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CONDIÇÕES DE SAÚDE,
DOENÇAS E AGRAVOS
As condições de saúde dos
indivíduos e da coletividade dependem
das condições econômicas, sociais,
culturais, ambientais e políticas
existentes, ou seja, dos determinantes
sociais de saúde, pois a grande maioria
das doenças ocorre devido às
condições de nascimento, vida,
moradia, trabalho e envelhecimento.
Doenças e as condições de saúde - as
doenças têm sido estudadas e classificadas
como Infecciosas ou Transmissíveis e
Doenças e Agravos Não Transmissíveis
(DANT).
• Doenças Infecciosas ou Transmissíveis
caracterizam-se por serem desencadeadas por
agente infeccioso específico, que pode
do organismo parasitado para o sadio,
havendo ou não fase intermediária no
ambiente.
São muitos os fatores que contribuem
para que as doenças transmissíveis ainda
comprometam a saúde humana no mundo.
• Podemos citar a urbanização acelerada,
• alterações ambientais,
• bem como a migração e o acesso mais
entre continentes, países e regiões.
DENGUE
• É um dos maiores problemas de saúde pública do
mundo. É hoje uma das doenças mais frequentes
no Brasil, atingindo a população em todos os
estados, independentemente da classe social.
• A transmissão se dá pelo mosquito transmissor da
doença, o Aedes Aegypti.
DENGUE
• Erradicado em vários países do continente
americano, retornou na década de 1970 por
causa das mudanças sociais e ambientais
decorrentes da urbanização e da precária
vigilância e controle sobre o mosquito.
• O mosquito, após picar o homem infectado, fica apto a
transmitir o vírus depois de 8 a 12 dias de incubação.
• A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus
no sangue do homem.
• O período tem início um dia antes de surgir a febre e vai
até o 6º dia da doença. Não há transmissão por contato
direto de um doente ou de suas secreções com uma
pessoa sadia, nem por fontes de água ou alimento.
• O tratamento é realizado por meio da hidratação
adequada, devendo-se considerar os sinais e sintomas
apresentados pelo paciente para classificar a forma da
dengue e decidir condutas
•A infecção pelo vírus dengue pode ser
assintomática ou sintomática.
•Três fases clínicas podem ocorrer: febril,
crítica e de recuperação.
FASE FEBRIL
• A primeira manifestação é a febre que
tem duração de dois a sete dias, ge-
ralmente alta (39oC a 40oC), de início
abrupto, associada à cefaleia, à adinamia,
às mialgias, às artralgias e a dor
retroorbitária.
• O exantema está presente em 50% dos casos,
é predominantemente do tipo máculo-
papular, atingindo face, tronco, não
poupando plantas de pés e palmas de
mãos, podendo apresentar-se sob outras
formas com ou sem prurido, frequentemente
no desaparecimento da febre.
• Anorexia, náuseas e vômitos podem estar
presentes.
FASE CRÍTICA
• Tem início com a defervescência da febre,
entre o terceiro e o sétimo dia do início da
doença, acompanhada do surgimento dos
sinais de alarme.
DENGUE COM SINAIS DE ALARME
• Os sinais de alarme devem ser
rotineiramente pesquisados e valorizados,
bem como os pacientes devem ser
orientados a procurar a assistência médica
na ocorrência deles.
• A maioria dos sinais de alarme é resultante
do aumento da permeabilidade vascular, a
qual marca o inicio do deterioramento
clínico do paciente e sua possível evolução
DENGUE GRAVE
• As formas graves da doença podem manifestar-se
com extravasamento de plasma, levando ao
choque ou acúmulo de líquidos com
desconforto respiratório, sangramento grave ou
sinais de disfunção orgânica como o coração, os
pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso
central (SNC).
• O extravasamento plasmático também pode ser
percebido pelo aumento do hematócrito, quanto
maior sua elevação maior será a gravidade e por
exames de imagem.
• O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é
perdido através do extravasamento e leva de 24 a 48 horas,
devendo a equipe assistencial estar atenta à rápida mudança
das alterações hemodinâmicas.
