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A AGRICULTURA URBANA NO MUNDO Paula Lopes da Silva Bióloga www.humaneasy.com Seminário Agricultura Urbana e Sustentabilidade Local Lisboa, 19 Maio 2005
Agricultura Urbana A Agricultura Urbana (AU) está situada dentro ou na periferia de uma localidade ou cidade Incorpora práticas de cultivo ou criação de plantas, animais, processamento e distribuição de produtos alimentares e não alimentares Incorpora reciclagem de resíduos ou águas residuais com fins produtivos Usa recursos humanos e materiais, produtos e serviços que se encontram em volta da citada zona Provêm recursos e materiais a essa zona
A AU mais bem sucedida integra agricultura, horticultura, aquacultura, agrofloresta e "mini-pecuária" com uma gestão saudável e equilibrada de água e resíduos, melhor planeamento urbano e segurança.  Urban Agriculture Network, Inc. Agricultura Urbana “ Agricultura urbana é uma actividade localizada dentro (intra-urbana) ou na orla (peri-urbana) de uma cidade, um centro urbano ou metrópole, que produz ou cultiva, processa e distribui diversos de alimentos e produtos não alimentares, utilizando para isso recursos humanos, materiais, produtos e serviços que se encontram no interior e em redor daquela área urbana”. Mougeot, 1999 Urban Agriculture: Definition, presence, potentials and risks and policy changes. Havana, Cuba, 1999. In: www.cityfarmer.org
5 razões para a Agricultura Urbana Aumento da fome Na América Latina o número de pessoas que vão dormir com fome aumentou 30%, num total de 60 milhões de pessoas. Uso de resíduos e águas tratadas Os resíduos orgânicos podem ser transformados em fontes de adubo e complemento alimentar para animais.  A água residual pode ser usada para irrigação.  Emprego de baixo custo / geração de rendimentos A AU pode gerar emprego com baixo investimento, que pode ser recuperado com micro-créditos. Benefícios sociais Inclusão social - ocupação do tempo livre e o fomento de boas relações de vizinhança  Medicina natural O povo gasta cerca de 40-60% de seus baixos rendimentos com alimentação e 15% em saúde e remédios.  Plantas medicinais e derivados (infusões, extratos e essências)
Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável Um crescente número de governos locais e nacionais promove a AU em resposta a graves problemas de pobreza, carência alimentar e degradação ambiental A AU complementa a agricultura rural nos sistemas locais de alimentação Pode ser um complemento importante de rendimentos para os lares urbanos É um elemento integrante do sistema económico e ecológico urbano
Restrições à prática de AU pelos mais pobres: Falta de acesso a terra Falta de acesso a fontes de água Falta de acesso a serviços e capital Riscos potenciais para a saúde (uso de agrotóxicos, resíduos orgânicos, águas residusis não tratadas, falta de higiene no processamento e comercialização Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
Objectivo: melhorar a AU e torná-la mais sustentável Os governos devem reconhecer o papel que desempenha no desenvolvimento municipal Promovê-la e administrá-la através de políticas e incentivos adaptados às necessidades da população, promovendo a equidade homem-mulher e inclusão social Os produtores necessitam adoptar melhores práticas de produção, transformação e comercialização As ONGs, centros de pesquisa e empresas privadas deverão apoiar todas estas iniciativas Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
Exemplos Cada vez mais governos locais e estaduais se comprometem decididamente com o desenvolvimento da AU Mobilizam recursos locais,  institucionalizam-na , procurando a sua ampliação Intendência do Rosário (Argentina) : promove a assistência técnica e o apoio financeiro aos produtores peri-urbanos Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável Município de Cuenca (Equador) :  apoia a produção e comercialização de produtos ecológicos em colaboração com várias instituições locais Estado de Mato Grosso do Sul (Brasil) :  Programa de apoio à transformação e comercialização da pequena produção agrícola fortalecendo agro-indústria familiares São Pedro, Brasil Exemplos
AU e participação dos cidadãos AU, gestão territorial e planeamento físico Micro-crédito e investimento para a AU Aproveitamento de resíduos orgânicos na AU Tratamento e uso das águas residuais na AU AU: uma oportunidade para a igualdade dos sexos AU e soberania alimentar Transformação e comercialização da AU Promoção e Gestão da AU e desenvolvimento local sustentável 8 Temas chave a considerar In: Declaração de Quito, assinada por 40 cidades  Quito, Equador, Abril 2000
I. AU e participação dos cidadãos Para a definição e implementação de projectos, programas e políticas municipais e AU é importante: Facilitar e e fortalecer os diálogo entre a administração municipal e os sectores da sociedade civil Fomentar as capacidades locais para o desenvolvimento de processos de diagnóstico, identificação de problemas, priorização de soluções, implementação, sistematização e monitorização Accionar acordos entre associações públicas, privadas sociedade civil e entre actores locais e nacionais para o desenvolvimento da AU Facilitar o financiamento necessário para a  execução de acções e políticas
I. AU e participação dos cidadãos Seis orientações para a formulação de políticas  1. Sensibilização e mobilização de actores Implementar estratégias de comunicação, direccionadas a públicos distintos Formalizar compromissos 2. Diagnóstico participativo 3. Formulação de estratégias de acção conjuntas  Importante considerar a viabilidade em termos sociais e políticos e de recursos Plataformas envolvendo os diversos actores 4. Implementação de projectos e programas Importante fazer um projecto-piltoto ou acção demonstrativa no início, para gerar um clima positivo Diferentes actores:  Comunidades e organizações e base (coordenação, fiscalização) ONGs (assessoria técnica e acompanhamento) Universidades: apoiam tecnologias adequadas para produção, processamento, etc
4. Implementação de projectos e programas  (cont.) Sector privado facilita o acesso dos mais excluídos (ex: microcréditos), assessoria (ex. Prefeitura - Purina Center Rimac em Lima), etc Governos locais, regionais e nacionais asseguram disponibilidade de terrenos, acesso a serviços públicos, aprovação de legislação facilitadora e regulamentação de actividades de AU 5. Institucionalização e ampliação de escala Ex: de um bairro para vários Inclusão nos Planos de organização territorial e programas sectoriais (saúde, meio ambiente), estratégicos, etc. Criação de Programas Municipais de AU 6. Monitorização e avaliação  Importante ser participativa Enfase na qualidade e pertinência dos indicadores I. AU e participação dos cidadãos Seis orientações para a formulação de políticas (cont.)
