Que Tipo de Futuro nos Espera?


                 Albert Fishlow
                  Junho 2011
As economias desenvolvidas em agonia
  Estados Unidos
  Europa
  Japão
Uma Dupla Emergente
  China
  Índia
Outras estrelas ascendentes
E o Brasil?
Esta tem sido uma década difícil para os EUA
  Em 1999, o colapso da NASDAQ enterrou os sonhos da
  'Nova Economia' de crescimento contínuo
  Em 2001 houve as Torres Gêmeas e aparente recuperação
  Em seguida veio a “Grande Moderação” de Ben Bernanke
  em 2004
    Declínio substancial na volatilidade macroeconômica, devido
    a uma política monetária melhor
  Infelizmente, logo depois, em 2007, veio a “Grande
  Recessão”
    Uma bolha imobiliária
    Colapso da intermediação financeira
A recuperação foi apenas parcial
    Não o “Duplo mergulho”, mas permanecem grandes déficits
    do setor público e elevada taxa de desemprego
2009   2010   2011   2012    2016

% Crescimento      -2,6   2,8    2,8    2,9     2,7
% Índice CP               1,6    2,9    1,7     2,2
% Taxa padrão de          0,25   0,25   0,75    3,5
juros
% Hiato do         -6,0   -4,8   -3,7   -2,7    0,4
produto
% Déficit fiscal   -6,8   -7,5   -8,1   -5,7    -5,3
estrutural
% Transações       -2,7   -3,2   -3,2   -2,8    -3,4
correntes
% Taxa de          9,3    9,6    8,5    7,8     5,2
desemprego
% Dívida líquida   59,9   64,8   72,4   76,7    85,7
% Dívida bruta     84,6   91,6   99,5   102,9   111,9
O Grande Debate
 Mais déficits keynesianos
 Redução dos impostos e do tamanho do Governo
Dívida do Governo
 Qual número: bruto ou líquido?
 Isto pode ser ignorado a curto prazo?
Taxas de poupança baixas e dependência
externa
 Déficits de transações correntes sobem novamente
Em busca de um novo rumo após 2008, mas a
política conta
Consolidação política e econômica desde 1956
  De 6 a 27 nações, e ainda negociando
  Maastricht e o Euro
    Uma moeda comum sem uniformidade fiscal
     Um Banco Central Europeu e convergência das taxas de juros
      Comércio intrazona expande, assim como os déficits da
      balança comercial e a dívida dos PIIGS financiada por
      bancos alemães e franceses
Taxas de crescimento sobem a princípio mas a
Europa também entra em colapso
Finanças são um fenômeno multinacional
E Grécia, Irlanda e Portugal recebem ajuda
2009   2010   2011   2012   2016
% Crescimento      -4,1   1,7    1,6    1,8    1,7
% Índice CP               1,6    2,1    2,2    1,9
% Taxa padrão             1,0    1,4    2,25   3,75
de juros
% Hiato do         -3,5   -2,8   -2,3   -1,7     0
produto
% Déficit fiscal   -3,8   -3,6   -1,7   -0,8   1,5
estrutural
% Transações       -0,2   0,1    0,03   0,05   0,12
correntes
% Taxa de          9,5    10,0   9,9    9,6    8,3
desemprego
% Dívida líquida 61,0     64,4   66,9   68,2   68,1
% Dívida bruta     79,3   85,0   87,3   88,3   86,3
Uma estratégia diferente: redução do déficit
  Estado grande demais, privilégios especiais demais
   Privatizar
  São necessários ganhos de produtividade
Bancos eventualmente terão de assumir perdas
  Primeiro vem o reescalonamento da dívida, depois
  vem a redução da dívida
A zona do Euro sobreviverá?
