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Higor Souza Sant’Ana
Thalita Dias dos Santos
O romantismo é todo um período cultural, artístico e
literário que se inicia na Europa no final do século
XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do
século XIX.
O berço do romantismo pode ser considerado três
países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na
França, o romantismo ganha força como em nenhum
outro país e, através dos artistas franceses, os ideais
românticos espalham-se pela Europa e pela América.
Este período foi fortemente influenciado pelos ideais
do iluminismo e pela liberdade conquistada na
Revolução Francesa.
A maior característica do Romantismo era a visão de
mundo que se contrapunha ao racionalismo do período
anterior (neoclassicismo). O movimento romântico
cultiva uma visão de mundo centrada no indivíduo,
retratando dramas pessoais como tragédias de amor,
ideias utópicas, desejos de fugir e amores platônicos ou
impossíveis.
Introdução
Através da poesia lírica o romantismo ganhou formato
na literatura dos séculos XVIII e XIX.
Os poetas românticos usavam e abusavam das
metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e
comparações. Os principais temas abordados eram
amores platônicos, acontecimentos históricos
nacionais, a morte e seus mistérios.
As principais obras românticas são:
Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake;
Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão
Goethe;
Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e
diversas poesias de Lord Byron.
Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e
Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.
O Romantismo no Brasil
No Brasil, inicia-se em 1836 com a publicação, na França,
da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de
Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a
euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros
buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas
questões sociais e políticas do pais. As obras brasileiras
valorizavam o amor sofrido, a religiosidade cristã, a
exaltação da pátria, a formação histórica do nosso pais e o
cotidiano popular.
Caracteristicas do Romantismo na linguagem
brasileira
1ª metade do século XIX;
1836;
Ênfase no sentimentalismo, amor, poesia;
Subjetivismo;
Descrições subjetivas com adjetivos tentando
elevar o objeto descrito;
Mulher idealizada, perfeita, pura;
Amor e outros sentimentos acima de tudo;
Casamento, objetivo do relacionamento amoroso;
Narrativa com enredo de aventuras;
Poesia e prosa;
Linguagem culta, metafórica.
No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e
Saudades de Gonçalves de Magalhães. Esse é
considerado o ponto de largada deste período na
literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta
de três gerações:
Domingos José Gonçalves de Magalhães, primeiro
e único barão e visconde do Araguaia, foi um
médico, professor, diplomata, político, poeta e
ensaísta brasileiro.
Tendo participado de missões diplomáticas na
França, Itália, Vaticano, Argentina, Uruguai e
Paraguai, além de ter representado a província do
Rio Grande do Sul na sexta Assembleia Geral.
1ª Geração - conhecida também como nacionalista
ou indianista, pois os escritores desta fase
valorizaram muito os temas nacionais, fatos
históricos e a vida do índio, que era apresentado
como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo
cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes
escritores : Gonçalves de Magalhães, Gonçalves
Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.
2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana
ou fase ultrarromântica. Os escritores desta época
retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as
poesias são marcadas por um profundo pessimismo,
valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da
vida e da sociedade. Muitos escritores deste período
morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes
escritores desta fase : Álvares de Azevedo, Casimiro de
Abreu e Junqueira Freire.
3ª Geração - conhecida como geração condoreira,
poesia social ou hugoana. Textos marcados por crítica
social. Castro Alves, o maior representante desta fase,
criticou de forma direta a escravidão no poema Navio
Negreiro.
Trecho do poema O Navio Negreiro
“[...]’Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar - dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
- Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas [...]
Enquanto isso, na prosa romântica, iniciava-se, de
fato, a produção de prosa literária no Brasil. Neste
campo, o romantismo se dividiu por tendências,
sendo elas:
Romance Urbano;
Romance Regionalista;
Romance Histórico;
Romance Indianista.
Já em relação aos aspectos formais, a literatura
romântica é desvinculada dos padrões do
Classicismo, caracterizando-se pelo verso livre, sem
métrica e pelo verso branco, sem rima.