FASE DE RECUPERAÇÃO
• Nos pacientes que passaram pela fase crítica
haverá reabsorção gradual do conteúdo
extravasado com progressiva melhora clínica.
• Alguns pacientes podem apresentar um rash
cutâneo acompanhado ou não de prurido
generalizado.
ASPECTOS CLÍNICOS NA CRIANÇA
• A Dengue na criança pode ser assintomática ou
apresentar-se como uma síndrome febril clássica viral,
ou com sinais e sintomas inespecí cos: adinamia,
sonolência, recusa da alimentação e de líquidos,
vômitos, diarreia ou fezes amolecidas.
• Nos menores de 2 anos de idade os sinais e os
sintomas de dor podem mani- festar-se por choro
persistente, adinamia e irritabilidade, podendo ser
confundidos com outros quadros infecciosos febris,
próprios da faixa etária.
• Os sinais e sintomas são clinicamente parecidos aos
da dengue – febre de início agudo, dores
articulares e musculares, cefaleia, náusea, fadiga
exantema. A principal manifestação clínica que a
difere são as fortes dores nas articulações, que
muitas vezes podem estar acompanhadas de
edema. Após a fase inicial a doença pode evoluir
em duas etapas subsequentes: fase subaguda e
crônica.
CHICUNGUNYA
• A viremia persiste por até dez dias após o surgimento das
manifestações clínicas.
• A transmissão se dá através da picada de fêmeas dos
mosquitos Aedes Aegypti e Aedes albopictus infectadas
pelo CHIKV.
• Casos de transmissão vertical podem ocorrer quase que
exclusivamente no intraparto de gestantes virêmicas e,
muitas vezes, provoca infecção neonatal grave.
FASE AGUDA OU FEBRIL
• A fase aguda ou febril da doença é caracterizada
principalmente por febre de início súbito, e surgimento
de intensa poliartralgia, geralmente acompanhada de
dores nas costas, rash cutâneo (presente em mais de
50% dos casos) cefaleia e fadiga, com duração média
de sete dias.
• Outros sinais e sintomas descritos na fase aguda de
chikungunya são dor retroocular, calafrios, conjuntivite
sem secreção, faringite, náusea, vômitos, diarreia,
dor abdominal.
• A poliartralgia tem sido descrita em mais de 90% dos
pacientes com chikungunya na fase aguda.
FASE SUBAGUDA
• Durante esta fase a febre normalmente
desaparece, podendo haver persistência ou
agravamento da artralgia, incluindo
poliartrite distal, exacerbação da dor
articular nas regiões previamente
acometidas na primeira fase e tenossinovite
hipertrófica subaguda em mãos, mais
frequentemente nas falanges, punhos e
tornozelos
FASE CRÔNICA
• O sintoma mais comum nesta fase crônica é o
acometimento articular persistente ou
recidivante nas mesmas articulações atingidas
durante a fase aguda, caracterizado por dor com
ou sem edema, limitação de movimento,
deformidade e ausência de eritema.
HANSENÍASE
• É outra doença transmissível muito antiga.
Mais conhecida como Lepra, se caracteriza
por levar a comprometimentos neurológicos
e incapacidades, e é causada pelo bacilo
Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen.
HANSENÍASE
• O Brasil é o segundo lugar no mundo em
casos da doença. São muitas as dificuldades
no combate e controle à Hanseníase, sendo
possível destacar a existência de regiões de
extrema pobreza como condição de
perpetuação da doença, com dificuldade de
acesso a serviços de saúde nas áreas de
maior ocorrência.
• A transmissão ocorre pelo contato íntimo e
prolongado de indivíduo suscetível com paciente
portador de bacilos de Hansen, e se dá por meio da
inalação de bacilos por tosse ou espirro, ou seja,
pelas vias aéreas superiores.
• O período de incubação é longo, podendo durar
até sete anos, ou seja, o indivíduo pode estar
infectado sem manifestação de sintomas. Pacientes
do tipo multibacilar (muitos bacilos) sem
tratamento podem transmitir a doença, portanto, a
melhor forma de interromper a transmissão é o
diagnóstico e tratamento precoce.