Uma queda constante do nº.1 no final dos anos 80
  Índice do mercado japonês de ações atingiu 39.000 em
  1989
  Proteção contra as importações japonesas cresceu
  Então o colapso financeiro – o setor bancário não foi
  ajudado e emerge lentamente
A recuperação vem em 2002-2007, através de
rápido crescimento das exportações para a China e
o resto da Ásia
A Grande Recessão tem um efeito negativo
Assim como um déficit fiscal contínuo e novos
investimentos internos limitados
  A liderança política é fraca
2009    2010    2011         2012        2016
% Crescimento      -6,3    3,9     1,4 (-0,6)   2,1 (3,2)   1,2
% Índice CP                -0,7    0,5          0,5         1,0
% Taxa padrão de           0,1     0,1          0,1         0,8
juros
% Hiato do         -8,0    -4,7    -3,8         -2,3           0
produto
% Déficit fiscal   -7,0    -7,5    -8,3         -7,4        -7,4
estrutural
% Transações       2,8     3,6     2,3          2,3         2,0
correntes
% Taxa de          5,1     5,1     4,9          4,6         4,2
desemprego
% Dívida líquida   110,0   117,5   127,8        135,1       163,9
% Dívida bruta     216,3   220,3   229,1        233,4       250,5
De repente, há Fukushima em março
 Isso só contribui para o problema corrente
   Um déficit fiscal maior e um crescimento ainda menor
   Necessidade de fontes de energia alternativas
A China é maior parceiro comercial do Japão;
EUA e Coreia do Sul vêm em seguida
 O Japão depende do crescimento em outros lugares
 da Ásia em vez da demanda interna
Os desafios atuais podem revigorar a economia
japonesa?
A China emergiu nos últimos 25 anos como a
economia de mais rápido crescimento no mundo
  O comércio internacional tem sido a força motriz
    Importações de matérias-primas, Exportações de
    manufaturados
    Excedentes regulares de exportação resultaram em grandes
    reservas estrangeiras
  Grande poupança interna tem financiado investimentos
Agora, o PIB da China só perde para os EUA
  Programado para superar em 2016 (PPP ajustado) e 2030
Mas persistem questões
2009    2010   2011   2012   2016
% Crescimento      9,2     10,3   9,6    9,5    9,5
% Índice CP        -0,7    3,3    5,0    2,5    2,0
% Taxa padrão              2,3    3,4    3,75   3,75
de juros
% Déficit fiscal   -3,4    -2,9   -1,8   -1,0   1,0
estrutural
% Transações         6,0   5,2    5,7    6,3    7,8
correntes
% Taxa de          4,3     4,1      4     4      4
desemprego
% Dívida bruta     17,7    17,7   17,1   16,3   9,7
Uma economia desequilibrada
  Poupança interna muito alta e consumo interno limitado
  Setor financeiro nacional tem problemas
  Papel dos setores públicos e privados ainda não estão
  definidos
O Futuro pode ser menos positivo
  A mudança demográfica é substancial
  A necessidade de matérias-primas é reforçada
  As regras da OMC - e valorização da taxa de câmbio - têm
  efeitos
A política pode começar a ser mais importante
  Nacional e Internacional
Evolução contínua nos últimos 20 anos
 Saída do planejamento nacional e importação limitada
 por maior dependência do mercado
 Importância do setor de serviços no comércio
 internacional
 Uma nova geração de empresários
 Ganhos de produtividade agrícola
 Um nível elevado de investimento: mais de 35%
 Pobreza e desnutrição regularmente declinantes
   Mas a renda per capita (PPP) permanece baixa: US$3200
2009    2010    2011   2012   2016
% Crescimento      6,8     10,4    8,2    7,8    8,1
% Índice CP        10,9    13,2    7,5    6,9    4,0
% Taxa padrão              6,0     8,0    7,5    7,5
de juros
% Déficit fiscal   -11,0   -10,0   -8,8   -7,7   -5,7
estrutural
% Transações       -2,8    -3,2    -3,7   -3,8   -1,6
correntes
% Dívida bruta     71,1    69,2    68,2   67,7   59,9
A Índia tem muito mais a fazer
 Infraestrutura, incluindo gestão da água
 Necessidades energéticas futuras
 Privatização
 Educação
 Migração para áreas urbanas
Mas se beneficiará com a futura evolução
demográfica
Procurando um novo alinhamento exterior
China e Índia não esgotam a lista
  Hoje, os países em desenvolvimento representam
  mais da metade dos ganhos de crescimento anual do