II. Agricultura Urbana: Gestão e planeamento territorial  IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS 1. Acções para definir uma política de gestão territorial  Diagnóstico da situação existente (estatuto de propriedade e ocupação de espaços cultivados e cultiváveis, tipologia e identificação de espaços, etc) Comissão intra-municipal integrar a política territorial às políticas sectoriais do município (ex: gestão de resíduos, água, desenvolvimento económico, etc) Consulta pública: 1º rascunho de política e consulta pública.  No final a política deve ser aprovada pela Câmara Municipal
II. Agricultura Urbana: Gestão e planeamento territorial  IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS 2. Normas Introduzir a dimensão da AU nos planos de ordenamento municipal Idem nos planos de ordenamento parciais (elementos de micro-planeamento) Normativa municipal para a organização territorial (parte integral de uma política municipal) Deve inserir-se nos sistemas jurídicos de cada país e definir zoneamento urbano, peri-urbano e rural-municipal) Normas para os parques e espaços públicos (reserva de uma % de espaço para AU) Normas para novos loteamentos e lotes, densidades. Ex: Bairros-jardins (Goiânia, Brasil)
II. AU: Gestão e planeamento territorial  IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS 3. Definição de um marco jurídico facilitador  Além das normas relativas ao espaço urbano, devem ser trabalhadas e aprovadas algumas leis e regulamentações. Destaque para o  acesso  ao solo cultivável ou águas produtivas. Estudos demonstram que este um dos + importantes obstáculos ao desenvolvimento da AU. A segurança da posse da terra não significa a propriedade efectiva da mesma. Há soluções legais que outorgam garantias permanentes ou temporais para as pessoas que cultivam (Ex. Emissão de títulos de Concessão Temporária de Uso – CTU) Ex: entre 1998-2001 o Município de Teresina concedeu por tempo indefinido 92ha de terrenos municipais a 2300 famílias pobres Outros instrumentos legais (usucapião, comodatos, concessões, etc) Definição de impostos territoriais e isenção fiscal: ex: isenção fiscal ou concessão de terras públicas a preço simbólico. Ex: No Brasil vários Municípios aplicam uma isenção parcial de impostos para propriedades urbanas usadas para produção agrícola e florestal Tarifas de águas residuais para uso agrícola.  Usos e tarifas devem ser regulamentados para a AU
4. Instrumentos de planeamento e gestão Instrumentos que permitem implementar os marcos legais e normativos: Cadastros de terrenos e espaços cultivados  (incluindo aquáticos): preferencialmente usar SIG. Na Cidade do México foi o passo prévio à política territorial Comissões mistas de AU Diversos actores sociais, produtores e representantes do poder público. Permite articular política com necessidades de cada actor Observatórios municipais do preço do solo Registam a evolução do preo do solo urbano  vs  rentabilidade do solo agrícola. Imprescindível para definir políticas fiscais e económicas II. AU: Gestão e planeamento territorial  IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS
III. Micro-crédito e investimento para a AU 2005 – Ano Internacional do Microcrédito Ex: Na Argentina o Programa Social Agro-Pecuário facilita créditos para pessoas: a) Sem outras fontes de renda adicionais, para o produtor e sua família b) Cuja renda familiar  não supera o valor de dois salários de um operário agro-pecuário: aprox. 78 euros (Nov/2002) É necessário que os governos locais: Mobilizem  recursos no orçamento municipal para a execução da AU Fomentem e facilitem o acesso dos mais pobres ao capital, promovendo a inclusão social e condições compatíveis com as características técnico-produtivas da AU Complementem programas financeiros de fortalecimento da organização social, assistência técnica, capacitação e apoio à comercialização
IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU  Incorporação da gestão integral de RSO na organização territorial: - Regulamentação / legislação facilitadora - Vincular espaços para a reciclagem de RSO - Promover sistemas domiciliares de compostagem - Reciclar os RSO nos espaços próximos ou dentro de zonas verdes ou de produção agro-pecuária Separação a partir da fonte  (poupa recursos) Estratégias de comunicação e educação Tecnologias apropriadas De baixo custo, compatíveis com o ambiente e activides produtivas. Ex: Compostagem Utilização de RSO para alimentação de animais   Ex. Porcos, piscicultura
IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU  Geração de recursos Contabilizar receitas em termos monetários: - Contabilizar empregos criados - Abaixamento de custos de recolha, (trasnporte) e deposição em aterro - Diminuição de custos de produção pela menor compra de agro-químicos - Redução de riscos de saúde pública / diminuição de volume de resíduos   depositados no meio ambiente Co-financiar custos de projectos Sector público/privado – microcréditos; promoção de micro-empresas de reciclagem/limpeza.  Ex: Micro-empresa de compostagem em Quito, Equador Trata material dos espaços verdes municipais e vende o composto, garantindo subsistência para 7 famílias.
A Agricultura urbana e Peri-Urbana (UPA) no Vietnam contribui positivamente para o ambiente urbano também através da utilização de resíduos orgânicos para produzir bio-gaz e composto IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU  Fonte: CGIAR/Urban Harvest Aumentar a contribuição de sistemas de culturas/pecuários para a susbsistência sustentável: desperdícios de batata doce usados na alimentação de porcos no Vietnam
IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU   Compostagem de resíduos orgânicos Fonte: The City Farmer
IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU
Campos de batata doce numa zona periurbana do Vietnam usando águas residuais  V- Tratamento e uso de águas residuais na AU Fonte: CGIAR/Urban Harvest
Tratamento e uso das águas residuais na AU AU: uma oportunidade para a igualdade dos sexos AU e soberania alimentar Transformação e comercialização da AU Promoção e Gestão da AU e desenvolvimento local sustentável Temas chave a considerar In: Programa de Gestão Urbana das Nações Unidas  www.pgualc.org
ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS   EXPERIÊNCIA EM AGRICULTURA URBANA  Projectos de desenvolvimento Investigação Centros de conhecimento /recursos
Iniciativa abrangente do CGIAR* Agricultura Urbana e Peri-Urbana (UPA) Contribuir para a segurança alimentar das famílias pobres urbanas Aumentar o valor da produção agrícola em zonas urbanas e peri-urbanas Assegurar simultâneamente a gestão sustentável do ambiente urbano Percepção da UPA como uma componente essencial e produtiva das cidades sustentáveis * O CGIAR é uma aliança estratégica de membros, parceiros ecentros internacionais de agricultura que procura mobilizar a ciência para beneficiar os mais carenciados Programa Urban Harvest  PARCERIAS DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM AGRICULTURA URBANA E PERI-URBANA
Programa Urban Harvest  (cont.)   1999 : o  CGIAR lançou a  Urban Harvest  como iniciativa abrangente e sistemática para dirigir e coordenar o  conhecimento colectivo  e tecnologias de dois futuros Centros de Colheitas para reforçar a UPA.  Enquadramento da Investigação Pretende obter um enquadramento adequado para estudar a realidade  complexa, dinâmica e multi-sectorial  do ambiente urbano Procura bases para experiências de  investigação de âmbito prático , de  projectos de desenvolvimento  a nível regional, bem como o estabelecimento de iniciativas que podem ter um nível global.
IDRC - Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento Sede: Otava, Canadá Uma das instituições líder na geração e aplicação de novo conhecimento   para dar resposta aos desafios dos países em desenvolvimento: Financia pesquisa aplicada executada por investigadores de países em desenvolvimento e fornece assistência técnica.  Procura contruir capacidade local nos países em  desenvolvimento para desenvolver investigação e  inovação. O IDCR é uma corporação da Coroa Britânica. Colabora com vários departamentos de governos federais, especialmente os Negócios Estrangeiros do Canadá e a Agência de Desenvolvimento Internacional do Canadá (CIDA).  Conduzido por um Conselho de Administração Internacional, reporta ao Parlamento através do Ministro dos Negócios Estrangeiros.
