Criação e Elaboração: Taís Melo
Tópicos:
 Introdução
 Biografia
 Trabalho
Semana de Arte Moderna
Pesquisas Folclóricas
 Obras
 Obras Publicadas
 Legado
 Referências
Introdução
Mário Raul de
Moraes Andrade foi um
poeta, escritor,crítico
literário, musicólogo,
folclorista, ensaísta
brasileiro. Ele foi um
dos pioneiros da poesia
moderna brasileira
com a publicação de
seu livro Paulicéia
Desvairada em 1922.
Biografia
Mário de Andrade nasceu em
São Paulo, cidade onde morou
durante quase toda a vida no número
320 da Rua Aurora, onde seus pais,
Carlos Augusto de Andrade e Maria
Luísa de Almeida Leite Moraes de
Andrade também haviam morado.
Durante sua infância foi considerado
um pianista prodígio, tendo sido
matriculado no Conservatório
Dramático e Musical de São Paulo em
1911. Recebeu educação formal apenas
em música, mas foi autodidata em
história, arte, e especialmente poesia.
Em 1917, ano de sua formatura, publicou seu
primeiro livro de poemas, Há uma Gota de
Sangue em Cada Poema, sob o pseudônimo de
Mário Sobral. O livro contém indícios de uma
crescente percepção do autor em relação a uma
identidade particularmente brasileira, mas, assim
como a maior parte da poesia brasileira produzida
na época, o faz num contexto fortemente ligado à
literatura européia—especialmente francesa.
Há uma Gota de Sangue em Cada Poema
“ Assim como há
resquício de barro
Nas estradas asfaltadas
E ruínas pelo impacto
das guerras
e catástrofes
Há em cada poema
uma lágrima;[...]”
Trabalho
Integrou o chamado
"Grupo dos Cinco",
composto por ele próprio,
os poetas Oswald de
Andrade (sem relação de
parentesco com Mário de
Andrade, apesar da
coincidência de nomes) e
Menotti del Picchia, além
das pintoras Tarsila do
Amaral e Anita Malfatti.
Malfatti havia visitado a
Europa nos anos anteriores
à Primeira Guerra Mundial,
e introduziu o
expressionismo em São
Paulo.
Semana de Arte Moderna
Andrade foi o principal
organizador e um dos mais
ativos participantes do
evento, que, apesar de ser
recebido com ceticismo,
atraiu uma grande audiência.
Andrade, na ocasião,
apresentou o esboço do
ensaio que viria a publicar
em 1925, a A Escrava que não
É Isaura.
Da esquerda para a direita: Cândido Portinari,
Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo
Melo Franco. Palace Hotel, Rio de Janeiro, 1936.
Pesquisas Folclóricas
 Em 1935,organizou, juntamente com o
escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um
Departamento de Cultura para a unificação
da cidade de São Paulo.
 Em 1938 Mário de Andrade reuniu uma
equipe com o objetivo de catalogar músicas
do Norte e Nordeste brasileiros.
 Tinha como objetivo declarado, de acordo
com a ata da sua fundação, "conquistar e
divulgar a todo país, a cultura brasileira".
 Exerceu seu cargo com a ambição que o
caracterizava: ampliar seu trabalho sobre
música e folclore popular, ao mesmo tempo
organizar exposições e conferências. As
missões resultaram em um vasto acervo
registrados em vídeo, áudio, imagens,
anotações musicais, dos lugares percorridos
pela Missão de Pesquisas Folclóricas.
Obras
Sua segunda obra, Pauliceia
desvairada, o colocou entre os
pioneiros do movimento
modernista no Brasil,
culminando, em 1922, como uma
das figuras mais proeminentes da
histórica Semana de Arte
Moderna. Alguns dos seus livros
de poesia mais conhecidos são:
Losango cáqui, Clã do jabuti,
Remate de males, Poesias e
Lira paulistana. Mário de
Andrade foi também um
excelente escritor de contos em
livros como Primeiro andar (1926)
e Contos Novos (1946), bem como
crônicas (Os Filhos da Candinha,
1945).
Obras Publicadas
 Há uma Gota de Sangue em Cada
Poema, 1917
 Pauliceia Desvairada, 1922
 A Escrava que não É Isaura, 1925
 Losango Cáqui, 1926
 Primeiro Andar, 1926
 O clã do Jabuti, 1927
 Amar, Verbo Intransitivo, 1927
 Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928
 Macunaíma, 1928
 Compêndio Da História Da Música, 1929
(Reescrito Como Pequena História Da
Música Brasileira, 1942)
 Modinhas Imperiais, 1930
 Remate De Males, 1930
 Música, Doce Música, 1933
 Belasarte, 1934
 O Aleijadinho de Álvares De Azevedo,
1935
 Lasar Segall, 1935
 Música do Brasil, 1941
 Poesias, 1941
 O Movimento Modernista, 1942
 O Baile das Quatro Artes, 1943
 Os Filhos da Candinha, 1943
 Aspectos da Literatura Brasileira 1943
 O Empalhador de Passarinhos, 1944
 Lira Paulistana, 1945
 O Carro da Miséria, 1947
 Contos Novos, 1947
 O Banquete, 1978 (Editado por Jorge
Coli)
 Dicionário Musical Brasileiro, 1989
(editado por Flávia Toni)
 Será o Benedito!, 1992
 Introdução à estética musical, 1995
(editado por Flávia Toni)
Legado
Andrade morreu em sua
residência em São Paulo devido
a um enfarte do miocárdio, em
25 de fevereiro de 1945, quando
tinha 51 anos. Dadas as suas
divergências com a ditadura,
não houve qualquer reação
oficial significativa antes de sua
morte. Dez anos mais tarde,
porém, quando foram
publicados em 1955, Poesias
Completas, quando já havia
falecido Vargas, começou a
consagração de Andrade como
um dos principais valores
culturais no Brasil. Em 1960 foi
dado o seu nome à Biblioteca
Municipal de São Paulo.
