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COLÉGIO ESTADUAL “JOÃO XXIII”
ALUNO (a):__________________________________________________, Nº ________
Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus
site: http://givaldohistoria.webnode.com.br
e-mail: givaldogeohistoria@hotmail.com
“A História é o estudo orientado cientificamente que analisa o
passado e suas relações com o tempo presente, buscando linhas de
ação (transformação) para o futuro”. Lucien Febvre
Ribeirópolis –SE
2011
3º ANO
1
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
SUMÁRIO
1 – Esquema dos conteúdos do primeiro
bimestre ............................................................................... 03
2 – Esquema dos conteúdos do segundo
bimestre ...............................................................................08
3 – Esquema dos conteúdos do terceiro
bimestre ................................................................................ 11
4 – Esquema dos conteúdos do quarto
bimestre .................................................................................. 13
5 – Esquema dos conteúdos de História de
Sergipe ............................................................................ 17
6 – Questões referentes ao primeiro
bimestre ...................................................................................... 20
7 – Questões referentes ao segundo
bimestre ..................................................................................... 23
8 – Questões referentes ao terceiro
bimestre ....................................................................................... 26
9 – Questões referentes ao quarto
bimestre ......................................................................................... 31
10 – Questões de História de
Sergipe .................................................................................................. 34
11 – Questões do
ENEM........................................................................................................................ 35
12 - Lista de
siglas ................................................................................................................................ .
45
13 – Referências
Bibliográficas ............................................................................................................. . 45
14 - Anexos
(mapas) ..............................................................................................................................
.. 46
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
PRIMEIRO BIMESTRE:
- A Primeira Guerra Mundial e seus reflexos no Brasil;
- Revolução Russa;
- A Questão Social na República Velha;
- A Cultura na República Velha;
- O Movimento Tenentista no Brasil e em Sergipe;
SEGUNDO BIMESTRE:
- A Crise do Capitalismo e o Período Entreguerras;
- Os Regimes Totalitários Europeus e Latino-americanos;
- A Segunda Guerra Mundial;
- A Era Vargas. Sergipe sob o domínio dos Interventores (1930-1945);
- Descolonização da Ásia e da África;
TERCEIRO BIMESTRE:
- A Redemocratização (1945-1964) e o Desenvolvimentismo;
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- Os Governos Militares e a Política Econômica e Social;
- Movimentos Sociais na América Latina;
- Sergipe sob o Regime Militar;
- A Crise do Regime Militar: a Abertura e o Movimento Sindical no Brasil;
QUARTO BIMESTRE:
- Movimentos Sociais e Culturais no Brasil nas décadas de 60 e 80;
- Sociedade e Cultura em Sergipe Contemporâneo;
- A Crise do Socialismo, as Lutas Inter étnicas na Europa e no Oriente Médio;
- A Globalização e seus efeitos.
“O principal objetivo da educação é ensinar as pessoas a pensar com
autonomia”.
Kant
Bom estudo !!
HISTÓRIA
TERCEIRA SÉRIE DO ENSINO
MÉDIO
Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus
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ESQUEMA DOS CONTEÚDOS
PRIMEIRO BIMESTRE
I - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
(1914 – 1918)
1 – Introdução: “O século XX foi
marcado por inúmeras guerras e
revoluções. Muitas dessas ocorrências
estiveram ligadas às disputas
imperialistas travadas entre as grandes
potências pela dominação e exploração
de grande parte do mundo. O
Imperialismo praticado a partir da
segunda metade do século XIX pelas
potências industrializadas, foi
responsável, entre outros, por um dos
mais terríveis conflitos armados da
história da humanidade, que foi a
Primeira Guerra Mundial”.
(PETTA e OJEDA. 1999:195)
2- O que foi a primeira guerra mundial?
Um conflito armado entre as potências
imperialistas que lutavam por uma nova
divisão de mercados.
3 – Fatores:
- As rivalidades imperialistas das
grandes potências que competiam
violentamente por colônias e
mercados;
- Ressentimentos nacionalistas.
- Pontos de atritos permanentes:
* A rivalidade anglo-germânica
onde os ingleses desejavam
eliminar a concorrência econômica
da Alemanha;
* O revanchismo francês – os
franceses queriam recuperar a
região da Alsácia-Lorena e barrar
as ambições dos alemães no
Marrocos;
* O Pan-eslavismo russo – a
Rússia desejava aumentar sua
influência nos Bálcãs e encontrar
uma saída para o Mediterrâneo,
incentivando a união de todos os
povos eslavos que se encontrava
sob o domínio do império Austro-
Húngaro e do Otomano;
* O nacionalismo da Sérvia que
lutava pela sua emancipação
contra os turcos e austro-húngaros.
5 – Alianças:
- Tríplice Entente – Inglaterra,
França e Rússia;
- Tríplice Aliança – Alemanha,
Itália e Império Austro-Húngaro;
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Jesus
6 – Estopim da guerra: Assassinato do
imperador austríaco Francisco
Ferdinando e de sua esposa
(28/06/1914) em Sarajevo, capital da
Bósnia.
- Obs.: Esse fato acabou por
desencadear sucessivas declarações
de guerras entre os países europeus.
7 – Fases da Guerra:
- 1a -
Guerra de Movimentos
(agosto/novembro de 1914) –
caracterizou-se pela rápida mobilização
das tropas contra os inimigos. Os
alemães usando o plano Schlieffen
invadiram a França e foi derrotada na
batalha de Marne;
- 2a
- Guerra das Trincheiras (novembro
de 1914 – março de 1918)– marcada
pelo relativo equilíbrio dos países e
pelo uso de metralhadoras e tanques
blindados. Cada centímetro que se
avançava no mapa custava longa
preparação e milhares de vidas.
- 3ª - Ofensivas de 1918: elementos
que modificaram as condições da
guerra:
* uso de tanques a partir de 1916;
* maior eficácia dos aviões de caça,
bombardeio e observação;
* saída da Rússia e a entrada dos
Estados Unidos na guerra 1917.
8 – A Entrada dos Estados Unidos na
Guerra
-Acontecimentos:
* posição de neutralidade dos Estados
Unidos;
* a política de solidariedade aos aliados
(Tríplice Entente).
- Causa da entrada dos EUA na guerra:
* Torpedeamento do navio norte-
americano Vigilentia e a revelação de
que os alemães tinham oferecido ao
México uma aliança contra os Estados
Unidos.
9 – O fim da guerra:
- O presidente dos E.U.A Wilson
apresenta um plano de paz, composto
de 14 pontos baseados na idéia de
uma paz sem vencedores que foi
inviabilizado devido as pressões da
França e Inglaterra;
- Conferência de Paris – Paz de
Versalhes;
* Alemanha, além de perdas territoriais
foi obrigada a pagar indenizações aos
vencedores e reduzir seus exércitos;
* Criação da Liga das Nações.
10 – Conseqüências:
* Perdas humanas;
* Ascensão dos E.U.A;
* Decadência da Europa;
* Revolução Russa;
* Aparecimento dos Estados
Totalitários;
* Modificação do mapa político da
Europa;
* A crise do capitalismo liberal que
cedeu lugar ao Estado Intervencionista;
11 - O Brasil na Primeira Guerra
Mundial
– A situação econômica, social e
política do Brasil na época da primeira
guerra:
* Presidente Venceslau Brás;
* Situação econômica instável,
obrigando o Brasil a recorrer novo
empréstimo;
*Ganha impulso a exportação de
borracha;
– A Participação do Brasil:
*Após a entrada dos E.U.A e o
afundamento dos navios brasileiros
Paraná e Macau pelos alemães;
* Participou fornecendo alimentos e
matérias-primas aos aliados, policiando
o Atlântico e enviando uma equipe
médica, soldados e aviadores para a
Europa;
– Os reflexos da Primeira Guerra
Mundial no Brasil:
* Impulso à industrialização
(substituição das importações);
- O papel da guerra na indústria;
* Tese tradicional – Roberto Simonsen
e Caio Prado Júnior – aumento da
produção industrial;
* Tese revisionista (Warren Dean) –
ocorreu apenas um avanço no setor
industrial (açúcar, frigoríficos e tecidos)
que pôde vender seus produtos no
mercado mundial. Não ocorreu
aumento de energia elétrica, entrada de
capitais estrangeiros e máquinas, e
chegou a ocorrer falta de combustíveis;
- O processo de industrialização;
*Ausência de uma política industrial;
* Os agentes eram os imigrantes;
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II – A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917
- Introdução: “Assim como a Revolução
Francesa de 1789 foi o modelo clássico
de revolução burguesa, que
desmantelou a velha ordem feudal e
aristocrática, criando as condições para
o desenvolvimento do capitalismo
moderno, a Revolução Russa de 1917
é considerada o modelo clássico de
revolução proletária, que destruiu a
ordem capitalista e burguesa e lançou
os fundamentos do primeiro Estado
socialistas da história”.
(MELLO e COSTA. 1999:295)
1 – A Rússia Pré-revolucionária:
- Agricultura semifeudal;
* Economia agrária, onde os
camponeses viviam em condições
semifeudais, condenados à miséria;
* As terras pertenciam aos boiardos e
ao clero que exploravam os
camponeses e os mujiques (servos);
- Industrialização tardia:
* Industrialização financiada por
capitais estrangeiros onde surgiram
industrias em Moscou e São
Petersburgo;
* Aparecimento de uma burguesia fraca
e um operariado forte e organizado;
- Autocracia política: governo de
Nicolau II:
* Ausência de liberdade de opinião,
eleições livres e direitos democráticos;
- A oposição ao Czarismo:
- Partido Socialista – Revolucionário
(PSR):
* Propunham uma ampla frente de
classes sociais para derrubar o
czarismo;
* Defendiam democracia e revolução
agrária;
- Partido Constitucional Democrático;
* Seus membros eram chamados de
Kadetes;
* Lutavam por reformas políticas que
implantasse a monarquia
constitucional;
- Partido Operário Social – Democrata
Russo (POSDR) – defensores dos
princípios marxistas;
* Bolcheviques (maioria) – eram
revolucionários e defendiam a
revolução Socialista com a aliança
entre camponeses e operários;
* Mencheviques (minoria) – defendiam
a aliança com a burguesia e a
passagem gradual ao socialismo
através de reformas;
3 – O Ensaio Revolucionário de 1905:
- A derrota da Rússia na guerra russo-
japonesa pelo controle da Manchúria
agravou a miséria das camadas baixas
da população;
- Domingo Sangrento – (Revolução de
1905);
- Surgimento dos Soviets – Conselho
de Operários;
* Criação da Duma;
- Em 1907, o czar organizou a contra-
revolução dissolvendo os Soviets e a
Duma;
4 – A Revolução Menchevique
(Fevereiro):
- Derrotas da Rússia frente aos
alemães agrava a crise econômica;
- A população reage com greves e
manifestações populares apoiadas por
soldados e marinheiros liderados pelos
Soviets;
- Derrubada do czarismo e ascensão
de um governo liberal-burguês;
- Dois centros de poder:
# Duma – controlada pela burguesia;
# Soviets – controlado pelos
trabalhadores que fazia a oposição;
* Manteve a Rússia na Primeira Guerra
Mundial;
* Concedeu anistia geral – volta de
Lênin que divulgou as teses de Abril –
Terra, Pão e Paz e de Trotski que foi
eleito Presidente do Soviete de
Petrogrado e organiza a Guarda
Vermelha;
5 – A Revolução Bolchevique (outubro):
- Queda de Kerenski;
- Ascensão dos Bolcheviques – Lênin:
• Reforma agrária;
• Nacionalização de
bancos e industrias;
• Assinatura do tratado
de Brest-Litovsk com a
Alemanha;
- A Guerra Civil:
* Envolvia o exército branco (burguesia,
latifundiários apoiados pelos países
europeus) e o Exército Vermelho
liderado por Trotski que lutava para
preservar a ordem Socialista;
* Lênin para garantir a produção e o
abastecimento colocou em prática o
comunismo de guerra;
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* Vitória de Lênin;
6 – A NEP e a Estabilização do
Regime:
- Lênin colocou em prática a Nova
Política Econômica (NEP) – retorno
parcial a formas de economia
capitalista para superar a crise,
aumentando a produção;
- Surgimento da URSS (União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas) –
(1923);
- Morte de Lênin e a disputa pelo poder
entre Trotski (Revolução Permanente)
e Stálin (socialismo em um só país);
7 – Totalitarismo Stalinista:
- Substituiu a NEP pelos planos
Qüinqüenais caracterizados pela rígida
planificação do Estado na economia:
* Os dois primeiros planos tinham como
objetivo o incentivo a indústria pesada
e a coletivização da economia
(Rolkhozes e Sovrhozes); e o terceiro o
desenvolvimento da indústria química.
- No aspecto político criou o
ROMINFORM e procurou reprimir a
oposição e acabou com os Soviets;
- A Internacional Comunista, Moscou
1935;
- Os desafios dos partidos comunistas
nos dias atuais.
III – REPÚBLICA VELHA
(1889 – 1930)
- Introdução: “O período que se
estende da queda da monarquia, em
1889, até a revolução de 1930, é
conhecido em nossa história como
República Velha. Esta, por sua vez,
divide-se em: República da Espada
(1889 – 1904), controlada pelos
militares, e República Oligárquica
(1904-30), dominada pelos fazendeiros
de café. A República da Espada,
conhecida também como República
Jacobina, corresponde à época de
consolidação do regime republicano
federativo contra as tentativas de
restauração monárquica no Brasil”.
(COSTA e MELLO. 1999:238)
1 – República da Espada (1889 –
1904)
1.1 – Governo Provisório de
Deodoro da Fonseca;
- Grande naturalização de estrangeiros;
- Separação entre Igreja e Estado;
- Banimento da família real;
- Instituição do casamento civil;
- Política econômica – encilhamento –
Rui Barbosa:
• Estímulos à
industrialização;
• Aumento das tarifas de
importação;
• Agitações na bolsa de
valores: especulação e
empresas fantasmas;
• Crise econômica:
inflação, falência e
destituição de Rui
Barbosa;
- A constituição de 1891:
• Federalismo;
• Três poderes;
• Sufrágio universal;
• Liberdade de culto;
1.2 – Governo Constitucional de
Deodoro
- Antagonismo entre o governo e o
congresso:
• Dissolução do
congresso;
• Renúncia;
- 1a
Revolta da Armada;
1.3 – Floriano Peixoto (1891 –
1894)
- Reintegração do congresso;
- Acusado de continuísmo (não
convocar eleições)
- Política econômica – Serzedelo
Correia – Protecionista favorável à
indústria;
- Revoltas: Federalista e 2a
Revolta da
Armada, e agitações populares;
2 – República Oligárquica (1904 – 30)
- Política dos Governadores –
autonomia estadual, apoio eleitoral ao
governo federal;
- Coronelismo – obtenção de votos pela
manipulação dos currais eleitorais;
- Política do café-com-leite –
alternância de presidentes do PRP e
PRM;
- Hegemonia dos cafeicultores.
2.1 – Prudente de Morais (1894 –
1898)
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- Primeiro presidente civil;
- Incentivo a industrialização – reação
das oligarquias cafeeira e o fim do
protecionismo;
- Guerra de Canudos.
2.2 – Campos Sales (1898 –
1902):
- 1º Funding-Loan e o saneamento
financeiro colocado em prática por
Joaquim Murtinho;
- Política dos governadores;
- Questão do Amapá (Guiana
Francesa);
2.3 – Rodrigues Alves (1902 –
1906):
- Erradicação, no Rio de Janeiro, da
febre amarela;
- Surto da borracha;
- Revolta da vacina;
- Questão do Acre – ampliação de
fronteiras;
- Convênio de Taubaté – política de
valorização do café.
2.4 – Afonso Pena (1906 – 1909) –
governar é povoar
- Incentivo à imigração;
- Colocou em prática o convênio de
Taubaté;
- Participação do Brasil na conferência
de Haia, destaque para Rui Barbosa;
2.5 – Nilo Peçanha (1909 – 1910)
- Criação do Serviço de proteção ao
índio (SPI) presidido pelo Marechal
Rondon;
- Sucessão: campanha civilista (Rui
Barbosa que defendia a necessidade
de reformas políticas e moralização das
eleições) Hermes da Fonseca. Primeira
cisão da política café-com-leite.
2.6 – Hermes da Fonseca (1910 –
1914)
- Revoltas: Contestado, Chibata e
Padre Cícero (Pacto dos coronéis);
- Política das Salvações;
- Crise da borracha;
- Pacto de ouro fino (reatamento de
relações entre PRP e PRM);
2.7 – Venceslau Brás (1914 –
1918)
- Continuação da guerra do
Contestado;
- Promulgação do código civil – Clóvis
Beviláquia;
- 1a
guerra – impulso a industrialização;
- Greve de 1917;
- Morte de Rodrigues Alves antes de
tomar posse assumindo o vice-
presidente Delfim Moreira que
convocou eleições;
2.8 – Epitácio Pessoa (1919 –
1922)
- Lei de repressão ao Anarquismo para
conter as greves;
- Queda nas exportações; novo
empréstimo e valorização do café;
- Semana de Arte Moderna;
- Fundação do PCB (1922);
- Revolta do 18 do Forte de
Copacabana.
2.9 – Artur Bernardes (1922 –
1926)
- Permanente estado de sítio (reforma
constitucional - ampliou os poderes do
executivo);
- Eclosão de diversos movimentos
tenentistas (Revolta de Isidoro Dias
Lopes e a Coluna Prestes) – visava
combater o regime vigente;
- Intervenção no Rio Grande do Sul –
onde assinou o Pacto de Pedras Altas;
2.10 – Washington Luís (1926 –
1930)
- “Governar é abrir estradas” e a
“questão social é um caso de polícia”;
- Inflação e crise econômica (crise de
29 e superprodução do café);
- Sucessão: rompimento da política
café-com-leite Júlio Prestes (PRP) e
Getúlio Vargas (Aliança Liberal);
- Vitória do PRP e insatisfação das
oligarquias dissidentes (tenentistas e
camadas urbanas);
Iv - A Questão Social na República
Velha
– Introdução: “O continuísmo político da
República Velha esteve longe de suprir
as necessidades da grande massa da
população brasileira. Durante esse
período, a exclusão social gerada pelo
regime propiciou o surgimento de
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revoltas, demonstrando o
descontentamento das camadas
populares para com as oligarquias
dominantes”.
(PETTA e OJEDA.1999:207)
1 – As Tensões Sociais no Campo
1.1 – Guerra de Canudos (Ba) 1896 –
1897
- Governo de Prudente de Morais;
- Fatores: Latifúndio, exploração,
miséria, seca e abandono da
população;
- Movimento Messiânico liderado por
Antônio conselheiro contra o governo e
defendendo a instalação de uma
sociedade igualitária, assim como a
vinda de um Messias (catolicismo
rústico);
- Em 1893, conselheiro e seus
seguidores se estabeleceram na antiga
fazenda de Canudos fundando o Arraial
de Belo Monte, onde a população
encontrava solidariedade, conforto
espiritual, abrigo e trabalho; economia
baseada na agricultura e pecuária e o
comércio de couro;
- Canudos resistiu a três expedições,
sendo destruída pela quarta expedição
em (05/10/1897);
- Euclides da Cunha escreveu “Os
Sertões”;
1.2 – A Guerra do Contestado
(19/12/1916):
- Governo de Rodrigues Alves e
Venceslau Brás;
- A região de contestado era disputada
pelo Paraná e Santa Catarina;
- Representou a luta dos camponeses
que foram expulsos da região pelos
proprietários da empresa Brazil Railway
para a construção de uma ferrovia;
- Nesta época a população era formada
por posseiros, desempregados da
ferrovia e camponeses;
- Em 1912, o monge José Maria fundou
um núcleo de povoamento chamado
Monarquia Celeste, onde pretendia
preservar os valores da Monarquia até
a volta do rei D. Sebastião;
- Foi destruída pelo governo por
parecer uma conspiração anti-
republicana;
1.3 – Revolta de Juazeiro (1914)
- Padre Cícero Romão era considerado
protetor dos sertanejos e apoiava os
coronéis;
- Tinha suas origens no quadro de
miséria e abandono da população rural;
- Em 1911 elegeu-se prefeito de
Juazeiro e firmou o Pacto dos coronéis,
um acordo para manter a família
Accioly no poder no Ceará;
- Teve início devido à política das
Salvações de Hermes da Fonseca que
derrubou a família Accioly substituindo
pela família Rabelo;
1.4 – O Cangaço:
- Fenômeno típico do Nordeste, onde a
miséria, a fome, a perda de terras e
roças, as secas e as arbitrariedades
dos coronéis geraram bandos que
queriam fazer justiça com as próprias
mãos;
- A figura do cangaceiro tem sua
origem no “cabra ou capanga” pagos
para servir ao coronel. O cangaceiro ao
contrário do coronel agia em beneficio
seu e de seu bando e não defendia o
latifúndio;
- O mais famoso cangaceiro do período
imperial foi Jesuíno Brilhante (defensor
dos fracos e oprimidos - tinha o apelido
de Robin Hood sertanejo);
- Surgiram Antônio Silvino que entrou
no cangaço para vingar a morte de seu
pai e Virgulino Ferreira da Silva
(Lampião) onde foi massacrado na
gruta de Angico (Sergipe);
- Em geral, a idéia de vingança
constituía a justificativa mais comum
para a adesão do cangaço ou a volante
(policiais que caçavam cangaceiros);
2 – Tensões Sociais na cidade:
2.1 – A Revolta da Vacina
- Governo de Rodrigues Alves;
- Devido aos recursos oriundos do
Funding-Loan e a exportação da
borracha, o governo federal, mandou
sanear e urbanizar o Rio de Janeiro;
- Ocorre a destruição das moradias
populares no centro da cidade e sua
população expulsa para dar passagem
ao progresso;
- Em outubro de 1904 foi aprovada a lei
da vacina obrigatória e o médico
Sanitarista Osvaldo Cruz promoveu o
combate a varíola.
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- O estopim foi do poder aquisitivo e
frustrações da população;
2.2 – A Revolta da Chibata (1910)
- Governo de Hermes da Fonseca;
- Foi a luta contra os castigos físicos
aplicados aos marinheiros e contra os
baixos salários;
- Líder: João Cândido;
- Os marinheiros amotinados
assumiram o controle dos navios e
ameaçaram bombardear a cidade, caso
o presidente não atendesse as
reivindicações. Ele prometeu atender e
depois mandou prender o líder;
- Alguns marinheiros foram mortos e
deportados para regiões distantes do
Rio de Janeiro;
2.3 – Greves de 1917
- Greves em São Paulo e Rio Janeiro,
em reação ao alto custo de vida e aos
baixos salários;
- Sofreram influência da ideologia do
anarcosindicalismo;
- Reivindicavam aumentos salariais e
legislação trabalhista;
2.4 – O Movimento Tenentista
- Movimento da jovem oficialidade do
exército de contestação ao domínio da
oligarquia cafeeira, cujas ações
expressavam os anseios de mudanças
dos grupos sociais urbanos,
especialmente aos ligados às classes
médias;
Combatia a corrupção na vida pública,
defendia o voto secreto e o
nacionalismo econômico;
2.4 – Revolta do Forte de
Copacabana (Rj – 1922)
- Primeira revolta tenentista;
- Líderes: Euclides da Fonseca, filho do
Marechal Hermes;
- Causa: A prisão do Marechal Hermes
da Fonseca e o fechamento do clube
Militar;
- Objetivo: Renúncia do candidato
recém-eleito Artur Bernardes e ainda
não empossado;
2.5 – Revolução Paulista de 1924:
- Causa: Descontentamento contra o
governo Artur Bernardes e exigiam sua
renúncia.
- Líder: Izidoro Dias Lopes e Miguel
Costa;
- Ocorreram combates violentos e com
a chegada de reforço federal, os
rebeldes se retiram para o interior
integrando depois a Coluna Prestes;
2.6 – A Coluna Prestes
- Ápice do movimento tenentista;
- Líder: Luís Carlos Prestes e Miguel
Costa;
- Percorre o Nordeste e o centro do
Brasil, incentivando a população a
lutarem contra as oligarquias. Enfrentou
exércitos sem perder uma batalha;
- Com o fim do governo de Artur
Bernardes, a coluna se desfez e os
principais líderes refugiaram-se na
Bolívia;
V - A Cultura na República Velha
- Papel da Igreja – fundar escolas,
orfanatos e seminários;
- Ciências:
* Nina Rodrigues – medicinal legal;
* Adolfo Luz e Emílio Ribas – pioneiros
na pesquisa sobre a transmissão da
febre amarela;
* Osvaldo Cruz – erradicou a febre
amarela no Rio de Janeiro;
* Carlos Chagas – pesquisa sobre a
doença transmitida pelo mosquito
barbeiro;
* Fundação do Instituto Marquinhos
(Osvaldo Cruz) e Vital Brasil fundou o
Instituto Butantã
* Capistrano de Abreu e Afonso Taunay
desenvolveram estudos sobre a história
do Brasil;
- Manifestações Artísticas;
- Artes plásticas estiveram sob a
influência das técnicas e dos temas da
Belle Epoque européia;
- Destaques:
• Pedro Américo – A
Batalha de Aval;
• Vitor Meireles de Lima
– Primeira Missa no
Brasil e a Batalha dos
Guararapes;
- Música:
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• A elite curtia as polcas
e as valsas européias
ou de compositores
eruditos como: Carlos
Gomes e Basílio
Itaberê da Cunha;
• Principais óperas de
Carlos Gomes – “O
Guarani”, “Maria
Tudor”, “Fosca”;
- Teatro:
• Caracterizou-se pela
improvisação cômica
dos atores que não
respeitavam o texto e
as idéias do autor;
• Principais destaques
do Teatro de ator:
Procópio Ferreira,
Apolônia Pinto e
Joaquim José da
França Júnior que
retratava os costumes
de forma humorística;
- Cinema:
• Em 1896, o
cinematographo foi
lançado na Rua do
Ouvidor, no Rio de
Janeiro, onde foram
feitos os primeiros
filmes nacionais;
- Futebol:
• O foot-ball, esporte
inglês, introduzido no
Brasil por Charles
Miller em 1894, passou
a ser cada vez mais
popular. Fundaram-se
clubes como ªª Ponte
Preta (1900), O
Palestra-Itália
(Palmeiras);
- Carnaval;
• Em 1917 foi gravado o
primeiro samba do
Brasil: Pelo telefone.
Inicialmente foi muito
criticado por quem
queria continuar
ouvindo as canções
francesas, valsas ou
modinhas;
- Semana de Arte Moderna – (S.
Paulo – 1922);
SEGUNDO BIMESTRE
VI - A CRISE DO CAPITALISMO
- Introdução: “A década de 1930 seria
atingida por uma das maiores crises
econômicas da história capitalista, a
chamada Grande Depressão. A crise
favoreceu a polarização de forças no
plano político, opondo de um lado as
“frentes populares” e de outro os
partidos fascistas. No plano das
relações internacionais, os países
fascistas efetivaram agressões
expansionistas enquanto os países
democrático-liberais promoviam uma
política de apaziguamento”.
1 – Situação dos E.U.A após a Primeira
Guerra Mundial:
* Ascensão econômica americana;
* O american way of life (modo de vida
americano) caracterizado pelo grande
consumo, difusão do consumo
supérfluo e crescimento das cidades;
2 – Causa gerais da Depressão:
* Superprodução agrícola e industrial;
* Diminuição do consumo;
* O crack da bolsa de Nova York;
* Dependência econômica dos E.U.A –
ocorrendo crises por causa da redução
das importações americanas e
repartimento dos capitais;
3 – O New Deal – Franklin Roosevelt.
- Programa de recuperação que
abrangia a agricultura, a industria, área
social e previa uma intervenção do
Estado na economia;
VII – REGIMES TOTALITÁRIOS
- Introdução: “O período entre-guerras
assistiu ao aparecimento de um regime
que procurou, pelo cerceamento às
liberdades individuais, sustentar o
capitalismo então em crise. Trata-se do
fascismo, que, embora apresentando
peculiaridades de país para país,
instalou-se em vários Estados
europeus, asiáticos e latino-
americanos. Em nações como
Alemanha, Itália e Japão, o fascismo
desenvolveu uma forte atitude
imperialista, em grande parte
11
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
responsável pela Segunda Guerra
Mundial”.
(MELLO e COSTA. 1999:314)
1 – Fascismo – Itália
1.1 – Origens:
- A crise econômica do pós-guerra -
inflação, recessão, desemprego e a
perda de confianças nas soluções
liberais;
- Insatisfações com o resultado da
guerra e o fortalecimento dos
movimentos nacionalistas;
- Em 1919, Mussolini fundou o Fascio
di Combatimento que deu origem ao
Partido Fascista e a formação das
Squadras (camisas negras) que
usavam da violência para atacar seus
adversários;
- As esquadras eram apoiadas pela
burguesia;
1.2 – Ascensão do Fascismo:
- Marcha sobre Roma e o rei Vitor
Emanuel nomeou Mussolini para o
cargo de primeiro ministro e no poder
convocou eleições, onde os fascistas
foram vitoriosos;
- Denúncia de Matteotti, que foi
assassinado;
1.3 – O Governo dos Fascistas:
- Consolidação da ditadura por prisões,
seqüestros e morte dos opositores,
censura à imprensa e instituição do
unipartidarismo;
- Instituição da carta Del Lavoro (carta
do trabalho) introduzindo o
corporativismo;
- No plano econômico promoveram a
intervenção do Estado na economia/
obras públicas;
- Em 1929 é assinado o tratado de
Latrão, onde reconhecia a supremacia
do Papa sobre o Vaticano;
2 – Nazismo – Alemanha:
2.1 – Origens:
- Crise econômica – Ascensão da
República de Weimar que enfrentou
dificuldades financeiras, levando o
governo a emitir papel-moeda
agravando a inflação e o custo de vida;
- Fundação do Partido Nazista em 1919
por Adolf Hitler, onde tentou chegar ao
poder através do Putsch de Munique,
onde foi preso e escreveu o livro Mein
Kampf (Minha Luta) onde sistematizou
a ideologia nazista;
2.2 – Ascensão do Nazismo:
- Vitória eleitoral dos nazistas em 1930,
onde Hitler torna-se Chanceler;
- Incêndio no Reischtag (Parlamento) e
noite dos Longos Punhais;
2.3 – Governo Hitler:
- A morte de Hindenburg, Hitler
proclama a criação do terceiro Reich
(império);
- Eliminou Todos os Partidos;
- Colocaram em prática as leis de
Nuremberg e criou campos de
concentração;
- Adoção dos planos quadrienais
estimulou a expansão da industria,
investimentos no setor bélico e um
plano de obras públicas;
2.4 – Características:
- Totalitarismo, Nacionalismo,
Militarismo, corporativismo (Itália),
Expansionismo, Anticomunismo e
Racismo;
3 – Salazarismo – Portugal:
- Ascensão de Antônio Salazar em
1933, onde instituiu o Estado Novo
inspirado no fascismo, instituindo o
corporativismo, suprimiu as liberdades
e submeteu os sindicatos ao controle
do Estado;
- Em 1974 foi derrubado pela
Revolução dos Cravos;
4 – Franquismo – Espanha:
- Em 1931 foi proclamada a República;
- As esquerdas uniram-se na Frente
Popular vencendo as eleições de 1936
e adotaram um programa de Reforma
agrária;
- As forças de direita organizaram a
Falange e liderados pelo General
Franco inicia uma revolta, dando inicio
a guerra Civil Espanhola;
- O General Franco recebe ajuda de
Hitler e Mussolini e as forças
republicanas da Rússia;
- Vitória dos Franquistas e destruição
de Guernica que foi pintada por Pablo
Picasso;
12
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
VIII - A Segunda Guerra Mundial
(1939 – 1945)
-Introdução: “O desfecho da Primeira
Guerra Mundial não proporcionou a paz
que se esperava. Primeiro, porque
alguns países, sobretudo Alemanha e
Itália, ficaram em situação econômica
bem difícil; segundo, porque as
disputas imperialistas que levaram ao
primeiro conflito não foram resolvidas, e
as potências continuavam disputando
as áreas de dominação; terceiro,
porque, após se reorganizar
militarmente sob o governo nazista, a
Alemanha estava novamente
preparada para disputar seu espaço
entre as nações mais poderosas do
mundo”.
(PETTA e OJEDA. 1999:234)
1 – Causas:
- As frustrações e ressentimentos da
Primeira Guerra Mundial;
- A ineficiência da Liga das Nações
para preservar a paz;
- A política de apaziguamento colocada
em prática pela França e Inglaterra;
2 – Blocos:
- Eixo – Alemanha, Itália e Japão;
- Aliados – Inglaterra, França, Estados
Unidos, União Soviética e Brasil;
3 – As agressões na década de 1930:
- Japão conquistou a Manchúria e
invadiu a China;
- Itália invadiu a Etiópia e ocupou a
Albânia;
- Expansão da Alemanha – ocupou a
Renânia, participou da guerra Civil
Espanhola, anexou a Áustria e exigiu
os Sudetos;
- Em 1939 assinou o Pacto Germano-
Soviético e em seguida invadiu a
Polônia;
4 – A Guerra:
II – Fases da Guerra
1ª Fase (1939 – 1942) – marcada pelo
domínio das tropas do eixo, verificado
através das conquistas em relação à
França, em 1940, o bombardeio da
Inglaterra pela Luftwaffe. A estratégia
utilizada pelos nazistas foi denominada
de Blitzkrieg (guerra relâmpago). Em
1941, Hitler desrespeita o acordo com a
União Soviética e invade o seu
território. No mesmo ano o Japão
bombardeia a base militar norte-
americana no Havaí, Pear Harbor .
2ª Fase (1942 – 1945) – caracterizada
pela ofensiva dos aliados com a
entrada dos EUA e da URSS. Foram
organizadas três frentes de batalhas: a
1ª frente chefiada pelos soviéticos na
Europa oriental; a 2ª frente liderada
pelas trapas aliadas na áfrica e no
pacifico e a 3ª frente ao norte da
Europa com o propósito de libertar a
França dos nazistas, organizando o dia
D, em 1944. Em 01 de maio de 1945 o
exercito soviético derrota o exercito
nazista em Berlim. No entanto, a guerra
só terminou em agosto com os
ataques atômicos no Japão, nas
cidades de Hiroxima e Nagasáqui.
5 – Decisões Diplomáticas:
- Conferência de Teerã – os líderes
decidiram o desembarque na França e
a ocupação da Normandia;
- Conferência de Yallã – divisão da
Coréia e reformulação do mapa
europeu;
- Conferência de Postdam – destino da
Alemanha criando o Tribunal de
Nuremberg e a divisão da Alemanha
em zonas de influência;
- Conferência de S. Francisco – criação
da ONU;
6 – Conseqüências:
- Redefinição da nova ordem mundial:
Bipolarização;
- Descolonização afro-asiática;
- Guerra Fria;
IX - A ERA VARGAS (1930 –
1945)
1 – Governo Provisório (1930 –
1934):
- Nomeação de interventores e
dissolução do Congresso Nacional,
Câmaras Estaduais e Municipais;
- Criação do conselho Nacional do café;
Criação de dois Ministérios: o da
Educação e Saúde e do Trabalho,
industria e comércio;
- Proteção ao café – queima de
estoques;
13
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Jesus
- Revolução constitucionalista de 1932
– foi à reação paulista ao governo de
Getúlio, que derrotou o movimento,
mas convocou uma Assembléia
constituinte;
- Constituição de 1934:
* Voto feminino, voto secreto;
* Voto do mandato de segurança;
* Representação Classista e direitos
trabalhistas;
2 – Governo Constitucional (1934 –
1937):
- Radicalização Político-ideológica:
* Direita – Aliança Integralista Brasileira
(Fascista – Plínio Salgado);
* Esquerda – Aliança Nacional
Libertadora (antifascista – Luís Carlos
Prestes) que defendia a suspensão da
dívida externa, nacionalização das
empresas estrangeiras, reforma agrária
e governo popular;
- A Intentona Comunista de 1935 – teve
como pretexto o fechamento da sede
da ANL e foi reprimida com violência;
- O golpe de 1937:
* Pretexto: Plano Cohen e foi apoiado
pelos militares;
3 – O Estado Novo (1937 – 1945):
- Constituição de 1937 – (“a Polaca”)
característica autoritária e
antidemocrática;
- Fortalecimento ao poder do Estado;
- Criou a DASP (Departamento de
Administração do Serviço Público) e o
DIP (Departamento de Imprensa e
Propaganda);
- Política externa oscilando entre E.U.A
e Alemanha;
- Criou a polícia especial dirigida por
Filinto Muller criou a CLT (43);
- Intervenção do Estado na economia:
nacionalismo, planejamento
econômico, criação da Usina
Siderúrgica de Volta Redonda e da
Vale do Rio Doce (43);
- Fundação da UNE (1938);
- Participação do Brasil na segunda
guerra:
• Guerra ao EIXO
• Envio da FEB e da FAB
sob o comando do
General Mascarenha
de Morais;
4 – A Decadência do Estado Novo:
- Passeata dos estudantes (1942);
- Manifesto dos mineiros (43);
- Primeiro Congresso Brasileiro de
Escritores (45);
- Queremismo (45);
- Convocações de eleições e o
surgimento de partidos: PSD, PTB,
UDN;
- Golpe de 45, afastamento de Vargas
e o poder passa para José Linhares;
X – DESCOLONIZAÇÃO AFRO-
ASIÁTICA
- Introdução: “O século XX assinalou,
simultaneamente, a decadência do
colonialismo europeu e a ascensão do
nacionalismo nos países coloniais que,
após a Segunda Guerra Mundial,
iniciaram o processo de descolonização
africano e asiático. Os jovens Estados
que emergiram da descolonização
constituíram o bloco do Terceiro
Mundo, que enfrenta atualmente as
seqüelas do subdesenvolvimento, da
dependência e do neocolonialismo”.
(MELLO e COSTA. 1999:382)
1 – Causa:
- Declínio do poderio europeu após a
guerra;
- Ascensão do Nacionalismo afro-
asiático;
- Emergência das superpotências:
E.U.A e URSS;
- A conferência de Bandug (1955) –
debateu os problemas do terceiro
mundo e apoio ao anticolonialismo;
2 – Características:
- Guerras de libertação Nacional;
- Independência por meios pacíficos;
3 – Descolonização Asiática:
3.1 – Índia (1947):
- A luta foi inicialmente liderada pelo
partido do congresso fundado em 1885
de população hindu. Em 1906 foi criada
a liga mulçumana;
- O movimento da Índia foi liderado por
Mahatma Gandhi, que defendia
métodos não violentos de luta, como a
desobediência civil e resistência
pacífica;
14
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
- Independência e divisão da Índia em:
Índia, Paquistão e Srilanka.
Permaneceram os conflitos étnicos e
religiosos;
3.2 – Indonésia:
- Foi liderado por Sukarno, que instalou
uma democracia dirigida e aproximou-
se da China;
- Shuarto derrubou o governo, instalou
uma ditadura e anexou o Timor Leste
em 1975;
3.3 – Indochina:
- Colônia francesa formada pelo Laos,
Camboja e Vietnã;
- A luta foi liderada por Ho Chi Min que
fundou a Liga Revolucionária para a
independência do Vietnã (Vietminh),
onde a França não reconhece a
independência;
- A conferência de Genebra decidiu
pela independência dos países e pela
divisão do Vietnã;
- A guerra civil (Vietnã do Norte e Sul)
contribuiu para a reunificação em 1976
com a vitória dos Vitcongues e
instalação de um governo comunista;
4 – Descolonização da África:
1 – Argélia:
- Entre 1952 e 1956 desencadearam-se
as lutas contra o domínio francês, sob a
liderança da Frente de Libertação
Nacional. Em 1962, a França concedeu
a independência;
2 – Congo:
- Vendido pelo rei belga ao próprio
governo, após muitas lutas conquistou
a independência;
3 – África Portuguesa:
- Angola – as lutas foram lideradas pela
MPLA (Movimento Popular pela
Libertação de Angola) que após várias
lutas conseguiu a sua independência
em 1975;
- Moçambique – FRELIMO – (Frente
pela Libertação de Moçambique)
liderada por Eduardo Mondlane;
TERCEIRO BIMESTRE
XI – REPÚBLICA DEMOCRÁTICA
POPULISTA (1946 – 1964)
- Introdução: “Entre 1946 e 1964, a
sociedade brasileira tentou, de maneira
inédita, a implantação de um modelo
democrático no processo político da
nação. O fim da ditadura do Estado
Novo, a vitória das democracias na
Segunda Guerra Mundial e a influência
do american way of life marcaram esse
período”.
I – Eurico Gaspar Dutra (46 – 51):
- A Constituição de 1946:
* Preservação da estrutura fundiária;
* Liberal – conservadora;
* Promulgada; mandato de cinco anos;
voto secreto; federalismo; liberdade de
expressão; direito de greve e livre
associação sindical;
- Plano SALTE (saúde, alimentação,
transporte e energia);
- Rompimento das relações
diplomáticas com a URSS;
- Criação da OEA;
- Missão Abbink;
- Política econômica marcada pelo
liberalismo, e a partir de 1917 ocorre à
volta do Intervencionismo estatal;
2 – Segundo governo de Vargas (51 –
54)
- Eleito pelo PTB/PSP, mas Carlos
Lacerda (UDN) tenta impedir a posse;
- Política econômica – nacionalismo,
intervencionismo e industrialismo;
desenvolvimento da industria de base;
- Criação da Petrobrás (1953) – “O
petróleo é nosso”;
- Criação do Banco Nacional de
desenvolvimento econômico BNDE;
- Plano LAFER – investimento nos
setores de base, em transporte e
energia;
- Criação da SUMOC
(Superintendência da Moeda e do
Crédito);
- Reajuste de 100% no salário mínimo
(1954) – Ministro do Trabalho: João
Goulart, os militares lançam o
manifesto dos coronéis;
- Crime na rua Tonoleiros
(05/agosto/1954) atentado contra
Carlos Lacerda;
- Suicídio de Vargas –
(24/agosto/1954);
3 – Café Filho (56):
15
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
- Período de turbulência social e
política;
- Café Filho (vice): Carlos Luz
(presidenta da Câmara) e Nereu
Ramos (presidente do Senado). A
instabilidade foi contornada pelo
general Teixeira Lott;
- Programa de combate à inflação que
incluía a restrição ao crédito e
contenção aos gastos públicos;
4 – Juscelino Kubitschek (56 – 61);
- Lema “50 anos em 5”;
- Plano de Metas – conjunto de
programas de desenvolvimento
econômico setorial, energia, transporte,
industria, educação e alimentação;
- Inauguração de Brasília (24 – 04 –
1960);
- Criação da SUDENE;
-Implantação da industria
automobilística;
- Abertura da economia ao capital
estrangeiro – submissão político –
econômica aos E.U.A;
- Criação da operação Pan-Americana
(OPA) visava obter o apoio financeiro
dos E.U.A, para o desenvolvimento
econômico da América Latina;
- Descontrole inflacionário;
- Desenvolvimento cultural:
* Destaque para a temática social:
Guimarães Rosa, Jorge Amado;
* Surgimento da Bossa Nova;
* Surgimento do Cinema Novo;
* Em 1958 o Brasil foi campeão
mundial de futebol;
* Éder Jofre tornava-se campeão de
boxe na categoria “peso-galo”.
5 – Jânio Quadros – 1961:
- Eleições de 1960
- Jânio Quadros tinha como símbolo
uma vassoura para “varrer a
corrupção”.
- Política externa independente;
- Condecoração de Che Guevara com a
ordem do Cruzeiro do Sul;
- Programa de estabilização econômica
com a redução de despesas e
compressão de salários;
- Política interna:
* Proibiu a briga de galo no Brasil;
* Proibiu o uso de lança-perfume no
carnaval;
* Proibiu o uso de biquinis nas praias;
- Economia Anti-inflacionária ortodoxa.
- Renúncia de Quadros após sete
meses de governo;
6 – João Goulart (1961 – 1964)
- A crise do populismo e a organização
da campanha da legalidade por Leonel
Brizola e a campanha dos militares
apoiados pela UDN para impedir a
posse;
- Posse de Goulart em 7 – setembro de
1961 e com a realização do Plebiscito
em janeiro e a volta do
presidencialismo;
- Elaboração do Plano Trienal
elaborado por Celso Furtado para a
retomada do crescimento econômico e
a buscar a estabilização;
- Programa de Reforma de Base:
agrária, administrativa, urbana,
bancária e educacional;
- Promulgação do Estatuto do
Trabalhista Rural;
- Criação da Eletrobrás;
- Articulação com a frente de
mobilização popular, CGT, UNE e ligas
camponesas (NE);
- Atuação de organizações
antigovernistas de caráter burguês:
Instituto de Pesquisa e Estatuto Sociais
(IPES), Instituto Brasileiro de ação
Democrática (IBAD);
- Goulart busca apoio popular no
comício de 13/março/64;
- Em 19 de março – Marcha da família
com Deus pela liberdade;
- 31 de março começa em Minas
Gerais a mobilização militar que
derruba João Goulart;
XII – GOVERNOS MILITARES
(1964 – 1967)
- Introdução: “Após a derrubada do
governo João Goulart, a República
Militar instalada suprimiria
paulatinamente as liberdades
democráticas e imporia um modelo
econômico concentrador de rendas e
aberto ao capital internacional. A
República Militar durante seus 21 anos
de existência modernizaria a economia
brasileira à custa do sacrifício dos
setores populares e da ampliação da
dependência em relação ao capital
internacional”.
(MELLO e COSTA. 1999:349)
1 – Castelo Branco (1964 – 1967):
16
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Jesus
- Publicação dos Atos Institucionais:
* A1 – Suspensão dos direitos políticos;
* A2 – Extinção dos partidos políticos e
criou a ARENA e MDB;
* A3 – Eleições indiretas para
governador;
* A4 – Determinou a forma a ser votada
a constituição;
- Instituição do PAEG – Plano de Ação
Econômica do Governo:
* Controle do déficit público e da
inflação;
* Estimulo as exportações e retomada
do crescimento econômico;
- Promoveu a operação limpeza do
país;
- Instituição do FGTS;
- Criação do Banco Central e do SNI
(Serviço Nacional de Informação);
2 – Costa e Silva (67 – 69):
- Constituição de 1967;
- Instituição da lei de imprensa e da lei
de Segurança Nacional;
- Articulação da Frente ampla
organizadora por Carlos Lacerda,
Kubitschek e Goulart visando
reconduzir o país à democracia;
- Movimento estudantil de 1968 e a
passeata dos cem mil no Rio de
Janeiro;
- Ato Institucional nº 5;
- Estruturação da Guerrilha Urbana –
Carlos Marighela e a adesão de Carlos
Lamarca;
- PED – Plano Estratégico de
Desenvolvimento;
3 – Médici (69 – 74):
- Apogeu da ditadura e a repressão
política;
- Criação do PIN (Plano de Integração
Nacional) e do PIS (Plano de
Integração Social);
- Criação do MOBRAL;
- Ponte Rio – Niterói, transamazônica e
ampliação do território marítimo para
200 milhas;
- I PND – Plano Nacional de
Desenvolvimento:
* Maior presença do Estado na
economia;
* Modernização industrial;
* Expansão da renda e competitividade
externa da economia nacional;
- Milagre econômico:
* Brasil avança a níveis de crescimento
do Primeiro mundo;
* Crescimento econômico em todos os
setores (industria, comércio e
agricultura). Brasil nos anos 70, oitava
economia do mundo;
* Suporte do milagre – empresa estatal
(autuação na siderúrgica, petroquímica
e comunicação); Empresa Nacional
(investimento em bens de consumo
duráveis e não duráveis: agricultura de
exportação) e capital estrangeiro
(atuação das multinacionais);
* Declínio do Milagre – queda dos
investimentos, altas de juros, aumento
do preço do petróleo, alta inflação e
dependência do crédito externo.
- A reação a Ditadura:
* Guerrilha urbana;
* Guerrilha rural;
4 – Ernesto Geisel (74 – 79):
- Retorno da democracia lenta, gradual
e segura;
- II PND – Plano Nacional de
Desenvolvimento:
* Continuidade do processo de
modernização;
* Apoio ao capital Nacional e
estrangeiro;
- O fim do milagre e o inicio da crise;
- Instituição do Proálcool;
- Programa Nuclear (Angra I e II) –
acordo com a Alemanha;
- Ferrovia do aço;
- Vitória eleitoral do MDB em 1974;
- Publicação do pacote de abril de
1977:
* Senadores biônicos (1/3 do senado);
* Lei falcão;
- Assassinato de Wladimir Herzog e
Manuel Fiel Filho – reflexos da
repressão política
- Ondas de greves no ABC lideradas
por Lula.