  PIB
  A Ásia lidera, mas a África e a América Latina têm se
  destacado na última década
  A Turquia emergiu com predominância, tanto
  econômica como politicamente
E, há o Brasil
O Brasil passou por mais de 15 anos de avanços
 Reformas internas e condições externas interagiram
 positivamente
   A política macroeconômica se tornou mais estável
   Houve progressos sociais
   As oportunidades para as exportações agrícolas, de
   minerais e de petróleo aumentaram
    As condições de comércio melhoraram, especialmente nos
    últimos tempos
   O investimento externo tem crescido, tanto interna
   quanto externamente
2009   2010   2011   2012   2016
% Crescimento      -0,6   7,5    4,5    4,1    4,2
% Índice CP        4,9    5,0    6,3    4,8    4,5
% Taxa padrão             9,8    11,6   12,5   9,0
de juros
% Déficit fiscal   -2,4   -3,6   -2,5   -2,6   -2,3
estrutural
% Transações       -1,5   -2,3   -2,6   -3,0   -3,6
correntes
% Taxa de          8,1    6,7    6,7    6,7    6,7
desemprego
% Dívida líquida 42,2     40,2   40,0   39,4   36,8
% Dívida bruta     67,9   66,1   65,7   65,0   58,6
Agora, um momento decisivo
  Após a recuperação rápida do ano passado, o
  desequilíbrio ameaça
    Taxa de câmbio supervalorizada
    As taxas de juros reais são as mais altas do mundo
    A inflação subiu e o salário mínimo crescerá rapidamente no
    próximo ano
Uma escolha estratégica
  Intervir mais para conter preços, limitar as importações e
  subsidiar o setor industrial para acelerar a atividade
  Estabilizar de vez: eliminar o déficit fiscal, desencorajar o
  consumo, reduzir o crescimento do crédito
É necessário passar para questões de médio prazo,
para conseguir manter crescimentos maiores
O Brasil poupa e investe muito pouco, para crescer
a uma taxa mais alta
  O setor público tem de poupar mais
    Uma maneira de começar é com as reformas da previdência
    social
  As necessidades da Petrobras serão enormes
É preciso ter melhor educação
  A matrícula na educação básica é universal, mas a
  qualidade é baixa
  Os custos com universidade estão acima da média da
  OCDE
As despesas totais com saúde são altas
O Estado brasileiro continuará a ser um agente
decisivo do futuro desenvolvimento econômico
 Não vai desaparecer, nem mesmo encolher
 Mas é preciso aumentar a eficiência, se o objetivo for
 continuar tendo produtividade crescente
Mudanças dramáticas e ousadas não são a
resposta
Reforma duradoura e evolutiva neste r Século
21 é

Palestra: Um Mundo de Incertezas - Albert Fishlow

  • 1.
    Que Tipo deFuturo nos Espera? Albert Fishlow Junho 2011
  • 2.
    As economias desenvolvidasem agonia Estados Unidos Europa Japão Uma Dupla Emergente China Índia Outras estrelas ascendentes E o Brasil?
  • 3.
    Esta tem sidouma década difícil para os EUA Em 1999, o colapso da NASDAQ enterrou os sonhos da 'Nova Economia' de crescimento contínuo Em 2001 houve as Torres Gêmeas e aparente recuperação Em seguida veio a “Grande Moderação” de Ben Bernanke em 2004 Declínio substancial na volatilidade macroeconômica, devido a uma política monetária melhor Infelizmente, logo depois, em 2007, veio a “Grande Recessão” Uma bolha imobiliária Colapso da intermediação financeira A recuperação foi apenas parcial Não o “Duplo mergulho”, mas permanecem grandes déficits do setor público e elevada taxa de desemprego
  • 4.
    2009 2010 2011 2012 2016 % Crescimento -2,6 2,8 2,8 2,9 2,7 % Índice CP 1,6 2,9 1,7 2,2 % Taxa padrão de 0,25 0,25 0,75 3,5 juros % Hiato do -6,0 -4,8 -3,7 -2,7 0,4 produto % Déficit fiscal -6,8 -7,5 -8,1 -5,7 -5,3 estrutural % Transações -2,7 -3,2 -3,2 -2,8 -3,4 correntes % Taxa de 9,3 9,6 8,5 7,8 5,2 desemprego % Dívida líquida 59,9 64,8 72,4 76,7 85,7 % Dívida bruta 84,6 91,6 99,5 102,9 111,9
  • 5.
    O Grande Debate Mais déficits keynesianos Redução dos impostos e do tamanho do Governo Dívida do Governo Qual número: bruto ou líquido? Isto pode ser ignorado a curto prazo? Taxas de poupança baixas e dependência externa Déficits de transações correntes sobem novamente Em busca de um novo rumo após 2008, mas a política conta
  • 6.