O programa  Cidades Alimentam Pessoas  (Cities Feedding People) evoluiu para uma pesquisa urbana mais abrangente desde 1 de Abril de 2005:  Programa Pobreza Urbana e Ambiente Urban Poverty and Environment (UPE) Program IDRC - Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento Investigação que ajude a reduzir problemas ambientais e promova o uso de recursos naturais para alimentação, água e segurança de rendimentos.  Abordagem integrada aos recursos naturais nas cidades (agricultura urbana, água e sanidade, gestão de resíduos e vulnerabilidade a desatres naturais), tendo a  posse de terra como assunto transversal.  Ásia, América Latina, África Sub- Sahariana e Médio Oriente
Programa Agropolis Programa de Bolsas para Investigação Avançada em Agricultura Urbana  O AGROPOLIS é gerido pelo IDRC Integrado na “Global Initiative of the Support Group on Urban Agriculture”  patrocinada por: - FAO (ONU) - Agência de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) - Agência de Desenvolvimento da Holanda (NEDA) - IDRC.  Apoia mestrados inovadores, doutoramentos e pós-doutoramentos, por forma a aumentar o conhecimento em agricultura urbana e peri-urbana.  EXEMPLO: Mr. Eduardo Spiaggi - Rosario, Argentina A utilização de técnicas agro-ecológicas em Agricultura Urbana: implementação de um novo sistema de produção (vermicultura) para o desenvolvimento local sustentável
Resource Centre on Urban Agriculture and Forestry “ TRABALHO EM REDE, TROCA DE INFORMAÇÃO, ACONSELHAMENTO POLÍTICO E FORMAÇÃO” RUAF é um Centro de Recursos Global iniciado pelo International Support Group on Urban Agriculture e foi fundado pelo DGIS (The Netherlands) and IDRC (Canada). É  coordenado na Holanda e coopera com sete organizações regionais no Sul: África do Sul e Oriental e África Sub-Sahariana:   Municipal Development Partnership America  Latina e Caraíbas:   IPES - Promocion del Desarrollo Sostenible (Lima)  África Central e Ocidental francófona:  Institut Africain de Gestion Urbaine (IAGU, Dakar)  África Ocidental Anglófona:  International Water Management Institute (IWMI, Accra office) Sul e Sudoeste da Ásia:  International Water Management Institute (IWMI, Hyderabad office)  China:  Institute of Geographical Sciences and Natural Resource Research of the National   Academy of Sciences (IGSNRR, Bejing)
The City Farmer Canada's Office of Urban Agriculture   www.cityfarmer.org
Organização privada de carácter regional dedicada a promoção do desenvolvimento sustentável na América Latina e Caraíbas. Sede: Lima, Perú. Escritórios noutras cidades do Perú, Equador e Panamá. O IPES procura beneficiar os sectores menos favorecidos da sociedade através de acções em 3 programas: Desenvolvimento Económico Local Gestão Ambiental Urbana  Promocão da Agricultura Urbana IPES -  Promoción del Desarrollo Sostenible
Assistência técnica para a investigação-acção e gestão Consulta Urbana Local :  Ex: "Fomentar el desarrollo de la Agricultura Urbana y la Seguridad Alimentaria en el Barrio El Panecillo de Quito" Consulta Urbana Regional :  Ex: "Optimización del uso del suelo vacante para la agricultura urbana a través de planes participativos de planificación y gestión, para promover la seguridad alimentaria y gobernabilidad participativa municipal"   Em: Rosario, Governador Valadares e Cienfuegos.  Gestão do Conhecimento : O IPES sistematiza, conceptualiza, capitaliza e difunde o conhecimento disponível sobre AU Participa no  Programa de Gestão Urbana  das Nações Unidas para a América Latina e Caraíbas (PGU - ALC) IPES Programa “Promoção da Agricultura Urbana”
PROGRAMA DE GESTÃO URBANA DAS NAÇÕES UNIDAS Coordenação Regional para a América Latina e as Caraíbas (PGU-ALC)  Integra-se num programa mais vasto, designado UN-HABITAT - United Nations Human Settlements Programme UN-HABITAT: Abrigo, Água, Desenvolvimento Urbano,  Gestão Urbana , Pobreza Urbana, “Governance” Urbana, Ambiente Urbano ...
Ganhou o prestigiado  Prémio Internacional do Dubai das Melhores Práticas  (Best Practices) para melhorar as condições de vida Para a selecção, foram prioritários critérios como: -  Associação intersectorial de projectos e sua sustentabilidade -  Conformidade com considerações de liderança e  empowerment  comunitário, inovação, igualdade de sexos e inclusão social.  ARGENTINA Programa de AGRICULTURA URBANA DO ROSÁRIO
Nos finais dos anos 90 e inícios de 2000 a Argentina sofreu uma enorme crise económica que deixou 60% da famílias no Rosario a viver abaixo do nível de pobreza.  O programa promoveu um processo construtivo de desenvolvimento endógeno recorrendo a processos participativos e estratégias de cooperação.  Cerca de 10,000 familias têm sido envolvidas na criação e manutenção de 790 hortos comunitários involvendo mais de 340 grupos produtivos e produzindo alimentos para 40,000 pessoas.  O programa também contribuiu para a a segurança na “posse” da terra e melhoria das condições das mulheres Programa de AGRICULTURA URBANA DO ROSÁRIO  ARGENTINA
CANADÁ Produção Sustentável de Alimentos na cidade de Vancouver Desde 1981 o horto de formação e investigação do City Farmer mostra ao público como cultivar vegetais e frutos em modo biológico num pequeno lote de terreno na cidade. Ao longo dos anos foram acrescentados recursos ao horto para mostrar às pessoas da cidade como envolver-se produção de alimentos e gestão de resíduos e água (vermicultura, compostagem, recolha de água da chuva, etc).