•Romance Urbano - ligava-se à vida social,
principalmente no Rio de Janeiro, descrevendo os tipos
humanos encontrados naquela sociedade.
•Romance Regionalista (sertanejo) - demonstrava
atração pelo pitoresco e tinha como principal
característica a retratação da vida no interior do Brasil,
seus hábitos, seu modo de falar, etc.
•Romance Histórico - tratou-se de uma revalorização do
passado, trazendo ao romance personagens da nossa
história, retratando-os de modo nacionalista.
•Romance Indianista - por fim, porém não menos
importante, há o romance indianista, que teve como
maior representante o romancista José de Alencar, e
como característica a idealização do índio, como herói
brasileiro, nobre e valente.

Além destas, há outras características tipicamente
românticas, como o nacionalismo, o ufanismo, a
religiosidade, a evasão, a idealização da realidade e
do ser amado, o escapismo e o culto à natureza.
Características como o subjetivismo e o
sentimentalismo não podem ser separadas da
estética romântica, pois estiveram presentes em
toda ela, tanto na prosa, quanto na poesia.

Principais Poetas do
Romantismo
Gonçalves Magalhães
Gonçalves Dias
Álvares de Azevedo
Casimiro de Abreu
Junqueira Freire
Castro Alves
Gonçalves Magalhães
Domingos José Gonçalves de Magalhães
nasceu no Rio de Janeiro, em 1811, e
morreu em Roma, em 1882.
Teve importância histórica na introdução
da estética romântica e na batalha pela
reforma nacionalista da literatura
brasileira.
OBRAS:
-Poesia lírica: “Suspiros Poéticos e Saudades" (1836);
-Poesia épica: “A Confederação dos Tamoios" (1856);
“Os Mistérios” (1858);
“Cânticos Fúnebres” (1864);
-Novela: “Amância” (1844);
-Teatro: “Antônio José ou O Poeta e a Inquisição” (1838).
A Beleza – Gonçalves Magalhães
Oh Beleza! Oh potência invencível,
Que na terra despótica imperas;
Se vibras teus olhos
Quais duas esferas,
Quem resiste a teu fogo terrível?
Oh Beleza! Oh celeste harmonia,
Doce aroma, que as almas fascina;
Se exalas suave
Tua voz divina,
Tudo, tudo a teus pés se extasia.
A velhice, do mundo cansada,
A teu mando resiste somente;
Porém que te importa
A voz impotente,
Que se perde, sem ser escutada?
Diga embora que o teu juramento
Não merece a menor confiança;
Que a tua firmeza
Está só na mudança;
Que os teus votos são folhas ao vento.
Tudo sei; mas se tu te mostrares
Ante mim como um astro radiante,
De tudo esquecido,
Nesse mesmo instante,
Farei tudo o que tu me ordenares.
Se até hoje remisso não arde
Em teu fogo amoroso meu peito,
De estóica dureza
Não é isto efeito;
Teu vassalo serei cedo ou tarde.
Infeliz tenho sido até agora,
Que a meus olhos te mostras severa;
Nem gozo a ventura,
Que goza uma fera;
Entretanto ninguém mais te adora.
Eu te adoro como o anjo celeste,
Que da vida os tormentos acalma;
Oh vida da vida,
Oh alma desta alma,
Um teu riso sequer me não deste!
Minha lira que triste ressoa,
Minha lira por ti desprezada,
Assim mesmo triste,
Assim malfadada,
Teu poder, teus encantos pregoa.
Oh Beleza, meus dias bafeja,
Em teu fogo minha alma devora;
Verás de que modo
Meu peito te adora,
E que incenso ofertar-te deseja.
Gonçalves Dias
Antônio Gonçalves Dias, nasceu em
1823, em Caxias, no Maranhão e morreu
no naufrágio do Ville Boulogne, em 1864.
