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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 
63 
Volume 14 - Número 1 - 1º Semestre 2014 
PROFISSÃO ENFERMAGEM: COMPETÊNCIAS E IMPACTOS NA QUALIDADE DE 
VIDA DO TRABALHADOR DE ENFERMAGEM 
Ariely Nunes Ferreira de Almeida 
RESUMO 
A enfermagem como ciência e arte do cuidar tem como propósito, desde os seus primórdios, prestar 
assistência aos indivíduos sadios ou enfermos de forma holística e humanizada e, para isso, necessita 
dispor de um arsenal de competências e habilidades gerenciais e assistenciais repletas de responsabi-lidade 
inerentes a promoção, manutenção e recuperação da saúde daqueles submetidos aos seus cui-dados 
Todavia, paradoxalmente, os trabalhadores de enfermagem estão sujeitos à condições de tra-balho 
que muitas vezes têm lhes ocasionado problemas de saúde que provocam prejuízos pessoais, 
sociais e econômicos e geram impactos em diversas dimensões de suas Qualidade de Vida (QV). A 
proposta do estudo foi descrever as competências gerais dos profissionais de enfermagem bem como 
destacar aspectos desta profissão que podem interferir negativamente na QV e saúde de seus traba-lhadores, 
como forma de despertar o olhar para o gerenciamento de enfermagem não só no campo de 
suas competências e habilidades, mas também voltado ao ser cuidador. 
Palavras-chave: Enfermagem, Trabalhador de Enfermagem, Qualidade de Vida. 
NURSING PROFESSION: SKILLS AND IMPACTS ON THE QUALITY OF LIFE OF 
NURSING WORKER 
ABSTRACT 
Nursing as a science and art of caring has as its aims, from its beginnings, to assist the sick or healthy 
individuals in a holistic and human way, therefore, it needs to have an arsenal of skills and managerial 
skills and care full of inherent responsibility promotion, maintenance and restoration of health of 
those subjected to their care. However, paradoxically, nursing workers are subjected to working con-ditions 
that often have caused them health problems which have been causing personal injury, and 
generate social and economic impacts on various dimensions of their quality of life (QOL ). The 
purpose of this study was to describe the general skills of the nursing staff as well as highlighting 
aspects of the profession that may have negatively impact on QoL and health of their workers as a 
way to awaken looking for nursing management not only in the field of their expertise and skills, but 
also returned to the caregiver . 
Keywords: Nursing , Professional Nursing , Quality of Life.
64 
INTRODUÇÃO 
A profissão de enfermagem tem o seu pro-cesso 
de trabalho estruturado em um projeto in-telectual, 
em torno do qual se conformam saberes 
e práticas que têm a finalidade de produzir cuida-dos 
individuais de diagnóstico e terapêutico, a 
partir de competências e habilidades gerenciais e 
assistenciais de seus profissionais (AVELLO; 
GRAU, 2004). Todavia, conforme Pelliciotti 
(2009) o trabalho de enfermagem tem sido con-siderado 
insalubre e penoso devido às cargas de 
natureza física, mental e psíquica, sobretudo no 
ambiente hospitalar, onde muitas vezes as condi-ções 
são precárias favorecendo e potencializando 
as possibilidades de adoecimento. 
Os riscos provenientes do ambiente e da 
própria forma de execução do trabalho de enfer-magem 
vêm contribuindo para a ocorrência de 
acidentes no trabalho e para o desenvolvimento 
de doenças relacionadas a este, promovendo 
dessa forma, acréscimo nas taxas de absente-ísmo, 
desestímulo ao trabalho, queda na produti-vidade 
e principalmente na qualidade de vida 
(QV) deste trabalhador (SILVA; MARZIALE, 
2006; MIRANDA; STANCATO, 2008). 
Ante o exposto, é notável que os trabalha-dores 
de enfermagem estejam cercados de com-petências 
e habilidades gerenciais e assistenciais 
repletas de responsabilidade inerentes a promo-ção, 
manutenção e recuperação da saúde dos in-divíduos 
submetidos aos seus cuidados, mas, pa-radoxalmente, 
estes profissionais da saúde estão 
sujeitos à condições de trabalho que muitas vezes 
têm lhes ocasionado problemas de saúde, princi-palmente 
relacionados a situação e setor de tra-balho, 
que provocam prejuízos pessoais, sociais 
e econômicos que têm impacto em suas QV. 
Deste modo, o presente estudo possui como ob-jetivo 
descrever as competências gerais dos pro-fissionais 
de enfermagem bem como destacar as-pectos 
desta profissão que podem interferir nega-tivamente 
na QV e saúde de seus trabalhadores, 
a fim de que se possa despertar o olhar para o ge-renciamento 
de enfermagem não só no campo de 
suas competências e habilidades, mas também 
voltado ao ser cuidador. 
REFERENCIAL TEÓRICO 
O Trabalho de Enfermagem: Competências 
Históricas e Sociais 
O trabalho de enfermagem tem como pro-pósito 
prestar assistência a pessoa sadia ou do-ente, 
família ou comunidade por meio de ativida-des 
que promovam, mantenham ou recuperem a 
saúde (DALRI, 2007; SILVA, 2008) 
Para Dalri (2007) e Silva (2005) o termo 
“enfermagem” é originário da palavra infirmus, 
que significa aquele que cuida dos que não estão 
firmes, e sua origem é antiga, provavelmente 
tanto quanto a história da existência humana, 
considerando-se que sempre existiram pessoas 
enfermas e outras que lhes prestavam cuidados. 
