SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 26
FACULDADE DE TECNOLOGIA E
  CIÊNCIAS – FTC




Influenza – H1N1

            Feira de Santana
                  2012
FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS – FTC




                            Trabalho solicitado pela
                 orientadora      Monalisa      Dória,
                 disciplina: Saúde coletiva II, como
                 método de avaliação quantitativa da
                 II Unidade, sendo realizado pelos
                 produtores:    Fernanda     Andrade,
                 Fernanda Fernandes, Jainei Moura,
                 Luize Keilâne, Niedja Moura, Rafaela
                 Dantas.




                Feira de Santana
                      2012
Introdução
 Os Vírus da influenza A e B possuem vários subtipos que
sofrem continua mutações, surgindo novas cepas.

 As cepas que passam a infectar humanos apresentam
diferentes graus de distinção em relação àquelas até então
circulantes, devido ao referido processo de mutação,
possivelmente por meio da recombinação de genes entre
cepas que infectam diferentes espécies animais.

 Esse novo vírus rapidamente se disseminou causando
uma pandemia e o agente passou a ser denominado vírus
da Influenza Pandêmica (H1N1) 2009.
Agente Etiológico

 Pertence à família Ortomixovírus,

 São vírus RNA de hélice única, que se dividem
em 3 tipos antigenicamente distintos: A, B e C.

 Os tipos A, responsáveis pela ocorrência da
maioria das epidemias de gripe, são mais
suceptíveis a variações antigênicas, razão pela
qual, sofrem alterações na estrutura genômica,
contribuindo para a existência de diversos
subtipos.
Mutação genética do vírus da gripe no porco




V                                           Vírus da gripe suína
í
r                                           Influenza A (H1N1)
u   da gripe
s   das aves




    da gripe do
V   ser humano
í
r
u
s                 Vírus da gripe do porco
Sinonímia

 Influenza Pandêmica (H1N1) 2009;

 Influenza suína, gripe pandêmica;

 Influenza humana pandêmica.
Reservatório

Conhecido na natureza para o vírus da influenza
são os seres humanos, os suínos os eqüinos, as
               focas e as aves.



                       IMPORTANTE!!!
     As aves migratórias, principalmente as aquáticas e
      as silvestres, desempenham importante papel na
       disseminação natural da doença entre distintos
                  pontos do globo terrestre.
Modo Transmissão
A Influenza A se transmite como uma gripe comum, de forma:

• Direta – da pessoa gripada para outra pessoa


        PESSOA                       PESSOA



• Indireta – da pessoa gripada para um objeto (que fica
  contaminado) e deste para outra pessoa

       PESSOA          OBJETO          PESSOA
Período de Incubação


Pode variar de 1 a 7 dias sendo mais comum
              entre 1 a 4 dias.
Período de Transmissibilidade


 No adulto o período pode variar de 1 dia antes
até o 7º dia após o início dos sintomas;

 Para menores de 12 anos 1 dia antes até o
14º dia após o início dos sintomas.
Manifestações Clínicas


                  Febre alta
                  Tosse seca
                  Mialgia
                  Cefaléia
                  Dor de garganta
                  Calafrio
                  Prostração
                  Diarréia
                           às vezes
                  Vômito

Os sintomas aparecem de 3 a 7 dias após a transmissão
Diagnóstico Diferencial


   Mesmo sendo mais intenso, os sintomas
sistêmicos da influenza H1N1 são os mesmos
 que o da gripe sazonal, apenas pelo quadro
clínico entre as mesmas pode se tornar difícil.
Diagnóstico Laboratorial

Cultura viral (isolamento do vírus Influenza A)




             Critério para diagnóstico




 Real time – PCR (RT-PCR).
Tratamento
Anti viral – Oseltamivir, deve ser utilizado no máximo 48
horas após o inicio dos sintomas
Dosagem Recomendada:
Adulto - 75mg , 2 vezes ao dia, por 5 dias.
Crianças maior de 1 ano e menor que 12 anos, com menos
de 40 kg, as doses variam com o peso.
              Peso                    Dose                 Freqüência
        Menos de 15kg                 30mg                  2x ao dia
           15 a 23 kg                 45mg                  2x ao dia
           23 a 40 kg                 60mg                  2x ao dia
        Acima de 40 kg                75mg                  2x ao dia