O índio em seus poemas é interpretado
como um herói num cenário vivo e
exuberante. Ao lado da poesia indianista,
escreveu ainda belas páginas líricas.
OBRAS:
-Poesia: "Primeiros Cantos" (1846);
"Segundos Cantos e Sextilhas de frei Antão"(1848);
"Últimos Cantos" (1851);
"Os Timbiras" (1857).
-Teatro: "Beatriz Cenci" (1843);
"Leonor de Mendonça" (1847);
"Boabdil" (1850).
-Outros Gêneros: "Memórias de Agapito Goiaba (1841);
"Dicionário da língua tupi" (1858).
Canção do Exílio –
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui
gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais
estrelas,
Nossas várzeas têm mais
flores,
Nossos bosques têm mais
vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à
noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá
Álvares de Azevedo
Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em
São Paulo (1831) e morreu no Rio de Janeiro
(1852).
A obra poética de Álvares de Azevedo marca-se
pelo exagerado subjetivismo, que leva o poeta a
ver o amor e a felicidade como coisas
inatingíveis. A depressão, o devaneio e a ideia
de morte aparecem com frequência.
OBRAS:
-Poesia: “Lira dos Vinte Anos” (1853);
”O Conde Lopo” (1866);
-Conto: “Noite na Taverna” ( 1855).
-Teatro: “Macário” (1855).
Se se morre de amor – Álvares de
Azevedo
Se se morre de amor! - Não, não se se
morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Ao somfinal da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer
despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o
chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração - abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz
d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos
campos
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa
alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo
ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Casimiro de Abreu
Casimiro José Marques de Abreu nasceu em
Barra de São João- RJ, em 1839, e morreu em
Nova Friburgo, também no Rio, em 1860.
Criou poemas que refletem em parte sua vida
agitada e de fantasias, seus temas preferidos
foram o amor lírico e a saudade. Viveu algum
tempo em Portugal, e este fato o levou a criar
poemas saudosistas.
OBRAS:
-Poesia: “Primaveras” (1859)
-Teatro: “Camões e o Jau” (1856)
-Prosa Poética: “A virgem loura Páginas do coração” (1857)
-Romance: “Carolina” (1856)
“Camila” (inacabado) (1856)
Meus Oito Anos – Casimiro de Abreu
Oh! souvenirs! printemps! aurores!
(V.Hugo)
(Oh! lembranças! primaveras! auroras!)
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia!
E a lua beijando o mar!
Junqueira Freire
Luís José Junqueira Freire nasceu em Salvador,
em 1832, e faleceu em 1855. Tendo professado
na Ordem de São Bento, abandona o hábito e
dedica-se à obra literária.
Os principais temas abordados em suas poesias,
são a morte, a sede de infinito, a angústia da
vida e a religião e filosofia como apoios da
existência.
OBRAS:
-“Inspirações do Claustro” (1855)
“Elementos de Retórica Nacional” (1869)
O Arranco da Morte –
Junqueira Freire
Pesa-me a vida já. Força de
bronze
Os desmaiados braços me
pendura.
Ah! já não pode o espírito
cansado
Sustentar a matéria.
Eu morro, eu morro. A matutina
brisa
Já não me arranca um riso. A
rósea tarde
Já não me doura as descoradas
faces,
Que gélidas se encovam.
O noturno crepúsculo caindo
Já não me lembra o escurecido
bosque
Onde me espera a meditar
prazeres
A bela que eu amava.
A meia-noite já não traz-me em
sonhos
As formas dela -desejos e
lânguida-
Ao pé do leito, recostada em
cheio
Sobre meus braços ávidos.
A cada instante o coração vencido
Diminui um palpite; o sangue, o
sangue.
Que nas artérias férvido corria,
Arroxa-se e congela.
Ah! é chegada a minha hora
extrema!
Vai o meu corpo dissolver-se em
cinza;
Já não podia sustentar mais
tempo
O espírito tão puro.
