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E.E. PROFª. IRENE DIAS RIBEIRO Antologia Poética Vinicius de Morais  Profª. Mestre.  Maria Inês de Souza Vitorino Justino  Eliezer Cavalcante  William Oliveira Rosa de Paula 2011
BIOGRAFIA: Foi em 1913, na cidade do Rio de Janeiro, que nasceu, em meio a um forte temporal, Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta (amigo de Olavo Bilac), violonista e cantor de modinhas, que iniciaria Vinicius na música. O tio mais moço, boêmio e seresteiro, também exerceu forte influência sobre ele. Além de sua mãe, Lydia Cruz, e o avô, que eram hábeis pianistas.
Como é possível notar, nascido no seio de uma família de músicos (e de poetas!), Vinicius, tal como Bach, terá forte presença dessa arte superior, que é a música, por toda sua vida. Vinicius de Moraes foi diplomata, músico, boêmio, advogado, crítico de cinema e, sobretudo, poeta, que se auto-intitulava o "branco mais preto do Brasil".  Um crítico certa vez disse que Vinicius era um homem plural, e que essa pluralidade era percebida nas várias atividades que o poeta desenvolveu, nos vários amores que teve (seus biógrafos afirmam que teve, oficialmente, 9 mulheres), e no próprio nome: Marcu s  Viníciu s  da Cruz de Mello Morae s .
Como diplomata, ele residiu em várias capitais do mundo. Além de formado em Direito, foi agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford.
OQUE É UMA ANTOLOGIA ? Antologia significa, etimologicamente, "coletânea de flores"; o termo remete à idéia de escolha, coleção. Sendo assim, antologia é uma coleção de trabalhos literários; neste caso, coleção de trabalhos poéticos.  A importância de se ler uma obra como esta ("Antologia Poética") está no fato de que estamos tendo contato com uma seleção de poemas feita pelo próprio autor.
Primeira fase o Autor A primeira inicia-se em 1933 e abrange os livros  O caminho para a distância  (1933);  Forma e exegese  (1935);  Ariana, a mulher  (1936). Nesse período encontramos um poeta místico, que escrevia versos longos, de tom bíblico-romântico, de espiritualidade católica e visionária. O próprio poeta caracterizou esta fase como "o sentimento do sublime". Na "Advertência" à sua  Antologia Poética  ele afirmava que "a primeira (fase), transcendental, frequentemente mística, (era) resultante de sua fase cristã".
Principais Características da Primeira Fase; ,[object Object],[object Object],[object Object]
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Exemplo de suas Obras: Purificação Eu, Senhor, pobre massa sem seiva Eu caminhei Nem senti a derrota tremenda Do que era mau em mim. A luz cresceu, cresceu interiormente E toda me envolveu.
A ti, Senhor, gritei que estava puro E na natureza ouvi a tua voz. Pássaros cantaram no céu Eu olhei para o céu e cantei e cantei. Senti a alegria da vida Que vivia nas flores pequenas Senti a beleza da vida Que morava na luz e morava no céu E cantei e cantei.
A minha voz subirá até ti, Senhor E tu me deste a paz Eu te peço, Senhor Guarda meu coração no teu coração Que ele é puro e simples Guarda a minha alma na tua alma Que ela é bela, Senhor. Guarda o meu espírito no teu espírito Porque ele é minha luz E porque só a ti ele exalta e ama.
Segunda Fase do Autor A segunda fase (ou como se costuma dizer: o segundo Vinicius) tem início em  Cinco Elegias , de 1943. O novo tom, a nova linguagem, as novas formas e temas, que vinham desde  Novos poemas , de 1933, intensificam-se e diversificam-se nos livros posteriores -  Poemas, sonetos e baladas  (1946) e  Novos poemas II  (1959) -, em que se mostram tanto as formas clássicas (soneto de tradição camoniana e shakespeariana) quanto a poesia livre (em "A última elegia", os versos têm forma de serpente). O poeta sente-se à vontade para inventar palavras, muitas vezes bilíngues, ou praticar a oralidade maliciosa.