Assente sobre uma das quintas orgânicas mais antigas da California, o  Centro para a Agricultura Urbana  em Fairview Gardens tornou-se um modelo internacionalmente respeitado para a produção alimentar urbana de pequena escala, conservação do solo agrícola, educação ambiental e a integração entre quintas e as comunidades locais. EUA Fairview Gardens - Califórnia
Fairview Gardens é actualmente uma ilha rodeada por edifícios de habitações e centros comerciais.  Produz mais de 100 frutos e vegetais diferentes, alimenta 500 famílias e emprega mais de 20 pessoas EUA Fairview Gardens - Califórnia
 
 
 
NEW-YORK “ Green Guerillas” “ Desde 1973 que os Greenguerilla ajudam milhares de pessoas a concretizar sonhos de transformar baldios em vibrantes hortos comunitários”. “ Com a nossa ajuda as pessoas cultivam alimentos, plantam flores, educam a juventude, pintam murais coloridos e preservam os seus jardins como centros comunitários vitais para as gerações futuras” www.greenguerillas.org
“ A  East New York Gardeners Association  (ENYGA) é uma coligação (coalition) de jardineiros comunitários trabalhando juntos para preservar e reforçar os hortos comunitários na nossa vizinhança”  NEW-YORK ENYGA
 
 
HOUSTON www.urbanharvest.org GREENTHUMB, New York Ajudou cerca de 700 hortos comunitários que produziram $100,000 em frutas e legumes por ano
Ex: O Horto Comunitário Clark Cooper Iniciado em 1960's no terreno do antigo Boston State Hospital.  Actualmente cerca de 250 - 280 pessoas cuidam do local, agora pertença do Boston Nature Center/Massachusetts Audubon Society Garden Mosaics  foi fundado pelo “National Science Foundation Informal Science Education Program” e o “NYS College of Agriculture and Life Sciences” da Universidade de Cornell  EUA Garden Mosaics
CUBA Após a revolução cubana  (1959) - Industrialização da agricultura: monoculturas de açúcar, tabaco, banana, café Colapso da União Soviética (1989) – Cancelamento das ajudas. Milhares de toneladas de adubos químicos, herbicidas e agro-tóxicos deixam de ser importados. Menos combustível e energia disponível para a agricultura (transporte, refrigeração armazenamento, distribuição) Recursos que restaram: gente, terra, animais, conhecimento e criatividade Havana e arredores: distribuídos milhares de pequenos lotes de terra a moradores 1998: 8000 hortas, incluindo cerca de 5000 comunitárias, cultivadas por mais de 30.000 pessoas
CUBA HORTAS URBANAS DE CUBA Quantidade de alimentos produzidos: 1995  – 40.000 ton 1998  – 115.000 ton 1999  – A AU orgânica produziu principalmente em Havana: 65% de todo o arroz  46% vegetais frescos 38% frutas não cítricas 13% raízes, tuberculos, bananas 6% ovos Rotunda de Cojimar, Havana Prod. média 20 kg/m2 Quinta de Alamar, Havana - Iniciou actividade em 1997 com 4 trabalhadores. Em 2001 tinha 48. Vendem 120 ton. vegetais/ano de forma praticamente directa
Agro-tóxicos proibidos por lei dentro dos limites da capital Grande diversidade de plantas cultivadas e auxiliares predadores no ecossistema  Criados 200 centros regionais para informar sobre controle biológico de pragas Bois substituiram tractores. O esterco é usado para fertilizar e estruturar o solo Cuba alimenta a sua população de 11 milhões de habitantes  Produção em pequena escala eficiente Grande produtividade nas hortas urbanas CUBA Programa de AU mais bem sucedido do mundo
Macau / China Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) Hortas Pedagógicas – Macau e Coloane Parque de Sun-Yat-Sen e Parque de Hac-Sá Requerimento: Nº de ocupantes Nº de zonas para cultivar Período de utilização (1 trimestre por ano) Inscrição paga Actividade “Novas Experiências de Cultivo” Campo de Cultivo do Parque de Hac Sá, Coloane; Campo de Cultivo do Canal dos Patos. Educação ambiental na Granja do Óscar Duração: Período de três meses Inscrição: 200 patacas (~ 16 €) Terreno com 1,20m x 5m por grupo Sementes, plântulas e utensílios agrícolas – IACM Formação no 1º dia - IACM Funcionamento: 9h - 17h, min. 1 vez/semana Colheitas: revertem para os participantes
Parque Sun-Yat-Sen (Macau)
O Parque de Hac Sá (3) com uma área de 19.620 m2 foi concebido pelos Arquitectos Bruno Soares e Francisco Caldeira Cabral. Ficou concluido em 1985 Parque de Hac-Sá (Ilha de Coloane)
“ Novas Experiências de Cultivo”
“ Novas Experiências de Cultivo”
Parque Municipal da Colina de Mong Ha  GRANJA DO ÓSCAR, Coloane Única quinta biológica em Macau, com 7000m 2 “ Novas Experiências de Cultivo”
PARIS 2002 - A  Mairie  de Paris lançou um programa de hortas comunitárias e jardins pedagógicos    “ Para que os parisienses se reapropriem da natureza ” Parceria autarquias/associações locais para criar hortos ou jardins partilhados (jardin potager) Jardim Villemin, em pleno centro da Cidade: Acesso a pequenas parcelas de terreno para cultivo Autoridades: passam a autorizar a transformação de terrenos devolutos em jardins e hortas temporárias com intuito pedagógico
2004 - A Mairie* cria o projecto  Main Verte para estabelecer os “Jardins Partagés”  Jardins próximos dos cidadãos que pretendam encontrar-se num local de convívio para jardinar. Deverão fazer parte ou constituir uma associação. Local aberto num bairro que favoreça os encontros entre gerações e culturas. Princípio do respeito pelo ambiente e biodiversidade.  Confiado a uma associação por um acordo/protocolo de duração limitada (1 ano renovável até 5 anos)  A associação anima o jardim partilhado e promove um pequeno evento anualmente (pic-nic, concerto, etc) A Mairie fornece a terra fértil, aconselhamento técnico e acompanhamento  PARIS *Direcção dos Parques, Jardins e Espaços Verdes  Sub-Direcção Animação e Educação para a Ecologia Urbana
REINO UNIDO casos-estudo em Londres 2001 – Seminário sobre Agricultura Urbana na University of North London, School of Architecture and Interior Design 2001 - Cerca de 1,200 jardins/hortos comunitários e 70 quintas pedagógicas em Inglaterra GREEN ADVENTURE - Camberwell, Sul de Londres Desenvolve várias actividades de cultivo, incluindo jardim comunitários e distribuição semanal de produtos ao domicílio nas redondezas GRAZEBROOK PRIMARY SCHOOL - Hackney, North London Envolve os alunos  no cultivo de frutos e outros vegetais. Em cada ano a escola faz um mercado onde a colheita é mostrada, juntamente com bolos caseiros, pão, etc. RESTORE em Oxford - pessoas com deficiência mental cultivam alimentos num lote público. Todos os dias cozinham e come juntos,usando produtos desse lote. Também vendem os produtos à comunidade local http://www.sustainweb.org
City Farmer (Urban Agriculture Notes)  Web: www.cityfarmer.org  Cities Feeding People (International Development Research Centre)  Web: www.idrc.ca/cfp  Resources on Urban Agriculture and Forestry (RUAF) Web: www.ruaf.org  Alguns recursos informativos
Agradecimentos Arqº Ricardo Francisco F. Sousa Engº Chen Yu Fen - IACM (Macau) Apresentação efectuada com Software Livre www.humaneasy.com impress  1.1.1 GIMP 1.2.5 GNU Image Manipulation Program

