Programa Doutoral em Multimédia em Educação Educação a Distância Factores Críticos de Sucesso em  Comunidades  de Prática de Professores online Ana Loureiro; Carlos Vaz; Mª Rosário Rodrigues; Paula Antunes
Introdução - Objecto de estudo Motivações dos professores para adesão a comunidades de prática; Dificuldades sentidas; Factores críticos de constituição e desenvolvimento das comunidades de professores online.  O estudo do desempenho das CoP foi, durante algum tempo, centrado nas características de design das tecnologias de suporte (Carroll, 2003)
Introdução - Estrutura Conceito de comunidade de prática (Community of Practice - CoP) e evoluções para CoP online/virtuais e CoP online/virtuais formadas por docentes.  Levantamento das motivações dos professores para adesão a comunidades e seus factores críticos de sucesso (FCS).  Reflexão sobre a relação entre os dados recolhidos e a conceptualização do conceito
Introdução - Selecção de bibliografia Palavras-chave:  Barreiras;  Factores de motivação;  Participação;  Partilha de conhecimento;  Aprendizagem informal;  Aprendizagem formal. Comunidade de prática;  Comunidade virtual de aprendizagem;  Cop - factores críticos de sucesso;
Introdução - Pesquisas Bases de dados científicas indicadores de referência: relevância dos artigos hierarquia temática de classificação nas bases de dados Estudos científicos de instituições de ensino superior portuguesas, cuja temática incluía as CoP de professores. Expectativa: contribuir para a sistematização do conhecimento numa área ainda muito pouco explorada.
Conceito - CoP com forte componente presencial Os intervenientes na comunidade envolvem-se numa série de actividades sobre uma  temática que lhes é comum , e vão gerando a ideia de um  empreendimento comum .  Ao longo do tempo vão criando um  reportório comum , constituído por ideias, memórias, ferramentas, vocabulário e simbologia.
Conceito - VCoP Rede colaborativa de indivíduos que partilham uma área de investigação e comunicam sobre ela, online.  O enfoque VCoP é a construção do conhecimento através da colaboração, da realização de tarefas em equipa, de uma reestruturação da forma de pensar e de trabalhar (Illera, 2007) Verifica-se uma perda da proximidade física e de elementos de interacção, mas as VCoP adaptaram-se através do reforço simbólico de pertença. Illera (2007)  VCoP vs  CoP online (diferença pouco significativa, segundo Martins (2007),  VCoP - membros não se conhecem presencialmente Cop online  -  alguns membros conhecem-se presencialmente
Comunidades de professores online Principal objectivo Melhorar o conhecimento dos participantes, sem conduzir a uma investigação original. Podem existir em contexto de aprendizagem formal, contexto de formação contínua ou desenvolvimento profissional (Bos, 2007).
Comunidades de professores online MOTIVAÇÕES PARA A PARTICIPAÇÃO Interesses comuns e desenvolvimento profissional. Permite comunidades de âmbito geograficamente mais vasto (Wenger, 2001).  Perspectiva a construção do conhecimento no desenvolvimento profissional dos docentes (Vavasseur, 2006) . TECNOLOGIA
Factores críticos  - Comunidade viva i. "Design for evolution“ Evolução progressiva da comunidade, envolvendo novos membros pela construção de laços de confiança.  ii. Abrir o diálogo entre as perspectivas internas e externas  Perspectiva forte de descoberta sobre a sua identidade, eventual envolvimento de especialistas externos  - aumento do sentido de pertença.  iii. Sugerir diferentes níveis de participação   Movimento saudável entre os níveis de participação, procurando que o sentido de pertença se mantenha. Actividades diversificadas e desafiantes  iv. Desenvolver espaços comunitários públicos e privados Forte inter-relação entre as relações individuais dos membros e os eventos públicos  da comunidade.