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Principais Características da Segunda fase;  ,[object Object],[object Object]
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Exemplo de Suas Obras: A rosa de Hiroxima  Pensem nas crianças  Mudas telepáticas  Pensem nas meninas  Cegas inexatas  Pensem nas mulheres  Rotas alteradas  Pensem nas feridas  Como rosas cálidas  Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa  Da rosa de Hiroshima  A rosa hereditária    A rosa radioativa  Estúpida e inválida  A rosa com cirrose  A anti-rosa atômica  Sem cor sem perfume  Sem rosa sem nada.
Análise do Poema: Numa postura humanista, em que cria figuras com fortes tintas, o poeta canta contra a guerra. Usando o verbo "pensar" no imperativo ("pensem"), "convida-nos" a todos a refletir diante das atrocidades causadas pela guerra; e, principalmente, a causada pelo mais novo rebento gerado pelo ser humano: a bomba atômica. A culpa não é apenas de um indivíduo ou outro. A culpa, a responsabilidade da destruição não é de um país X ou Y, mas de toda a humanidade. O que está em jogo aqui é a própria existência, ou melhor dizendo, a própria sobrevivência humana.
Vinícius grafa Hiroxima com X, pois a rigor é essa a adaptação do nome próprio japonês para a língua portuguesa. Em tempos mais recentes, devido à influência do inglês, é mais comum que se grafe a palavra com SH. Ambas as formas são aceitas na norma culta.
ELEGIA DESESPERADA ,[object Object]
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[object Object],Oxford
O Operário em construção E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:  - Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.  E Jesus, respondendo, disse-lhe:  - Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.  Lucas, cap. V, vs. 5-8.
Era ele que erguia casas  Onde antes só havia chão.  Como um pássaro sem asas  Ele subia com as casas  Que lhe brotavam da mão.  Mas tudo desconhecia  De sua grande missão:  Não sabia, por exemplo  Que a casa de um homem é um templo Um templo sem religião  Como tampouco sabia  Que a casa que ele fazia  Sendo a sua liberdade  Era a sua escravidão.
De fato, como podia  Um operário em construção  Compreender por que um tijolo  Valia mais do que um pão?  Tijolos ele empilhava  Com pá, cimento e esquadria  Quanto ao pão, ele o comia...  Mas fosse comer tijolo!  E assim o operário ia  Com suor e com cimento  Erguendo uma casa aqui  Adiante um apartamento  Além uma igreja, à frente  Um quartel e uma prisão:  Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente  Um operário em construção.  Mas ele desconhecia  Esse fato extraordinário:  Que o operário faz a coisa  E a coisa faz o operário.  De forma que, certo dia  À mesa, ao cortar o pão  O operário foi tomado  De uma súbita emoção  Ao constatar assombrado  Que tudo naquela mesa  - Garrafa, prato, facão -  Era ele quem os fazia  Ele, um humilde operário,  Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela  Banco, enxerga, caldeirão  Vidro, parede, janela  Casa, cidade, nação!  Tudo, tudo o que existia  Era ele quem o fazia  Ele, um humilde operário  Um operário que sabia  Exercer a profissão.  Ah, homens de pensamento  Não sabereis nunca o quanto  Aquele humilde operário  Soube naquele momento!  Naquela casa vazia  Que ele mesmo levantara  Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.  O operário emocionado  Olhou sua própria mão  Sua rude mão de operário  De operário em construção  E olhando bem para ela  Teve um segundo a impressão  De que não havia no mundo  Coisa que fosse mais bela.  Foi dentro da compreensão  Desse instante solitário  Que, tal sua construção  Cresceu também o operário.  Cresceu em alto e profundo  Em largo e no coração  E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão  Pois além do que sabia  - Exercer a profissão -  O operário adquiriu  Uma nova dimensão:  A dimensão da poesia.  E um fato novo se viu  Que a todos admirava:  O que o operário dizia  Outro operário escutava. E foi assim que o operário  Do edifício em construção  Que sempre dizia  sim   Começou a dizer  não .  E aprendeu a notar coisas  A que não dava atenção:
