Engenharia Agronômica
Turma: EA 212
Docente: Paulo A.
Araújo
Acadêmicas:
Angel Bueno e Maiara Freitas
Melhoramento de Plantas
Avaliação e seleção de cultivares de
Capim Elefante (Pennisetum
purpureun schum.) para pastejo
Revista sociedade brasileira de zootecnia, v. 23, n. 5, 1994- Coronel Pacheco-MG
BOTREL, M. A ; ALVIM. M. J ; MARTINS, C. E
Experimento
EMBRAPA Gado de Leite;
- Minas Gerais;
- Dezembro de 1988 a dezembro de 1992.
O pastejo foi realizado com animais adultos;
- vacas secas ou em lactação.
Forrageira para corte;
Utilizado na forma de pastejo:
- Alto potencial para produção de leite
(sistema rotacionado).
 Alta produtividade e qualidade de forragem
Capim-elefante
Taiwan A-146;
Cana-africana;
Mineiro;
Kizozi;
Elefante-pinda;
Cameroon;
Mott;
 Avaliar, em condições de pastejo, o potencial
forrageiro das cultivares de capim-elefante.
Objetivo
Originário da África;
Grande variabilidade genética;
Rendimento;
Perfilhamento;
Relação colmo/folha;
Qualidade como forragem.
 Características
variáveis de
Capim-elefante
Pesquisas: seleção de
variedades de alto
rendimento e qualidade.
Capim-elefante
Importância: intensificação dos sistemas de
produção de leite no Brasil.
 De acordo com função, importância
agronômica e constituição genética.
Grupo Anão;
Grupo Cameroon;
Grupo Mercker;
Grupo Napier;
Grupo dos Híbridos;
Grupo das cultivares
Mais adaptadas para pastejo;
Menor comprimento dos entrenós;
Plantas com porte baixo (1,5 m);
Elevada relação lâmina:colmo.
 Ex.: Mott
Grupo Anão
Plantas de porte ereto;
Colmos grossos, folhas largas;
Touceiras densas.
 Ex.:
Cameroon
Grupo Cameroon
Menor porte;
Colmos finos;
Folhas finas, menores e mais
numerosas;
 Ex.:
Elefante-pinda
Grupo Mercker
Plantas com colmos
grossos;
Folhas largas;
Época de florescimento
intermediária (abril a maio);
Touceiras abertas.
 Ex.: Taiwan A-
146; Cana-
africana; Mineiro.
Grupo Napier
Com a análise das características favoráveis e
desfavoráveis das cultivares apresentadas, junto
com os resultados que serão obtidos no
experimento, pode-se avaliar o potencial produtivo
da forragem e consequentemente, estimar a
produtividade a partir da implantação do cultivar
selecionado para o pastejo.
Técnica de Avaliação
Produção de matéria seca;
Perfilhamento;
Relação colmo/folha;
Altura do meristema apical;
Teor de proteína bruta.
Pastejos rápidos e comuns a todas as parcelas,
intercalados com períodos de descanso
Avaliações de
cultivares
antes de cada
pastejo
 As produções de forragem significativamente
mais altas foram obtidas com as cultivares:
Taiwan A-146;
Cameroon;
Mineiro;
Cana-africana.
 Não diferiram entre
si;
- Houve diferenças em
outros experimentos.
Produção de MS
Condições de solo e clima da região;
Manejos adotados.
 Fatores inerentes à própria planta
Produtividade de uma espécie forrageira.
Produção de MS
Um dos fatores que interferem na utilização do
capim-elefante;
- Flutuações entre a oferta de forragem e a
demanda de alimentos pelo rebanho.
Distribuição estacional da produção;
- Característica que deve ser melhorada e
incorporada às novas cultivares.
Estacionalidade na produção
Tanto nas estações das águas como na seca, não
foram constatadas diferenças entre as cultivares;
Cultivar Mott sobressaiu em relação as demais;
- Melhor proporção das folhas.
Proteína Bruta (PB)
Menor concentração no período da seca.
- Está relacionada com a idade avançada das
plantas.
Níveis de PB elevados (época seca): efeito da
adubação.
Proteína Bruta (PB)
Genótipo da planta;
Estádio de desenvolvimento;
Fotoperíodo;
Temperatura;
Intensidade luminosa;
Disponibilidade de nutrientes;
Água.
 Fatores que
determinam
sua dinâmica
Perfilhamento
Maior perfilhamento aéreo: Taiwan A-146,
Cana-africana e mineiro.
Perfilhamento basal: > intens. (Mott); < intens.
