UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO ESTADO DO PARÁ
INSTITUTO DE ESTUDOS EM DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO E REGIONAL
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DE MARABÁ
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CURSO DE AGRONOMIA
MOLIBDÊNIO (Mo): FUNÇÕES
E IMPORTÂNCIA PARAAS
PLANTAS
Docente:
Fábio dos Reis
Disciplina:
Fisiologia Vegetal
Discente:
Rebeca Freitas de Castro Queiroz
Dezembro de 2017
INTRODUÇÃO
 O Molibdênio é um metal encontrado no solo como um
oxiânion na forma de Molibtato (MoO4
-2).
 Ácido molíbdico Molibdato pH
Fonte: https://www.google.com.br
Fonte: https://www.litos.net
Molibdenita Wulfenita
Fonte: http://www.nutriceler.com
OBJETIVOS
 O presente trabalho tem por objetivo identificar a importância do nutriente
mineral Molibdênio (Mo) para as culturas, bem como de que modo as suas
atuações nas funções metabólicas influenciam a planta em âmbito estrutural,
enzimático e energético para que esta apresente crescimento ótimo.
Visando apresentar as formas de absorção deste nutrientes e suas fontes,
exemplificando, através de cinco diferentes espécies, quais os sintomas que sua
deficiência ocasiona.
Fonte: http://www.igtecbrasil.com.br
DESENVOLVIMENTO
Os nutrientes desempenham funções
importantes, seja como substrato (composto
orgânico) ou em sistemas enzimáticos.
Mengel e Kirkby (1987)
Fonte: http://www.depositphotos.com.br
FUNÇÃO ESTRUTURAL
• Não apresenta função estrutural específica.
• Formação do pólen.
FUNÇÃO ENZIMÁTICA
• Atua como constituinte de várias enzimas (N e S) é é
- Nitrogenase
- Redutase do Nitrato
Flavina > Citocromo > Unidade com Mo
- Redutase do Sulfito
DESENVOLVIMENTO
Fonte: http://www.comofazer.com.br
Mengel e Kirkby (1987)
 FUNÇÃO ENERGÉTICA
• Enzima nitrogenase catalisa a redução do nitrato a nitrito. Contém Mo e Fe.
 FUNÇÕES FISIO-METABÓLICAS NAS PLANTAS
• É fundamental para o sucesso do processo de fixação simbiótica do nitrogênio,
pelas bactérias que vivem nos nódulos das raízes das leguminosas.
DESENVOLVIMENTO
Marenco & Lopes (2005)
DESENVOLVIMENTO
Fonte: http://www.ledson.ufla.br
DESENVOLVIMENTO
Guerrero et al., 1991; Mengel e Kirkby, 1987.
Redutase do Nitrato
DESENVOLVIMENTO
Mitocôndrias das folhas e raízes
Ácido glutâmico > aminoácido
 NÍVEL ÓTIMO DE Mo NAS PLANTAS
• É muito pequeno, próximo de 1 mg kg-1.
• Pode variar em função da cultura e outros fatores, identificados por meio da
diagnose foliar.
DESENVOLVIMENTO
DESENVOLVIMENTO
Concentrações adequadas para o crescimento normal da planta.
Hopkins (2000)
DESENVOLVIMENTO
Velocidade de absorção de nutrientes aplicados às folhas.
DESENVOLVIMENTO
NUTRIENTE - SÓLIDA
NUTRIENTE - SOLUÇÃO
NUTRIENTE – CONTATO
COM A RAIZ
NUTRIENTE – PARTE
AÉREA
METABOLISMO
FUÑÇÕES
FOLHA
FRUTO
MOLIBDÊNIO
ORGÂNICO
OU MINERAL
MoO4
2-
(MOLIBDATO)
LOCALIZAÇÃO
DO ELEMENTO
ESTADO DE
OXIDAÇÃO
ELEVADO
ASSOCIA-SE COM A
EXIGÊNCIA DE Mo
PARA FUNÇÕES
Jongruaysup et al (1994)
 DINÂMICA DO Mo NO
SISTEMA SOLO-PLANTA
 DEFICIÊNCIA DE Mo NAS PLANTAS
• Altas produtividades;
• Solos com pH < 5,0 (6 – 6,5 pH);
• Solos arenosos;
• Solos pobres em Mo.
DESENVOLVIMENTO
LEGUMINOSAS
• Glycine max L.