• No caso de um dos familiares apresentar a doença,
os demais familiares devem passar por exames para
detecção precoce.
• Dentre as manifestações clínicas da doença, temos
lesões de pele com alteração na sensibilidade;
acometimento de nervos periféricos com ou sem
espessamento, associado a alterações de
sensibilidade, perda de força e/ou alterações de
sudorese no local das manchas, principalmente nos
nervos da face, mãos e pés; diminuição ou queda de
pelos, principalmente das sobrancelhas.
• O diagnóstico da hanseníase é clínico, por
meio do exame dermatoneurológico. Já o
acompanhamento e tratamento é feito com
poliquimioterapia (associação de
medicamentos como a rifampicina, a dapsona
e a clofazimina) nas Unidades Básicas de
Saúde.
AIDS
• Outra doença transmissível que surgiu no final da
década de 1970 e início da década de 1980 foi a
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA,
mais conhecida AIDS/HIV, transmitida pelo vírus da
imunodeficiência humana (HIV). Esta doença
compromete a resposta imunológica, tornando o
indivíduo suscetível a quadros de infecções que
são responsáveis pelos casos de morte em seus
portadores.
• É uma doença sexualmente transmissível, que além
da propagação direta pelas mucosas e secreções,
envolve também a transmissão indireta pelas
seringas e agulhas contaminadas.
• A transmissão do vírus ocorre por relação sexual,
transfusão de sangue ou produtos sanguíneos
contaminados, da mãe para o filho durante parto,
no aleitamento materno, por meio de seringas e
agulhas contaminadas, ou acidentalmente pelo
contato do sangue contaminado com mucosas ou
ferimentos de pele.
• Dentre os sintomas, estão: febre, perda de
peso, falta de ar e diarreia crônica, com
quadros de lesões em mucosas e pele, com
presença sistemática de infecções
oportunistas.
• A prevenção da doença consiste no uso de
preservativo durante relações sexuais, de
seringas e agulhas descartáveis, de luvas
para manipular feridas e líquidos corporais,
bem como testar o sangue e hemoderivados
para transfusão.
• As mães infectadas pelo vírus (HIV positivas)
devem usar antirretrovirais durante a
gestação para prevenir a transmissão para o
bebê e não devem amamentar seus filhos.
• A distribuição dos medicamentos é gratuita
no Brasil, bem como a realização dos testes
para detecção da presença do vírus, que são
realizados pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), de forma gratuita e sigilosa.
Condições de saúde, doenças e agravos

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Condições de saúde, doenças e agravos

  • 2. As condições de saúde dos indivíduos e da coletividade dependem das condições econômicas, sociais, culturais, ambientais e políticas existentes, ou seja, dos determinantes sociais de saúde, pois a grande maioria das doenças ocorre devido às condições de nascimento, vida, moradia, trabalho e envelhecimento.
  • 3. Doenças e as condições de saúde - as doenças têm sido estudadas e classificadas como Infecciosas ou Transmissíveis e Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT). • Doenças Infecciosas ou Transmissíveis caracterizam-se por serem desencadeadas por agente infeccioso específico, que pode do organismo parasitado para o sadio, havendo ou não fase intermediária no ambiente.
  • 4. São muitos os fatores que contribuem para que as doenças transmissíveis ainda comprometam a saúde humana no mundo. • Podemos citar a urbanização acelerada, • alterações ambientais, • bem como a migração e o acesso mais entre continentes, países e regiões.
  • 5. DENGUE • É um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. É hoje uma das doenças mais frequentes no Brasil, atingindo a população em todos os estados, independentemente da classe social. • A transmissão se dá pelo mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti.
  • 6. DENGUE • Erradicado em vários países do continente americano, retornou na década de 1970 por causa das mudanças sociais e ambientais decorrentes da urbanização e da precária vigilância e controle sobre o mosquito.
  • 7. • O mosquito, após picar o homem infectado, fica apto a transmitir o vírus depois de 8 a 12 dias de incubação. • A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem. • O período tem início um dia antes de surgir a febre e vai até o 6º dia da doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem por fontes de água ou alimento. • O tratamento é realizado por meio da hidratação adequada, devendo-se considerar os sinais e sintomas apresentados pelo paciente para classificar a forma da dengue e decidir condutas
  • 8. •A infecção pelo vírus dengue pode ser assintomática ou sintomática. •Três fases clínicas podem ocorrer: febril, crítica e de recuperação.