       Tabela: Dosagem de Oseltamivir recomendada por peso e freqüência diária.
Complicações

 Idosos;
 Menores de 2 anos;
 Gestantes;
 Portadores de doenças crônicas: asma, DPOC,
cardiopatias, diabetes, doença renal crônica
Aspectos Epidemiológicos
 A gripe ocorre mundialmente como surto localizado ou regional,
seja como epidemias ou devastadoras pandemias.
 O potencial pandêmico da influenza reveste-se de grande
importância.
 Durante o século passado ocorreram 3 grandes importantes
pandemias de influenza:




     “Gripe Espanhola”    “Gripe Asiática”     “Gripe Hong Kong”
       1918 a 1920         1957 a 1960            1968 a 1972
Aspectos Epidemiológicos
 No Brasil, observa-se que a pandemia de 2009 afetou com
maior intensidade as regiões sul e sudeste ( 66,2/100.000 e
9,7/100.000 habitante respectivamente).

 Os Estados mais atingidos foram:


    Paraná com 109/100.000 hab.
  Santa Catarina com 15/100.000 hab
    São Paulo com 15/100.000 hab.
Imunização
No Brasil, o Ministério da Saúde propõe, por ordem de prioridade,
vacinar:

 Trabalhadores de saúde quem atuem em serviços no atendimento
direto de pacientes suspeitos de Influenza Pandêmica;

 Gestantes;

 População com doenças crônicas de base;

 População indígena aldeiada;

 Crianças saudáveis > 6 meses até 2 anos de vida;

 Adultos saudáveis de 20 a 39 anos;

 Trabalhadores de saúde.
Imunização
CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA
        GRIPE 2012 - Vacinômetro
    TOTAL BRASIL - TODOS OS GRUPOS


                                   19.152.461
        65%




Desenvolvido por: Ministério da Saúde - DATASUS - RJ
Imunização
CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA
        GRIPE 2012 - Vacinômetro
    ESTADO BAHIA - TODOS OS GRUPOS


                                    1.314.341

60%




Desenvolvido por: Ministério da Saúde - DATASUS - RJ
Previna-se
Conclusão

    O presente trabalho resume que a Gripe suína (influenza A
H1N1) é uma preocupação a nível mundial. Sendo que o Brasil
vem acumulando importantes vitórias na área de vigilância
epidemiológica, prevenção e controle desta doença a partir das
ações preconizadas pelo SUS.
    Uma dessas ações é a campanha de vacinação anual que
protege contra os três vírus que mais circularam e aconteceu
seguindo a recomendação da OMS até o dia 25 de maio do ano
corrente, com o lema “proteger é cuidar”. Portanto deve ser
exercida com eficiência e efetividade pelos profissionais de
saúde, para que possamos garantir uma prevenção contínua e
ponderada.
Referência


1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.
Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças Infecciosas e
Parasitárias: guia de bolso. 8ª edição, revisada.Brasília: Ministério da
Saúde, 2007.

2. Acesso em:
 http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/5160/162/vacina-protege-
contra-os-tres-principais-virus-da-gripe.html. Disponível em 26.05.2012

3. Acesso em:
http://pni.datasus.gov.br/consulta_influenza12selecaoiar=ok&sel=vacinometro
.html. Disponível em 26.05.2012
OBRIGADA!!!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Doenças de chagas marcio
Doenças de  chagas marcioDoenças de  chagas marcio
Doenças de chagas marcio
 
H1N! -Gripe suino
H1N! -Gripe suinoH1N! -Gripe suino
H1N! -Gripe suino
 
Cancro mole e hpv
Cancro mole e hpvCancro mole e hpv
Cancro mole e hpv
 
Arboviroses
ArbovirosesArboviroses
Arboviroses
 
HIV/AIDS
HIV/AIDSHIV/AIDS
HIV/AIDS
 
Apresentação herpes
Apresentação herpesApresentação herpes
Apresentação herpes
 
Plano Estadual de Enfrentamento a SR e SRAG, com ênfase na Influenza
Plano Estadual de Enfrentamento a SR e SRAG, com ênfase na InfluenzaPlano Estadual de Enfrentamento a SR e SRAG, com ênfase na Influenza
Plano Estadual de Enfrentamento a SR e SRAG, com ênfase na Influenza
 