Tal atividade era exercida por mulheres em cará-ter 
caritativo, tornando-se depois uma profissão 
constituinte do sistema de produção, e sujeita as 
mesmas determinações do trabalho em geral. 
A imagem religiosa da enfermeira se de-senvolveu 
na Era Cristã e Idade Média, com or-ganizações 
voltadas para a caridade e o cuidado 
de doentes, pobres, órfãos, viúvos, idosos, escra-vos 
e prisioneiros. No Renascimento (séc. XIV a 
XVI) a enfermagem era vista como um serviço 
doméstico, sendo pouco desejável, devido às lon-gas 
horas, da baixa remuneração e do estressante 
do trabalho (NAUDERER; LIMA, 2005). 
A partir do século XVIII e frente aos im-pactos 
gerados pela Revolução Industrial e 
avanço técnico-científico, a medicina sofreu 
avanços e os hospitais começaram a se organizar 
como agentes de manutenção da força de traba-lho 
e produtoras de serviços de saúde. Foi nesse 
momento histórico que se desenvolve a enferma-gem 
moderna, ou seja, a introdução e a organiza-ção 
dos conceitos científicos na prática da enfer-magem 
(SILVA, 2008). 
Neste contexto, a enfermagem moderna 
nasce como profissão na segunda metade do sé-culo 
XIX, na Inglaterra em 1860, a partir de Flo-rence 
Nightingale que considerava que a enfer-meira 
deveria ser delicada, recatada, observa-dora, 
sagaz e discreta, sóbria e honesta, religiosa 
e devotada. A mesma enfatizou também concei-tos 
de ser humano e meio ambiente, fundamen-tais 
para a saúde e o cuidado (SCHMIDT, 2004). 
A partir daí a formação dos profissionais de 
enfermagem e sua divisão técnica e social do tra-balho 
teve início com as escolas nightingaleanas,
65 
na medida em que elas hierarquizaram tal forma-ção 
em duas categorias profissionais, as ladies e 
as nurses (GEOVANINI, 2002 apud SILVA, 
2008). 
Esse processo de profissionalização tornou 
as atividades de enfermagem padronizadas, seg-mentadas 
e controladas, respondendo ao modelo 
capitalista de produção e ao surgimento da estru-tura 
hospitalar moderna (SILVA, 2005). 
No Brasil, a primeira escola de enferma-gem 
a ministrar o ensino sistematizado de Enfer-magem 
baseado no modelo nightingaleano foi a 
Escola Ana Nery, fundada em 1923, e sob super-visão 
de enfermeiras americanas. Nesta escola, a 
divisão social do trabalho também foi evidenci-ada, 
já que as enfermeiras eram de camadas soci-ais 
mais elevadas e preparadas para desempenha-rem 
tarefas com maior nível de complexidade, 
reforçando características como submissão, espí-rito 
de serviço, obediência, disciplina entre ou-tros, 
que ficaram marcadas ao longo da história 
(NAUDERER; LIMA, 2005; OGUISSO, 2005; 
SILVA 2008). 
Somente em 1986, através da Lei no. 
7.498, é que o exercício profissional na área de 
enfermagem foi regulamentado, reconhecendo as 
categorias de enfermagem conforme três níveis 
de formação: enfermeiros, técnicos de enferma-gem 
e auxiliares de enfermagem, respectiva-mente 
com formação de nível superior, médio e 
fundamental; fato que expressa ainda sua divisão 
técnica e social (COSTA, 2005; LOPES; LEAL, 
2005; RIBEIRO; SHIMIZU, 2007). 
Ao enfermeiro compete a chefia do serviço 
ou unidade de enfermagem, organização e dire-ção 
dos serviços de enfermagem e de suas ativi-dades 
técnicas e auxiliares, planejamento, orga-nização, 
coordenação, execução e avaliação da 
assistência de enfermagem, o cuidado direto aos 
pacientes mais graves, execução de procedimen-tos 
técnicos mais complexos que exijam conhe-cimento 
científico, capacidade de tomar decisões 
rápidas, entre outros (COFEN 2009; COSTA, 
2005; DALRI, 2007). 
Ao técnico de enfermagem cabem as ativi-dades 
de nível médio, orientação e acompanha-mento 
do trabalho de enfermagem em grau auxi-liar, 
e participação no planejamento do cuidado 
de enfermagem. O auxiliar de enfermagem, por 
sua vez, exerce atividade de nível médio, de ca-ráter 
repetitivo, em serviços auxiliares de enfer-magem 
sob supervisão, bem como a participação 
em nível de execução simples em processos de 
tratamento (COFEN, 2009; SILVA, 2008). 
Segundo Peres e Ciampone (2006) na gra-duação, 
as Diretrizes Curriculares Nacionais 
(DCNs), apontam como competências e habilida-des 
gerais dos profissionais de enfermagem a 
atenção à saúde, a tomada de decisões, comuni-cação, 
liderança, administração e gerenciamento 
e educação permanente. Entretanto para Spindola 
e Santos (2005) a profissão continua caracteri-zada 
pela subordinação, pois apesar de certa au-tonomia 
ainda é subordinada ao gerenciamento 
do ato assistencial realizado pelos médicos. Em 
grande parte do país o profissional de enferma-gem 
encontra-se cerceado, sem soberania e sub-misso 
ao seu empregador, muitas vezes supor-tando, 
ordens agressivas, descasos de outros pro-fissionais 
e opressão por parte do empregador. 
