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Aprendizagem e senso comum Universidade Católica de Pelotas Especialização em Docência no Ensino Superior Disciplina de Teorias da Aprendizagem Prof. João Alberto da Silva [email_address]
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[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],A APRENDIZAGEM É O OBJETIVO DO PROFESSOR
Entrevista (Professor de matemática)  Como tu inicias a introdução de um conteúdo?  Bom, eu faço sempre uma explicação e dou o exemplo. Acho o exemplo fundamental porque ali tu direcionas o pensamento do aluno e vai mostrando passo-a-passo como ele resolve as coisas. Depois dou exercício, aí este é o momento deles usarem a criatividade e desenvolverem-se para resolver os problemas. Depois faço uma correção bem feita, porque muitos professores dão só respostas, mas eu acho importante corrigir em detalhes porque aí tu tiras as dúvidas e pode explicar onde foi que o aluno errou. Observação (8ª série, Matemática) A professora está na correção, um aluno pede que ela explique novamente o exercício. Ela o faz prontamente. Indica os elementos da equação a serem retirados. Pergunta: “até aqui tu entendeste?” e ele responde que sim. Ela não tem dúvida e parece satisfeita com o resultado de sua explicação e completa dizendo “Agora é só tu raciocinar colocando o número na fórmula”, e termina indicando o espaço de cada dado na equação.
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Entrevista (6ª série)  E se tu fosse dizer para um aluno que está lá na quinta série “estuda desse jeito pra ti aprender e te dar bem lá na quinta série” como é que tu dirias para ele fazer?  Diria para ele se dedicar, e estudar, mas quando tem tempo e tem um ambiente, não ficar olhando televisão, ou brincando. Concentrar mais na explicação que é o principal e estudar em casa quando for preciso. Aproveitar o tempo para ele fazer o máximo que ele puder de exercícios, procurar exercícios nos livros que daí ele aprende. Eu acho que é isso. Entrevista (5ª série)  E quando tu achas que aprendeu?  Eu vou, tipo assim, fazendo muitos exercícios. Aí chega uma hora que nossa! Aquele exercício que eu estava ralando um monte para resolver agora eu estou fazendo que nem sinto que estou tendo toda aquela trabalheira. Observação (Ensino Religioso) É um único período na semana. Não há um professor da disciplina. Quem vem para a aula é a bibliotecária. Traz várias exemplares da Bíblia católica consigo. Há uma única atividade para todo o período. Consiste em copiar alguns trechos pré-estabelecidos pela “professora” direto da Bíblia. O estado de desânimo paira no ar. Os alunos demonstram total apatia frente ao exercício.
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Entrevista (Professor de Ciências)  E como que tu sistematizas esses exercícios para que dêem melhor resultado?  Ah, tem de começar sempre pelo mais fácil, aí vou ampliando, ampliando, até chegar naquele que é o que eu quero que o aluno saiba. Bom seria se ele conseguisse chegar lá no final direto, mas a gente sabe que aprender é processo e então tem de ir dificultando aos pouco para ver se o aluno se liga em como fazer. Entrevista (Professor de Geografia e História)  Eu observei o programa da tua disciplina e vi como tu vens lá da pré-história com a turma. Tem alguma justificativa essa abordagem?  Claro! Tenho que começar do “chão”, entende? Se eu não explicar como a história vem vindo não tem como eles entenderem um fato isolado. Como vocês mesmos dizem na educação: tem de ter contexto. Se eu não vier dentro de um contexto o aluno não entende nada.  Tu consideras como o contexto o que aconteceu antes na história?  Sem dúvida, porque um povo sempre é o produto de uma situação social anterior, uma revolução é a mesma coisa, tem de contextualizar.  E tu consegues trabalhar as coisas contemporâneas com os alunos?  Sim, evidente, mas com os da oitava que estudam a história contemporânea.  Só lá?  Sim ,porque aí eles já viram tudo o que tinham de ver e conseguem entender o que está acontecendo hoje
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Observação (Língua Portuguesa) A professora trabalha com análise sintática de orações. Está explicando para os alunos que os verbos dentro do predicado podem ser de 3 tipos: intransitivos, transitivos e de ligação. Ocorre o diálogo: - Profe, o que é um predicado? - É o resto da frase que não é o sujeito. - Mas tipo assim, como eu sei o que é o sujeito? - Expliquei isso ontem - Tudo bem, mas eu não estou entendendo? -Fulano! Terça eu faço uma revisão, mas agora não dá senão o negócio não anda! (Mostra-se impaciente). O aluno volta a escrever distraído. A professora segue feliz a sua aula. E seguem-se muitos exemplos de predicados e sujeitos. Surge uma oração sem sujeito. O mesmo aluno traz outra questão.  Tenta-se reproduzir o diálogo: - Profe, tu não disseste que o predicado era o que sobrava quando eu tiro o sujeito? -Sim. - E quando não tem sujeito então não tem predicado? - É que aqui é uma oração sem sujeito. - Então não tem predicado? - Tem, mas tu não vais ver muitas dessas. Volta o aluno a distrair-se com amenidades. A turma segue para os exercícios. [1]
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Introduçã..