- Revogação do A5;
5 – João Batista Figueiredo (79 – 85):
- Continuidade da abertura;
- Pressões para a volta da democracia;
- Em 1979 intervenção no sindicato do
ABC e no ano seguinte prisão de Lula;
- Aprovação da lei da anistia (1980);
- Reformas partidária – PDS, PMDB,
PTB, PT, PDT;
17
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Jesus
- Extinção dos senadores biônicos, voto
vinculado e eleições diretas para
governador em 1982;
- Atentados à bomba: Câmara
Municipal do Rio de Janeiro, Sede da
OAB e Rio centro;
- O fortalecimento dos movimentos
sindicais: criação da CUT e CONCLAT
e os prefeitos formam a Frente
Municipalista Nacional pela luta da
autonomia financeira municipal;
- Na área econômica – III PND,
incentivo a novas alternativas no
campo dos combustíveis e medidas se
austeridades;
- A campanha pelas diretas já –
Emenda Dante de Oliveira;
- Transição conciliadora – Paulo Maluf
(PDS) e Tancredo Neves (PMDB +
PFL);
QUARTO BIMESTRE
XIII - A NOVA REPÚBLICA
- Introdução: “Os cinco anos do
governo Sarney efetivaram a transição
para a democracia. Ao final de sua
gestão (1990) uma nova Constituição
estava promulgada e realizou-se a
primeira eleição direta para presidente
da República desde 1960. As
instituições democráticas mostraram-se
suficientemente consolidadas para
suportar um surto hiper-inflacionário, a
destruição de um presidente pelas vias
legais previstas na própria Constituição
e a posse de seu sucessor, também
respeitando-se as normas vigentes. A
estabilização da moeda e a solução
dos graves problemas sociais
passaram a ser os grandes desafios da
Nova República”.
( MELLO e COSTA. 1999:393)
1 – José Sarney (1985 – 1990):
- Transição democrática e medidas
para retirar o entulho autoritário:
* Convocação de uma Assembléia
Constituinte;
* Eleições em todos os níveis;
* Liberdade partidária;
- Economia:
* Plano cruzado (Dílson Funaro) nova
moeda; cruzado; congelamento de
preços e salários, aumento do
consumo, falta de produtos (ágio e
estocagem especulativa) e fim da
ORTM e criação da IPC;
* Plano cruzado II – descongelamento
de preços, aumento de impostos;
* Plano Bresser – congelamento de
preços por 90 dias e fim do subsídio do
trigo;
* Plano verão – Maílson da Nóbrega –
nova moeda (cruzado Novo),
congelamento de preços e salários e
elevação das taxas de juros. Todos
resultaram na hiperinflação;
- Reabertura de processos sobre
tortura, greves, assassinato de Chico
Mendes em Xapuri;
- Constituição de 1988:
• Conquistas sociais;
• Voto aos analfabetos.
2 – Fernando Collor (1990 – 1992):
- Características: Neoliberal e
Neopopulismo;
- Plano Collor – Zélia Cardoso de Melo:
• Confisco das
cadernetas de
poupança por 18
meses;
• Nova moeda: Cruzeiro;
• Aumento de impostos;
• Abertura ao capital
estrangeiro.
- Plano Collor II:
• Novo congelamento do
IOF;
• Aumento das tarifas
públicas;
• Redução das tarifas de
importação;
- ECO 92 no Rio de Janeiro;
- Extinção da lei de Sarney de incentivo
a cultura;
- Denúncia de corrupção –
Impeachment (papel dos estudantes –
movimento caras pintadas);
3 – Governo Itamar Franco (1992 –
1994):
- Plano Real – FHC (criação de uma
nova moeda e dolarização da
economia);
- Realização do Plebiscito;
- Abertura de CPTS e processos contra
a corrupção;
- Campanhas da sociedade civil: ação
da cidadania contra a miséria e fome
(Betinho);
18
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
4 – Governo de FHC (1995 – 2003):
- Revisão constitucional;
- Programa comunidade solitária;
- Quebra do monopólio estatal do
petróleo, nas telecomunicações;
- Indenização a familiares mortos e
desaparecidos políticos;
- Novo código Brasileiro de Trânsito e o
código civil Brasileiro;
- Continuação das Privatizações – Cia,
Vale do Rio Doce, Telebrás;
- Aumento do desemprego;
- Massacres: Eldorado do Carajás,
Corumbiara e greves (petroleiros,
professores universitários), marcha dos
Sem Terra a Brasília e marcha dos 100
mil, e gritos dos excluídos;
5 – O segundo mandato de FHC
- Em 1997 o congresso aprovou
emenda à constituição permitindo a
reeleição para presidente,
governadores e prefeitos.
- Vitória de Fernando Henrique no
primeiro turno com 53% dos votos
contra 31% de Lula.
- Colapso da economia mundial e
brasileira.
- Aumento do desemprego e da
violência.
- Crise de abastecimento de energia
(apagão).
- Alguns avanços de seus dois
mandatos:
* Implementação de programas de
combate à AIDS;
* Queda na taxa de mortalidade infantil;
* Queda nos índices de analfabetismo;
* Aprovação da LDB;
* Aprovação, em 2000, da lei de
responsabilidade fiscal.
6 – O Governo Lula (1° mandato)
- Crise política: atingido pelas
denúncias de corrupção do deputado
Roberto Jefferson, o governo de Lula
enfrentou grave crise em meados de
2005, perdendo seus dois principais
ministros: Antônio Palocci e José
Dirceu, ambos do PT.
- Economia: Lula manteve as linhas
gerais de seu antecessor. Garantiu o
superávit primário (arrecadação menos
gastos) para pagar a dívida pública e
preservou as metas de inflação, o que,
apesar do cenário externo favorável,
fez com que o país crescesse pouco.
- Gastos públicos: como conseqüência
do superávit, houve forte contenção de
gastos com educação, saúde e
saneamento básico. Investimentos em
infra-estrutura, necessários para o país
superar deficiências básicas, também
foram contidos.
- Reforma Agrária: Lula assentou 81,7
mil famílias por ano, em média, 17% a
mais do que seu antecessor. O número
de famílias sem terra acampadas
cresceu para 230 mil famílias (um
milhão de pessoas).
XIV – A AMÉRICA LATINA E
AS LUTAS SOCIAIS
-Introdução: “A excessiva exploração
das camadas pobres, realizada pelas
elites nacionais em aliança com o
capital estrangeiro, tem sido,
historicamente, fator de revoltas e de
formação de grupos revolucionários
que têm por objetivo mudar o governo e
expulsar os exploradores externos”.
- Em termos gerais, foram poucas
alterações na estrutura econômico-
social da América no início do século
XIX.
1 – México:
- A revolução iniciada em 1911 resultou
da política econômica do governo de
Porfírio Díaz, com intensa concentração
fundiária e entrada de elevadas somas
de capital estrangeiro voltadas para a
exploração e controle dos recursos
minerais e produção de artigos para a
exportação;
- A revolução mexicana foi chefiada
inicialmente por Francisco Madero, a
revolução radicalizou-se com a
exigência de reforma agrária por parte
dos camponeses liderados por Emiliano
Zapata e Francisco Vílla;
- Mesmo sofrendo forte oposição e dos
Estados Unidos, consolidou-se através
da Constituição de 1917, promulgada
por Carranza que legitimava as
conquistas da revolução;
2 – Cuba:
- Ditadura de Fulgêncio Batista;
- Fidel Castro tentou tomar de assalto o
quartel de Moncada, foi preso, onde
19
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
retomou e junto com Che Guevara
organizou guerrilhas contra o governo,
recebendo apoio dos camponeses e
trabalhadores urbanos, derrubando
Fulgêncio Batista;
- No governo Fidel, decretou reforma
agrária, urbana e rompeu com os
E.U.A, que tentou derrubar o novo
governo através da invasão da Baía
dos Porcos, que fracassou e foi
imposto um bloqueio econômico;
- Enfrenta atualmente o desafio de
seguir construindo praticamente o
socialismo;
3 – As Ditaduras:
- Durante esse ciclo, a perseguição
política, a anulação dos democráticos,
a tortura, o desaparecimento de
opositores se tornavam regra na vida
política do continente;
- No campo econômico abriu a
economia ao capital estrangeiro e
implantação de um modelo econômico
baseado na alta concentração de
renda, e no achatamento dos salários;
- Exemplos, Galtiere na Argentina,
Augustos Pinochet no Chile, Anastácio
Somoza Nicarágua;
4 – Populismo:
- Exemplos: Vargas (Brasil), Perón
(Argentina) e Lázaro Cárdenas,
(México);
- Os governos prometiam a realização
de amplas reformas econômicas de
cunho nacionalista, rápido
desenvolvimento industrial e diminuição
dos conflitos sociais;
- Argentina – Perón:
* Colocou em prática o justicialismo
(programa social) fez concessão aos
trabalhadores, apesar de seus órgãos
representativos (sindicato e CGT)
serem controlado pelos trabalhadores;
* Na área econômica estimulou a
industrialização e nacionalizou
empresas estrangeiras;
* Em 1955 foi deposto por um golpe
militar, sendo novamente eleito em
1973;
* Em 1983 foi eleito Rául Afosín (Plano
Austral) e Carlos Menem (1989) que
colocou em prática o Plano Carvalho
integrando o país ns princípios do
neoliberalismo;
5 – Chile:
- Eleição de Salvador Allende em 1970
que colocou em prática um programa
de nacionalização reforma agrária com
objetivo de implantar um governo
socialista;
- Sofrendo oposição dos E.U.A e da
sociedade burguesa que realiza a
marcha das Panelas Vazias;
- Foi derrubado em 11/setembro de
1973, por um golpe liderado por
Augusto que instalou uma ditadura até
1988;
XIV – A CRISE DO
SOCIALISMO
- Introdução: “No final da década de
1950, Nikita Kruchev, sucessor de
Stalin no Cargo de secretário-geral do
Partido Comunista Soviético (PCUS),
costumava dizer que a URSS logo
alcançaria e superaria o
desenvolvimento dos EUA, garantindo,
assim, a vitória do comunismo sobre o
capitalismo. Mas, apesar de todos os
esforços e dos êxitos obtidos pela
economia soviética em vários setores,
a previsão de Kruchev não se
confirmou. Além de nunca ter
alcançado os EUA, a URSS se revelou
um império frágil, incapaz de
acompanhar a revolução tecnológica
que caracterizou os últimos trinta anos
no mundo capitalista”.
(FIGUEIRA. 2002:394)
1 – O Governo de
Gorbatchev:
- A situação econômica – a partir de
1970, a economia apresentava taxas
de crescimento cada vez menores;
- Reformas – Glasnot;
- Perestroika;
- A reação Stalinista – as forças
conservadoras promoveu um golpe
liderado pelo vice-presidente Guennadi
Yanayev que assumiu o poder e Boris
Yeltsin procurou liderar a população
contra o golpe;
- Em 19991 as repúblicas bálticas –
Letônia, Lituânia e Estônia
proclamaram a independência e no
mesmo ano foi criada a comunidade de
Estados Independentes decretando o
fim da União Soviética e Boris Yeltsin
torna-se presidente da Rússia;
20
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
- Boris Yeltsin acelerou a transição do
socialismo burocrático de Estado para
o capitalismo, abolindo os controles dos
preços e privatizando as empresas
estatais. Paralelo a essas
transformações crescia a inflação,
desemprego e as tensões regionais, e
em 1998 a economia entrou em
colapso provocando a queda das
bolsas, e o governo recorreu a
empréstimos.
2 – As mudanças no Leste
Europeu:
- 2.1 – Polônia – a oposição ao
regime
- Foi conduzida pelo Sindicato
Solidariedade liderada por Lech
Walessa que em 1990 foi eleito
presidente por voto popular.
- 2.2 – Alemanha – em 1989
derrubaram o Muro de Berlim e no ano
seguinte foi aprovada a reunificação;
- 2.3 – Iugoslávia: Formada pela
Sérvia, Eslovênia, Croácia, Macedônia,
Bósnia-Herzegovina e Montenegro,
onde viviam diversos povos e etnias;
sérvios (cristãos ortodoxos), eslovenos
(católicos), bósnios (muçulmanos);
- Apesar das diferenças permaneceu
até 1980, sob liderança de Tito, e após
a sua morte foi estabelecido um
sistema de rodízio no governo;
- Em 1991, os sérvios se opuseram que
um croata assumiu o poder, e ao
mesmo tempo a Croácia e a Eslovênia
proclamaram a sua independência;
- O presidente Milosevic da Sérvia
declarou guerra aos croatas e
eslovenos. No ano seguinte a Bósnia e
a Macedônia se declararam
independentes, ficando a Sérvia e
Montenegro formando a nova
Iugoslávia;
- A declaração de independência da
Bósnia provocou um conflito entre a os
bósnios e os sérvios que viviam na
região, dando origem a Guerra de
Kosovo. Milosevic promoveu a limpeza
étnica a expulsando a população
albanesa e muçulmana provocando a
intervenção da OTAN e os conflitos
foram suspensos em 1995 com o
acordo de Payton.
2.4 – Tchecoslováquia:
- Em 1968 a população iniciou um
movimento – Primavera de Praga, onde
reivindicava um socialismo
humanizado. O país sofreu a
intervenção do Pacto de Varsóvia
(Brejnev) provocando o fim do conflito e
desposição de Dubcek;
- Em 1989 devido às pressões
populares, o presidente renunciou e
Dubcek foi eleito presidente, processo
que ficou conhecido como Revolução
de Veludo;
2.5 – China:
- Dominada pelos europeus desde a
Guerra do Ópio;
- A guerra civil entre os comunistas e
socialistas contribuiu para que após a
Longa Marcha, Mão-Tse-Tsung
proclamasse a República Popular da
China em 1949;
- Mão-Tse-Tsung realizou a reforma
agrária, abolição dos privilégios
feudais, educação obrigatória e as
bases da industrialização;
- Em 1958, o governo lançou o Grande
Salto para Frente, programa que
pretendia aumentar a produção
agrícola e de que acabou fracassando;
- Enfraquecido Mão-Tse-Tsung
deflagrou a Revolução Cultural – um
movimento de massas contra os seus
adversários a quem clamou de agentes
da burguesia infiltrados no Partido
Comunista. Através desse movimento,
afastou os opositores e fortaleceu o
governo;
- Em 1976, com a morte de Mão-Tse-
Tsung, teve início o processo de
“desmoralização” em que afastou os
adeptos da Revolução Cultural e a
partir de 1978 deu início à abertura
comercial e um programa de reformas
econômicas, procurando a
modernização da indústria, agricultura,
da defesa e da produção cultural.
XV - TENSÕES E CONFLITOS
NO ORIENTE MÉDIO
- Introdução: “O Oriente Médio se
configurou, ao longo do século XX,
numa das áreas mais conflituosas do
mundo. Parte das razões para isso tem
fundamento histórico. O lugar é berço
de três das mais importantes religiões
da atualidade, o judaísmo, o
cristianismo e o islamismo. As
21
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
diferenças existentes entre essas
religiões servem como pano de fundo
para disputas políticas entre os povos
da região. Outra característica é a
cobiça que o Oriente Médio desperta,
há séculos, nas potências mundiais,
devido às suas riquezas e à posição
geográfica estratégica (...)”
(FIGUEIRA. 2002:418)
1 – A Questão Árabe –
Israelense:
- As tensões são originadas por
conflitos político-religiosos, imensas
reservas petrolíferas e ascensão do
nacionalismo islâmico;
- Após a Primavera Guerra, o território
ficou dividido em áreas de influência
entre os ingleses e franceses. A
Mesopotâmia (Iraque), Palestina e
Transjordânia (Jordânia) ficaram
submetidas à Inglaterra, enquanto a
Síria e o Líbano, à França. Aos poucos
alguns países tornaram-se
independentes; Líbano (1941), a Síria e
a Jordânia em 1946 e o Kuwait em
1961;
- Em 1948, por decisão da ONU foi
criado o Estado de Israel em território
palestino (habitado por maioria árabe,
junto com minorias de judeus e
cristãos). Em 1945, os países da região
tinham fundado a Liga Árabe para
enfrentar o expansionismo judeu na
região (mov. Sionista);
- A Primavera Guerra Árabe-israelense
(1948-1949) – em represália a criação
do Estado de Israel, a Liga Árabe
(Egito, Síria, Líbano, Transjordânia e
Iraque) invadiu a Galiléia, Israel
ampliou seu território anexando parte
da palestina e a outra parte ficou com a
Jordânia que ocupou a Cisjordânia e a
faixa de Gaza e o restante ficou com o
Egito;
- A principal conseqüência foi a fuga
dos palestinos das áreas incorporadas
por Israel;
- Segunda Guerra Árabe-Israelense ou
Guerra de Siiez (1956), onde Israel
ocupa a Península do Sinai;
- Em1967, ocorre a Guerra dos Seis
Dias – a organização para a libertação
da Palestina (O L P) promove ataques
a Israel apoiado pelos sírios. Nessa
guerra Israel ocupa a Península do
Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e
as Colinas de Golã.
- Em 1973, ocorre a Guerra do Yom
Kippur (Dia do Perdão) – tropas da
Síria e do Egito ataca Israel que vence
a guerra.
- Em 1979, Israel e Egito assinam o
acordo de Camp David onde previa a
devolução da Península do Sinai ao
Egito e autonomia aos palestinos de
Gaza e da Cisjordânia. Houve protestos
por parte de outros países;
- A Intifada – ocorreu em Gaza em
1987 motivadas pelo o atropelamento e
morte de quatro palestinos por
israelenses. Yasser Arafat é eleito
autoridade Nacional Palestina.
2 – A Revolução no Irã:
- Em 1978, revolucionários liderados
pelo aiatolá Khomein derrubaram o
governo do Xá Reza Pahlev (aliado dos
E.U.A.) implantando um regime
baseado nos princípios islâmicos;
- Em 1979, Iranianos xiitas invadiram a
embaixada dos E.U.A e, Teerã,
mantendo seus funcionários como
reféns durante meses;
- No ano seguinte ocorre a guerra Irã –
Iraque.
3 – A Guerra do Golfo:
- Teve como causa a invasão do
Kuawait pelo Iraque que alegava
deslealdade na política petrolífera do
Kuawait que vendia seu petróleo a
preços baixos;
- Diante da ocupação, a ONU decretou
embargos ao Iraque e ordenou a
retirada das tropas invasoras;
- Sem sucesso, os E.U.A comandaram
a operação Tempestade no Deserto
(George Bush), onde sem condições de
resistir, Saddam Hussein ordenou a
desocupação do Kuawait e tornou-se
inimigo dos americanos;
- Em 1998, o Iraque foi invadido pelos
E.U.A (Operação Raposa no Deserto
(Bill Clinton) por ter expulso técnicos
norte – americanos que fiscalizavam
em nome da ONU, a existência de
armas químicas;
- George W. Bush articulou uma
coalizão internacional contra o
terrorismo, após o 11 de setembro de
2001, para capturar Osama Bin Laden,
e por isso invadiu o Afeganistão, devido
à recusa do Teleban a entrega-lo para
julgamento.
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Jesus
XVI – A GLOBALIZAÇÃO
Introdução: “A formação de grandes
grupos econômicos, que englobam
várias nações, não se deu por causa do
fim da bipolarização mundial. Esse
processo já vinha se organizando há
bastante tempo. Os países da Europa
que formavam a Comunidade
Econômica Européia (CEE), já
estudavam essa questão desde o fim
da Segunda Guerra Mundial. Em outras
partes do mundo, essas negociações
também já eram antigas. O fim da
Guerra Fria foi um acontecimento
paralelo, mas não determinante, da
globalização econômica”.
(PETTA e OJEDA, 1999:283)
- Etapas da internacionalização do
capitalismo:
* Grandes Navegações, séculos XV e
XVI (Expansão do capitalismo
comercial);
* Imperialismo, século XIX (Expansão
do capital financeiro e pela divisão
internacional do trabalho);
* Segunda Guerra Mundial (Expansão
do capitalismo através do poder militar
e econômico dos EUA).
* Fim da Guerra Fria (Início de uma
nova fase denominada globalização,
marcada pela expansão do capitalismo
e pela intensificação do comércio
internacional).
- O processo de Globalização:
* Formação de gigantescos grupos
econômicos;
*Formação de empresas tansnacionais;
* Comércio em escala mundial;
* Informação ao alcance de todos.
- Problemas da globalização:
desemprego; não favorece a
distribuição da riqueza entre os países;
aumento da exclusão social, etc.
HISTÓRIA DE SERGIPE
SERGIPE REPUBLICANO
A Oligarquia Olimpista (1899- 1906)
Nos primeiros anos do século XX, a
política sergipana foi marcada pela
presença de dois partidos políticos:
Partido Republicano de Sergipe
(cabaús) e pelo Partido Republicano
Sergipense (pebas). A partir de 1900 o
Monsenhor Olímpio Campos membro
do Partido Republicano de Sergipe,
conseguiu impor-se aos velhos políticos
cabaús e tornou-se líder de seu partido.
O Monsenhor foi Presidente do Estado,
indicou os seus sucessores no
governo, influiu poderosamente na
eleição de deputados e elegeu-se
senador da República.
Nos municípios eram eleitos para os
cargos eletivos os homens ligados a
Olímpio Campos e os empregos
públicos eram distribuídos entre seus
correligionários. Manteve controladas
as classes subalternas através do
esquema de poder e repressão,
apoiado nos coronéis. Procurou
contemplar as classes dominantes,
principalmente os senhores de
engenho, com um plano de
recuperação da economia açucareira.
A Revolta de Fausto Cardoso (1906)
A Revolta foi uma tentativa de golpe
para derrubar o governo olimpista.
Motivos: a longa permanência dos
olimpistas no poder; a formação de um
grupo mais radical da oposição; a
criação do Partido Progressista:
oposição radical ao olimpismo.
Causa Imediata: visita pela primeira vez
depois de eleito pelo partido dos pebas,
do deputado federal Fausto Cardoso
(natural de Divina Pastora e residente
no Rio de Janeiro, foi professor e
escritor.)
Movimento de Revolta
No dia 10.08.1906, um contingente da
Polícia Militar iniciou a revolta, tomou o
Palácio do Governo e depôs e
Presidente. Formou-se um novo
governo com membros das camadas
médias urbanas do Partido
Progressista. O movimento alcançou
Maruim, Itabaiana, N. Srª das Dores,
Laranjeiras, Rosário, Itaporanga,
Propriá, capela, Riachuelo e
Japaratuba.
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Jesus
Intervenção Federal
Em 28.08.1906 o governo federal
articulado com Monsenhor Olímpio
Campos enviou uma força interventora
para Sergipe, que depôs os
progressitas, retomou as sedes
municipais e repôs o olimpista
Guilherme Campos na Presidência do
Estado. Fausto Cardoso foi
assassinado durante os embates
militares da intervenção. Dois meses
mais tarde os filhos de Fausto Cardoso
assassinaram Olímpio Campos no Rio
de Janeiro.
O Governo de Graccho Cardoso (1922-
1926)
Fazia parte do grupo político que
dominou Sergipe de 1910 a 1930, o
chamado Partido Republicano
Conservador (PRC)
Medidas: procurou modernizar a capital
e atingiu em certa medida o interior do
Estado (saneamento básico,
abastecimento de água, urbanização e
embelezamento de cidades, construção
de estradas, pontes e escolas no
interior).
Revolta de 13 de Julho (1924)
Movimento tenentista em Sergipe que
depôs Gracho Cardoso, aderindo à
revolta movida em São Paulo para
depor o presidente da República Arthur
Bernardes.
Motivos: crise política vivida pelo Brasil
a nível nacional; a presença do 28º BC
de oficiais implicados na revolta do
Forte de Copacabana (RJ): foco de
propaganda do antiliberalismo
(oposição ao Governo Federal).
Causa Imediata:
A participação de tropas do 28º BC na
deposição do governador baiano J. J.
Seabra, indignou os oficiais sergipanos
que se sentiram instrumento da política
vingativa e arbitrária do Presidente da
República.
Os rebeldes depuseram Gracho
Cardoso e tomaram as cidades de
Aracaju, Carmópolis, Rosário,
Japaratuba, Itaporanga e São
Cristóvão.
Repressão Federal:
Os revoltosos foram violentamente
derrotados pelas forças militares e
pelas tropas formadas pelos “coronéis”
sergipanos.
Conseqüências: divisão da sociedade
sergipana em vencedores e vencidos;
desgaste de Gracho Cardoso que se
tornou mais submisso ao Governo
Federal e aos “coronéis”.
O Movimento Tenentista em Sergipe
As revoltas tenentistas em Sergipe,
1924 e 1926 faziam parte do
movimento nacional e foram lideradas
pelos tenentes: Augusto Maynard
Gomes e João Soarino e pelo capitão
Eurípedes Lima.
A Revolta de 1924
Em 13 de julho de 1924, oficiais do 28º
Batalhão de Caçadores prenderam o
governador do Estado, o Sr. Gracho
Cardoso, o comandante da Polícia
Militar e ocuparam o governo do Estado
por aproximadamente um mês.
Seguindo ordens nacionais do
presidente Arthur Bernardes, as tropas
nacionais comandadas pelo General
Marçal de Faria, marchou para Sergipe,
debelando a revolta e prendendo os
conspiradores.
Revolta de Augusto Maynard
(19.01.1926)
Motivos: a repressão ao movimento
tenentismo, passagem da Coluna
prestes pelo Nordeste.
O Movimento: O tenente Augusto
Maynard fugiu da prisão, comandou
uma operação que a partir do controle
do 28º BC, tentou tomar o Quartel da
Polícia e depor o governo.
A Repressão: Gracho Cardoso
mobilizou as forças leais ao governo:
Augusto Maynard foi ferido e os
tenentes pediram rendição.
O Cangaço em Sergipe
O movimento do Cangaço aglutinou
homens e mulheres através do sertão
nordestino em peleja contra a polícia.
As principais causas desse movimento
se encontram na fome, falta de terras,
dominação dos poderosos
latifundiários.
Esses homens e mulheres se
embrenhavam pelo sertão a pé ou a
cavalo, armados de facas, facões,
revólveres e espingardas. Praticavam
vingança, roubos, atacavam cidades
para conseguir dinheiro e alimentos.
Em 1928, Lampião e seu bando
começaram a agir em Sergipe. Tendo
como lugares preferenciais os
municípios do sertão e do agreste.
Entre eles: Porto da Folha, Poço
24
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
Redondo, Monte Alegre, Canindé,
Gararu, Carira, Frei Paulo, Pinhão,
Aquidabã e Capela.
Uma dos fatos que contribuiu para o
desenvolvimento do cangaço foi a
existência dos coiteros, ou seja
pessoas que os ajudavam lhes
proporcionando: alimentos, bebidas,
roupas, armas, hospedagem e
esconderijo e informações.
Dentre os combates entre cangaceiros
e a volante, os mais significativos em
Sergipe foram os de Maranduba,
Cangaleixo, Zitaí, de Poço da Volta e
Lagoa de São Domingos.
Finalmente em 1938, uma volante de
Alagoas conseguiu por fim as ações do
bando de Lampião na gruta Angico em
Porto da Folha (atualmente município
de Poço Redondo), próximo ao rio São
Francisco.
A Revolução de 1930 em Sergipe
O maior líder tenentista em Sergipe foi
Maynard Gomes, que estava preso
desde 1926. Contudo, nas eleições de
1930, os tenentes sergipanos apoiaram
Getúlio Vargas, que graças às fraudes
eleitorais perdeu para Júlio Prestes.
O Estado nesse momento era
governado pelo usineiro Manuel Dantas
que buscou resistir.
Em 16 de outubro de 1929, um avião
sobrevoou Sergipe conclamando a
população para apoiarem a revolução.
Uma coluna de aproximadamente
2.000 soldados revolucionários
marcharam para Sergipe, causando a
fuga do governador Manuel Dantas
para a Bahia, enquanto a força policial
juntava-se a eles.
Em 18 de outubro as tropas
revolucionárias entraram em Sergipe,
sob aclamação popular e Eronildes de
Carvalho foi empossado como
governador provisório, sendo depois
substituído pelo general José Calazans.
Após a posse de Getúlio, Augusto
Maynard assume como Interventor.
Grupos Políticos
Após a Constituição de 1934, dois
grupos políticos se formaram em
Sergipe:
 URS (União Republicana de
Sergipe), o partido dos
usineiros, junto com o PSD
(Partido Social Democrático) de
Leandro Maciel.
 PRS (Partido Republicano de
Sergipe) do interventor Augusto
Maynard, formado pelo PSP
(Partido Social progressista) de
Gracho Cardoso e a APS
(Aliança Proletária de Sergipe).
Sergipe durante a 2ª Grande Guerra
Durante o segundo conflito mundial
houve um ataque da marinha alemã em
águas sergipanas. O submarino U –507
comandado por Harro Schacht afundou
cerca de nove embarcações na costa
sergipana. Os ataques eram noturnos e
os torpedos do submarino atingiram os
navios mercantes.
Os principais navios afundados foram:
Baependy, Araraquara, Aníbal
Benevolo, Bagé, Itagiba e Arara.
Morreram aproximadamente 652
pessoas. Os cadáveres forma
sepultados nas dunas dos Mosqueiro,
dando origem ao primeiro cemitério de
náufragos da América Latina.
O Governo de Seixas Dórea (1962
1964)
Procurou trazer recursos para Sergipe
e conseguiu o início da exploração de
petróleo em 1963, implantou várias
escolas no interior. Incorporou-se à luta
pelas reformas de base do presidente
João Goulart ; Participou do comício de
13 de maio no Rio de Janeiro, no qual
anunciou a realização da reforma
agrária em Sergipe. Essas atitudes
provocaram inquietação nos grupos
conservadores. O golpe militar de 31 de
março de 1964, que derrubou João
Goulart, também depôs Seixas Dórea.
A Ditadura Militar em Sergipe
Durante o período dos governos
militares foram indicados de forma
indireta (biônica) alguns governantes
para Sergipe. Dentre eles: Lourival
Batista (1967-1970), Paulo Barreto
(1975-1979) e Augusto Franco (1979-
1982).
Preocupados com os movimentos de
esquerda, as autoridades militares
realizaram em 1975 a “Operação
Cajueiro” que consistia na caça e
prisão aos políticos, estudantes e
intelectuais contrários ao regime. A
tortura fazia parte do prato do dia.
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Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
- A partir de 1982 todos os
governadores de Sergipe foram eleitos
pelo voto popular:
* João Alves Filho – PFL (1983 – 1987);
* Antônio Carlos Valadares – PFL
(1987 – 1991);
* João Alves Filho – PFL (1991 – 1995);
* Albano Franco – PSDB (1995 –
1999);
* Albano Franco – PSDB (1999 –
2003);
* João Alves Filho – PFL (2003 – 2007);
* Deda (2007 ...)
CADERNO DE ATIVIDADES
PRIMEIRO BIMESTRE
01. (UFS – 2002) Analise as
proposições abaixo.
00 – A crise balcânica de 1914
precipitou a Guerra entre a Tríplice
Aliança (França, Inglaterra e Rússia) e
Tríplice Entente (Alemanha, Áustria e
Itália).
11 – A luta que se imaginava rápida,
alongou-se, numa guerra de trincheiras.
Os inimigos concentraram-se na
produção de armas e equipamentos;
pela primeira vez, a população se
mobilizou, daí o nome de Grande
Guerra.
22 – Os vencedores da Primeira Guerra
de 1914 -1918 se reuniram em Paris
para estabelecer as regras da paz. Não
se tratava de um acordo com a
Alemanha: a Alemanha não estava
presente. O Tratado imposto aos
alemães mutilava os catorze pontos da
proposta de Woodrow Wilson. Criava
áreas de atrito, como as reparações de
guerra.
33 – A Revolução Russa de 1917
resultou da desagregação do regime
czarista e da ação da oposição
organizada, mas explodiu sob forma de
revolta espontânea e imprevista das
massas exasperadas pela guerra e
pela miséria.
44 – Floriano Peixoto governou durante
a 1ª Guerra Mundial, que trouxe a
queda de importações e, como
conseqüência, um pequeno surto
industrial.
02. (UFAL – 2004)
O mundo acompanhou a disputa
presidencial nos Estados Unidos, e os
defensores da democracia, da
autodeterminação dos povos e da paz
estão apreensivos com a reeleição de
George Bush. Essa apreensão está
relacionada às ações desenvolvidas
por vários governos desse país ao
longo da sua história. Identifique fatos
que estejam relacionados à mensagem
sugerida na ilustração.
0 0 – Visando atender às necessidades
do capital industrial, os governos dos
Estados Unidos iniciaram uma
expansão imperialista na América
Latina para garantir fontes
fornecedoras de matérias-primas e
mercado consumidor.
1 1 – A política expansionista dos
Estados Unidos foi realizada com
intuito de realizar a conversão dos
latinos americanos à doutrina religiosa
calvinista, vista como único caminho
para civilizar os povos
subdesenvolvidos.
2 2 – O processo de colonização do
México pelos Estados Unidos
representou um dos fatores
fundamentais para a integração dos
dois países ao NAFTA, em condições
de igualdade social, política e
econômica.
3 3 – Na defesa de interesses
econômicos, políticos e estratégicos,
governos dos Estados Unidos valeram-
26
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
se da política do big stick para intervir
em vários países da América Latina, a
partir do início do século XX.
4 4 – Durante a Primeira Guerra
Mundial, o presidente dos Estados
Unidos, Woodrow Wilson, adotou uma
política agressiva contra os países
latino-americanos que não os
apoiassem na luta contra a Tríplice
Entente.
03. (UFS – 2006) Analise a tabela
abaixo.
(Edgar Carone in Aguinaldo Kupfer o Paulo A.
Chenso. Brasil:História Critica. São Paulo: FTD,
1998, p. 218)
A Primeira Guerra Mundial acarretou
profundas mudanças na economia
brasileira, até então fundamentalmente
alicerçada na agricultura de
exportação. Com base nos dados da
tabela e nos conhecimentos históricos,
pode-se afirmar que:
0 0 – A conversão da indústria européia
à produção bélica levou a uma
diminuição gradual das importações
brasileiras de produtos industrializados,
com o conseqüente estimulo à
produção nacional.
1 1 – Houve o aumento de preço dos
produtos agrícolas exportados pelo
Brasil, porém, as dificuldades de
importação de máquinas,
equipamentos e até de matérias-primas
acabou por levar a uma desaceleração
da produção industrial.
2 2 – O conflito criou condições para
que se iniciasse no país o trabalho de
coordenação e planejamento
econômico, com ênfase no
prosseguimento da industrialização por
substituição de importação
3 3 – A abertura da economia ao capital
externo acelerou a produção de
produtos manufaturados para os países
em guerra e consolidou o processo de
industrialização do país.
4 4 – Grupos sociais urbanos se
desenvolveram e passaram a ter uma
importância inédita no país,
convertendo-se, inclusive, em grupos
de pressão política com atuação
crescente, como os dos anarquistas
que influenciaram a greve geral de
1917.
04. (UFS – 2008) Como conseqüências
da Primeira Guerra Mundial ocorreram
mudanças significativas no cenário
mundial, em termos de geopolítica,
economia e comportamento. Analise as
proposições que abordam essas
conseqüências.
0 0 - A expansão dos ideais liberais e
democráticos favoreceu a ampliação da
participação popular na política e
possibilitou um maior equilíbrio entre os
diversos governos que se
estabeleceram na Europa nas décadas
seguintes.
1 1 - Os altos índices de desemprego,
as taxas de mortalidade e os danos
materiais causados pela guerra
abalaram profundamente o papel da
Europa como potência mundial, dando
lugar à ascensão dos Estados Unidos e
do Japão.
2 2 - A criação da Liga das Nações, por
iniciativa do governo norte-americano,
cujo objetivo era fomentar acordos e
evitar conflitos armados, contou com a
participação apenas dos países
vitoriosos mas se transformou,
posteriormente, na Organização das
Nações Unidas.
3 3 - O impulso ao neocolonialismo
ocorreu como uma tentativa de
recuperação política e econômica, por
parte dos países derrotados, em função
das perdas territoriais causadas pelo
surgimento de novos países e das
restrições determinadas pelo Tratado
de Versalhes.
4 4 - A descrença generalizada e a
precariedade das condições de vida na
Europa, após a guerra, intensificaram
sentimentos de revanchismo, que
somados a forte nacionalismo,
27
Ano Nº de
estabelecimentos
Nº de
operários
1889
<(1)
636
1907
(3)
3.250 150.841
1914(1
1
7.430 153.163
1920
(2)
13.336 275.512
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
culminaram na ocorrência de
movimentos fascistas.
05. (UFS – 2003) Analise as
afirmações sobre a Revolução Russa
de 1917.
0 0 – O processo da revolução teve
duas fases distintas: na primeira fase,
destaca-se a atuação reformista dos
socialistas e, na segunda, a atuação
revolucionária dos bolcheviques.
1 1 – A revolução teve um caráter
social urbano, pois foi realizada pelos
operários e pela classe média, não
tendo o apoio de todos os
camponeses, que defendiam a
monarquia.
2 2 – Um dos fatores desencadeadores
da revolução foi a insatisfação da
população camponesa contra as
péssimas condições de vida e de
trabalho, agravadas com a entrada da
Rússia na Guerra.
3 3 – A revolução de outubro de 1917
representou a vitória das teses
defendidas por Lênin que, dentre
outras, destacava a idéia de que o
poder deveria estar em mãos dos
sovietes.
4 4 – Para os russos, a revolução
representou o fim da Primeira Guerra
Mundial, já que o governo Lênin enviou
imediatamente proposta de paz aos
alemães.
06. (UFS – 2007) A Revolução Russa
representou, para milhões de pessoas,
o começo de uma nova “era histórica”.
Dessa revolução nasceu a União
Soviética. Analise as afirmações sobre
o processo de desenvolvimento dessa
revolução.
0 0 - A revolução de fevereiro de 1917
assumiu um caráter nitidamente
burguês de derrubada do absolutismo e
implantação de república
representativa, sem, no entanto,
aprofundar as transformações
econômica e social.
1 1 - A NEP (Nova Política Econômica)
foi o conjunto de medidas adotadas
pelo governo soviético, em março de
1921, para reconstruir a nação, depois
do chamado comunismo de guerra.
2 2 - O fim do regime de servidão, que
possibilitou o progresso agrícola e o
acesso à terra de grande parcela do
campesinato foi um dos fatores
responsáveis pelo desencadeamento
do processo revolucionário russo.
3 3 - O governo de Stalin, por meio de
planejamento econômico, desenvolveu
a indústria pesada, mecanizou a
agricultura e desenvolveu a educação
pública, tornando o país numa das
maiores potências do século XX.
4 4 - A luta pelo socialismo, durante a
Revolução Russa, teve como objetivo
promover o desenvolvimento através
da distribuição da renda e da
consolidação de um Estado cooperativo
e assistencial.
07. (UFS – 2009) Entre as
consequências da Revolução Russa
para a história do século XX, pode-se
considerar:
0 0 - O reforço do poder do Vaticano
na Europa Oriental e na Ásia, pois a
Igreja Católica era anti-capitalista e
favorável a uma sociedade igualitária.
1 1 - A implantação de regimes
totalitários, de tipo soviético, em vários
países das Américas, como Bolivia,
Paraguai, México e Cuba.
2 2 - O apoio da burguesia a regimes
fascistas em vários países da Europa,
como a Itália e Alemanha, com medo
das revoluções socialistas inspiradas
no exemplo russo.
3 3 - A divisão do mundo em duas
grandes zonas de influência -
capitalista liberal e socialista soviética -
após a I I Guerra Mundial.
4 4 - A volta de monarquias inspiradas
no Antigo Regime, apoiadas pelas
burguesias européias, temerosas da
expansão dos ideais revolucionários.
08. (UFS – 2003) Analise as
proposições sobre a questão social na
Primeira República (1889-1930).
0 0 – Os governos republicanos
desenvolveram projetos sociais de
interesse dos trabalhadores urbanos,
razão pela qual obtinham elevados
índices de aprovação nas eleições.
1 1 – A Revolta da Vacina, no Rio de
Janeiro, acabou representando uma
reação da população contra o
28
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
autoritarismo das medidas de
saneamento decretadas pelas
autoridades governamentais.
2 2 – Os líderes da Guerra do
Contestado foram condenados pelo
governo do presidente Wenceslau Brás
por atuarem contra a exploração e o
poder político dos coronéis do
Nordeste.
3 3 – Os operários das indústrias
paulistas tinham salários relativamente
superiores ao do conjunto dos
trabalhadores do país, pois os
movimentos grevistas que realizavam
forçaram os empresários a atenderem
suas reivindicações.
4 4 – O cangaço do Nordeste brasileiro
foi alimentado pelas próprias condições
de fome e de miséria do povo
decorrentes da estrutura latifundiária
daquela região.
09. (UFS – 2002) Analise as
proposições abaixo.
00 – A fundação da República veio, na
realidade, atender aos interesses dos
grandes fazendeiros de café paulista,
mineiros e fluminenses. A República
Velha, por isso foi chamada de
República do Café com Leite. Grande
parte da população dependia da
economia cafeeira, direta ou
indiretamente, considerando inclusive
os setores urbanos em
desenvolvimento. A massa, que fôra
marginalizada na própria elaboração da
república, permaneceria como
espectador passivo até o final da
República Velha.
11 – No Brasil, o rompimento com a
estética tradicional deu-se em 1942,
com a Semana de Arte Moderna – o
Modernismo.
22 – O descontentamento contra a
oligarquia dominante (Primeira
República) atingiu o auge com as
Revoltas Tenentistas, que tiveram dois
focos principais: o Rio de Janeiro
(1923) e Minas Gerais (1924).
33 – A 11 de novembro de 1930,
através do decreto nº 19.398,
dissolveu-se a Junta Governativa que
derrubara Washington Luís, formando-
se o Governo Provisório de Sergipe,
sob chefia, do interventor tenente João
Alberto. O decreto definia as
atribuições do novo governo e ratificava
as medidas da Junta Governativa.
Confirmava-se nele a dissolução do
Congresso Nacional e das Casas
Legislativas estaduais e municipais.
44 – Depois da Revolução de 1930,
que levou Getúlio Vargas à presidência
da República, Maynard Cardoso ficou
como interventor até 1935. Durante
dois anos, o Estado de Sergipe teve um
governador eleito, Eronides Ferreira de
Carvalho, mas voltou ao regime de
interventoria federal após o golpe de
Estado dado por Vargas em 1937 e que
instaurou o regime ditatorial que se
prolongaria até 1945.
10. (UFS – 2004) Analise as
proposições sobre o movimento
tenentista no Brasil.
0 0 – Na década de 1920, mais que a
luta social dos trabalhadores
anarquistas, socialistas e comunistas,
foi o movimento tenentista que se
destacou na cena política, abalando as
bases de sustentação da República
Velha.
1 1 – Em 1922, a Guarnição do Forte
de Copacabana rebelou-se contra a
repressão desencadeada pelo governo
federal e pelos proprietários de terras
aos movimentos sociais de
trabalhadores rurais e urbanos,
iniciados em 1919.
2 2 – Do ponto de vista ideológico, o
tenentismo defendia proposições
nacionalistas e moralizantes. Seu lema
era ‘representação e justiça’ e suas
principais reivindicações giravam em
torno do voto secreto, da moralização
da vida pública e da formação de um
governo centralizador.
3 3 – A revolta tenentista de 1906,
chefiada pelo oficial Fausto Cardoso,
empolgou grande parte do povo
sergipano na luta contra a política do
presidente Rodrigues Alves, que
concedia muito privilégio às oligarquias
rurais do Estado.
4 4 – Em 1924, os militares ameaçaram
o poder constituído do Estado de
Sergipe, quando oficiais do 28 B.C.,
solidários à revolução tenentista, se
rebelaram e depuseram Maurício
Graco Cardoso.
11. (UFS – 2005) Durante a Primeira
República (1889-1930), o Brasil
vivenciou momentos de grandes
tensões sociais no campo e nos
centros urbanos. Analise as
29
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
proposições sobre os movimentos
sociais nesse contexto histórico.
0 0 – Na busca de uma solução para os
problemas da miséria e da fome no
Nordeste, muitos se uniram aos bandos
de cangaceiros. No entanto, estes não
questionavam a grande propriedade
rural sertaneja, que era uma das
causas desses problemas, pois, apesar
de atacarem a propriedade de seus
inimigos, respeitavam e defendiam a de
seus protetores.
1 1 – As Revoltas de Canudos, do
Contestado e de Juazeiro do Norte
tornaram-se conhecidas por todo o país
como movimentos rurais e religiosos,
uma vez que tinham o apoio explicito
da cúpula da igreja Católica, que
fornecia amparo moral e espiritual aos
seus líderes e recursos materiais para
serem utilizados contra o poder público.
2 2 – Em razão das péssimas
condições de vida e trabalho nas
fábricas, a classe operária criou
organizações sindicais lideradas
predominantemente por adeptos do
anarquismo. Para estes, os sindicatos
deveriam formar a base de uma nova
sociedade e convocar greves gerais
contra o Estado e contra os patrões.
3 3 – O movimento operário de São
Paulo e do Rio de Janeiro, por ter
lideranças de nacionalidades italianas e
alemãs, apoiou-se nos ideais
corporativo-fascistas, razão pela qual
as confederações de trabalhadores
adotaram estratégias colaboracionistas
com os industriais, visando conquistas
trabalhistas.
4 4 – A insatisfação de grande parte
dos marinheiros brasileiros deu origem
à Revolta da Chibata, no Rio de
Janeiro, contra castigos físicos e
morais aviltantes que eram aplicados
na Marinha aos que desrespeitassem
as regras estabelecidas por essa
instituição.
SEGUNDO BIMESTRE
12. (UFAL – 2003). Considere o texto
para analisar as proposições.
O que deu ao fascismo sua
oportunidade após a Primeira Guerra
Mundial foi o colapso dos velhos
regimes, e com eles das velhas classes
dominantes e seu maquinário de poder,
influência e hegemonia. Onde estas
permaneceram em boa ordem de
funcionamento, não houve necessidade
de fascismo. (Eric Hobsbawm. A Era
dos extremos. Trad. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995. p. 129).
O autor faz referência à ascensão dos
regimes fascistas no período entre as
duas grandes guerras do século XX. A
partir do conhecimento histórico,
identifique as afirmações corretas e
que não se contraponham ao
pensamento do autor do texto.
0 0 – A grande maioria das camadas
de classe média e média baixa
representou um dos alicerces dos
movimentos que garantiu o
fortalecimento do fascismo.
1 1 – A ascensão da direita radical na
Europa do pós Primeira Guerra foi uma
resposta ao perigo da revolução social
e do poder operário.
2 2 – Os fascista faziam oposição aos
ideais democratas, defendidos pelos
liberais, uma vez que estes ideais
possibilitavam a ascensão dos partidos
de esquerda ao poder.
3 3 – Os liberais conseguiram manter a
estabilidade econômica na Espanha,
razão pela qual este pais manteve-se
distante dos movimentos fascistas.
4 4 – A derrota dos franceses na
Primeira Guerra Mundial criou o clima
propício para a ascensão dos
movimentos fascistas contra as
instituições liberais na França.
13. (UFS – 2006) Um dos fenômenos
mais marcantes do período que se
segue ao término da Primeira Guerra
Mundial foi a crise da democracia. Do
início dos anos 1920 ao fim dos anos
1930, em muitos países implantou-se a
ditadura. Nesse período, pode-se
afirmar que:
0 0 – A trajetória política institucional
dos países latino-americanos foi
marcada por um conjunto de normas de
exceção com a dissolução de partidos
políticos e sindicatos com objetivo de
estabelecer uma ordem de poder
democrático e popular.
1 1 – Nos países nazi-fascistas,
nenhuma atividade intelectual e
artística estava livre da ingerência dos
Estados, pois estes, impediam qualquer
manifestação cultural que podia
contrariar a ideologia oficial.
2 2 – A posição de neutralidade da
França, Inglaterra e Estados Unidos,
30
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
em relação à guerra civil espanhola,
permitiu que os radicais de direita se
consolidassem na Espanha,
fortalecendo o movimento fascista
internacional.
3 3 – A ideologia nazi-fascista foi
assimilada, no Brasil, pela Ação
integralista Brasileira, fundada por
Plínio Salgado, em 1932. Com o apoio
dos integralistas, Getúlio Vargas
implantou a ditadura do Estado Novo,
em 1937.
4 4 – A ascensão de Hitler ao poder, no
início dos anos 1930, ocorreu através
de uma ação golpista cuja ponta de
lança foram as forças paramilitares do
partido nazista e os comunistas.
14. (UFS – 2004) Analise as
informações sobre a crise do
capitalismo e o período entre guerras.
0 0 – Durante a década de 1930, os
governos totalitários da Itália,
Alemanha e Japão adotaram uma
política de apaziguamento para se
beneficiarem da ordem internacional
em vigor.