Factores críticos  - Comunidade viva v. Centrar no valor  O reconhecimento do valor da comunidade é lento e depende das experiências profissionais dos elementos – importância da explicitação do valor. vi. Combinar familiaridade e entusiasmo  Harmonizar confiança para intervir com pensamento divergente.  vii. Criar um ritmo para a comunidade  Equilíbrio entre o entusiasmo de exposição a muitas ideias e o conforto de uma relação mais íntima. (Wenger, 2002)
Motivações e barreiras Responsabilidade de actualização profissional - Meirinhos (2007)  Uma referência, sempre disponível, sempre consultável Uma ferramenta útil na resolução de problemas, facilitada pelo contacto com peritos.  Principal motivação: a partilha de conhecimento, encarado como um bem público. Consciência de que têm algo a dar em prol da comunidade, do bem comum (Ardichvili, 2003; Hew e Hara, 2007).
Motivações e barreiras Falta de confiança, receio de que os conhecimentos não sejam relevantes ou adequados a uma determinada discussão.  Insegurança quanto aos contributos possíveis numa discussão, no receio de não ser reconhecido e de se expor ao ridículo.
FCS Tecnologia Uma comunidade virtual necessita, para funcionar, de uma infraestrutura que inclua ferramentas e equipamentos de comunicação síncrona e assíncrona e dispositivos de organização do seu reportório. Quebra da noção de tempo e espaço Comunicação escrita: simultaneamente uma vantagem (centra no assunto e desinibidora) e uma desvantagem (não tem dicas verbais ou corporais)
FCS "Collective trust is a crucial element of virtual team functioning"  (Gibson, 2003) Gibson e Manuel (2003) Carrol (2003)    confiança pessoal confiança institucional Campbell e Uys (2007)    confiança é factor essencial para sucesso de CoP Confiança /Comunicação
FCS Miranda (2008)    o papel do líder ou moderador é crucial para a manutenção no tempo ou sustentabilidade da CoP, sobretudo em ambiente virtual, no qual é essencial a promoção das interacções sociais Hew e Hara (2007)    principais barreiras    falta de tempo ; falta de conhecimentos dos professores Tempo Liderança
FCS Brown & Duguid (2002)     fazer parte  ≠  pertencer a    participação activa favorece a aprendizagem Andrews e Schwarz (2002)    momentos de socialização são importantes , principalmente numa fase inicial da comunidade    a confiança e as relações pessoais desenvolvem-se com maior facilidade Socialização Sentido de pertença Hew e Hara (2007)    fortalecimento de vínculos sociais conduzem a uma maior probabilidade de partilha de conhecimento Sentido de comunidade (Wegerif, 1998) Entendimento comum (Campbell e Uys, 2007)
Conclusões Comunidades em contexto de formação formal  Motivação associada ao eventual reconhecimento das suas competências Uma certa obrigatoriedade na sua participação Comunidade de iniciativa de um conjunto de professores O tempo disponível pode ser uma barreira.  Motivações : Aprendizagem contextualizada pela prática e em partilha com os seus pares Perspectiva egoísta do seu próprio desenvolvimento Perspectiva altruísta de contributo para o desenvolvimento dos seus pares
Conclusões Referências aos  recursos  são quase inexistentes Alusões à consulta da informação existente - partilha de experiências entre pares e contributos de especialistas, interpretação compatível com Wenger - abrir o diálogo entre as perspectivas internas e externas.  "Centrar no valor" e "Combinar entusiasmo com familiaridade" não são referidos  Tempo de vida das comunidades? Contexto de formação subjacente?  Valor e uma durabilidade assumidos  a priori  A importância do papel desempenhado pela  coordenação  e o  sentido de pertença  parecem consensuais.
Conclusões Competências tecnológicas dos professores Parece não ser consensual o que acontece quando deixa de ser uma barreira ao acesso e à partilha de informação.  Campbel e UyS (2007) concluem que, quando deixam de ser uma barreira e passam a ser um factor que contribui para o sucesso no envolvimento na comunidade.  Por outro lado, Yuen (2004) conclui que, se os professores dominam bem as tecnologias, tal não significa que sejam participativos na comunidade.
Conclusões Parece-nos possível inferir  Ultrapassada uma barreira, ela não se transforma num factor de sucesso, mas possibilita uma maior participação na comunidade, se não existirem outras barreiras.  Uma motivação pode contribuir para derrubar barreiras de índole tecnológica ou pessoal. Os FCS estão interligados entre si de forma a que se torna difícil estabelecer uma separação estanque.