Aliado a isto, a enfermagem passa por uma 
crise de recursos humanos e materiais que inter-fere 
na qualidade de sua prática assistencial. Esta 
por sua vez, encontra na baixa remuneração outro 
grande obstáculo, que faz com que os profissio-nais 
saiam em busca de um outro trabalho, le-vando- 
os a permanecer mais tempo no ambiente 
hospitalar, diminuindo as chances de lazer e re-creação, 
trazendo prejuízos a sua qualidade de 
vida (SCHMIDT; DANTAS, 2006). 
Percebe-se então que o contexto histórico e 
social da enfermagem orientou as diferentes con-dições 
de trabalho, em relação às cargas físicas, 
psíquicas e outros aspectos da organização entre 
os trabalhadores de enfermagem que, atualmente, 
podem influenciar nas suas condições de trabalho 
e de saúde. 
Impacto da Enfermagem na Qualidade de 
Vida dos seus trabalhadores 
Raffone e Hennington (2005) descrevem 
que, desde a década de 30, a Organização Inter-nacional 
do Trabalho (OIT) em conjunto com a 
Organização Mundial da Saúde (OMS) vêm es-tudando 
a profissão de enfermagem e identifi-cando 
a situação precária desses trabalhadores. 
Em 1976, durante a 61ª Conferência da OIT, foi 
colocada em discussão as condições de vida, tra-balho 
e emprego desses profissionais, entre elas 
as extensas jornadas de trabalho, ausência de pe-ríodos 
de descanso, plantões aos domingos e fe-riados 
sem justa compensação, períodos de traba-lho 
fatigantes e o fato da equipe de enfermagem
66 
não ser ouvida quanto ao planejamento e à to-mada 
de decisões da prática profissional, do en-sino 
e das condições de trabalho. Segundo o au-tor, 
esses problemas existem até hoje e são agra-vados 
pela crise socioeconômica e pelas recentes 
transformações do trabalho que interferem de 
forma direta e negativa na saúde dos trabalhado-res. 
Para Elias e Navarro (2006) a atual fase do 
capitalismo leva a intensificação laboral e a inse-gurança 
pelo medo do desemprego faz com que 
as pessoas se submetam a regimes e contratos de 
trabalho precários, com baixos salários, em am-bientes 
desfavoráveis e de alto risco, que com-prometem 
sua QV e saúde. 
Ribeiro e Shimizu (2007) e Sarquis et al. 
(2004) afirmam que, a partir dos anos 80 as pes-quisas 
abordando a saúde dos profissionais de en-fermagem 
se acentuaram, pois ficou demons-trado 
que eles atuam em condições vulneráveis a 
seu estado de saúde. Entre as peculiaridades do 
trabalho da enfermagem citam-se o quantitativo 
pessoal, a formação técnica heterogênea, organi-zação 
e divisão de trabalho, a predominância do 
sexo feminino, a remuneração, os turnos e a 
constante vivência de tensões. Além disso, repre-senta 
o maior grupo da área de assistência à sa-úde, 
presta cuidados ininterruptos nas 24 horas 
do dia, é responsável pela execução de cerca de 
60% das ações de atendimento aos clientes e está 
fisicamente mais próximo dos usuários (RI-BEIRO; 
SHIMIZU, 2007; SÊCCO; GUTIER-REZ; 
MATSUO, 2002). 
O trabalho de enfermagem tem sido consi-derado 
insalubre, penoso e perigoso principal-mente 
em ambiente hospitalar, pois os profissio-nais 
estão expostos à riscos biológicos, físicos, 
químicos, psicossociais e ergonômicos que, se 
não controlados causam inúmeros acidentes e do-enças 
profissionais, citados como as principais 
causas de absenteísmo nos hospitais (ELIAS; 
NAVARRO, 2006; GEHRING JUNIOR et al., 
2007; PIZZOLI, 2005). 
Segundo Zakabi (2004), os trabalhadores 
da área de saúde ocupam uma das profissões 
campeãs do estresse e este, pode gerar inúmeros 
sintomas físicos, psíquicos e cognitivos por re-querer 
respostas adaptativas prolongadas, para 
tolerar, superar ou se adaptar a agentes estresso-res, 
que podem afetar o indivíduo e as organiza-ções 
(PASCHOALINI et al., 2008). 
Entre os fatores geradores de estresse para 
os profissionais de enfermagem estão: divisão 
social do trabalho, exigências em excesso, sobre-carga 
tanto quantitativa pela responsabilidade 
por mais de um setor hospitalar, quanto qualita-tiva 
verificada na complexidade das relações hu-manas, 
dupla jornada de trabalho que favorece a 
diminuição do tempo dedicado ao auto-cuidado e 
ao lazer, setor de trabalho e turno de trabalho, 
principalmente o noturno (MONTANHOLI; TA-VARES; 
OLIVEIRA, 2006; SCHMIDT; DAN-TAS, 
2006). 