Revolta da Vacina
Revolta da VacinaRevolta da Vacina
Revolta da Vacina
 
Apresentação aids
Apresentação aidsApresentação aids
Apresentação aids
 
AULA 2 - Programa Nacional de Imunização (PNI).pdf
AULA 2 - Programa Nacional de Imunização (PNI).pdfAULA 2 - Programa Nacional de Imunização (PNI).pdf
AULA 2 - Programa Nacional de Imunização (PNI).pdf
 
Apresentacão meningite
Apresentacão meningiteApresentacão meningite
Apresentacão meningite
 
O que é HIV ? Como se contrai o vírus? O que é AIDS?
O que é HIV ? Como se contrai o vírus?  O que é AIDS?O que é HIV ? Como se contrai o vírus?  O que é AIDS?
O que é HIV ? Como se contrai o vírus? O que é AIDS?
 
HIV / AIDS
HIV / AIDSHIV / AIDS
HIV / AIDS
 
HIV/Aids: Moderna Epidemiologia
HIV/Aids: Moderna EpidemiologiaHIV/Aids: Moderna Epidemiologia
HIV/Aids: Moderna Epidemiologia
 
Panfleto informativo sobre a sida
Panfleto informativo sobre a sidaPanfleto informativo sobre a sida
Panfleto informativo sobre a sida
 
Doenças virais ( caxumba e sarampo)
Doenças virais  ( caxumba e sarampo)Doenças virais  ( caxumba e sarampo)
Doenças virais ( caxumba e sarampo)
 
Aula n° 4 leishmaniose
Aula n° 4   leishmanioseAula n° 4   leishmaniose
Aula n° 4 leishmaniose
 
DENGUE CHIKUNGUNYA ZIKA
DENGUE CHIKUNGUNYA ZIKA DENGUE CHIKUNGUNYA ZIKA
DENGUE CHIKUNGUNYA ZIKA
 
Hepatites Virais
Hepatites ViraisHepatites Virais
Hepatites Virais
 
Cancro Mole
Cancro MoleCancro Mole
Cancro Mole
 

Semelhante a Influenza H1N1 na FTC de Feira de Santana

Semelhante a Influenza H1N1 na FTC de Feira de Santana (20)

Influenza a
Influenza aInfluenza a
Influenza a
 
GRIPE SUÍNA TIPO H1 N1 - INFLUENZA
GRIPE SUÍNA TIPO H1 N1 - INFLUENZAGRIPE SUÍNA TIPO H1 N1 - INFLUENZA
GRIPE SUÍNA TIPO H1 N1 - INFLUENZA
 
Doencas emergentes e reemergentes 2008-novo
Doencas emergentes e reemergentes 2008-novoDoencas emergentes e reemergentes 2008-novo
Doencas emergentes e reemergentes 2008-novo
 
Gripe Suina
Gripe SuinaGripe Suina
Gripe Suina
 
Aprendendo mais sobre "H1N1"
Aprendendo mais sobre "H1N1"Aprendendo mais sobre "H1N1"
Aprendendo mais sobre "H1N1"
 
Influenza
InfluenzaInfluenza
Influenza
 
Gripe SuíNa
Gripe SuíNaGripe SuíNa
Gripe SuíNa
 
Dssms Gripe SuíNa
Dssms   Gripe SuíNaDssms   Gripe SuíNa
Dssms Gripe SuíNa
 
Gripe SuíNa
Gripe SuíNaGripe SuíNa
Gripe SuíNa
 
Gripe Suina - Elaborado pela Petrobras
Gripe Suina - Elaborado pela PetrobrasGripe Suina - Elaborado pela Petrobras
Gripe Suina - Elaborado pela Petrobras
 
Gripe SuíNa
Gripe SuíNaGripe SuíNa
Gripe SuíNa
 
Resumo Febre Amarela
Resumo Febre AmarelaResumo Febre Amarela
Resumo Febre Amarela
 
Edição 5
Edição 5Edição 5
Edição 5
 
Apresentação gripe influenza h1n1
Apresentação gripe influenza h1n1Apresentação gripe influenza h1n1
Apresentação gripe influenza h1n1
 
Ambiente biológico e a saúde
Ambiente biológico e a saúdeAmbiente biológico e a saúde
Ambiente biológico e a saúde
 