Apresenta Final Xp

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    Programa Doutoral emMultimédia em Educação Educação a Distância Factores Críticos de Sucesso em Comunidades de Prática de Professores online Ana Loureiro; Carlos Vaz; Mª Rosário Rodrigues; Paula Antunes
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    Introdução - Objectode estudo Motivações dos professores para adesão a comunidades de prática; Dificuldades sentidas; Factores críticos de constituição e desenvolvimento das comunidades de professores online. O estudo do desempenho das CoP foi, durante algum tempo, centrado nas características de design das tecnologias de suporte (Carroll, 2003)
  • 3.
    Introdução - EstruturaConceito de comunidade de prática (Community of Practice - CoP) e evoluções para CoP online/virtuais e CoP online/virtuais formadas por docentes. Levantamento das motivações dos professores para adesão a comunidades e seus factores críticos de sucesso (FCS). Reflexão sobre a relação entre os dados recolhidos e a conceptualização do conceito
  • 4.
    Introdução - Selecçãode bibliografia Palavras-chave: Barreiras; Factores de motivação; Participação; Partilha de conhecimento; Aprendizagem informal; Aprendizagem formal. Comunidade de prática; Comunidade virtual de aprendizagem; Cop - factores críticos de sucesso;
  • 5.
    Introdução - PesquisasBases de dados científicas indicadores de referência: relevância dos artigos hierarquia temática de classificação nas bases de dados Estudos científicos de instituições de ensino superior portuguesas, cuja temática incluía as CoP de professores. Expectativa: contribuir para a sistematização do conhecimento numa área ainda muito pouco explorada.
  • 6.
    Conceito - CoPcom forte componente presencial Os intervenientes na comunidade envolvem-se numa série de actividades sobre uma temática que lhes é comum , e vão gerando a ideia de um empreendimento comum . Ao longo do tempo vão criando um reportório comum , constituído por ideias, memórias, ferramentas, vocabulário e simbologia.
  • 7.
    Conceito - VCoPRede colaborativa de indivíduos que partilham uma área de investigação e comunicam sobre ela, online. O enfoque VCoP é a construção do conhecimento através da colaboração, da realização de tarefas em equipa, de uma reestruturação da forma de pensar e de trabalhar (Illera, 2007) Verifica-se uma perda da proximidade física e de elementos de interacção, mas as VCoP adaptaram-se através do reforço simbólico de pertença. Illera (2007) VCoP vs CoP online (diferença pouco significativa, segundo Martins (2007), VCoP - membros não se conhecem presencialmente Cop online - alguns membros conhecem-se presencialmente
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    Comunidades de professoresonline Principal objectivo Melhorar o conhecimento dos participantes, sem conduzir a uma investigação original. Podem existir em contexto de aprendizagem formal, contexto de formação contínua ou desenvolvimento profissional (Bos, 2007).
  • 9.
    Comunidades de professoresonline MOTIVAÇÕES PARA A PARTICIPAÇÃO Interesses comuns e desenvolvimento profissional. Permite comunidades de âmbito geograficamente mais vasto (Wenger, 2001). Perspectiva a construção do conhecimento no desenvolvimento profissional dos docentes (Vavasseur, 2006) . TECNOLOGIA
  • 10.
    Factores críticos - Comunidade viva i. "Design for evolution“ Evolução progressiva da comunidade, envolvendo novos membros pela construção de laços de confiança. ii. Abrir o diálogo entre as perspectivas internas e externas Perspectiva forte de descoberta sobre a sua identidade, eventual envolvimento de especialistas externos - aumento do sentido de pertença. iii. Sugerir diferentes níveis de participação Movimento saudável entre os níveis de participação, procurando que o sentido de pertença se mantenha. Actividades diversificadas e desafiantes iv. Desenvolver espaços comunitários públicos e privados Forte inter-relação entre as relações individuais dos membros e os eventos públicos da comunidade.
  • 11.
    Factores críticos - Comunidade viva v. Centrar no valor O reconhecimento do valor da comunidade é lento e depende das experiências profissionais dos elementos – importância da explicitação do valor. vi. Combinar familiaridade e entusiasmo Harmonizar confiança para intervir com pensamento divergente. vii. Criar um ritmo para a comunidade Equilíbrio entre o entusiasmo de exposição a muitas ideias e o conforto de uma relação mais íntima. (Wenger, 2002)
  • 12.