Notou que sua marmita  Era o prato do patrão  Que sua cerveja preta  Era o uísque do patrão  Que seu macacão de zuarte  Era o terno do patrão  Que o casebre onde morava Era a mansão do patrão  Que seus dois pés andarilhos  Eram as rodas do patrão  Que a dureza do seu dia  Era a noite do patrão  Que sua imensa fadiga  Era amiga do patrão.  E o operário
E o operário disse: Não!  E o operário fez-se forte  Na sua resolução.  Como era de se esperar  As bocas da delação  Começaram a dizer coisas  Aos ouvidos do patrão.  Mas o patrão não queria  Nenhuma preocupação  - "Convençam-no" do contrário -  Disse ele sobre o operário  E ao dizer isso sorria.  Dia seguinte, o operário  Ao sair da construção  Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação  E sofreu, por destinado  Sua primeira agressão.  Teve seu rosto cuspido  Teve seu braço quebrado Mas quando foi perguntado  O operário disse: Não!  Em vão sofrera o operário  Sua primeira agressão  Muitas outras se seguiram  Muitas outras seguirão.  Porém, por imprescindível  Ao edifício em construção  Seu trabalho prosseguia  E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento  Da construção que crescia. Sentindo que a violência  Não dobraria o operário  Um dia tentou o patrão  Dobrá-lo de modo vário. De sorte que o foi levando  Ao alto da construção  E num momento de tempo  Mostrou-lhe toda a região E apontando-a ao operário  Fez-lhe esta declaração:  - Dar-te-ei todo esse poder  E a sua satisfação Porque a mim me foi entregue  E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer  Dou-te tempo de mulher. Portanto, tudo o que vês  Será teu se me adorares  E, ainda mais, se abandonares  O que te faz dizer não. Disse, e fitou o operário  Que olhava e que refletia  Mas o que via o operário  O patrão nunca veria. O operário via as casas  E dentro das estruturas  Via coisas, objetos  Produtos, manufaturas. Via tudo o que fazia  O lucro do seu patrão
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Um silêncio de torturas  E gritos de maldição  Um silêncio de fraturas  A se arrastarem no chão.  E o operário ouviu a voz  De todos os seus irmãos  Os seus irmãos que morreram  Por outros que viverão. Uma esperança sincera  Cresceu no seu coração  E dentro da tarde mansa  Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido  Razão porém que fizera  Em operário construído  O operário em construção.
Os Sonetos Ao escrever sonetos, Vinicius de Moraes soma-se à distinta lista de poetas que versejaram em língua portuguesa, tais como  Camões ,  Gregório de Matos, Bocage, Antero de Quental ,  Olavo Bilac , entre outros, e que escolheram como forma de expressão esta composição poética clássica.  Mas não é só; o motivo de tal escolha diz muito, também, sobre a atitude do poeta diante do fazer poético. O soneto, forma literária clássica fechada, é uma composição de quatorze versos, dispostos em dois quartetos e dois tercetos, seguindo variavelmente os seguintes esquemas de rima:  abab / abab / ccd / ccd; abba / abba / cde / cde ou abba / abba / cdc / dcd. , sendo que o metro mais utilizado tem sido o decassílabo (com acento na 4ª, 7ª e 10ª).
Por encerrar o conceito fundamental do poema, o último verso constitui o que chamamos de "fecho de ouro" ou a "chave de ouro".  Tudo isso faz do soneto uma escolha formal lúcida para o poeta. Porque aí se observa a clareza e a concisão de linguagem, de características clássicas. Com ela, o poeta mantém a expressão de um lirismo controlado, ou seja, o sentimento e a emoção líricos contêm-se nos limites do equilíbrio e da harmonia. O poeta procura atenuar os impulsos do "eu", isto é, de sua subjetividade particular, em favor de uma visão impessoal ou objetiva. Daí dizer que nos sonetos existe a luta de um "eu" que ama e um "eu" que raciocina.