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Agricultura Urbana no Mundo

  • 1. A AGRICULTURA URBANA NO MUNDO Paula Lopes da Silva Bióloga www.humaneasy.com Seminário Agricultura Urbana e Sustentabilidade Local Lisboa, 19 Maio 2005
  • 2. Agricultura Urbana A Agricultura Urbana (AU) está situada dentro ou na periferia de uma localidade ou cidade Incorpora práticas de cultivo ou criação de plantas, animais, processamento e distribuição de produtos alimentares e não alimentares Incorpora reciclagem de resíduos ou águas residuais com fins produtivos Usa recursos humanos e materiais, produtos e serviços que se encontram em volta da citada zona Provêm recursos e materiais a essa zona
  • 3. A AU mais bem sucedida integra agricultura, horticultura, aquacultura, agrofloresta e "mini-pecuária" com uma gestão saudável e equilibrada de água e resíduos, melhor planeamento urbano e segurança. Urban Agriculture Network, Inc. Agricultura Urbana “ Agricultura urbana é uma actividade localizada dentro (intra-urbana) ou na orla (peri-urbana) de uma cidade, um centro urbano ou metrópole, que produz ou cultiva, processa e distribui diversos de alimentos e produtos não alimentares, utilizando para isso recursos humanos, materiais, produtos e serviços que se encontram no interior e em redor daquela área urbana”. Mougeot, 1999 Urban Agriculture: Definition, presence, potentials and risks and policy changes. Havana, Cuba, 1999. In: www.cityfarmer.org
  • 4. 5 razões para a Agricultura Urbana Aumento da fome Na América Latina o número de pessoas que vão dormir com fome aumentou 30%, num total de 60 milhões de pessoas. Uso de resíduos e águas tratadas Os resíduos orgânicos podem ser transformados em fontes de adubo e complemento alimentar para animais. A água residual pode ser usada para irrigação. Emprego de baixo custo / geração de rendimentos A AU pode gerar emprego com baixo investimento, que pode ser recuperado com micro-créditos. Benefícios sociais Inclusão social - ocupação do tempo livre e o fomento de boas relações de vizinhança Medicina natural O povo gasta cerca de 40-60% de seus baixos rendimentos com alimentação e 15% em saúde e remédios. Plantas medicinais e derivados (infusões, extratos e essências)
  • 5. Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável Um crescente número de governos locais e nacionais promove a AU em resposta a graves problemas de pobreza, carência alimentar e degradação ambiental A AU complementa a agricultura rural nos sistemas locais de alimentação Pode ser um complemento importante de rendimentos para os lares urbanos É um elemento integrante do sistema económico e ecológico urbano
  • 6. Restrições à prática de AU pelos mais pobres: Falta de acesso a terra Falta de acesso a fontes de água Falta de acesso a serviços e capital Riscos potenciais para a saúde (uso de agrotóxicos, resíduos orgânicos, águas residusis não tratadas, falta de higiene no processamento e comercialização Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
  • 7. Objectivo: melhorar a AU e torná-la mais sustentável Os governos devem reconhecer o papel que desempenha no desenvolvimento municipal Promovê-la e administrá-la através de políticas e incentivos adaptados às necessidades da população, promovendo a equidade homem-mulher e inclusão social Os produtores necessitam adoptar melhores práticas de produção, transformação e comercialização As ONGs, centros de pesquisa e empresas privadas deverão apoiar todas estas iniciativas Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
  • 8. Exemplos Cada vez mais governos locais e estaduais se comprometem decididamente com o desenvolvimento da AU Mobilizam recursos locais, institucionalizam-na , procurando a sua ampliação Intendência do Rosário (Argentina) : promove a assistência técnica e o apoio financeiro aos produtores peri-urbanos Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
  • 9. Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável Município de Cuenca (Equador) : apoia a produção e comercialização de produtos ecológicos em colaboração com várias instituições locais Estado de Mato Grosso do Sul (Brasil) : Programa de apoio à transformação e comercialização da pequena produção agrícola fortalecendo agro-indústria familiares São Pedro, Brasil Exemplos
  • 10. AU e participação dos cidadãos AU, gestão territorial e planeamento físico Micro-crédito e investimento para a AU Aproveitamento de resíduos orgânicos na AU Tratamento e uso das águas residuais na AU AU: uma oportunidade para a igualdade dos sexos AU e soberania alimentar Transformação e comercialização da AU Promoção e Gestão da AU e desenvolvimento local sustentável 8 Temas chave a considerar In: Declaração de Quito, assinada por 40 cidades Quito, Equador, Abril 2000
  • 11. I. AU e participação dos cidadãos Para a definição e implementação de projectos, programas e políticas municipais e AU é importante: Facilitar e e fortalecer os diálogo entre a administração municipal e os sectores da sociedade civil Fomentar as capacidades locais para o desenvolvimento de processos de diagnóstico, identificação de problemas, priorização de soluções, implementação, sistematização e monitorização Accionar acordos entre associações públicas, privadas sociedade civil e entre actores locais e nacionais para o desenvolvimento da AU Facilitar o financiamento necessário para a execução de acções e políticas
  • 12. I. AU e participação dos cidadãos Seis orientações para a formulação de políticas 1. Sensibilização e mobilização de actores Implementar estratégias de comunicação, direccionadas a públicos distintos Formalizar compromissos 2. Diagnóstico participativo 3. Formulação de estratégias de acção conjuntas Importante considerar a viabilidade em termos sociais e políticos e de recursos Plataformas envolvendo os diversos actores 4. Implementação de projectos e programas Importante fazer um projecto-piltoto ou acção demonstrativa no início, para gerar um clima positivo Diferentes actores: Comunidades e organizações e base (coordenação, fiscalização) ONGs (assessoria técnica e acompanhamento) Universidades: apoiam tecnologias adequadas para produção, processamento, etc
  • 13. 4. Implementação de projectos e programas (cont.) Sector privado facilita o acesso dos mais excluídos (ex: microcréditos), assessoria (ex. Prefeitura - Purina Center Rimac em Lima), etc Governos locais, regionais e nacionais asseguram disponibilidade de terrenos, acesso a serviços públicos, aprovação de legislação facilitadora e regulamentação de actividades de AU 5. Institucionalização e ampliação de escala Ex: de um bairro para vários Inclusão nos Planos de organização territorial e programas sectoriais (saúde, meio ambiente), estratégicos, etc. Criação de Programas Municipais de AU 6. Monitorização e avaliação Importante ser participativa Enfase na qualidade e pertinência dos indicadores I. AU e participação dos cidadãos Seis orientações para a formulação de políticas (cont.)