• Sintoma característico de deficiência de N: clorose uniforme nas folhas velhas,
que podem evoluir para necrose.
DESENVOLVIMENTO
• Deficiência de N, induzida inicialmente por
deficiência de Mo (em solo ácido = baixa
disponibilidade de Mo).
OLIVEIRA e SFREDO (2010)
Fonte: https://www.embrapa.com.br
LEGUMINOSAS
DESENVOLVIMENTO
• Plantas amareladas e folhas jovens retorcidas,
com manchas necróticas nas margens dos
folíolos.
• Clorose total das folhas mais velhas ou de meia
idade fisiológica.
• Inibição da atividade da nitrato redutase e
subsequente acúmulo de nitrato – morte.
Fonte: https://www.embrapa.com.br
OLIVEIRA e SFREDO (2010)
CITROS
• Citrus limon (L.) Burm. f.
• Desaparecimento da clorofila em manchas distribuídas ao acaso no limbo; as
manchas desenvolvem centros pardos com halos amarelos ou alaranjados,
podendo coalescer ou se sobrepor.
DESENVOLVIMENTO
Fonte:https://www.embrapa.com.br
Fonte:https://www.embrapa.com.br
OLIVEIRA e SFREDO (2010)
 BRÁSSICAS
• Beta vulgaris L. e Brassica oleracea
• É comum em brássicas, o “rabo de chicote”, que consiste em folhas novas que
crescem quase desprovidas de limbo, crescendo apenas a nervura principal.
DESENVOLVIMENTO
Fonte: https://www.embrapa.com.br Fonte: https://www.embrapa.com.br
OLIVEIRA e SFREDO (2010)
DESENVOLVIMENTO
• É um sintoma típico,
exigindo a aplicação foliar do
micronutriente desde a
sementeira da cultura.
 BRÁSSICAS
Fonte: https://www.embrapa.com.br
OLIVEIRA e SFREDO (2010)
 CAFÉ
• Coffea arabica L.
• Nas folhas mais velhas aparecem manchas amareladas e depois pardas entre as
nervuras. Com o tempo, essas folhas se enrolam para baixo ao longo da
nervura principal e os bordos opostos chegam a se tocar. A principal causa de
deficiência é a acidez do solo.
DESENVOLVIMENTO
Fonte:https://www.embrapa.com.br
OLIVEIRA e SFREDO (2010)
 MILHO (Zea mays L.)
• Ocasiona desorganização de processos metabólicos.
• Encurtamento de internódios, seca e enrolamento terminal das folhas, palidez
da folha.
• Pequenas manchas brancas nas nervuras maiores, encurvamento do limbo ao
longo da nervura principal
DESENVOLVIMENTO
COELHO et al (1991)
Fonte:https://www.embrapa.com.br
Fonte:https://www.embrapa.com.br
• O nutriente influencia na absorção de N pelas plantas.
• Se não houver reserva de Mo no solo a adubação foliar se torna a mais
eficiente para suprir a necessidade da cultura.
• Pequenas adições do nutriente em condições de deficiência podem aumentar
sensivelmente a produtividade com custos relativamente baixos.
CONCLUSÃO
• COELHO, A.M.; FRANÇA, G.E. de; BAHIA FILHO, A.F.C.; GUEDES,
G.A.A. Balanço de nitrogênio (15N) em um latossolo vermelhoescuro, sob
vegetação de cerrado, cultivado com milho. Revista Brasileira de Ciência do
Solo, Campinas, v.15, n.2, p.187-93, 1991b.
• HOPKINS, W. G. Introduction to Plant Physiology. 2nd ed. New York: John
Wiley & Sons, Inc., 2000, 512p.
• MALAVOLTA, E. & DANTAS, J.P. Nutrição e adubação do milho. In:
PATERNIANI, E. & VIEGAS, G.P.; ed. Melhoramento e produção do milho.
2ed. Campinas: Fundação Cargill, 1987. v.2. p.541-93.
• OLIVEIRA, M. C. N.; SFREDO, G. J. Soja: Molibdênio e Cobalto.
EMBRAPA. Julho, 2010.
• SIQUEIRA, J.O. & FRANCO, A.A. Biotecnologia do Solo: fundamentos e
perspectivas. Lavras, ME/ESAL/FAEPE/ABEAS, 1988. 235p.