(Taiwan A-146, Cameroon, Mineiro).
 Consumo de forragem é aumentado quando
esta for proveniente de perfilhos laterais.
Perfilhamento
Melhor (menor) C/F: Mott
Pior (maior) C/F: Taiwan A-146; Kizozi;
Mineiro e Cana-africana.
 Indica a proporção de caules que está
presente na forragem total.
Relação Colmo:Folha
(C/F)
Precoces: Taiwan A-146 e Mineiro;
Tardia: Mott;
Intermediário: Cana-africana;
Kizozi; Elefante-pinda e Cameroon.
 Variou
entre as
cultivares
Altura do Meristema
apical
Fator favorável ao manejo do capim-elefante sob
pastejo.
- Estimulação do desenvolvimento de perfilhos
laterais.
Precocidade na elevação
do Meristema apical
A resposta animal é, sem dúvida, o parâmetro
mais confiável para a determinação do potencial de
uma forrageira sob pastejo.
Considerações Finais
Obrigada pela atenção!

Avaliação e seleção de cultivares de Capim Elefante (Pennisetum purpureun schum) para pastejo

  • 1.
    Engenharia Agronômica Turma: EA212 Docente: Paulo A. Araújo Acadêmicas: Angel Bueno e Maiara Freitas Melhoramento de Plantas
  • 2.
    Avaliação e seleçãode cultivares de Capim Elefante (Pennisetum purpureun schum.) para pastejo Revista sociedade brasileira de zootecnia, v. 23, n. 5, 1994- Coronel Pacheco-MG BOTREL, M. A ; ALVIM. M. J ; MARTINS, C. E
  • 3.
    Experimento EMBRAPA Gado deLeite; - Minas Gerais; - Dezembro de 1988 a dezembro de 1992. O pastejo foi realizado com animais adultos; - vacas secas ou em lactação.
  • 4.
    Forrageira para corte; Utilizadona forma de pastejo: - Alto potencial para produção de leite (sistema rotacionado).  Alta produtividade e qualidade de forragem Capim-elefante
  • 5.
    Taiwan A-146; Cana-africana; Mineiro; Kizozi; Elefante-pinda; Cameroon; Mott;  Avaliar,em condições de pastejo, o potencial forrageiro das cultivares de capim-elefante. Objetivo
  • 6.
    Originário da África; Grandevariabilidade genética; Rendimento; Perfilhamento; Relação colmo/folha; Qualidade como forragem.  Características variáveis de Capim-elefante
  • 7.
    Pesquisas: seleção de variedadesde alto rendimento e qualidade. Capim-elefante Importância: intensificação dos sistemas de produção de leite no Brasil.
  • 8.
     De acordocom função, importância agronômica e constituição genética. Grupo Anão; Grupo Cameroon; Grupo Mercker; Grupo Napier; Grupo dos Híbridos; Grupo das cultivares
  • 9.
    Mais adaptadas parapastejo; Menor comprimento dos entrenós; Plantas com porte baixo (1,5 m); Elevada relação lâmina:colmo.  Ex.: Mott Grupo Anão
  • 10.
    Plantas de porteereto; Colmos grossos, folhas largas; Touceiras densas.  Ex.: Cameroon Grupo Cameroon
  • 11.
    Menor porte; Colmos finos; Folhasfinas, menores e mais numerosas;  Ex.: Elefante-pinda Grupo Mercker
  • 12.
    Plantas com colmos grossos; Folhaslargas; Época de florescimento intermediária (abril a maio); Touceiras abertas.  Ex.: Taiwan A- 146; Cana- africana; Mineiro. Grupo Napier
  • 13.
    Com a análisedas características favoráveis e desfavoráveis das cultivares apresentadas, junto com os resultados que serão obtidos no experimento, pode-se avaliar o potencial produtivo da forragem e consequentemente, estimar a produtividade a partir da implantação do cultivar selecionado para o pastejo.
  • 14.
    Técnica de Avaliação Produçãode matéria seca; Perfilhamento; Relação colmo/folha; Altura do meristema apical; Teor de proteína bruta. Pastejos rápidos e comuns a todas as parcelas, intercalados com períodos de descanso Avaliações de cultivares antes de cada pastejo
  • 15.
     As produçõesde forragem significativamente mais altas foram obtidas com as cultivares: Taiwan A-146; Cameroon; Mineiro; Cana-africana.  Não diferiram entre si; - Houve diferenças em outros experimentos. Produção de MS
  • 16.