  • 14. II. Agricultura Urbana: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS 1. Acções para definir uma política de gestão territorial Diagnóstico da situação existente (estatuto de propriedade e ocupação de espaços cultivados e cultiváveis, tipologia e identificação de espaços, etc) Comissão intra-municipal integrar a política territorial às políticas sectoriais do município (ex: gestão de resíduos, água, desenvolvimento económico, etc) Consulta pública: 1º rascunho de política e consulta pública. No final a política deve ser aprovada pela Câmara Municipal
  • 15. II. Agricultura Urbana: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS 2. Normas Introduzir a dimensão da AU nos planos de ordenamento municipal Idem nos planos de ordenamento parciais (elementos de micro-planeamento) Normativa municipal para a organização territorial (parte integral de uma política municipal) Deve inserir-se nos sistemas jurídicos de cada país e definir zoneamento urbano, peri-urbano e rural-municipal) Normas para os parques e espaços públicos (reserva de uma % de espaço para AU) Normas para novos loteamentos e lotes, densidades. Ex: Bairros-jardins (Goiânia, Brasil)
  • 16. II. AU: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS 3. Definição de um marco jurídico facilitador Além das normas relativas ao espaço urbano, devem ser trabalhadas e aprovadas algumas leis e regulamentações. Destaque para o acesso ao solo cultivável ou águas produtivas. Estudos demonstram que este um dos + importantes obstáculos ao desenvolvimento da AU. A segurança da posse da terra não significa a propriedade efectiva da mesma. Há soluções legais que outorgam garantias permanentes ou temporais para as pessoas que cultivam (Ex. Emissão de títulos de Concessão Temporária de Uso – CTU) Ex: entre 1998-2001 o Município de Teresina concedeu por tempo indefinido 92ha de terrenos municipais a 2300 famílias pobres Outros instrumentos legais (usucapião, comodatos, concessões, etc) Definição de impostos territoriais e isenção fiscal: ex: isenção fiscal ou concessão de terras públicas a preço simbólico. Ex: No Brasil vários Municípios aplicam uma isenção parcial de impostos para propriedades urbanas usadas para produção agrícola e florestal Tarifas de águas residuais para uso agrícola. Usos e tarifas devem ser regulamentados para a AU
  • 17. 4. Instrumentos de planeamento e gestão Instrumentos que permitem implementar os marcos legais e normativos: Cadastros de terrenos e espaços cultivados (incluindo aquáticos): preferencialmente usar SIG. Na Cidade do México foi o passo prévio à política territorial Comissões mistas de AU Diversos actores sociais, produtores e representantes do poder público. Permite articular política com necessidades de cada actor Observatórios municipais do preço do solo Registam a evolução do preo do solo urbano vs rentabilidade do solo agrícola. Imprescindível para definir políticas fiscais e económicas II. AU: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS
  • 18. III. Micro-crédito e investimento para a AU 2005 – Ano Internacional do Microcrédito Ex: Na Argentina o Programa Social Agro-Pecuário facilita créditos para pessoas: a) Sem outras fontes de renda adicionais, para o produtor e sua família b) Cuja renda familiar não supera o valor de dois salários de um operário agro-pecuário: aprox. 78 euros (Nov/2002) É necessário que os governos locais: Mobilizem recursos no orçamento municipal para a execução da AU Fomentem e facilitem o acesso dos mais pobres ao capital, promovendo a inclusão social e condições compatíveis com as características técnico-produtivas da AU Complementem programas financeiros de fortalecimento da organização social, assistência técnica, capacitação e apoio à comercialização
  • 19. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Incorporação da gestão integral de RSO na organização territorial: - Regulamentação / legislação facilitadora - Vincular espaços para a reciclagem de RSO - Promover sistemas domiciliares de compostagem - Reciclar os RSO nos espaços próximos ou dentro de zonas verdes ou de produção agro-pecuária Separação a partir da fonte (poupa recursos) Estratégias de comunicação e educação Tecnologias apropriadas De baixo custo, compatíveis com o ambiente e activides produtivas. Ex: Compostagem Utilização de RSO para alimentação de animais Ex. Porcos, piscicultura
  • 20. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Geração de recursos Contabilizar receitas em termos monetários: - Contabilizar empregos criados - Abaixamento de custos de recolha, (trasnporte) e deposição em aterro - Diminuição de custos de produção pela menor compra de agro-químicos - Redução de riscos de saúde pública / diminuição de volume de resíduos depositados no meio ambiente Co-financiar custos de projectos Sector público/privado – microcréditos; promoção de micro-empresas de reciclagem/limpeza. Ex: Micro-empresa de compostagem em Quito, Equador Trata material dos espaços verdes municipais e vende o composto, garantindo subsistência para 7 famílias.
  • 21. A Agricultura urbana e Peri-Urbana (UPA) no Vietnam contribui positivamente para o ambiente urbano também através da utilização de resíduos orgânicos para produzir bio-gaz e composto IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Fonte: CGIAR/Urban Harvest Aumentar a contribuição de sistemas de culturas/pecuários para a susbsistência sustentável: desperdícios de batata doce usados na alimentação de porcos no Vietnam
  • 22. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Compostagem de resíduos orgânicos Fonte: The City Farmer
  • 23. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU
  • 24. Campos de batata doce numa zona periurbana do Vietnam usando águas residuais V- Tratamento e uso de águas residuais na AU Fonte: CGIAR/Urban Harvest
  • 25. Tratamento e uso das águas residuais na AU AU: uma oportunidade para a igualdade dos sexos AU e soberania alimentar Transformação e comercialização da AU Promoção e Gestão da AU e desenvolvimento local sustentável Temas chave a considerar In: Programa de Gestão Urbana das Nações Unidas www.pgualc.org
  • 26. ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS EXPERIÊNCIA EM AGRICULTURA URBANA Projectos de desenvolvimento Investigação Centros de conhecimento /recursos
  • 27. Iniciativa abrangente do CGIAR* Agricultura Urbana e Peri-Urbana (UPA) Contribuir para a segurança alimentar das famílias pobres urbanas Aumentar o valor da produção agrícola em zonas urbanas e peri-urbanas Assegurar simultâneamente a gestão sustentável do ambiente urbano Percepção da UPA como uma componente essencial e produtiva das cidades sustentáveis * O CGIAR é uma aliança estratégica de membros, parceiros ecentros internacionais de agricultura que procura mobilizar a ciência para beneficiar os mais carenciados Programa Urban Harvest PARCERIAS DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM AGRICULTURA URBANA E PERI-URBANA
  • 28. Programa Urban Harvest (cont.) 1999 : o CGIAR lançou a Urban Harvest como iniciativa abrangente e sistemática para dirigir e coordenar o conhecimento colectivo e tecnologias de dois futuros Centros de Colheitas para reforçar a UPA. Enquadramento da Investigação Pretende obter um enquadramento adequado para estudar a realidade complexa, dinâmica e multi-sectorial do ambiente urbano Procura bases para experiências de investigação de âmbito prático , de projectos de desenvolvimento a nível regional, bem como o estabelecimento de iniciativas que podem ter um nível global.
  • 29. IDRC - Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento Sede: Otava, Canadá Uma das instituições líder na geração e aplicação de novo conhecimento para dar resposta aos desafios dos países em desenvolvimento: Financia pesquisa aplicada executada por investigadores de países em desenvolvimento e fornece assistência técnica. Procura contruir capacidade local nos países em desenvolvimento para desenvolver investigação e inovação. O IDCR é uma corporação da Coroa Britânica. Colabora com vários departamentos de governos federais, especialmente os Negócios Estrangeiros do Canadá e a Agência de Desenvolvimento Internacional do Canadá (CIDA). Conduzido por um Conselho de Administração Internacional, reporta ao Parlamento através do Ministro dos Negócios Estrangeiros.