1 1 – O período entre as duas guerras
mundiais foi marcado pela crise do
capitalismo, do liberalismo e da
democracia e pela polarização
ideológica entre fascismo e
comunismo.
2 2 – Os EUA entraram em crise de
produção e começaram a baixar
perigosamente os índices de sua
economia, depois que a Europa,
recuperada da guerra, ter-se soerguido
economicamente e voltado a controlar
os mercados mundiais.
3 3 – As elites européias constando
que as democracias liberais
mostravam-se incapazes de
administrar os graves problemas da
época e temerosas do avanço das lutas
sociais, mostraram-se favoráveis à
formação de governos fortes e
autoritários, capazes de impor
disciplina e recompor a ordem
capitalista.
4 4 – Na primeira metade do século
XX, repercutiam em toda a Europa e
em diversas partes do mundo as
doutrinas de inspiração nazi-fascista.
Na Espanha, uma violenta Guerra Civil
resultou na tomada de poder pelo
general Francisco Franco, com o apoio
dos proprietários de terra, do alto clero
e de setores do exército.
15. (UFS – 2009) Considere o texto a
seguir:
Em 1929 irrompeu nos Estados Unidos
mais uma das crises periódicas que
vinham ocorrendo nos países
industrializados desde o século XIX.
Como nas crises anteriores, a crise
iniciada em 1929 foi marcada pela
superprodução e pelo subconsumo,
propagando-se dos países centrais
para a periferia do mundo capitalista.
No entanto ela se distinguiu das
demais por ter tido efeitos mais amplos
e graves.
(Wagner Pinheiro Pereira. 24 de
outubro de 1929: a quebra da bolsa
de Nova York e a Grande
Depressão. Série Rupturas, São
Paulo: Nacional, 2006, p. 3)
Pode-se afirmar que a crise em
questão:
0 0 - Atingiu não apenas o mercado de
bens de consumo, prejudicando o
comércio mundial, como afetou a
exportação de produtos primários de
vários países, como o café brasileiro,
que sofreu uma crise sem precedentes.
1 1 - Foi a primeira a ser enfrentada
pelo sistema capitalista globalizado, e
teve início com a dificuldade das
indústrias em fornecer produtos para
atender a demanda crescente dos
consumidores.
2 2 - Originou-se devido a
desorganização do sistema capitalista,
no final dos anos 1920, como
consequência das revoluções
socialistas e neoliberais que se
espalharam pelo mundo, a partir de
1917.
3 3 - concentrou-se na América Latina,
periferia do sistema capitalista, após
ter despontado nos Estados Unidos,
sendo logo controlada com a ajuda
financeira de grandes empresários
europeus.
4 4 - começou na Bolsa de Valores de
Nova York, com a queda nos valores
31
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
das ações dada a super-oferta das
mesmas, mas logo atingiu a economia
de vários países, causando falências
bancárias e desemprego em massa.
16. (UFS – 2005) Considere o mapa
histórico da Europa de 1936 a 1939.
O mapa contém informações sobre a
política internacional da Europa nos
anos considerados decisivos para a
emergência da Segunda Guerra
Mundial. Analise as afirmações
relacionadas ao mapa e ao contexto
histórico mencionado.
0 0 – Os chefes de Estado da
Alemanha e da Itália testaram os seus
novos armamentos contra os
socialistas e democratas na Guerra
Civil Espanhola, contribuindo para a
formação do Eixo Berlim-Roma.
1 1 – Os governos da França e da
Inglaterra envolveram-se militarmente
na Guerra Civil Espanhola com o
objetivo de combater as forças nazi-
fascistas, contribuindo para a formação
dos acordos entre os países aliados.
2 2 – Os chefes de Estado da Itália e da
união Soviética estabeleceram
negociações e assinaram um pacto
político visando barrar o expansionismo
alemão sobre seus territórios,
contribuindo para a formação da
Tríplice Aliança.
3 3 – Os governos da Alemanha e da
união Soviética, por interesses
estratégicos, fizeram um acordo de
não-agressão e neutralidade, relegando
a segundo plano suas diferenças
ideológicas entre o nazismo e o
socialismo.
4 4 – As forças armadas da França, da
Inglaterra e da Polônia desencadearam
a guerra contra os países do Eixo em
razão do ataque e da invasão
fulminante dos alemães e italianos na
região Nordeste da França.
17. (UFS – 2003) Considere a
caricatura, do brasileiro Belmonte, de
22/09/1939, mostrando as fragilidades
do pacto nazi-soviético.
Analise as proposições corretas de
fatos relacionados à caricatura.
0 0 – O pacto de não-agressão,
realizado entre Hitler e Stálin, foi
rompido pelos soviéticos após a
Segunda Guerra Mundial, quando teve
início a chamada Guerra Fria.
1 1 – O pacto mencionado na
caricatura nunca foi realizado entre os
dois governantes, pois os nazistas
pregavam a destruição total de todos
os comunistas.
2 2 – A Alemanha assinou o pacto de
não-agressão com a União Soviética,
pois estava preocupada em garantir a
neutralidade deste país no caso de um
confronto com a França e a Inglaterra.
3 3 – A caricatura ressalta a
importância do pacto assinado pelos
governos da Alemanha e da União
Soviética que pôs fim à Segunda
Guerra Mundial.
4 4 – O caricaturista ironiza os
interesses político-militares e
estratégicos dos governos da
Alemanha e da União Soviética no
período que antecede à Segunda
Guerra Mundial.
18. (UFS – 2002) Analise as afirmações
que seguem.
00 – O Fascismo surgiu como uma
doutrina de aceitação dos ideais
burgueses de liberalismo e democracia.
O primeiro país onde o fascismo
triunfou foi a Espanha, com a ascensão
de Mussolini em 1922.
32
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
11 – Temendo a expansão dos
movimentos socialistas, a Igreja
Católica na Alemanha, passou a apoiar
integralmente o Partido Nazista –
autoritário e antidemocrático – liderado
por Adolf Hitler.
22 – No Brasil, a ideologia nazi-fascista
foi assimilada pela Ação Integralista
Brasileira, fundada por Plínio Salgado,
em 1932. Com o apoio dos
integralistas, Getúlio Vargas implantou
a ditadura do Estado Novo em 1937.
33 – N o período de 1964 a 1985, o
Brasil foi governado por militares, que
impuseram a ditadura. Para evitar os
protestos da sociedade, o regime militar
cassou o direito de voto, mas deu
liberdade às oposições.
44 – o AI-5 conferia ao presidente da
República poderes apenas para
suspender os direitos políticos
exclusivamente dos docentes das
Universidades.
19. (UFAL – 2002) A partir do pós-
Segunda Guerra Mundial, o capitalismo
ingressa numa nova fase de
desenvolvimento, baseada numa
dinâmica produtiva com sofisticada
tecnologia. Analise as afirmações
abaixo sobre esse contexto.
0 0 – O Tratado de Maastricht, que
criou a União Européia (EU) em 1992,
previa a unificação da moeda, das
políticas externas e de defesa, das leis
trabalhistas e de imigração, garantindo
cidadania única para todos os
habitantes dos paises membros.
1 1 – A nova ordem internacional que
vem se estruturando a partir da década
de 1990 tem contribuído para a
redução das diferenças sociais, pois a
renda gerada pelo capitalismo beneficia
grande parcela da população das áreas
européias e americanas.
2 2 – A reconstrução econômica do
Japão, acelerada após 1950, é
explicada principalmente pela facilidade
de exportação de matérias-primas para
os países industrializados e a
construção de numerosos meios de
transporte.
3 3 – Nos dias atuais, é possível
descrever a estrutura econômica do
capitalismo como um sistema
internacional com forte tendência de
substituir o dólar como principal veículo
de comércio entre os países pela libra
e pelo euro.
4 4 – Nos últimos 30 anos, a economia
japonesa atingiu um espantoso ritmo
de crescimento que a transformou
numa das mais importantes e
competitivas economias do mundo,
destacando-se nos setores eletrônicos,
automobilístico e naval.
20. (UFS – 2006 – Campus de
Itabaiana) Ao analisar o contexto
internacional do fim da Primeira Guerra
Mundial até o final da Segunda Guerra
Mundial, pode-se afirmar que:
0 0 – O fortalecimento dos partidos
liberais na Europa e nos Estados
Unidos foi o fator decisivo para a
derrota dos fascistas nas eleições para
o legislativo.
1 1 – O Japão, a Alemanha e a Itália
desenvolveram, na década de 1930,
uma política de agressão visando
alterar a hegemonia no cenário político
internacional.
2 2 – A crise de 1929 foi uma das
crises de superprodução do sistema
capitalista que não atingiu os países
industriais, mas afetou profundamente
a economia dos países pobres.
3 3 – A ascensão do nazifascismo teve
como causas, dentre outras, os efeitos
dos acordos do pós Primeira Guerra
Mundial e da grande crise da economia
capitalista de 1929.
4 4 – A Batalha de Stalingrado
representou um momento decisivo na
Segunda Guerra Mundial pois, ao
ganharem essa batalha, os alemães
tornaram-se quase invencíveis.
21. (UFS – 2007) A abertura de nova
frente de Aliados devido à invasão da
Normandia, a chegada do Exército
Vermelho a Berlim e as bombas
atômicas lançadas pelos norte-
americanos em Hiroshima e Nagasaki
encerraram a Segunda Guerra Mundial.
Analise as afirmações sobre as
conseqüências dessa guerra.
0 0 - A Europa deixou de ocupar o
papel de economia periférica face às
nações industriais do Atlântico sul com
a adoção de padrões econômicos
semelhantes aos da União Soviética.
1 1 - Houve uma acentuada
degradação de ideais liberais e
democráticos, agitações políticas de
esquerda - como o movimento
espartaquista -, crise econômica e
desemprego.
33
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
2 2 - A expansão do comunismo, que
criou uma área de influência para si
próprio no leste da Europa, constituiu-
se num desafio para os países
ocidentais.
3 3 - O desenvolvimento de partidos
nacionalistas que pregavam a
existência de um Executivo forte, capaz
de solucionar crises generalizadas
resultantes da desorganização do pós-
guerra.
4 4 - Os países africanos, embalados
pela defesa do princípio da
autodeterminação dos povos aplicado
aos países balcânicos e do leste
europeu, organizaram seus
movimentos de independência.
TERCEIRO BIMESTRE
22. (UFS – 2002) Analise as seguintes
proposições:
00 – As eleições de 1945 reafirmaram o
Estado Novo e a ditadura varguista no
Brasil.
11 – A posse de Vargas, em janeiro de
1951, significou a ascensão de um
presidente descompromissado com o
nacionalismo.
22 – O longo governo de Café Filho foi
marcado por uma retomada dos
princípios econômicos que haviam sido
abandonados por Vargas. Buscou
combater a crescente inflação com
medidas monetaristas levando
inevitavelmente à recessão e a uma
aguda crise bancária.
33 – O governo de Kubitschek (1956-
1961) costuma ser lembrado como
período o que aliou tranqüilidade
política e prosperidade econômica.
44 – Em 1960 realizaram-se eleições
para a sucessão de Juscelino. O PSD e
o PTB repetiram a aliança vitoriosa de
1955 e que foi um sucesso durante os
cinco anos de Juscelino. A UDN apoiou
o então governador de São Paulo,
Jânio Quadros, político independente,
com vínculos partidários inconstantes e
ambicionando a presidência.
23. (UFS – 2003) Analise as
informações sobre a chamada “Era
Vargas”.
0 0 – O Estado de Sergipe teve a
autorização para realizar eleições
diretas para governador, em razão da
política de privilégios que Vargas
concedeu ao Nordeste durante o
Estado Novo.
1 1 – O governo de Vargas, de 1951 a
1954, foi marcado pela falta de
garantias constitucionais, por prisões
arbitrárias e pela censura prévia,
controladas pelo Departamento de
Imprensa e Propaganda.
2 2 – Ainda que seu discurso fosse
nacionalista, Vargas desenvolveu
esforços concretos na busca de
financiamento externo para a
construção de infra-estrutura industrial
para o país.
3 3 – Com o objetivo de controlar
politicamente a classe trabalhadora,
Vargas concedeu direitos trabalhistas e
atrelou os sindicatos ao poder estatal,
especialmente durante o Estado Novo.
4 4 – O governo Vargas, de 1937 a
1945, contribuiu para a implantação do
ideal liberal no Brasil, já que
restabeleceu a harmonia política entre
os três poderes constituídos.
24. (UFS – 2006 – Campus de
Itabaiana) Analise as afirmações nas
quais pode-se constatar aspectos da
conjuntura política que precedeu ao
Golpe de Estado desferido por Getúlio
Vargas em 1937.
0 0 – Os integralistas difundiram idéias
totalitárias e de capitalização das
massas populares, influenciando
grupos golpistas.
1 1 – A Aliança Nacional Libertadora foi
radicalmente contra as medidas
governamentais que levaram à
implantação do Estado Novo.
2 2 – Os liberais temiam as reformas
sociais e aceitavam, ou até mesmo
incentivavam, a interrupção do jogo
democrático para defender seus
interesses econômicos.
3 3 – O tenentismo forneceu as bases
ideológicas e o apoio militar
necessários para que Getúlio Vargas
rompesse a ordem constitucional no
país.
4 4 – Os comunistas deram apoio
estratégico a Getúlio Vargas porque
este defendia o nacionalismo e a
estatização das empresas petrolíferas.
25. (UFS – 2009) A queda de Getúlio
Vargas e o fim do Estado Novo,
ocorrido em outubro de 1945, foi um
34
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
processo histórico complexo, marcado
por críticas por parte dos liberais ao
regime, tentativas de liberalização
política para viabilizar a permanência
de Vargas no poder e sua
reaproximação com a esquerda, antes
duramente combatida. Analise as
proposições que apresentam eventos
históricos ocorridos durante esse
processo.
0 0 - Elaboração de um documento de
critica ao regime conhecido como
"Manifesto dos Mineiros"; anistia
política no início de 1945 e Movimento
Queremista, que pedia "Constituinte
com Getúlio".
1 1 - Divulgação da represália do
Senado a Getúlio através da "Carta aos
Brasileiros", fim do monopólio do
Petróleo pelo Estado e nomeação de
Luis Carlos Prestes para ministro do
Trabalho.
2 2 - Suicídio do jornalista Libero
Badaró, em sinal de protesto contra a
censura, criação da Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) e legalização
do Partido Comunista Brasileiro.
3 3 - Volta dos soldados da FEB após
participação na Segunda Guerra
Mundial ao lado dos países demo-
cráticos como Estados Unidos e
Inglaterra, difusão do ideário
trabalhista e abrandamento da
censura à imprensa.
4 4 - Assalto ao Palácio do Catete
pelos membros da Ação Integralista
Brasileira, convocação da Assembléia
Constituinte e legalização do
Comando Geral dos Trabalhadores,
dominado pelos comunistas.
26. (UFS – 2006 – Campus de
Itabaiana) Considere a charge de Théo.
META DO
FAMINTO
JK – Você
agora tem
automóvel
brasileiro,
para correr
em
estradas
pavimentadas com asfalto brasileiro,
com gasolina brasileira. Que mais
quer?
Jeca – Um prato de feijão brasileiro,
seu douto!
(Careta, 12/3/1960. In: Renato Lemos.
Uma História do Brasil através da
caricatura. Rio de Janeiro: Letras e
Expressões, 2001. p. 79)
Analise os argumentos que podem ser
relacionados à visão do autor sobre o
contexto histórico referido na charge.
0 0 – O autor utilizou-se de ironia para
mostrar a dependência econômica do
Brasil em relação ao capital
estrangeiro.
1 1 – O Brasil destacava-se na
economia mundial porque produzia
automóveis com capital
predominantemente nacional.
2 2 – As metas simbolizadas na charge
fazem referência à idéia do
desenvolvimentismo expressa no lema
“50 anos em 5”.
3 3 – O governo brasileiro incrementou
a indústria petrolífera, conseguindo
alcançar a meta da auto-suficiência do
consumo da gasolina.
4 4 – A charge sugere que a política
desenvolvimentista do governo
prejudicava interesses das classes
menos favorecidas.
27. (UFS – 2003) Analise as
proposições do contexto histórico da
ditadura militar no Brasil (1964-1985).
0 0 – O golpe militar de 1964 foi
justificado por seus executores como
intervenção necessária para a defesa
da ordem e da democracia,
ameaçadas, segundo eles, pelos
comunistas e populistas.
1 1 – O golpe de 1964 teve como
objetivo conter as reformas sociais e as
mobilizações populares, vistas como
ameaças aos interesses das classes
dominantes.
2 2 – O governador de Sergipe, Seixas
Dória, cumpriu todo o seu mandato
político, pois foi mantido no cargo após
o golpe militar de 1964 por ter apoiado
a junta militar que tomou o poder.
3 3 – Logo após o golpe militar, o
governo Castelo Branco anunciou
duras medidas econômicas de combate
à inflação por meio do controle
monetário, restrição ao crédito e
contenção salarial.
4 4 – O ato institucional nº 1, de abril
de 1964, criou o mecanismo de
35
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
eleições para presidente da República,
mas permitia a participação popular no
processo eleitoral.
28. (UFAL – 2002) Considere as
proposições abaixo referentes a
fenômenos ocorridos no Brasil a partir
de 1945.
0 0 – No governo Dutra foram reatadas
as relações diplomáticas com a União
Soviética e Cuba e como conseqüência
adotou-se o modelo econômico
nacionalista que impediu a abertura da
economia do país às empresas
estrangeiras e à importação de
produtos de bens de base.
1 1 – O setor industrial alagoano é
responsável por 39,2% do produto
interno bruto (PIB) do Estado. O pólo
principal fica em Tabuleiro, a poucos
quilômetros do porto do Jaraguá.
Surgido em 1979, com objetivo inicial
de reunir indústrias químicas, a partir
dos anos 90. Tabuleiro recebe também
empresas de setores variados, que se
beneficiam da infra-estruruta de
estradas e energia existentes.
2 2 – No governo Médici, o poder
ditatorial e a violência repressiva contra
as oposições ao regime foram
intensificadas. Os direitos fundamentais
do cidadão foram suspensos, qualquer
um que se opusesse ao governo
poderia ser preso. Nas escolas, nas
fábricas, nos teatros, na imprensa
sentia-se a “mão-de-ferro” do
autoritarismo.
3 3 – No início do século XXI, o Brasil é
um dos campeões mundiais de
desigualdade social. Vivemos, na
prática, um apartheid social. De um
lado, uma elite ostentando um padrão
de vida de primeiro mundo e usufruindo
os direitos democráticos. De outro, uma
enorme massa de subcidadãos,
subnutridos.
4 4 – A divida pública alagoana é a
menor de todos os estados brasileiros,
não ultrapassando a três bilhões de
dólares em 1999, e nos dez primeiros
meses desse ano, o estado conseguiu
reduzir os seus gastos em mais de
30%, o que favoreceu também a
redução da dívida com o governo
federal.
29. (UFS – 2007) Considere o texto e a
imagem a seguir. Em 1968,
movimentos de protesto e mobilização
política agitaram o mundo todo (...)
entretanto, 1968, teve especificidades
locais determinantes no Brasil, acima
da influência dos fatores internacionais.
Por exemplo, o movimento estudantil
seguiu uma dinâmica de luta própria,
anterior ao famoso maio de 1968 na
França. (Marcelo Ridenti. “Breve
recapitulação de 1968 no Brasil”. IN:
Rebeldes e contestadores. 1968:
Brasil, França e Alemanha. São
Paulo: Fundação Perseu Abramo,
2000. p.55-56)
(Foto. Jornal Última Hora, Rio de
Janeiro, abril de 1968. Apud Gilberto
Cotrim. História do Brasil. Um olhar
crítico. São Paulo: Saraiva, 1999. p.
334)
Entre as características específicas do
movimento estudantil brasileiro, em
relação aos outros movimentos de
contestação jovem e estudantil dos
anos 1960, pode-se considerar:
0 0 - A luta pela ampliação de vagas no
ensino superior, para acabar com os
“excedentes”, isto é, alunos que tinham
média para ingressar nas faculdades,
mas não conseguiam matrícula por
falta de vagas.
1 1 - A crítica ao sistema capitalista,
baseado no alto consumo de bens
descartáveis, a luta pela liberalização
dos costumes e da moral sexual e
contra o envio de tropas brasileiras
para o Vietnã.
2 2 - A crítica ao regime socialista-
burocrático implantado pelo golpe
militar de 1964, que estatizou as
universidades e obrigou os estudantes
brasileiros a prestarem serviços
gratuitos ao Estado.
3 3 - A luta contra o regime militar,
considerado um regime anti-popular e
anti-nacional, que dava ao movimento
36
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
estudantil brasileiro uma característica
mais politizada, menos focado na
questão comportamental e na crítica
cultural ao sistema.
4 4 - O movimento estudantil brasileiro
dos anos 1960 foi pouco politizado,
mais preocupado com as questões
comportamentais e marcado pela
crítica aos valores católicos, que eram
muito fortes no Brasil.
30. (UFS – 2008) Durante a década de
60 do século XX, no Brasil houve uma
grande efervescência criativa nas
artes. Surgiram movimentos culturais
importantes e muitos dos seus
protagonistas sofreram as
consequências do autoritarismo do
regime militar e da pressão exercida
pela censura. Analise as proposições
que tratam desses movimentos.
0 0 - Os músicos identificados com a
Bossa Nova cujas canções convidavam
as pessoas a desfrutarem livremente
os prazeres da Vida, foram obrigados
pelo regime militar a aderir a temas
nacionalistas e a cantar as belezas
naturais do Brasil como o mar a graça
feminina ou as praias cariocas.
1 1 - Os Integrantes do movimento
Tropicalista, que propunham de forma
provocativa uma reflexão sobre os
contrastes sociais, políticos e culturais
do pais, contaram com o apoio
unânime do público jovem,
principalmente dos estudantes
universitários, o que Ihes rendeu rápida
fama.
2 2 - Os cineastas ligados ao Cinema
Novo que buscavam uma estética que
traduzisse a realidade brasileira sem
abrir mão de experimentalismos na
linguagem cinematográfica produziram
filmes ousados e manifestos que
protestavam contra a situação política
e social do Brasil.
3 3 - O movimento da Jovem Guarda
divulgava uma proposta de rebeldia
comportamental mas era considerado
politicamente "alienado' pelos jovens
militantes e os universitários de
esquerda, por exaltar símbolos de
consumo e modismos norteamericanos
sem contestar diretamente o contexto
ditatorial.
4 4 - Os Festivais de Música Popular
Brasileira e os Festivais Internacionais
da Canção realizados a partir do final
dos anos 60 revelaram vários
intérpretes como Elis Regina e Geraldo
Vandré que participaram apresentando
canções de protesto transmitidas pela
televisão ao vivo, a milhares de
espectadores.
31. (UFAL – 2004) Analise as
afirmações abaixo sobre a realidade
histórica brasileira de 1945 aos dias
atuais.
0 0 – Com a Constituição de 1946, as
liberdades e os direitos civis tomaram
forma de lei. Mas o autoritarismo e o
personalismo dos tempos da ditadura
varguista deixaram marcas profundas
na vida política brasileira, e em pouco
tempo contaminaram e fragilizaram o
incipiente processo democrático.
1 1 – A instalação de um regime militar
no Brasil, após 1964, interferiu no
processo de produção cultural, como
pode ser exemplificado pelo estímulo
dos governos ao tropicalismo, durante
a ditadura.
2 2 – Enquanto teve sustentação no
chamado “milagre econômico” entre os
anos 1968 e 1973, o regime militar
navegou com vento favorável. Quando
o “milagre” começou a dar sinais de
esgotamento e o vento mudou, o
regime viu-se obrigado a aceitar maior
participação da sociedade. Começou aí
sua agonia, na forma de uma “lenta e
gradual” abertura política.
3 3 – A Emenda Constitucional das
“Diretas já”, relativas à eleição direta
para presidente e vice-presidente da
República, foi aprovada pela Câmara
dos Deputados, obrigando o governo
Figueiredo a controlar os grupos
militares de extrema direita.
4 4 – No governo de Fernando
Henrique Cardoso toda a atenção
voltou-se para o equilíbrio financeiro a
fim de atender, antes de tudo, aos
interesses dos investidores
internacionais. Os problemas sociais
desse período, transformaram o Brasil
num país com os piores indicadores
sociais.
32. (UFS – 2005) Considere o Panfleto
distribuído pelo comitê Brasileiro de
Anistia, em 1979.
37
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
Reflita sobre a mensagem do panfleto
procurando associa-la ao referido
contexto histórico e analise as
afirmações.
0 0 – O autor do panfleto faz uma clara
alusão aos exilados e presos políticos
que estavam impedidos de manifestar-
se livremente no seu próprio país.
1 1 – O panfleto expressa o grande
envolvimento de organizações civis e
sindicais na luta e nas manifestações
pela redemocratização do país.
2 2 – A divulgação do panfleto e a
realização das manifestações políticas
provam que o governo brasileiro
garantia o pleno direito de cidadania.
3 3 – Os governos militares aprovaram
a “anistia ampla, geral e restrita”,
defendida no panfleto, conforme a
integra do Projeto de Lei proposto pelo
Partido dos Trabalhadores.
4 4 – O poder executivo federal
incentivou a realização das
manifestações no dia dos
trabalhadores, como demonstra
claramente o conteúdo do panfleto.
33. (UFS – 2005) Considere o texto.
Os anos de arbítrio do Regime
Militar que se encerra vão constituir,
com certeza, um marco de referência
para o historiador, período bem-
delimitado na trajetória política
brasileira. Não será o menor, mas será
o pior, nesses longos anos. Experiência
importante, passará à História como o
intervalo mais negro da nação. Golpe
que se denominou revolução, tirando à
palavra sua dignidade, nada teve de
revolucionário, pois na verdade foi
contra-revolucionário, eminentemente
reacionário, de características fascistas.
(Francisco Iglésia. A humilhação de
todo povo, In: Retrato do Brasil. V. 4
São Paulo: Política, 1984.
Depoimentos).
Analise as afirmações que se
relacionam com o encerramento do
regime a que o texto se refere.
0 0 – O despertar da sociedade civil e
sua mobilização em torno da bandeira
da redemocratização contribuíram para
que o presidente Geisel, após sofrer
inúmeras pressões da “linha dura” do
Exército, avançasse no processo de
abertura política com o afastamento
dos militares identificados com a tortura
e com a corrupção.
1 1 – No processo de
redemocratização, no final dos anos
1970, o governo enviou Projeto de
reforma constitucional contemplando a
restauração do presidencialismo,
seguida de uma polarização entre
direita e esquerda.
2 2 – As manifestações contrárias ao
regime tiveram fim com o fechamento
dos partidos de esquerda, da UNE e do
processo de intervenção nos
sindicatos, os quais se tornaram
redutos governistas.
3 3 – Apesar da repressão,
mobilizações como a dos metalúrgicos
do ABC paulista, em 1979, foram
importantes movimentos contra a
ditadura militar.
4 4 – Á pressão popular em favor da
democracia que marcou o início da
abertura política, o terrorismo de direita
respondia com atentados a bombas
nas grandes cidades.
34. (UFS – 2006) Analise o texto.
Após os quarenta anos do Golpe de
1964, quando se realizaram vários
eventos em que intelectuais e políticos
buscavam exorcizar a herança
autoritária da ditadura militar, temos
agora no mês de agosto o
cinqüentenário do trágico suicídio de
Getúlio Vargas. Há relações
inexoráveis entre as duas datas, na
medida em que, em ambas, João
Goulart, talvez o principal herdeiro
político de Vargas, ocupava o centro do
debate político. Ao mesmo tempo, o
acontecimento traumático do seu
suicídio conseguiu evitar o golpe que a
38
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
direita armara para derruba-lo do
poder, adiando-o, pelo menos, até
1964.
Do ponto de vista político, nunca se viu
na história do Brasil uma manifestação
popular igual de dor e revolta pela
morte de um político como a de Getúlio
Vargas. A repercussão de seu suicídio
nos meios populares foi intensa nas
principais cidades do país. Em Sergipe,
principalmente em Aracaju, as
manifestações representaram
verdadeiros motins populares contra os
políticos vinculados à União
Democrática Nacional (UDN).
Entretanto, espontaneamente, a
multidão exaltada saiu às ruas,
depredando as seções eleitorais da
UDN, rádio Liberdade de Sergipe e o
Jornal Correio de Aracaju. A multidão
só foi contida com a intervenção
política das lideranças petebistas,
combinada com a ação da polícia e do
Exército. Embora os motins tenham
acabado no dia 25 de agosto, inúmeras
homenagens a Vargas estenderam-se
até o trigésimo dia de seu falecimento.
(Antônio Fernando de Araújo Sá.
http//www.infonet.com.Br)
O texto faz uma reflexão de aspectos
relevantes da história do Brasil durante
o século XX. Analise as afirmações que
estão de acordo com o texto proposto.
0 0 – A exaltação da multidão, logo
após o suicídio de Getúlio Vargas,
estava relacionada, entre outros
fatores, a grande influência que a
imprensa e a propaganda oficial do
governo exerceram sobre a população
durante o Estado Novo.
1 1 – As manifestações da população
de Sergipe refletiram o espírito de
liberdade de organização e de
expressão que as organizações dos
trabalhadores urbanos tiveram durante
o Estado Novo.
2 2 – Parte da população reagiu contra
a União Democrática Nacional porque
este partido combatia o trabalhismo, o
nacionalismo e a intervenção do Estado
na economia, que eram princípios da
política de Getúlio Vargas.
3 3 – De acordo com o texto, o
presidente João Goulart ocupou o
centro do debate político nacional
porque participou do governo ditatorial
de Getúlio Vargas e defendeu
ativamente o Golpe de 1964.
4 4 – O texto revela implicitamente a
resistência da população de Sergipe,
que utilizou de várias formas de
organização e dos meios de
comunicação para combater o regime
militar, instaurado no poder a partir do
Golpe de 1964.
35. (UFS – 2007) O regime militar
implantado em 1964, após a derrubada
do governo João Goulart, era baseado
na Doutrina de Segurança Nacional e
no anticomunismo, procurando
desenvolver o capitalismo brasileiro
preservando os interesses dos grandes
proprietários de terra, financistas e
capitalistas nacionais e estrangeiros,
que haviam avaliado as Reformas de
Base de Jango como uma ameaça à
ordem social vigente. Neste sentido,
analise as afirmações que seguem.
0 0 - O regime militar foi um regime que
aplicou inicialmente, durante o governo
do General Castelo Branco (1964-
1967), uma política econômica anti-
inflacionária e recessiva, para depois
aplicar uma política de forte estímulo ao
desenvolvimento industrial, baseada
em financiamento externo.
1 1 - A política econômica do regime
militar, desde o início, foi baseada na
retomada da política de substituição de
importações e na ênfase aos
investimentos no setor das indústrias
de base, recuperando estratégias
executadas por Getúlio Vargas durante
o Estado Novo.
2 2 - A partir do governo Costa e Silva
(1967) e até o final do governo Ernesto
Geisel (1979), o regime militar
caracterizou-se por uma forte política
industrializante, tanto na área de bens
de consumo duráveis (automóveis,
eletrodomésticos), quanto na área de
infra-estrutura e indústrias de base,
sobretudo petróleo e energia.
3 3 - A política econômica do regime
militar caracterizou-se pela ênfase na
privatização e na desnacionalização da
indústria brasileira e pela entrega de
importantes setores industriais, como o
petróleo e a energia nuclear para o
capital multinacional e, por esta razão,
os militares foram acusados pelos
nacionalistas de “entreguistas”.
4 4 - A política econômica do regime
militar “sucateou” o setor industrial
moderno (bens duráveis, informática e
bens de capital) para defender os
39
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
interesses dos setores agrários
baseados no latifúndio, subsidiando o
cultivo para exportação de produtos
primários como o açúcar, a soja e o
café.
36. (UFS – 2009) o processo de
"abertura" do regime militar brasileiro,
iniciado durante o governo do General
Ernesto Geisel em meados dos anos
1970,
0 0 - Resultou da pressão diplomática
dos países do Mercosul, bloco no qual
o Brasil queria ingressar, mas que não
aceitava a entrada de países que
violavam os direitos humanos.
1 1 - Derivou de uma política de
distenção cuja origem estava no
próprio governo militar, preocupado em
construir uma transição sob controle
para um futuro governo civil.
2 2 - Ocorreu após a primeira crise do
petróleo, e o conseqüente fim do
"milagre econômico", quando o
governo militar procurou atenuar as
medidas repressivas para agradar a
classe média e as elites liberais.
3 3 - Foi uma conquista das
reivindicações feitas pelas greves
operárias comandadas pelo Partido
Comunista Brasileiro, cujo principal
foco encontrava-se na região do ABC
paulista.
4 4 - Correspondeu a uma demanda
da sociedade, com apoio de setores
da Igreja e pressão internacional que
exigia a volta das liberdades
democráticas.
QUARTO BIMESTRE
37. (UFS – 2004) Analise as
proposições sobre os movimentos
sociais e culturais no Brasil nas
décadas de 1960 e 1980.
0 0 – Em 1960, estudantes,
professores e líderes políticos
organizaram uma passeata pelo centro
da cidade de Aracaju, contra os
desmandos policiais na capital da
república. As autoridades estaduais,
com o intuito de enfraquecer o
movimento, suspenderam as aulas do
Colégio Atheneu Sergipano.
1 1 – Nas principais cidades brasileiras,
milhares de pessoas saíram às ruas
em manifestações espontâneas,
exigindo a destituição do presidente. A
indignação moral, forte principalmente
entre a juventude estudantil, e o
impacto causado sobre as lideranças
políticas levou-os abrir um processo de
impeachment contra o presidente no
Congresso Nacional.
2 2 – Na década de 1970, setores da
igreja e organizações da sociedade
civil, como a Associação Brasileira de
Imprensa e a Ordem dos Advogados
do Brasil, mobilizaram-se para apoiar
as lutas operárias e também outros
movimentos, como a campanha pela
anistia e pelas eleições diretas.
3 3 – A principal corrente que se
insurgiu contra o convencionalismo dos
festivais, o Tropicalismo, procurou
soluções de síntese entre a música
internacional e a brasileira,
incorporando efeitos eletrônicos e
recursos literários de vanguarda na
elaboração das letras.
4 4 – O debate político, as questões
nacionais sobre a pobreza, a oposição
às estratégias oficiais do poder e
encontros para discussão da situação
política do país não fizeram parte dos
interesses dos estudantes e
intelectuais sergipanos, na época.
38. (UFS – 2004) No século XX, na
América Latina, a pobreza gerada por
séculos de exploração colonial, e
preservada pelas políticas imperialistas
da Inglaterra e dos EUA, acabou
provocando numerosas revoltas
populares. Analise as afirmações sobre
esse contexto histórico.
0 0 – O movimento popular liderado por
Fidel Castro contra a ditadura
estabelecida sob a presidência de
40
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
Fulgêncio Batista (1951-1959)
pretendia implantar a “ditadura do
proletariado” na ilha, para combater a
pobreza e a miséria do povo cubano.
1 1 – No início do século XX, no
México, Emílio Zapata e Pancho Vila
comandando milhares de camponeses,
mobilizaram-se contra os latifundiários,
a igreja e as elites constituídas,
reivindicando uma justa distribuição de
terras, por meio da reforma agrária.
2 2 – As revoltas sociais que levaram à
deposição de Salvador Allender, em
1973, acarretaram a nacionalização
das companhias de petróleo e estradas
de ferro, bem como a formação de
sindicatos operários e camponeses no
Chile.
3 3 – No final dos anos 1970 e
principalmente nos anos 1980, os
movimentos populares cresceram na
América Central, abalando a tradicional
supremacia norte-americana na região.
O principal exemplo dessa nova
conjuntura foi a Revolução Sandinista,
de 1979, na Nicarágua, que derrubou a
ditadura de Anastácio Somoza.
4 4 – O Movimento Revolucionário
Tupac-Amaru, fundado em 1984 no
Peru, foi apoiado pelo movimento
camponês pelo direito à terra e
incentivou as revoltas populares que
reivindicavam a reforma agrária e a
democracia política de cunho burguês
no país.
39. (UFS – 2006) Considere o mapa
histórico.
O mapa mostra alguns aspectos
relacionados aos movimentos sociais
na América Latina entre as décadas de
1950 e 1990. Faça a associação entre
os dados do mapa e o conhecimento
sobre esses movimentos.
0 0 – Os movimentos sociais na
América Central tiveram o apóio bélico
dos Estados Unidos na luta contra as
ditaduras de direita que impediam o
avanço da democracia na região.
1 1 – A Frente Sandinista de Libertação
Nacional (FSLN) conseguiu depor o
ditador Anastácio Somoza com o apoio
de movimentos sociais na Nicarágua,
governando sob a ameaça de
intervenção dos Estados Unidos.
2 2 – Os movimentos sociais em Cuba
tiveram recursos financeiros dos
banqueiros dos Estados Unidos para o
financiamento de armas utilizadas para
a deposição do ditador Fulgêncio
Batista.
3 3 – Os Estados Unidos utilizaram
vários métodos para combater os
movimentos sociais da América Central
porque estes defendiam, entre outros, o
nacionalismo, a luta pela terra e a
política de autodeterminação dos
povos.
4 4 – A Frente Farabundo Martí de
libertação Nacional (FMLN) foi um
movimento social que contou com
ajuda estratégica dos Estados Unidos
no combate aos grupos que desejavam
implantar o comunismo em El Salvador.
40. (UFS – 2008) Na América Latina,
nos anos 60 aos 80 do século XX,
proliferaram movimentos sociais em
oposição aos regimes militares. Analise
as proposições que tratam das
características desses movimentos.
0 0 - O movimento guerrilheiro dos
"tupamaros", cujo nome provém de
uma homenagem ao líder indígena
Tupac Amaru, que lutou contra os
colonizadores espanhóis no século
XVIII, surgiu nas comunidades
indígenas da Bolívia, nos anos 60,
contra a ditadura vigente.
1 1 - O chamado "novo peronismo",
movimento popular que emergiu nos
anos 70, contra o governo militar
argentino instituído, foi responsável
pela vitória eleitoral de Juan Perón, que
procurou, em seu curto mandato, reatar
relações com o bloco socialista.
2 2 - A "Unidade Popular", coligação de
partidos chilenos de esquerda,
conquistou apoio popular que garantiu
a eleição do presidente Salvador
Allende que efetuou nacionalizações
ousadas e foi vítima de um golpe militar
41
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
encabeçado pelo general Augusto
Pinochet.
3 3 - O "Exército Rebelde" liderado por
nomes como Fidel Castro e Che
Guevara, destituiu o ditador Fulgêncio
Batista e instituiu um novo governo em
Cuba, que durante anos, após a
Revolução de 1959 acolheu e treinou
guerrilheiros latino-americanos.
4 4 - Os "montoneros", como eram
conhecidos os guerrilheiros
camponeses da Nicarágua, foram
responsáveis por uma revolução, nos
anos 70, que contou com a
participação de amplos setores da
sociedade, incluindo parte da
burguesia e da Igreja Católica.
41. (UFS – 2004) Analise as
proposições sobre a crise do
socialismo e as lutas interétnicas na
Europa.
0 0 – Na Polônia, nos anos de 1980, a
pressão pela participação do
operariado no governo, liderada pelo
Sindicato Solidariedade, reativou a
questão do socialismo democrático.
Ganhando crescente prestígio nacional
e internacional, a atividade de Lech
Walessa e do Solidariedade acirrou as
dificuldades nas relações leste-oeste.
1 1 – No leste europeu as divergências
de caráter religioso, despertando
paixões e radicalizando as posições
dos indivíduos, levando ao sectarismo
e à intolerância entre as partes, tiveram
início na década de 1980 e resultaram
da crise do socialismo soviético e da
queda do Muro de Berlim.
2 2 – A pulverização étnica da
população em inúmeros grupos
culturalmente diferenciados no Leste
europeu, em busca de afirmação em
nível regional e internacional fortaleceu
os ideais socialistas e promoveu a
integração das Repúblicas Socialistas,
na década de 1970.
3 3 – O confronto entre as tradicionais
estruturas sócio-culturais e o
enfraquecimento das forças
capitalistas, auxiliado pelo discurso de
“modernização”, após a queda do
socialismo, ameaçam as negociações
de paz no Oriente Médio e intensificam
os conflitos na região.
4 4 – Os interesses da Sérvia em
restaurar a Grande Sérvia,
impulsionaram os combates entre
bósnios muçulmanos e bósnios sérvios
dos quais resultou na chamada limpeza
étnica: expulsão dos não-sérvios,
massacres de civis, prisão de
populações de outras etnias em
campos de concentração.
42. (UFAL – 2003) O século XX na
América Latina foi marcado pelas
intervenções norte-americanas. A
pobreza gerada por séculos de
exploração colonial e preservada pelas
políticas imperialistas da Inglaterra e
dos EUA, acabou provocando
numerosas revoltas populares no
continente. Analise as afirmações
sobre esse fenômeno.
0 0 – A ruptura de relações
diplomáticas com os EUA os seus
aliados, em 1961, levou Cuba a opções
radicais, Bloqueada economicamente,
o pais entrou para o bloco socialista e
passou a treinar, financiar ou incitar o
movimento revolucionário na América
Latina.
1 1 – A via pacífica para o socialismo
não surgiu em nenhum pais capitalista
desenvolvido, onde a maturidade
política poderia dar-lhe condições de
existência: surgiu no Chile, um país
subdesenvolvido, onde o capitalismo
fracassou em melhorar a vida da
população, e em um continente sujeito
a constantes golpes militares.
2 2 – A Inglaterra incentivou os
movimentos revolucionários na
América Latina para impor sua
hegemonia no continente, dominar o
comércio exterior, investir capitais
especulativos e criar condições para a
abertura dos mercados latino-
americanos.
3 3 – O governo chileno do presidente
Salvador Allende (1970-1973) adotou
uma política de grande mobilização
popular, com apoio da URSS, de Cuba
e da China comunista, para implantar o
socialismo, segundo modelo de Fidel
Castro e de Che Guevara.
4 4 – A maioria dos Estados nacionais
da América Latina adotou sistemas
políticos e modelos de governo
ocidentais inspirados nas experiências
republicanas e democráticas das suas
antigas metrópoles.
42
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
43. (UFS – 2002) Analise as
proposições abaixo.
00 – Desde a Idade Antiga, o Oriente
Médio é uma região de fundamental
importância geopolítica e estratégica.
11 – A população do Oriente Médio
caracteriza-se pela heterogeneidade
étnica, fruto da ocupação da região por
diferentes povos desde a Antigüidade.
22 – O Oriente Médio é uma região de
grande emaranhado de culturas
diferenciadas, antagonismos religiosos,
múltiplas formas de organização
política-econômica e os interesses das
grandes potências industriais do
petróleo que acirram bastante os
problemas regionais.
33 – A globalização é processo de
amplas dimensões sociais, que atinge
países, instituições e pessoas de todo o
mundo. Suas inúmeras conseqüências,
muitas das quais ainda não bem-
avaliadas, vão alterando o modo de
vida neste início de século.
44 – No início do século XXI o mundo
organiza-se sobre novas bases.
Anteriormente, as relações
internacionais estavam baseadas em
Estados tradicionais, que procuravam
riquezas a qualquer custo, mediados
por questões ideológicas
(capitalismo/socialismo) sem perder de
vista o frágil equilíbrio entre guerra e
paz. Atualmente, ganham precedência
as questões do desenvolvimento
econômico, paralelamente à procura do
equilíbrio ecológico global e regional,
sob o enfoque da cooperação
internacional.
44. (UFS – 2005) Considere o texto.
O sociólogo Alain Touraine, em sua
obra Crítica da modernidade, se
expressou da seguinte maneira sobre
os anos de 1990: É verdade que neste
final de século XX vemos sobretudo
deslocar-se o pêndulo da história da
esquerda para a direita: depois do
coletivismo, o individualismo; depois da
revolução, o direito; depois da
planificação, o mercado.
Analise as afirmações sobre o
fenômeno a que o texto se refere.
0 0 – A expansão do processo de
globalização favoreceu a concentração
de empresas multinacionais em todos
os continentes e reduziu as
desigualdades entre os países pobres e
ricos do mundo contemporâneo.
1 1 – O desmonte do Estado
previdenciário agravou o processo de
exclusão social, pois as políticas de
proteção social tornaram-se mais
limitadas, deixando o cidadão
desprotegido.
2 2 – O total desregramento da
economia mundial para a conquista de
novos mercados, pelos países ricos do
final do século XX, desencadeou o
colapso do capitalismo internacional.
3 3 – O desemprego estrutural e
conjuntural é apenas um dos efeitos
perversos da globalização, que alguns
observadores têm apontado como um
processo capaz de causar um
“apartheid social” de natureza mundial.
4 4 – O fortalecimento das economias
de países em desenvolvimento, por
meio de investimentos de capitais
externos, provocou acentuada
diminuição das disparidades sociais e
econômicas em relação aos países
desenvolvidos.
45. (UFS – 2006 – Campus de
Itabaiana) Reflita sobre a charge de
Santiago, de 1996.
O chargista revela sua visão sobre um
dos aspectos do processo histórico que
caracterizou a sociedade brasileira na
década de 1990. Ao contextualizar a
charge, pode-se afirmar que o autor:
0 0 – Expressa sua crítica à
desnacionalização de empresas do
Estado que marcou a política
econômica no governo Fernando
Henrique Cardoso.
1 1 – Defende a necessidade de o
Estado intervir no domínio econômico
com o intuito de desenvolver a
atividade agropecuária.
43
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
2 2 – Revela explicitamente sua
concepção favorável à
internacionalização do capital nos
diferentes setores da economia.
3 3 – Critica uma das medidas da
política neoliberal adotadas no Brasil no
contexto da globalização econômica.
4 4 – Mostra o intervencionismo
econômico do Estado na economia
brasileira que caracteriza o governo
Collor de Mello.
46. (UFS – 2006) Considere o texto.
Gorbachev lançou sua campanha para
transformar o socialismo soviético com
slogans “Perestroika” e “glasnost”.
Entre eles havia o que se revelou um
conflito insolúbel. (...) A URSS sob
Gorbachev caiu nesse fosso em
expansão entre “glasnost” e
“Perestroika”.
(Eric Hobesbaw. Era dos extremos.
Trad. São Paulo: Companhia das
letras, 1995. p. 465-6)
O texto faz referência a determinadas
medidas adotadas pelo governo
Gorbachev na União Soviética na
década de 1980. Reflita sobre as
proposições relacionando-as com a
interpretação do texto.
0 0 – Um dos elementos que colocava
em xeque o sistema socialista foi a
“glasnost”, pois significava a introdução
de um Estado Constitucional e
democrático baseado na garantia das
liberdades civis.
1 1 – O governo de Gorbachev
promoveu intensa campanha em
defesa da “glasnost” com o objetivo de
destruir as bases econômicas e
políticas do sistema comunista que
vigorava desde o final da Segunda
Guerra Mundial.
2 2 – A “Perestroika”, trazia conflitos à
implantação da “glasnost”, pois o
sistema centrado no mercado era
incompatível com os princípios do
liberalismo econômico que o governo
Gorbachev tentou implantar na União
Soviética.
3 3 – Com o objetivo de tirar a União
Soviética da estagnação econômica,
Gorbachev implementou a “Perestroika”
que visava conciliar princípios da
economia de mercado com o modelo
socialista.
4 4 – Gorbachev acelerou o processo
que culminou com o fim do socialismo
real ao tentar administrar a construção
de uma política mais livre e de uma
economia mais moderna para a União
Soviética.
47. (UFS – 2007) Analise as
proposições abaixo sobre as
características e os efeitos da
globalização.
0 0 - A flexibilização das leis
trabalhistas, a rápida movimentação de
capitais nos mercados financeiros, a
abertura de mercados e a formação de
blocos multinacionais e o crescimento
da imigração dos países pobres para
os países ricos.
1 1 - A criação do Estado do bem-estar
social, a defesa dos interesses
agrícolas dos países desenvolvidos
contra a importação de alimentos, a
formação de dois blocos político-
econômicos baseados no capitalismo e
no fundamentalismo e o fechamento
das fronteiras dos países em
desenvolvimento.
2 2 - A flexibilização das
movimentações de capital, a expansão
econômica dos países africanos, a
política de alianças militares múltiplas e
a mundialização do Estado do bem-
estar social.
3 3 - A corrida armamentista entre os
blocos econômicos, a disputa por
novas colônias na Ásia e na África, a
industrialização dos países periféricos e
o crescimento da imigração dos países
ricos, com alto desemprego estrutural,
para os países em desenvolvimento.
4 4 - A formação dos blocos
econômicos multinacionais, a
supremacia do poder militar e político
norte-americano, a livre movimentação
de capitais e a abertura de mercados,
sobretudo nos países
subdesenvolvidos.