Soneto de Fidelidade De tudo, ao meu amor serei at ento   a Antes, e com tal zelo, e sempre, e t anto   b Que mesmo em face do maior enc anto  b   Dele se encante mais meu pensam ento   a Quero vivê-lo em cada vão mo mento   a E em seu louvor hei de espalhar meu c anto   b E rir meu riso e derramar meu pr anto   b Ao seu pesar ou seu contenta mento  a E assim quando mais tarde me proc ure   a Quem sabe a morte, angústia de quem v ive   b Quem sabe a solidão, fim de quem  ama   c
Eu possa lhe dizer do amor (que t ive ):  b  Que não seja imortal, posto que é ch ama   c Mas que seja infinito enquanto d ure  .  a
Soneto de Separação De repente do riso fez-se o pr anto   a Silencioso e branco como a br uma   b E das bocas unidas fez-se a esp uma   b E das mãos espalmadas fez-se o esp anto .  a De repente da calma fez-se o v ento   a Que dos olhos desfez a última ch ama   b E da paixão fez-se o pressentim ento   a E do momento imóvel fez-se o dr ama .  b
De repente, não mais que de rep ente  c   Fez-se de triste o que se fez am ante   d E de sozinho o que se fez cont ente .  c Fez-se do amigo próximo o dist ante   c Fez-se da vida uma aventura err ante   c De repente, não mais que de rep ente .  d
Poética De manhã escur eço   De dia t ardo   De tarde anoit eço   De noite  ardo .  A oeste a m orte   Contra quem v ivo   Do sul cat ivo   O este é meu n orte .  Outros que c ontem   Passo por p asso :  Eu morro  ontem  Nasço amanhã  Ando onde há espaço:  - Meu tempo é quando.  Nova York, 1950
a sequência vertical da primeira estrofe manhã-dia-tarde-noite obedece a um encadeamento lógico: a passagem natural do tempo. Tal encadeamento é rompido na linha horizontal, já no primeiro verso ("escureço" se opõe à "manhã") e ganha ambiguidade no quarto, em que "ardo" conota claridade, em oposição ao escuro da noite, mas, sobretudo, ganha passionalidade (arder, ardor de amor). Isso aproxima parcialmente os extremos, dia e noite, e sugere a passagem do tempo como sucessão de contrates, negação de expectativas, em um clima de intenso subjetivismo (1ª pessoa).  Análise do Poema:
Na segunda estrofe, numa atitude de liberdade, de anticonvencionalismo, o eu lírico diz-se guiar pelo "este" e não pelo "norte" como todos fazem. O último verso da última estrofe privilegia o circunstancial (não é "aquilo que" acontece, mas o "momento quando" acontece que realmente importa), valorizando a disponibilidade do instante presente, para que seja intensamente vivido. Observando o aspecto formal do poema, parece haver ali um soneto renovado. Isso confirma a valorização da liberdade e do individualismo, da insubordinação e da disponibilidade, também para o ato de criação poética.
EPITÁFIO  ,[object Object],Oxford, 1939
Terceira Fase do Autor O terceiro Vinicius é o compositor, letrista e cantor. Autor de mais de trezentas músicas (como atesta seu  Livro de letras , lançado postumamente, em 1991, onde estão mais de 300 letras de músicas de sua autoria), difundidas pelo mundo com o grande acontecimento cultural e musical que foi a bossa nova. Seus parceiros, vão desde Bach a Toquinho.
O Pato Vinicius de Moraes , Toquinho , Paulo Soledade  Lá vem o Pato  Pata aqui, pata acolá  Lá vem o Pato  Para ver o que é que há.  O Pato pateta  Pintou o caneco  Surrou a galinha  Bateu no marreco  Pulou do poleiro  No pé do cavalo  Levou um coice  Criou um galo  Comeu um pedaço  De jenipapo  Ficou engasgado  Com dor no papo  Caiu no poço  Quebrou a tigela  Tantas fez o moço  Que foi pra panela.
