas
e tratadas do que qualquer outro conjunto de agravos à saúde.
• Uma das doenças infecciosas mais temíveis da história da humanidade, a varíola,
foi erradicada do planeta;
• Para várias patologias há vacinas eficazes, ex: tétano, coqueluche, sarampo,
poliomielite
CONTRIBUIÇÃO PARA DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE E MORBIDADE
• A hanseníase têm incidência elevada no país;
• A leishmaniose e a febre amarela são doenças que ainda
persistem no Brasil;
• Outras doenças foram sendo reconhecidas como a AIDS.
PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO
ATUAL
• DENGUE à nos últimos 50 anos a incidência aumentou 30 vezes;
• A transmissão vem ocorrendo de forma continuada desde 1986;
• Atualmente circulam no país 4 sorotipos da doença.
• 2016: 170.103 casos prováveis de dengue;
PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO
ATUAL
Aumento de
162% DE
2015 em
relação a
2014
Nº de óbitos
diminuiu
• CHIKUNGUNYA à causada pelo virus do gênero Alphavirus, transmitida
por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da
dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores;
• 2015: 26.952 casos autóctones de febre chikungunya
• 2016: 14 estados com transmissão autóctone desde 2014
(32 municípios em PE)
PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO
ATUAL
Casos em pessoas sem
registros de viagem para
países com transmissão da
doença
O B R I G A D O
t h i a g o f r e i t a s n u t r i @ g m a i l . c o m

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  • 1. E P I D E M I O L O G I A D A S D O E N Ç A S T R A N S M I S S Í V E I S P R O F . T H I A G O F R E I T A S
  • 2. D O E N Ç A S I N F E C C I O S A S E PA R A S I TÁ R I A S • O risco de infecção não é somente dependente da suscetibilidade individual mas também de: • distribuição da doença dentro da população • grau de miscigenação da população • imunidade herdada • período de transmissão • via de transmissão. EPIDEMIOLOGIA É O ESTUDO DA: - OCORRÊNCIA, - DISTRIBUIÇÃO - CONTROLE DAS DOENÇAS NA POPULAÇÃO
  • 3. A D O E N Ç A “Desajustamento ou falha nos mecanismos de adaptação do organismo ou ausência de reação aos estímulos a cuja ação está exposto”. DOENÇA INFECCIOSA: “doença clinicamente manifesta, do homem ou dos animais, resultante de uma infecção” (OPAS, 1983) DOENÇAS NÃO-INFECCIOSAS: todas aquelas não resultantes de infecção: doença cardiovascular, diabetes, osteoporose, etc
  • 4. T E R M I N O LO G I A Qualquer enfermidade causada por um agente infeccioso específico, ou seus produtos tóxicos, que se manifesta pela transmissão desse agente ou de seus produtos, de uma pessoa ou animal infectados ou de um reservatório a um hospedeiro suscetível, direta ou indiretamente por meio de um hospedeiro intermediário, de natureza vegetal ou animal, de um vetor ou do meio ambiente inanimado DOENÇA INFECCIOSA
  • 5. T E R M I N O L O G I A • Todo organismo vivo que, em uma das suas formas evolutivas, ao penetrar em outro ser vivo tem a capacidade de produzir infecção ou uma doença infecciosa. Exemplos: bactéria, vírus, verme, protozoário, fungo, dentre outros. • Entrada e o desenvolvimento de um agente infeccioso específico no corpo de um ser humano ou outro animal, podendo resultar em doença infecciosa ou em infecção inaparente. AGENTE INFECCIOSO: INFECÇÃO
  • 6. T E R M I N O L O G I A INFECÇÃO INAPARENTE: • Estado resultante de infecção no qual não há manifestações clínicas. INFECÇÃO INAPARENTE DOENÇA Desenvolvimento dos meios diagnósticos Ex.: Casos de infecção pelo Trypanosoma cruzi com alterações na condução elétrica do coração eram considerados como doença de Chagas inaparente
  • 7. T E R M I N O L O G I A DOENÇA CONTAGIOSA: • Toda doença cujo agente etiológico é transmitido por contato direto, ou seja, de um indivíduo para outro. Ex.: gripe, sarampo, gonorreia. TRANSMISSÃO DIRETA: Pessoa a pessoa TRANSMISSÃO INDIRETA: Mediada por diferentes meios (água, um ser vivo, objeto inanimado) Tétano - doença causada por agente infeccioso, porém não é transmitida do doente para outra pessoa, não sendo transmissível
  • 8. A S D O E N Ç A S I N F E C C I O S A S P O D E M S E R C L A S S I F I C A D A S E M : Quadro de Persistência Emergentes e Reemergentes Tendência Declinante
  • 9. T E N D Ê N C I A D E C L I N A N T E • Aquelas que apresentam redução drástica nos coeficientes de incidência; • Grande parte das doenças nesse grupo são imunopreveníveis; • Controlada desse modo pelas ações do Programa Nacional de Imunização, criado em 1973; VARÍOLA (erradicada no Brasil em 1978) VARÍOLA (erradicada no Brasil em 1978)
  • 10. T E N D Ê N C I A D E C L I N A N T E RAIVA SARAMPO DOENÇA DE CHAGAS FEBRE TIFÓIDE • IMUNOPREVENÍVEIS: DIFTERIA TÉTANO ACIDENTAL COQUELUCHE Vacina Tríplice Bacteriana (DTP)