Epidemiologia
EpidemiologiaEpidemiologia
Epidemiologia
 
FlueducaçãO080709 Final Revisado 06 07 2009 Completo
FlueducaçãO080709 Final Revisado 06 07 2009 CompletoFlueducaçãO080709 Final Revisado 06 07 2009 Completo
FlueducaçãO080709 Final Revisado 06 07 2009 Completo
 
ApresentaçãO PopulaçãO Sobre Gripe A
ApresentaçãO PopulaçãO Sobre Gripe AApresentaçãO PopulaçãO Sobre Gripe A
ApresentaçãO PopulaçãO Sobre Gripe A
 
O virus influenza h1 n1
O virus influenza h1 n1O virus influenza h1 n1
O virus influenza h1 n1
 
Influenza H1 N1
Influenza  H1 N1  Influenza  H1 N1
Influenza H1 N1
 

Último

Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgeryCarlos D A Bersot
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptAlberto205764
 
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxcontatofelipearaujos
 
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdMedicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdClivyFache
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERTERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERCarlaDaniela33
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASArtthurPereira2
 
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptxCONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptxWenderSantos21
 
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOeMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOMayaraDayube
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfGustavoWallaceAlvesd
 
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfManual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfClivyFache
 

Último (10)

Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
 
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
 
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdMedicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERTERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
 
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptxCONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
 
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOeMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
 
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfManual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
 