Outras Composições Importantes; Aquarela Garota de Ipanema Minha Namorada
Referências  Bibliográficas  www.viniciusdemoraes.com.br www.brasilecola.com.br/educador http://educacao.uol.com.br/portugues/antologia-poetica-vinicius-de-moraes.jhtm http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/literatura/livros-fuvest-2010-antologia-poetica-contem-principal-obra-vinicius-moraes-513079.shtml

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Antologia Poética - Vinícius de Moraes - 3ª A - 2011

  • 1. E.E. PROFª. IRENE DIAS RIBEIRO Antologia Poética Vinicius de Morais Profª. Mestre. Maria Inês de Souza Vitorino Justino Eliezer Cavalcante William Oliveira Rosa de Paula 2011
  • 2. BIOGRAFIA: Foi em 1913, na cidade do Rio de Janeiro, que nasceu, em meio a um forte temporal, Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta (amigo de Olavo Bilac), violonista e cantor de modinhas, que iniciaria Vinicius na música. O tio mais moço, boêmio e seresteiro, também exerceu forte influência sobre ele. Além de sua mãe, Lydia Cruz, e o avô, que eram hábeis pianistas.
  • 3. Como é possível notar, nascido no seio de uma família de músicos (e de poetas!), Vinicius, tal como Bach, terá forte presença dessa arte superior, que é a música, por toda sua vida. Vinicius de Moraes foi diplomata, músico, boêmio, advogado, crítico de cinema e, sobretudo, poeta, que se auto-intitulava o "branco mais preto do Brasil". Um crítico certa vez disse que Vinicius era um homem plural, e que essa pluralidade era percebida nas várias atividades que o poeta desenvolveu, nos vários amores que teve (seus biógrafos afirmam que teve, oficialmente, 9 mulheres), e no próprio nome: Marcu s Viníciu s da Cruz de Mello Morae s .
  • 4. Como diplomata, ele residiu em várias capitais do mundo. Além de formado em Direito, foi agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford.
  • 5. OQUE É UMA ANTOLOGIA ? Antologia significa, etimologicamente, "coletânea de flores"; o termo remete à idéia de escolha, coleção. Sendo assim, antologia é uma coleção de trabalhos literários; neste caso, coleção de trabalhos poéticos. A importância de se ler uma obra como esta ("Antologia Poética") está no fato de que estamos tendo contato com uma seleção de poemas feita pelo próprio autor.
  • 6. Primeira fase o Autor A primeira inicia-se em 1933 e abrange os livros O caminho para a distância (1933); Forma e exegese (1935); Ariana, a mulher (1936). Nesse período encontramos um poeta místico, que escrevia versos longos, de tom bíblico-romântico, de espiritualidade católica e visionária. O próprio poeta caracterizou esta fase como "o sentimento do sublime". Na "Advertência" à sua Antologia Poética ele afirmava que "a primeira (fase), transcendental, frequentemente mística, (era) resultante de sua fase cristã".
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10. Exemplo de suas Obras: Purificação Eu, Senhor, pobre massa sem seiva Eu caminhei Nem senti a derrota tremenda Do que era mau em mim. A luz cresceu, cresceu interiormente E toda me envolveu.
  • 11. A ti, Senhor, gritei que estava puro E na natureza ouvi a tua voz. Pássaros cantaram no céu Eu olhei para o céu e cantei e cantei. Senti a alegria da vida Que vivia nas flores pequenas Senti a beleza da vida Que morava na luz e morava no céu E cantei e cantei.
  • 12. A minha voz subirá até ti, Senhor E tu me deste a paz Eu te peço, Senhor Guarda meu coração no teu coração Que ele é puro e simples Guarda a minha alma na tua alma Que ela é bela, Senhor. Guarda o meu espírito no teu espírito Porque ele é minha luz E porque só a ti ele exalta e ama.