    Condições de soloe clima da região; Manejos adotados.  Fatores inerentes à própria planta Produtividade de uma espécie forrageira. Produção de MS
  • 17.
    Um dos fatoresque interferem na utilização do capim-elefante; - Flutuações entre a oferta de forragem e a demanda de alimentos pelo rebanho. Distribuição estacional da produção; - Característica que deve ser melhorada e incorporada às novas cultivares. Estacionalidade na produção
  • 18.
    Tanto nas estaçõesdas águas como na seca, não foram constatadas diferenças entre as cultivares; Cultivar Mott sobressaiu em relação as demais; - Melhor proporção das folhas. Proteína Bruta (PB)
  • 19.
    Menor concentração noperíodo da seca. - Está relacionada com a idade avançada das plantas. Níveis de PB elevados (época seca): efeito da adubação. Proteína Bruta (PB)
  • 20.
    Genótipo da planta; Estádiode desenvolvimento; Fotoperíodo; Temperatura; Intensidade luminosa; Disponibilidade de nutrientes; Água.  Fatores que determinam sua dinâmica Perfilhamento
  • 21.
    Maior perfilhamento aéreo:Taiwan A-146, Cana-africana e mineiro. Perfilhamento basal: > intens. (Mott); < intens. (Taiwan A-146, Cameroon, Mineiro).  Consumo de forragem é aumentado quando esta for proveniente de perfilhos laterais. Perfilhamento
  • 22.
    Melhor (menor) C/F:Mott Pior (maior) C/F: Taiwan A-146; Kizozi; Mineiro e Cana-africana.  Indica a proporção de caules que está presente na forragem total. Relação Colmo:Folha (C/F)
  • 23.
    Precoces: Taiwan A-146e Mineiro; Tardia: Mott; Intermediário: Cana-africana; Kizozi; Elefante-pinda e Cameroon.  Variou entre as cultivares Altura do Meristema apical
  • 24.
    Fator favorável aomanejo do capim-elefante sob pastejo. - Estimulação do desenvolvimento de perfilhos laterais. Precocidade na elevação do Meristema apical
  • 25.
    A resposta animalé, sem dúvida, o parâmetro mais confiável para a determinação do potencial de uma forrageira sob pastejo. Considerações Finais
  • 26.

Notas do Editor

  • #3 Guilherme
  • #7 Originário da África, o capim elefante apresenta uma grande variabilidade genética, com características variáveis de rendimento, fotoperíodo, perfilhamento, relação colmo/folha e qualidade como forragem. A seleção de variedades de alto rendimento e qualidade tem sido o principal objetivo dos estudos com essa cultura.
  • #8 Visto que as bacias leiteiras do brasil se encontram nas regiões sul, sudeste e centro-oeste.
  • #9 Considerando as principais características com função discriminatória e importância agronômica, bem como a constituição genética, definiu grupos com relação ao tipos básicos:
  • #10  As cultivares deste grupo são mais adaptadas para pastejo em função do menor comprimento dos entrenós. As plantas desse grupo apresentam porte baixo (1,5 m) e elevada relação lâmina:colmo. Um exemplo é a cultivar Mott.
  • #11 apresentam plantas de porte ereto, colmos grossos, predominância de perfilhos basilares, folhas largas, florescimento tardio (maio a julho) ou ausente, e touceiras densas. Têm-se como exemplo as cultivares Cameroon, Piracicaba, Vruckwona e Guaçú. Em pastagens, o perfilho consite na unidade básica das gramíneas, que utilizam o perfilhamento como forma de crescimento e, sobretudo, como forma de sobrevivência na pastagem (Hodgson, 1990). Nas espécies de gramíneas perenes ocorrem, quanto à origem, dois grupos de perfilhos: os basilares, que se originam da base da planta e possuem seu próprio sistema radicular, e os axilares, que surgem a partir de nós superiores dos colmos basais e não desenvolvem sistema radicular independente. Segundo Mozzer (1993), no capim-elefante, as brotações das gemas axilares correspondem a 70-80% do número total de perfilhos e são responsáveis por apenas 20% da produção de massa verde, ao passo que os 20-30% dos perfilhos basilares resultam em aproximadamente 80% da produção total de massa verde.
  • #12 Caracterizado por apresentar menor porte, colmos finos, folhas finas, menores e mais numerosas, e época de florescimento precoce (março a abril). As cultivares Mercker, Mercker comum, Mercker Pinda fazem parte deste grupo
  • #13 As cultivares deste grupo apresentam variedades de plantas com colmos grossos, folhas largas, época de florescimento intermediaria (abril a maio) e touceiras abertas. Têm exemplares como as cultivares Napier, Mineiro e Taiwan A-146.
