AGOSTINI, Angelo (1843-1910). Nascido em Vercelli (Itália) e falecido no Rio de Janeiro.
Chegou ao Brasil em 1859, fixando-se em São Paulo, onde em 1864 deu início à sua carreira
de caricaturista, publicando seus primeiros trabalhos em O Diabo Coxo. Transferindo-se para o
Rio de Janeiro, nessa cidade desenvolveria intensa atividade em prol da Abolição, colaborando
em periódicos como Vida Fluminense, O Mosquíto e Revista Ilustrada com caricaturas e
artigos. Foi na Revista Ilustrada que em 1884 começou a publicar, em capítulos, As Aventuras
de Zé Caipora, consideradas, por Herman Lima, a primeira estória-em-quadrinhos brasileira.
As Aventuras de Zé Caipora tiveram continuidade nas páginas de D. Quixote (1901) e de O
Malho (1904).

Como pintor, Angelo Agostini teve atuação mais discreta. Cultivou a paisagem e o retrato,
chegando a merecer encômios de Gonzaga Duque; mas não era a pintura o seu meio
expressivo. Esse, ele o teve na caricatura, e certamente também na crítica de artes plásticas,
que exerceu com conhecimento, fazendo uso de uma linguagem extremamente ferina e bem-
humorada.

                                 Caricaturas, litografia, 1872;
                       0,14 X 0,18, publicada no jornal Vida Fluminense.

Agostini, angelo

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    AGOSTINI, Angelo (1843-1910).Nascido em Vercelli (Itália) e falecido no Rio de Janeiro. Chegou ao Brasil em 1859, fixando-se em São Paulo, onde em 1864 deu início à sua carreira de caricaturista, publicando seus primeiros trabalhos em O Diabo Coxo. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, nessa cidade desenvolveria intensa atividade em prol da Abolição, colaborando em periódicos como Vida Fluminense, O Mosquíto e Revista Ilustrada com caricaturas e artigos. Foi na Revista Ilustrada que em 1884 começou a publicar, em capítulos, As Aventuras de Zé Caipora, consideradas, por Herman Lima, a primeira estória-em-quadrinhos brasileira. As Aventuras de Zé Caipora tiveram continuidade nas páginas de D. Quixote (1901) e de O Malho (1904). Como pintor, Angelo Agostini teve atuação mais discreta. Cultivou a paisagem e o retrato, chegando a merecer encômios de Gonzaga Duque; mas não era a pintura o seu meio expressivo. Esse, ele o teve na caricatura, e certamente também na crítica de artes plásticas, que exerceu com conhecimento, fazendo uso de uma linguagem extremamente ferina e bem- humorada. Caricaturas, litografia, 1872; 0,14 X 0,18, publicada no jornal Vida Fluminense.