  • 13. Segunda Fase do Autor A segunda fase (ou como se costuma dizer: o segundo Vinicius) tem início em Cinco Elegias , de 1943. O novo tom, a nova linguagem, as novas formas e temas, que vinham desde Novos poemas , de 1933, intensificam-se e diversificam-se nos livros posteriores - Poemas, sonetos e baladas (1946) e Novos poemas II (1959) -, em que se mostram tanto as formas clássicas (soneto de tradição camoniana e shakespeariana) quanto a poesia livre (em "A última elegia", os versos têm forma de serpente). O poeta sente-se à vontade para inventar palavras, muitas vezes bilíngues, ou praticar a oralidade maliciosa.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21. Exemplo de Suas Obras: A rosa de Hiroxima Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada.
  • 22. Análise do Poema: Numa postura humanista, em que cria figuras com fortes tintas, o poeta canta contra a guerra. Usando o verbo "pensar" no imperativo ("pensem"), "convida-nos" a todos a refletir diante das atrocidades causadas pela guerra; e, principalmente, a causada pelo mais novo rebento gerado pelo ser humano: a bomba atômica. A culpa não é apenas de um indivíduo ou outro. A culpa, a responsabilidade da destruição não é de um país X ou Y, mas de toda a humanidade. O que está em jogo aqui é a própria existência, ou melhor dizendo, a própria sobrevivência humana.
  • 23. Vinícius grafa Hiroxima com X, pois a rigor é essa a adaptação do nome próprio japonês para a língua portuguesa. Em tempos mais recentes, devido à influência do inglês, é mais comum que se grafe a palavra com SH. Ambas as formas são aceitas na norma culta.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29. O Operário em construção E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo: - Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: - Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. Lucas, cap. V, vs. 5-8.
  • 30. Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão. Como um pássaro sem asas Ele subia com as casas Que lhe brotavam da mão. Mas tudo desconhecia De sua grande missão: Não sabia, por exemplo Que a casa de um homem é um templo Um templo sem religião Como tampouco sabia Que a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão.
  • 31. De fato, como podia Um operário em construção Compreender por que um tijolo Valia mais do que um pão? Tijolos ele empilhava Com pá, cimento e esquadria Quanto ao pão, ele o comia... Mas fosse comer tijolo! E assim o operário ia Com suor e com cimento Erguendo uma casa aqui Adiante um apartamento Além uma igreja, à frente Um quartel e uma prisão: Prisão de que sofreria
  • 32. Não fosse, eventualmente Um operário em construção. Mas ele desconhecia Esse fato extraordinário: Que o operário faz a coisa E a coisa faz o operário. De forma que, certo dia À mesa, ao cortar o pão O operário foi tomado De uma súbita emoção Ao constatar assombrado Que tudo naquela mesa - Garrafa, prato, facão - Era ele quem os fazia Ele, um humilde operário, Um operário em construção.
  • 33. Olhou em torno: gamela Banco, enxerga, caldeirão Vidro, parede, janela Casa, cidade, nação! Tudo, tudo o que existia Era ele quem o fazia Ele, um humilde operário Um operário que sabia Exercer a profissão. Ah, homens de pensamento Não sabereis nunca o quanto Aquele humilde operário Soube naquele momento! Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia
  • 34. De que sequer suspeitava. O operário emocionado Olhou sua própria mão Sua rude mão de operário De operário em construção E olhando bem para ela Teve um segundo a impressão De que não havia no mundo Coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão Desse instante solitário Que, tal sua construção Cresceu também o operário. Cresceu em alto e profundo Em largo e no coração E como tudo que cresce