Para Presoto (2008) os profissionais com 
jornada de trabalho superior a 44 horas estão 
mais sujeitos a problemas de saúde, por conta do 
excesso de trabalho em turnos ou horários, prin-cipalmente 
a noite, cujo trabalho pode levar a um 
pior desempenho, maiores riscos de acidentes de 
trabalho e estressores ocupacionais, gerando in-capacidade 
funcional precoce. 
De acordo com Silva (2008) o aumento da 
jornada de trabalho dos profissionais de enferma-gem 
gera conseqüências em suas saúde, como 
distúrbios do sono, problemas alimentares, e pre-juízo 
da vida social. Neste ultimo, Lino (2004) 
destaca as dificuldades na participação de ativi-dades 
sócio-culturais e na manutenção de amiza-des 
fora do ambiente de trabalho, que contribuem 
com sentimentos de isolamento social. 
Os distúrbios osteomusculares, principal-mente 
as lombalgias, as dores nos ombros, nos 
joelhos e na região cervical, também acometem 
os profissionais de enfermagem, e são causados 
por manutenção de posturas estáticas, por tempo 
prolongado ou resultante de traumas cumulativos 
que acontecem freqüentemente devido aos cuida-dos 
diretos ao paciente (MAGNAGO et al 2007; 
SILVA, 2008). 
Neste cenário, verifica-se que estes traba-lhadores 
estão expostos a cargas de naturezas di-versas 
que comprometem a sua saúde e por isso, 
vivem o paradoxo de estar tão ou mais sujeitos às 
enfermidades do que o paciente entregue aos seus 
cuidados. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Os profissionais de enfermagem, desde 
suas origens, buscam assistir os indivíduos de 
forma holística através da promoção, manuten-
67 
ção e recuperação da saúde. Entretanto, compre-ende- 
se que mesmo com os grandes avanços que 
a enfermagem tem alcançado e que a levou a um 
status de ciência, muito ainda há para alcançar e 
mudar, pois, paradoxalmente, tal grupo está su-jeito 
a inúmeros agravos à saúde que podem re-percutir 
nas suas condições físicas e mentais, 
abalando sua QV. 
Pelas peculiaridades e estressores inerentes 
ao próprio trabalho, esses profissionais, na maio-ria 
das vezes, negligenciam sua própria assistên-cia 
entrando em estado de adoecimento, compro-metendo 
aspectos essenciais ao contexto de suas 
vidas. 
Dessa forma, conhecer as competências ge-renciais 
e assistenciais bem como os aspectos da 
profissão que interferem na QV de seus trabalha-dores 
é essencial para se repensar o gerencia-mento 
de enfermagem de forma mais holística, 
voltando o cuidado também ao “ser cuidador” de 
forma que se possa planejar ações e políticas pú-blicas 
para promoção e criação de melhorias nos 
cuidados aos profissionais de enfermagem. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
AVELLO, I. M. S.; GRAU C. F. Enfermagem: fun-damentos 
do processo de cuidar. São Paulo: CDL, 
2004. 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Lei 
n.7498, de 25 de junho de 1986. Disponível em: 
<http://www.portalcofen.gov.br// 2009>Acesso em: 
13. out. 2009. 
COSTA, A. L. R. C. As múltiplas formas de violência 
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ELIAS, M. A; NAVARRO, V. L. A relação entre o 
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GEHRING JUNIOR et al. Absenteísmo-doença entre 
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SPINDOLA, T; SANTOS, R. S. O trabalho para a en-fermagem 
e seu significado para os profissionais. Re-vista 
Brasileira de Enfermagem, 58(2):156-60, 
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ZAKABI, R. Stress: ninguém está a salvo desse mal 
moderno, mas é possível aprender a viver com ele. 
Revista Veja, v. 37, n. 6, p.66-75, 11 fev, 2004. 
_________________________________________ 
ARIELY NUNES FERREIRA DE ALMEIDA. Fisi-oterapeuta. 
Enfermeira. Mestra em Ciências da Sa-úde. 
Professora do Magistério Superior da Universi-dade 
Federal do Amapá, colegiado de Fisioterapia.

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  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 63 Volume 14 - Número 1 - 1º Semestre 2014 PROFISSÃO ENFERMAGEM: COMPETÊNCIAS E IMPACTOS NA QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR DE ENFERMAGEM Ariely Nunes Ferreira de Almeida RESUMO A enfermagem como ciência e arte do cuidar tem como propósito, desde os seus primórdios, prestar assistência aos indivíduos sadios ou enfermos de forma holística e humanizada e, para isso, necessita dispor de um arsenal de competências e habilidades gerenciais e assistenciais repletas de responsabi-lidade inerentes a promoção, manutenção e recuperação da saúde daqueles submetidos aos seus cui-dados Todavia, paradoxalmente, os trabalhadores de enfermagem estão sujeitos à condições de tra-balho que muitas vezes têm lhes ocasionado problemas de saúde que provocam prejuízos pessoais, sociais e econômicos e geram impactos em diversas dimensões de suas Qualidade de Vida (QV). A proposta do estudo foi descrever as competências gerais dos profissionais de enfermagem bem como destacar aspectos desta profissão que podem interferir negativamente na QV e saúde de seus traba-lhadores, como forma de despertar o olhar para o gerenciamento de enfermagem não só no campo de suas competências e habilidades, mas também voltado ao ser cuidador. Palavras-chave: Enfermagem, Trabalhador de Enfermagem, Qualidade de Vida. NURSING PROFESSION: SKILLS AND IMPACTS ON THE QUALITY OF LIFE OF NURSING WORKER ABSTRACT Nursing as a science and art of caring has as its aims, from its beginnings, to assist the sick or healthy individuals in a holistic and human way, therefore, it needs to have an arsenal of skills and managerial skills and care full of inherent responsibility promotion, maintenance and restoration of health of those subjected to their care. However, paradoxically, nursing workers are subjected to working con-ditions that often have caused them health problems which have been causing personal injury, and generate social and economic impacts on various dimensions of their quality of life (QOL ). The purpose of this study was to describe the general skills of the nursing staff as well as highlighting aspects of the profession that may have negatively impact on QoL and health of their workers as a way to awaken looking for nursing management not only in the field of their expertise and skills, but also returned to the caregiver . Keywords: Nursing , Professional Nursing , Quality of Life.
