O Estrangeiro
“O Estrangeiro” de Albert Camus é uma obra de carácter filosófico, marcada pela inquietação,
profundidade do pensamento, tornando-se, por vezes, perturbadora, e marca o interesse de
Camus pela filosofia existencial.
A obra é dividida em duas partes, nas quais nos é narrada a história de Meusault (a personagem
principal e a minha favorita), nos inícios do século XX, e o espaço físico é a cidade de Argel, na
Argélia.
A primeira parte inicia-se com a morte da sua mãe, e este age como se nada tivesse acontecido.
É certo que vai ao funeral, mas não demonstra quaisquer sinais de tristeza ou luto, algo que, aos
olhos alheios, era extremamente reprovável e sinal que não gostava dela, mas, como ele próprio
dizia, «apenas não queria dar grande importância ao assunto».
Na segunda parte, Meusault é preso por ter morto um árabe, sem razão plausível, e é-nos
narrada a sua vida na prisão, os interrogatórios, os encontros com o seu advogado, acabando
com a sua condenação à morte.
No momento, a sua sentença não o parece afetar, só mais tarde quando refletiu sobre isso, ficou
com medo da morte e apercebeu-se que viveu sempre à espera da morte, e não importa o que
fazemos em vida, porque todos temos a mesma condenação fatal.
A obra é bastante descritiva e a personagem é bastante pensativa, atenta aos pormenores e
responde sempre da maneira mais clara e objetiva. Transmite-nos, também, a mensagem de
que o amor não tem importância, e ele não se importa com nada, apenas vive o momento
(porque é obrigado a viver) e sem preocupações futuras.
Em conclusão, é uma obra profunda e convidativa ao pensamento do leitor, e é-nos exposta a
perspetiva de um sujeito, cuja vida é construída por meros acasos. Naturalmente o leitor irá
refletir sobre a sua vida e como a deveremos, ou não, encarar.
Elaborado por aluno 12 ano
Seleção 12ºD
Professora Helena Sereno

O estrangeiro 12 prof helena sereno

  • 1.
    O Estrangeiro “O Estrangeiro”de Albert Camus é uma obra de carácter filosófico, marcada pela inquietação, profundidade do pensamento, tornando-se, por vezes, perturbadora, e marca o interesse de Camus pela filosofia existencial. A obra é dividida em duas partes, nas quais nos é narrada a história de Meusault (a personagem principal e a minha favorita), nos inícios do século XX, e o espaço físico é a cidade de Argel, na Argélia. A primeira parte inicia-se com a morte da sua mãe, e este age como se nada tivesse acontecido. É certo que vai ao funeral, mas não demonstra quaisquer sinais de tristeza ou luto, algo que, aos olhos alheios, era extremamente reprovável e sinal que não gostava dela, mas, como ele próprio dizia, «apenas não queria dar grande importância ao assunto». Na segunda parte, Meusault é preso por ter morto um árabe, sem razão plausível, e é-nos narrada a sua vida na prisão, os interrogatórios, os encontros com o seu advogado, acabando com a sua condenação à morte. No momento, a sua sentença não o parece afetar, só mais tarde quando refletiu sobre isso, ficou com medo da morte e apercebeu-se que viveu sempre à espera da morte, e não importa o que fazemos em vida, porque todos temos a mesma condenação fatal. A obra é bastante descritiva e a personagem é bastante pensativa, atenta aos pormenores e responde sempre da maneira mais clara e objetiva. Transmite-nos, também, a mensagem de que o amor não tem importância, e ele não se importa com nada, apenas vive o momento (porque é obrigado a viver) e sem preocupações futuras. Em conclusão, é uma obra profunda e convidativa ao pensamento do leitor, e é-nos exposta a perspetiva de um sujeito, cuja vida é construída por meros acasos. Naturalmente o leitor irá refletir sobre a sua vida e como a deveremos, ou não, encarar. Elaborado por aluno 12 ano Seleção 12ºD Professora Helena Sereno