48. (UFS – 2008) O fim da Guerra Fria
e a desintegração do bloco socialista
nas décadas de 80 e 90 do século XX
provocaram amplas transformações
nas relações entre os países, e na
cena política e econômica internacional
de modo geral, configurando o que se
chamou de uma Nova Ordem Mundial.
44
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
Nesse contexto considere as
afirmações que tratam das
conseqüências da chamada "crise do
socialismo".
0 0 - Os problemas econômicos vividos
pela URSS desde os anos 60
impulsionaram o governo de Mikhail
Gorbatchev a lançar políticas de
abertura política e de reestruturação da
economia, respectivamente
denominadas glasnost e perestroika.
1 1 - A Queda do Muro de Ber1im, em
1989 ocorreu como uma forma
simbólica de coroar o processo de
reunificação da Alemanha, iniciado nos
anos 70 por iniciativa do governo da
República Democrática Alemã, dada a
precariedade da situação econômica do
lado comunista.
2 2 - O fim da URSS e a formação da
Comunidade dos Estados
Independentes provocaram, nas
antigas repúblicas soviéticas, a
emergência de movimentos
separatistas e conflitos internos, muitos
deles movidos por antigas questões
étnico-religiosas.
3 3 - A abertura econômica vivida pela
República Popular da China, a partir
dos anos 90, com o apoio dos Estados
Unidos, facilitou as negociações e a
conseqüente reincorporação de
Taiwan, fato que contribuiu para o
grande fortalecimento da China no
mercado mundial.
4 4 - A Guerra da Bósnia que contou
com a intervenção da ONU e da OTAN,
eclodiu no contexto da desintegração
soviética polarizando de forma muito
violenta os sérvios, que lutavam pela
manutenção do comunismo e os
croatas, a favor da implementação do
capitalismo.
QUESTÕES DE HISTÓRIA DE
SERGIPE
49. (UFS – 2006 – Campus de
Itabaiana) Analise as proposições
sobre fatos ocorridos em Sergipe, sob o
regime militar.
0 0 – O governador João de Seixas
Dória reafirmou ao povo sergipano,
logo após o Golpe Militar, sua
disposição de permanecer na luta em
favor das reformas estruturais
defendidas no governo do presidente
João Goulart.
1 1 – O governo militar respeitou a
Constituição do Estado de Sergipe
mantendo o seu governante pelo fato
de ele ter contribuído com as forças
conservadoras na repressão aos
movimentos de esquerda.
2 2 – Logo após o Golpe de Estado, os
militares invadiram o Palácio do
governo estadual e prenderam o chefe
do executivo por suas posições em
defesa do estado de direito e dos
princípios da Constituição de 1946.
3 3 – Nas escolas, além das prisões de
professores e alunos, os militares em
Sergipe anteciparam-se em uma
prática que se tornaria comum no final
dos anos sessenta e na década de
setenta.
4 4 – Os prefeitos das cidades
pequenas e médias não sofreram
intervenção militar na política local, pois
esses municípios não colocavam em
risco a “nova” política de segurança
nacional.
50. (UFS – 2008) A chamada
Revolução de 30, que contou com o
apoio de parte do movimento
tenentista, teve repercussão em todo o
país, provocando mudanças no cenário
político sergipano. Analise as
afirmações que tratam dessa
repercussão em Sergipe.
0 0 - A atuação da Legião de Outubro,
surgida por ocasião da Revolução de
30, em Sergipe, buscava aglutinar
grupos políticos identificados com a
revolução e angariar apoio da
população civil para o novo governo.
1 1 - A nomeação de tenentes para
atuar como interventores nos governos
estaduais foi uma prática generalizada
após a Revolução de 30, que provocou
reações contrárias na maioria dos
estados brasileiros, inclusive em
Sergipe.
2 2 - Os latifundiários e proprietários de
engenho se aliaram a membros do
clero e a profissionais liberais para
fundar a Coligação Sergipana, em
45
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
apoio ao novo governo assumido por
Getúlio Vargas.
3 3 - O capitão Augusto Maynard
Gomes foi nomeado interventor federal
em Sergipe e, ao longo de seu
mandato, fundou e estimulou o
crescimento do movimento integralista
que o apoiou em sua reeleição.
4 4 - A Aliança Proletária de Sergipe,
ligada ao Partido Comunista, teve
grande influência na efetivação das
medidas decretadas após a Revolução
de 30, ao apoiar a Aliança Liberal,
partido ao qual pertencia Getúlio
Vargas.
51. (UFS – 2009) Analise as
proposições que trazem informações
sobre Sergipe.
0 0 - As cidades de São Cristóvão e
Laranjeiras são importantes cidades
coloniais de Sergipe, e a segunda
almeja o título de Patrimônio Histórico
da Humanidade, que é concedido pela
Unesco.
1 1 - Dentre os intelectuais sergipanos
ilustres estão o folclorista e crítico
literário Silvio Romero, o artista plástico
Arthur Bispo do Rosário, o poeta João
Cabral de Mello Neto e a escritora Cora
Coralina.
2 2 - Igrejas de arquitetura jesuítica e
grupos folclóricos remanescentes de
povoamentos quilombolas constituem
parte do patrimônio histórico
sergipano, material e imaterial,
reconhecido pelo Iphan.
3 3 - O visitado Centro de Arte e
Cultura de Sergipe, que foi criado há
cerca de trinta anos num espaço
arquitetônico de estilo barroco, se
destina a promover o artesanato
produzido em todo o vale do rio São
Francisco.
4 4 - Os ritmos musicais populares
que são mais presentes em Aracaju e
em todo o Estado de Sergipe são a
catira, o baião, a guarânia e a música
sertaneja, que durante o verão é
difundida em diversos festivais.
QUESTÕES DO ENEM
01.(ENEM – 1999) Leia um texto
publicado no jornal Gazeta Mercantil.
Esse texto é parte de um artigo que
analisa algumas situações de crise no
mundo, entre elas, a quebra da Bolsa
de Nova Iorque em 1929, e foi
publicado na época de uma iminente
crise financeira no Brasil. Deu no que
deu. No dia 29 de outubro de 1929,
uma terça-feira, praticamente não havia
compradores no pregão de Nova
Iorque, só vendedores. Seguiu-se uma
crise incomparável: o Produto Interno
Bruto dos Estados Unidos caiu de 104
bilhões de dólares em 1929, para 56
bilhões em 1933, coisa inimaginável em
nossos dias. O valor do dólar caiu a
quase metade. O desemprego elevou-
se de 1,5 milhão para 12,5 milhões de
trabalhadores — cerca de 25% da
população ativa — entre 1929 e 1933.
A construção civil caiu 90%. Nove
milhões de aplicações, tipo caderneta
de poupança, perderam-se com o
fechamento dos bancos. Oitenta e
cinco mil firmas faliram. Houve saques
e norte-americanos que passaram
fome. (Gazeta Mercantil, 05/01/1999)
Ao citar dados referentes à crise
ocorrida em 1929, em um artigo
jornalístico atual, pode-se atribuir ao
jornalista a seguinte intenção:
A) questionar a interpretação da crise.
B) comunicar sobre o desemprego.
C) instruir o leitor sobre aplicações em
bolsa de valores.
D) relacionar os fatos passados e
presentes.
E) analisar dados financeiros
americanos.
02. (ENEM – 1999) Em dezembro de
1998, um dos assuntos mais veiculados
nos jornais era o que tratava da moeda
única européia. Leia a notícia
destacada abaixo.
O nascimento do Euro, a moeda única
a ser adotada por onze países
europeus a partir de 1º de janeiro, é
possivelmente a mais importante
realização deste continente nos últimos
dez anos que assistiu à derrubada do
Muro de Berlim, à reunificação das
Alemanhas, à libertação dos países da
Cortina de Ferro e ao fim da União
Soviética. Enquanto todos esses
eventos têm a ver com a desmontagem
46
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
de estruturas do passado, o Euro é
uma ousada aposta no futuro e uma
prova da vitalidade da sociedade
Européia. A “Euroland”, região
abrangida por Alemanha, Áustria,
Bélgica, Espanha, Finlândia, França,
Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e
Portugal, tem um PIB (Produto Interno
Bruto) equivalente a quase 80% do
americano, 289 milhões de
consumidores e responde por cerca de
20% do comércio internacional. Com
este cacife, o Euro vai disputar com o
dólar a condição de moeda
hegemônica. (Gazeta Mercantil,
30/12/1998)
A matéria refere-se à “desmontagem
das estruturas do passado” que pode
ser entendida como:
A) o fim da Guerra Fria, período de
inquietação mundial que dividiu o
mundo em dois blocos ideológicos
opostos.
B) a inserção de alguns países do
Leste Europeu em organismos
supranacionais, com o intuito de
exercer o controle ideológico no
mundo.
C) a crise do capitalismo, do liberalismo
e da democracia levando à polarização
ideológica da antiga URSS.
D) a confrontação dos modelos
socialista e capitalista para deter o
processo de unificação das duas
Alemanhas.
E) a prosperidade das economias
capitalista e socialista, com o
conseqüente fim da Guerra Fria entre
EUA e a URSS.
03. (ENEN – 1999) Os 45 anos que vão
do lançamento das bombas atômicas
até o fim da União Soviética, não foram
um período homogêneo único na
história do mundo. (…) dividem-se em
duas metades, tendo como divisor de
águas o início da década de 70. Apesar
disso, a história deste período foi
reunida sob um padrão único pela
situação internacional peculiar que o
dominou até a queda da URSS.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos
Extremos. São Paulo: Cia das Letras,
1996)
O período citado no texto e conhecido
por “Guerra Fria” pode ser definido
como aquele momento histórico em
que houve:
A) corrida armamentista entre as
potências imperialistas européias
ocasionando a Primeira Guerra
Mundial.
B) domínio dos países socialistas do
Sul do globo pelos países capitalistas
do Norte.
C) choque ideológico entre a Alemanha
Nazista/União Soviética Stalinista,
durante os anos 30.
D) disputa pela supremacia da
economia mundial entre o Ocidente e
as potências orientais, como a China e
o Japão.
E) constante confronto das duas
superpotências que emergiam da
Segunda Guerra Mundial.
04. (ENEM – 2000) Os textos abaixo
relacionam-se a momentos distintos da
nossa história.
“A integração regional é um
instrumento fundamental para que um
número cada vez maior de países
possa melhorar a sua inserção num
mundo globalizado, já que eleva o seu
nível de competitividade, aumenta as
trocas comerciais, permite o aumento
da produtividade, cria condições para
um maior crescimento econômico e
favorece o aprofundamento dos
processos democráticos. Adaptado de
NOVAIS, Vera. Ozônio: aliado ou
inimigo. São Paulo: Scipione, 1998)
A integração regional e a globalização
surgem assim como processos
complementares e
vantajosos.” (Declaração de Porto, VIII
Cimeira Ibero-Americana, Porto,
Portugal, 17 e 18 de outubro de 1998)
“Um considerável número de
mercadorias passou a ser produzido no
Brasil, substituindo o que não era
possível ou era muito caro importar. Foi
assim que a crise econômica mundial e
o encarecimento das importações
levaram o governo Vargas a criar as
bases para o crescimento industrial
brasileiro.” (POMAR, Wladimir. Era
Vargas — a modernização
conservadora) É correto afirmar que as
políticas econômicas mencionadas nos
textos são:
A) opostas, pois, no primeiro texto, o
centro das preocupações são as
exportações e, no segundo, as
importações.
47
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
B) semelhantes, uma vez que ambos
demonstram uma tendência
protecionista.
C) diferentes, porque, para o primeiro
texto, a questão central é a integração
regional e, para o segundo, a política
de substituição de importações.
D) semelhantes, porque consideram a
integração regional necessária ao
desenvolvimento econômico.
E) opostas, pois, para o primeiro texto,
a globalização impede o
aprofundamento democrático e, para o
segundo, a globalização é geradora da
crise econômica.
05. (ENEM – 1998) A América Latina
dos últimos anos insere-se num
processo de democratização,
oferecendo algumas oportunidades de
crescimento econômico-social num
contexto de liberdade e dependência
econômica internacional. Cuba
continua caracterizada por uma
organização própria com restrições à
liberdade econômica e política,
crescimento em alguns aspectos
sociais e um embargo econômico
americano datado de 1962. Em 1998, o
Papa João Paulo II visitou Cuba e
depois disse ao cardeal Jaime Ortega,
arcebispo de Havana, e a 13 bispos em
visita ao Vaticano que apreciou as
mudanças realizadas em Cuba após
sua visita à ilha e espera que sejam
criados novos espaços legais e sociais,
para que a sociedade civil de Cuba
possa crescer em autonomia e
participação. A resposta internacional
ao intercâmbio com Cuba foi boa, mas
as autoridades locais mostraram pouco
entusiasmo, não estando dispostas a
abandonar o sistema socialista
monopartidário. A maioria dos países
latino-americanos tem se envolvido,
nos últimos anos, em processos de
formação socioeconômicos
caracterizados por:
A) um processo de democratização à
semelhança de Cuba.
B) restrições legais generalizadas à
ação da Igreja no continente.
C) um processo de desenvolvimento
econômico com restrições
generalizadas à liberdade política.
D) excelentes níveis de crescimento
econômico.
E) democratização e oferecimento de
algumas oportunidades de crescimento
econômico.
06. (ENEM – 1998) Depois de estudar
as migrações, no Brasil, você lê o
seguinte texto:
O Brasil, por suas características de
crescimento econômico, e apesar da
crise e do retrocesso das últimas
décadas, é classificado como um país
moderno. Tal conceito pode ser, na
verdade, questionado se levarmos em
conta os indicadores sociais: o grande
número de desempregados, o índice de
analfabetismo, o déficit de moradia, o
sucateamento da saúde, enfim, a
avalanche de brasileiros envolvidos e
tragados num processo de repetidas
migrações (...) (adap.Valin,1996,
pág.50 Migrações: da perda de terra à
exclusão social.SP. Atuali, 1996).
Um dos fenômenos mais discutidos e
polêmicos da atualidade é a
“Globalização”, a qual impacta de forma
negativa:
A) na mão-de-obra desqualificada,
desacelerando o fluxo migratório.
B) nos países subdesenvolvidos,
aumentando o crescimento
populacional.
C) no desenvolvimento econômico dos
países industrializados desenvolvidos.
D) nos países subdesenvolvidos,
provocando o fenômeno da “exclusão
social”.
E) na mão-de-obra qualificada,
proporcionando o crescimento de
ofertas de emprego e fazendo os
salários caírem vertiginosamente.
07. (ENEM – 1998) Analisando os
indicadores citados no texto, você pode
afirmar que:
A) o grande número de desempregados
no Brasil está exclusivamente ligado ao
grande aumento da população.
B) existe uma “exclusão social” que é
resultado da grande concorrência
existente entre a mão-de-obra
qualificada.
C) o déficit da moradia está
intimamente ligado à falta de espaços
nas cidades grandes.
D) os trabalhadores brasileiros não
qualificados engrossam as fileiras dos
“excluídos”.
48
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
E) por conta do crescimento econômico
do país, os trabalhadores pertencem à
categoria de mão-de-obra qualificada.
08. (ENEM – 1998) Em seguida,
assiste a um filme de Steven Spielberg
e volta para casa num ônibus de marca
Mercedes. Ao chegar em casa, liga seu
aparelho de TV Philips para ver o
videoclip de Michael Jackson e, em
seguida, deve ouvir um CD do grupo
Simply Red, gravado pela BMG Ariola
Discos em seu equipamento AIWA.
Veja quantas empresas transnacionais
estiveram presentes nesse seu curto
programa de algumas horas. Adap.
Praxedes et alli, 1997. O MERCOSUL.
SP, Ed. Ática, 1997.
A leitura do texto ajuda você a
compreender que:
I. a globalização é um processo ideal
para garantir o acesso a bens e
serviços para toda a população.
II. a globalização é um fenômeno
econômico e, ao mesmo tempo,
cultural.
III. a globalização favorece a
manutenção da diversidade de
costumes.
IV. filmes, programas de TV e música
são mercadorias como quaisquer
outras.
V. as sedes das empresas
transnacionais mencionadas são os
EUA, Europa Ocidental e Japão.
Destas afirmativas estão corretas:
A) I, II e IV, apenas.
B) II,IV e V, apenas.
C) II, III e IV, apenas.
D) I, III e IV, apenas.
E) III, IV e V, apenas.
09. (ENEM – 1998) Em uma disputa
por terras, em Mato Grosso do Sul, dois
depoimentos são colhidos: o do
proprietário de uma fazenda e o de um
integrante do Movimento dos
Trabalhadores Rurais sem Terras:
Depoimento 1 - “A minha propriedade
foi conseguida com muito sacrifício
pelos meus antepassados. Não admito
invasão. Essa gente não sabe de nada.
Estão sendo manipulados pelos
comunistas. Minha resposta será à
bala. Esse povo tem que saber que a
Constituição do Brasil garante a
propriedade privada. Além disso, se
esse governo quiser as minhas terras
para a Reforma Agrária terá que pagar,
em dinheiro, o valor que eu quero.” —
proprietário de uma fazenda no Mato
Grosso do Sul.
Depoimento 2 - “Sempre lutei muito.
Minha família veio para a cidade
porque fui despedido quando as
máquinas chegaram lá na Usina. Seu
moço, acontece que eu sou um homem
da terra. Olho pro céu, sei quando é
tempo de plantar e de colher. Na
cidade não fico mais. Eu quero um
pedaço de terra, custe o que custar.
Hoje eu sei que não estou sozinho.
Aprendi que a terra tem um valor social.
Ela é feita para produzir alimento. O
que o homem come vem da terra. O
que é duro é ver que aqueles que
possuem muita terra e não dependem
dela para sobreviver, pouco se
preocupam em produzir nela.”–
integrante do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra
(MST), de Corumbá – MS.
A partir da leitura do depoimento 2,
quais os argumentos utilizados para
defender a posição de um trabalhador
rural sem terra?
I. A distribuição mais justa da terra no
país está sendo resolvida, apesar de
que muitos ainda não têm acesso a ela.
II. A terra é para quem trabalha nela e
não para quem a acumula como bem
material.
III. É necessário que se suprima o valor
social da terra.
IV. A mecanização do campo acarreta
a dispensa de mão-de-obra rural.
Estão corretas as proposições:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) II e IV, apenas.
D) I, II e III, apenas.
E) III, I, IV, apenas.
10. (ENEM – 1999) Um dos maiores
problemas da atualidade é o aumento
desenfreado do desemprego. O texto
abaixo destaca esta situação.
O desemprego é hoje um fenômeno
que atinge e preocupa o mundo todo.
(…) A onda de desemprego recente
não é conjuntural, ou seja, provocada
por crises localizadas e temporárias.
Está associada a mudanças estruturais
na economia, daí o nome de
desemprego estrutural. O desemprego
manifesta-se hoje na maioria das
economias, incluindo a dos países
ricos. A OIT estima em 1 bilhão — um
49
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
terço da força de trabalho mundial — o
número de desempregados em todo o
mundo em 1998. Desse total, 150
milhões encontram-se abertamente
desempregados e entre 750 e 900
milhões estão subempregados. ([CD-
ROM] Almanaque Abril 1999. São
Paulo: Abril.)
Pode-se compreender o desemprego
estrutural em termos da
internacionalização da economia
associada
A) a uma economia desaquecida que
provoca ondas gigantescas de
desemprego, gerando revoltas e crises
institucionais.
B) ao setor de serviços que se expande
provocando ondas de desemprego no
setor industrial, atraindo essa mão-de-
obra para este novo setor.
C) ao setor industrial que passa a
produzir menos, buscando enxugar
custos provocando, com isso,
demissões em larga escala.
D) a novas formas de gerenciamento
de produção e novas tecnologias que
são inseridas no processo produtivo,
eliminando empregos que não voltam.
E) ao emprego informal que cresce, já
que uma parcela da população não tem
condições de regularizar o seu
comércio.
11. (ENEM – 2000) Em 1999, o
Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento elaborou o “Relatório
do Desenvolvimento Humano”, do qual
foi extraído o trecho abaixo.
Nos últimos anos da década de 90, o
quinto da população mundial que vive
nos países de renda mais elevada
tinha:
• 86% do PIB mundial, enquanto o
quinto de menor renda, apenas 1%;
• 82% das exportações mundiais,
enquanto o quinto de menor renda,
apenas 1%;
• 74% das linhas telefônicas mundiais,
enquanto o quinto de menor renda,
apenas 1,5%;
• 93,3% das conexões com a Internet,
enquanto o quinto de menor renda,
apenas 0,2%.
A distância da renda do quinto da
população mundial que vive nos países
mais pobres
— que era de 30 para 1, em 1960 —
passou para 60 para 1, em 1990, e
chegou a 74 para
1, em 1997.
De acordo com esse trecho do
relatório, cenário do desenvolvimento
humano mundial, nas últimas décadas,
foi caracterizado pela:
A) diminuição da disparidade entre as
nações.
B) diminuição da marginalizacão de
países pobres.
C) inclusão progressiva de países no
sistema produtivo.
D) crescente concentração de renda,
recursos e riqueza.
E) distribuicão eqüitativa dos resultados
das inovações tecnológicas.
12. (ENEM – 2000) Para compreender
o processo de exploração e o consumo
dos recursos petrolíferos, é
fundamental conhecer a gênese e o
processo de formação do petróleo
descritos no texto abaixo.
“O petróleo é um combustível fóssil,
originado provavelmente de restos de
vida aquática acumulados no fundo dos
oceanos primitivos e cobertos por
sedimentos. O tempo e a pressão do
sedimento sobre o material depositado
no fundo do mar transformaram esses
restos em massas viscosas de
coloração negra denominadas jazidas
de petróleo.” (Adaptado de TUNDISI.
Usos de energia. São Paulo: Atual
Editora, 1991)
As informações do texto permitem
afirmar que:
A) o petróleo é um recurso energético
renovável a curto prazo, em razão de
sua constante formação geológica.
B) a exploração de petróleo é realizada
apenas em áreas marinhas.
C) a extração e o aproveitamento do
petróleo são atividades não poluentes
dada sua origem natural.
D) o petróleo é um recurso energético
distribuído homogeneamente, em todas
as regiões, independentemente da sua
origem.
E) o petróleo é um recurso não
renovável.
13.(ENEM – 2000) O quadrinho
publicado na revista Newsweek
(23/9/1991) ilustra o desespero dos
50
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
cartógrafos para desenhar o novo
mapa-múndi diante das constantes
mudanças de fronteiras.
Levando em consideração o contexto
da época em que a charge foi
publicada, dentre as frases abaixo, a
que melhor completa o texto da fala,
propondo outra correção no mapa, é:
A) “A Albânia já não faz parte da
Europa”.
B) “O número de países só está
diminuindo”.
C) “Cuba já não faz parte do Terceiro
Mundo”.
D) “O Kasaquistão acabou de declarar
independência”.
E) “Vamos ter de dividir a Alemanha
novamente”.
14.(ENEM – 2002) Segundo uma
organização mundial de estudos
ambientais, em 2025, “duas de cada
três pessoas viverão situações de
carência de água, caso não haja
mudanças no padrão atual de consumo
do produto. Uma alternativa adequada
e viável para prevenir a escassez,
considerando-se a disponibilidade
global, seria:
A) desenvolver processos de
reutilização da água.
B) explorar leitos de água subterrânea.
C) ampliar a oferta de água, captando-a
em outros rios.
D) captar águas pluviais.
E) importar água doce de outros
estados.
15.(ENEM – 2002) Em 1958, a seleção
brasileira foi campeã mundial pela
primeira vez. O texto foi extraído da
crônica “A alegria de ser brasileiro”, do
dramaturgo Nelson Rodrigues,
publicada naquele ano pelo jornal
Última Hora. “Agora, com a chegada da
equipe imortal, as lágrimas rolam.
Convenhamos que a seleção as
merece. Merece por tudo: não só pelo
futebol, que foi o mais belo que os
olhos mortais já contemplaram, como
também pelo seu maravilhoso índice
disciplinar.Até este Campeonato, o
brasileiro julgava-se um cafajeste nato
e hereditário. Olhava o inglês e tinha-
lhe inveja. Achava o inglês o sujeito
mais fino, mais sóbrio, de uma
polidez e de uma cerimônia
inenarráveis. E, súbito, há o
Mundial. Todo mundo baixou o
sarrafo no Brasil. Suecos, britânicos,
alemães, franceses, checos, russos,
davam botinadas em penca. Só o
brasileiro se mantinha ferozmente
dentro dos limites rígidos da
esportividade. Então, se verificou o
seguinte: o inglês, tal como o
concebíamos, não existe. O único
inglês que apareceu no Mundial foi o
brasileiro. Por tantos motivos, vamos
perder a vergonha (…), vamos sentar
no meio-fio e chorar. Porque é uma
alegria ser brasileiro, amigos”.
Além de destacar a beleza do futebol
brasileiro, Nelson Rodrigues quis dizer
que o comportamento dos jogadores
dentro do campo:
A) foi prejudicial para a equipe e quase
pôs a perder a conquista da copa do
mundo.
B) mostrou que os brasileiros tinham as
mesmas qualidades que admiravam
nos europeus, principalmente nos
ingleses.
C) ressaltou o sentimento de
inferioridade dos jogadores brasileiros
em relação aos europeus, o que os
impediu de revidar as agressões
sofridas.
D) mostrou que o choro poderia aliviar
o sentimento de que os europeus eram
superiores aos brasileiros.
E) mostrou que os brasileiros eram
iguais aos europeus, podendo
comportar-se como eles, que não
respeitavam os limites da
esportividade.
16.(ENEM – 2002)
1 – “(…) O recurso ao terror por parte
de quem já detém o poder dentro do
Estado não pode ser arrolado entre as
formas de terrorismo político, porque
51
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
este se qualifica, ao contrário, como o
instrumento ao qual recorrem
determinados grupos para derrubar um
governo acusado de manter-se por
meio do terror”.
2 – Em outros casos “os terroristas
combatem contra um Estado de que
não fazem parte e não contra um
governo (o que faz com que sua ação
seja conotada como uma forma de
guerra), mesmo quando por sua vez
não representam um outro Estado. Sua
ação aparece então como irregular, no
sentido de que não podem organizar
um exército e não conhecem limites
territoriais, já que não provêm de um
Estado” Dicionário de Política (org.)
BOBBIO, N., MATTEUCCI, N. e
PASQUINO, G., Brasília: Edunb,1986.
De acordo com as duas afirmações, é
possível comparar e distinguir os
seguintes eventos históricos:
I. Os movimentos guerrilheiros e de
libertação nacional realizados em
alguns países da África e do sudeste
asiático entre as décadas de 1950 e 70
são exemplos do primeiro caso.
II. Os ataques ocorridos na década de
1990, como às embaixadas de Israel,
em Buenos Aires, dos EUA, no Quênia
e Tanzânia, e ao World Trade Center
em 2001, são exemplos do segundo
caso.
III. Os movimentos de libertação
nacional dos anos 50 a 70 na África e
sudeste asiático, e o terrorismo dos
anos 90 e 2001 foram ações contra um
inimigo invasor e opressor, e são
exemplos do primeiro caso.
É correto o que se afirma apenas em
A) I.
B) II.
C) I e II.
D) I e III.
E) II e III.
17. (ENEM – 2002) “O continente
africano em seu conjunto apresenta
44% de suas fronteiras apoiadas em
meridianos e paralelos; 30% por linhas
retas e arqueadas, e apenas 26% se
referem a limites naturais que
geralmente coincidem com os de locais
de habitação dos grupos
étnicos”.MARTIN, A. R. Fronteiras e
Nações. Contexto, São Paulo, 1998.
Diferente do continente americano,
onde quase que a totalidade das
fronteiras obedecem a limites naturais,
a África apresenta as características
citadas em virtude, principalmente,
A) da sua recente demarcação, que
contou com técnicas cartográficas
antes desconhecidas.
B) dos interesses de países europeus
preocupados com a partilha dos seus
recursos naturais.
C) das extensas áreas desérticas que
dificultam a demarcação dos “limites
naturais”.
D) da natureza nômade das
populações africanas, especialmente
aquelas oriundas da África
Subsaariana.
E) da grande extensão longitudinal, o
que demandaria enormes gastos para
demarcação.
18.(ENEM – 2002) Um jornalista
publicou um texto do qual estão
transcritos
trechos do
primeiro e
do último
parágrafos:
“‘Mamãezin
ha, minhas
mãozinhas
vão crescer
de novo?’
Jamais
esquecerei
a cena que
vi, na TV
francesa, de
uma menina da Costa do Marfim
falando com a enfermeira que trocava
os curativos de seus dois cotos de
braços. (...)”. “Como manter a paz num
planeta onde boa parte da humanidade
não tem acesso às necessidades
básicas mais elementares? (...) Como
reduzir o abismo entre o camponês
afegão, a criança faminta do Sudão, o
Severino da cesta básica e o corretor
de Wall Street? Como explicar ao
menino de Bagdá que morre por falta
de remédios, bloqueados pelo
Ocidente, que o mal se abateu sobre
Manhattan? Como dizer aos chechenos
que o que aconteceu nos Estados
Unidos é um absurdo? Vejam Grozny,
a capital da Chechênia, arrasada pelos
russos. Alguém se incomodou com os
sofrimentos e as milhares de vítimas
civis, inocentes, desse massacre? Ou
como explicar à menina da Costa do
Marfim o sentido da palavra ‘civilização’
52
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
quando ela descobrir que suas mãos
não crescerão jamais?”. UTZERI, Fritz.
Jornal do Brasil, 17/09/2001.
Apresentam-se, abaixo, algumas
afirmações também retiradas do
mesmo texto. Aquela que explicita uma
resposta do autor para as perguntas
feitas no trecho citado é:
A) “tristeza e indignação são grandes
porque os atentados ocorreram em
Nova Iorque”.
B) “ao longo da história, o homem
civilizado globalizou todas as suas
mazelas”.
C) “a Europa nos explorou
vergonhosamente”.
D) “o neoliberalismo institui o deus
mercado que tudo resolve”.
E) “os negócios das indústrias de
armas continuam de vento em popa”.
19.(ENEM – 2002) “A idade da pedra
chegou ao fim, não porque faltassem
pedras; a era do petróleo chegará
igualmente ao fim, mas não por falta de
petróleo”. Xeque Yamani, Ex-ministro
do Petróleo da Arábia Saudita. O
Estado de S. Paulo, 20/08/2001.
Considerando as características que
envolvem a utilização das matérias-
primas citadas no texto em diferentes
contextos histórico-geográficos, é
correto afirmar que, de acordo com o
autor, a exemplo do que aconteceu na
Idade da Pedra, o fim da era do
Petróleo estaria relacionado:
A) à redução e esgotamento das
reservas de petróleo.
B) ao desenvolvimento tecnológico e à
utilização de novas fontes de energia.
C) ao desenvolvimento dos transportes
e conseqüente aumento do consumo
de energia.
D) ao excesso de produção e
conseqüente desvalorização do barril
de petróleo.
E) à diminuição das ações humanas
sobre o meio ambiente.
20. (ENEM – 2002)
De acordo com a história em
quadrinhos protagonizada por Hagar e
seu filho Hamlet, pode-se afirmar que a
postura de Hagar:
A) valoriza a existência da diversidade
social e de culturas, e as várias
representações e explicações desse
universo.
B) desvaloriza a existência da
diversidade social e as várias culturas,
e determina uma única explicação para
esse universo.
C) valoriza a possibilidade de explicar
as sociedades e as culturas a partir de
várias visões de mundo.
D) valoriza a pluralidade cultural e
social ao aproximar a visão de mundo
de navegantes e não-navegantes.
E) desvaloriza a pluralidade cultural e
social, ao considerar o mundo habitado
apenas pelos navegantes.
21.(ENEM – 2003) A seguir são
apresentadas declarações de duas
personalidades da História do Brasil a
respeito da localização da capital do
país, respectivamente um século e uma
década antes da proposta de
construção de Brasília como novo
Distrito Federal.
Declaração I: José Bonifácio
Com a mudança da capital para o
interior, fica a Corte livre de qualquer
assalto de surpresa externa, e se
chama para as províncias centrais o
excesso de população vadia das
cidades marítimas. Desta Corte central
dever-se-ão logo abrir estradas para as
diversas províncias e portos de mar.
(Carlos de Meira Matos. Geopolítica e
modernidade: geopolítica brasileira.)
Declaração II: Eurico Gaspar Dutra
Na América do Sul, o Brasil possui uma
grande área que se pode chamar
também de Terra Central. Do ponto de
vista da geopolítica sul-americana, sob
a qual devemos encarar a segurança
do Estado brasileiro, o que precisamos
fazer quanto antes é realizar a
ocupação da nossa Terra Central,
mediante a interiorização da Capital.
(Adaptado de José W. Vesentini. A
Capital da geopolítica.)
Considerando o contexto histórico que
envolve as duas declarações e
comparando as idéias nelas contidas,
podemos dizer que:
A) ambas limitam as vantagens
estratégicas da definição de uma nova
capital a questões econômicas.
B) apenas a segunda considera a
mudança da capital importante do
ponto de vista da estratégia militar.
C) ambas consideram militar e
economicamente importante a
localização da capital no interior do
país.
53
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
D) apenas a segunda considera a
mudança da capital uma estratégia
importante para a economia do país.
E) nenhuma delas acredita na
possibilidade real de desenvolver a
região central do país a partir da
mudança da capital.
22.(ENEM – 2003) No dia 7 de outubro
de 2001, Estados Unidos e Grã-
Bretanha declararam guerra ao regime
Talibã, no Afeganistão. Leia trechos
das declarações do presidente dos
Estados Unidos, George W. Bush, e de
Osama Bin Laden, líder muçulmano,
nessa ocasião:
George Bush:
Um comandante-chefe envia os filhos e
filhas dos Estados Unidos à batalha em
território estrangeiro somente depois de
tomar o maior cuidado e depois de
rezar muito. Pedimos-lhes que estejam
preparados para o sacrifício das
próprias vidas. A partir de 11 de
setembro, uma geração inteira de
jovens americanos teve uma nova
percepção do valor da liberdade, do
seu preço, do seu dever e do seu
sacrifício. Que Deus continue a
abençoar os Estados Unidos.
Osama Bin Laden:
Deus abençoou um grupo de
vanguarda de muçulmanos, a linha de
frente do Islã, para destruir os Estados
Unidos. Um milhão de crianças foram
mortas no Iraque, e para eles isso não
é uma questão clara. Mas quando
pouco mais de dez foram mortos em
Nairóbi e Dar-es-Salaam, o Afeganistão
e o Iraque foram bombardeados e a
hipocrisia ficou atrás da cabeça dos
infiéis internacionais. Digo a eles que
esses acontecimentos dividiram o
mundo em dois campos, o campo dos
fiéis e o campo dos infiéis. Que Deus
nos proteja deles. (Adaptados de O
Estado de S. Paulo, 8/10/2001).
Pode-se afirmar que:
A) a justificativa das ações militares
encontra sentido apenas nos
argumentos de George W. Bush.
B) a justificativa das ações militares
encontra sentido apenas nos
argumentos de Osama Bin Laden.
C) ambos apóiam-se num discurso de
fundo religioso para justificar o
sacrifício e reivindicar a justiça.
D) ambos tentam associar a noção de
justiça a valores de ordem política,
dissociando-a de princípios religiosos.
E) ambos tentam separar a noção de
justiça das justificativas de ordem
religiosa, fundamentando-a numa
estratégia militar
23.(ENEM – 2003) O texto abaixo é um
trecho do discurso do primeiro-ministro
britânico, Tony Blair, pronunciado
quando da declaração de guerra ao
regime Talibã: Essa atrocidade [o
atentado de 11 de setembro, em Nova
York] foi um ataque contra todos nós,
contra pessoas de todas e nenhuma
religião. Sabemos que a Al-Qaeda
ameaça a Europa, incluindo a Grã-
Bretanha, e qualquer nação que não
compartilhe de seu fanatismo. Foi um
ataque à vida e aos meios de vida. As
empresas aéreas, o turismo e outras
indústrias foram afetadas e a confiança
econômica sofreu, afetando empregos
e negócios britânicos. Nossa
prosperidade e padrão de vida
requerem uma resposta aos ataques
terroristas. (O Estado de S. Paulo,
8/10/2001).
Nesta declaração, destacaram-se
principalmente os interesses de ordem:
A) moral. B) militar. C) jurídica. D)
religiosa. E) econômica.
24.(ENEM – 2003) Leia o texto I de
Josué de Castro, publicado em 1947.
O Brasil, como país subdesenvolvido,
em fase de acelerado processo de
industrialização não conseguiu ainda se
libertar da fome. Os baixos índices de
produtividade agrícola se constituíram
como fatores de base no
condicionamento de um abastecimento
alimentar insuficiente e inadequado às
necessidades alimentares do nosso
povo. (Adaptado de Josué de Castro.
Geografia da Fome)
Leia o texto II sobre a fome no Brasil,
publicado em 2001.
Uma das evidências contidas no mapa
da fome consiste na constatação de
que o problema alimentar no Brasil não
reside na disponibilidade e produção
interna de grãos e dos produtos
tradicionalmente consumidos no País,
mas antes no descompasso entre o
poder aquisitivo de ampla parcela da
população e o custo de aquisição de
54
Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
uma quantidade de alimentos
compatível com as necessidades do
trabalhador e de sua família.
(http://www.mct.gov.br)
Comparando os textos I e II podemos
concluir que a persistência da fome no
Brasil resulta principalmente:
A) da renda insuficiente dos
trabalhadores. D) do processo de
industrialização.
B) de uma rede de transporte
insuficiente. E) da pequena produção
de grãos.
C) da carência de terras produtivas.
25.(ENEM – 2004) Os Jogos Olímpicos
tiveram início na Grécia, em 776 a.C.,
para celebrar uma declaração de paz.
Na sociedade contemporânea, embora
mantenham como ideal o
congraçamento entre os povos, os
Jogos Olímpicos têm sido palco de
manifestações de conflitos políticos.
Dentre os acontecimentos
apresentados abaixo, o único que
evoca um conflito armado e sugere sua
superação, reafirmando o ideal
olímpico, ocorreu:
A) em 1980, em Moscou, quando os
norte-americanos deixaram de
comparecer aos Jogos Olímpicos.
B) em 1964, em Tóquio, quando um
atleta nascido em Hiroshima foi
escolhido para carregar a tocha
olímpica.
C) em 1956, em Melbourne, quando a
China abandonou os Jogos porque a
representação de Formosa também
havia sido convidada para participar.
D) em 1948, em Londres, quando os
alemães e os japoneses não foram
convidados a participar.
E) em 1936, em Berlim, quando Hitler
abandonou o estádio ao serem
anunciadas as vitórias do universitário
negro, Jesse Owens, que recebeu
quatro medalhas.
26. (ENEM – 2004) A questão étnica no
Brasil tem provocado diferentes
atitudes:
I. Instituiu-se o “Dia Nacional da
Consciência Negra” em 20 de
novembro, ao invés da tradicional
celebração do 13 de maio. Essa nova
data é o aniversário da morte de Zumbi,
que hoje simboliza a crítica à
segregação e à exclusão social.
II. Um turista estrangeiro que veio ao
Brasil, no carnaval, afirmou que nunca
viu tanta convivência harmoniosa entre
as diversas etnias.
Também sobre essa questão,
estudiosos fazem diferentes reflexões:
Entre nós [brasileiros], (...) a separação
imposta pelo sistema de produção foi a
mais fluida possível. Permitiu constante
mobilidade de classe para classe e até
de uma raça para outra. Esse amor,
acima de preconceitos de raça e de
convenções de classe, do branco pela
cabocla, pela cunhã, pela índia (...) agiu
poderosamente na formação do Brasil,
adoçando-o. (Gilberto Freire. O mundo
que o português criou.). [Porém] o fato
é que ainda hoje a miscigenação não
faz parte de um processo de integração
das “raças” em condições de igualdade
social. O resultado foi que (...) ainda
são pouco numerosos os segmentos da
“população de cor” que conseguiram se
integrar, efetivamente, na sociedade
competitiva. (Florestan Fernandes. O
negro no mundo dos brancos.)
Considerando as atitudes expostas
acima e os pontos de vista dos
estudiosos, é correto aproximar:
A) a posição de Gilberto Freire e a de
Florestan Fernandes igualmente às
duas atitudes.
B) a posição de Gilberto Freire à atitude
I e a de Florestan Fernandes à atitude
II.
C) a posição de Florestan Fernandes à
atitude I e a de Gilberto Freire à atitude
II.
D) somente a posição de Gilberto
Freire a ambas as atitudes.
E) somente a posição de Florestan
Fernandes a ambas as atitudes.
27.(ENEM – 2005) Zuenir Ventura, em
seu livro “Minhas memórias dos outros”
(São Paulo: Planeta do Brasil, 2005),
referindo-se ao fim da “Era Vargas” e
ao suicídio do presidente em 1954,
comenta: Quase como castigo do
destino, dois anos depois eu iria
trabalhar no jornal de Carlos Lacerda, o
inimigo mortal de Vargas (e nunca esse
adjetivo foi tão próprio). Diante daquele
contexto histórico, muitos estudiosos
acreditam que, com o suicídio, Getúlio
Vargas atingiu não apenas a si mesmo,
mas o coração de seus aliados e a
mente de seus inimigos.
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Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
A afirmação que aparece “entre
parênteses” no comentário e uma
conseqüência política que atingiu os
inimigos de Vargas aparecem,
respectivamente, em:
A) a conspiração envolvendo o
jornalista Carlos Lacerda é um dos
elementos do desfecho trágico e o
recuo da ação de políticos
conservadores devido ao impacto da
reação popular.
B) a tentativa de assassinato sofrida
pelo jornalista Carlos Lacerda por
apoiar os assessores do presidente que
discordavam de suas idéias e o avanço
dos conservadores foi intensificado
pela ação dos militares.
C) o presidente sentiu-se impotente
para atender a seus inimigos, como
Carlos Lacerda, que o pressionavam
contra a ditadura e os aliados do
presidente teriam que aguardar mais
uma década para concretizar a
democracia progressista.
D) o jornalista Carlos Lacerda foi
responsável direto pela morte do
presidente e este fato veio impedir
definitivamente a ação de grupos
conservadores.
E) o presidente cometeu o suicído para
garantir uma definitiva e dramática
vitória contra seus acusadores e
oferecendo a própria vida Vargas
facilitou as estratégias de regimes
autoritários no país.
28.(ENEM – 2006) A moderna
democracia brasileira foi construída
entre saltos e sobressaltos. Em 1954, a
crise culminou no suicídio do
presidente Vargas. No ano seguinte,
outra crise quase impediu a posse do
presidente eleito, Juscelino Kubitschek.
Em 1961, o Brasil quase chegou à
guerra civil depois da inesperada
renúncia do presidente Jânio Quadros.
Três anos mais tarde, um golpe militar
depôs o presidente João Goulart, e o
país viveu durante vinte anos em
regime autoritário.
A partir dessas informações, relativas à
história republicana brasileira, assinale
a opção correta.
A) Ao término do governo João Goulart,
Juscelino Kubitschek foi eleito
presidente da República.
B) A renúncia de Jânio Quadros
representou a primeira grande crise do
regime republicano brasileiro.
C) Após duas décadas de governos
militares, Getúlio Vargas foi eleito
presidente em eleições diretas.
D) A trágica morte de Vargas
determinou o fim da carreira política de
João Goulart.
E) No período republicano citado,
sucessivamente, um presidente
morreu, um teve sua posse contestada,
um renunciou e outro foi deposto.
29.(ENEM – 2006) Os textos a seguir
foram extraídos de duas crônicas
publicadas no ano em que a seleção
brasileira conquistou o tricampeonato
mundial de futebol. O General Médici
falou em consistência moral. Sem isso,
talvez a vitória nos escapasse, pois a
disciplina consciente, livremente aceita,
é vital na preparação espartana para o
rude teste do campeonato. Os
brasileirosportaram-se não apenas
como técnicos ou profissionais, mas
como brasileiros, como cidadãos deste
grande país, cônscios de seu papel de
representantes de seu povo. Foi a
própria afirmação do valor do homem
brasileiro, como salientou bem o
presidente da República. Que o chefe
do governo aproveite essa pausa, esse
minuto de euforia e de efusão
patriótica, para meditar sobre a
situação do país. (...) A realidade do
Brasil é a explosão patriótica do povo
ante a vitória na Copa. Danton Jobim.
Última Hora, 23/6/1970 (com
adaptações).
O que explodiu mesmo foi a alma, foi a
paixão do povo: uma explosão
incomparável de alegria, de
entusiasmo, de orgulho. (...) Debruçado
em minha varanda de Ipanema, [um
velho amigo] perguntava: — Será que
algum terrorista se aproveitou do delírio
coletivo para adiantar um plano seu
qualquer, agindo com frieza e
precisão? Será que, de outro lado,
algum carrasco policial teve ânimo para
voltar a torturar sua vítima logo que o
alemão apitou o fim do jogo? Rubem
Braga. Última Hora, 25/6/1970 (com
adaptações).
Avalie as seguintes afirmações a
respeito dos dois textos e do período
histórico em que foram escritos.
I. Para os dois autores, a conquista do
tricampeonato mundial de futebol
provocou uma explosão de alegria
popular.
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Jesus
II. Os dois textos salientam o momento
político que o país atravessava ao
mesmo tempo em que conquistava o
tricampeonato.
III. À época da conquista do
tricampeonato mundial de futebol, o
Brasil vivia sob regime militar, que,
embora politicamente autoritário, não
chegou a fazer uso de métodos
violentos contra seus opositores.
É correto apenas o que se afirma em
A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) II e III.
30.(ENEM – 2007) São Paulo, 18 de
agosto de 1929. Carlos [Drummond de
Andrade],
Achei graça e gozei com o seu
entusiasmo pela candidatura Getúlio
Vargas — João Pessoa. É. Mas veja
como estamos... trocados. Esse
entusiasmo devia ser meu e sou eu que
conservo o ceticismo que deveria ser
de você. (...). Eu... eu contemplo numa
torcida apenas simpática a candidatura
Getúlio Vargas, que antes desejara
tanto. Mas pra mim, presentemente,
essa candidatura (única aceitável, está
claro) fica manchada por essas pazes
fragílimas de governistas mineiros,
gaúchos, paraibanos (...), com
democráticos paulistas (que pararam
de atacar o Bernardes) e oposicionistas
cariocas e gaúchos. Tudo isso não me
entristece. Continuo reconhecendo a
existência de males necessários,
porém me afasta do meu país e da
candidatura Getúlio Vargas. Repito:
única aceitável [Mário [de Andrade].
Renato Lemos. Bem traçadas linhas: a
história do Brasil em cartas pessoais.
Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p.
305.
Acerca da crise política ocorrida em fins
da Primeira República, a carta do
paulista Mário de Andrade ao mineiro
Carlos Drummond de Andrade revela:
A) a simpatia de Drummond pela
candidatura Vargas e o desencanto de
Mário de Andrade com as composições
políticas sustentadas por Vargas.
B) a veneração de Drummond e Mário
de Andrade ao gaúcho Getúlio Vargas,
que se aliou à oligarquia cafeeira de
São Paulo.
C) a concordância entre Mário de
Andrade e Drummond quanto ao
caráter inovador de Vargas, que fez
uma ampla aliança para derrotar a
oligarquia mineira.
D) a discordância entre Mário de
Andrade e Drummond sobre a
importância da aliança entre Vargas e o
paulista Júlio Prestes nas eleições
presidenciais.
E) o otimismo de Mário de Andrade em
relação a Getúlio Vargas, que se
recusara a fazer alianças políticas para
vencer as eleições.
31.(ENEM – 2007) Em 1947, a
Organização das Nações Unidas
(ONU) aprovou um plano de partilha da
Palestina que previa a criação de dois
Estados: um judeu e outro palestino. A
recusa árabe em aceitar a decisão
conduziu ao primeiro conflito entre
Israel e países árabes. A segunda
guerra (Suez, 1956) decorreu da
decisão egípcia de nacionalizar o canal,
ato que atingia interesses anglo-
franceses e israelenses. Vitorioso,
Israel passou a controlar a Península
do Sinai. O terceiro conflito árabe-
israelense (1967) ficou conhecido como
Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da
vitória de Israel. Em 6 de outubro de
1973, quando os judeus comemoravam
o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças
egípcias e sírias atacaram de surpresa
Israel, que revidou de forma
arrasadora. A intervenção americano-
soviética impôs o cessar-fogo,
concluído em 22 de outubro.
A partir do texto acima, assinale a
opção correta.
A) A primeira guerra árabe-israelense
foi determinada pela ação bélica de
tradicionais potências européias no
Oriente Médio.