  • 2. 64 INTRODUÇÃO A profissão de enfermagem tem o seu pro-cesso de trabalho estruturado em um projeto in-telectual, em torno do qual se conformam saberes e práticas que têm a finalidade de produzir cuida-dos individuais de diagnóstico e terapêutico, a partir de competências e habilidades gerenciais e assistenciais de seus profissionais (AVELLO; GRAU, 2004). Todavia, conforme Pelliciotti (2009) o trabalho de enfermagem tem sido con-siderado insalubre e penoso devido às cargas de natureza física, mental e psíquica, sobretudo no ambiente hospitalar, onde muitas vezes as condi-ções são precárias favorecendo e potencializando as possibilidades de adoecimento. Os riscos provenientes do ambiente e da própria forma de execução do trabalho de enfer-magem vêm contribuindo para a ocorrência de acidentes no trabalho e para o desenvolvimento de doenças relacionadas a este, promovendo dessa forma, acréscimo nas taxas de absente-ísmo, desestímulo ao trabalho, queda na produti-vidade e principalmente na qualidade de vida (QV) deste trabalhador (SILVA; MARZIALE, 2006; MIRANDA; STANCATO, 2008). Ante o exposto, é notável que os trabalha-dores de enfermagem estejam cercados de com-petências e habilidades gerenciais e assistenciais repletas de responsabilidade inerentes a promo-ção, manutenção e recuperação da saúde dos in-divíduos submetidos aos seus cuidados, mas, pa-radoxalmente, estes profissionais da saúde estão sujeitos à condições de trabalho que muitas vezes têm lhes ocasionado problemas de saúde, princi-palmente relacionados a situação e setor de tra-balho, que provocam prejuízos pessoais, sociais e econômicos que têm impacto em suas QV. Deste modo, o presente estudo possui como ob-jetivo descrever as competências gerais dos pro-fissionais de enfermagem bem como destacar as-pectos desta profissão que podem interferir nega-tivamente na QV e saúde de seus trabalhadores, a fim de que se possa despertar o olhar para o ge-renciamento de enfermagem não só no campo de suas competências e habilidades, mas também voltado ao ser cuidador. REFERENCIAL TEÓRICO O Trabalho de Enfermagem: Competências Históricas e Sociais O trabalho de enfermagem tem como pro-pósito prestar assistência a pessoa sadia ou do-ente, família ou comunidade por meio de ativida-des que promovam, mantenham ou recuperem a saúde (DALRI, 2007; SILVA, 2008) Para Dalri (2007) e Silva (2005) o termo “enfermagem” é originário da palavra infirmus, que significa aquele que cuida dos que não estão firmes, e sua origem é antiga, provavelmente tanto quanto a história da existência humana, considerando-se que sempre existiram pessoas enfermas e outras que lhes prestavam cuidados. Tal atividade era exercida por mulheres em cará-ter caritativo, tornando-se depois uma profissão constituinte do sistema de produção, e sujeita as mesmas determinações do trabalho em geral. A imagem religiosa da enfermeira se de-senvolveu na Era Cristã e Idade Média, com or-ganizações voltadas para a caridade e o cuidado de doentes, pobres, órfãos, viúvos, idosos, escra-vos e prisioneiros. No Renascimento (séc. XIV a XVI) a enfermagem era vista como um serviço doméstico, sendo pouco desejável, devido às lon-gas horas, da baixa remuneração e do estressante do trabalho (NAUDERER; LIMA, 2005). A partir do século XVIII e frente aos im-pactos gerados pela Revolução Industrial e avanço técnico-científico, a medicina sofreu avanços e os hospitais começaram a se organizar como agentes de manutenção da força de traba-lho e produtoras de serviços de saúde. Foi nesse momento histórico que se desenvolve a enferma-gem moderna, ou seja, a introdução e a organiza-ção dos conceitos científicos na prática da enfer-magem (SILVA, 2008). Neste contexto, a enfermagem moderna nasce como profissão na segunda metade do sé-culo XIX, na Inglaterra em 1860, a partir de Flo-rence Nightingale que considerava que a enfer-meira deveria ser delicada, recatada, observa-dora, sagaz e discreta, sóbria e honesta, religiosa e devotada. A mesma enfatizou também concei-tos de ser humano e meio ambiente, fundamen-tais para a saúde e o cuidado (SCHMIDT, 2004). A partir daí a formação dos profissionais de enfermagem e sua divisão técnica e social do tra-balho teve início com as escolas nightingaleanas,
