Didática


• Acadêmico: Rodrigo de Matos

• Prof. Gilberto Borges de Sá
Antonio Gramsci
• 23/1/1891, Ales, Sardenha, Itália
  27/4/1937, Roma
• Antonio Gramsci foi uma das referências
  essenciais do pensamento de esquerda no século
  20, co-fundador do Partido Comunista Italiano.

• Nascido em Ales, na Sardenha, em uma família
  pobre e numerosa, filho de Francesco Gramsci,
  Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma
  doença que o deixou corcunda e prejudicou seu
  crescimento. No entanto, foi um estudante
  brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio
  para estudar Letras na universidade de Turim.
• Gramsci frequentou os círculos socialistas e
  entrou para o Partido Socialista em 1913.
  Transformou-se num jornalista notável, um
  escritor articulado da teoria política, escrevendo
  para o "L'Avanti", órgão oficial do Partido
  Socialista e para vários jornais socialistas na
  Itália.

• Em 1919, rompeu com o partido. Militou em
  comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido
  Comunista Italiano em 1921, junto com Amadeo
  Bordiga*.
• Gramsci foi à Rússia em 1922, onde representou o
  novo partido e encontrou Giulia Schucht, uma
  violinista com quem se casou e teve 2 filhos. A
  missão russa coincidiu com o advento do fascismo
  na Itália. Gramsci retornou com a missão de
  promover a unidade dos partidos de esquerda no
  seu país.

• Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista
  prendeu Gramsci e, apesar de sua imunidade
  parlamentar, levaram-no à prisão. Recebeu uma
  sentença de cinco anos de confinamento e, no ano
  seguinte, uma sentença de 20 anos de prisão em
  Turi, perto de Bari.
• Um projeto para trocar prisioneiros políticos entre a
  Itália e a União Soviética falhou em 1932. Dois anos
  depois, bastante doente, ganhou a liberdade
  condicional, para tratar-se em hospitais. Morreu em
  Roma, aos 46 anos.

• Gramsci escreveu mais de 30 cadernos de história e
  análise durante a prisão. Conhecidas como
  "Cadernos do Cárcere" e "Cartas do Cárcere",
  contêm seu traço do nacionalismo italiano e
  algumas ideias da teoria crítica e educacional. Para
  despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma
  linguagem cifrada, em torno de conceitos originais
  ou de expressões novas. Seus escritos têm forma
  fragmentária, com muitos trechos que apenas
  indicam reflexões a serem desenvolvidas.
• Suas noções de pedagogia crítica e instrução popular
  foram teorizadas e praticadas décadas mais tarde
  por Paulo Freire no Brasil. Gramsci desacreditava de
  uma tomada do poder que não fosse precedida por
  mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes
  principais dessas mudanças seriam os intelectuais e
  um dos seus instrumentos mais importantes, para a
  conquista da cidadania, seria a escola.

• Gramsci promoveu o casamento das ideias de Marx
  com as de Maquiavel, considerando o Partido
  Comunista o novo "Príncipe", a quem o pensador
  florentino renascentista dava conselhos para tomar
  e permanecer no poder.
• Defendia a socialização da educação e da cultura
  intelectual sugerindo que os intelectuais
  tradicionais contribuíssem para a extensão do
  conhecimento à população geral através das
  parcerias com universidades.
• Havia na época dois tipos de escola: a
  clássica(voltada para a classe dominante) e a
  profissional(voltada para a classe trabalhadora).
  O teórico defendia uma única escola que aliasse
  o conhecimento do trabalho manual e
  capacidade intelectual: a escola única ou
  elementar
• . Essa escola, dizia ele, não deveria “hipotecar o
  futuro do jovem e não constringir a sua vontade, a
  sua inteligência, a sua consciência em formação a
  mover-se dentro de um trilho com direção pré-
  fixada; uma escola de liberdade e de livre iniciativa e
  não uma escola de escravidão e mecanicidade”
  (Gramsci, 1975). Primava pelo principio da
  igualdade, base da filosofia de Karl Marx,
  defendendo que o trabalho e seu aperfeiçoamento
  eram o ponto de partida para essa conquista. A
  escola única realizaria o processo de igualdade, pois
  como instituição ativa mesclaria teoria e prática nas
  atividades laborativas dos homens com o objetivo de
  educar as classes subordinadas para o cumprimento
  de seu papel na sociedade em seu caráter coletivo e
  não apenas individual.