    Consolidação política eeconômica desde 1956 De 6 a 27 nações, e ainda negociando Maastricht e o Euro Uma moeda comum sem uniformidade fiscal Um Banco Central Europeu e convergência das taxas de juros Comércio intrazona expande, assim como os déficits da balança comercial e a dívida dos PIIGS financiada por bancos alemães e franceses Taxas de crescimento sobem a princípio mas a Europa também entra em colapso Finanças são um fenômeno multinacional E Grécia, Irlanda e Portugal recebem ajuda
  • 7.
    2009 2010 2011 2012 2016 % Crescimento -4,1 1,7 1,6 1,8 1,7 % Índice CP 1,6 2,1 2,2 1,9 % Taxa padrão 1,0 1,4 2,25 3,75 de juros % Hiato do -3,5 -2,8 -2,3 -1,7 0 produto % Déficit fiscal -3,8 -3,6 -1,7 -0,8 1,5 estrutural % Transações -0,2 0,1 0,03 0,05 0,12 correntes % Taxa de 9,5 10,0 9,9 9,6 8,3 desemprego % Dívida líquida 61,0 64,4 66,9 68,2 68,1 % Dívida bruta 79,3 85,0 87,3 88,3 86,3
  • 8.
    Uma estratégia diferente:redução do déficit Estado grande demais, privilégios especiais demais Privatizar São necessários ganhos de produtividade Bancos eventualmente terão de assumir perdas Primeiro vem o reescalonamento da dívida, depois vem a redução da dívida A zona do Euro sobreviverá?
  • 9.
    Uma queda constantedo nº.1 no final dos anos 80 Índice do mercado japonês de ações atingiu 39.000 em 1989 Proteção contra as importações japonesas cresceu Então o colapso financeiro – o setor bancário não foi ajudado e emerge lentamente A recuperação vem em 2002-2007, através de rápido crescimento das exportações para a China e o resto da Ásia A Grande Recessão tem um efeito negativo Assim como um déficit fiscal contínuo e novos investimentos internos limitados A liderança política é fraca
  • 10.
    2009 2010 2011 2012 2016 % Crescimento -6,3 3,9 1,4 (-0,6) 2,1 (3,2) 1,2 % Índice CP -0,7 0,5 0,5 1,0 % Taxa padrão de 0,1 0,1 0,1 0,8 juros % Hiato do -8,0 -4,7 -3,8 -2,3 0 produto % Déficit fiscal -7,0 -7,5 -8,3 -7,4 -7,4 estrutural % Transações 2,8 3,6 2,3 2,3 2,0 correntes % Taxa de 5,1 5,1 4,9 4,6 4,2 desemprego % Dívida líquida 110,0 117,5 127,8 135,1 163,9 % Dívida bruta 216,3 220,3 229,1 233,4 250,5
  • 11.
    De repente, háFukushima em março Isso só contribui para o problema corrente Um déficit fiscal maior e um crescimento ainda menor Necessidade de fontes de energia alternativas A China é maior parceiro comercial do Japão; EUA e Coreia do Sul vêm em seguida O Japão depende do crescimento em outros lugares da Ásia em vez da demanda interna Os desafios atuais podem revigorar a economia japonesa?
  • 12.
    A China emergiunos últimos 25 anos como a economia de mais rápido crescimento no mundo O comércio internacional tem sido a força motriz Importações de matérias-primas, Exportações de manufaturados Excedentes regulares de exportação resultaram em grandes reservas estrangeiras Grande poupança interna tem financiado investimentos Agora, o PIB da China só perde para os EUA Programado para superar em 2016 (PPP ajustado) e 2030 Mas persistem questões
  • 13.
    2009 2010 2011 2012 2016 % Crescimento 9,2 10,3 9,6 9,5 9,5 % Índice CP -0,7 3,3 5,0 2,5 2,0 % Taxa padrão 2,3 3,4 3,75 3,75 de juros % Déficit fiscal -3,4 -2,9 -1,8 -1,0 1,0 estrutural % Transações 6,0 5,2 5,7 6,3 7,8 correntes % Taxa de 4,3 4,1 4 4 4 desemprego % Dívida bruta 17,7 17,7 17,1 16,3 9,7
  • 14.