Castro Alves
Antônio Frederico Castro Alves nasceu em
Curralinho, na Bahia, em 1847. Morreu em
pleno fulgor da vida e da carreira, em 1871,
em Salvador, vítima de tuberculose.
Destacou-se como Poeta Social, Poeta Lírico-
-Amoroso e Poeta da Natureza.
Seus versos eram inflamados e repletos de
ousadas metáforas, havia também muita arte
e expressividade.
OBRAS:
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- “Os Escravos” (1883)
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O Adeus de Teresa – Castro Alves
A vez primeira que eu Teresa,
Como as plantas que arrasta a
correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus...
E amamos juntos... E depois na sala
- Adeus! - eu disse-lhe a tremer co'a
fala...
E ela, corando, murmurou-me:
"Adeus".
Uma noite... entreabriu-se um
reposteiro...
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus...
Era eu... Era a pálida Teresa!
- Adeus! - lhe disse conservando-a
presa...
E ela entre beijos murmurou-me:
"Adeus".
Passaram-se tempos... séc'los de
delírio,
Prazeres divinais... gozos do
Empíreo...
... Mas um dia volvi aos lares
meus.
Partindo eu disse: - "Voltarei!...
descansa!..."
Ela, chorando mais que uma
criança,
Ela em soluços murmurou-me:
"Adeus"!
Quando voltei... era o palácio em
festa!...
E a voz d'Ela e de um homem lá na
orquestra
Preenchiam de amor o azul dos
céus.
Entrei!... Ela me olhou branca...
surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!...
E ela arquejando murmurou-me:
"Adeus"!

Referências Bibliográficas
 http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/romant
ismo-no-brasil-3-as-tres-geracoes-de-poetas.htm
 http://gladislangaro.comunidades.net/index.php?pagina
=1624196415
 http://www.infoescola.com/literatura/romantismo-no-
brasil/
 http://port8keditfundamental.jimdo.com/un-1-
romantismo-x-realismo/painel-1-o-romantismo-no-
s%C3%A9culo-xix-e-sua-heran%C3%A7a-nos-dias-de-
hoje/
 http://youtu.be/M6bbfC6AcKQ

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O Romantismo na Literatura Brasileira

  • 2. O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.
  • 3. O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.
  • 4. A maior característica do Romantismo era a visão de mundo que se contrapunha ao racionalismo do período anterior (neoclassicismo). O movimento romântico cultiva uma visão de mundo centrada no indivíduo, retratando dramas pessoais como tragédias de amor, ideias utópicas, desejos de fugir e amores platônicos ou impossíveis. Introdução
  • 5. Através da poesia lírica o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios.
  • 6. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake; Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe; Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.
  • 7. O Romantismo no Brasil No Brasil, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas questões sociais e políticas do pais. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a religiosidade cristã, a exaltação da pátria, a formação histórica do nosso pais e o cotidiano popular.
  • 8. Caracteristicas do Romantismo na linguagem brasileira 1ª metade do século XIX; 1836; Ênfase no sentimentalismo, amor, poesia; Subjetivismo; Descrições subjetivas com adjetivos tentando elevar o objeto descrito; Mulher idealizada, perfeita, pura; Amor e outros sentimentos acima de tudo; Casamento, objetivo do relacionamento amoroso; Narrativa com enredo de aventuras; Poesia e prosa; Linguagem culta, metafórica.
  • 9. No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta de três gerações: Domingos José Gonçalves de Magalhães, primeiro e único barão e visconde do Araguaia, foi um médico, professor, diplomata, político, poeta e ensaísta brasileiro. Tendo participado de missões diplomáticas na França, Itália, Vaticano, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de ter representado a província do Rio Grande do Sul na sexta Assembleia Geral.
  • 10. 1ª Geração - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores : Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.
  • 11. 2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultrarromântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase : Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
  • 12. 3ª Geração - conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. Textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreiro.