Antonio gramsci

  • 1.
    Didática • Acadêmico: Rodrigode Matos • Prof. Gilberto Borges de Sá
  • 2.
    Antonio Gramsci • 23/1/1891,Ales, Sardenha, Itália 27/4/1937, Roma
  • 3.
    • Antonio Gramscifoi uma das referências essenciais do pensamento de esquerda no século 20, co-fundador do Partido Comunista Italiano. • Nascido em Ales, na Sardenha, em uma família pobre e numerosa, filho de Francesco Gramsci, Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. No entanto, foi um estudante brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio para estudar Letras na universidade de Turim.
  • 4.
    • Gramsci frequentouos círculos socialistas e entrou para o Partido Socialista em 1913. Transformou-se num jornalista notável, um escritor articulado da teoria política, escrevendo para o "L'Avanti", órgão oficial do Partido Socialista e para vários jornais socialistas na Itália. • Em 1919, rompeu com o partido. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921, junto com Amadeo Bordiga*.
  • 5.
    • Gramsci foià Rússia em 1922, onde representou o novo partido e encontrou Giulia Schucht, uma violinista com quem se casou e teve 2 filhos. A missão russa coincidiu com o advento do fascismo na Itália. Gramsci retornou com a missão de promover a unidade dos partidos de esquerda no seu país. • Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista prendeu Gramsci e, apesar de sua imunidade parlamentar, levaram-no à prisão. Recebeu uma sentença de cinco anos de confinamento e, no ano seguinte, uma sentença de 20 anos de prisão em Turi, perto de Bari.
  • 6.
    • Um projetopara trocar prisioneiros políticos entre a Itália e a União Soviética falhou em 1932. Dois anos depois, bastante doente, ganhou a liberdade condicional, para tratar-se em hospitais. Morreu em Roma, aos 46 anos. • Gramsci escreveu mais de 30 cadernos de história e análise durante a prisão. Conhecidas como "Cadernos do Cárcere" e "Cartas do Cárcere", contêm seu traço do nacionalismo italiano e algumas ideias da teoria crítica e educacional. Para despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma linguagem cifrada, em torno de conceitos originais ou de expressões novas. Seus escritos têm forma fragmentária, com muitos trechos que apenas indicam reflexões a serem desenvolvidas.
  • 7.
    • Suas noçõesde pedagogia crítica e instrução popular foram teorizadas e praticadas décadas mais tarde por Paulo Freire no Brasil. Gramsci desacreditava de uma tomada do poder que não fosse precedida por mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, para a conquista da cidadania, seria a escola. • Gramsci promoveu o casamento das ideias de Marx com as de Maquiavel, considerando o Partido Comunista o novo "Príncipe", a quem o pensador florentino renascentista dava conselhos para tomar e permanecer no poder.
  • 8.
    • Defendia asocialização da educação e da cultura intelectual sugerindo que os intelectuais tradicionais contribuíssem para a extensão do conhecimento à população geral através das parcerias com universidades. • Havia na época dois tipos de escola: a clássica(voltada para a classe dominante) e a profissional(voltada para a classe trabalhadora). O teórico defendia uma única escola que aliasse o conhecimento do trabalho manual e capacidade intelectual: a escola única ou elementar
  • 9.
    • . Essaescola, dizia ele, não deveria “hipotecar o futuro do jovem e não constringir a sua vontade, a sua inteligência, a sua consciência em formação a mover-se dentro de um trilho com direção pré- fixada; uma escola de liberdade e de livre iniciativa e não uma escola de escravidão e mecanicidade” (Gramsci, 1975). Primava pelo principio da igualdade, base da filosofia de Karl Marx, defendendo que o trabalho e seu aperfeiçoamento eram o ponto de partida para essa conquista. A escola única realizaria o processo de igualdade, pois como instituição ativa mesclaria teoria e prática nas atividades laborativas dos homens com o objetivo de educar as classes subordinadas para o cumprimento de seu papel na sociedade em seu caráter coletivo e não apenas individual.