REFERÊNCIAS
Apresentação Molibdênio (Mo)

Apresentação Molibdênio (Mo)

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DOSUL E SUDESTE DO ESTADO DO PARÁ INSTITUTO DE ESTUDOS EM DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO E REGIONAL FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DE MARABÁ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CURSO DE AGRONOMIA MOLIBDÊNIO (Mo): FUNÇÕES E IMPORTÂNCIA PARAAS PLANTAS Docente: Fábio dos Reis Disciplina: Fisiologia Vegetal Discente: Rebeca Freitas de Castro Queiroz Dezembro de 2017
  • 2.
    INTRODUÇÃO  O Molibdênioé um metal encontrado no solo como um oxiânion na forma de Molibtato (MoO4 -2).  Ácido molíbdico Molibdato pH Fonte: https://www.google.com.br Fonte: https://www.litos.net Molibdenita Wulfenita Fonte: http://www.nutriceler.com
  • 3.
    OBJETIVOS  O presentetrabalho tem por objetivo identificar a importância do nutriente mineral Molibdênio (Mo) para as culturas, bem como de que modo as suas atuações nas funções metabólicas influenciam a planta em âmbito estrutural, enzimático e energético para que esta apresente crescimento ótimo. Visando apresentar as formas de absorção deste nutrientes e suas fontes, exemplificando, através de cinco diferentes espécies, quais os sintomas que sua deficiência ocasiona. Fonte: http://www.igtecbrasil.com.br
  • 4.
    DESENVOLVIMENTO Os nutrientes desempenhamfunções importantes, seja como substrato (composto orgânico) ou em sistemas enzimáticos. Mengel e Kirkby (1987) Fonte: http://www.depositphotos.com.br
  • 5.
    FUNÇÃO ESTRUTURAL • Nãoapresenta função estrutural específica. • Formação do pólen. FUNÇÃO ENZIMÁTICA • Atua como constituinte de várias enzimas (N e S) é é - Nitrogenase - Redutase do Nitrato Flavina > Citocromo > Unidade com Mo - Redutase do Sulfito DESENVOLVIMENTO Fonte: http://www.comofazer.com.br Mengel e Kirkby (1987)
  • 6.
     FUNÇÃO ENERGÉTICA •Enzima nitrogenase catalisa a redução do nitrato a nitrito. Contém Mo e Fe.  FUNÇÕES FISIO-METABÓLICAS NAS PLANTAS • É fundamental para o sucesso do processo de fixação simbiótica do nitrogênio, pelas bactérias que vivem nos nódulos das raízes das leguminosas. DESENVOLVIMENTO Marenco & Lopes (2005)
  • 7.
  • 8.
    DESENVOLVIMENTO Guerrero et al.,1991; Mengel e Kirkby, 1987. Redutase do Nitrato
  • 9.
    DESENVOLVIMENTO Mitocôndrias das folhase raízes Ácido glutâmico > aminoácido
  • 10.
     NÍVEL ÓTIMODE Mo NAS PLANTAS • É muito pequeno, próximo de 1 mg kg-1. • Pode variar em função da cultura e outros fatores, identificados por meio da diagnose foliar. DESENVOLVIMENTO
  • 11.
    DESENVOLVIMENTO Concentrações adequadas parao crescimento normal da planta. Hopkins (2000)
  • 12.
    DESENVOLVIMENTO Velocidade de absorçãode nutrientes aplicados às folhas.
  • 13.
    DESENVOLVIMENTO NUTRIENTE - SÓLIDA NUTRIENTE- SOLUÇÃO NUTRIENTE – CONTATO COM A RAIZ NUTRIENTE – PARTE AÉREA METABOLISMO FUÑÇÕES FOLHA FRUTO MOLIBDÊNIO ORGÂNICO OU MINERAL MoO4 2- (MOLIBDATO) LOCALIZAÇÃO DO ELEMENTO ESTADO DE OXIDAÇÃO ELEVADO ASSOCIA-SE COM A EXIGÊNCIA DE Mo PARA FUNÇÕES Jongruaysup et al (1994)  DINÂMICA DO Mo NO SISTEMA SOLO-PLANTA
  • 14.
     DEFICIÊNCIA DEMo NAS PLANTAS • Altas produtividades; • Solos com pH < 5,0 (6 – 6,5 pH); • Solos arenosos; • Solos pobres em Mo. DESENVOLVIMENTO
  • 15.