  • 13. Trecho do poema O Navio Negreiro “[...]’Stamos em pleno mar... Doudo no espaço Brinca o luar - dourada borboleta; E as vagas após ele correm... cansam Como turba de infantes inquieta. 'Stamos em pleno mar... Do firmamento Os astros saltam como espumas de ouro... O mar em troca acende as ardentias, - Constelações do líquido tesouro... 'Stamos em pleno mar... Dois infinitos Ali se estreitam num abraço insano, Azuis, dourados, plácidos, sublimes... Qual dos dous é o céu? qual o oceano?... 'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas [...]
  • 14. Enquanto isso, na prosa romântica, iniciava-se, de fato, a produção de prosa literária no Brasil. Neste campo, o romantismo se dividiu por tendências, sendo elas: Romance Urbano; Romance Regionalista; Romance Histórico; Romance Indianista. Já em relação aos aspectos formais, a literatura romântica é desvinculada dos padrões do Classicismo, caracterizando-se pelo verso livre, sem métrica e pelo verso branco, sem rima.
  • 15. •Romance Urbano - ligava-se à vida social, principalmente no Rio de Janeiro, descrevendo os tipos humanos encontrados naquela sociedade. •Romance Regionalista (sertanejo) - demonstrava atração pelo pitoresco e tinha como principal característica a retratação da vida no interior do Brasil, seus hábitos, seu modo de falar, etc.
  • 16. •Romance Histórico - tratou-se de uma revalorização do passado, trazendo ao romance personagens da nossa história, retratando-os de modo nacionalista. •Romance Indianista - por fim, porém não menos importante, há o romance indianista, que teve como maior representante o romancista José de Alencar, e como característica a idealização do índio, como herói brasileiro, nobre e valente.
  • 17.  Além destas, há outras características tipicamente românticas, como o nacionalismo, o ufanismo, a religiosidade, a evasão, a idealização da realidade e do ser amado, o escapismo e o culto à natureza. Características como o subjetivismo e o sentimentalismo não podem ser separadas da estética romântica, pois estiveram presentes em toda ela, tanto na prosa, quanto na poesia.
  • 18.  Principais Poetas do Romantismo Gonçalves Magalhães Gonçalves Dias Álvares de Azevedo Casimiro de Abreu Junqueira Freire Castro Alves
  • 19. Gonçalves Magalhães Domingos José Gonçalves de Magalhães nasceu no Rio de Janeiro, em 1811, e morreu em Roma, em 1882. Teve importância histórica na introdução da estética romântica e na batalha pela reforma nacionalista da literatura brasileira. OBRAS: -Poesia lírica: “Suspiros Poéticos e Saudades" (1836); -Poesia épica: “A Confederação dos Tamoios" (1856); “Os Mistérios” (1858); “Cânticos Fúnebres” (1864); -Novela: “Amância” (1844); -Teatro: “Antônio José ou O Poeta e a Inquisição” (1838).
  • 20. A Beleza – Gonçalves Magalhães Oh Beleza! Oh potência invencível, Que na terra despótica imperas; Se vibras teus olhos Quais duas esferas, Quem resiste a teu fogo terrível? Oh Beleza! Oh celeste harmonia, Doce aroma, que as almas fascina; Se exalas suave Tua voz divina, Tudo, tudo a teus pés se extasia. A velhice, do mundo cansada, A teu mando resiste somente; Porém que te importa A voz impotente, Que se perde, sem ser escutada? Diga embora que o teu juramento Não merece a menor confiança; Que a tua firmeza Está só na mudança; Que os teus votos são folhas ao vento. Tudo sei; mas se tu te mostrares Ante mim como um astro radiante, De tudo esquecido, Nesse mesmo instante, Farei tudo o que tu me ordenares. Se até hoje remisso não arde Em teu fogo amoroso meu peito, De estóica dureza Não é isto efeito; Teu vassalo serei cedo ou tarde. Infeliz tenho sido até agora, Que a meus olhos te mostras severa; Nem gozo a ventura, Que goza uma fera; Entretanto ninguém mais te adora. Eu te adoro como o anjo celeste, Que da vida os tormentos acalma; Oh vida da vida, Oh alma desta alma, Um teu riso sequer me não deste! Minha lira que triste ressoa, Minha lira por ti desprezada, Assim mesmo triste, Assim malfadada, Teu poder, teus encantos pregoa. Oh Beleza, meus dias bafeja, Em teu fogo minha alma devora; Verás de que modo Meu peito te adora, E que incenso ofertar-te deseja.