    Uma economia desequilibrada Poupança interna muito alta e consumo interno limitado Setor financeiro nacional tem problemas Papel dos setores públicos e privados ainda não estão definidos O Futuro pode ser menos positivo A mudança demográfica é substancial A necessidade de matérias-primas é reforçada As regras da OMC - e valorização da taxa de câmbio - têm efeitos A política pode começar a ser mais importante Nacional e Internacional
  • 15.
    Evolução contínua nosúltimos 20 anos Saída do planejamento nacional e importação limitada por maior dependência do mercado Importância do setor de serviços no comércio internacional Uma nova geração de empresários Ganhos de produtividade agrícola Um nível elevado de investimento: mais de 35% Pobreza e desnutrição regularmente declinantes Mas a renda per capita (PPP) permanece baixa: US$3200
  • 16.
    2009 2010 2011 2012 2016 % Crescimento 6,8 10,4 8,2 7,8 8,1 % Índice CP 10,9 13,2 7,5 6,9 4,0 % Taxa padrão 6,0 8,0 7,5 7,5 de juros % Déficit fiscal -11,0 -10,0 -8,8 -7,7 -5,7 estrutural % Transações -2,8 -3,2 -3,7 -3,8 -1,6 correntes % Dívida bruta 71,1 69,2 68,2 67,7 59,9
  • 17.
    A Índia temmuito mais a fazer Infraestrutura, incluindo gestão da água Necessidades energéticas futuras Privatização Educação Migração para áreas urbanas Mas se beneficiará com a futura evolução demográfica Procurando um novo alinhamento exterior
  • 18.
    China e Índianão esgotam a lista Hoje, os países em desenvolvimento representam mais da metade dos ganhos de crescimento anual do PIB A Ásia lidera, mas a África e a América Latina têm se destacado na última década A Turquia emergiu com predominância, tanto econômica como politicamente E, há o Brasil
  • 19.
    O Brasil passoupor mais de 15 anos de avanços Reformas internas e condições externas interagiram positivamente A política macroeconômica se tornou mais estável Houve progressos sociais As oportunidades para as exportações agrícolas, de minerais e de petróleo aumentaram As condições de comércio melhoraram, especialmente nos últimos tempos O investimento externo tem crescido, tanto interna quanto externamente
  • 20.
    2009 2010 2011 2012 2016 % Crescimento -0,6 7,5 4,5 4,1 4,2 % Índice CP 4,9 5,0 6,3 4,8 4,5 % Taxa padrão 9,8 11,6 12,5 9,0 de juros % Déficit fiscal -2,4 -3,6 -2,5 -2,6 -2,3 estrutural % Transações -1,5 -2,3 -2,6 -3,0 -3,6 correntes % Taxa de 8,1 6,7 6,7 6,7 6,7 desemprego % Dívida líquida 42,2 40,2 40,0 39,4 36,8 % Dívida bruta 67,9 66,1 65,7 65,0 58,6
  • 21.
    Agora, um momentodecisivo Após a recuperação rápida do ano passado, o desequilíbrio ameaça Taxa de câmbio supervalorizada As taxas de juros reais são as mais altas do mundo A inflação subiu e o salário mínimo crescerá rapidamente no próximo ano Uma escolha estratégica Intervir mais para conter preços, limitar as importações e subsidiar o setor industrial para acelerar a atividade Estabilizar de vez: eliminar o déficit fiscal, desencorajar o consumo, reduzir o crescimento do crédito É necessário passar para questões de médio prazo, para conseguir manter crescimentos maiores
  • 22.
    O Brasil poupae investe muito pouco, para crescer a uma taxa mais alta O setor público tem de poupar mais Uma maneira de começar é com as reformas da previdência social As necessidades da Petrobras serão enormes É preciso ter melhor educação A matrícula na educação básica é universal, mas a qualidade é baixa Os custos com universidade estão acima da média da OCDE As despesas totais com saúde são altas
  • 23.
    O Estado brasileirocontinuará a ser um agente decisivo do futuro desenvolvimento econômico Não vai desaparecer, nem mesmo encolher Mas é preciso aumentar a eficiência, se o objetivo for continuar tendo produtividade crescente Mudanças dramáticas e ousadas não são a resposta Reforma duradoura e evolutiva neste r Século 21 é