B) Na segunda metade dos anos 1960,
quando explodiu a terceira guerra
árabe-israelense, Israel obteve rápida
vitória.
C) A guerra do Yom Kippur ocorreu no
momento em que, a partir de decisão
da ONU, foi oficialmente instalado o
Estado de Israel.
D) A ação dos governos de Washington
e de Moscou foi decisiva para o cessar-
fogo que pôs fim ao primeiro conflito
árabe-israelense.
E) Apesar das sucessivas vitórias
militares, Israel mantém suas
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Jesus
dimensões territoriais tal como
estabelecido pela resolução de 1947
aprovada pela ONU.
32.(ENEM – 2008) O ano de 1954 foi
decisivo para Carlos Lacerda. Os que
conviveram com ele em 1954, 1955,
1957 (um dos seus momentos
intelectuais mais altos, quando o
governo Juscelino tentou cassar o seu
mandato de deputado), 1961 e 1964
tinham consciência de que Carlos
Lacerda, em uma batalha política ou
jornalística, era um trator em ação, era
um vendaval desencadeado não se
sabe como, mas que era impossível
parar fosse pelo método que fosse.
Hélio Fernandes. Carlos Lacerda, a
morte antes da missão cumprida. In:
Tribuna da Imprensa, 22/5/2007 (com
adaptações).
Com base nas informações do texto
acima e em aspectos relevantes da
história brasileira entre 1954, quando
ocorreu o suicídio de Vargas (em
grande medida, devido à pressão
política exercida pelo próprio Lacerda),
e 1964, quando um golpe de Estado
interrompe a trajetória democrática do
país, conclui-se que:
A) a cassação do mandato parlamentar
de Lacerda antecedeu a crise que
levou Vargas à morte.
B) Lacerda e adeptos do getulismo,
aparentemente opositores,
expressavam a mesma posição
político-ideológica.
C) a implantação do regime militar, em
1964, decorreu da crise surgida com a
contestação à posse de Juscelino
Kubitschek como presidente da
República.
D) Carlos Lacerda atingiu o apogeu de
sua carreira, tanto no jornalismo quanto
na política, com a instauração do
regime militar.
E) Juscelino Kubitschek, na presidência
da República, sofreu vigorosa oposição
de Carlos Lacerda, contra quem
procurou reagir.
33.(ENEM – 2008) Em discurso
proferido em 17 de março de 1939, o
primeiro-ministro inglês à época, Neville
Chamberlain, sustentou sua posição
política: “Não necessito defender
minhas visitas à Alemanha no outono
passado, que alternativa existia? Nada
do que pudéssemos ter feito, nada do
que a França pudesse ter feito, ou
mesmo a Rússia, teria salvado a
Tchecoslováquia da destruição. Mas eu
também tinha outro propósito ao ir até
Munique. Era o de prosseguir com a
política por vezes chamada de
‘apaziguamento europeu’, e Hitler
repetiu o que já havia dito, ou seja, que
os Sudetos, região de população alemã
na Tchecoslováquia, eram a sua última
ambição territorial na Europa, e que
não queria incluir na Alemanha outros
povos que não os alemães.”Internet:
<www.johndclare.net> (com
adaptações).
Sabendo-se que o compromisso
assumido por Hitler em 1938,
mencionado no texto da questão, foi
rompido pelo líder alemão em 1939,
infere-se que:
A) Hitler ambicionava o controle de
mais territórios na Europa além da
região dos Sudetos.
B) a aliança entre a Inglaterra, a França
e a Rússia poderia ter salvado a
Tchecoslováquia.
C) o rompimento desse compromisso
inspirou a política de ‘apaziguamento
europeu’.
D) a política de Chamberlain de
apaziguar o líder alemão era contrária à
posição assumida pelas potências
aliadas.
E) a forma que Chamberlain escolheu
para lidar com o problema dos Sudetos
deu origem à destruição da
Tchecoslováquia.
34.(ENEM – 2008) Na América do Sul,
as Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc) lutam, há décadas,
para impor um regime de inspiração
marxista no país. Hoje, são acusadas
de envolvimento com o narcotráfico, o
qual supostamente financia suas
ações, que incluem ataques diversos,
assassinatos e sequestros Na Ásia, a
Al Qaeda, criada por Osama bin Laden,
defende o fundamentalismo islâmico e
vê nos Estados Unidos da América
(EUA) e em Israel inimigos poderosos,
os quais deve combater sem trégua. A
mais conhecida de suas ações
terroristas ocorreu em 2001, quando
foram atingidos o Pentágono e as
torres do World Trade Center.
A partir das informações acima,
conclui-se que:
A) as ações guerrilheiras e terroristas
no mundo contemporâneo usam
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Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
métodos idênticos para alcançar os
mesmos propósitos.
B) o apoio internacional recebido pelas
Farc decorre do desconhecimento, pela
maioria das nações, das práticas
violentas dessa organização.
C) os EUA, mesmo sendo a maior
potência do planeta, foram
surpreendidos com ataques terroristas
que atingiram alvos de grande
importância simbólica.
D) as organizações mencionadas
identificam-se quanto aos princípios
religiosos que defendem.
E) tanto as Farc quanto a Al Qaeda
restringem sua atuação à área
geográfica em que se localizam,
respectivamente, América do Sul e
Ásia.
LISTA DE SIGLAS
UFS-SE – Universidade Federal de
Sergipe
UFPE – Universidade Federal de
Pernambuco
UFA – Universidade Federal de
Alagoas
CSA – Clayton de Sousa Avelar (2001)
UFC-CE – Universidade Federal do
Ceará
UFPR – Universidade Federal do
Paraná
UCB-DF – Universidade Católica de
Brasília
PUC-SP – Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo
UFJF – MG – Universidade Federal de
Juiz de Fora
FATEC – SP - Faculdade de
Tecnologia de São Paulo
FGV – Fundação Getúlio Vargas
UNIRIO – Fundação Universidade do
Rio de Janeiro
UFF-RJ – Universidade Federal
Fluminense
ESPM-SP – Escola Superior de
Propaganda e Marketing
UFMG – Universidade Federal de
Minas Gerais
UFSM –RS – Universidade Federal de
Santa Maria
UEL-PR – Universidade Estadual de
Londrina
FUVEST – Fundação Universitária para
o Vestibular
CSA – Clayton de Sousa Avelar (2001)
GC – Gilberto Cotrim (1999)
AWMC e MVMA – Antônio Wanderley
de Melo Corrêa e Marcos Vinícius Melo
dos Anjos (2003)
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
ARRUDA, José Jobson de A e PILETT,
Nelson. Toda a História: História Geral
e do Brasil. 8ª ed. São Paulo: Ática.
1999.
CORRÊA, Antônio Wanderley de Melo
e ANJOS, Marcos Vinícius dos. História
de Sergipe para vestibulares e outros
concursos. Aracaju: Infographic’s
Gráfica e Editora, 2003.
COTRIM, Gilberto. História Global:
Geral e do Brasil. São Paulo: Saraiva,
1999.
FIGUEIRA, Divalte Garcia. História:
Série Novo Ensino Médio. Vol. Unico.
São Paulo: Ática. 2000.
GLÊYSE E GENIVALDO. Apostila de
História para o Primeiro ano. Aracaju:
Pré-Uni, 2008.
MELLO, Leonel Itaussu Almeida e
COSTA, Luís César Amad. História
Moderna e Contemporânea. São Paulo:
Scipione, 1999.
_______________________História do
Brasil. São Paulo: Scipione, 1999.
SANTOS, Lenalda Andrade e OLIVA,
Terezinha Alves. Para Conhecer a
História de Sergipe. Aracaju: Opção
Gráfica, 1998.
SERIACOPI, Gislane Campos Azevedo
e SERIACOPI, Reinaldo. História:
Volume único.1ª Ed. São Paulo: Ática,
2005.
SILVA, Francisco de Assis. História do
Brasil: Colônia, Império, República. São
Paulo: Moderna, 1992.
VICENTINO, Cláudio e DORIGO,
Giannpaolo. História Geral e do Brasil.
Vol. Único. São Paulo: Scipione, 2001.
(Série Parâmetros).
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Terceira Série do Ensino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de
Jesus
“Ser livre é antes de tudo, escapar
da escravidão que a ignorância
impõe”.
Manoel Bomfim
MAPAS EM ANEXO
60

Apostila do 3º ano 2011

  • 1.
    1 COLÉGIO ESTADUAL “JOÃOXXIII” ALUNO (a):__________________________________________________, Nº ________ Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus site: http://givaldohistoria.webnode.com.br e-mail: givaldogeohistoria@hotmail.com “A História é o estudo orientado cientificamente que analisa o passado e suas relações com o tempo presente, buscando linhas de ação (transformação) para o futuro”. Lucien Febvre Ribeirópolis –SE 2011 3º ANO
  • 2.
  • 3.
    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus SUMÁRIO 1 – Esquema dos conteúdos do primeiro bimestre ............................................................................... 03 2 – Esquema dos conteúdos do segundo bimestre ...............................................................................08 3 – Esquema dos conteúdos do terceiro bimestre ................................................................................ 11 4 – Esquema dos conteúdos do quarto bimestre .................................................................................. 13 5 – Esquema dos conteúdos de História de Sergipe ............................................................................ 17 6 – Questões referentes ao primeiro bimestre ...................................................................................... 20 7 – Questões referentes ao segundo bimestre ..................................................................................... 23 8 – Questões referentes ao terceiro bimestre ....................................................................................... 26 9 – Questões referentes ao quarto bimestre ......................................................................................... 31 10 – Questões de História de Sergipe .................................................................................................. 34 11 – Questões do ENEM........................................................................................................................ 35 12 - Lista de siglas ................................................................................................................................ . 45 13 – Referências Bibliográficas ............................................................................................................. . 45 14 - Anexos (mapas) .............................................................................................................................. .. 46 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE PRIMEIRO BIMESTRE: - A Primeira Guerra Mundial e seus reflexos no Brasil; - Revolução Russa; - A Questão Social na República Velha; - A Cultura na República Velha; - O Movimento Tenentista no Brasil e em Sergipe; SEGUNDO BIMESTRE: - A Crise do Capitalismo e o Período Entreguerras; - Os Regimes Totalitários Europeus e Latino-americanos; - A Segunda Guerra Mundial; - A Era Vargas. Sergipe sob o domínio dos Interventores (1930-1945); - Descolonização da Ásia e da África; TERCEIRO BIMESTRE: - A Redemocratização (1945-1964) e o Desenvolvimentismo; 3
  • 4.
    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Os Governos Militares e a Política Econômica e Social; - Movimentos Sociais na América Latina; - Sergipe sob o Regime Militar; - A Crise do Regime Militar: a Abertura e o Movimento Sindical no Brasil; QUARTO BIMESTRE: - Movimentos Sociais e Culturais no Brasil nas décadas de 60 e 80; - Sociedade e Cultura em Sergipe Contemporâneo; - A Crise do Socialismo, as Lutas Inter étnicas na Europa e no Oriente Médio; - A Globalização e seus efeitos. “O principal objetivo da educação é ensinar as pessoas a pensar com autonomia”. Kant Bom estudo !! HISTÓRIA TERCEIRA SÉRIE DO ENSINO MÉDIO Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus site: http://givaldohistoria.webnode.com.br e-mail: givaldogeohistoria@hotmail.com ESQUEMA DOS CONTEÚDOS PRIMEIRO BIMESTRE I - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914 – 1918) 1 – Introdução: “O século XX foi marcado por inúmeras guerras e revoluções. Muitas dessas ocorrências estiveram ligadas às disputas imperialistas travadas entre as grandes potências pela dominação e exploração de grande parte do mundo. O Imperialismo praticado a partir da segunda metade do século XIX pelas potências industrializadas, foi responsável, entre outros, por um dos mais terríveis conflitos armados da história da humanidade, que foi a Primeira Guerra Mundial”. (PETTA e OJEDA. 1999:195) 2- O que foi a primeira guerra mundial? Um conflito armado entre as potências imperialistas que lutavam por uma nova divisão de mercados. 3 – Fatores: - As rivalidades imperialistas das grandes potências que competiam violentamente por colônias e mercados; - Ressentimentos nacionalistas. - Pontos de atritos permanentes: * A rivalidade anglo-germânica onde os ingleses desejavam eliminar a concorrência econômica da Alemanha; * O revanchismo francês – os franceses queriam recuperar a região da Alsácia-Lorena e barrar as ambições dos alemães no Marrocos; * O Pan-eslavismo russo – a Rússia desejava aumentar sua influência nos Bálcãs e encontrar uma saída para o Mediterrâneo, incentivando a união de todos os povos eslavos que se encontrava sob o domínio do império Austro- Húngaro e do Otomano; * O nacionalismo da Sérvia que lutava pela sua emancipação contra os turcos e austro-húngaros. 5 – Alianças: - Tríplice Entente – Inglaterra, França e Rússia; - Tríplice Aliança – Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro; 4
  • 5.
    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus 6 – Estopim da guerra: Assassinato do imperador austríaco Francisco Ferdinando e de sua esposa (28/06/1914) em Sarajevo, capital da Bósnia. - Obs.: Esse fato acabou por desencadear sucessivas declarações de guerras entre os países europeus. 7 – Fases da Guerra: - 1a - Guerra de Movimentos (agosto/novembro de 1914) – caracterizou-se pela rápida mobilização das tropas contra os inimigos. Os alemães usando o plano Schlieffen invadiram a França e foi derrotada na batalha de Marne; - 2a - Guerra das Trincheiras (novembro de 1914 – março de 1918)– marcada pelo relativo equilíbrio dos países e pelo uso de metralhadoras e tanques blindados. Cada centímetro que se avançava no mapa custava longa preparação e milhares de vidas. - 3ª - Ofensivas de 1918: elementos que modificaram as condições da guerra: * uso de tanques a partir de 1916; * maior eficácia dos aviões de caça, bombardeio e observação; * saída da Rússia e a entrada dos Estados Unidos na guerra 1917. 8 – A Entrada dos Estados Unidos na Guerra -Acontecimentos: * posição de neutralidade dos Estados Unidos; * a política de solidariedade aos aliados (Tríplice Entente). - Causa da entrada dos EUA na guerra: * Torpedeamento do navio norte- americano Vigilentia e a revelação de que os alemães tinham oferecido ao México uma aliança contra os Estados Unidos. 9 – O fim da guerra: - O presidente dos E.U.A Wilson apresenta um plano de paz, composto de 14 pontos baseados na idéia de uma paz sem vencedores que foi inviabilizado devido as pressões da França e Inglaterra; - Conferência de Paris – Paz de Versalhes; * Alemanha, além de perdas territoriais foi obrigada a pagar indenizações aos vencedores e reduzir seus exércitos; * Criação da Liga das Nações. 10 – Conseqüências: * Perdas humanas; * Ascensão dos E.U.A; * Decadência da Europa; * Revolução Russa; * Aparecimento dos Estados Totalitários; * Modificação do mapa político da Europa; * A crise do capitalismo liberal que cedeu lugar ao Estado Intervencionista; 11 - O Brasil na Primeira Guerra Mundial – A situação econômica, social e política do Brasil na época da primeira guerra: * Presidente Venceslau Brás; * Situação econômica instável, obrigando o Brasil a recorrer novo empréstimo; *Ganha impulso a exportação de borracha; – A Participação do Brasil: *Após a entrada dos E.U.A e o afundamento dos navios brasileiros Paraná e Macau pelos alemães; * Participou fornecendo alimentos e matérias-primas aos aliados, policiando o Atlântico e enviando uma equipe médica, soldados e aviadores para a Europa; – Os reflexos da Primeira Guerra Mundial no Brasil: * Impulso à industrialização (substituição das importações); - O papel da guerra na indústria; * Tese tradicional – Roberto Simonsen e Caio Prado Júnior – aumento da produção industrial; * Tese revisionista (Warren Dean) – ocorreu apenas um avanço no setor industrial (açúcar, frigoríficos e tecidos) que pôde vender seus produtos no mercado mundial. Não ocorreu aumento de energia elétrica, entrada de capitais estrangeiros e máquinas, e chegou a ocorrer falta de combustíveis; - O processo de industrialização; *Ausência de uma política industrial; * Os agentes eram os imigrantes; 5
  • 6.
    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus II – A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917 - Introdução: “Assim como a Revolução Francesa de 1789 foi o modelo clássico de revolução burguesa, que desmantelou a velha ordem feudal e aristocrática, criando as condições para o desenvolvimento do capitalismo moderno, a Revolução Russa de 1917 é considerada o modelo clássico de revolução proletária, que destruiu a ordem capitalista e burguesa e lançou os fundamentos do primeiro Estado socialistas da história”. (MELLO e COSTA. 1999:295) 1 – A Rússia Pré-revolucionária: - Agricultura semifeudal; * Economia agrária, onde os camponeses viviam em condições semifeudais, condenados à miséria; * As terras pertenciam aos boiardos e ao clero que exploravam os camponeses e os mujiques (servos); - Industrialização tardia: * Industrialização financiada por capitais estrangeiros onde surgiram industrias em Moscou e São Petersburgo; * Aparecimento de uma burguesia fraca e um operariado forte e organizado; - Autocracia política: governo de Nicolau II: * Ausência de liberdade de opinião, eleições livres e direitos democráticos; - A oposição ao Czarismo: - Partido Socialista – Revolucionário (PSR): * Propunham uma ampla frente de classes sociais para derrubar o czarismo; * Defendiam democracia e revolução agrária; - Partido Constitucional Democrático; * Seus membros eram chamados de Kadetes; * Lutavam por reformas políticas que implantasse a monarquia constitucional; - Partido Operário Social – Democrata Russo (POSDR) – defensores dos princípios marxistas; * Bolcheviques (maioria) – eram revolucionários e defendiam a revolução Socialista com a aliança entre camponeses e operários; * Mencheviques (minoria) – defendiam a aliança com a burguesia e a passagem gradual ao socialismo através de reformas; 3 – O Ensaio Revolucionário de 1905: - A derrota da Rússia na guerra russo- japonesa pelo controle da Manchúria agravou a miséria das camadas baixas da população; - Domingo Sangrento – (Revolução de 1905); - Surgimento dos Soviets – Conselho de Operários; * Criação da Duma; - Em 1907, o czar organizou a contra- revolução dissolvendo os Soviets e a Duma; 4 – A Revolução Menchevique (Fevereiro): - Derrotas da Rússia frente aos alemães agrava a crise econômica; - A população reage com greves e manifestações populares apoiadas por soldados e marinheiros liderados pelos Soviets; - Derrubada do czarismo e ascensão de um governo liberal-burguês; - Dois centros de poder: # Duma – controlada pela burguesia; # Soviets – controlado pelos trabalhadores que fazia a oposição; * Manteve a Rússia na Primeira Guerra Mundial; * Concedeu anistia geral – volta de Lênin que divulgou as teses de Abril – Terra, Pão e Paz e de Trotski que foi eleito Presidente do Soviete de Petrogrado e organiza a Guarda Vermelha; 5 – A Revolução Bolchevique (outubro): - Queda de Kerenski; - Ascensão dos Bolcheviques – Lênin: • Reforma agrária; • Nacionalização de bancos e industrias; • Assinatura do tratado de Brest-Litovsk com a Alemanha; - A Guerra Civil: * Envolvia o exército branco (burguesia, latifundiários apoiados pelos países europeus) e o Exército Vermelho liderado por Trotski que lutava para preservar a ordem Socialista; * Lênin para garantir a produção e o abastecimento colocou em prática o comunismo de guerra; 6
  • 7.
    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus * Vitória de Lênin; 6 – A NEP e a Estabilização do Regime: - Lênin colocou em prática a Nova Política Econômica (NEP) – retorno parcial a formas de economia capitalista para superar a crise, aumentando a produção; - Surgimento da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) – (1923); - Morte de Lênin e a disputa pelo poder entre Trotski (Revolução Permanente) e Stálin (socialismo em um só país); 7 – Totalitarismo Stalinista: - Substituiu a NEP pelos planos Qüinqüenais caracterizados pela rígida planificação do Estado na economia: * Os dois primeiros planos tinham como objetivo o incentivo a indústria pesada e a coletivização da economia (Rolkhozes e Sovrhozes); e o terceiro o desenvolvimento da indústria química. - No aspecto político criou o ROMINFORM e procurou reprimir a oposição e acabou com os Soviets; - A Internacional Comunista, Moscou 1935; - Os desafios dos partidos comunistas nos dias atuais. III – REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) - Introdução: “O período que se estende da queda da monarquia, em 1889, até a revolução de 1930, é conhecido em nossa história como República Velha. Esta, por sua vez, divide-se em: República da Espada (1889 – 1904), controlada pelos militares, e República Oligárquica (1904-30), dominada pelos fazendeiros de café. A República da Espada, conhecida também como República Jacobina, corresponde à época de consolidação do regime republicano federativo contra as tentativas de restauração monárquica no Brasil”. (COSTA e MELLO. 1999:238) 1 – República da Espada (1889 – 1904) 1.1 – Governo Provisório de Deodoro da Fonseca; - Grande naturalização de estrangeiros; - Separação entre Igreja e Estado; - Banimento da família real; - Instituição do casamento civil; - Política econômica – encilhamento – Rui Barbosa: • Estímulos à industrialização; • Aumento das tarifas de importação; • Agitações na bolsa de valores: especulação e empresas fantasmas; • Crise econômica: inflação, falência e destituição de Rui Barbosa; - A constituição de 1891: • Federalismo; • Três poderes; • Sufrágio universal; • Liberdade de culto; 1.2 – Governo Constitucional de Deodoro - Antagonismo entre o governo e o congresso: • Dissolução do congresso; • Renúncia; - 1a Revolta da Armada; 1.3 – Floriano Peixoto (1891 – 1894) - Reintegração do congresso; - Acusado de continuísmo (não convocar eleições) - Política econômica – Serzedelo Correia – Protecionista favorável à indústria; - Revoltas: Federalista e 2a Revolta da Armada, e agitações populares; 2 – República Oligárquica (1904 – 30) - Política dos Governadores – autonomia estadual, apoio eleitoral ao governo federal; - Coronelismo – obtenção de votos pela manipulação dos currais eleitorais; - Política do café-com-leite – alternância de presidentes do PRP e PRM; - Hegemonia dos cafeicultores. 2.1 – Prudente de Morais (1894 – 1898) 7
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Primeiro presidente civil; - Incentivo a industrialização – reação das oligarquias cafeeira e o fim do protecionismo; - Guerra de Canudos. 2.2 – Campos Sales (1898 – 1902): - 1º Funding-Loan e o saneamento financeiro colocado em prática por Joaquim Murtinho; - Política dos governadores; - Questão do Amapá (Guiana Francesa); 2.3 – Rodrigues Alves (1902 – 1906): - Erradicação, no Rio de Janeiro, da febre amarela; - Surto da borracha; - Revolta da vacina; - Questão do Acre – ampliação de fronteiras; - Convênio de Taubaté – política de valorização do café. 2.4 – Afonso Pena (1906 – 1909) – governar é povoar - Incentivo à imigração; - Colocou em prática o convênio de Taubaté; - Participação do Brasil na conferência de Haia, destaque para Rui Barbosa; 2.5 – Nilo Peçanha (1909 – 1910) - Criação do Serviço de proteção ao índio (SPI) presidido pelo Marechal Rondon; - Sucessão: campanha civilista (Rui Barbosa que defendia a necessidade de reformas políticas e moralização das eleições) Hermes da Fonseca. Primeira cisão da política café-com-leite. 2.6 – Hermes da Fonseca (1910 – 1914) - Revoltas: Contestado, Chibata e Padre Cícero (Pacto dos coronéis); - Política das Salvações; - Crise da borracha; - Pacto de ouro fino (reatamento de relações entre PRP e PRM); 2.7 – Venceslau Brás (1914 – 1918) - Continuação da guerra do Contestado; - Promulgação do código civil – Clóvis Beviláquia; - 1a guerra – impulso a industrialização; - Greve de 1917; - Morte de Rodrigues Alves antes de tomar posse assumindo o vice- presidente Delfim Moreira que convocou eleições; 2.8 – Epitácio Pessoa (1919 – 1922) - Lei de repressão ao Anarquismo para conter as greves; - Queda nas exportações; novo empréstimo e valorização do café; - Semana de Arte Moderna; - Fundação do PCB (1922); - Revolta do 18 do Forte de Copacabana. 2.9 – Artur Bernardes (1922 – 1926) - Permanente estado de sítio (reforma constitucional - ampliou os poderes do executivo); - Eclosão de diversos movimentos tenentistas (Revolta de Isidoro Dias Lopes e a Coluna Prestes) – visava combater o regime vigente; - Intervenção no Rio Grande do Sul – onde assinou o Pacto de Pedras Altas; 2.10 – Washington Luís (1926 – 1930) - “Governar é abrir estradas” e a “questão social é um caso de polícia”; - Inflação e crise econômica (crise de 29 e superprodução do café); - Sucessão: rompimento da política café-com-leite Júlio Prestes (PRP) e Getúlio Vargas (Aliança Liberal); - Vitória do PRP e insatisfação das oligarquias dissidentes (tenentistas e camadas urbanas); Iv - A Questão Social na República Velha – Introdução: “O continuísmo político da República Velha esteve longe de suprir as necessidades da grande massa da população brasileira. Durante esse período, a exclusão social gerada pelo regime propiciou o surgimento de 8
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus revoltas, demonstrando o descontentamento das camadas populares para com as oligarquias dominantes”. (PETTA e OJEDA.1999:207) 1 – As Tensões Sociais no Campo 1.1 – Guerra de Canudos (Ba) 1896 – 1897 - Governo de Prudente de Morais; - Fatores: Latifúndio, exploração, miséria, seca e abandono da população; - Movimento Messiânico liderado por Antônio conselheiro contra o governo e defendendo a instalação de uma sociedade igualitária, assim como a vinda de um Messias (catolicismo rústico); - Em 1893, conselheiro e seus seguidores se estabeleceram na antiga fazenda de Canudos fundando o Arraial de Belo Monte, onde a população encontrava solidariedade, conforto espiritual, abrigo e trabalho; economia baseada na agricultura e pecuária e o comércio de couro; - Canudos resistiu a três expedições, sendo destruída pela quarta expedição em (05/10/1897); - Euclides da Cunha escreveu “Os Sertões”; 1.2 – A Guerra do Contestado (19/12/1916): - Governo de Rodrigues Alves e Venceslau Brás; - A região de contestado era disputada pelo Paraná e Santa Catarina; - Representou a luta dos camponeses que foram expulsos da região pelos proprietários da empresa Brazil Railway para a construção de uma ferrovia; - Nesta época a população era formada por posseiros, desempregados da ferrovia e camponeses; - Em 1912, o monge José Maria fundou um núcleo de povoamento chamado Monarquia Celeste, onde pretendia preservar os valores da Monarquia até a volta do rei D. Sebastião; - Foi destruída pelo governo por parecer uma conspiração anti- republicana; 1.3 – Revolta de Juazeiro (1914) - Padre Cícero Romão era considerado protetor dos sertanejos e apoiava os coronéis; - Tinha suas origens no quadro de miséria e abandono da população rural; - Em 1911 elegeu-se prefeito de Juazeiro e firmou o Pacto dos coronéis, um acordo para manter a família Accioly no poder no Ceará; - Teve início devido à política das Salvações de Hermes da Fonseca que derrubou a família Accioly substituindo pela família Rabelo; 1.4 – O Cangaço: - Fenômeno típico do Nordeste, onde a miséria, a fome, a perda de terras e roças, as secas e as arbitrariedades dos coronéis geraram bandos que queriam fazer justiça com as próprias mãos; - A figura do cangaceiro tem sua origem no “cabra ou capanga” pagos para servir ao coronel. O cangaceiro ao contrário do coronel agia em beneficio seu e de seu bando e não defendia o latifúndio; - O mais famoso cangaceiro do período imperial foi Jesuíno Brilhante (defensor dos fracos e oprimidos - tinha o apelido de Robin Hood sertanejo); - Surgiram Antônio Silvino que entrou no cangaço para vingar a morte de seu pai e Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) onde foi massacrado na gruta de Angico (Sergipe); - Em geral, a idéia de vingança constituía a justificativa mais comum para a adesão do cangaço ou a volante (policiais que caçavam cangaceiros); 2 – Tensões Sociais na cidade: 2.1 – A Revolta da Vacina - Governo de Rodrigues Alves; - Devido aos recursos oriundos do Funding-Loan e a exportação da borracha, o governo federal, mandou sanear e urbanizar o Rio de Janeiro; - Ocorre a destruição das moradias populares no centro da cidade e sua população expulsa para dar passagem ao progresso; - Em outubro de 1904 foi aprovada a lei da vacina obrigatória e o médico Sanitarista Osvaldo Cruz promoveu o combate a varíola. 9
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - O estopim foi do poder aquisitivo e frustrações da população; 2.2 – A Revolta da Chibata (1910) - Governo de Hermes da Fonseca; - Foi a luta contra os castigos físicos aplicados aos marinheiros e contra os baixos salários; - Líder: João Cândido; - Os marinheiros amotinados assumiram o controle dos navios e ameaçaram bombardear a cidade, caso o presidente não atendesse as reivindicações. Ele prometeu atender e depois mandou prender o líder; - Alguns marinheiros foram mortos e deportados para regiões distantes do Rio de Janeiro; 2.3 – Greves de 1917 - Greves em São Paulo e Rio Janeiro, em reação ao alto custo de vida e aos baixos salários; - Sofreram influência da ideologia do anarcosindicalismo; - Reivindicavam aumentos salariais e legislação trabalhista; 2.4 – O Movimento Tenentista - Movimento da jovem oficialidade do exército de contestação ao domínio da oligarquia cafeeira, cujas ações expressavam os anseios de mudanças dos grupos sociais urbanos, especialmente aos ligados às classes médias; Combatia a corrupção na vida pública, defendia o voto secreto e o nacionalismo econômico; 2.4 – Revolta do Forte de Copacabana (Rj – 1922) - Primeira revolta tenentista; - Líderes: Euclides da Fonseca, filho do Marechal Hermes; - Causa: A prisão do Marechal Hermes da Fonseca e o fechamento do clube Militar; - Objetivo: Renúncia do candidato recém-eleito Artur Bernardes e ainda não empossado; 2.5 – Revolução Paulista de 1924: - Causa: Descontentamento contra o governo Artur Bernardes e exigiam sua renúncia. - Líder: Izidoro Dias Lopes e Miguel Costa; - Ocorreram combates violentos e com a chegada de reforço federal, os rebeldes se retiram para o interior integrando depois a Coluna Prestes; 2.6 – A Coluna Prestes - Ápice do movimento tenentista; - Líder: Luís Carlos Prestes e Miguel Costa; - Percorre o Nordeste e o centro do Brasil, incentivando a população a lutarem contra as oligarquias. Enfrentou exércitos sem perder uma batalha; - Com o fim do governo de Artur Bernardes, a coluna se desfez e os principais líderes refugiaram-se na Bolívia; V - A Cultura na República Velha - Papel da Igreja – fundar escolas, orfanatos e seminários; - Ciências: * Nina Rodrigues – medicinal legal; * Adolfo Luz e Emílio Ribas – pioneiros na pesquisa sobre a transmissão da febre amarela; * Osvaldo Cruz – erradicou a febre amarela no Rio de Janeiro; * Carlos Chagas – pesquisa sobre a doença transmitida pelo mosquito barbeiro; * Fundação do Instituto Marquinhos (Osvaldo Cruz) e Vital Brasil fundou o Instituto Butantã * Capistrano de Abreu e Afonso Taunay desenvolveram estudos sobre a história do Brasil; - Manifestações Artísticas; - Artes plásticas estiveram sob a influência das técnicas e dos temas da Belle Epoque européia; - Destaques: • Pedro Américo – A Batalha de Aval; • Vitor Meireles de Lima – Primeira Missa no Brasil e a Batalha dos Guararapes; - Música: 10
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus • A elite curtia as polcas e as valsas européias ou de compositores eruditos como: Carlos Gomes e Basílio Itaberê da Cunha; • Principais óperas de Carlos Gomes – “O Guarani”, “Maria Tudor”, “Fosca”; - Teatro: • Caracterizou-se pela improvisação cômica dos atores que não respeitavam o texto e as idéias do autor; • Principais destaques do Teatro de ator: Procópio Ferreira, Apolônia Pinto e Joaquim José da França Júnior que retratava os costumes de forma humorística; - Cinema: • Em 1896, o cinematographo foi lançado na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, onde foram feitos os primeiros filmes nacionais; - Futebol: • O foot-ball, esporte inglês, introduzido no Brasil por Charles Miller em 1894, passou a ser cada vez mais popular. Fundaram-se clubes como ªª Ponte Preta (1900), O Palestra-Itália (Palmeiras); - Carnaval; • Em 1917 foi gravado o primeiro samba do Brasil: Pelo telefone. Inicialmente foi muito criticado por quem queria continuar ouvindo as canções francesas, valsas ou modinhas; - Semana de Arte Moderna – (S. Paulo – 1922); SEGUNDO BIMESTRE VI - A CRISE DO CAPITALISMO - Introdução: “A década de 1930 seria atingida por uma das maiores crises econômicas da história capitalista, a chamada Grande Depressão. A crise favoreceu a polarização de forças no plano político, opondo de um lado as “frentes populares” e de outro os partidos fascistas. No plano das relações internacionais, os países fascistas efetivaram agressões expansionistas enquanto os países democrático-liberais promoviam uma política de apaziguamento”. 1 – Situação dos E.U.A após a Primeira Guerra Mundial: * Ascensão econômica americana; * O american way of life (modo de vida americano) caracterizado pelo grande consumo, difusão do consumo supérfluo e crescimento das cidades; 2 – Causa gerais da Depressão: * Superprodução agrícola e industrial; * Diminuição do consumo; * O crack da bolsa de Nova York; * Dependência econômica dos E.U.A – ocorrendo crises por causa da redução das importações americanas e repartimento dos capitais; 3 – O New Deal – Franklin Roosevelt. - Programa de recuperação que abrangia a agricultura, a industria, área social e previa uma intervenção do Estado na economia; VII – REGIMES TOTALITÁRIOS - Introdução: “O período entre-guerras assistiu ao aparecimento de um regime que procurou, pelo cerceamento às liberdades individuais, sustentar o capitalismo então em crise. Trata-se do fascismo, que, embora apresentando peculiaridades de país para país, instalou-se em vários Estados europeus, asiáticos e latino- americanos. Em nações como Alemanha, Itália e Japão, o fascismo desenvolveu uma forte atitude imperialista, em grande parte 11
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus responsável pela Segunda Guerra Mundial”. (MELLO e COSTA. 1999:314) 1 – Fascismo – Itália 1.1 – Origens: - A crise econômica do pós-guerra - inflação, recessão, desemprego e a perda de confianças nas soluções liberais; - Insatisfações com o resultado da guerra e o fortalecimento dos movimentos nacionalistas; - Em 1919, Mussolini fundou o Fascio di Combatimento que deu origem ao Partido Fascista e a formação das Squadras (camisas negras) que usavam da violência para atacar seus adversários; - As esquadras eram apoiadas pela burguesia; 1.2 – Ascensão do Fascismo: - Marcha sobre Roma e o rei Vitor Emanuel nomeou Mussolini para o cargo de primeiro ministro e no poder convocou eleições, onde os fascistas foram vitoriosos; - Denúncia de Matteotti, que foi assassinado; 1.3 – O Governo dos Fascistas: - Consolidação da ditadura por prisões, seqüestros e morte dos opositores, censura à imprensa e instituição do unipartidarismo; - Instituição da carta Del Lavoro (carta do trabalho) introduzindo o corporativismo; - No plano econômico promoveram a intervenção do Estado na economia/ obras públicas; - Em 1929 é assinado o tratado de Latrão, onde reconhecia a supremacia do Papa sobre o Vaticano; 2 – Nazismo – Alemanha: 2.1 – Origens: - Crise econômica – Ascensão da República de Weimar que enfrentou dificuldades financeiras, levando o governo a emitir papel-moeda agravando a inflação e o custo de vida; - Fundação do Partido Nazista em 1919 por Adolf Hitler, onde tentou chegar ao poder através do Putsch de Munique, onde foi preso e escreveu o livro Mein Kampf (Minha Luta) onde sistematizou a ideologia nazista; 2.2 – Ascensão do Nazismo: - Vitória eleitoral dos nazistas em 1930, onde Hitler torna-se Chanceler; - Incêndio no Reischtag (Parlamento) e noite dos Longos Punhais; 2.3 – Governo Hitler: - A morte de Hindenburg, Hitler proclama a criação do terceiro Reich (império); - Eliminou Todos os Partidos; - Colocaram em prática as leis de Nuremberg e criou campos de concentração; - Adoção dos planos quadrienais estimulou a expansão da industria, investimentos no setor bélico e um plano de obras públicas; 2.4 – Características: - Totalitarismo, Nacionalismo, Militarismo, corporativismo (Itália), Expansionismo, Anticomunismo e Racismo; 3 – Salazarismo – Portugal: - Ascensão de Antônio Salazar em 1933, onde instituiu o Estado Novo inspirado no fascismo, instituindo o corporativismo, suprimiu as liberdades e submeteu os sindicatos ao controle do Estado; - Em 1974 foi derrubado pela Revolução dos Cravos; 4 – Franquismo – Espanha: - Em 1931 foi proclamada a República; - As esquerdas uniram-se na Frente Popular vencendo as eleições de 1936 e adotaram um programa de Reforma agrária; - As forças de direita organizaram a Falange e liderados pelo General Franco inicia uma revolta, dando inicio a guerra Civil Espanhola; - O General Franco recebe ajuda de Hitler e Mussolini e as forças republicanas da Rússia; - Vitória dos Franquistas e destruição de Guernica que foi pintada por Pablo Picasso; 12
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus VIII - A Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) -Introdução: “O desfecho da Primeira Guerra Mundial não proporcionou a paz que se esperava. Primeiro, porque alguns países, sobretudo Alemanha e Itália, ficaram em situação econômica bem difícil; segundo, porque as disputas imperialistas que levaram ao primeiro conflito não foram resolvidas, e as potências continuavam disputando as áreas de dominação; terceiro, porque, após se reorganizar militarmente sob o governo nazista, a Alemanha estava novamente preparada para disputar seu espaço entre as nações mais poderosas do mundo”. (PETTA e OJEDA. 1999:234) 1 – Causas: - As frustrações e ressentimentos da Primeira Guerra Mundial; - A ineficiência da Liga das Nações para preservar a paz; - A política de apaziguamento colocada em prática pela França e Inglaterra; 2 – Blocos: - Eixo – Alemanha, Itália e Japão; - Aliados – Inglaterra, França, Estados Unidos, União Soviética e Brasil; 3 – As agressões na década de 1930: - Japão conquistou a Manchúria e invadiu a China; - Itália invadiu a Etiópia e ocupou a Albânia; - Expansão da Alemanha – ocupou a Renânia, participou da guerra Civil Espanhola, anexou a Áustria e exigiu os Sudetos; - Em 1939 assinou o Pacto Germano- Soviético e em seguida invadiu a Polônia; 4 – A Guerra: II – Fases da Guerra 1ª Fase (1939 – 1942) – marcada pelo domínio das tropas do eixo, verificado através das conquistas em relação à França, em 1940, o bombardeio da Inglaterra pela Luftwaffe. A estratégia utilizada pelos nazistas foi denominada de Blitzkrieg (guerra relâmpago). Em 1941, Hitler desrespeita o acordo com a União Soviética e invade o seu território. No mesmo ano o Japão bombardeia a base militar norte- americana no Havaí, Pear Harbor . 2ª Fase (1942 – 1945) – caracterizada pela ofensiva dos aliados com a entrada dos EUA e da URSS. Foram organizadas três frentes de batalhas: a 1ª frente chefiada pelos soviéticos na Europa oriental; a 2ª frente liderada pelas trapas aliadas na áfrica e no pacifico e a 3ª frente ao norte da Europa com o propósito de libertar a França dos nazistas, organizando o dia D, em 1944. Em 01 de maio de 1945 o exercito soviético derrota o exercito nazista em Berlim. No entanto, a guerra só terminou em agosto com os ataques atômicos no Japão, nas cidades de Hiroxima e Nagasáqui. 5 – Decisões Diplomáticas: - Conferência de Teerã – os líderes decidiram o desembarque na França e a ocupação da Normandia; - Conferência de Yallã – divisão da Coréia e reformulação do mapa europeu; - Conferência de Postdam – destino da Alemanha criando o Tribunal de Nuremberg e a divisão da Alemanha em zonas de influência; - Conferência de S. Francisco – criação da ONU; 6 – Conseqüências: - Redefinição da nova ordem mundial: Bipolarização; - Descolonização afro-asiática; - Guerra Fria; IX - A ERA VARGAS (1930 – 1945) 1 – Governo Provisório (1930 – 1934): - Nomeação de interventores e dissolução do Congresso Nacional, Câmaras Estaduais e Municipais; - Criação do conselho Nacional do café; Criação de dois Ministérios: o da Educação e Saúde e do Trabalho, industria e comércio; - Proteção ao café – queima de estoques; 13
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Revolução constitucionalista de 1932 – foi à reação paulista ao governo de Getúlio, que derrotou o movimento, mas convocou uma Assembléia constituinte; - Constituição de 1934: * Voto feminino, voto secreto; * Voto do mandato de segurança; * Representação Classista e direitos trabalhistas; 2 – Governo Constitucional (1934 – 1937): - Radicalização Político-ideológica: * Direita – Aliança Integralista Brasileira (Fascista – Plínio Salgado); * Esquerda – Aliança Nacional Libertadora (antifascista – Luís Carlos Prestes) que defendia a suspensão da dívida externa, nacionalização das empresas estrangeiras, reforma agrária e governo popular; - A Intentona Comunista de 1935 – teve como pretexto o fechamento da sede da ANL e foi reprimida com violência; - O golpe de 1937: * Pretexto: Plano Cohen e foi apoiado pelos militares; 3 – O Estado Novo (1937 – 1945): - Constituição de 1937 – (“a Polaca”) característica autoritária e antidemocrática; - Fortalecimento ao poder do Estado; - Criou a DASP (Departamento de Administração do Serviço Público) e o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda); - Política externa oscilando entre E.U.A e Alemanha; - Criou a polícia especial dirigida por Filinto Muller criou a CLT (43); - Intervenção do Estado na economia: nacionalismo, planejamento econômico, criação da Usina Siderúrgica de Volta Redonda e da Vale do Rio Doce (43); - Fundação da UNE (1938); - Participação do Brasil na segunda guerra: • Guerra ao EIXO • Envio da FEB e da FAB sob o comando do General Mascarenha de Morais; 4 – A Decadência do Estado Novo: - Passeata dos estudantes (1942); - Manifesto dos mineiros (43); - Primeiro Congresso Brasileiro de Escritores (45); - Queremismo (45); - Convocações de eleições e o surgimento de partidos: PSD, PTB, UDN; - Golpe de 45, afastamento de Vargas e o poder passa para José Linhares; X – DESCOLONIZAÇÃO AFRO- ASIÁTICA - Introdução: “O século XX assinalou, simultaneamente, a decadência do colonialismo europeu e a ascensão do nacionalismo nos países coloniais que, após a Segunda Guerra Mundial, iniciaram o processo de descolonização africano e asiático. Os jovens Estados que emergiram da descolonização constituíram o bloco do Terceiro Mundo, que enfrenta atualmente as seqüelas do subdesenvolvimento, da dependência e do neocolonialismo”. (MELLO e COSTA. 1999:382) 1 – Causa: - Declínio do poderio europeu após a guerra; - Ascensão do Nacionalismo afro- asiático; - Emergência das superpotências: E.U.A e URSS; - A conferência de Bandug (1955) – debateu os problemas do terceiro mundo e apoio ao anticolonialismo; 2 – Características: - Guerras de libertação Nacional; - Independência por meios pacíficos; 3 – Descolonização Asiática: 3.1 – Índia (1947): - A luta foi inicialmente liderada pelo partido do congresso fundado em 1885 de população hindu. Em 1906 foi criada a liga mulçumana; - O movimento da Índia foi liderado por Mahatma Gandhi, que defendia métodos não violentos de luta, como a desobediência civil e resistência pacífica; 14
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Independência e divisão da Índia em: Índia, Paquistão e Srilanka. Permaneceram os conflitos étnicos e religiosos; 3.2 – Indonésia: - Foi liderado por Sukarno, que instalou uma democracia dirigida e aproximou- se da China; - Shuarto derrubou o governo, instalou uma ditadura e anexou o Timor Leste em 1975; 3.3 – Indochina: - Colônia francesa formada pelo Laos, Camboja e Vietnã; - A luta foi liderada por Ho Chi Min que fundou a Liga Revolucionária para a independência do Vietnã (Vietminh), onde a França não reconhece a independência; - A conferência de Genebra decidiu pela independência dos países e pela divisão do Vietnã; - A guerra civil (Vietnã do Norte e Sul) contribuiu para a reunificação em 1976 com a vitória dos Vitcongues e instalação de um governo comunista; 4 – Descolonização da África: 1 – Argélia: - Entre 1952 e 1956 desencadearam-se as lutas contra o domínio francês, sob a liderança da Frente de Libertação Nacional. Em 1962, a França concedeu a independência; 2 – Congo: - Vendido pelo rei belga ao próprio governo, após muitas lutas conquistou a independência; 3 – África Portuguesa: - Angola – as lutas foram lideradas pela MPLA (Movimento Popular pela Libertação de Angola) que após várias lutas conseguiu a sua independência em 1975; - Moçambique – FRELIMO – (Frente pela Libertação de Moçambique) liderada por Eduardo Mondlane; TERCEIRO BIMESTRE XI – REPÚBLICA DEMOCRÁTICA POPULISTA (1946 – 1964) - Introdução: “Entre 1946 e 1964, a sociedade brasileira tentou, de maneira inédita, a implantação de um modelo democrático no processo político da nação. O fim da ditadura do Estado Novo, a vitória das democracias na Segunda Guerra Mundial e a influência do american way of life marcaram esse período”. I – Eurico Gaspar Dutra (46 – 51): - A Constituição de 1946: * Preservação da estrutura fundiária; * Liberal – conservadora; * Promulgada; mandato de cinco anos; voto secreto; federalismo; liberdade de expressão; direito de greve e livre associação sindical; - Plano SALTE (saúde, alimentação, transporte e energia); - Rompimento das relações diplomáticas com a URSS; - Criação da OEA; - Missão Abbink; - Política econômica marcada pelo liberalismo, e a partir de 1917 ocorre à volta do Intervencionismo estatal; 2 – Segundo governo de Vargas (51 – 54) - Eleito pelo PTB/PSP, mas Carlos Lacerda (UDN) tenta impedir a posse; - Política econômica – nacionalismo, intervencionismo e industrialismo; desenvolvimento da industria de base; - Criação da Petrobrás (1953) – “O petróleo é nosso”; - Criação do Banco Nacional de desenvolvimento econômico BNDE; - Plano LAFER – investimento nos setores de base, em transporte e energia; - Criação da SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito); - Reajuste de 100% no salário mínimo (1954) – Ministro do Trabalho: João Goulart, os militares lançam o manifesto dos coronéis; - Crime na rua Tonoleiros (05/agosto/1954) atentado contra Carlos Lacerda; - Suicídio de Vargas – (24/agosto/1954); 3 – Café Filho (56): 15
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Período de turbulência social e política; - Café Filho (vice): Carlos Luz (presidenta da Câmara) e Nereu Ramos (presidente do Senado). A instabilidade foi contornada pelo general Teixeira Lott; - Programa de combate à inflação que incluía a restrição ao crédito e contenção aos gastos públicos; 4 – Juscelino Kubitschek (56 – 61); - Lema “50 anos em 5”; - Plano de Metas – conjunto de programas de desenvolvimento econômico setorial, energia, transporte, industria, educação e alimentação; - Inauguração de Brasília (24 – 04 – 1960); - Criação da SUDENE; -Implantação da industria automobilística; - Abertura da economia ao capital estrangeiro – submissão político – econômica aos E.U.A; - Criação da operação Pan-Americana (OPA) visava obter o apoio financeiro dos E.U.A, para o desenvolvimento econômico da América Latina; - Descontrole inflacionário; - Desenvolvimento cultural: * Destaque para a temática social: Guimarães Rosa, Jorge Amado; * Surgimento da Bossa Nova; * Surgimento do Cinema Novo; * Em 1958 o Brasil foi campeão mundial de futebol; * Éder Jofre tornava-se campeão de boxe na categoria “peso-galo”. 5 – Jânio Quadros – 1961: - Eleições de 1960 - Jânio Quadros tinha como símbolo uma vassoura para “varrer a corrupção”. - Política externa independente; - Condecoração de Che Guevara com a ordem do Cruzeiro do Sul; - Programa de estabilização econômica com a redução de despesas e compressão de salários; - Política interna: * Proibiu a briga de galo no Brasil; * Proibiu o uso de lança-perfume no carnaval; * Proibiu o uso de biquinis nas praias; - Economia Anti-inflacionária ortodoxa. - Renúncia de Quadros após sete meses de governo; 6 – João Goulart (1961 – 1964) - A crise do populismo e a organização da campanha da legalidade por Leonel Brizola e a campanha dos militares apoiados pela UDN para impedir a posse; - Posse de Goulart em 7 – setembro de 1961 e com a realização do Plebiscito em janeiro e a volta do presidencialismo; - Elaboração do Plano Trienal elaborado por Celso Furtado para a retomada do crescimento econômico e a buscar a estabilização; - Programa de Reforma de Base: agrária, administrativa, urbana, bancária e educacional; - Promulgação do Estatuto do Trabalhista Rural; - Criação da Eletrobrás; - Articulação com a frente de mobilização popular, CGT, UNE e ligas camponesas (NE); - Atuação de organizações antigovernistas de caráter burguês: Instituto de Pesquisa e Estatuto Sociais (IPES), Instituto Brasileiro de ação Democrática (IBAD); - Goulart busca apoio popular no comício de 13/março/64; - Em 19 de março – Marcha da família com Deus pela liberdade; - 31 de março começa em Minas Gerais a mobilização militar que derruba João Goulart; XII – GOVERNOS MILITARES (1964 – 1967) - Introdução: “Após a derrubada do governo João Goulart, a República Militar instalada suprimiria paulatinamente as liberdades democráticas e imporia um modelo econômico concentrador de rendas e aberto ao capital internacional. A República Militar durante seus 21 anos de existência modernizaria a economia brasileira à custa do sacrifício dos setores populares e da ampliação da dependência em relação ao capital internacional”. (MELLO e COSTA. 1999:349) 1 – Castelo Branco (1964 – 1967): 16