  • 21. Gonçalves Dias Antônio Gonçalves Dias, nasceu em 1823, em Caxias, no Maranhão e morreu no naufrágio do Ville Boulogne, em 1864. O índio em seus poemas é interpretado como um herói num cenário vivo e exuberante. Ao lado da poesia indianista, escreveu ainda belas páginas líricas. OBRAS: -Poesia: "Primeiros Cantos" (1846); "Segundos Cantos e Sextilhas de frei Antão"(1848); "Últimos Cantos" (1851); "Os Timbiras" (1857). -Teatro: "Beatriz Cenci" (1843); "Leonor de Mendonça" (1847); "Boabdil" (1850). -Outros Gêneros: "Memórias de Agapito Goiaba (1841); "Dicionário da língua tupi" (1858).
  • 22. Canção do Exílio – Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar - sozinho, à noite - Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá
  • 23. Álvares de Azevedo Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo (1831) e morreu no Rio de Janeiro (1852). A obra poética de Álvares de Azevedo marca-se pelo exagerado subjetivismo, que leva o poeta a ver o amor e a felicidade como coisas inatingíveis. A depressão, o devaneio e a ideia de morte aparecem com frequência. OBRAS: -Poesia: “Lira dos Vinte Anos” (1853); ”O Conde Lopo” (1866); -Conto: “Noite na Taverna” ( 1855). -Teatro: “Macário” (1855).
  • 24. Se se morre de amor – Álvares de Azevedo Se se morre de amor! - Não, não se se morre, Quando é fascinação que nos surpreende De ruidoso sarau entre os festejos; Quando luzes, calor, orquestra e flores Assomos de prazer nos raiam n'alma, Que embelezada e solta em tal ambiente No que ouve, e no que vê prazer alcança! Simpáticas feições, cintura breve, Graciosa postura, porte airoso, Uma fita, uma flor entre os cabelos, Um quê mal definido, acaso podem Num engano d'amor arrebatar-nos. Mas isso amor não é; isso é delírio, Ao somfinal da orquestra, ao derradeiro Clarão, que as luzes no morrer despedem: Se outro nome lhe dão, se amor o chamam, D'amor igual ninguém sucumbe à perda. Amor é vida; é ter constantemente Alma, sentidos, coração - abertos Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos, D'altas virtudes, té capaz de crimes! Compr'ender o infinito, a imensidade, E a natureza e Deus; gostar dos campos D'aves, flores, murmúrios solitários; Buscar tristeza, a soledade, o ermo, E ter o coração em riso e festa; E à branda festa, ao riso da nossa alma Fontes de pranto intercalar sem custo; Conhecer o prazer e a desventura No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto O ditoso, o misérrimo dos entes: Isso é amor, e desse amor se morre!
  • 25. Casimiro de Abreu Casimiro José Marques de Abreu nasceu em Barra de São João- RJ, em 1839, e morreu em Nova Friburgo, também no Rio, em 1860. Criou poemas que refletem em parte sua vida agitada e de fantasias, seus temas preferidos foram o amor lírico e a saudade. Viveu algum tempo em Portugal, e este fato o levou a criar poemas saudosistas. OBRAS: -Poesia: “Primaveras” (1859) -Teatro: “Camões e o Jau” (1856) -Prosa Poética: “A virgem loura Páginas do coração” (1857) -Romance: “Carolina” (1856) “Camila” (inacabado) (1856)
  • 26. Meus Oito Anos – Casimiro de Abreu Oh! souvenirs! printemps! aurores! (V.Hugo) (Oh! lembranças! primaveras! auroras!) Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é - lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d'amor! Que auroras, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia, As ondas beijando a areia! E a lua beijando o mar!