  • 35. Ele não cresceu em vão Pois além do que sabia - Exercer a profissão - O operário adquiriu Uma nova dimensão: A dimensão da poesia. E um fato novo se viu Que a todos admirava: O que o operário dizia Outro operário escutava. E foi assim que o operário Do edifício em construção Que sempre dizia sim Começou a dizer não . E aprendeu a notar coisas A que não dava atenção:
  • 36. Notou que sua marmita Era o prato do patrão Que sua cerveja preta Era o uísque do patrão Que seu macacão de zuarte Era o terno do patrão Que o casebre onde morava Era a mansão do patrão Que seus dois pés andarilhos Eram as rodas do patrão Que a dureza do seu dia Era a noite do patrão Que sua imensa fadiga Era amiga do patrão. E o operário
  • 37. E o operário disse: Não! E o operário fez-se forte Na sua resolução. Como era de se esperar As bocas da delação Começaram a dizer coisas Aos ouvidos do patrão. Mas o patrão não queria Nenhuma preocupação - "Convençam-no" do contrário - Disse ele sobre o operário E ao dizer isso sorria. Dia seguinte, o operário Ao sair da construção Viu-se súbito cercado
  • 38. Dos homens da delação E sofreu, por destinado Sua primeira agressão. Teve seu rosto cuspido Teve seu braço quebrado Mas quando foi perguntado O operário disse: Não! Em vão sofrera o operário Sua primeira agressão Muitas outras se seguiram Muitas outras seguirão. Porém, por imprescindível Ao edifício em construção Seu trabalho prosseguia E todo o seu sofrimento
  • 39. Misturava-se ao cimento Da construção que crescia. Sentindo que a violência Não dobraria o operário Um dia tentou o patrão Dobrá-lo de modo vário. De sorte que o foi levando Ao alto da construção E num momento de tempo Mostrou-lhe toda a região E apontando-a ao operário Fez-lhe esta declaração: - Dar-te-ei todo esse poder E a sua satisfação Porque a mim me foi entregue E dou-o a quem bem quiser.
  • 40. Dou-te tempo de lazer Dou-te tempo de mulher. Portanto, tudo o que vês Será teu se me adorares E, ainda mais, se abandonares O que te faz dizer não. Disse, e fitou o operário Que olhava e que refletia Mas o que via o operário O patrão nunca veria. O operário via as casas E dentro das estruturas Via coisas, objetos Produtos, manufaturas. Via tudo o que fazia O lucro do seu patrão
  • 41.
  • 42. Um silêncio de torturas E gritos de maldição Um silêncio de fraturas A se arrastarem no chão. E o operário ouviu a voz De todos os seus irmãos Os seus irmãos que morreram Por outros que viverão. Uma esperança sincera Cresceu no seu coração E dentro da tarde mansa Agigantou-se a razão
  • 43. De um homem pobre e esquecido Razão porém que fizera Em operário construído O operário em construção.
  • 44. Os Sonetos Ao escrever sonetos, Vinicius de Moraes soma-se à distinta lista de poetas que versejaram em língua portuguesa, tais como Camões , Gregório de Matos, Bocage, Antero de Quental , Olavo Bilac , entre outros, e que escolheram como forma de expressão esta composição poética clássica. Mas não é só; o motivo de tal escolha diz muito, também, sobre a atitude do poeta diante do fazer poético. O soneto, forma literária clássica fechada, é uma composição de quatorze versos, dispostos em dois quartetos e dois tercetos, seguindo variavelmente os seguintes esquemas de rima: abab / abab / ccd / ccd; abba / abba / cde / cde ou abba / abba / cdc / dcd. , sendo que o metro mais utilizado tem sido o decassílabo (com acento na 4ª, 7ª e 10ª).
  • 45. Por encerrar o conceito fundamental do poema, o último verso constitui o que chamamos de "fecho de ouro" ou a "chave de ouro". Tudo isso faz do soneto uma escolha formal lúcida para o poeta. Porque aí se observa a clareza e a concisão de linguagem, de características clássicas. Com ela, o poeta mantém a expressão de um lirismo controlado, ou seja, o sentimento e a emoção líricos contêm-se nos limites do equilíbrio e da harmonia. O poeta procura atenuar os impulsos do "eu", isto é, de sua subjetividade particular, em favor de uma visão impessoal ou objetiva. Daí dizer que nos sonetos existe a luta de um "eu" que ama e um "eu" que raciocina.