  • 1. Aprendizagem e senso comum Universidade Católica de Pelotas Especialização em Docência no Ensino Superior Disciplina de Teorias da Aprendizagem Prof. João Alberto da Silva [email_address]
  • 2.
  • 3.
  • 4.
  • 5. Entrevista (Professor de matemática) Como tu inicias a introdução de um conteúdo? Bom, eu faço sempre uma explicação e dou o exemplo. Acho o exemplo fundamental porque ali tu direcionas o pensamento do aluno e vai mostrando passo-a-passo como ele resolve as coisas. Depois dou exercício, aí este é o momento deles usarem a criatividade e desenvolverem-se para resolver os problemas. Depois faço uma correção bem feita, porque muitos professores dão só respostas, mas eu acho importante corrigir em detalhes porque aí tu tiras as dúvidas e pode explicar onde foi que o aluno errou. Observação (8ª série, Matemática) A professora está na correção, um aluno pede que ela explique novamente o exercício. Ela o faz prontamente. Indica os elementos da equação a serem retirados. Pergunta: “até aqui tu entendeste?” e ele responde que sim. Ela não tem dúvida e parece satisfeita com o resultado de sua explicação e completa dizendo “Agora é só tu raciocinar colocando o número na fórmula”, e termina indicando o espaço de cada dado na equação.
  • 6.
  • 7. Entrevista (6ª série) E se tu fosse dizer para um aluno que está lá na quinta série “estuda desse jeito pra ti aprender e te dar bem lá na quinta série” como é que tu dirias para ele fazer? Diria para ele se dedicar, e estudar, mas quando tem tempo e tem um ambiente, não ficar olhando televisão, ou brincando. Concentrar mais na explicação que é o principal e estudar em casa quando for preciso. Aproveitar o tempo para ele fazer o máximo que ele puder de exercícios, procurar exercícios nos livros que daí ele aprende. Eu acho que é isso. Entrevista (5ª série) E quando tu achas que aprendeu? Eu vou, tipo assim, fazendo muitos exercícios. Aí chega uma hora que nossa! Aquele exercício que eu estava ralando um monte para resolver agora eu estou fazendo que nem sinto que estou tendo toda aquela trabalheira. Observação (Ensino Religioso) É um único período na semana. Não há um professor da disciplina. Quem vem para a aula é a bibliotecária. Traz várias exemplares da Bíblia católica consigo. Há uma única atividade para todo o período. Consiste em copiar alguns trechos pré-estabelecidos pela “professora” direto da Bíblia. O estado de desânimo paira no ar. Os alunos demonstram total apatia frente ao exercício.
  • 8.
  • 9. Entrevista (Professor de Ciências) E como que tu sistematizas esses exercícios para que dêem melhor resultado? Ah, tem de começar sempre pelo mais fácil, aí vou ampliando, ampliando, até chegar naquele que é o que eu quero que o aluno saiba. Bom seria se ele conseguisse chegar lá no final direto, mas a gente sabe que aprender é processo e então tem de ir dificultando aos pouco para ver se o aluno se liga em como fazer. Entrevista (Professor de Geografia e História) Eu observei o programa da tua disciplina e vi como tu vens lá da pré-história com a turma. Tem alguma justificativa essa abordagem? Claro! Tenho que começar do “chão”, entende? Se eu não explicar como a história vem vindo não tem como eles entenderem um fato isolado. Como vocês mesmos dizem na educação: tem de ter contexto. Se eu não vier dentro de um contexto o aluno não entende nada. Tu consideras como o contexto o que aconteceu antes na história? Sem dúvida, porque um povo sempre é o produto de uma situação social anterior, uma revolução é a mesma coisa, tem de contextualizar. E tu consegues trabalhar as coisas contemporâneas com os alunos? Sim, evidente, mas com os da oitava que estudam a história contemporânea. Só lá? Sim ,porque aí eles já viram tudo o que tinham de ver e conseguem entender o que está acontecendo hoje
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  • 11. Observação (Língua Portuguesa) A professora trabalha com análise sintática de orações. Está explicando para os alunos que os verbos dentro do predicado podem ser de 3 tipos: intransitivos, transitivos e de ligação. Ocorre o diálogo: - Profe, o que é um predicado? - É o resto da frase que não é o sujeito. - Mas tipo assim, como eu sei o que é o sujeito? - Expliquei isso ontem - Tudo bem, mas eu não estou entendendo? -Fulano! Terça eu faço uma revisão, mas agora não dá senão o negócio não anda! (Mostra-se impaciente). O aluno volta a escrever distraído. A professora segue feliz a sua aula. E seguem-se muitos exemplos de predicados e sujeitos. Surge uma oração sem sujeito. O mesmo aluno traz outra questão. Tenta-se reproduzir o diálogo: - Profe, tu não disseste que o predicado era o que sobrava quando eu tiro o sujeito? -Sim. - E quando não tem sujeito então não tem predicado? - É que aqui é uma oração sem sujeito. - Então não tem predicado? - Tem, mas tu não vais ver muitas dessas. Volta o aluno a distrair-se com amenidades. A turma segue para os exercícios. [1]
  • 12. Aprendizagem e senso comum Universidade Católica de Pelotas Especialização em Docência no Ensino Superior Disciplina de Teorias da Aprendizagem Prof. João Alberto da Silva [email_address]