  • 27. Junqueira Freire Luís José Junqueira Freire nasceu em Salvador, em 1832, e faleceu em 1855. Tendo professado na Ordem de São Bento, abandona o hábito e dedica-se à obra literária. Os principais temas abordados em suas poesias, são a morte, a sede de infinito, a angústia da vida e a religião e filosofia como apoios da existência. OBRAS: -“Inspirações do Claustro” (1855) “Elementos de Retórica Nacional” (1869)
  • 28. O Arranco da Morte – Junqueira Freire Pesa-me a vida já. Força de bronze Os desmaiados braços me pendura. Ah! já não pode o espírito cansado Sustentar a matéria. Eu morro, eu morro. A matutina brisa Já não me arranca um riso. A rósea tarde Já não me doura as descoradas faces, Que gélidas se encovam. O noturno crepúsculo caindo Já não me lembra o escurecido bosque Onde me espera a meditar prazeres A bela que eu amava. A meia-noite já não traz-me em sonhos As formas dela -desejos e lânguida- Ao pé do leito, recostada em cheio Sobre meus braços ávidos. A cada instante o coração vencido Diminui um palpite; o sangue, o sangue. Que nas artérias férvido corria, Arroxa-se e congela. Ah! é chegada a minha hora extrema! Vai o meu corpo dissolver-se em cinza; Já não podia sustentar mais tempo O espírito tão puro.
  • 29. Castro Alves Antônio Frederico Castro Alves nasceu em Curralinho, na Bahia, em 1847. Morreu em pleno fulgor da vida e da carreira, em 1871, em Salvador, vítima de tuberculose. Destacou-se como Poeta Social, Poeta Lírico- -Amoroso e Poeta da Natureza. Seus versos eram inflamados e repletos de ousadas metáforas, havia também muita arte e expressividade. OBRAS: - “A Cachoeira de Paulo Afonso” (1876) - “Os Escravos” (1883) - “Hinos do Equador” (1921) - “Navio Negreiro” (1869) - “Tragédia no lar”
  • 30. O Adeus de Teresa – Castro Alves A vez primeira que eu Teresa, Como as plantas que arrasta a correnteza, A valsa nos levou nos giros seus... E amamos juntos... E depois na sala - Adeus! - eu disse-lhe a tremer co'a fala... E ela, corando, murmurou-me: "Adeus". Uma noite... entreabriu-se um reposteiro... E da alcova saía um cavaleiro Inda beijando uma mulher sem véus... Era eu... Era a pálida Teresa! - Adeus! - lhe disse conservando-a presa... E ela entre beijos murmurou-me: "Adeus". Passaram-se tempos... séc'los de delírio, Prazeres divinais... gozos do Empíreo... ... Mas um dia volvi aos lares meus. Partindo eu disse: - "Voltarei!... descansa!..." Ela, chorando mais que uma criança, Ela em soluços murmurou-me: "Adeus"! Quando voltei... era o palácio em festa!... E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa!... E ela arquejando murmurou-me: "Adeus"!
  • 31.  Referências Bibliográficas  http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/romant ismo-no-brasil-3-as-tres-geracoes-de-poetas.htm  http://gladislangaro.comunidades.net/index.php?pagina =1624196415  http://www.infoescola.com/literatura/romantismo-no- brasil/  http://port8keditfundamental.jimdo.com/un-1- romantismo-x-realismo/painel-1-o-romantismo-no- s%C3%A9culo-xix-e-sua-heran%C3%A7a-nos-dias-de- hoje/  http://youtu.be/M6bbfC6AcKQ