    LEGUMINOSAS • Glycine maxL. • Sintoma característico de deficiência de N: clorose uniforme nas folhas velhas, que podem evoluir para necrose. DESENVOLVIMENTO • Deficiência de N, induzida inicialmente por deficiência de Mo (em solo ácido = baixa disponibilidade de Mo). OLIVEIRA e SFREDO (2010) Fonte: https://www.embrapa.com.br
  • 16.
    LEGUMINOSAS DESENVOLVIMENTO • Plantas amareladase folhas jovens retorcidas, com manchas necróticas nas margens dos folíolos. • Clorose total das folhas mais velhas ou de meia idade fisiológica. • Inibição da atividade da nitrato redutase e subsequente acúmulo de nitrato – morte. Fonte: https://www.embrapa.com.br OLIVEIRA e SFREDO (2010)
  • 17.
    CITROS • Citrus limon(L.) Burm. f. • Desaparecimento da clorofila em manchas distribuídas ao acaso no limbo; as manchas desenvolvem centros pardos com halos amarelos ou alaranjados, podendo coalescer ou se sobrepor. DESENVOLVIMENTO Fonte:https://www.embrapa.com.br Fonte:https://www.embrapa.com.br OLIVEIRA e SFREDO (2010)
  • 18.
     BRÁSSICAS • Betavulgaris L. e Brassica oleracea • É comum em brássicas, o “rabo de chicote”, que consiste em folhas novas que crescem quase desprovidas de limbo, crescendo apenas a nervura principal. DESENVOLVIMENTO Fonte: https://www.embrapa.com.br Fonte: https://www.embrapa.com.br OLIVEIRA e SFREDO (2010)
  • 19.
    DESENVOLVIMENTO • É umsintoma típico, exigindo a aplicação foliar do micronutriente desde a sementeira da cultura.  BRÁSSICAS Fonte: https://www.embrapa.com.br OLIVEIRA e SFREDO (2010)
  • 20.
     CAFÉ • Coffeaarabica L. • Nas folhas mais velhas aparecem manchas amareladas e depois pardas entre as nervuras. Com o tempo, essas folhas se enrolam para baixo ao longo da nervura principal e os bordos opostos chegam a se tocar. A principal causa de deficiência é a acidez do solo. DESENVOLVIMENTO Fonte:https://www.embrapa.com.br OLIVEIRA e SFREDO (2010)
  • 21.
     MILHO (Zeamays L.) • Ocasiona desorganização de processos metabólicos. • Encurtamento de internódios, seca e enrolamento terminal das folhas, palidez da folha. • Pequenas manchas brancas nas nervuras maiores, encurvamento do limbo ao longo da nervura principal DESENVOLVIMENTO COELHO et al (1991) Fonte:https://www.embrapa.com.br Fonte:https://www.embrapa.com.br
  • 22.
    • O nutrienteinfluencia na absorção de N pelas plantas. • Se não houver reserva de Mo no solo a adubação foliar se torna a mais eficiente para suprir a necessidade da cultura. • Pequenas adições do nutriente em condições de deficiência podem aumentar sensivelmente a produtividade com custos relativamente baixos. CONCLUSÃO
  • 23.
    • COELHO, A.M.;FRANÇA, G.E. de; BAHIA FILHO, A.F.C.; GUEDES, G.A.A. Balanço de nitrogênio (15N) em um latossolo vermelhoescuro, sob vegetação de cerrado, cultivado com milho. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Campinas, v.15, n.2, p.187-93, 1991b. • HOPKINS, W. G. Introduction to Plant Physiology. 2nd ed. New York: John Wiley & Sons, Inc., 2000, 512p. • MALAVOLTA, E. & DANTAS, J.P. Nutrição e adubação do milho. In: PATERNIANI, E. & VIEGAS, G.P.; ed. Melhoramento e produção do milho. 2ed. Campinas: Fundação Cargill, 1987. v.2. p.541-93. • OLIVEIRA, M. C. N.; SFREDO, G. J. Soja: Molibdênio e Cobalto. EMBRAPA. Julho, 2010. • SIQUEIRA, J.O. & FRANCO, A.A. Biotecnologia do Solo: fundamentos e perspectivas. Lavras, ME/ESAL/FAEPE/ABEAS, 1988. 235p. REFERÊNCIAS