  • 46. Soneto de Fidelidade De tudo, ao meu amor serei at ento a Antes, e com tal zelo, e sempre, e t anto b Que mesmo em face do maior enc anto b Dele se encante mais meu pensam ento a Quero vivê-lo em cada vão mo mento a E em seu louvor hei de espalhar meu c anto b E rir meu riso e derramar meu pr anto b Ao seu pesar ou seu contenta mento a E assim quando mais tarde me proc ure a Quem sabe a morte, angústia de quem v ive b Quem sabe a solidão, fim de quem ama c
  • 47. Eu possa lhe dizer do amor (que t ive ): b Que não seja imortal, posto que é ch ama c Mas que seja infinito enquanto d ure . a
  • 48. Soneto de Separação De repente do riso fez-se o pr anto a Silencioso e branco como a br uma b E das bocas unidas fez-se a esp uma b E das mãos espalmadas fez-se o esp anto . a De repente da calma fez-se o v ento a Que dos olhos desfez a última ch ama b E da paixão fez-se o pressentim ento a E do momento imóvel fez-se o dr ama . b
  • 49. De repente, não mais que de rep ente c Fez-se de triste o que se fez am ante d E de sozinho o que se fez cont ente . c Fez-se do amigo próximo o dist ante c Fez-se da vida uma aventura err ante c De repente, não mais que de rep ente . d
  • 50. Poética De manhã escur eço De dia t ardo De tarde anoit eço De noite ardo . A oeste a m orte Contra quem v ivo Do sul cat ivo O este é meu n orte . Outros que c ontem Passo por p asso : Eu morro ontem Nasço amanhã Ando onde há espaço: - Meu tempo é quando. Nova York, 1950
  • 51. a sequência vertical da primeira estrofe manhã-dia-tarde-noite obedece a um encadeamento lógico: a passagem natural do tempo. Tal encadeamento é rompido na linha horizontal, já no primeiro verso ("escureço" se opõe à "manhã") e ganha ambiguidade no quarto, em que "ardo" conota claridade, em oposição ao escuro da noite, mas, sobretudo, ganha passionalidade (arder, ardor de amor). Isso aproxima parcialmente os extremos, dia e noite, e sugere a passagem do tempo como sucessão de contrates, negação de expectativas, em um clima de intenso subjetivismo (1ª pessoa). Análise do Poema:
  • 52. Na segunda estrofe, numa atitude de liberdade, de anticonvencionalismo, o eu lírico diz-se guiar pelo "este" e não pelo "norte" como todos fazem. O último verso da última estrofe privilegia o circunstancial (não é "aquilo que" acontece, mas o "momento quando" acontece que realmente importa), valorizando a disponibilidade do instante presente, para que seja intensamente vivido. Observando o aspecto formal do poema, parece haver ali um soneto renovado. Isso confirma a valorização da liberdade e do individualismo, da insubordinação e da disponibilidade, também para o ato de criação poética.
  • 53.
  • 54. Terceira Fase do Autor O terceiro Vinicius é o compositor, letrista e cantor. Autor de mais de trezentas músicas (como atesta seu Livro de letras , lançado postumamente, em 1991, onde estão mais de 300 letras de músicas de sua autoria), difundidas pelo mundo com o grande acontecimento cultural e musical que foi a bossa nova. Seus parceiros, vão desde Bach a Toquinho.
  • 55. O Pato Vinicius de Moraes , Toquinho , Paulo Soledade Lá vem o Pato Pata aqui, pata acolá Lá vem o Pato Para ver o que é que há. O Pato pateta Pintou o caneco Surrou a galinha Bateu no marreco Pulou do poleiro No pé do cavalo Levou um coice Criou um galo Comeu um pedaço De jenipapo Ficou engasgado Com dor no papo Caiu no poço Quebrou a tigela Tantas fez o moço Que foi pra panela.
  • 56. Outras Composições Importantes; Aquarela Garota de Ipanema Minha Namorada
  • 57. Referências Bibliográficas www.viniciusdemoraes.com.br www.brasilecola.com.br/educador http://educacao.uol.com.br/portugues/antologia-poetica-vinicius-de-moraes.jhtm http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/literatura/livros-fuvest-2010-antologia-poetica-contem-principal-obra-vinicius-moraes-513079.shtml