  • 9. FASE FEBRIL • A primeira manifestação é a febre que tem duração de dois a sete dias, ge- ralmente alta (39oC a 40oC), de início abrupto, associada à cefaleia, à adinamia, às mialgias, às artralgias e a dor retroorbitária.
  • 10. • O exantema está presente em 50% dos casos, é predominantemente do tipo máculo- papular, atingindo face, tronco, não poupando plantas de pés e palmas de mãos, podendo apresentar-se sob outras formas com ou sem prurido, frequentemente no desaparecimento da febre. • Anorexia, náuseas e vômitos podem estar presentes.
  • 11. FASE CRÍTICA • Tem início com a defervescência da febre, entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, acompanhada do surgimento dos sinais de alarme.
  • 12. DENGUE COM SINAIS DE ALARME • Os sinais de alarme devem ser rotineiramente pesquisados e valorizados, bem como os pacientes devem ser orientados a procurar a assistência médica na ocorrência deles. • A maioria dos sinais de alarme é resultante do aumento da permeabilidade vascular, a qual marca o inicio do deterioramento clínico do paciente e sua possível evolução
  • 13.
  • 14. DENGUE GRAVE • As formas graves da doença podem manifestar-se com extravasamento de plasma, levando ao choque ou acúmulo de líquidos com desconforto respiratório, sangramento grave ou sinais de disfunção orgânica como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso central (SNC). • O extravasamento plasmático também pode ser percebido pelo aumento do hematócrito, quanto maior sua elevação maior será a gravidade e por exames de imagem.
  • 15. • O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido através do extravasamento e leva de 24 a 48 horas, devendo a equipe assistencial estar atenta à rápida mudança das alterações hemodinâmicas.
  • 16. FASE DE RECUPERAÇÃO • Nos pacientes que passaram pela fase crítica haverá reabsorção gradual do conteúdo extravasado com progressiva melhora clínica. • Alguns pacientes podem apresentar um rash cutâneo acompanhado ou não de prurido generalizado.
  • 17. ASPECTOS CLÍNICOS NA CRIANÇA • A Dengue na criança pode ser assintomática ou apresentar-se como uma síndrome febril clássica viral, ou com sinais e sintomas inespecí cos: adinamia, sonolência, recusa da alimentação e de líquidos, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. • Nos menores de 2 anos de idade os sinais e os sintomas de dor podem mani- festar-se por choro persistente, adinamia e irritabilidade, podendo ser confundidos com outros quadros infecciosos febris, próprios da faixa etária.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22. • Os sinais e sintomas são clinicamente parecidos aos da dengue – febre de início agudo, dores articulares e musculares, cefaleia, náusea, fadiga exantema. A principal manifestação clínica que a difere são as fortes dores nas articulações, que muitas vezes podem estar acompanhadas de edema. Após a fase inicial a doença pode evoluir em duas etapas subsequentes: fase subaguda e crônica.
  • 23. CHICUNGUNYA • A viremia persiste por até dez dias após o surgimento das manifestações clínicas. • A transmissão se dá através da picada de fêmeas dos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo CHIKV. • Casos de transmissão vertical podem ocorrer quase que exclusivamente no intraparto de gestantes virêmicas e, muitas vezes, provoca infecção neonatal grave.
  • 24. FASE AGUDA OU FEBRIL • A fase aguda ou febril da doença é caracterizada principalmente por febre de início súbito, e surgimento de intensa poliartralgia, geralmente acompanhada de dores nas costas, rash cutâneo (presente em mais de 50% dos casos) cefaleia e fadiga, com duração média de sete dias. • Outros sinais e sintomas descritos na fase aguda de chikungunya são dor retroocular, calafrios, conjuntivite sem secreção, faringite, náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal.
  • 25. • A poliartralgia tem sido descrita em mais de 90% dos pacientes com chikungunya na fase aguda.