  • 30. O programa Cidades Alimentam Pessoas (Cities Feedding People) evoluiu para uma pesquisa urbana mais abrangente desde 1 de Abril de 2005: Programa Pobreza Urbana e Ambiente Urban Poverty and Environment (UPE) Program IDRC - Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento Investigação que ajude a reduzir problemas ambientais e promova o uso de recursos naturais para alimentação, água e segurança de rendimentos. Abordagem integrada aos recursos naturais nas cidades (agricultura urbana, água e sanidade, gestão de resíduos e vulnerabilidade a desatres naturais), tendo a posse de terra como assunto transversal. Ásia, América Latina, África Sub- Sahariana e Médio Oriente
  • 31. Programa Agropolis Programa de Bolsas para Investigação Avançada em Agricultura Urbana O AGROPOLIS é gerido pelo IDRC Integrado na “Global Initiative of the Support Group on Urban Agriculture” patrocinada por: - FAO (ONU) - Agência de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) - Agência de Desenvolvimento da Holanda (NEDA) - IDRC. Apoia mestrados inovadores, doutoramentos e pós-doutoramentos, por forma a aumentar o conhecimento em agricultura urbana e peri-urbana. EXEMPLO: Mr. Eduardo Spiaggi - Rosario, Argentina A utilização de técnicas agro-ecológicas em Agricultura Urbana: implementação de um novo sistema de produção (vermicultura) para o desenvolvimento local sustentável
  • 32. Resource Centre on Urban Agriculture and Forestry “ TRABALHO EM REDE, TROCA DE INFORMAÇÃO, ACONSELHAMENTO POLÍTICO E FORMAÇÃO” RUAF é um Centro de Recursos Global iniciado pelo International Support Group on Urban Agriculture e foi fundado pelo DGIS (The Netherlands) and IDRC (Canada). É coordenado na Holanda e coopera com sete organizações regionais no Sul: África do Sul e Oriental e África Sub-Sahariana: Municipal Development Partnership America Latina e Caraíbas: IPES - Promocion del Desarrollo Sostenible (Lima) África Central e Ocidental francófona: Institut Africain de Gestion Urbaine (IAGU, Dakar) África Ocidental Anglófona: International Water Management Institute (IWMI, Accra office) Sul e Sudoeste da Ásia: International Water Management Institute (IWMI, Hyderabad office) China: Institute of Geographical Sciences and Natural Resource Research of the National Academy of Sciences (IGSNRR, Bejing)
  • 33. The City Farmer Canada's Office of Urban Agriculture www.cityfarmer.org
  • 34. Organização privada de carácter regional dedicada a promoção do desenvolvimento sustentável na América Latina e Caraíbas. Sede: Lima, Perú. Escritórios noutras cidades do Perú, Equador e Panamá. O IPES procura beneficiar os sectores menos favorecidos da sociedade através de acções em 3 programas: Desenvolvimento Económico Local Gestão Ambiental Urbana Promocão da Agricultura Urbana IPES - Promoción del Desarrollo Sostenible
  • 35. Assistência técnica para a investigação-acção e gestão Consulta Urbana Local : Ex: "Fomentar el desarrollo de la Agricultura Urbana y la Seguridad Alimentaria en el Barrio El Panecillo de Quito" Consulta Urbana Regional : Ex: "Optimización del uso del suelo vacante para la agricultura urbana a través de planes participativos de planificación y gestión, para promover la seguridad alimentaria y gobernabilidad participativa municipal" Em: Rosario, Governador Valadares e Cienfuegos. Gestão do Conhecimento : O IPES sistematiza, conceptualiza, capitaliza e difunde o conhecimento disponível sobre AU Participa no Programa de Gestão Urbana das Nações Unidas para a América Latina e Caraíbas (PGU - ALC) IPES Programa “Promoção da Agricultura Urbana”
  • 36. PROGRAMA DE GESTÃO URBANA DAS NAÇÕES UNIDAS Coordenação Regional para a América Latina e as Caraíbas (PGU-ALC) Integra-se num programa mais vasto, designado UN-HABITAT - United Nations Human Settlements Programme UN-HABITAT: Abrigo, Água, Desenvolvimento Urbano, Gestão Urbana , Pobreza Urbana, “Governance” Urbana, Ambiente Urbano ...
  • 37. Ganhou o prestigiado Prémio Internacional do Dubai das Melhores Práticas (Best Practices) para melhorar as condições de vida Para a selecção, foram prioritários critérios como: - Associação intersectorial de projectos e sua sustentabilidade - Conformidade com considerações de liderança e empowerment comunitário, inovação, igualdade de sexos e inclusão social. ARGENTINA Programa de AGRICULTURA URBANA DO ROSÁRIO
  • 38. Nos finais dos anos 90 e inícios de 2000 a Argentina sofreu uma enorme crise económica que deixou 60% da famílias no Rosario a viver abaixo do nível de pobreza. O programa promoveu um processo construtivo de desenvolvimento endógeno recorrendo a processos participativos e estratégias de cooperação. Cerca de 10,000 familias têm sido envolvidas na criação e manutenção de 790 hortos comunitários involvendo mais de 340 grupos produtivos e produzindo alimentos para 40,000 pessoas. O programa também contribuiu para a a segurança na “posse” da terra e melhoria das condições das mulheres Programa de AGRICULTURA URBANA DO ROSÁRIO ARGENTINA
  • 39. CANADÁ Produção Sustentável de Alimentos na cidade de Vancouver Desde 1981 o horto de formação e investigação do City Farmer mostra ao público como cultivar vegetais e frutos em modo biológico num pequeno lote de terreno na cidade. Ao longo dos anos foram acrescentados recursos ao horto para mostrar às pessoas da cidade como envolver-se produção de alimentos e gestão de resíduos e água (vermicultura, compostagem, recolha de água da chuva, etc).