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Publicação dos Atos Institucionais: * A1 – Suspensão dos direitos políticos; * A2 – Extinção dos partidos políticos e criou a ARENA e MDB; * A3 – Eleições indiretas para governador; * A4 – Determinou a forma a ser votada a constituição; - Instituição do PAEG – Plano de Ação Econômica do Governo: * Controle do déficit público e da inflação; * Estimulo as exportações e retomada do crescimento econômico; - Promoveu a operação limpeza do país; - Instituição do FGTS; - Criação do Banco Central e do SNI (Serviço Nacional de Informação); 2 – Costa e Silva (67 – 69): - Constituição de 1967; - Instituição da lei de imprensa e da lei de Segurança Nacional; - Articulação da Frente ampla organizadora por Carlos Lacerda, Kubitschek e Goulart visando reconduzir o país à democracia; - Movimento estudantil de 1968 e a passeata dos cem mil no Rio de Janeiro; - Ato Institucional nº 5; - Estruturação da Guerrilha Urbana – Carlos Marighela e a adesão de Carlos Lamarca; - PED – Plano Estratégico de Desenvolvimento; 3 – Médici (69 – 74): - Apogeu da ditadura e a repressão política; - Criação do PIN (Plano de Integração Nacional) e do PIS (Plano de Integração Social); - Criação do MOBRAL; - Ponte Rio – Niterói, transamazônica e ampliação do território marítimo para 200 milhas; - I PND – Plano Nacional de Desenvolvimento: * Maior presença do Estado na economia; * Modernização industrial; * Expansão da renda e competitividade externa da economia nacional; - Milagre econômico: * Brasil avança a níveis de crescimento do Primeiro mundo; * Crescimento econômico em todos os setores (industria, comércio e agricultura). Brasil nos anos 70, oitava economia do mundo; * Suporte do milagre – empresa estatal (autuação na siderúrgica, petroquímica e comunicação); Empresa Nacional (investimento em bens de consumo duráveis e não duráveis: agricultura de exportação) e capital estrangeiro (atuação das multinacionais); * Declínio do Milagre – queda dos investimentos, altas de juros, aumento do preço do petróleo, alta inflação e dependência do crédito externo. - A reação a Ditadura: * Guerrilha urbana; * Guerrilha rural; 4 – Ernesto Geisel (74 – 79): - Retorno da democracia lenta, gradual e segura; - II PND – Plano Nacional de Desenvolvimento: * Continuidade do processo de modernização; * Apoio ao capital Nacional e estrangeiro; - O fim do milagre e o inicio da crise; - Instituição do Proálcool; - Programa Nuclear (Angra I e II) – acordo com a Alemanha; - Ferrovia do aço; - Vitória eleitoral do MDB em 1974; - Publicação do pacote de abril de 1977: * Senadores biônicos (1/3 do senado); * Lei falcão; - Assassinato de Wladimir Herzog e Manuel Fiel Filho – reflexos da repressão política - Ondas de greves no ABC lideradas por Lula. - Revogação do A5; 5 – João Batista Figueiredo (79 – 85): - Continuidade da abertura; - Pressões para a volta da democracia; - Em 1979 intervenção no sindicato do ABC e no ano seguinte prisão de Lula; - Aprovação da lei da anistia (1980); - Reformas partidária – PDS, PMDB, PTB, PT, PDT; 17
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Extinção dos senadores biônicos, voto vinculado e eleições diretas para governador em 1982; - Atentados à bomba: Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Sede da OAB e Rio centro; - O fortalecimento dos movimentos sindicais: criação da CUT e CONCLAT e os prefeitos formam a Frente Municipalista Nacional pela luta da autonomia financeira municipal; - Na área econômica – III PND, incentivo a novas alternativas no campo dos combustíveis e medidas se austeridades; - A campanha pelas diretas já – Emenda Dante de Oliveira; - Transição conciliadora – Paulo Maluf (PDS) e Tancredo Neves (PMDB + PFL); QUARTO BIMESTRE XIII - A NOVA REPÚBLICA - Introdução: “Os cinco anos do governo Sarney efetivaram a transição para a democracia. Ao final de sua gestão (1990) uma nova Constituição estava promulgada e realizou-se a primeira eleição direta para presidente da República desde 1960. As instituições democráticas mostraram-se suficientemente consolidadas para suportar um surto hiper-inflacionário, a destruição de um presidente pelas vias legais previstas na própria Constituição e a posse de seu sucessor, também respeitando-se as normas vigentes. A estabilização da moeda e a solução dos graves problemas sociais passaram a ser os grandes desafios da Nova República”. ( MELLO e COSTA. 1999:393) 1 – José Sarney (1985 – 1990): - Transição democrática e medidas para retirar o entulho autoritário: * Convocação de uma Assembléia Constituinte; * Eleições em todos os níveis; * Liberdade partidária; - Economia: * Plano cruzado (Dílson Funaro) nova moeda; cruzado; congelamento de preços e salários, aumento do consumo, falta de produtos (ágio e estocagem especulativa) e fim da ORTM e criação da IPC; * Plano cruzado II – descongelamento de preços, aumento de impostos; * Plano Bresser – congelamento de preços por 90 dias e fim do subsídio do trigo; * Plano verão – Maílson da Nóbrega – nova moeda (cruzado Novo), congelamento de preços e salários e elevação das taxas de juros. Todos resultaram na hiperinflação; - Reabertura de processos sobre tortura, greves, assassinato de Chico Mendes em Xapuri; - Constituição de 1988: • Conquistas sociais; • Voto aos analfabetos. 2 – Fernando Collor (1990 – 1992): - Características: Neoliberal e Neopopulismo; - Plano Collor – Zélia Cardoso de Melo: • Confisco das cadernetas de poupança por 18 meses; • Nova moeda: Cruzeiro; • Aumento de impostos; • Abertura ao capital estrangeiro. - Plano Collor II: • Novo congelamento do IOF; • Aumento das tarifas públicas; • Redução das tarifas de importação; - ECO 92 no Rio de Janeiro; - Extinção da lei de Sarney de incentivo a cultura; - Denúncia de corrupção – Impeachment (papel dos estudantes – movimento caras pintadas); 3 – Governo Itamar Franco (1992 – 1994): - Plano Real – FHC (criação de uma nova moeda e dolarização da economia); - Realização do Plebiscito; - Abertura de CPTS e processos contra a corrupção; - Campanhas da sociedade civil: ação da cidadania contra a miséria e fome (Betinho); 18
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus 4 – Governo de FHC (1995 – 2003): - Revisão constitucional; - Programa comunidade solitária; - Quebra do monopólio estatal do petróleo, nas telecomunicações; - Indenização a familiares mortos e desaparecidos políticos; - Novo código Brasileiro de Trânsito e o código civil Brasileiro; - Continuação das Privatizações – Cia, Vale do Rio Doce, Telebrás; - Aumento do desemprego; - Massacres: Eldorado do Carajás, Corumbiara e greves (petroleiros, professores universitários), marcha dos Sem Terra a Brasília e marcha dos 100 mil, e gritos dos excluídos; 5 – O segundo mandato de FHC - Em 1997 o congresso aprovou emenda à constituição permitindo a reeleição para presidente, governadores e prefeitos. - Vitória de Fernando Henrique no primeiro turno com 53% dos votos contra 31% de Lula. - Colapso da economia mundial e brasileira. - Aumento do desemprego e da violência. - Crise de abastecimento de energia (apagão). - Alguns avanços de seus dois mandatos: * Implementação de programas de combate à AIDS; * Queda na taxa de mortalidade infantil; * Queda nos índices de analfabetismo; * Aprovação da LDB; * Aprovação, em 2000, da lei de responsabilidade fiscal. 6 – O Governo Lula (1° mandato) - Crise política: atingido pelas denúncias de corrupção do deputado Roberto Jefferson, o governo de Lula enfrentou grave crise em meados de 2005, perdendo seus dois principais ministros: Antônio Palocci e José Dirceu, ambos do PT. - Economia: Lula manteve as linhas gerais de seu antecessor. Garantiu o superávit primário (arrecadação menos gastos) para pagar a dívida pública e preservou as metas de inflação, o que, apesar do cenário externo favorável, fez com que o país crescesse pouco. - Gastos públicos: como conseqüência do superávit, houve forte contenção de gastos com educação, saúde e saneamento básico. Investimentos em infra-estrutura, necessários para o país superar deficiências básicas, também foram contidos. - Reforma Agrária: Lula assentou 81,7 mil famílias por ano, em média, 17% a mais do que seu antecessor. O número de famílias sem terra acampadas cresceu para 230 mil famílias (um milhão de pessoas). XIV – A AMÉRICA LATINA E AS LUTAS SOCIAIS -Introdução: “A excessiva exploração das camadas pobres, realizada pelas elites nacionais em aliança com o capital estrangeiro, tem sido, historicamente, fator de revoltas e de formação de grupos revolucionários que têm por objetivo mudar o governo e expulsar os exploradores externos”. - Em termos gerais, foram poucas alterações na estrutura econômico- social da América no início do século XIX. 1 – México: - A revolução iniciada em 1911 resultou da política econômica do governo de Porfírio Díaz, com intensa concentração fundiária e entrada de elevadas somas de capital estrangeiro voltadas para a exploração e controle dos recursos minerais e produção de artigos para a exportação; - A revolução mexicana foi chefiada inicialmente por Francisco Madero, a revolução radicalizou-se com a exigência de reforma agrária por parte dos camponeses liderados por Emiliano Zapata e Francisco Vílla; - Mesmo sofrendo forte oposição e dos Estados Unidos, consolidou-se através da Constituição de 1917, promulgada por Carranza que legitimava as conquistas da revolução; 2 – Cuba: - Ditadura de Fulgêncio Batista; - Fidel Castro tentou tomar de assalto o quartel de Moncada, foi preso, onde 19
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus retomou e junto com Che Guevara organizou guerrilhas contra o governo, recebendo apoio dos camponeses e trabalhadores urbanos, derrubando Fulgêncio Batista; - No governo Fidel, decretou reforma agrária, urbana e rompeu com os E.U.A, que tentou derrubar o novo governo através da invasão da Baía dos Porcos, que fracassou e foi imposto um bloqueio econômico; - Enfrenta atualmente o desafio de seguir construindo praticamente o socialismo; 3 – As Ditaduras: - Durante esse ciclo, a perseguição política, a anulação dos democráticos, a tortura, o desaparecimento de opositores se tornavam regra na vida política do continente; - No campo econômico abriu a economia ao capital estrangeiro e implantação de um modelo econômico baseado na alta concentração de renda, e no achatamento dos salários; - Exemplos, Galtiere na Argentina, Augustos Pinochet no Chile, Anastácio Somoza Nicarágua; 4 – Populismo: - Exemplos: Vargas (Brasil), Perón (Argentina) e Lázaro Cárdenas, (México); - Os governos prometiam a realização de amplas reformas econômicas de cunho nacionalista, rápido desenvolvimento industrial e diminuição dos conflitos sociais; - Argentina – Perón: * Colocou em prática o justicialismo (programa social) fez concessão aos trabalhadores, apesar de seus órgãos representativos (sindicato e CGT) serem controlado pelos trabalhadores; * Na área econômica estimulou a industrialização e nacionalizou empresas estrangeiras; * Em 1955 foi deposto por um golpe militar, sendo novamente eleito em 1973; * Em 1983 foi eleito Rául Afosín (Plano Austral) e Carlos Menem (1989) que colocou em prática o Plano Carvalho integrando o país ns princípios do neoliberalismo; 5 – Chile: - Eleição de Salvador Allende em 1970 que colocou em prática um programa de nacionalização reforma agrária com objetivo de implantar um governo socialista; - Sofrendo oposição dos E.U.A e da sociedade burguesa que realiza a marcha das Panelas Vazias; - Foi derrubado em 11/setembro de 1973, por um golpe liderado por Augusto que instalou uma ditadura até 1988; XIV – A CRISE DO SOCIALISMO - Introdução: “No final da década de 1950, Nikita Kruchev, sucessor de Stalin no Cargo de secretário-geral do Partido Comunista Soviético (PCUS), costumava dizer que a URSS logo alcançaria e superaria o desenvolvimento dos EUA, garantindo, assim, a vitória do comunismo sobre o capitalismo. Mas, apesar de todos os esforços e dos êxitos obtidos pela economia soviética em vários setores, a previsão de Kruchev não se confirmou. Além de nunca ter alcançado os EUA, a URSS se revelou um império frágil, incapaz de acompanhar a revolução tecnológica que caracterizou os últimos trinta anos no mundo capitalista”. (FIGUEIRA. 2002:394) 1 – O Governo de Gorbatchev: - A situação econômica – a partir de 1970, a economia apresentava taxas de crescimento cada vez menores; - Reformas – Glasnot; - Perestroika; - A reação Stalinista – as forças conservadoras promoveu um golpe liderado pelo vice-presidente Guennadi Yanayev que assumiu o poder e Boris Yeltsin procurou liderar a população contra o golpe; - Em 19991 as repúblicas bálticas – Letônia, Lituânia e Estônia proclamaram a independência e no mesmo ano foi criada a comunidade de Estados Independentes decretando o fim da União Soviética e Boris Yeltsin torna-se presidente da Rússia; 20
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - Boris Yeltsin acelerou a transição do socialismo burocrático de Estado para o capitalismo, abolindo os controles dos preços e privatizando as empresas estatais. Paralelo a essas transformações crescia a inflação, desemprego e as tensões regionais, e em 1998 a economia entrou em colapso provocando a queda das bolsas, e o governo recorreu a empréstimos. 2 – As mudanças no Leste Europeu: - 2.1 – Polônia – a oposição ao regime - Foi conduzida pelo Sindicato Solidariedade liderada por Lech Walessa que em 1990 foi eleito presidente por voto popular. - 2.2 – Alemanha – em 1989 derrubaram o Muro de Berlim e no ano seguinte foi aprovada a reunificação; - 2.3 – Iugoslávia: Formada pela Sérvia, Eslovênia, Croácia, Macedônia, Bósnia-Herzegovina e Montenegro, onde viviam diversos povos e etnias; sérvios (cristãos ortodoxos), eslovenos (católicos), bósnios (muçulmanos); - Apesar das diferenças permaneceu até 1980, sob liderança de Tito, e após a sua morte foi estabelecido um sistema de rodízio no governo; - Em 1991, os sérvios se opuseram que um croata assumiu o poder, e ao mesmo tempo a Croácia e a Eslovênia proclamaram a sua independência; - O presidente Milosevic da Sérvia declarou guerra aos croatas e eslovenos. No ano seguinte a Bósnia e a Macedônia se declararam independentes, ficando a Sérvia e Montenegro formando a nova Iugoslávia; - A declaração de independência da Bósnia provocou um conflito entre a os bósnios e os sérvios que viviam na região, dando origem a Guerra de Kosovo. Milosevic promoveu a limpeza étnica a expulsando a população albanesa e muçulmana provocando a intervenção da OTAN e os conflitos foram suspensos em 1995 com o acordo de Payton. 2.4 – Tchecoslováquia: - Em 1968 a população iniciou um movimento – Primavera de Praga, onde reivindicava um socialismo humanizado. O país sofreu a intervenção do Pacto de Varsóvia (Brejnev) provocando o fim do conflito e desposição de Dubcek; - Em 1989 devido às pressões populares, o presidente renunciou e Dubcek foi eleito presidente, processo que ficou conhecido como Revolução de Veludo; 2.5 – China: - Dominada pelos europeus desde a Guerra do Ópio; - A guerra civil entre os comunistas e socialistas contribuiu para que após a Longa Marcha, Mão-Tse-Tsung proclamasse a República Popular da China em 1949; - Mão-Tse-Tsung realizou a reforma agrária, abolição dos privilégios feudais, educação obrigatória e as bases da industrialização; - Em 1958, o governo lançou o Grande Salto para Frente, programa que pretendia aumentar a produção agrícola e de que acabou fracassando; - Enfraquecido Mão-Tse-Tsung deflagrou a Revolução Cultural – um movimento de massas contra os seus adversários a quem clamou de agentes da burguesia infiltrados no Partido Comunista. Através desse movimento, afastou os opositores e fortaleceu o governo; - Em 1976, com a morte de Mão-Tse- Tsung, teve início o processo de “desmoralização” em que afastou os adeptos da Revolução Cultural e a partir de 1978 deu início à abertura comercial e um programa de reformas econômicas, procurando a modernização da indústria, agricultura, da defesa e da produção cultural. XV - TENSÕES E CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO - Introdução: “O Oriente Médio se configurou, ao longo do século XX, numa das áreas mais conflituosas do mundo. Parte das razões para isso tem fundamento histórico. O lugar é berço de três das mais importantes religiões da atualidade, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. As 21
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus diferenças existentes entre essas religiões servem como pano de fundo para disputas políticas entre os povos da região. Outra característica é a cobiça que o Oriente Médio desperta, há séculos, nas potências mundiais, devido às suas riquezas e à posição geográfica estratégica (...)” (FIGUEIRA. 2002:418) 1 – A Questão Árabe – Israelense: - As tensões são originadas por conflitos político-religiosos, imensas reservas petrolíferas e ascensão do nacionalismo islâmico; - Após a Primavera Guerra, o território ficou dividido em áreas de influência entre os ingleses e franceses. A Mesopotâmia (Iraque), Palestina e Transjordânia (Jordânia) ficaram submetidas à Inglaterra, enquanto a Síria e o Líbano, à França. Aos poucos alguns países tornaram-se independentes; Líbano (1941), a Síria e a Jordânia em 1946 e o Kuwait em 1961; - Em 1948, por decisão da ONU foi criado o Estado de Israel em território palestino (habitado por maioria árabe, junto com minorias de judeus e cristãos). Em 1945, os países da região tinham fundado a Liga Árabe para enfrentar o expansionismo judeu na região (mov. Sionista); - A Primavera Guerra Árabe-israelense (1948-1949) – em represália a criação do Estado de Israel, a Liga Árabe (Egito, Síria, Líbano, Transjordânia e Iraque) invadiu a Galiléia, Israel ampliou seu território anexando parte da palestina e a outra parte ficou com a Jordânia que ocupou a Cisjordânia e a faixa de Gaza e o restante ficou com o Egito; - A principal conseqüência foi a fuga dos palestinos das áreas incorporadas por Israel; - Segunda Guerra Árabe-Israelense ou Guerra de Siiez (1956), onde Israel ocupa a Península do Sinai; - Em1967, ocorre a Guerra dos Seis Dias – a organização para a libertação da Palestina (O L P) promove ataques a Israel apoiado pelos sírios. Nessa guerra Israel ocupa a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã. - Em 1973, ocorre a Guerra do Yom Kippur (Dia do Perdão) – tropas da Síria e do Egito ataca Israel que vence a guerra. - Em 1979, Israel e Egito assinam o acordo de Camp David onde previa a devolução da Península do Sinai ao Egito e autonomia aos palestinos de Gaza e da Cisjordânia. Houve protestos por parte de outros países; - A Intifada – ocorreu em Gaza em 1987 motivadas pelo o atropelamento e morte de quatro palestinos por israelenses. Yasser Arafat é eleito autoridade Nacional Palestina. 2 – A Revolução no Irã: - Em 1978, revolucionários liderados pelo aiatolá Khomein derrubaram o governo do Xá Reza Pahlev (aliado dos E.U.A.) implantando um regime baseado nos princípios islâmicos; - Em 1979, Iranianos xiitas invadiram a embaixada dos E.U.A e, Teerã, mantendo seus funcionários como reféns durante meses; - No ano seguinte ocorre a guerra Irã – Iraque. 3 – A Guerra do Golfo: - Teve como causa a invasão do Kuawait pelo Iraque que alegava deslealdade na política petrolífera do Kuawait que vendia seu petróleo a preços baixos; - Diante da ocupação, a ONU decretou embargos ao Iraque e ordenou a retirada das tropas invasoras; - Sem sucesso, os E.U.A comandaram a operação Tempestade no Deserto (George Bush), onde sem condições de resistir, Saddam Hussein ordenou a desocupação do Kuawait e tornou-se inimigo dos americanos; - Em 1998, o Iraque foi invadido pelos E.U.A (Operação Raposa no Deserto (Bill Clinton) por ter expulso técnicos norte – americanos que fiscalizavam em nome da ONU, a existência de armas químicas; - George W. Bush articulou uma coalizão internacional contra o terrorismo, após o 11 de setembro de 2001, para capturar Osama Bin Laden, e por isso invadiu o Afeganistão, devido à recusa do Teleban a entrega-lo para julgamento. 22
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus XVI – A GLOBALIZAÇÃO Introdução: “A formação de grandes grupos econômicos, que englobam várias nações, não se deu por causa do fim da bipolarização mundial. Esse processo já vinha se organizando há bastante tempo. Os países da Europa que formavam a Comunidade Econômica Européia (CEE), já estudavam essa questão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em outras partes do mundo, essas negociações também já eram antigas. O fim da Guerra Fria foi um acontecimento paralelo, mas não determinante, da globalização econômica”. (PETTA e OJEDA, 1999:283) - Etapas da internacionalização do capitalismo: * Grandes Navegações, séculos XV e XVI (Expansão do capitalismo comercial); * Imperialismo, século XIX (Expansão do capital financeiro e pela divisão internacional do trabalho); * Segunda Guerra Mundial (Expansão do capitalismo através do poder militar e econômico dos EUA). * Fim da Guerra Fria (Início de uma nova fase denominada globalização, marcada pela expansão do capitalismo e pela intensificação do comércio internacional). - O processo de Globalização: * Formação de gigantescos grupos econômicos; *Formação de empresas tansnacionais; * Comércio em escala mundial; * Informação ao alcance de todos. - Problemas da globalização: desemprego; não favorece a distribuição da riqueza entre os países; aumento da exclusão social, etc. HISTÓRIA DE SERGIPE SERGIPE REPUBLICANO A Oligarquia Olimpista (1899- 1906) Nos primeiros anos do século XX, a política sergipana foi marcada pela presença de dois partidos políticos: Partido Republicano de Sergipe (cabaús) e pelo Partido Republicano Sergipense (pebas). A partir de 1900 o Monsenhor Olímpio Campos membro do Partido Republicano de Sergipe, conseguiu impor-se aos velhos políticos cabaús e tornou-se líder de seu partido. O Monsenhor foi Presidente do Estado, indicou os seus sucessores no governo, influiu poderosamente na eleição de deputados e elegeu-se senador da República. Nos municípios eram eleitos para os cargos eletivos os homens ligados a Olímpio Campos e os empregos públicos eram distribuídos entre seus correligionários. Manteve controladas as classes subalternas através do esquema de poder e repressão, apoiado nos coronéis. Procurou contemplar as classes dominantes, principalmente os senhores de engenho, com um plano de recuperação da economia açucareira. A Revolta de Fausto Cardoso (1906) A Revolta foi uma tentativa de golpe para derrubar o governo olimpista. Motivos: a longa permanência dos olimpistas no poder; a formação de um grupo mais radical da oposição; a criação do Partido Progressista: oposição radical ao olimpismo. Causa Imediata: visita pela primeira vez depois de eleito pelo partido dos pebas, do deputado federal Fausto Cardoso (natural de Divina Pastora e residente no Rio de Janeiro, foi professor e escritor.) Movimento de Revolta No dia 10.08.1906, um contingente da Polícia Militar iniciou a revolta, tomou o Palácio do Governo e depôs e Presidente. Formou-se um novo governo com membros das camadas médias urbanas do Partido Progressista. O movimento alcançou Maruim, Itabaiana, N. Srª das Dores, Laranjeiras, Rosário, Itaporanga, Propriá, capela, Riachuelo e Japaratuba. 23
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus Intervenção Federal Em 28.08.1906 o governo federal articulado com Monsenhor Olímpio Campos enviou uma força interventora para Sergipe, que depôs os progressitas, retomou as sedes municipais e repôs o olimpista Guilherme Campos na Presidência do Estado. Fausto Cardoso foi assassinado durante os embates militares da intervenção. Dois meses mais tarde os filhos de Fausto Cardoso assassinaram Olímpio Campos no Rio de Janeiro. O Governo de Graccho Cardoso (1922- 1926) Fazia parte do grupo político que dominou Sergipe de 1910 a 1930, o chamado Partido Republicano Conservador (PRC) Medidas: procurou modernizar a capital e atingiu em certa medida o interior do Estado (saneamento básico, abastecimento de água, urbanização e embelezamento de cidades, construção de estradas, pontes e escolas no interior). Revolta de 13 de Julho (1924) Movimento tenentista em Sergipe que depôs Gracho Cardoso, aderindo à revolta movida em São Paulo para depor o presidente da República Arthur Bernardes. Motivos: crise política vivida pelo Brasil a nível nacional; a presença do 28º BC de oficiais implicados na revolta do Forte de Copacabana (RJ): foco de propaganda do antiliberalismo (oposição ao Governo Federal). Causa Imediata: A participação de tropas do 28º BC na deposição do governador baiano J. J. Seabra, indignou os oficiais sergipanos que se sentiram instrumento da política vingativa e arbitrária do Presidente da República. Os rebeldes depuseram Gracho Cardoso e tomaram as cidades de Aracaju, Carmópolis, Rosário, Japaratuba, Itaporanga e São Cristóvão. Repressão Federal: Os revoltosos foram violentamente derrotados pelas forças militares e pelas tropas formadas pelos “coronéis” sergipanos. Conseqüências: divisão da sociedade sergipana em vencedores e vencidos; desgaste de Gracho Cardoso que se tornou mais submisso ao Governo Federal e aos “coronéis”. O Movimento Tenentista em Sergipe As revoltas tenentistas em Sergipe, 1924 e 1926 faziam parte do movimento nacional e foram lideradas pelos tenentes: Augusto Maynard Gomes e João Soarino e pelo capitão Eurípedes Lima. A Revolta de 1924 Em 13 de julho de 1924, oficiais do 28º Batalhão de Caçadores prenderam o governador do Estado, o Sr. Gracho Cardoso, o comandante da Polícia Militar e ocuparam o governo do Estado por aproximadamente um mês. Seguindo ordens nacionais do presidente Arthur Bernardes, as tropas nacionais comandadas pelo General Marçal de Faria, marchou para Sergipe, debelando a revolta e prendendo os conspiradores. Revolta de Augusto Maynard (19.01.1926) Motivos: a repressão ao movimento tenentismo, passagem da Coluna prestes pelo Nordeste. O Movimento: O tenente Augusto Maynard fugiu da prisão, comandou uma operação que a partir do controle do 28º BC, tentou tomar o Quartel da Polícia e depor o governo. A Repressão: Gracho Cardoso mobilizou as forças leais ao governo: Augusto Maynard foi ferido e os tenentes pediram rendição. O Cangaço em Sergipe O movimento do Cangaço aglutinou homens e mulheres através do sertão nordestino em peleja contra a polícia. As principais causas desse movimento se encontram na fome, falta de terras, dominação dos poderosos latifundiários. Esses homens e mulheres se embrenhavam pelo sertão a pé ou a cavalo, armados de facas, facões, revólveres e espingardas. Praticavam vingança, roubos, atacavam cidades para conseguir dinheiro e alimentos. Em 1928, Lampião e seu bando começaram a agir em Sergipe. Tendo como lugares preferenciais os municípios do sertão e do agreste. Entre eles: Porto da Folha, Poço 24
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus Redondo, Monte Alegre, Canindé, Gararu, Carira, Frei Paulo, Pinhão, Aquidabã e Capela. Uma dos fatos que contribuiu para o desenvolvimento do cangaço foi a existência dos coiteros, ou seja pessoas que os ajudavam lhes proporcionando: alimentos, bebidas, roupas, armas, hospedagem e esconderijo e informações. Dentre os combates entre cangaceiros e a volante, os mais significativos em Sergipe foram os de Maranduba, Cangaleixo, Zitaí, de Poço da Volta e Lagoa de São Domingos. Finalmente em 1938, uma volante de Alagoas conseguiu por fim as ações do bando de Lampião na gruta Angico em Porto da Folha (atualmente município de Poço Redondo), próximo ao rio São Francisco. A Revolução de 1930 em Sergipe O maior líder tenentista em Sergipe foi Maynard Gomes, que estava preso desde 1926. Contudo, nas eleições de 1930, os tenentes sergipanos apoiaram Getúlio Vargas, que graças às fraudes eleitorais perdeu para Júlio Prestes. O Estado nesse momento era governado pelo usineiro Manuel Dantas que buscou resistir. Em 16 de outubro de 1929, um avião sobrevoou Sergipe conclamando a população para apoiarem a revolução. Uma coluna de aproximadamente 2.000 soldados revolucionários marcharam para Sergipe, causando a fuga do governador Manuel Dantas para a Bahia, enquanto a força policial juntava-se a eles. Em 18 de outubro as tropas revolucionárias entraram em Sergipe, sob aclamação popular e Eronildes de Carvalho foi empossado como governador provisório, sendo depois substituído pelo general José Calazans. Após a posse de Getúlio, Augusto Maynard assume como Interventor. Grupos Políticos Após a Constituição de 1934, dois grupos políticos se formaram em Sergipe:  URS (União Republicana de Sergipe), o partido dos usineiros, junto com o PSD (Partido Social Democrático) de Leandro Maciel.  PRS (Partido Republicano de Sergipe) do interventor Augusto Maynard, formado pelo PSP (Partido Social progressista) de Gracho Cardoso e a APS (Aliança Proletária de Sergipe). Sergipe durante a 2ª Grande Guerra Durante o segundo conflito mundial houve um ataque da marinha alemã em águas sergipanas. O submarino U –507 comandado por Harro Schacht afundou cerca de nove embarcações na costa sergipana. Os ataques eram noturnos e os torpedos do submarino atingiram os navios mercantes. Os principais navios afundados foram: Baependy, Araraquara, Aníbal Benevolo, Bagé, Itagiba e Arara. Morreram aproximadamente 652 pessoas. Os cadáveres forma sepultados nas dunas dos Mosqueiro, dando origem ao primeiro cemitério de náufragos da América Latina. O Governo de Seixas Dórea (1962 1964) Procurou trazer recursos para Sergipe e conseguiu o início da exploração de petróleo em 1963, implantou várias escolas no interior. Incorporou-se à luta pelas reformas de base do presidente João Goulart ; Participou do comício de 13 de maio no Rio de Janeiro, no qual anunciou a realização da reforma agrária em Sergipe. Essas atitudes provocaram inquietação nos grupos conservadores. O golpe militar de 31 de março de 1964, que derrubou João Goulart, também depôs Seixas Dórea. A Ditadura Militar em Sergipe Durante o período dos governos militares foram indicados de forma indireta (biônica) alguns governantes para Sergipe. Dentre eles: Lourival Batista (1967-1970), Paulo Barreto (1975-1979) e Augusto Franco (1979- 1982). Preocupados com os movimentos de esquerda, as autoridades militares realizaram em 1975 a “Operação Cajueiro” que consistia na caça e prisão aos políticos, estudantes e intelectuais contrários ao regime. A tortura fazia parte do prato do dia. 25
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus - A partir de 1982 todos os governadores de Sergipe foram eleitos pelo voto popular: * João Alves Filho – PFL (1983 – 1987); * Antônio Carlos Valadares – PFL (1987 – 1991); * João Alves Filho – PFL (1991 – 1995); * Albano Franco – PSDB (1995 – 1999); * Albano Franco – PSDB (1999 – 2003); * João Alves Filho – PFL (2003 – 2007); * Deda (2007 ...) CADERNO DE ATIVIDADES PRIMEIRO BIMESTRE 01. (UFS – 2002) Analise as proposições abaixo. 00 – A crise balcânica de 1914 precipitou a Guerra entre a Tríplice Aliança (França, Inglaterra e Rússia) e Tríplice Entente (Alemanha, Áustria e Itália). 11 – A luta que se imaginava rápida, alongou-se, numa guerra de trincheiras. Os inimigos concentraram-se na produção de armas e equipamentos; pela primeira vez, a população se mobilizou, daí o nome de Grande Guerra. 22 – Os vencedores da Primeira Guerra de 1914 -1918 se reuniram em Paris para estabelecer as regras da paz. Não se tratava de um acordo com a Alemanha: a Alemanha não estava presente. O Tratado imposto aos alemães mutilava os catorze pontos da proposta de Woodrow Wilson. Criava áreas de atrito, como as reparações de guerra. 33 – A Revolução Russa de 1917 resultou da desagregação do regime czarista e da ação da oposição organizada, mas explodiu sob forma de revolta espontânea e imprevista das massas exasperadas pela guerra e pela miséria. 44 – Floriano Peixoto governou durante a 1ª Guerra Mundial, que trouxe a queda de importações e, como conseqüência, um pequeno surto industrial. 02. (UFAL – 2004) O mundo acompanhou a disputa presidencial nos Estados Unidos, e os defensores da democracia, da autodeterminação dos povos e da paz estão apreensivos com a reeleição de George Bush. Essa apreensão está relacionada às ações desenvolvidas por vários governos desse país ao longo da sua história. Identifique fatos que estejam relacionados à mensagem sugerida na ilustração. 0 0 – Visando atender às necessidades do capital industrial, os governos dos Estados Unidos iniciaram uma expansão imperialista na América Latina para garantir fontes fornecedoras de matérias-primas e mercado consumidor. 1 1 – A política expansionista dos Estados Unidos foi realizada com intuito de realizar a conversão dos latinos americanos à doutrina religiosa calvinista, vista como único caminho para civilizar os povos subdesenvolvidos. 2 2 – O processo de colonização do México pelos Estados Unidos representou um dos fatores fundamentais para a integração dos dois países ao NAFTA, em condições de igualdade social, política e econômica. 3 3 – Na defesa de interesses econômicos, políticos e estratégicos, governos dos Estados Unidos valeram- 26
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus se da política do big stick para intervir em vários países da América Latina, a partir do início do século XX. 4 4 – Durante a Primeira Guerra Mundial, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, adotou uma política agressiva contra os países latino-americanos que não os apoiassem na luta contra a Tríplice Entente. 03. (UFS – 2006) Analise a tabela abaixo. (Edgar Carone in Aguinaldo Kupfer o Paulo A. Chenso. Brasil:História Critica. São Paulo: FTD, 1998, p. 218) A Primeira Guerra Mundial acarretou profundas mudanças na economia brasileira, até então fundamentalmente alicerçada na agricultura de exportação. Com base nos dados da tabela e nos conhecimentos históricos, pode-se afirmar que: 0 0 – A conversão da indústria européia à produção bélica levou a uma diminuição gradual das importações brasileiras de produtos industrializados, com o conseqüente estimulo à produção nacional. 1 1 – Houve o aumento de preço dos produtos agrícolas exportados pelo Brasil, porém, as dificuldades de importação de máquinas, equipamentos e até de matérias-primas acabou por levar a uma desaceleração da produção industrial. 2 2 – O conflito criou condições para que se iniciasse no país o trabalho de coordenação e planejamento econômico, com ênfase no prosseguimento da industrialização por substituição de importação 3 3 – A abertura da economia ao capital externo acelerou a produção de produtos manufaturados para os países em guerra e consolidou o processo de industrialização do país. 4 4 – Grupos sociais urbanos se desenvolveram e passaram a ter uma importância inédita no país, convertendo-se, inclusive, em grupos de pressão política com atuação crescente, como os dos anarquistas que influenciaram a greve geral de 1917. 04. (UFS – 2008) Como conseqüências da Primeira Guerra Mundial ocorreram mudanças significativas no cenário mundial, em termos de geopolítica, economia e comportamento. Analise as proposições que abordam essas conseqüências. 0 0 - A expansão dos ideais liberais e democráticos favoreceu a ampliação da participação popular na política e possibilitou um maior equilíbrio entre os diversos governos que se estabeleceram na Europa nas décadas seguintes. 1 1 - Os altos índices de desemprego, as taxas de mortalidade e os danos materiais causados pela guerra abalaram profundamente o papel da Europa como potência mundial, dando lugar à ascensão dos Estados Unidos e do Japão. 2 2 - A criação da Liga das Nações, por iniciativa do governo norte-americano, cujo objetivo era fomentar acordos e evitar conflitos armados, contou com a participação apenas dos países vitoriosos mas se transformou, posteriormente, na Organização das Nações Unidas. 3 3 - O impulso ao neocolonialismo ocorreu como uma tentativa de recuperação política e econômica, por parte dos países derrotados, em função das perdas territoriais causadas pelo surgimento de novos países e das restrições determinadas pelo Tratado de Versalhes. 4 4 - A descrença generalizada e a precariedade das condições de vida na Europa, após a guerra, intensificaram sentimentos de revanchismo, que somados a forte nacionalismo, 27 Ano Nº de estabelecimentos Nº de operários 1889 <(1) 636 1907 (3) 3.250 150.841 1914(1 1 7.430 153.163 1920 (2) 13.336 275.512
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus culminaram na ocorrência de movimentos fascistas. 05. (UFS – 2003) Analise as afirmações sobre a Revolução Russa de 1917. 0 0 – O processo da revolução teve duas fases distintas: na primeira fase, destaca-se a atuação reformista dos socialistas e, na segunda, a atuação revolucionária dos bolcheviques. 1 1 – A revolução teve um caráter social urbano, pois foi realizada pelos operários e pela classe média, não tendo o apoio de todos os camponeses, que defendiam a monarquia. 2 2 – Um dos fatores desencadeadores da revolução foi a insatisfação da população camponesa contra as péssimas condições de vida e de trabalho, agravadas com a entrada da Rússia na Guerra. 3 3 – A revolução de outubro de 1917 representou a vitória das teses defendidas por Lênin que, dentre outras, destacava a idéia de que o poder deveria estar em mãos dos sovietes. 4 4 – Para os russos, a revolução representou o fim da Primeira Guerra Mundial, já que o governo Lênin enviou imediatamente proposta de paz aos alemães. 06. (UFS – 2007) A Revolução Russa representou, para milhões de pessoas, o começo de uma nova “era histórica”. Dessa revolução nasceu a União Soviética. Analise as afirmações sobre o processo de desenvolvimento dessa revolução. 0 0 - A revolução de fevereiro de 1917 assumiu um caráter nitidamente burguês de derrubada do absolutismo e implantação de república representativa, sem, no entanto, aprofundar as transformações econômica e social. 1 1 - A NEP (Nova Política Econômica) foi o conjunto de medidas adotadas pelo governo soviético, em março de 1921, para reconstruir a nação, depois do chamado comunismo de guerra. 2 2 - O fim do regime de servidão, que possibilitou o progresso agrícola e o acesso à terra de grande parcela do campesinato foi um dos fatores responsáveis pelo desencadeamento do processo revolucionário russo. 3 3 - O governo de Stalin, por meio de planejamento econômico, desenvolveu a indústria pesada, mecanizou a agricultura e desenvolveu a educação pública, tornando o país numa das maiores potências do século XX. 4 4 - A luta pelo socialismo, durante a Revolução Russa, teve como objetivo promover o desenvolvimento através da distribuição da renda e da consolidação de um Estado cooperativo e assistencial. 07. (UFS – 2009) Entre as consequências da Revolução Russa para a história do século XX, pode-se considerar: 0 0 - O reforço do poder do Vaticano na Europa Oriental e na Ásia, pois a Igreja Católica era anti-capitalista e favorável a uma sociedade igualitária. 1 1 - A implantação de regimes totalitários, de tipo soviético, em vários países das Américas, como Bolivia, Paraguai, México e Cuba. 2 2 - O apoio da burguesia a regimes fascistas em vários países da Europa, como a Itália e Alemanha, com medo das revoluções socialistas inspiradas no exemplo russo. 3 3 - A divisão do mundo em duas grandes zonas de influência - capitalista liberal e socialista soviética - após a I I Guerra Mundial. 4 4 - A volta de monarquias inspiradas no Antigo Regime, apoiadas pelas burguesias européias, temerosas da expansão dos ideais revolucionários. 08. (UFS – 2003) Analise as proposições sobre a questão social na Primeira República (1889-1930). 0 0 – Os governos republicanos desenvolveram projetos sociais de interesse dos trabalhadores urbanos, razão pela qual obtinham elevados índices de aprovação nas eleições. 1 1 – A Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, acabou representando uma reação da população contra o 28
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus autoritarismo das medidas de saneamento decretadas pelas autoridades governamentais. 2 2 – Os líderes da Guerra do Contestado foram condenados pelo governo do presidente Wenceslau Brás por atuarem contra a exploração e o poder político dos coronéis do Nordeste. 3 3 – Os operários das indústrias paulistas tinham salários relativamente superiores ao do conjunto dos trabalhadores do país, pois os movimentos grevistas que realizavam forçaram os empresários a atenderem suas reivindicações. 4 4 – O cangaço do Nordeste brasileiro foi alimentado pelas próprias condições de fome e de miséria do povo decorrentes da estrutura latifundiária daquela região. 09. (UFS – 2002) Analise as proposições abaixo. 00 – A fundação da República veio, na realidade, atender aos interesses dos grandes fazendeiros de café paulista, mineiros e fluminenses. A República Velha, por isso foi chamada de República do Café com Leite. Grande parte da população dependia da economia cafeeira, direta ou indiretamente, considerando inclusive os setores urbanos em desenvolvimento. A massa, que fôra marginalizada na própria elaboração da república, permaneceria como espectador passivo até o final da República Velha. 11 – No Brasil, o rompimento com a estética tradicional deu-se em 1942, com a Semana de Arte Moderna – o Modernismo. 22 – O descontentamento contra a oligarquia dominante (Primeira República) atingiu o auge com as Revoltas Tenentistas, que tiveram dois focos principais: o Rio de Janeiro (1923) e Minas Gerais (1924). 33 – A 11 de novembro de 1930, através do decreto nº 19.398, dissolveu-se a Junta Governativa que derrubara Washington Luís, formando- se o Governo Provisório de Sergipe, sob chefia, do interventor tenente João Alberto. O decreto definia as atribuições do novo governo e ratificava as medidas da Junta Governativa. Confirmava-se nele a dissolução do Congresso Nacional e das Casas Legislativas estaduais e municipais. 44 – Depois da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à presidência da República, Maynard Cardoso ficou como interventor até 1935. Durante dois anos, o Estado de Sergipe teve um governador eleito, Eronides Ferreira de Carvalho, mas voltou ao regime de interventoria federal após o golpe de Estado dado por Vargas em 1937 e que instaurou o regime ditatorial que se prolongaria até 1945. 10. (UFS – 2004) Analise as proposições sobre o movimento tenentista no Brasil. 0 0 – Na década de 1920, mais que a luta social dos trabalhadores anarquistas, socialistas e comunistas, foi o movimento tenentista que se destacou na cena política, abalando as bases de sustentação da República Velha. 1 1 – Em 1922, a Guarnição do Forte de Copacabana rebelou-se contra a repressão desencadeada pelo governo federal e pelos proprietários de terras aos movimentos sociais de trabalhadores rurais e urbanos, iniciados em 1919. 2 2 – Do ponto de vista ideológico, o tenentismo defendia proposições nacionalistas e moralizantes. Seu lema era ‘representação e justiça’ e suas principais reivindicações giravam em torno do voto secreto, da moralização da vida pública e da formação de um governo centralizador. 3 3 – A revolta tenentista de 1906, chefiada pelo oficial Fausto Cardoso, empolgou grande parte do povo sergipano na luta contra a política do presidente Rodrigues Alves, que concedia muito privilégio às oligarquias rurais do Estado. 4 4 – Em 1924, os militares ameaçaram o poder constituído do Estado de Sergipe, quando oficiais do 28 B.C., solidários à revolução tenentista, se rebelaram e depuseram Maurício Graco Cardoso. 11. (UFS – 2005) Durante a Primeira República (1889-1930), o Brasil vivenciou momentos de grandes tensões sociais no campo e nos centros urbanos. Analise as 29
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus proposições sobre os movimentos sociais nesse contexto histórico. 0 0 – Na busca de uma solução para os problemas da miséria e da fome no Nordeste, muitos se uniram aos bandos de cangaceiros. No entanto, estes não questionavam a grande propriedade rural sertaneja, que era uma das causas desses problemas, pois, apesar de atacarem a propriedade de seus inimigos, respeitavam e defendiam a de seus protetores. 1 1 – As Revoltas de Canudos, do Contestado e de Juazeiro do Norte tornaram-se conhecidas por todo o país como movimentos rurais e religiosos, uma vez que tinham o apoio explicito da cúpula da igreja Católica, que fornecia amparo moral e espiritual aos seus líderes e recursos materiais para serem utilizados contra o poder público. 2 2 – Em razão das péssimas condições de vida e trabalho nas fábricas, a classe operária criou organizações sindicais lideradas predominantemente por adeptos do anarquismo. Para estes, os sindicatos deveriam formar a base de uma nova sociedade e convocar greves gerais contra o Estado e contra os patrões. 3 3 – O movimento operário de São Paulo e do Rio de Janeiro, por ter lideranças de nacionalidades italianas e alemãs, apoiou-se nos ideais corporativo-fascistas, razão pela qual as confederações de trabalhadores adotaram estratégias colaboracionistas com os industriais, visando conquistas trabalhistas. 4 4 – A insatisfação de grande parte dos marinheiros brasileiros deu origem à Revolta da Chibata, no Rio de Janeiro, contra castigos físicos e morais aviltantes que eram aplicados na Marinha aos que desrespeitassem as regras estabelecidas por essa instituição. SEGUNDO BIMESTRE 12. (UFAL – 2003). Considere o texto para analisar as proposições. O que deu ao fascismo sua oportunidade após a Primeira Guerra Mundial foi o colapso dos velhos regimes, e com eles das velhas classes dominantes e seu maquinário de poder, influência e hegemonia. Onde estas permaneceram em boa ordem de funcionamento, não houve necessidade de fascismo. (Eric Hobsbawm. A Era dos extremos. Trad. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 129). O autor faz referência à ascensão dos regimes fascistas no período entre as duas grandes guerras do século XX. A partir do conhecimento histórico, identifique as afirmações corretas e que não se contraponham ao pensamento do autor do texto. 0 0 – A grande maioria das camadas de classe média e média baixa representou um dos alicerces dos movimentos que garantiu o fortalecimento do fascismo. 1 1 – A ascensão da direita radical na Europa do pós Primeira Guerra foi uma resposta ao perigo da revolução social e do poder operário. 2 2 – Os fascista faziam oposição aos ideais democratas, defendidos pelos liberais, uma vez que estes ideais possibilitavam a ascensão dos partidos de esquerda ao poder. 3 3 – Os liberais conseguiram manter a estabilidade econômica na Espanha, razão pela qual este pais manteve-se distante dos movimentos fascistas. 4 4 – A derrota dos franceses na Primeira Guerra Mundial criou o clima propício para a ascensão dos movimentos fascistas contra as instituições liberais na França. 13. (UFS – 2006) Um dos fenômenos mais marcantes do período que se segue ao término da Primeira Guerra Mundial foi a crise da democracia. Do início dos anos 1920 ao fim dos anos 1930, em muitos países implantou-se a ditadura. Nesse período, pode-se afirmar que: 0 0 – A trajetória política institucional dos países latino-americanos foi marcada por um conjunto de normas de exceção com a dissolução de partidos políticos e sindicatos com objetivo de estabelecer uma ordem de poder democrático e popular. 1 1 – Nos países nazi-fascistas, nenhuma atividade intelectual e artística estava livre da ingerência dos Estados, pois estes, impediam qualquer manifestação cultural que podia contrariar a ideologia oficial. 2 2 – A posição de neutralidade da França, Inglaterra e Estados Unidos, 30
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus em relação à guerra civil espanhola, permitiu que os radicais de direita se consolidassem na Espanha, fortalecendo o movimento fascista internacional. 3 3 – A ideologia nazi-fascista foi assimilada, no Brasil, pela Ação integralista Brasileira, fundada por Plínio Salgado, em 1932. Com o apoio dos integralistas, Getúlio Vargas implantou a ditadura do Estado Novo, em 1937. 4 4 – A ascensão de Hitler ao poder, no início dos anos 1930, ocorreu através de uma ação golpista cuja ponta de lança foram as forças paramilitares do partido nazista e os comunistas. 14. (UFS – 2004) Analise as informações sobre a crise do capitalismo e o período entre guerras. 0 0 – Durante a década de 1930, os governos totalitários da Itália, Alemanha e Japão adotaram uma política de apaziguamento para se beneficiarem da ordem internacional em vigor. 1 1 – O período entre as duas guerras mundiais foi marcado pela crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e pela polarização ideológica entre fascismo e comunismo. 2 2 – Os EUA entraram em crise de produção e começaram a baixar perigosamente os índices de sua economia, depois que a Europa, recuperada da guerra, ter-se soerguido economicamente e voltado a controlar os mercados mundiais. 3 3 – As elites européias constando que as democracias liberais mostravam-se incapazes de administrar os graves problemas da época e temerosas do avanço das lutas sociais, mostraram-se favoráveis à formação de governos fortes e autoritários, capazes de impor disciplina e recompor a ordem capitalista. 4 4 – Na primeira metade do século XX, repercutiam em toda a Europa e em diversas partes do mundo as doutrinas de inspiração nazi-fascista. Na Espanha, uma violenta Guerra Civil resultou na tomada de poder pelo general Francisco Franco, com o apoio dos proprietários de terra, do alto clero e de setores do exército. 15. (UFS – 2009) Considere o texto a seguir: Em 1929 irrompeu nos Estados Unidos mais uma das crises periódicas que vinham ocorrendo nos países industrializados desde o século XIX. Como nas crises anteriores, a crise iniciada em 1929 foi marcada pela superprodução e pelo subconsumo, propagando-se dos países centrais para a periferia do mundo capitalista. No entanto ela se distinguiu das demais por ter tido efeitos mais amplos e graves. (Wagner Pinheiro Pereira. 24 de outubro de 1929: a quebra da bolsa de Nova York e a Grande Depressão. Série Rupturas, São Paulo: Nacional, 2006, p. 3) Pode-se afirmar que a crise em questão: 0 0 - Atingiu não apenas o mercado de bens de consumo, prejudicando o comércio mundial, como afetou a exportação de produtos primários de vários países, como o café brasileiro, que sofreu uma crise sem precedentes. 1 1 - Foi a primeira a ser enfrentada pelo sistema capitalista globalizado, e teve início com a dificuldade das indústrias em fornecer produtos para atender a demanda crescente dos consumidores. 2 2 - Originou-se devido a desorganização do sistema capitalista, no final dos anos 1920, como consequência das revoluções socialistas e neoliberais que se espalharam pelo mundo, a partir de 1917. 3 3 - concentrou-se na América Latina, periferia do sistema capitalista, após ter despontado nos Estados Unidos, sendo logo controlada com a ajuda financeira de grandes empresários europeus. 4 4 - começou na Bolsa de Valores de Nova York, com a queda nos valores 31