  • 3. 65 na medida em que elas hierarquizaram tal forma-ção em duas categorias profissionais, as ladies e as nurses (GEOVANINI, 2002 apud SILVA, 2008). Esse processo de profissionalização tornou as atividades de enfermagem padronizadas, seg-mentadas e controladas, respondendo ao modelo capitalista de produção e ao surgimento da estru-tura hospitalar moderna (SILVA, 2005). No Brasil, a primeira escola de enferma-gem a ministrar o ensino sistematizado de Enfer-magem baseado no modelo nightingaleano foi a Escola Ana Nery, fundada em 1923, e sob super-visão de enfermeiras americanas. Nesta escola, a divisão social do trabalho também foi evidenci-ada, já que as enfermeiras eram de camadas soci-ais mais elevadas e preparadas para desempenha-rem tarefas com maior nível de complexidade, reforçando características como submissão, espí-rito de serviço, obediência, disciplina entre ou-tros, que ficaram marcadas ao longo da história (NAUDERER; LIMA, 2005; OGUISSO, 2005; SILVA 2008). Somente em 1986, através da Lei no. 7.498, é que o exercício profissional na área de enfermagem foi regulamentado, reconhecendo as categorias de enfermagem conforme três níveis de formação: enfermeiros, técnicos de enferma-gem e auxiliares de enfermagem, respectiva-mente com formação de nível superior, médio e fundamental; fato que expressa ainda sua divisão técnica e social (COSTA, 2005; LOPES; LEAL, 2005; RIBEIRO; SHIMIZU, 2007). Ao enfermeiro compete a chefia do serviço ou unidade de enfermagem, organização e dire-ção dos serviços de enfermagem e de suas ativi-dades técnicas e auxiliares, planejamento, orga-nização, coordenação, execução e avaliação da assistência de enfermagem, o cuidado direto aos pacientes mais graves, execução de procedimen-tos técnicos mais complexos que exijam conhe-cimento científico, capacidade de tomar decisões rápidas, entre outros (COFEN 2009; COSTA, 2005; DALRI, 2007). Ao técnico de enfermagem cabem as ativi-dades de nível médio, orientação e acompanha-mento do trabalho de enfermagem em grau auxi-liar, e participação no planejamento do cuidado de enfermagem. O auxiliar de enfermagem, por sua vez, exerce atividade de nível médio, de ca-ráter repetitivo, em serviços auxiliares de enfer-magem sob supervisão, bem como a participação em nível de execução simples em processos de tratamento (COFEN, 2009; SILVA, 2008). Segundo Peres e Ciampone (2006) na gra-duação, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), apontam como competências e habilida-des gerais dos profissionais de enfermagem a atenção à saúde, a tomada de decisões, comuni-cação, liderança, administração e gerenciamento e educação permanente. Entretanto para Spindola e Santos (2005) a profissão continua caracteri-zada pela subordinação, pois apesar de certa au-tonomia ainda é subordinada ao gerenciamento do ato assistencial realizado pelos médicos. Em grande parte do país o profissional de enferma-gem encontra-se cerceado, sem soberania e sub-misso ao seu empregador, muitas vezes supor-tando, ordens agressivas, descasos de outros pro-fissionais e opressão por parte do empregador. Aliado a isto, a enfermagem passa por uma crise de recursos humanos e materiais que inter-fere na qualidade de sua prática assistencial. Esta por sua vez, encontra na baixa remuneração outro grande obstáculo, que faz com que os profissio-nais saiam em busca de um outro trabalho, le-vando- os a permanecer mais tempo no ambiente hospitalar, diminuindo as chances de lazer e re-creação, trazendo prejuízos a sua qualidade de vida (SCHMIDT; DANTAS, 2006). Percebe-se então que o contexto histórico e social da enfermagem orientou as diferentes con-dições de trabalho, em relação às cargas físicas, psíquicas e outros aspectos da organização entre os trabalhadores de enfermagem que, atualmente, podem influenciar nas suas condições de trabalho e de saúde. Impacto da Enfermagem na Qualidade de Vida dos seus trabalhadores Raffone e Hennington (2005) descrevem que, desde a década de 30, a Organização Inter-nacional do Trabalho (OIT) em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) vêm es-tudando a profissão de enfermagem e identifi-cando a situação precária desses trabalhadores. Em 1976, durante a 61ª Conferência da OIT, foi colocada em discussão as condições de vida, tra-balho e emprego desses profissionais, entre elas as extensas jornadas de trabalho, ausência de pe-ríodos de descanso, plantões aos domingos e fe-riados sem justa compensação, períodos de traba-lho fatigantes e o fato da equipe de enfermagem
  • 4. 66 não ser ouvida quanto ao planejamento e à to-mada de decisões da prática profissional, do en-sino e das condições de trabalho. Segundo o au-tor, esses problemas existem até hoje e são agra-vados pela crise socioeconômica e pelas recentes transformações do trabalho que interferem de forma direta e negativa na saúde dos trabalhado-res. Para Elias e Navarro (2006) a atual fase do capitalismo leva a intensificação laboral e a inse-gurança pelo medo do desemprego faz com que as pessoas se submetam a regimes e contratos de trabalho precários, com baixos salários, em am-bientes desfavoráveis e de alto risco, que com-prometem sua QV e saúde. Ribeiro e Shimizu (2007) e Sarquis et al. (2004) afirmam que, a partir dos anos 80 as pes-quisas abordando a saúde dos profissionais de en-fermagem se acentuaram, pois ficou demons-trado