  • 40. Assente sobre uma das quintas orgânicas mais antigas da California, o Centro para a Agricultura Urbana em Fairview Gardens tornou-se um modelo internacionalmente respeitado para a produção alimentar urbana de pequena escala, conservação do solo agrícola, educação ambiental e a integração entre quintas e as comunidades locais. EUA Fairview Gardens - Califórnia
  • 41. Fairview Gardens é actualmente uma ilha rodeada por edifícios de habitações e centros comerciais. Produz mais de 100 frutos e vegetais diferentes, alimenta 500 famílias e emprega mais de 20 pessoas EUA Fairview Gardens - Califórnia
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  • 45. NEW-YORK “ Green Guerillas” “ Desde 1973 que os Greenguerilla ajudam milhares de pessoas a concretizar sonhos de transformar baldios em vibrantes hortos comunitários”. “ Com a nossa ajuda as pessoas cultivam alimentos, plantam flores, educam a juventude, pintam murais coloridos e preservam os seus jardins como centros comunitários vitais para as gerações futuras” www.greenguerillas.org
  • 46. “ A East New York Gardeners Association (ENYGA) é uma coligação (coalition) de jardineiros comunitários trabalhando juntos para preservar e reforçar os hortos comunitários na nossa vizinhança” NEW-YORK ENYGA
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  • 49. HOUSTON www.urbanharvest.org GREENTHUMB, New York Ajudou cerca de 700 hortos comunitários que produziram $100,000 em frutas e legumes por ano
  • 50. Ex: O Horto Comunitário Clark Cooper Iniciado em 1960's no terreno do antigo Boston State Hospital. Actualmente cerca de 250 - 280 pessoas cuidam do local, agora pertença do Boston Nature Center/Massachusetts Audubon Society Garden Mosaics foi fundado pelo “National Science Foundation Informal Science Education Program” e o “NYS College of Agriculture and Life Sciences” da Universidade de Cornell EUA Garden Mosaics
  • 51. CUBA Após a revolução cubana (1959) - Industrialização da agricultura: monoculturas de açúcar, tabaco, banana, café Colapso da União Soviética (1989) – Cancelamento das ajudas. Milhares de toneladas de adubos químicos, herbicidas e agro-tóxicos deixam de ser importados. Menos combustível e energia disponível para a agricultura (transporte, refrigeração armazenamento, distribuição) Recursos que restaram: gente, terra, animais, conhecimento e criatividade Havana e arredores: distribuídos milhares de pequenos lotes de terra a moradores 1998: 8000 hortas, incluindo cerca de 5000 comunitárias, cultivadas por mais de 30.000 pessoas
  • 52. CUBA HORTAS URBANAS DE CUBA Quantidade de alimentos produzidos: 1995 – 40.000 ton 1998 – 115.000 ton 1999 – A AU orgânica produziu principalmente em Havana: 65% de todo o arroz 46% vegetais frescos 38% frutas não cítricas 13% raízes, tuberculos, bananas 6% ovos Rotunda de Cojimar, Havana Prod. média 20 kg/m2 Quinta de Alamar, Havana - Iniciou actividade em 1997 com 4 trabalhadores. Em 2001 tinha 48. Vendem 120 ton. vegetais/ano de forma praticamente directa
  • 53. Agro-tóxicos proibidos por lei dentro dos limites da capital Grande diversidade de plantas cultivadas e auxiliares predadores no ecossistema Criados 200 centros regionais para informar sobre controle biológico de pragas Bois substituiram tractores. O esterco é usado para fertilizar e estruturar o solo Cuba alimenta a sua população de 11 milhões de habitantes Produção em pequena escala eficiente Grande produtividade nas hortas urbanas CUBA Programa de AU mais bem sucedido do mundo
  • 54. Macau / China Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) Hortas Pedagógicas – Macau e Coloane Parque de Sun-Yat-Sen e Parque de Hac-Sá Requerimento: Nº de ocupantes Nº de zonas para cultivar Período de utilização (1 trimestre por ano) Inscrição paga Actividade “Novas Experiências de Cultivo” Campo de Cultivo do Parque de Hac Sá, Coloane; Campo de Cultivo do Canal dos Patos. Educação ambiental na Granja do Óscar Duração: Período de três meses Inscrição: 200 patacas (~ 16 €) Terreno com 1,20m x 5m por grupo Sementes, plântulas e utensílios agrícolas – IACM Formação no 1º dia - IACM Funcionamento: 9h - 17h, min. 1 vez/semana Colheitas: revertem para os participantes
  • 56. O Parque de Hac Sá (3) com uma área de 19.620 m2 foi concebido pelos Arquitectos Bruno Soares e Francisco Caldeira Cabral. Ficou concluido em 1985 Parque de Hac-Sá (Ilha de Coloane)
  • 57. “ Novas Experiências de Cultivo”
  • 58. “ Novas Experiências de Cultivo”
  • 59. Parque Municipal da Colina de Mong Ha GRANJA DO ÓSCAR, Coloane Única quinta biológica em Macau, com 7000m 2 “ Novas Experiências de Cultivo”
  • 60. PARIS 2002 - A Mairie de Paris lançou um programa de hortas comunitárias e jardins pedagógicos “ Para que os parisienses se reapropriem da natureza ” Parceria autarquias/associações locais para criar hortos ou jardins partilhados (jardin potager) Jardim Villemin, em pleno centro da Cidade: Acesso a pequenas parcelas de terreno para cultivo Autoridades: passam a autorizar a transformação de terrenos devolutos em jardins e hortas temporárias com intuito pedagógico
  • 61. 2004 - A Mairie* cria o projecto Main Verte para estabelecer os “Jardins Partagés” Jardins próximos dos cidadãos que pretendam encontrar-se num local de convívio para jardinar. Deverão fazer parte ou constituir uma associação. Local aberto num bairro que favoreça os encontros entre gerações e culturas. Princípio do respeito pelo ambiente e biodiversidade. Confiado a uma associação por um acordo/protocolo de duração limitada (1 ano renovável até 5 anos) A associação anima o jardim partilhado e promove um pequeno evento anualmente (pic-nic, concerto, etc) A Mairie fornece a terra fértil, aconselhamento técnico e acompanhamento PARIS *Direcção dos Parques, Jardins e Espaços Verdes Sub-Direcção Animação e Educação para a Ecologia Urbana
  • 62. REINO UNIDO casos-estudo em Londres 2001 – Seminário sobre Agricultura Urbana na University of North London, School of Architecture and Interior Design 2001 - Cerca de 1,200 jardins/hortos comunitários e 70 quintas pedagógicas em Inglaterra GREEN ADVENTURE - Camberwell, Sul de Londres Desenvolve várias actividades de cultivo, incluindo jardim comunitários e distribuição semanal de produtos ao domicílio nas redondezas GRAZEBROOK PRIMARY SCHOOL - Hackney, North London Envolve os alunos no cultivo de frutos e outros vegetais. Em cada ano a escola faz um mercado onde a colheita é mostrada, juntamente com bolos caseiros, pão, etc. RESTORE em Oxford - pessoas com deficiência mental cultivam alimentos num lote público. Todos os dias cozinham e come juntos,usando produtos desse lote. Também vendem os produtos à comunidade local http://www.sustainweb.org
  • 63. City Farmer (Urban Agriculture Notes) Web: www.cityfarmer.org Cities Feeding People (International Development Research Centre) Web: www.idrc.ca/cfp Resources on Urban Agriculture and Forestry (RUAF) Web: www.ruaf.org Alguns recursos informativos
  • 64. Agradecimentos Arqº Ricardo Francisco F. Sousa Engº Chen Yu Fen - IACM (Macau) Apresentação efectuada com Software Livre www.humaneasy.com impress 1.1.1 GIMP 1.2.5 GNU Image Manipulation Program