    Motivações e barreirasResponsabilidade de actualização profissional - Meirinhos (2007) Uma referência, sempre disponível, sempre consultável Uma ferramenta útil na resolução de problemas, facilitada pelo contacto com peritos. Principal motivação: a partilha de conhecimento, encarado como um bem público. Consciência de que têm algo a dar em prol da comunidade, do bem comum (Ardichvili, 2003; Hew e Hara, 2007).
  • 13.
    Motivações e barreirasFalta de confiança, receio de que os conhecimentos não sejam relevantes ou adequados a uma determinada discussão. Insegurança quanto aos contributos possíveis numa discussão, no receio de não ser reconhecido e de se expor ao ridículo.
  • 14.
    FCS Tecnologia Umacomunidade virtual necessita, para funcionar, de uma infraestrutura que inclua ferramentas e equipamentos de comunicação síncrona e assíncrona e dispositivos de organização do seu reportório. Quebra da noção de tempo e espaço Comunicação escrita: simultaneamente uma vantagem (centra no assunto e desinibidora) e uma desvantagem (não tem dicas verbais ou corporais)
  • 15.
    FCS "Collective trustis a crucial element of virtual team functioning" (Gibson, 2003) Gibson e Manuel (2003) Carrol (2003)  confiança pessoal confiança institucional Campbell e Uys (2007)  confiança é factor essencial para sucesso de CoP Confiança /Comunicação
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    FCS Miranda (2008)  o papel do líder ou moderador é crucial para a manutenção no tempo ou sustentabilidade da CoP, sobretudo em ambiente virtual, no qual é essencial a promoção das interacções sociais Hew e Hara (2007)  principais barreiras  falta de tempo ; falta de conhecimentos dos professores Tempo Liderança
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    FCS Brown &Duguid (2002)  fazer parte ≠ pertencer a  participação activa favorece a aprendizagem Andrews e Schwarz (2002)  momentos de socialização são importantes , principalmente numa fase inicial da comunidade  a confiança e as relações pessoais desenvolvem-se com maior facilidade Socialização Sentido de pertença Hew e Hara (2007)  fortalecimento de vínculos sociais conduzem a uma maior probabilidade de partilha de conhecimento Sentido de comunidade (Wegerif, 1998) Entendimento comum (Campbell e Uys, 2007)
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    Conclusões Comunidades emcontexto de formação formal Motivação associada ao eventual reconhecimento das suas competências Uma certa obrigatoriedade na sua participação Comunidade de iniciativa de um conjunto de professores O tempo disponível pode ser uma barreira. Motivações : Aprendizagem contextualizada pela prática e em partilha com os seus pares Perspectiva egoísta do seu próprio desenvolvimento Perspectiva altruísta de contributo para o desenvolvimento dos seus pares
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    Conclusões Referências aos recursos são quase inexistentes Alusões à consulta da informação existente - partilha de experiências entre pares e contributos de especialistas, interpretação compatível com Wenger - abrir o diálogo entre as perspectivas internas e externas. "Centrar no valor" e "Combinar entusiasmo com familiaridade" não são referidos Tempo de vida das comunidades? Contexto de formação subjacente? Valor e uma durabilidade assumidos a priori A importância do papel desempenhado pela coordenação e o sentido de pertença parecem consensuais.
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    Conclusões Competências tecnológicasdos professores Parece não ser consensual o que acontece quando deixa de ser uma barreira ao acesso e à partilha de informação. Campbel e UyS (2007) concluem que, quando deixam de ser uma barreira e passam a ser um factor que contribui para o sucesso no envolvimento na comunidade. Por outro lado, Yuen (2004) conclui que, se os professores dominam bem as tecnologias, tal não significa que sejam participativos na comunidade.
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    Conclusões Parece-nos possívelinferir Ultrapassada uma barreira, ela não se transforma num factor de sucesso, mas possibilita uma maior participação na comunidade, se não existirem outras barreiras. Uma motivação pode contribuir para derrubar barreiras de índole tecnológica ou pessoal. Os FCS estão interligados entre si de forma a que se torna difícil estabelecer uma separação estanque.