  • #14 A resposta animal é, sem dúvida, o parâmetro mais confiável para a determinação do potencial de uma forrageira sob pastejo. Contudo, a eficiência de conversão da pastagem em produtos animais depende da quantidade, qualidade e estacionalidade de produção da pastagem.
  • #16  Não diferiram entre si; Houve diferenças em outros experimentos. Certamente, esse fato está relacionado com as diferentes condições de solo e clima dessas regiões e com os manejos adotados, uma vez que esses fatores, aliados àqueles inerentes à própria planta, condicionam a produtividade de uma espécie forrageira.
  • #17 No início da estação das águas, o período de ocupação deve ser mais prolongado para que os meristemas apicais sejam eliminados, favorecendo uma rebrotação por meio de novos perfilhos basilares e axilares, melhorando a qualidade da forragem produzida.
  • #18 Sugere-se em programa de melhoramento, que a distribuição estacional da produção seja, entre outras, uma característica que deve ser melhorada e incorporada às novas cultivares de capim elefante. Durante o período das chuvas, e quando manejado intensivamente, o capim-elefante pode atingir produções diárias superiores a 200 kg/ha de matéria seca, com teor de proteína bruta em torno de 15% (GOMIDE, 1994). Por outro lado, a estacionalidade da produção de forragem durante o período seco do ano é bastante acentuada, constituindo uma das principais limitações dessa espécie forrageira. Assim, para a maioria das cultivares existentes, somente 10-15% da produção anual de forragem são produzidos durante o período da seca (BOTREL e ALVIM, 1992).
  • #19 A Embrapa Amazônia Oriental introduziu em 1983 no Brasil a cultivar de capim-elefante de porte baixo, denominada Anão (Pennisetum purpureum cv. Mott), a qual foi desenvolvida na Universidade da Flórida. Esta cultivar mostrou-se bastante promissora para pastejo direto, devido ao seu porte que não ultrapassa 1,0 m de altura, sob utilização normal. No entanto, apesar de seu porte o potencial de produção de forragem não é comprometido, enquanto que sua composição química supera as cultivares de porte alto, face a sua grande proporção de folhas em relação aos colmos.
  • #20 Diversos autores (PEREIRA et al., 1999; JOHNSON et al., 1973) têm demonstrado que o capim-elefante apresenta queda bastante acentuada do teor de PB, após 45 dias de crescimento.  É importante ressaltar que a adubação fosfatada no estabelecimento da pastagem é de fundamental importância, pois este elemento promove maior desenvolvimento inicial das plântulas, após a germinação, crescimento de raízes e perfilhamento das plantas (WERNER, 1986).
  • #21 Dentre os fatores que afetam o fluxo de biomassa de uma gramínea forrageira, o perfilhamento é o que exerce maior influência sobre o acúmulo de forragem (Silva & Pedreira, 1997); sua dinâmica é determinada por diversos fatores como genótipo da planta, balanço hormonal, estádio de desenvolvimento (vegetativo x reprodutivo), fotoperíodo, temperatura, intensidade luminosa e disponibilidade de nutrientes e água (Langer, 1963). Assim, a produtividade de pastagens, formadas com essas plantas, decorre da contínua emissão de folhas e perfilhos que morrem durante o ano,
  • #22 As cultivares Taiwan A-146, Cana-africana e mineiro foram as que apresentaram maior perfilhamento aéreo. A mortalidade de perfilhos pode estar relacionada com uma série de eventos, ligados tanto à fenologia da pastagem (sombreamento, florescimento) como às características do pastejo (intensidade, pisoteio, deposição de fezes e urina), ou relacionada a fatores bióticos, como predação por insetos (Woodward, 1998).
  • #23 A relação F/C é fator importante na previsão do valor nutritivo de uma cultivar, pois indica a proporção de caules que está presente na forragem total, os quais são de menor valor nutritivo, quando comparados com as folhas. Assim, a alta proporção de folhas em relação aos colmos constitui uma característica desejável em uma planta forrageira, por estar diretamente associada com a qualidade e o consumo, principalmente em espécies que apresentam colmos mais grossos como o capim-elefante (LAREDO e MINSON, 1973). 
  • #26 A resposta animal é, sem dúvida, o parâmetro mais confiável para a determinação do potencial de uma forrageira sob pastejo. Contudo, a eficiência de conversão da pastagem em produtos animais depende da quantidade, qualidade e estacionalidade de produção da pastagem.
  • #27 Guilherme