Influenza H1N1 na FTC de Feira de Santana

  • 1. FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS – FTC Influenza – H1N1 Feira de Santana 2012
  • 2. FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS – FTC Trabalho solicitado pela orientadora Monalisa Dória, disciplina: Saúde coletiva II, como método de avaliação quantitativa da II Unidade, sendo realizado pelos produtores: Fernanda Andrade, Fernanda Fernandes, Jainei Moura, Luize Keilâne, Niedja Moura, Rafaela Dantas. Feira de Santana 2012
  • 3. Introdução  Os Vírus da influenza A e B possuem vários subtipos que sofrem continua mutações, surgindo novas cepas.  As cepas que passam a infectar humanos apresentam diferentes graus de distinção em relação àquelas até então circulantes, devido ao referido processo de mutação, possivelmente por meio da recombinação de genes entre cepas que infectam diferentes espécies animais.  Esse novo vírus rapidamente se disseminou causando uma pandemia e o agente passou a ser denominado vírus da Influenza Pandêmica (H1N1) 2009.
  • 4. Agente Etiológico  Pertence à família Ortomixovírus,  São vírus RNA de hélice única, que se dividem em 3 tipos antigenicamente distintos: A, B e C.  Os tipos A, responsáveis pela ocorrência da maioria das epidemias de gripe, são mais suceptíveis a variações antigênicas, razão pela qual, sofrem alterações na estrutura genômica, contribuindo para a existência de diversos subtipos.
  • 5. Mutação genética do vírus da gripe no porco V Vírus da gripe suína í r Influenza A (H1N1) u da gripe s das aves da gripe do V ser humano í r u s Vírus da gripe do porco
  • 6. Sinonímia  Influenza Pandêmica (H1N1) 2009;  Influenza suína, gripe pandêmica;  Influenza humana pandêmica.
  • 7. Reservatório Conhecido na natureza para o vírus da influenza são os seres humanos, os suínos os eqüinos, as focas e as aves. IMPORTANTE!!! As aves migratórias, principalmente as aquáticas e as silvestres, desempenham importante papel na disseminação natural da doença entre distintos pontos do globo terrestre.
  • 8. Modo Transmissão A Influenza A se transmite como uma gripe comum, de forma: • Direta – da pessoa gripada para outra pessoa PESSOA PESSOA • Indireta – da pessoa gripada para um objeto (que fica contaminado) e deste para outra pessoa PESSOA OBJETO PESSOA
  • 9.
  • 10. Período de Incubação Pode variar de 1 a 7 dias sendo mais comum entre 1 a 4 dias.
  • 11. Período de Transmissibilidade  No adulto o período pode variar de 1 dia antes até o 7º dia após o início dos sintomas;  Para menores de 12 anos 1 dia antes até o 14º dia após o início dos sintomas.
  • 12. Manifestações Clínicas Febre alta Tosse seca Mialgia Cefaléia Dor de garganta Calafrio Prostração Diarréia às vezes Vômito Os sintomas aparecem de 3 a 7 dias após a transmissão
  • 13. Diagnóstico Diferencial Mesmo sendo mais intenso, os sintomas sistêmicos da influenza H1N1 são os mesmos que o da gripe sazonal, apenas pelo quadro clínico entre as mesmas pode se tornar difícil.
  • 14. Diagnóstico Laboratorial Cultura viral (isolamento do vírus Influenza A) Critério para diagnóstico Real time – PCR (RT-PCR).
  • 15. Tratamento Anti viral – Oseltamivir, deve ser utilizado no máximo 48 horas após o inicio dos sintomas Dosagem Recomendada: Adulto - 75mg , 2 vezes ao dia, por 5 dias. Crianças maior de 1 ano e menor que 12 anos, com menos de 40 kg, as doses variam com o peso. Peso Dose Freqüência Menos de 15kg 30mg 2x ao dia 15 a 23 kg 45mg 2x ao dia 23 a 40 kg 60mg 2x ao dia Acima de 40 kg 75mg 2x ao dia Tabela: Dosagem de Oseltamivir recomendada por peso e freqüência diária.
  • 16. Complicações  Idosos;  Menores de 2 anos;  Gestantes;  Portadores de doenças crônicas: asma, DPOC, cardiopatias, diabetes, doença renal crônica
  • 17. Aspectos Epidemiológicos  A gripe ocorre mundialmente como surto localizado ou regional, seja como epidemias ou devastadoras pandemias.  O potencial pandêmico da influenza reveste-se de grande importância.  Durante o século passado ocorreram 3 grandes importantes pandemias de influenza: “Gripe Espanhola” “Gripe Asiática” “Gripe Hong Kong” 1918 a 1920 1957 a 1960 1968 a 1972
  • 18. Aspectos Epidemiológicos  No Brasil, observa-se que a pandemia de 2009 afetou com maior intensidade as regiões sul e sudeste ( 66,2/100.000 e 9,7/100.000 habitante respectivamente).  Os Estados mais atingidos foram: Paraná com 109/100.000 hab. Santa Catarina com 15/100.000 hab São Paulo com 15/100.000 hab.
  • 19. Imunização No Brasil, o Ministério da Saúde propõe, por ordem de prioridade, vacinar:  Trabalhadores de saúde quem atuem em serviços no atendimento direto de pacientes suspeitos de Influenza Pandêmica;  Gestantes;  População com doenças crônicas de base;  População indígena aldeiada;  Crianças saudáveis > 6 meses até 2 anos de vida;  Adultos saudáveis de 20 a 39 anos;  Trabalhadores de saúde.
  • 20. Imunização CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA GRIPE 2012 - Vacinômetro TOTAL BRASIL - TODOS OS GRUPOS 19.152.461 65% Desenvolvido por: Ministério da Saúde - DATASUS - RJ
  • 21. Imunização CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA GRIPE 2012 - Vacinômetro ESTADO BAHIA - TODOS OS GRUPOS 1.314.341 60% Desenvolvido por: Ministério da Saúde - DATASUS - RJ
  • 23.
  • 24. Conclusão O presente trabalho resume que a Gripe suína (influenza A H1N1) é uma preocupação a nível mundial. Sendo que o Brasil vem acumulando importantes vitórias na área de vigilância epidemiológica, prevenção e controle desta doença a partir das ações preconizadas pelo SUS. Uma dessas ações é a campanha de vacinação anual que protege contra os três vírus que mais circularam e aconteceu seguindo a recomendação da OMS até o dia 25 de maio do ano corrente, com o lema “proteger é cuidar”. Portanto deve ser exercida com eficiência e efetividade pelos profissionais de saúde, para que possamos garantir uma prevenção contínua e ponderada.
  • 25. Referência 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças Infecciosas e Parasitárias: guia de bolso. 8ª edição, revisada.Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 2. Acesso em: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/5160/162/vacina-protege- contra-os-tres-principais-virus-da-gripe.html. Disponível em 26.05.2012 3. Acesso em: http://pni.datasus.gov.br/consulta_influenza12selecaoiar=ok&sel=vacinometro .html. Disponível em 26.05.2012