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus das ações dada a super-oferta das mesmas, mas logo atingiu a economia de vários países, causando falências bancárias e desemprego em massa. 16. (UFS – 2005) Considere o mapa histórico da Europa de 1936 a 1939. O mapa contém informações sobre a política internacional da Europa nos anos considerados decisivos para a emergência da Segunda Guerra Mundial. Analise as afirmações relacionadas ao mapa e ao contexto histórico mencionado. 0 0 – Os chefes de Estado da Alemanha e da Itália testaram os seus novos armamentos contra os socialistas e democratas na Guerra Civil Espanhola, contribuindo para a formação do Eixo Berlim-Roma. 1 1 – Os governos da França e da Inglaterra envolveram-se militarmente na Guerra Civil Espanhola com o objetivo de combater as forças nazi- fascistas, contribuindo para a formação dos acordos entre os países aliados. 2 2 – Os chefes de Estado da Itália e da união Soviética estabeleceram negociações e assinaram um pacto político visando barrar o expansionismo alemão sobre seus territórios, contribuindo para a formação da Tríplice Aliança. 3 3 – Os governos da Alemanha e da união Soviética, por interesses estratégicos, fizeram um acordo de não-agressão e neutralidade, relegando a segundo plano suas diferenças ideológicas entre o nazismo e o socialismo. 4 4 – As forças armadas da França, da Inglaterra e da Polônia desencadearam a guerra contra os países do Eixo em razão do ataque e da invasão fulminante dos alemães e italianos na região Nordeste da França. 17. (UFS – 2003) Considere a caricatura, do brasileiro Belmonte, de 22/09/1939, mostrando as fragilidades do pacto nazi-soviético. Analise as proposições corretas de fatos relacionados à caricatura. 0 0 – O pacto de não-agressão, realizado entre Hitler e Stálin, foi rompido pelos soviéticos após a Segunda Guerra Mundial, quando teve início a chamada Guerra Fria. 1 1 – O pacto mencionado na caricatura nunca foi realizado entre os dois governantes, pois os nazistas pregavam a destruição total de todos os comunistas. 2 2 – A Alemanha assinou o pacto de não-agressão com a União Soviética, pois estava preocupada em garantir a neutralidade deste país no caso de um confronto com a França e a Inglaterra. 3 3 – A caricatura ressalta a importância do pacto assinado pelos governos da Alemanha e da União Soviética que pôs fim à Segunda Guerra Mundial. 4 4 – O caricaturista ironiza os interesses político-militares e estratégicos dos governos da Alemanha e da União Soviética no período que antecede à Segunda Guerra Mundial. 18. (UFS – 2002) Analise as afirmações que seguem. 00 – O Fascismo surgiu como uma doutrina de aceitação dos ideais burgueses de liberalismo e democracia. O primeiro país onde o fascismo triunfou foi a Espanha, com a ascensão de Mussolini em 1922. 32
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus 11 – Temendo a expansão dos movimentos socialistas, a Igreja Católica na Alemanha, passou a apoiar integralmente o Partido Nazista – autoritário e antidemocrático – liderado por Adolf Hitler. 22 – No Brasil, a ideologia nazi-fascista foi assimilada pela Ação Integralista Brasileira, fundada por Plínio Salgado, em 1932. Com o apoio dos integralistas, Getúlio Vargas implantou a ditadura do Estado Novo em 1937. 33 – N o período de 1964 a 1985, o Brasil foi governado por militares, que impuseram a ditadura. Para evitar os protestos da sociedade, o regime militar cassou o direito de voto, mas deu liberdade às oposições. 44 – o AI-5 conferia ao presidente da República poderes apenas para suspender os direitos políticos exclusivamente dos docentes das Universidades. 19. (UFAL – 2002) A partir do pós- Segunda Guerra Mundial, o capitalismo ingressa numa nova fase de desenvolvimento, baseada numa dinâmica produtiva com sofisticada tecnologia. Analise as afirmações abaixo sobre esse contexto. 0 0 – O Tratado de Maastricht, que criou a União Européia (EU) em 1992, previa a unificação da moeda, das políticas externas e de defesa, das leis trabalhistas e de imigração, garantindo cidadania única para todos os habitantes dos paises membros. 1 1 – A nova ordem internacional que vem se estruturando a partir da década de 1990 tem contribuído para a redução das diferenças sociais, pois a renda gerada pelo capitalismo beneficia grande parcela da população das áreas européias e americanas. 2 2 – A reconstrução econômica do Japão, acelerada após 1950, é explicada principalmente pela facilidade de exportação de matérias-primas para os países industrializados e a construção de numerosos meios de transporte. 3 3 – Nos dias atuais, é possível descrever a estrutura econômica do capitalismo como um sistema internacional com forte tendência de substituir o dólar como principal veículo de comércio entre os países pela libra e pelo euro. 4 4 – Nos últimos 30 anos, a economia japonesa atingiu um espantoso ritmo de crescimento que a transformou numa das mais importantes e competitivas economias do mundo, destacando-se nos setores eletrônicos, automobilístico e naval. 20. (UFS – 2006 – Campus de Itabaiana) Ao analisar o contexto internacional do fim da Primeira Guerra Mundial até o final da Segunda Guerra Mundial, pode-se afirmar que: 0 0 – O fortalecimento dos partidos liberais na Europa e nos Estados Unidos foi o fator decisivo para a derrota dos fascistas nas eleições para o legislativo. 1 1 – O Japão, a Alemanha e a Itália desenvolveram, na década de 1930, uma política de agressão visando alterar a hegemonia no cenário político internacional. 2 2 – A crise de 1929 foi uma das crises de superprodução do sistema capitalista que não atingiu os países industriais, mas afetou profundamente a economia dos países pobres. 3 3 – A ascensão do nazifascismo teve como causas, dentre outras, os efeitos dos acordos do pós Primeira Guerra Mundial e da grande crise da economia capitalista de 1929. 4 4 – A Batalha de Stalingrado representou um momento decisivo na Segunda Guerra Mundial pois, ao ganharem essa batalha, os alemães tornaram-se quase invencíveis. 21. (UFS – 2007) A abertura de nova frente de Aliados devido à invasão da Normandia, a chegada do Exército Vermelho a Berlim e as bombas atômicas lançadas pelos norte- americanos em Hiroshima e Nagasaki encerraram a Segunda Guerra Mundial. Analise as afirmações sobre as conseqüências dessa guerra. 0 0 - A Europa deixou de ocupar o papel de economia periférica face às nações industriais do Atlântico sul com a adoção de padrões econômicos semelhantes aos da União Soviética. 1 1 - Houve uma acentuada degradação de ideais liberais e democráticos, agitações políticas de esquerda - como o movimento espartaquista -, crise econômica e desemprego. 33
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus 2 2 - A expansão do comunismo, que criou uma área de influência para si próprio no leste da Europa, constituiu- se num desafio para os países ocidentais. 3 3 - O desenvolvimento de partidos nacionalistas que pregavam a existência de um Executivo forte, capaz de solucionar crises generalizadas resultantes da desorganização do pós- guerra. 4 4 - Os países africanos, embalados pela defesa do princípio da autodeterminação dos povos aplicado aos países balcânicos e do leste europeu, organizaram seus movimentos de independência. TERCEIRO BIMESTRE 22. (UFS – 2002) Analise as seguintes proposições: 00 – As eleições de 1945 reafirmaram o Estado Novo e a ditadura varguista no Brasil. 11 – A posse de Vargas, em janeiro de 1951, significou a ascensão de um presidente descompromissado com o nacionalismo. 22 – O longo governo de Café Filho foi marcado por uma retomada dos princípios econômicos que haviam sido abandonados por Vargas. Buscou combater a crescente inflação com medidas monetaristas levando inevitavelmente à recessão e a uma aguda crise bancária. 33 – O governo de Kubitschek (1956- 1961) costuma ser lembrado como período o que aliou tranqüilidade política e prosperidade econômica. 44 – Em 1960 realizaram-se eleições para a sucessão de Juscelino. O PSD e o PTB repetiram a aliança vitoriosa de 1955 e que foi um sucesso durante os cinco anos de Juscelino. A UDN apoiou o então governador de São Paulo, Jânio Quadros, político independente, com vínculos partidários inconstantes e ambicionando a presidência. 23. (UFS – 2003) Analise as informações sobre a chamada “Era Vargas”. 0 0 – O Estado de Sergipe teve a autorização para realizar eleições diretas para governador, em razão da política de privilégios que Vargas concedeu ao Nordeste durante o Estado Novo. 1 1 – O governo de Vargas, de 1951 a 1954, foi marcado pela falta de garantias constitucionais, por prisões arbitrárias e pela censura prévia, controladas pelo Departamento de Imprensa e Propaganda. 2 2 – Ainda que seu discurso fosse nacionalista, Vargas desenvolveu esforços concretos na busca de financiamento externo para a construção de infra-estrutura industrial para o país. 3 3 – Com o objetivo de controlar politicamente a classe trabalhadora, Vargas concedeu direitos trabalhistas e atrelou os sindicatos ao poder estatal, especialmente durante o Estado Novo. 4 4 – O governo Vargas, de 1937 a 1945, contribuiu para a implantação do ideal liberal no Brasil, já que restabeleceu a harmonia política entre os três poderes constituídos. 24. (UFS – 2006 – Campus de Itabaiana) Analise as afirmações nas quais pode-se constatar aspectos da conjuntura política que precedeu ao Golpe de Estado desferido por Getúlio Vargas em 1937. 0 0 – Os integralistas difundiram idéias totalitárias e de capitalização das massas populares, influenciando grupos golpistas. 1 1 – A Aliança Nacional Libertadora foi radicalmente contra as medidas governamentais que levaram à implantação do Estado Novo. 2 2 – Os liberais temiam as reformas sociais e aceitavam, ou até mesmo incentivavam, a interrupção do jogo democrático para defender seus interesses econômicos. 3 3 – O tenentismo forneceu as bases ideológicas e o apoio militar necessários para que Getúlio Vargas rompesse a ordem constitucional no país. 4 4 – Os comunistas deram apoio estratégico a Getúlio Vargas porque este defendia o nacionalismo e a estatização das empresas petrolíferas. 25. (UFS – 2009) A queda de Getúlio Vargas e o fim do Estado Novo, ocorrido em outubro de 1945, foi um 34
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus processo histórico complexo, marcado por críticas por parte dos liberais ao regime, tentativas de liberalização política para viabilizar a permanência de Vargas no poder e sua reaproximação com a esquerda, antes duramente combatida. Analise as proposições que apresentam eventos históricos ocorridos durante esse processo. 0 0 - Elaboração de um documento de critica ao regime conhecido como "Manifesto dos Mineiros"; anistia política no início de 1945 e Movimento Queremista, que pedia "Constituinte com Getúlio". 1 1 - Divulgação da represália do Senado a Getúlio através da "Carta aos Brasileiros", fim do monopólio do Petróleo pelo Estado e nomeação de Luis Carlos Prestes para ministro do Trabalho. 2 2 - Suicídio do jornalista Libero Badaró, em sinal de protesto contra a censura, criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legalização do Partido Comunista Brasileiro. 3 3 - Volta dos soldados da FEB após participação na Segunda Guerra Mundial ao lado dos países demo- cráticos como Estados Unidos e Inglaterra, difusão do ideário trabalhista e abrandamento da censura à imprensa. 4 4 - Assalto ao Palácio do Catete pelos membros da Ação Integralista Brasileira, convocação da Assembléia Constituinte e legalização do Comando Geral dos Trabalhadores, dominado pelos comunistas. 26. (UFS – 2006 – Campus de Itabaiana) Considere a charge de Théo. META DO FAMINTO JK – Você agora tem automóvel brasileiro, para correr em estradas pavimentadas com asfalto brasileiro, com gasolina brasileira. Que mais quer? Jeca – Um prato de feijão brasileiro, seu douto! (Careta, 12/3/1960. In: Renato Lemos. Uma História do Brasil através da caricatura. Rio de Janeiro: Letras e Expressões, 2001. p. 79) Analise os argumentos que podem ser relacionados à visão do autor sobre o contexto histórico referido na charge. 0 0 – O autor utilizou-se de ironia para mostrar a dependência econômica do Brasil em relação ao capital estrangeiro. 1 1 – O Brasil destacava-se na economia mundial porque produzia automóveis com capital predominantemente nacional. 2 2 – As metas simbolizadas na charge fazem referência à idéia do desenvolvimentismo expressa no lema “50 anos em 5”. 3 3 – O governo brasileiro incrementou a indústria petrolífera, conseguindo alcançar a meta da auto-suficiência do consumo da gasolina. 4 4 – A charge sugere que a política desenvolvimentista do governo prejudicava interesses das classes menos favorecidas. 27. (UFS – 2003) Analise as proposições do contexto histórico da ditadura militar no Brasil (1964-1985). 0 0 – O golpe militar de 1964 foi justificado por seus executores como intervenção necessária para a defesa da ordem e da democracia, ameaçadas, segundo eles, pelos comunistas e populistas. 1 1 – O golpe de 1964 teve como objetivo conter as reformas sociais e as mobilizações populares, vistas como ameaças aos interesses das classes dominantes. 2 2 – O governador de Sergipe, Seixas Dória, cumpriu todo o seu mandato político, pois foi mantido no cargo após o golpe militar de 1964 por ter apoiado a junta militar que tomou o poder. 3 3 – Logo após o golpe militar, o governo Castelo Branco anunciou duras medidas econômicas de combate à inflação por meio do controle monetário, restrição ao crédito e contenção salarial. 4 4 – O ato institucional nº 1, de abril de 1964, criou o mecanismo de 35
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus eleições para presidente da República, mas permitia a participação popular no processo eleitoral. 28. (UFAL – 2002) Considere as proposições abaixo referentes a fenômenos ocorridos no Brasil a partir de 1945. 0 0 – No governo Dutra foram reatadas as relações diplomáticas com a União Soviética e Cuba e como conseqüência adotou-se o modelo econômico nacionalista que impediu a abertura da economia do país às empresas estrangeiras e à importação de produtos de bens de base. 1 1 – O setor industrial alagoano é responsável por 39,2% do produto interno bruto (PIB) do Estado. O pólo principal fica em Tabuleiro, a poucos quilômetros do porto do Jaraguá. Surgido em 1979, com objetivo inicial de reunir indústrias químicas, a partir dos anos 90. Tabuleiro recebe também empresas de setores variados, que se beneficiam da infra-estruruta de estradas e energia existentes. 2 2 – No governo Médici, o poder ditatorial e a violência repressiva contra as oposições ao regime foram intensificadas. Os direitos fundamentais do cidadão foram suspensos, qualquer um que se opusesse ao governo poderia ser preso. Nas escolas, nas fábricas, nos teatros, na imprensa sentia-se a “mão-de-ferro” do autoritarismo. 3 3 – No início do século XXI, o Brasil é um dos campeões mundiais de desigualdade social. Vivemos, na prática, um apartheid social. De um lado, uma elite ostentando um padrão de vida de primeiro mundo e usufruindo os direitos democráticos. De outro, uma enorme massa de subcidadãos, subnutridos. 4 4 – A divida pública alagoana é a menor de todos os estados brasileiros, não ultrapassando a três bilhões de dólares em 1999, e nos dez primeiros meses desse ano, o estado conseguiu reduzir os seus gastos em mais de 30%, o que favoreceu também a redução da dívida com o governo federal. 29. (UFS – 2007) Considere o texto e a imagem a seguir. Em 1968, movimentos de protesto e mobilização política agitaram o mundo todo (...) entretanto, 1968, teve especificidades locais determinantes no Brasil, acima da influência dos fatores internacionais. Por exemplo, o movimento estudantil seguiu uma dinâmica de luta própria, anterior ao famoso maio de 1968 na França. (Marcelo Ridenti. “Breve recapitulação de 1968 no Brasil”. IN: Rebeldes e contestadores. 1968: Brasil, França e Alemanha. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000. p.55-56) (Foto. Jornal Última Hora, Rio de Janeiro, abril de 1968. Apud Gilberto Cotrim. História do Brasil. Um olhar crítico. São Paulo: Saraiva, 1999. p. 334) Entre as características específicas do movimento estudantil brasileiro, em relação aos outros movimentos de contestação jovem e estudantil dos anos 1960, pode-se considerar: 0 0 - A luta pela ampliação de vagas no ensino superior, para acabar com os “excedentes”, isto é, alunos que tinham média para ingressar nas faculdades, mas não conseguiam matrícula por falta de vagas. 1 1 - A crítica ao sistema capitalista, baseado no alto consumo de bens descartáveis, a luta pela liberalização dos costumes e da moral sexual e contra o envio de tropas brasileiras para o Vietnã. 2 2 - A crítica ao regime socialista- burocrático implantado pelo golpe militar de 1964, que estatizou as universidades e obrigou os estudantes brasileiros a prestarem serviços gratuitos ao Estado. 3 3 - A luta contra o regime militar, considerado um regime anti-popular e anti-nacional, que dava ao movimento 36
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus estudantil brasileiro uma característica mais politizada, menos focado na questão comportamental e na crítica cultural ao sistema. 4 4 - O movimento estudantil brasileiro dos anos 1960 foi pouco politizado, mais preocupado com as questões comportamentais e marcado pela crítica aos valores católicos, que eram muito fortes no Brasil. 30. (UFS – 2008) Durante a década de 60 do século XX, no Brasil houve uma grande efervescência criativa nas artes. Surgiram movimentos culturais importantes e muitos dos seus protagonistas sofreram as consequências do autoritarismo do regime militar e da pressão exercida pela censura. Analise as proposições que tratam desses movimentos. 0 0 - Os músicos identificados com a Bossa Nova cujas canções convidavam as pessoas a desfrutarem livremente os prazeres da Vida, foram obrigados pelo regime militar a aderir a temas nacionalistas e a cantar as belezas naturais do Brasil como o mar a graça feminina ou as praias cariocas. 1 1 - Os Integrantes do movimento Tropicalista, que propunham de forma provocativa uma reflexão sobre os contrastes sociais, políticos e culturais do pais, contaram com o apoio unânime do público jovem, principalmente dos estudantes universitários, o que Ihes rendeu rápida fama. 2 2 - Os cineastas ligados ao Cinema Novo que buscavam uma estética que traduzisse a realidade brasileira sem abrir mão de experimentalismos na linguagem cinematográfica produziram filmes ousados e manifestos que protestavam contra a situação política e social do Brasil. 3 3 - O movimento da Jovem Guarda divulgava uma proposta de rebeldia comportamental mas era considerado politicamente "alienado' pelos jovens militantes e os universitários de esquerda, por exaltar símbolos de consumo e modismos norteamericanos sem contestar diretamente o contexto ditatorial. 4 4 - Os Festivais de Música Popular Brasileira e os Festivais Internacionais da Canção realizados a partir do final dos anos 60 revelaram vários intérpretes como Elis Regina e Geraldo Vandré que participaram apresentando canções de protesto transmitidas pela televisão ao vivo, a milhares de espectadores. 31. (UFAL – 2004) Analise as afirmações abaixo sobre a realidade histórica brasileira de 1945 aos dias atuais. 0 0 – Com a Constituição de 1946, as liberdades e os direitos civis tomaram forma de lei. Mas o autoritarismo e o personalismo dos tempos da ditadura varguista deixaram marcas profundas na vida política brasileira, e em pouco tempo contaminaram e fragilizaram o incipiente processo democrático. 1 1 – A instalação de um regime militar no Brasil, após 1964, interferiu no processo de produção cultural, como pode ser exemplificado pelo estímulo dos governos ao tropicalismo, durante a ditadura. 2 2 – Enquanto teve sustentação no chamado “milagre econômico” entre os anos 1968 e 1973, o regime militar navegou com vento favorável. Quando o “milagre” começou a dar sinais de esgotamento e o vento mudou, o regime viu-se obrigado a aceitar maior participação da sociedade. Começou aí sua agonia, na forma de uma “lenta e gradual” abertura política. 3 3 – A Emenda Constitucional das “Diretas já”, relativas à eleição direta para presidente e vice-presidente da República, foi aprovada pela Câmara dos Deputados, obrigando o governo Figueiredo a controlar os grupos militares de extrema direita. 4 4 – No governo de Fernando Henrique Cardoso toda a atenção voltou-se para o equilíbrio financeiro a fim de atender, antes de tudo, aos interesses dos investidores internacionais. Os problemas sociais desse período, transformaram o Brasil num país com os piores indicadores sociais. 32. (UFS – 2005) Considere o Panfleto distribuído pelo comitê Brasileiro de Anistia, em 1979. 37
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus Reflita sobre a mensagem do panfleto procurando associa-la ao referido contexto histórico e analise as afirmações. 0 0 – O autor do panfleto faz uma clara alusão aos exilados e presos políticos que estavam impedidos de manifestar- se livremente no seu próprio país. 1 1 – O panfleto expressa o grande envolvimento de organizações civis e sindicais na luta e nas manifestações pela redemocratização do país. 2 2 – A divulgação do panfleto e a realização das manifestações políticas provam que o governo brasileiro garantia o pleno direito de cidadania. 3 3 – Os governos militares aprovaram a “anistia ampla, geral e restrita”, defendida no panfleto, conforme a integra do Projeto de Lei proposto pelo Partido dos Trabalhadores. 4 4 – O poder executivo federal incentivou a realização das manifestações no dia dos trabalhadores, como demonstra claramente o conteúdo do panfleto. 33. (UFS – 2005) Considere o texto. Os anos de arbítrio do Regime Militar que se encerra vão constituir, com certeza, um marco de referência para o historiador, período bem- delimitado na trajetória política brasileira. Não será o menor, mas será o pior, nesses longos anos. Experiência importante, passará à História como o intervalo mais negro da nação. Golpe que se denominou revolução, tirando à palavra sua dignidade, nada teve de revolucionário, pois na verdade foi contra-revolucionário, eminentemente reacionário, de características fascistas. (Francisco Iglésia. A humilhação de todo povo, In: Retrato do Brasil. V. 4 São Paulo: Política, 1984. Depoimentos). Analise as afirmações que se relacionam com o encerramento do regime a que o texto se refere. 0 0 – O despertar da sociedade civil e sua mobilização em torno da bandeira da redemocratização contribuíram para que o presidente Geisel, após sofrer inúmeras pressões da “linha dura” do Exército, avançasse no processo de abertura política com o afastamento dos militares identificados com a tortura e com a corrupção. 1 1 – No processo de redemocratização, no final dos anos 1970, o governo enviou Projeto de reforma constitucional contemplando a restauração do presidencialismo, seguida de uma polarização entre direita e esquerda. 2 2 – As manifestações contrárias ao regime tiveram fim com o fechamento dos partidos de esquerda, da UNE e do processo de intervenção nos sindicatos, os quais se tornaram redutos governistas. 3 3 – Apesar da repressão, mobilizações como a dos metalúrgicos do ABC paulista, em 1979, foram importantes movimentos contra a ditadura militar. 4 4 – Á pressão popular em favor da democracia que marcou o início da abertura política, o terrorismo de direita respondia com atentados a bombas nas grandes cidades. 34. (UFS – 2006) Analise o texto. Após os quarenta anos do Golpe de 1964, quando se realizaram vários eventos em que intelectuais e políticos buscavam exorcizar a herança autoritária da ditadura militar, temos agora no mês de agosto o cinqüentenário do trágico suicídio de Getúlio Vargas. Há relações inexoráveis entre as duas datas, na medida em que, em ambas, João Goulart, talvez o principal herdeiro político de Vargas, ocupava o centro do debate político. Ao mesmo tempo, o acontecimento traumático do seu suicídio conseguiu evitar o golpe que a 38
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus direita armara para derruba-lo do poder, adiando-o, pelo menos, até 1964. Do ponto de vista político, nunca se viu na história do Brasil uma manifestação popular igual de dor e revolta pela morte de um político como a de Getúlio Vargas. A repercussão de seu suicídio nos meios populares foi intensa nas principais cidades do país. Em Sergipe, principalmente em Aracaju, as manifestações representaram verdadeiros motins populares contra os políticos vinculados à União Democrática Nacional (UDN). Entretanto, espontaneamente, a multidão exaltada saiu às ruas, depredando as seções eleitorais da UDN, rádio Liberdade de Sergipe e o Jornal Correio de Aracaju. A multidão só foi contida com a intervenção política das lideranças petebistas, combinada com a ação da polícia e do Exército. Embora os motins tenham acabado no dia 25 de agosto, inúmeras homenagens a Vargas estenderam-se até o trigésimo dia de seu falecimento. (Antônio Fernando de Araújo Sá. http//www.infonet.com.Br) O texto faz uma reflexão de aspectos relevantes da história do Brasil durante o século XX. Analise as afirmações que estão de acordo com o texto proposto. 0 0 – A exaltação da multidão, logo após o suicídio de Getúlio Vargas, estava relacionada, entre outros fatores, a grande influência que a imprensa e a propaganda oficial do governo exerceram sobre a população durante o Estado Novo. 1 1 – As manifestações da população de Sergipe refletiram o espírito de liberdade de organização e de expressão que as organizações dos trabalhadores urbanos tiveram durante o Estado Novo. 2 2 – Parte da população reagiu contra a União Democrática Nacional porque este partido combatia o trabalhismo, o nacionalismo e a intervenção do Estado na economia, que eram princípios da política de Getúlio Vargas. 3 3 – De acordo com o texto, o presidente João Goulart ocupou o centro do debate político nacional porque participou do governo ditatorial de Getúlio Vargas e defendeu ativamente o Golpe de 1964. 4 4 – O texto revela implicitamente a resistência da população de Sergipe, que utilizou de várias formas de organização e dos meios de comunicação para combater o regime militar, instaurado no poder a partir do Golpe de 1964. 35. (UFS – 2007) O regime militar implantado em 1964, após a derrubada do governo João Goulart, era baseado na Doutrina de Segurança Nacional e no anticomunismo, procurando desenvolver o capitalismo brasileiro preservando os interesses dos grandes proprietários de terra, financistas e capitalistas nacionais e estrangeiros, que haviam avaliado as Reformas de Base de Jango como uma ameaça à ordem social vigente. Neste sentido, analise as afirmações que seguem. 0 0 - O regime militar foi um regime que aplicou inicialmente, durante o governo do General Castelo Branco (1964- 1967), uma política econômica anti- inflacionária e recessiva, para depois aplicar uma política de forte estímulo ao desenvolvimento industrial, baseada em financiamento externo. 1 1 - A política econômica do regime militar, desde o início, foi baseada na retomada da política de substituição de importações e na ênfase aos investimentos no setor das indústrias de base, recuperando estratégias executadas por Getúlio Vargas durante o Estado Novo. 2 2 - A partir do governo Costa e Silva (1967) e até o final do governo Ernesto Geisel (1979), o regime militar caracterizou-se por uma forte política industrializante, tanto na área de bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos), quanto na área de infra-estrutura e indústrias de base, sobretudo petróleo e energia. 3 3 - A política econômica do regime militar caracterizou-se pela ênfase na privatização e na desnacionalização da indústria brasileira e pela entrega de importantes setores industriais, como o petróleo e a energia nuclear para o capital multinacional e, por esta razão, os militares foram acusados pelos nacionalistas de “entreguistas”. 4 4 - A política econômica do regime militar “sucateou” o setor industrial moderno (bens duráveis, informática e bens de capital) para defender os 39
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus interesses dos setores agrários baseados no latifúndio, subsidiando o cultivo para exportação de produtos primários como o açúcar, a soja e o café. 36. (UFS – 2009) o processo de "abertura" do regime militar brasileiro, iniciado durante o governo do General Ernesto Geisel em meados dos anos 1970, 0 0 - Resultou da pressão diplomática dos países do Mercosul, bloco no qual o Brasil queria ingressar, mas que não aceitava a entrada de países que violavam os direitos humanos. 1 1 - Derivou de uma política de distenção cuja origem estava no próprio governo militar, preocupado em construir uma transição sob controle para um futuro governo civil. 2 2 - Ocorreu após a primeira crise do petróleo, e o conseqüente fim do "milagre econômico", quando o governo militar procurou atenuar as medidas repressivas para agradar a classe média e as elites liberais. 3 3 - Foi uma conquista das reivindicações feitas pelas greves operárias comandadas pelo Partido Comunista Brasileiro, cujo principal foco encontrava-se na região do ABC paulista. 4 4 - Correspondeu a uma demanda da sociedade, com apoio de setores da Igreja e pressão internacional que exigia a volta das liberdades democráticas. QUARTO BIMESTRE 37. (UFS – 2004) Analise as proposições sobre os movimentos sociais e culturais no Brasil nas décadas de 1960 e 1980. 0 0 – Em 1960, estudantes, professores e líderes políticos organizaram uma passeata pelo centro da cidade de Aracaju, contra os desmandos policiais na capital da república. As autoridades estaduais, com o intuito de enfraquecer o movimento, suspenderam as aulas do Colégio Atheneu Sergipano. 1 1 – Nas principais cidades brasileiras, milhares de pessoas saíram às ruas em manifestações espontâneas, exigindo a destituição do presidente. A indignação moral, forte principalmente entre a juventude estudantil, e o impacto causado sobre as lideranças políticas levou-os abrir um processo de impeachment contra o presidente no Congresso Nacional. 2 2 – Na década de 1970, setores da igreja e organizações da sociedade civil, como a Associação Brasileira de Imprensa e a Ordem dos Advogados do Brasil, mobilizaram-se para apoiar as lutas operárias e também outros movimentos, como a campanha pela anistia e pelas eleições diretas. 3 3 – A principal corrente que se insurgiu contra o convencionalismo dos festivais, o Tropicalismo, procurou soluções de síntese entre a música internacional e a brasileira, incorporando efeitos eletrônicos e recursos literários de vanguarda na elaboração das letras. 4 4 – O debate político, as questões nacionais sobre a pobreza, a oposição às estratégias oficiais do poder e encontros para discussão da situação política do país não fizeram parte dos interesses dos estudantes e intelectuais sergipanos, na época. 38. (UFS – 2004) No século XX, na América Latina, a pobreza gerada por séculos de exploração colonial, e preservada pelas políticas imperialistas da Inglaterra e dos EUA, acabou provocando numerosas revoltas populares. Analise as afirmações sobre esse contexto histórico. 0 0 – O movimento popular liderado por Fidel Castro contra a ditadura estabelecida sob a presidência de 40
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus Fulgêncio Batista (1951-1959) pretendia implantar a “ditadura do proletariado” na ilha, para combater a pobreza e a miséria do povo cubano. 1 1 – No início do século XX, no México, Emílio Zapata e Pancho Vila comandando milhares de camponeses, mobilizaram-se contra os latifundiários, a igreja e as elites constituídas, reivindicando uma justa distribuição de terras, por meio da reforma agrária. 2 2 – As revoltas sociais que levaram à deposição de Salvador Allender, em 1973, acarretaram a nacionalização das companhias de petróleo e estradas de ferro, bem como a formação de sindicatos operários e camponeses no Chile. 3 3 – No final dos anos 1970 e principalmente nos anos 1980, os movimentos populares cresceram na América Central, abalando a tradicional supremacia norte-americana na região. O principal exemplo dessa nova conjuntura foi a Revolução Sandinista, de 1979, na Nicarágua, que derrubou a ditadura de Anastácio Somoza. 4 4 – O Movimento Revolucionário Tupac-Amaru, fundado em 1984 no Peru, foi apoiado pelo movimento camponês pelo direito à terra e incentivou as revoltas populares que reivindicavam a reforma agrária e a democracia política de cunho burguês no país. 39. (UFS – 2006) Considere o mapa histórico. O mapa mostra alguns aspectos relacionados aos movimentos sociais na América Latina entre as décadas de 1950 e 1990. Faça a associação entre os dados do mapa e o conhecimento sobre esses movimentos. 0 0 – Os movimentos sociais na América Central tiveram o apóio bélico dos Estados Unidos na luta contra as ditaduras de direita que impediam o avanço da democracia na região. 1 1 – A Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) conseguiu depor o ditador Anastácio Somoza com o apoio de movimentos sociais na Nicarágua, governando sob a ameaça de intervenção dos Estados Unidos. 2 2 – Os movimentos sociais em Cuba tiveram recursos financeiros dos banqueiros dos Estados Unidos para o financiamento de armas utilizadas para a deposição do ditador Fulgêncio Batista. 3 3 – Os Estados Unidos utilizaram vários métodos para combater os movimentos sociais da América Central porque estes defendiam, entre outros, o nacionalismo, a luta pela terra e a política de autodeterminação dos povos. 4 4 – A Frente Farabundo Martí de libertação Nacional (FMLN) foi um movimento social que contou com ajuda estratégica dos Estados Unidos no combate aos grupos que desejavam implantar o comunismo em El Salvador. 40. (UFS – 2008) Na América Latina, nos anos 60 aos 80 do século XX, proliferaram movimentos sociais em oposição aos regimes militares. Analise as proposições que tratam das características desses movimentos. 0 0 - O movimento guerrilheiro dos "tupamaros", cujo nome provém de uma homenagem ao líder indígena Tupac Amaru, que lutou contra os colonizadores espanhóis no século XVIII, surgiu nas comunidades indígenas da Bolívia, nos anos 60, contra a ditadura vigente. 1 1 - O chamado "novo peronismo", movimento popular que emergiu nos anos 70, contra o governo militar argentino instituído, foi responsável pela vitória eleitoral de Juan Perón, que procurou, em seu curto mandato, reatar relações com o bloco socialista. 2 2 - A "Unidade Popular", coligação de partidos chilenos de esquerda, conquistou apoio popular que garantiu a eleição do presidente Salvador Allende que efetuou nacionalizações ousadas e foi vítima de um golpe militar 41
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus encabeçado pelo general Augusto Pinochet. 3 3 - O "Exército Rebelde" liderado por nomes como Fidel Castro e Che Guevara, destituiu o ditador Fulgêncio Batista e instituiu um novo governo em Cuba, que durante anos, após a Revolução de 1959 acolheu e treinou guerrilheiros latino-americanos. 4 4 - Os "montoneros", como eram conhecidos os guerrilheiros camponeses da Nicarágua, foram responsáveis por uma revolução, nos anos 70, que contou com a participação de amplos setores da sociedade, incluindo parte da burguesia e da Igreja Católica. 41. (UFS – 2004) Analise as proposições sobre a crise do socialismo e as lutas interétnicas na Europa. 0 0 – Na Polônia, nos anos de 1980, a pressão pela participação do operariado no governo, liderada pelo Sindicato Solidariedade, reativou a questão do socialismo democrático. Ganhando crescente prestígio nacional e internacional, a atividade de Lech Walessa e do Solidariedade acirrou as dificuldades nas relações leste-oeste. 1 1 – No leste europeu as divergências de caráter religioso, despertando paixões e radicalizando as posições dos indivíduos, levando ao sectarismo e à intolerância entre as partes, tiveram início na década de 1980 e resultaram da crise do socialismo soviético e da queda do Muro de Berlim. 2 2 – A pulverização étnica da população em inúmeros grupos culturalmente diferenciados no Leste europeu, em busca de afirmação em nível regional e internacional fortaleceu os ideais socialistas e promoveu a integração das Repúblicas Socialistas, na década de 1970. 3 3 – O confronto entre as tradicionais estruturas sócio-culturais e o enfraquecimento das forças capitalistas, auxiliado pelo discurso de “modernização”, após a queda do socialismo, ameaçam as negociações de paz no Oriente Médio e intensificam os conflitos na região. 4 4 – Os interesses da Sérvia em restaurar a Grande Sérvia, impulsionaram os combates entre bósnios muçulmanos e bósnios sérvios dos quais resultou na chamada limpeza étnica: expulsão dos não-sérvios, massacres de civis, prisão de populações de outras etnias em campos de concentração. 42. (UFAL – 2003) O século XX na América Latina foi marcado pelas intervenções norte-americanas. A pobreza gerada por séculos de exploração colonial e preservada pelas políticas imperialistas da Inglaterra e dos EUA, acabou provocando numerosas revoltas populares no continente. Analise as afirmações sobre esse fenômeno. 0 0 – A ruptura de relações diplomáticas com os EUA os seus aliados, em 1961, levou Cuba a opções radicais, Bloqueada economicamente, o pais entrou para o bloco socialista e passou a treinar, financiar ou incitar o movimento revolucionário na América Latina. 1 1 – A via pacífica para o socialismo não surgiu em nenhum pais capitalista desenvolvido, onde a maturidade política poderia dar-lhe condições de existência: surgiu no Chile, um país subdesenvolvido, onde o capitalismo fracassou em melhorar a vida da população, e em um continente sujeito a constantes golpes militares. 2 2 – A Inglaterra incentivou os movimentos revolucionários na América Latina para impor sua hegemonia no continente, dominar o comércio exterior, investir capitais especulativos e criar condições para a abertura dos mercados latino- americanos. 3 3 – O governo chileno do presidente Salvador Allende (1970-1973) adotou uma política de grande mobilização popular, com apoio da URSS, de Cuba e da China comunista, para implantar o socialismo, segundo modelo de Fidel Castro e de Che Guevara. 4 4 – A maioria dos Estados nacionais da América Latina adotou sistemas políticos e modelos de governo ocidentais inspirados nas experiências republicanas e democráticas das suas antigas metrópoles. 42
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus 43. (UFS – 2002) Analise as proposições abaixo. 00 – Desde a Idade Antiga, o Oriente Médio é uma região de fundamental importância geopolítica e estratégica. 11 – A população do Oriente Médio caracteriza-se pela heterogeneidade étnica, fruto da ocupação da região por diferentes povos desde a Antigüidade. 22 – O Oriente Médio é uma região de grande emaranhado de culturas diferenciadas, antagonismos religiosos, múltiplas formas de organização política-econômica e os interesses das grandes potências industriais do petróleo que acirram bastante os problemas regionais. 33 – A globalização é processo de amplas dimensões sociais, que atinge países, instituições e pessoas de todo o mundo. Suas inúmeras conseqüências, muitas das quais ainda não bem- avaliadas, vão alterando o modo de vida neste início de século. 44 – No início do século XXI o mundo organiza-se sobre novas bases. Anteriormente, as relações internacionais estavam baseadas em Estados tradicionais, que procuravam riquezas a qualquer custo, mediados por questões ideológicas (capitalismo/socialismo) sem perder de vista o frágil equilíbrio entre guerra e paz. Atualmente, ganham precedência as questões do desenvolvimento econômico, paralelamente à procura do equilíbrio ecológico global e regional, sob o enfoque da cooperação internacional. 44. (UFS – 2005) Considere o texto. O sociólogo Alain Touraine, em sua obra Crítica da modernidade, se expressou da seguinte maneira sobre os anos de 1990: É verdade que neste final de século XX vemos sobretudo deslocar-se o pêndulo da história da esquerda para a direita: depois do coletivismo, o individualismo; depois da revolução, o direito; depois da planificação, o mercado. Analise as afirmações sobre o fenômeno a que o texto se refere. 0 0 – A expansão do processo de globalização favoreceu a concentração de empresas multinacionais em todos os continentes e reduziu as desigualdades entre os países pobres e ricos do mundo contemporâneo. 1 1 – O desmonte do Estado previdenciário agravou o processo de exclusão social, pois as políticas de proteção social tornaram-se mais limitadas, deixando o cidadão desprotegido. 2 2 – O total desregramento da economia mundial para a conquista de novos mercados, pelos países ricos do final do século XX, desencadeou o colapso do capitalismo internacional. 3 3 – O desemprego estrutural e conjuntural é apenas um dos efeitos perversos da globalização, que alguns observadores têm apontado como um processo capaz de causar um “apartheid social” de natureza mundial. 4 4 – O fortalecimento das economias de países em desenvolvimento, por meio de investimentos de capitais externos, provocou acentuada diminuição das disparidades sociais e econômicas em relação aos países desenvolvidos. 45. (UFS – 2006 – Campus de Itabaiana) Reflita sobre a charge de Santiago, de 1996. O chargista revela sua visão sobre um dos aspectos do processo histórico que caracterizou a sociedade brasileira na década de 1990. Ao contextualizar a charge, pode-se afirmar que o autor: 0 0 – Expressa sua crítica à desnacionalização de empresas do Estado que marcou a política econômica no governo Fernando Henrique Cardoso. 1 1 – Defende a necessidade de o Estado intervir no domínio econômico com o intuito de desenvolver a atividade agropecuária. 43
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus 2 2 – Revela explicitamente sua concepção favorável à internacionalização do capital nos diferentes setores da economia. 3 3 – Critica uma das medidas da política neoliberal adotadas no Brasil no contexto da globalização econômica. 4 4 – Mostra o intervencionismo econômico do Estado na economia brasileira que caracteriza o governo Collor de Mello. 46. (UFS – 2006) Considere o texto. Gorbachev lançou sua campanha para transformar o socialismo soviético com slogans “Perestroika” e “glasnost”. Entre eles havia o que se revelou um conflito insolúbel. (...) A URSS sob Gorbachev caiu nesse fosso em expansão entre “glasnost” e “Perestroika”. (Eric Hobesbaw. Era dos extremos. Trad. São Paulo: Companhia das letras, 1995. p. 465-6) O texto faz referência a determinadas medidas adotadas pelo governo Gorbachev na União Soviética na década de 1980. Reflita sobre as proposições relacionando-as com a interpretação do texto. 0 0 – Um dos elementos que colocava em xeque o sistema socialista foi a “glasnost”, pois significava a introdução de um Estado Constitucional e democrático baseado na garantia das liberdades civis. 1 1 – O governo de Gorbachev promoveu intensa campanha em defesa da “glasnost” com o objetivo de destruir as bases econômicas e políticas do sistema comunista que vigorava desde o final da Segunda Guerra Mundial. 2 2 – A “Perestroika”, trazia conflitos à implantação da “glasnost”, pois o sistema centrado no mercado era incompatível com os princípios do liberalismo econômico que o governo Gorbachev tentou implantar na União Soviética. 3 3 – Com o objetivo de tirar a União Soviética da estagnação econômica, Gorbachev implementou a “Perestroika” que visava conciliar princípios da economia de mercado com o modelo socialista. 4 4 – Gorbachev acelerou o processo que culminou com o fim do socialismo real ao tentar administrar a construção de uma política mais livre e de uma economia mais moderna para a União Soviética. 47. (UFS – 2007) Analise as proposições abaixo sobre as características e os efeitos da globalização. 0 0 - A flexibilização das leis trabalhistas, a rápida movimentação de capitais nos mercados financeiros, a abertura de mercados e a formação de blocos multinacionais e o crescimento da imigração dos países pobres para os países ricos. 1 1 - A criação do Estado do bem-estar social, a defesa dos interesses agrícolas dos países desenvolvidos contra a importação de alimentos, a formação de dois blocos político- econômicos baseados no capitalismo e no fundamentalismo e o fechamento das fronteiras dos países em desenvolvimento. 2 2 - A flexibilização das movimentações de capital, a expansão econômica dos países africanos, a política de alianças militares múltiplas e a mundialização do Estado do bem- estar social. 3 3 - A corrida armamentista entre os blocos econômicos, a disputa por novas colônias na Ásia e na África, a industrialização dos países periféricos e o crescimento da imigração dos países ricos, com alto desemprego estrutural, para os países em desenvolvimento. 4 4 - A formação dos blocos econômicos multinacionais, a supremacia do poder militar e político norte-americano, a livre movimentação de capitais e a abertura de mercados, sobretudo nos países subdesenvolvidos. 48. (UFS – 2008) O fim da Guerra Fria e a desintegração do bloco socialista nas décadas de 80 e 90 do século XX provocaram amplas transformações nas relações entre os países, e na cena política e econômica internacional de modo geral, configurando o que se chamou de uma Nova Ordem Mundial. 44
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus Nesse contexto considere as afirmações que tratam das conseqüências da chamada "crise do socialismo". 0 0 - Os problemas econômicos vividos pela URSS desde os anos 60 impulsionaram o governo de Mikhail Gorbatchev a lançar políticas de abertura política e de reestruturação da economia, respectivamente denominadas glasnost e perestroika. 1 1 - A Queda do Muro de Ber1im, em 1989 ocorreu como uma forma simbólica de coroar o processo de reunificação da Alemanha, iniciado nos anos 70 por iniciativa do governo da República Democrática Alemã, dada a precariedade da situação econômica do lado comunista. 2 2 - O fim da URSS e a formação da Comunidade dos Estados Independentes provocaram, nas antigas repúblicas soviéticas, a emergência de movimentos separatistas e conflitos internos, muitos deles movidos por antigas questões étnico-religiosas. 3 3 - A abertura econômica vivida pela República Popular da China, a partir dos anos 90, com o apoio dos Estados Unidos, facilitou as negociações e a conseqüente reincorporação de Taiwan, fato que contribuiu para o grande fortalecimento da China no mercado mundial. 4 4 - A Guerra da Bósnia que contou com a intervenção da ONU e da OTAN, eclodiu no contexto da desintegração soviética polarizando de forma muito violenta os sérvios, que lutavam pela manutenção do comunismo e os croatas, a favor da implementação do capitalismo. QUESTÕES DE HISTÓRIA DE SERGIPE 49. (UFS – 2006 – Campus de Itabaiana) Analise as proposições sobre fatos ocorridos em Sergipe, sob o regime militar. 0 0 – O governador João de Seixas Dória reafirmou ao povo sergipano, logo após o Golpe Militar, sua disposição de permanecer na luta em favor das reformas estruturais defendidas no governo do presidente João Goulart. 1 1 – O governo militar respeitou a Constituição do Estado de Sergipe mantendo o seu governante pelo fato de ele ter contribuído com as forças conservadoras na repressão aos movimentos de esquerda. 2 2 – Logo após o Golpe de Estado, os militares invadiram o Palácio do governo estadual e prenderam o chefe do executivo por suas posições em defesa do estado de direito e dos princípios da Constituição de 1946. 3 3 – Nas escolas, além das prisões de professores e alunos, os militares em Sergipe anteciparam-se em uma prática que se tornaria comum no final dos anos sessenta e na década de setenta. 4 4 – Os prefeitos das cidades pequenas e médias não sofreram intervenção militar na política local, pois esses municípios não colocavam em risco a “nova” política de segurança nacional. 50. (UFS – 2008) A chamada Revolução de 30, que contou com o apoio de parte do movimento tenentista, teve repercussão em todo o país, provocando mudanças no cenário político sergipano. Analise as afirmações que tratam dessa repercussão em Sergipe. 0 0 - A atuação da Legião de Outubro, surgida por ocasião da Revolução de 30, em Sergipe, buscava aglutinar grupos políticos identificados com a revolução e angariar apoio da população civil para o novo governo. 1 1 - A nomeação de tenentes para atuar como interventores nos governos estaduais foi uma prática generalizada após a Revolução de 30, que provocou reações contrárias na maioria dos estados brasileiros, inclusive em Sergipe. 2 2 - Os latifundiários e proprietários de engenho se aliaram a membros do clero e a profissionais liberais para fundar a Coligação Sergipana, em 45