  • 11. Q U A D R O D E P E R S I S T Ê N C I A • Fortalecimento de novas estratégias (prevenção, controle e assistência); • Ações multissetoriais para prevenção e controle HEPATITES VIRAIS LEPTOSPIROSE MENINGITES ESQUISTOSSOMOSE MALÁRIA FEBRE AMARELA
  • 12. DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES DOENÇAS INFECCIOSAS EMERGENTES: • São as que surgiram nas últimas 2 décadas; • São causadas por vírus ou bactérias nunca antes descritos ou causadas por mutação de um vírus já existente; • AAIDS aparece como a mais importante doença emergente; • Uma doença que atinge uma região que nunca registrou nenhum caso; “São as doenças que surgiram, ou foram identificadas, em período recente”
  • 13. DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES DOENÇAS INFECCIOSAS REEMERGENTES: • Causadas por microorganismos bem conhecidos que estavam sob controle; • Tornaram-se resistentes às drogas antimicrobianas comuns; • Estão se expandindo rapidamente em incidência ou em área geográfica; “São as que ressurgiram como problema de saúde pública, após terem sido controladas no passado”
  • 14. CADEIA EPIDEMIOLÓGICA Fontes Homem (MAIORIA) Animais RESERVATÓRIOSANIMAIS zoonoses/antropozoonoses INTER-HUMANO: antroponoses
  • 15. Vias de transmissão Vetores (ex. lepstospirose) Contato Direto Solo (107 bactéria e 105 fungos/grama) Alimentos (vegetais, frutas, carne, ovos, leite, peixes) Água (potabilidade/saneamento básico – cloro, recreacional) Ar atmosférico (poerira, sazonalidade, síndrome dos edifícios doentes) Mediato (ex. TB) Imediato (ex. DST) Soluções terapéuticas
  • 16. ¢ Pele (rota: tegumentar) ¢ Mucosas ¢ Vias Aéreas (rota inalatória) ¢ Via Oral (rota oral-fecal) ¢ CONGÊNITA (transplacentária) ¢ IATROGÊNICA (instrumentos contaminados, agulhas, ou vacinas). PORTAS DE ENTRADA/ SAÍDA
  • 17. INFECÇÃO E DOENÇA Instalação com sucesso no hospedeiro Infecção Causa doença Não Causa doença Infecção acompanhada de manifestação clinica T= período de incubação A bactéria Vence as defesas do organismo Não vence as defesas do organismo
  • 18. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE • MEDIDAS DE PREVENÇÃO: • Agente: combater os microorganismos patogênicos e se possível eliminá-los. • Hospedeiro: reduzir a suscetibilidade frente a agressão. • Meio ambiente: impedir ou • dificultar a transmissão. HOSPEDEIRO AGENTE MEIO AMBIENTE TRÍADE DAS DOENÇAS
  • 19. ATUAÇÃO NOS RESERVATÓRIOS ANIMAL: eliminação e vacinação. HUMANO: isolamento, diagnóstico e tratamento. MEIO AMBIENTE: desinfecção (formol, raio ultra violeta), limitação da exposição (cavernas, solo) MEDIDAS ESPECÍFICAS
  • 21. EDUCAÇÃO E SAÚDE IMUNIZAÇÃO ATIVA E PASSIVA QUIMIOPROFILAXIA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE CASOS PROTEÇÃO DO INDIVÍDUO SUSCETÍVEL TRATAMENTO EFETIVO MEDIDAS ESPECÍFICAS
  • 22. PREVENÇÃO DAS DOENÇAS INFECCIOSAS v Educação v Nutrição adequada v Higiene e condições de vida v Saneamento básico esgosto e água potável v Imunização v Controle de surtos e epidemias diagnóstico rápido e correto controle transmissão população de risco
  • 23. P R O G R E S S O S ALCANÇADOS E SITUAÇÃO ATUAL • Embora existam exceções, as doenças infecciosas são mais facilmente prevenidas e tratadas do que qualquer outro conjunto de agravos à saúde. • Uma das doenças infecciosas mais temíveis da história da humanidade, a varíola, foi erradicada do planeta; • Para várias patologias há vacinas eficazes, ex: tétano, coqueluche, sarampo, poliomielite CONTRIBUIÇÃO PARA DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE E MORBIDADE
  • 24. • A hanseníase têm incidência elevada no país; • A leishmaniose e a febre amarela são doenças que ainda persistem no Brasil; • Outras doenças foram sendo reconhecidas como a AIDS. PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO ATUAL
  • 25. • DENGUE à nos últimos 50 anos a incidência aumentou 30 vezes; • A transmissão vem ocorrendo de forma continuada desde 1986; • Atualmente circulam no país 4 sorotipos da doença. • 2016: 170.103 casos prováveis de dengue; PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO ATUAL Aumento de 162% DE 2015 em relação a 2014 Nº de óbitos diminuiu
  • 26. • CHIKUNGUNYA à causada pelo virus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores; • 2015: 26.952 casos autóctones de febre chikungunya • 2016: 14 estados com transmissão autóctone desde 2014 (32 municípios em PE) PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO ATUAL Casos em pessoas sem registros de viagem para países com transmissão da doença
  • 27. O B R I G A D O t h i a g o f r e i t a s n u t r i @ g m a i l . c o m