  • 26. FASE SUBAGUDA • Durante esta fase a febre normalmente desaparece, podendo haver persistência ou agravamento da artralgia, incluindo poliartrite distal, exacerbação da dor articular nas regiões previamente acometidas na primeira fase e tenossinovite hipertrófica subaguda em mãos, mais frequentemente nas falanges, punhos e tornozelos
  • 27. FASE CRÔNICA • O sintoma mais comum nesta fase crônica é o acometimento articular persistente ou recidivante nas mesmas articulações atingidas durante a fase aguda, caracterizado por dor com ou sem edema, limitação de movimento, deformidade e ausência de eritema.
  • 28.
  • 29. HANSENÍASE • É outra doença transmissível muito antiga. Mais conhecida como Lepra, se caracteriza por levar a comprometimentos neurológicos e incapacidades, e é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen.
  • 30. HANSENÍASE • O Brasil é o segundo lugar no mundo em casos da doença. São muitas as dificuldades no combate e controle à Hanseníase, sendo possível destacar a existência de regiões de extrema pobreza como condição de perpetuação da doença, com dificuldade de acesso a serviços de saúde nas áreas de maior ocorrência.
  • 31. • A transmissão ocorre pelo contato íntimo e prolongado de indivíduo suscetível com paciente portador de bacilos de Hansen, e se dá por meio da inalação de bacilos por tosse ou espirro, ou seja, pelas vias aéreas superiores. • O período de incubação é longo, podendo durar até sete anos, ou seja, o indivíduo pode estar infectado sem manifestação de sintomas. Pacientes do tipo multibacilar (muitos bacilos) sem tratamento podem transmitir a doença, portanto, a melhor forma de interromper a transmissão é o diagnóstico e tratamento precoce.
  • 32. • No caso de um dos familiares apresentar a doença, os demais familiares devem passar por exames para detecção precoce. • Dentre as manifestações clínicas da doença, temos lesões de pele com alteração na sensibilidade; acometimento de nervos periféricos com ou sem espessamento, associado a alterações de sensibilidade, perda de força e/ou alterações de sudorese no local das manchas, principalmente nos nervos da face, mãos e pés; diminuição ou queda de pelos, principalmente das sobrancelhas.
  • 33. • O diagnóstico da hanseníase é clínico, por meio do exame dermatoneurológico. Já o acompanhamento e tratamento é feito com poliquimioterapia (associação de medicamentos como a rifampicina, a dapsona e a clofazimina) nas Unidades Básicas de Saúde.
  • 34. AIDS • Outra doença transmissível que surgiu no final da década de 1970 e início da década de 1980 foi a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA, mais conhecida AIDS/HIV, transmitida pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Esta doença compromete a resposta imunológica, tornando o indivíduo suscetível a quadros de infecções que são responsáveis pelos casos de morte em seus portadores.
  • 35. • É uma doença sexualmente transmissível, que além da propagação direta pelas mucosas e secreções, envolve também a transmissão indireta pelas seringas e agulhas contaminadas. • A transmissão do vírus ocorre por relação sexual, transfusão de sangue ou produtos sanguíneos contaminados, da mãe para o filho durante parto, no aleitamento materno, por meio de seringas e agulhas contaminadas, ou acidentalmente pelo contato do sangue contaminado com mucosas ou ferimentos de pele.
  • 36. • Dentre os sintomas, estão: febre, perda de peso, falta de ar e diarreia crônica, com quadros de lesões em mucosas e pele, com presença sistemática de infecções oportunistas.
  • 37. • A prevenção da doença consiste no uso de preservativo durante relações sexuais, de seringas e agulhas descartáveis, de luvas para manipular feridas e líquidos corporais, bem como testar o sangue e hemoderivados para transfusão. • As mães infectadas pelo vírus (HIV positivas) devem usar antirretrovirais durante a gestação para prevenir a transmissão para o bebê e não devem amamentar seus filhos.
  • 38. • A distribuição dos medicamentos é gratuita no Brasil, bem como a realização dos testes para detecção da presença do vírus, que são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma gratuita e sigilosa.