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus apoio ao novo governo assumido por Getúlio Vargas. 3 3 - O capitão Augusto Maynard Gomes foi nomeado interventor federal em Sergipe e, ao longo de seu mandato, fundou e estimulou o crescimento do movimento integralista que o apoiou em sua reeleição. 4 4 - A Aliança Proletária de Sergipe, ligada ao Partido Comunista, teve grande influência na efetivação das medidas decretadas após a Revolução de 30, ao apoiar a Aliança Liberal, partido ao qual pertencia Getúlio Vargas. 51. (UFS – 2009) Analise as proposições que trazem informações sobre Sergipe. 0 0 - As cidades de São Cristóvão e Laranjeiras são importantes cidades coloniais de Sergipe, e a segunda almeja o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, que é concedido pela Unesco. 1 1 - Dentre os intelectuais sergipanos ilustres estão o folclorista e crítico literário Silvio Romero, o artista plástico Arthur Bispo do Rosário, o poeta João Cabral de Mello Neto e a escritora Cora Coralina. 2 2 - Igrejas de arquitetura jesuítica e grupos folclóricos remanescentes de povoamentos quilombolas constituem parte do patrimônio histórico sergipano, material e imaterial, reconhecido pelo Iphan. 3 3 - O visitado Centro de Arte e Cultura de Sergipe, que foi criado há cerca de trinta anos num espaço arquitetônico de estilo barroco, se destina a promover o artesanato produzido em todo o vale do rio São Francisco. 4 4 - Os ritmos musicais populares que são mais presentes em Aracaju e em todo o Estado de Sergipe são a catira, o baião, a guarânia e a música sertaneja, que durante o verão é difundida em diversos festivais. QUESTÕES DO ENEM 01.(ENEM – 1999) Leia um texto publicado no jornal Gazeta Mercantil. Esse texto é parte de um artigo que analisa algumas situações de crise no mundo, entre elas, a quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, e foi publicado na época de uma iminente crise financeira no Brasil. Deu no que deu. No dia 29 de outubro de 1929, uma terça-feira, praticamente não havia compradores no pregão de Nova Iorque, só vendedores. Seguiu-se uma crise incomparável: o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos caiu de 104 bilhões de dólares em 1929, para 56 bilhões em 1933, coisa inimaginável em nossos dias. O valor do dólar caiu a quase metade. O desemprego elevou- se de 1,5 milhão para 12,5 milhões de trabalhadores — cerca de 25% da população ativa — entre 1929 e 1933. A construção civil caiu 90%. Nove milhões de aplicações, tipo caderneta de poupança, perderam-se com o fechamento dos bancos. Oitenta e cinco mil firmas faliram. Houve saques e norte-americanos que passaram fome. (Gazeta Mercantil, 05/01/1999) Ao citar dados referentes à crise ocorrida em 1929, em um artigo jornalístico atual, pode-se atribuir ao jornalista a seguinte intenção: A) questionar a interpretação da crise. B) comunicar sobre o desemprego. C) instruir o leitor sobre aplicações em bolsa de valores. D) relacionar os fatos passados e presentes. E) analisar dados financeiros americanos. 02. (ENEM – 1999) Em dezembro de 1998, um dos assuntos mais veiculados nos jornais era o que tratava da moeda única européia. Leia a notícia destacada abaixo. O nascimento do Euro, a moeda única a ser adotada por onze países europeus a partir de 1º de janeiro, é possivelmente a mais importante realização deste continente nos últimos dez anos que assistiu à derrubada do Muro de Berlim, à reunificação das Alemanhas, à libertação dos países da Cortina de Ferro e ao fim da União Soviética. Enquanto todos esses eventos têm a ver com a desmontagem 46
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus de estruturas do passado, o Euro é uma ousada aposta no futuro e uma prova da vitalidade da sociedade Européia. A “Euroland”, região abrangida por Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal, tem um PIB (Produto Interno Bruto) equivalente a quase 80% do americano, 289 milhões de consumidores e responde por cerca de 20% do comércio internacional. Com este cacife, o Euro vai disputar com o dólar a condição de moeda hegemônica. (Gazeta Mercantil, 30/12/1998) A matéria refere-se à “desmontagem das estruturas do passado” que pode ser entendida como: A) o fim da Guerra Fria, período de inquietação mundial que dividiu o mundo em dois blocos ideológicos opostos. B) a inserção de alguns países do Leste Europeu em organismos supranacionais, com o intuito de exercer o controle ideológico no mundo. C) a crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia levando à polarização ideológica da antiga URSS. D) a confrontação dos modelos socialista e capitalista para deter o processo de unificação das duas Alemanhas. E) a prosperidade das economias capitalista e socialista, com o conseqüente fim da Guerra Fria entre EUA e a URSS. 03. (ENEN – 1999) Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo. (…) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS. (HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1996) O período citado no texto e conhecido por “Guerra Fria” pode ser definido como aquele momento histórico em que houve: A) corrida armamentista entre as potências imperialistas européias ocasionando a Primeira Guerra Mundial. B) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte. C) choque ideológico entre a Alemanha Nazista/União Soviética Stalinista, durante os anos 30. D) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e o Japão. E) constante confronto das duas superpotências que emergiam da Segunda Guerra Mundial. 04. (ENEM – 2000) Os textos abaixo relacionam-se a momentos distintos da nossa história. “A integração regional é um instrumento fundamental para que um número cada vez maior de países possa melhorar a sua inserção num mundo globalizado, já que eleva o seu nível de competitividade, aumenta as trocas comerciais, permite o aumento da produtividade, cria condições para um maior crescimento econômico e favorece o aprofundamento dos processos democráticos. Adaptado de NOVAIS, Vera. Ozônio: aliado ou inimigo. São Paulo: Scipione, 1998) A integração regional e a globalização surgem assim como processos complementares e vantajosos.” (Declaração de Porto, VIII Cimeira Ibero-Americana, Porto, Portugal, 17 e 18 de outubro de 1998) “Um considerável número de mercadorias passou a ser produzido no Brasil, substituindo o que não era possível ou era muito caro importar. Foi assim que a crise econômica mundial e o encarecimento das importações levaram o governo Vargas a criar as bases para o crescimento industrial brasileiro.” (POMAR, Wladimir. Era Vargas — a modernização conservadora) É correto afirmar que as políticas econômicas mencionadas nos textos são: A) opostas, pois, no primeiro texto, o centro das preocupações são as exportações e, no segundo, as importações. 47
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus B) semelhantes, uma vez que ambos demonstram uma tendência protecionista. C) diferentes, porque, para o primeiro texto, a questão central é a integração regional e, para o segundo, a política de substituição de importações. D) semelhantes, porque consideram a integração regional necessária ao desenvolvimento econômico. E) opostas, pois, para o primeiro texto, a globalização impede o aprofundamento democrático e, para o segundo, a globalização é geradora da crise econômica. 05. (ENEM – 1998) A América Latina dos últimos anos insere-se num processo de democratização, oferecendo algumas oportunidades de crescimento econômico-social num contexto de liberdade e dependência econômica internacional. Cuba continua caracterizada por uma organização própria com restrições à liberdade econômica e política, crescimento em alguns aspectos sociais e um embargo econômico americano datado de 1962. Em 1998, o Papa João Paulo II visitou Cuba e depois disse ao cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, e a 13 bispos em visita ao Vaticano que apreciou as mudanças realizadas em Cuba após sua visita à ilha e espera que sejam criados novos espaços legais e sociais, para que a sociedade civil de Cuba possa crescer em autonomia e participação. A resposta internacional ao intercâmbio com Cuba foi boa, mas as autoridades locais mostraram pouco entusiasmo, não estando dispostas a abandonar o sistema socialista monopartidário. A maioria dos países latino-americanos tem se envolvido, nos últimos anos, em processos de formação socioeconômicos caracterizados por: A) um processo de democratização à semelhança de Cuba. B) restrições legais generalizadas à ação da Igreja no continente. C) um processo de desenvolvimento econômico com restrições generalizadas à liberdade política. D) excelentes níveis de crescimento econômico. E) democratização e oferecimento de algumas oportunidades de crescimento econômico. 06. (ENEM – 1998) Depois de estudar as migrações, no Brasil, você lê o seguinte texto: O Brasil, por suas características de crescimento econômico, e apesar da crise e do retrocesso das últimas décadas, é classificado como um país moderno. Tal conceito pode ser, na verdade, questionado se levarmos em conta os indicadores sociais: o grande número de desempregados, o índice de analfabetismo, o déficit de moradia, o sucateamento da saúde, enfim, a avalanche de brasileiros envolvidos e tragados num processo de repetidas migrações (...) (adap.Valin,1996, pág.50 Migrações: da perda de terra à exclusão social.SP. Atuali, 1996). Um dos fenômenos mais discutidos e polêmicos da atualidade é a “Globalização”, a qual impacta de forma negativa: A) na mão-de-obra desqualificada, desacelerando o fluxo migratório. B) nos países subdesenvolvidos, aumentando o crescimento populacional. C) no desenvolvimento econômico dos países industrializados desenvolvidos. D) nos países subdesenvolvidos, provocando o fenômeno da “exclusão social”. E) na mão-de-obra qualificada, proporcionando o crescimento de ofertas de emprego e fazendo os salários caírem vertiginosamente. 07. (ENEM – 1998) Analisando os indicadores citados no texto, você pode afirmar que: A) o grande número de desempregados no Brasil está exclusivamente ligado ao grande aumento da população. B) existe uma “exclusão social” que é resultado da grande concorrência existente entre a mão-de-obra qualificada. C) o déficit da moradia está intimamente ligado à falta de espaços nas cidades grandes. D) os trabalhadores brasileiros não qualificados engrossam as fileiras dos “excluídos”. 48
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus E) por conta do crescimento econômico do país, os trabalhadores pertencem à categoria de mão-de-obra qualificada. 08. (ENEM – 1998) Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg e volta para casa num ônibus de marca Mercedes. Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips para ver o videoclip de Michael Jackson e, em seguida, deve ouvir um CD do grupo Simply Red, gravado pela BMG Ariola Discos em seu equipamento AIWA. Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse seu curto programa de algumas horas. Adap. Praxedes et alli, 1997. O MERCOSUL. SP, Ed. Ática, 1997. A leitura do texto ajuda você a compreender que: I. a globalização é um processo ideal para garantir o acesso a bens e serviços para toda a população. II. a globalização é um fenômeno econômico e, ao mesmo tempo, cultural. III. a globalização favorece a manutenção da diversidade de costumes. IV. filmes, programas de TV e música são mercadorias como quaisquer outras. V. as sedes das empresas transnacionais mencionadas são os EUA, Europa Ocidental e Japão. Destas afirmativas estão corretas: A) I, II e IV, apenas. B) II,IV e V, apenas. C) II, III e IV, apenas. D) I, III e IV, apenas. E) III, IV e V, apenas. 09. (ENEM – 1998) Em uma disputa por terras, em Mato Grosso do Sul, dois depoimentos são colhidos: o do proprietário de uma fazenda e o de um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras: Depoimento 1 - “A minha propriedade foi conseguida com muito sacrifício pelos meus antepassados. Não admito invasão. Essa gente não sabe de nada. Estão sendo manipulados pelos comunistas. Minha resposta será à bala. Esse povo tem que saber que a Constituição do Brasil garante a propriedade privada. Além disso, se esse governo quiser as minhas terras para a Reforma Agrária terá que pagar, em dinheiro, o valor que eu quero.” — proprietário de uma fazenda no Mato Grosso do Sul. Depoimento 2 - “Sempre lutei muito. Minha família veio para a cidade porque fui despedido quando as máquinas chegaram lá na Usina. Seu moço, acontece que eu sou um homem da terra. Olho pro céu, sei quando é tempo de plantar e de colher. Na cidade não fico mais. Eu quero um pedaço de terra, custe o que custar. Hoje eu sei que não estou sozinho. Aprendi que a terra tem um valor social. Ela é feita para produzir alimento. O que o homem come vem da terra. O que é duro é ver que aqueles que possuem muita terra e não dependem dela para sobreviver, pouco se preocupam em produzir nela.”– integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de Corumbá – MS. A partir da leitura do depoimento 2, quais os argumentos utilizados para defender a posição de um trabalhador rural sem terra? I. A distribuição mais justa da terra no país está sendo resolvida, apesar de que muitos ainda não têm acesso a ela. II. A terra é para quem trabalha nela e não para quem a acumula como bem material. III. É necessário que se suprima o valor social da terra. IV. A mecanização do campo acarreta a dispensa de mão-de-obra rural. Estão corretas as proposições: A) I, apenas. B) II, apenas. C) II e IV, apenas. D) I, II e III, apenas. E) III, I, IV, apenas. 10. (ENEM – 1999) Um dos maiores problemas da atualidade é o aumento desenfreado do desemprego. O texto abaixo destaca esta situação. O desemprego é hoje um fenômeno que atinge e preocupa o mundo todo. (…) A onda de desemprego recente não é conjuntural, ou seja, provocada por crises localizadas e temporárias. Está associada a mudanças estruturais na economia, daí o nome de desemprego estrutural. O desemprego manifesta-se hoje na maioria das economias, incluindo a dos países ricos. A OIT estima em 1 bilhão — um 49
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus terço da força de trabalho mundial — o número de desempregados em todo o mundo em 1998. Desse total, 150 milhões encontram-se abertamente desempregados e entre 750 e 900 milhões estão subempregados. ([CD- ROM] Almanaque Abril 1999. São Paulo: Abril.) Pode-se compreender o desemprego estrutural em termos da internacionalização da economia associada A) a uma economia desaquecida que provoca ondas gigantescas de desemprego, gerando revoltas e crises institucionais. B) ao setor de serviços que se expande provocando ondas de desemprego no setor industrial, atraindo essa mão-de- obra para este novo setor. C) ao setor industrial que passa a produzir menos, buscando enxugar custos provocando, com isso, demissões em larga escala. D) a novas formas de gerenciamento de produção e novas tecnologias que são inseridas no processo produtivo, eliminando empregos que não voltam. E) ao emprego informal que cresce, já que uma parcela da população não tem condições de regularizar o seu comércio. 11. (ENEM – 2000) Em 1999, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elaborou o “Relatório do Desenvolvimento Humano”, do qual foi extraído o trecho abaixo. Nos últimos anos da década de 90, o quinto da população mundial que vive nos países de renda mais elevada tinha: • 86% do PIB mundial, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%; • 82% das exportações mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%; • 74% das linhas telefônicas mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1,5%; • 93,3% das conexões com a Internet, enquanto o quinto de menor renda, apenas 0,2%. A distância da renda do quinto da população mundial que vive nos países mais pobres — que era de 30 para 1, em 1960 — passou para 60 para 1, em 1990, e chegou a 74 para 1, em 1997. De acordo com esse trecho do relatório, cenário do desenvolvimento humano mundial, nas últimas décadas, foi caracterizado pela: A) diminuição da disparidade entre as nações. B) diminuição da marginalizacão de países pobres. C) inclusão progressiva de países no sistema produtivo. D) crescente concentração de renda, recursos e riqueza. E) distribuicão eqüitativa dos resultados das inovações tecnológicas. 12. (ENEM – 2000) Para compreender o processo de exploração e o consumo dos recursos petrolíferos, é fundamental conhecer a gênese e o processo de formação do petróleo descritos no texto abaixo. “O petróleo é um combustível fóssil, originado provavelmente de restos de vida aquática acumulados no fundo dos oceanos primitivos e cobertos por sedimentos. O tempo e a pressão do sedimento sobre o material depositado no fundo do mar transformaram esses restos em massas viscosas de coloração negra denominadas jazidas de petróleo.” (Adaptado de TUNDISI. Usos de energia. São Paulo: Atual Editora, 1991) As informações do texto permitem afirmar que: A) o petróleo é um recurso energético renovável a curto prazo, em razão de sua constante formação geológica. B) a exploração de petróleo é realizada apenas em áreas marinhas. C) a extração e o aproveitamento do petróleo são atividades não poluentes dada sua origem natural. D) o petróleo é um recurso energético distribuído homogeneamente, em todas as regiões, independentemente da sua origem. E) o petróleo é um recurso não renovável. 13.(ENEM – 2000) O quadrinho publicado na revista Newsweek (23/9/1991) ilustra o desespero dos 50
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus cartógrafos para desenhar o novo mapa-múndi diante das constantes mudanças de fronteiras. Levando em consideração o contexto da época em que a charge foi publicada, dentre as frases abaixo, a que melhor completa o texto da fala, propondo outra correção no mapa, é: A) “A Albânia já não faz parte da Europa”. B) “O número de países só está diminuindo”. C) “Cuba já não faz parte do Terceiro Mundo”. D) “O Kasaquistão acabou de declarar independência”. E) “Vamos ter de dividir a Alemanha novamente”. 14.(ENEM – 2002) Segundo uma organização mundial de estudos ambientais, em 2025, “duas de cada três pessoas viverão situações de carência de água, caso não haja mudanças no padrão atual de consumo do produto. Uma alternativa adequada e viável para prevenir a escassez, considerando-se a disponibilidade global, seria: A) desenvolver processos de reutilização da água. B) explorar leitos de água subterrânea. C) ampliar a oferta de água, captando-a em outros rios. D) captar águas pluviais. E) importar água doce de outros estados. 15.(ENEM – 2002) Em 1958, a seleção brasileira foi campeã mundial pela primeira vez. O texto foi extraído da crônica “A alegria de ser brasileiro”, do dramaturgo Nelson Rodrigues, publicada naquele ano pelo jornal Última Hora. “Agora, com a chegada da equipe imortal, as lágrimas rolam. Convenhamos que a seleção as merece. Merece por tudo: não só pelo futebol, que foi o mais belo que os olhos mortais já contemplaram, como também pelo seu maravilhoso índice disciplinar.Até este Campeonato, o brasileiro julgava-se um cafajeste nato e hereditário. Olhava o inglês e tinha- lhe inveja. Achava o inglês o sujeito mais fino, mais sóbrio, de uma polidez e de uma cerimônia inenarráveis. E, súbito, há o Mundial. Todo mundo baixou o sarrafo no Brasil. Suecos, britânicos, alemães, franceses, checos, russos, davam botinadas em penca. Só o brasileiro se mantinha ferozmente dentro dos limites rígidos da esportividade. Então, se verificou o seguinte: o inglês, tal como o concebíamos, não existe. O único inglês que apareceu no Mundial foi o brasileiro. Por tantos motivos, vamos perder a vergonha (…), vamos sentar no meio-fio e chorar. Porque é uma alegria ser brasileiro, amigos”. Além de destacar a beleza do futebol brasileiro, Nelson Rodrigues quis dizer que o comportamento dos jogadores dentro do campo: A) foi prejudicial para a equipe e quase pôs a perder a conquista da copa do mundo. B) mostrou que os brasileiros tinham as mesmas qualidades que admiravam nos europeus, principalmente nos ingleses. C) ressaltou o sentimento de inferioridade dos jogadores brasileiros em relação aos europeus, o que os impediu de revidar as agressões sofridas. D) mostrou que o choro poderia aliviar o sentimento de que os europeus eram superiores aos brasileiros. E) mostrou que os brasileiros eram iguais aos europeus, podendo comportar-se como eles, que não respeitavam os limites da esportividade. 16.(ENEM – 2002) 1 – “(…) O recurso ao terror por parte de quem já detém o poder dentro do Estado não pode ser arrolado entre as formas de terrorismo político, porque 51
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus este se qualifica, ao contrário, como o instrumento ao qual recorrem determinados grupos para derrubar um governo acusado de manter-se por meio do terror”. 2 – Em outros casos “os terroristas combatem contra um Estado de que não fazem parte e não contra um governo (o que faz com que sua ação seja conotada como uma forma de guerra), mesmo quando por sua vez não representam um outro Estado. Sua ação aparece então como irregular, no sentido de que não podem organizar um exército e não conhecem limites territoriais, já que não provêm de um Estado” Dicionário de Política (org.) BOBBIO, N., MATTEUCCI, N. e PASQUINO, G., Brasília: Edunb,1986. De acordo com as duas afirmações, é possível comparar e distinguir os seguintes eventos históricos: I. Os movimentos guerrilheiros e de libertação nacional realizados em alguns países da África e do sudeste asiático entre as décadas de 1950 e 70 são exemplos do primeiro caso. II. Os ataques ocorridos na década de 1990, como às embaixadas de Israel, em Buenos Aires, dos EUA, no Quênia e Tanzânia, e ao World Trade Center em 2001, são exemplos do segundo caso. III. Os movimentos de libertação nacional dos anos 50 a 70 na África e sudeste asiático, e o terrorismo dos anos 90 e 2001 foram ações contra um inimigo invasor e opressor, e são exemplos do primeiro caso. É correto o que se afirma apenas em A) I. B) II. C) I e II. D) I e III. E) II e III. 17. (ENEM – 2002) “O continente africano em seu conjunto apresenta 44% de suas fronteiras apoiadas em meridianos e paralelos; 30% por linhas retas e arqueadas, e apenas 26% se referem a limites naturais que geralmente coincidem com os de locais de habitação dos grupos étnicos”.MARTIN, A. R. Fronteiras e Nações. Contexto, São Paulo, 1998. Diferente do continente americano, onde quase que a totalidade das fronteiras obedecem a limites naturais, a África apresenta as características citadas em virtude, principalmente, A) da sua recente demarcação, que contou com técnicas cartográficas antes desconhecidas. B) dos interesses de países europeus preocupados com a partilha dos seus recursos naturais. C) das extensas áreas desérticas que dificultam a demarcação dos “limites naturais”. D) da natureza nômade das populações africanas, especialmente aquelas oriundas da África Subsaariana. E) da grande extensão longitudinal, o que demandaria enormes gastos para demarcação. 18.(ENEM – 2002) Um jornalista publicou um texto do qual estão transcritos trechos do primeiro e do último parágrafos: “‘Mamãezin ha, minhas mãozinhas vão crescer de novo?’ Jamais esquecerei a cena que vi, na TV francesa, de uma menina da Costa do Marfim falando com a enfermeira que trocava os curativos de seus dois cotos de braços. (...)”. “Como manter a paz num planeta onde boa parte da humanidade não tem acesso às necessidades básicas mais elementares? (...) Como reduzir o abismo entre o camponês afegão, a criança faminta do Sudão, o Severino da cesta básica e o corretor de Wall Street? Como explicar ao menino de Bagdá que morre por falta de remédios, bloqueados pelo Ocidente, que o mal se abateu sobre Manhattan? Como dizer aos chechenos que o que aconteceu nos Estados Unidos é um absurdo? Vejam Grozny, a capital da Chechênia, arrasada pelos russos. Alguém se incomodou com os sofrimentos e as milhares de vítimas civis, inocentes, desse massacre? Ou como explicar à menina da Costa do Marfim o sentido da palavra ‘civilização’ 52
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus quando ela descobrir que suas mãos não crescerão jamais?”. UTZERI, Fritz. Jornal do Brasil, 17/09/2001. Apresentam-se, abaixo, algumas afirmações também retiradas do mesmo texto. Aquela que explicita uma resposta do autor para as perguntas feitas no trecho citado é: A) “tristeza e indignação são grandes porque os atentados ocorreram em Nova Iorque”. B) “ao longo da história, o homem civilizado globalizou todas as suas mazelas”. C) “a Europa nos explorou vergonhosamente”. D) “o neoliberalismo institui o deus mercado que tudo resolve”. E) “os negócios das indústrias de armas continuam de vento em popa”. 19.(ENEM – 2002) “A idade da pedra chegou ao fim, não porque faltassem pedras; a era do petróleo chegará igualmente ao fim, mas não por falta de petróleo”. Xeque Yamani, Ex-ministro do Petróleo da Arábia Saudita. O Estado de S. Paulo, 20/08/2001. Considerando as características que envolvem a utilização das matérias- primas citadas no texto em diferentes contextos histórico-geográficos, é correto afirmar que, de acordo com o autor, a exemplo do que aconteceu na Idade da Pedra, o fim da era do Petróleo estaria relacionado: A) à redução e esgotamento das reservas de petróleo. B) ao desenvolvimento tecnológico e à utilização de novas fontes de energia. C) ao desenvolvimento dos transportes e conseqüente aumento do consumo de energia. D) ao excesso de produção e conseqüente desvalorização do barril de petróleo. E) à diminuição das ações humanas sobre o meio ambiente. 20. (ENEM – 2002) De acordo com a história em quadrinhos protagonizada por Hagar e seu filho Hamlet, pode-se afirmar que a postura de Hagar: A) valoriza a existência da diversidade social e de culturas, e as várias representações e explicações desse universo. B) desvaloriza a existência da diversidade social e as várias culturas, e determina uma única explicação para esse universo. C) valoriza a possibilidade de explicar as sociedades e as culturas a partir de várias visões de mundo. D) valoriza a pluralidade cultural e social ao aproximar a visão de mundo de navegantes e não-navegantes. E) desvaloriza a pluralidade cultural e social, ao considerar o mundo habitado apenas pelos navegantes. 21.(ENEM – 2003) A seguir são apresentadas declarações de duas personalidades da História do Brasil a respeito da localização da capital do país, respectivamente um século e uma década antes da proposta de construção de Brasília como novo Distrito Federal. Declaração I: José Bonifácio Com a mudança da capital para o interior, fica a Corte livre de qualquer assalto de surpresa externa, e se chama para as províncias centrais o excesso de população vadia das cidades marítimas. Desta Corte central dever-se-ão logo abrir estradas para as diversas províncias e portos de mar. (Carlos de Meira Matos. Geopolítica e modernidade: geopolítica brasileira.) Declaração II: Eurico Gaspar Dutra Na América do Sul, o Brasil possui uma grande área que se pode chamar também de Terra Central. Do ponto de vista da geopolítica sul-americana, sob a qual devemos encarar a segurança do Estado brasileiro, o que precisamos fazer quanto antes é realizar a ocupação da nossa Terra Central, mediante a interiorização da Capital. (Adaptado de José W. Vesentini. A Capital da geopolítica.) Considerando o contexto histórico que envolve as duas declarações e comparando as idéias nelas contidas, podemos dizer que: A) ambas limitam as vantagens estratégicas da definição de uma nova capital a questões econômicas. B) apenas a segunda considera a mudança da capital importante do ponto de vista da estratégia militar. C) ambas consideram militar e economicamente importante a localização da capital no interior do país. 53
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus D) apenas a segunda considera a mudança da capital uma estratégia importante para a economia do país. E) nenhuma delas acredita na possibilidade real de desenvolver a região central do país a partir da mudança da capital. 22.(ENEM – 2003) No dia 7 de outubro de 2001, Estados Unidos e Grã- Bretanha declararam guerra ao regime Talibã, no Afeganistão. Leia trechos das declarações do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e de Osama Bin Laden, líder muçulmano, nessa ocasião: George Bush: Um comandante-chefe envia os filhos e filhas dos Estados Unidos à batalha em território estrangeiro somente depois de tomar o maior cuidado e depois de rezar muito. Pedimos-lhes que estejam preparados para o sacrifício das próprias vidas. A partir de 11 de setembro, uma geração inteira de jovens americanos teve uma nova percepção do valor da liberdade, do seu preço, do seu dever e do seu sacrifício. Que Deus continue a abençoar os Estados Unidos. Osama Bin Laden: Deus abençoou um grupo de vanguarda de muçulmanos, a linha de frente do Islã, para destruir os Estados Unidos. Um milhão de crianças foram mortas no Iraque, e para eles isso não é uma questão clara. Mas quando pouco mais de dez foram mortos em Nairóbi e Dar-es-Salaam, o Afeganistão e o Iraque foram bombardeados e a hipocrisia ficou atrás da cabeça dos infiéis internacionais. Digo a eles que esses acontecimentos dividiram o mundo em dois campos, o campo dos fiéis e o campo dos infiéis. Que Deus nos proteja deles. (Adaptados de O Estado de S. Paulo, 8/10/2001). Pode-se afirmar que: A) a justificativa das ações militares encontra sentido apenas nos argumentos de George W. Bush. B) a justificativa das ações militares encontra sentido apenas nos argumentos de Osama Bin Laden. C) ambos apóiam-se num discurso de fundo religioso para justificar o sacrifício e reivindicar a justiça. D) ambos tentam associar a noção de justiça a valores de ordem política, dissociando-a de princípios religiosos. E) ambos tentam separar a noção de justiça das justificativas de ordem religiosa, fundamentando-a numa estratégia militar 23.(ENEM – 2003) O texto abaixo é um trecho do discurso do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pronunciado quando da declaração de guerra ao regime Talibã: Essa atrocidade [o atentado de 11 de setembro, em Nova York] foi um ataque contra todos nós, contra pessoas de todas e nenhuma religião. Sabemos que a Al-Qaeda ameaça a Europa, incluindo a Grã- Bretanha, e qualquer nação que não compartilhe de seu fanatismo. Foi um ataque à vida e aos meios de vida. As empresas aéreas, o turismo e outras indústrias foram afetadas e a confiança econômica sofreu, afetando empregos e negócios britânicos. Nossa prosperidade e padrão de vida requerem uma resposta aos ataques terroristas. (O Estado de S. Paulo, 8/10/2001). Nesta declaração, destacaram-se principalmente os interesses de ordem: A) moral. B) militar. C) jurídica. D) religiosa. E) econômica. 24.(ENEM – 2003) Leia o texto I de Josué de Castro, publicado em 1947. O Brasil, como país subdesenvolvido, em fase de acelerado processo de industrialização não conseguiu ainda se libertar da fome. Os baixos índices de produtividade agrícola se constituíram como fatores de base no condicionamento de um abastecimento alimentar insuficiente e inadequado às necessidades alimentares do nosso povo. (Adaptado de Josué de Castro. Geografia da Fome) Leia o texto II sobre a fome no Brasil, publicado em 2001. Uma das evidências contidas no mapa da fome consiste na constatação de que o problema alimentar no Brasil não reside na disponibilidade e produção interna de grãos e dos produtos tradicionalmente consumidos no País, mas antes no descompasso entre o poder aquisitivo de ampla parcela da população e o custo de aquisição de 54
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus uma quantidade de alimentos compatível com as necessidades do trabalhador e de sua família. (http://www.mct.gov.br) Comparando os textos I e II podemos concluir que a persistência da fome no Brasil resulta principalmente: A) da renda insuficiente dos trabalhadores. D) do processo de industrialização. B) de uma rede de transporte insuficiente. E) da pequena produção de grãos. C) da carência de terras produtivas. 25.(ENEM – 2004) Os Jogos Olímpicos tiveram início na Grécia, em 776 a.C., para celebrar uma declaração de paz. Na sociedade contemporânea, embora mantenham como ideal o congraçamento entre os povos, os Jogos Olímpicos têm sido palco de manifestações de conflitos políticos. Dentre os acontecimentos apresentados abaixo, o único que evoca um conflito armado e sugere sua superação, reafirmando o ideal olímpico, ocorreu: A) em 1980, em Moscou, quando os norte-americanos deixaram de comparecer aos Jogos Olímpicos. B) em 1964, em Tóquio, quando um atleta nascido em Hiroshima foi escolhido para carregar a tocha olímpica. C) em 1956, em Melbourne, quando a China abandonou os Jogos porque a representação de Formosa também havia sido convidada para participar. D) em 1948, em Londres, quando os alemães e os japoneses não foram convidados a participar. E) em 1936, em Berlim, quando Hitler abandonou o estádio ao serem anunciadas as vitórias do universitário negro, Jesse Owens, que recebeu quatro medalhas. 26. (ENEM – 2004) A questão étnica no Brasil tem provocado diferentes atitudes: I. Instituiu-se o “Dia Nacional da Consciência Negra” em 20 de novembro, ao invés da tradicional celebração do 13 de maio. Essa nova data é o aniversário da morte de Zumbi, que hoje simboliza a crítica à segregação e à exclusão social. II. Um turista estrangeiro que veio ao Brasil, no carnaval, afirmou que nunca viu tanta convivência harmoniosa entre as diversas etnias. Também sobre essa questão, estudiosos fazem diferentes reflexões: Entre nós [brasileiros], (...) a separação imposta pelo sistema de produção foi a mais fluida possível. Permitiu constante mobilidade de classe para classe e até de uma raça para outra. Esse amor, acima de preconceitos de raça e de convenções de classe, do branco pela cabocla, pela cunhã, pela índia (...) agiu poderosamente na formação do Brasil, adoçando-o. (Gilberto Freire. O mundo que o português criou.). [Porém] o fato é que ainda hoje a miscigenação não faz parte de um processo de integração das “raças” em condições de igualdade social. O resultado foi que (...) ainda são pouco numerosos os segmentos da “população de cor” que conseguiram se integrar, efetivamente, na sociedade competitiva. (Florestan Fernandes. O negro no mundo dos brancos.) Considerando as atitudes expostas acima e os pontos de vista dos estudiosos, é correto aproximar: A) a posição de Gilberto Freire e a de Florestan Fernandes igualmente às duas atitudes. B) a posição de Gilberto Freire à atitude I e a de Florestan Fernandes à atitude II. C) a posição de Florestan Fernandes à atitude I e a de Gilberto Freire à atitude II. D) somente a posição de Gilberto Freire a ambas as atitudes. E) somente a posição de Florestan Fernandes a ambas as atitudes. 27.(ENEM – 2005) Zuenir Ventura, em seu livro “Minhas memórias dos outros” (São Paulo: Planeta do Brasil, 2005), referindo-se ao fim da “Era Vargas” e ao suicídio do presidente em 1954, comenta: Quase como castigo do destino, dois anos depois eu iria trabalhar no jornal de Carlos Lacerda, o inimigo mortal de Vargas (e nunca esse adjetivo foi tão próprio). Diante daquele contexto histórico, muitos estudiosos acreditam que, com o suicídio, Getúlio Vargas atingiu não apenas a si mesmo, mas o coração de seus aliados e a mente de seus inimigos. 55
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus A afirmação que aparece “entre parênteses” no comentário e uma conseqüência política que atingiu os inimigos de Vargas aparecem, respectivamente, em: A) a conspiração envolvendo o jornalista Carlos Lacerda é um dos elementos do desfecho trágico e o recuo da ação de políticos conservadores devido ao impacto da reação popular. B) a tentativa de assassinato sofrida pelo jornalista Carlos Lacerda por apoiar os assessores do presidente que discordavam de suas idéias e o avanço dos conservadores foi intensificado pela ação dos militares. C) o presidente sentiu-se impotente para atender a seus inimigos, como Carlos Lacerda, que o pressionavam contra a ditadura e os aliados do presidente teriam que aguardar mais uma década para concretizar a democracia progressista. D) o jornalista Carlos Lacerda foi responsável direto pela morte do presidente e este fato veio impedir definitivamente a ação de grupos conservadores. E) o presidente cometeu o suicído para garantir uma definitiva e dramática vitória contra seus acusadores e oferecendo a própria vida Vargas facilitou as estratégias de regimes autoritários no país. 28.(ENEM – 2006) A moderna democracia brasileira foi construída entre saltos e sobressaltos. Em 1954, a crise culminou no suicídio do presidente Vargas. No ano seguinte, outra crise quase impediu a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Em 1961, o Brasil quase chegou à guerra civil depois da inesperada renúncia do presidente Jânio Quadros. Três anos mais tarde, um golpe militar depôs o presidente João Goulart, e o país viveu durante vinte anos em regime autoritário. A partir dessas informações, relativas à história republicana brasileira, assinale a opção correta. A) Ao término do governo João Goulart, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República. B) A renúncia de Jânio Quadros representou a primeira grande crise do regime republicano brasileiro. C) Após duas décadas de governos militares, Getúlio Vargas foi eleito presidente em eleições diretas. D) A trágica morte de Vargas determinou o fim da carreira política de João Goulart. E) No período republicano citado, sucessivamente, um presidente morreu, um teve sua posse contestada, um renunciou e outro foi deposto. 29.(ENEM – 2006) Os textos a seguir foram extraídos de duas crônicas publicadas no ano em que a seleção brasileira conquistou o tricampeonato mundial de futebol. O General Médici falou em consistência moral. Sem isso, talvez a vitória nos escapasse, pois a disciplina consciente, livremente aceita, é vital na preparação espartana para o rude teste do campeonato. Os brasileirosportaram-se não apenas como técnicos ou profissionais, mas como brasileiros, como cidadãos deste grande país, cônscios de seu papel de representantes de seu povo. Foi a própria afirmação do valor do homem brasileiro, como salientou bem o presidente da República. Que o chefe do governo aproveite essa pausa, esse minuto de euforia e de efusão patriótica, para meditar sobre a situação do país. (...) A realidade do Brasil é a explosão patriótica do povo ante a vitória na Copa. Danton Jobim. Última Hora, 23/6/1970 (com adaptações). O que explodiu mesmo foi a alma, foi a paixão do povo: uma explosão incomparável de alegria, de entusiasmo, de orgulho. (...) Debruçado em minha varanda de Ipanema, [um velho amigo] perguntava: — Será que algum terrorista se aproveitou do delírio coletivo para adiantar um plano seu qualquer, agindo com frieza e precisão? Será que, de outro lado, algum carrasco policial teve ânimo para voltar a torturar sua vítima logo que o alemão apitou o fim do jogo? Rubem Braga. Última Hora, 25/6/1970 (com adaptações). Avalie as seguintes afirmações a respeito dos dois textos e do período histórico em que foram escritos. I. Para os dois autores, a conquista do tricampeonato mundial de futebol provocou uma explosão de alegria popular. 56
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus II. Os dois textos salientam o momento político que o país atravessava ao mesmo tempo em que conquistava o tricampeonato. III. À época da conquista do tricampeonato mundial de futebol, o Brasil vivia sob regime militar, que, embora politicamente autoritário, não chegou a fazer uso de métodos violentos contra seus opositores. É correto apenas o que se afirma em A) I. B) II. C) III. D) I e II. E) II e III. 30.(ENEM – 2007) São Paulo, 18 de agosto de 1929. Carlos [Drummond de Andrade], Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas — João Pessoa. É. Mas veja como estamos... trocados. Esse entusiasmo devia ser meu e sou eu que conservo o ceticismo que deveria ser de você. (...). Eu... eu contemplo numa torcida apenas simpática a candidatura Getúlio Vargas, que antes desejara tanto. Mas pra mim, presentemente, essa candidatura (única aceitável, está claro) fica manchada por essas pazes fragílimas de governistas mineiros, gaúchos, paraibanos (...), com democráticos paulistas (que pararam de atacar o Bernardes) e oposicionistas cariocas e gaúchos. Tudo isso não me entristece. Continuo reconhecendo a existência de males necessários, porém me afasta do meu país e da candidatura Getúlio Vargas. Repito: única aceitável [Mário [de Andrade]. Renato Lemos. Bem traçadas linhas: a história do Brasil em cartas pessoais. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 305. Acerca da crise política ocorrida em fins da Primeira República, a carta do paulista Mário de Andrade ao mineiro Carlos Drummond de Andrade revela: A) a simpatia de Drummond pela candidatura Vargas e o desencanto de Mário de Andrade com as composições políticas sustentadas por Vargas. B) a veneração de Drummond e Mário de Andrade ao gaúcho Getúlio Vargas, que se aliou à oligarquia cafeeira de São Paulo. C) a concordância entre Mário de Andrade e Drummond quanto ao caráter inovador de Vargas, que fez uma ampla aliança para derrotar a oligarquia mineira. D) a discordância entre Mário de Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas e o paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais. E) o otimismo de Mário de Andrade em relação a Getúlio Vargas, que se recusara a fazer alianças políticas para vencer as eleições. 31.(ENEM – 2007) Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo- franceses e israelenses. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe- israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel. Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção americano- soviética impôs o cessar-fogo, concluído em 22 de outubro. A partir do texto acima, assinale a opção correta. A) A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências européias no Oriente Médio. B) Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória. C) A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel. D) A ação dos governos de Washington e de Moscou foi decisiva para o cessar- fogo que pôs fim ao primeiro conflito árabe-israelense. E) Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas 57
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU. 32.(ENEM – 2008) O ano de 1954 foi decisivo para Carlos Lacerda. Os que conviveram com ele em 1954, 1955, 1957 (um dos seus momentos intelectuais mais altos, quando o governo Juscelino tentou cassar o seu mandato de deputado), 1961 e 1964 tinham consciência de que Carlos Lacerda, em uma batalha política ou jornalística, era um trator em ação, era um vendaval desencadeado não se sabe como, mas que era impossível parar fosse pelo método que fosse. Hélio Fernandes. Carlos Lacerda, a morte antes da missão cumprida. In: Tribuna da Imprensa, 22/5/2007 (com adaptações). Com base nas informações do texto acima e em aspectos relevantes da história brasileira entre 1954, quando ocorreu o suicídio de Vargas (em grande medida, devido à pressão política exercida pelo próprio Lacerda), e 1964, quando um golpe de Estado interrompe a trajetória democrática do país, conclui-se que: A) a cassação do mandato parlamentar de Lacerda antecedeu a crise que levou Vargas à morte. B) Lacerda e adeptos do getulismo, aparentemente opositores, expressavam a mesma posição político-ideológica. C) a implantação do regime militar, em 1964, decorreu da crise surgida com a contestação à posse de Juscelino Kubitschek como presidente da República. D) Carlos Lacerda atingiu o apogeu de sua carreira, tanto no jornalismo quanto na política, com a instauração do regime militar. E) Juscelino Kubitschek, na presidência da República, sofreu vigorosa oposição de Carlos Lacerda, contra quem procurou reagir. 33.(ENEM – 2008) Em discurso proferido em 17 de março de 1939, o primeiro-ministro inglês à época, Neville Chamberlain, sustentou sua posição política: “Não necessito defender minhas visitas à Alemanha no outono passado, que alternativa existia? Nada do que pudéssemos ter feito, nada do que a França pudesse ter feito, ou mesmo a Rússia, teria salvado a Tchecoslováquia da destruição. Mas eu também tinha outro propósito ao ir até Munique. Era o de prosseguir com a política por vezes chamada de ‘apaziguamento europeu’, e Hitler repetiu o que já havia dito, ou seja, que os Sudetos, região de população alemã na Tchecoslováquia, eram a sua última ambição territorial na Europa, e que não queria incluir na Alemanha outros povos que não os alemães.”Internet: <www.johndclare.net> (com adaptações). Sabendo-se que o compromisso assumido por Hitler em 1938, mencionado no texto da questão, foi rompido pelo líder alemão em 1939, infere-se que: A) Hitler ambicionava o controle de mais territórios na Europa além da região dos Sudetos. B) a aliança entre a Inglaterra, a França e a Rússia poderia ter salvado a Tchecoslováquia. C) o rompimento desse compromisso inspirou a política de ‘apaziguamento europeu’. D) a política de Chamberlain de apaziguar o líder alemão era contrária à posição assumida pelas potências aliadas. E) a forma que Chamberlain escolheu para lidar com o problema dos Sudetos deu origem à destruição da Tchecoslováquia. 34.(ENEM – 2008) Na América do Sul, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) lutam, há décadas, para impor um regime de inspiração marxista no país. Hoje, são acusadas de envolvimento com o narcotráfico, o qual supostamente financia suas ações, que incluem ataques diversos, assassinatos e sequestros Na Ásia, a Al Qaeda, criada por Osama bin Laden, defende o fundamentalismo islâmico e vê nos Estados Unidos da América (EUA) e em Israel inimigos poderosos, os quais deve combater sem trégua. A mais conhecida de suas ações terroristas ocorreu em 2001, quando foram atingidos o Pentágono e as torres do World Trade Center. A partir das informações acima, conclui-se que: A) as ações guerrilheiras e terroristas no mundo contemporâneo usam 58
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus métodos idênticos para alcançar os mesmos propósitos. B) o apoio internacional recebido pelas Farc decorre do desconhecimento, pela maioria das nações, das práticas violentas dessa organização. C) os EUA, mesmo sendo a maior potência do planeta, foram surpreendidos com ataques terroristas que atingiram alvos de grande importância simbólica. D) as organizações mencionadas identificam-se quanto aos princípios religiosos que defendem. E) tanto as Farc quanto a Al Qaeda restringem sua atuação à área geográfica em que se localizam, respectivamente, América do Sul e Ásia. LISTA DE SIGLAS UFS-SE – Universidade Federal de Sergipe UFPE – Universidade Federal de Pernambuco UFA – Universidade Federal de Alagoas CSA – Clayton de Sousa Avelar (2001) UFC-CE – Universidade Federal do Ceará UFPR – Universidade Federal do Paraná UCB-DF – Universidade Católica de Brasília PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo UFJF – MG – Universidade Federal de Juiz de Fora FATEC – SP - Faculdade de Tecnologia de São Paulo FGV – Fundação Getúlio Vargas UNIRIO – Fundação Universidade do Rio de Janeiro UFF-RJ – Universidade Federal Fluminense ESPM-SP – Escola Superior de Propaganda e Marketing UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais UFSM –RS – Universidade Federal de Santa Maria UEL-PR – Universidade Estadual de Londrina FUVEST – Fundação Universitária para o Vestibular CSA – Clayton de Sousa Avelar (2001) GC – Gilberto Cotrim (1999) AWMC e MVMA – Antônio Wanderley de Melo Corrêa e Marcos Vinícius Melo dos Anjos (2003) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARRUDA, José Jobson de A e PILETT, Nelson. Toda a História: História Geral e do Brasil. 8ª ed. São Paulo: Ática. 1999. CORRÊA, Antônio Wanderley de Melo e ANJOS, Marcos Vinícius dos. História de Sergipe para vestibulares e outros concursos. Aracaju: Infographic’s Gráfica e Editora, 2003. COTRIM, Gilberto. História Global: Geral e do Brasil. São Paulo: Saraiva, 1999. FIGUEIRA, Divalte Garcia. História: Série Novo Ensino Médio. Vol. Unico. São Paulo: Ática. 2000. GLÊYSE E GENIVALDO. Apostila de História para o Primeiro ano. Aracaju: Pré-Uni, 2008. MELLO, Leonel Itaussu Almeida e COSTA, Luís César Amad. História Moderna e Contemporânea. São Paulo: Scipione, 1999. _______________________História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1999. SANTOS, Lenalda Andrade e OLIVA, Terezinha Alves. Para Conhecer a História de Sergipe. Aracaju: Opção Gráfica, 1998. SERIACOPI, Gislane Campos Azevedo e SERIACOPI, Reinaldo. História: Volume único.1ª Ed. São Paulo: Ática, 2005. SILVA, Francisco de Assis. História do Brasil: Colônia, Império, República. São Paulo: Moderna, 1992. VICENTINO, Cláudio e DORIGO, Giannpaolo. História Geral e do Brasil. Vol. Único. São Paulo: Scipione, 2001. (Série Parâmetros). 59
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    Terceira Série doEnsino Médio HISTÓRIA Profº Msc. Givaldo Santos de Jesus “Ser livre é antes de tudo, escapar da escravidão que a ignorância impõe”. Manoel Bomfim MAPAS EM ANEXO 60