que eles atuam em condições vulneráveis a seu estado de saúde. Entre as peculiaridades do trabalho da enfermagem citam-se o quantitativo pessoal, a formação técnica heterogênea, organi-zação e divisão de trabalho, a predominância do sexo feminino, a remuneração, os turnos e a constante vivência de tensões. Além disso, repre-senta o maior grupo da área de assistência à sa-úde, presta cuidados ininterruptos nas 24 horas do dia, é responsável pela execução de cerca de 60% das ações de atendimento aos clientes e está fisicamente mais próximo dos usuários (RI-BEIRO; SHIMIZU, 2007; SÊCCO; GUTIER-REZ; MATSUO, 2002). O trabalho de enfermagem tem sido consi-derado insalubre, penoso e perigoso principal-mente em ambiente hospitalar, pois os profissio-nais estão expostos à riscos biológicos, físicos, químicos, psicossociais e ergonômicos que, se não controlados causam inúmeros acidentes e do-enças profissionais, citados como as principais causas de absenteísmo nos hospitais (ELIAS; NAVARRO, 2006; GEHRING JUNIOR et al., 2007; PIZZOLI, 2005). Segundo Zakabi (2004), os trabalhadores da área de saúde ocupam uma das profissões campeãs do estresse e este, pode gerar inúmeros sintomas físicos, psíquicos e cognitivos por re-querer respostas adaptativas prolongadas, para tolerar, superar ou se adaptar a agentes estresso-res, que podem afetar o indivíduo e as organiza-ções (PASCHOALINI et al., 2008). Entre os fatores geradores de estresse para os profissionais de enfermagem estão: divisão social do trabalho, exigências em excesso, sobre-carga tanto quantitativa pela responsabilidade por mais de um setor hospitalar, quanto qualita-tiva verificada na complexidade das relações hu-manas, dupla jornada de trabalho que favorece a diminuição do tempo dedicado ao auto-cuidado e ao lazer, setor de trabalho e turno de trabalho, principalmente o noturno (MONTANHOLI; TA-VARES; OLIVEIRA, 2006; SCHMIDT; DAN-TAS, 2006). Para Presoto (2008) os profissionais com jornada de trabalho superior a 44 horas estão mais sujeitos a problemas de saúde, por conta do excesso de trabalho em turnos ou horários, prin-cipalmente a noite, cujo trabalho pode levar a um pior desempenho, maiores riscos de acidentes de trabalho e estressores ocupacionais, gerando in-capacidade funcional precoce. De acordo com Silva (2008) o aumento da jornada de trabalho dos profissionais de enferma-gem gera conseqüências em suas saúde, como distúrbios do sono, problemas alimentares, e pre-juízo da vida social. Neste ultimo, Lino (2004) destaca as dificuldades na participação de ativi-dades sócio-culturais e na manutenção de amiza-des fora do ambiente de trabalho, que contribuem com sentimentos de isolamento social. Os distúrbios osteomusculares, principal-mente as lombalgias, as dores nos ombros, nos joelhos e na região cervical, também acometem os profissionais de enfermagem, e são causados por manutenção de posturas estáticas, por tempo prolongado ou resultante de traumas cumulativos que acontecem freqüentemente devido aos cuida-dos diretos ao paciente (MAGNAGO et al 2007; SILVA, 2008). Neste cenário, verifica-se que estes traba-lhadores estão expostos a cargas de naturezas di-versas que comprometem a sua saúde e por isso, vivem o paradoxo de estar tão ou mais sujeitos às enfermidades do que o paciente entregue aos seus cuidados. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os profissionais de enfermagem, desde suas origens, buscam assistir os indivíduos de forma holística através da promoção, manuten-
  • 5. 67 ção e recuperação da saúde. Entretanto, compre-ende- se que mesmo com os grandes avanços que a enfermagem tem alcançado e que a levou a um status de ciência, muito ainda há para alcançar e mudar, pois, paradoxalmente, tal grupo está su-jeito a inúmeros agravos à saúde que podem re-percutir nas suas condições físicas e mentais, abalando sua QV. Pelas peculiaridades e estressores inerentes ao próprio trabalho, esses profissionais, na maio-ria das vezes, negligenciam sua própria assistên-cia entrando em estado de adoecimento, compro-metendo aspectos essenciais ao contexto de suas vidas. Dessa forma, conhecer as competências ge-renciais e assistenciais bem como os aspectos da profissão que interferem na QV de seus trabalha-dores é essencial para se repensar o gerencia-mento de enfermagem de forma mais holística, voltando o cuidado também ao “ser cuidador” de forma que se possa planejar ações e políticas pú-blicas para promoção e criação de melhorias nos cuidados aos profissionais de enfermagem. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AVELLO, I. M. S.; GRAU C. F. Enfermagem: fun-damentos do processo de cuidar. São Paulo: CDL, 2004. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Lei n.7498, de 25 de junho de 1986. Disponível em: <http://www.portalcofen.gov.br// 2009>Acesso em: 13. out. 2009. COSTA, A. L. R. C. As múltiplas formas de violência no trabalho de enfermagem: o cotidiano de trabalho no setor de emergência e urgência clínica em um hos-pital público. 2005.268 f. Tese [Doutorado em Enfer-magem]. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, 2005. DALRI, R. C. M. B. Riscos ocupacionais entre traba-lhadores de enfermagem de unidades de Pronto Aten-dimento em Uberaba – MG. 2007. 146 f. Dissertação [Mestrado em Enfermagem]. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, 2007. ELIAS, M. A; NAVARRO, V. L. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfer-magem de um hospital escola. Revista Latino-Ameri-cana de Enfermagem, 14(4): 517-25, 2006. GEHRING JUNIOR et al. Absenteísmo-doença entre profissionais de enfermagem da rede básica do SUS Campinas. Revista Brasileira de Epidemiologia, 10(3): 401-9, 2007. LINO, M. M. Qualidade de vida e satisfação. 2004. 223 f. Tese [Doutorado em Enfermagem]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2004. LOPES, M. J. M.; LEAL, S. M. C. A feminização persistente na qualificação profissional da enferma-gem brasileira. Cadernos Pagu, pp.105-125 jan/jun, 2005. MAGNAGO, T. S. B et al. Distúrbios músculo-es-queléticos em trabalhadores de enfermagem: associa-ção com condições de trabalho. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, 60(6): 701-5, nov/dez, 2007. MIRANDA, P. J. E; STANCATO. K. Riscos à saúde da equipe de enfermagem em unidade de terapia in-tensiva: proposta de abordagem integral da saúde. Re-vista Brasileira de Terapia Intensiva, Rio de Janeiro, v. 20, n. 1, p.68-76, 2008. MONTANHOLI, L. L; TAVARES, D. M. S. T; OLI-VEIRA, G. R. O. Estresse: fatores de risco no traba-lho do enfermeiro hospitalar. Revista Brasileira de Enfermagem, 59(5): 661-5, set/out, 2006. NAUDERER, T. M.; LIMA, M. A. D. S. A imagem da enfermeira: revisão de literatura. Revista Brasileira de Enfermagem, 58(1):74-7, jan/fev, 2005. OGUISSO, Taka (org). Trajetória histórica e legal da enfermagem. Barueri, SP: Manole, 2005. PERES, A.M; CIAMPONE, M.H.T. Gerência e Competências gerais do Enfermeiro. Texto Contexto Enfermagem, 15(3):492-9, jul/set, 2006 PIZZOLI, L. M. L. Qualidade de vida no trabalho: um estudo de caso das enfermeiras do Hospital Heliópo-lis. Ciência e Saúde Coletiva, 10(4): 1055-1062, 2005. RAFFONE, A. M; HENNINGTON, E. A. Capaci-dade Funcional dos trabalhadores de enfermagem. Revista de Saúde Pública, 39(4):669-76, 2005. RIBEIRO, E. J. G.; SHIMIZU, H. E. Acidentes de trabalho com trabalhadores de enfermagem. Revista
  • 6. 68 Brasileira de Enfermagem, Brasília, 60(5): 535-40, set/out; 2007. SARQUIS, L. M. M. Uma reflexão sobre a saúde do trabalhador de enfermagem e os avanços da legisla-ção trabalhista. Revista Cogitare Enfermagem, 2004. SCHMIDT, D. R. C. Qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho de profissionais de enfermagem atuantes em unidade de bloco cirúrgico. 2004. 185 f. Dissertação [Mestrado em Enfermagem]. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, 2004. SCHMIDT, D. R. C.; DANTAS, R. A. S. Qualidade de vida no trabalho de profissionais de enfermagem, atuantes em unidades do bloco cirúrgico, sob a ótica da satisfação. Revista Latino-Americana de Enferma-gem, 14(1):54-60, jan/fev, 2006. SÊCCO, I. A. O; GUTIERREZ, P. R; MATSUO, T. Acidentes de trabalho em ambiente hospitalar e riscos ocupacionais para os profissionais de enfermagem. Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 23, p. 19-24, jan./dez. 2002. SILVA, A.A. Avaliação da qualidade de vida relaci-onada à saúde: percepção sobre as condições de tra-balho e de vida entre profissionais de enfermagem, de hospital universitário no município de São Paulo. 2008. 181 f. Dissertação [Mestrado em Saúde Pú-blica]. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da USP, 2008. SILVA, S. M. Informações sobre direitos, responsa-bilidades, deveres e benefícios de trabalhadores de enfermagem de hospitais de Recife-PE. 2005. 178 f. Tese. [Doutorado em Enfermagem]. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, 2005. SILVA, D. M. P. P.; MARZIALE, M. H. P. Condi-ções de trabalho versus absenteísmo-doença no traba-lho de enfermagem. Ciência, Cuidado e Saúde, Ma-ringá, v. 5, Supl., p. 166-172, 2006. SPINDOLA, T; SANTOS, R. S. O trabalho para a en-fermagem e seu significado para os profissionais. Re-vista Brasileira de Enfermagem, 58(2):156-60, mar/abr, 2005. ZAKABI, R. Stress: ninguém está a salvo desse mal moderno, mas é possível aprender a viver com ele. Revista Veja, v. 37, n. 6, p.66-75, 11 fev, 2004. _________________________________________ ARIELY NUNES FERREIRA DE ALMEIDA. Fisi-oterapeuta. Enfermeira. Mestra em Ciências da Sa-úde. Professora do Magistério Superior da Universi-dade Federal do Amapá, colegiado de Fisioterapia.