Referências
 Ver Lokensgard e Nunes para um relato detalhado da influência de Andrade na literatura e Hamilton-
Tyrell para a influência de Andrade na etnomusicologia e na teoria musical.
 Foster (1965), p. 76.
 "Escritor e poeta Mário de Andrade tem programação especial no SESC São Caetano". Universia. 16 de
novembro de 2004. Acesso em 29 de novembro de 2008.
 "Mário de Andrade". Projeto Releituras. Acesso em 8 de janeiro de 2011.
 Luper (1965), p. 43.
 Suárez and Tomlins (2000), p. 35.
 Nunes (1992), p. 72–73.
 Gouveia (2009), p. 101–102.
 Hamilton-Tyrell (2005), p. 9.
 Souza (2009), p. 17.
 Em algumas fontes, no entanto, são tidos erroneamente como irmãos. Enciclopedia Encarta).
 Amaral e Hastings (1995), p. 14.
 Luper 47.
 "Mário de Andrade y la Missão de Pesquísas Folclóricas (1938): Una etnografía que no fue", artículo de
Fernando Giobellina Brumana, en Revista de Indias 237 (2006); pp. 545-572.
 http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/1_fase/mario_andrade.html
 Trias Folch, op. cit., p. 220.
 Macunaíma - Estudo e resumo da obra, por Dácio Antônio de Castro y Frederico Barbosa.
 Trias Folch, p. 221.
 José Geraldo Couto e Mário César Carvalho (26-9-1993). Folha de S. Paulo: Vida do escritor foi um
"vulcão de complicações". Visitado em 28-12-2008.
 Lasar Seagall (10-3-2005). As múltiplas faces de Mário de Andrade Partido Socialista dos
Trabalhadores Unificado. Visitado em 28-12-2008.
 Ana Isabel Borges. SciElo Brasil: Transferência e contralegitimação enfocando a guerra das relações
humanas Alea: Estudos Neolatinos vol.5 n. 2 Julho/Dezembro 2003. Visitado em 28-12-2008.

Mario de Andrade

  • 1.
  • 2.
    Tópicos:  Introdução  Biografia Trabalho Semana de Arte Moderna Pesquisas Folclóricas  Obras  Obras Publicadas  Legado  Referências
  • 3.
    Introdução Mário Raul de MoraesAndrade foi um poeta, escritor,crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta brasileiro. Ele foi um dos pioneiros da poesia moderna brasileira com a publicação de seu livro Paulicéia Desvairada em 1922.
  • 4.
    Biografia Mário de Andradenasceu em São Paulo, cidade onde morou durante quase toda a vida no número 320 da Rua Aurora, onde seus pais, Carlos Augusto de Andrade e Maria Luísa de Almeida Leite Moraes de Andrade também haviam morado. Durante sua infância foi considerado um pianista prodígio, tendo sido matriculado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1911. Recebeu educação formal apenas em música, mas foi autodidata em história, arte, e especialmente poesia.
  • 5.
    Em 1917, anode sua formatura, publicou seu primeiro livro de poemas, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, sob o pseudônimo de Mário Sobral. O livro contém indícios de uma crescente percepção do autor em relação a uma identidade particularmente brasileira, mas, assim como a maior parte da poesia brasileira produzida na época, o faz num contexto fortemente ligado à literatura européia—especialmente francesa.
  • 6.
    Há uma Gotade Sangue em Cada Poema “ Assim como há resquício de barro Nas estradas asfaltadas E ruínas pelo impacto das guerras e catástrofes Há em cada poema uma lágrima;[...]”
  • 7.
    Trabalho Integrou o chamado "Grupodos Cinco", composto por ele próprio, os poetas Oswald de Andrade (sem relação de parentesco com Mário de Andrade, apesar da coincidência de nomes) e Menotti del Picchia, além das pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti. Malfatti havia visitado a Europa nos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial, e introduziu o expressionismo em São Paulo.
  • 8.
    Semana de ArteModerna Andrade foi o principal organizador e um dos mais ativos participantes do evento, que, apesar de ser recebido com ceticismo, atraiu uma grande audiência. Andrade, na ocasião, apresentou o esboço do ensaio que viria a publicar em 1925, a A Escrava que não É Isaura. Da esquerda para a direita: Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Melo Franco. Palace Hotel, Rio de Janeiro, 1936.
  • 9.
    Pesquisas Folclóricas  Em1935,organizou, juntamente com o escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um Departamento de Cultura para a unificação da cidade de São Paulo.  Em 1938 Mário de Andrade reuniu uma equipe com o objetivo de catalogar músicas do Norte e Nordeste brasileiros.  Tinha como objetivo declarado, de acordo com a ata da sua fundação, "conquistar e divulgar a todo país, a cultura brasileira".  Exerceu seu cargo com a ambição que o caracterizava: ampliar seu trabalho sobre música e folclore popular, ao mesmo tempo organizar exposições e conferências. As missões resultaram em um vasto acervo registrados em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos pela Missão de Pesquisas Folclóricas.
  • 10.
    Obras Sua segunda obra,Pauliceia desvairada, o colocou entre os pioneiros do movimento modernista no Brasil, culminando, em 1922, como uma das figuras mais proeminentes da histórica Semana de Arte Moderna. Alguns dos seus livros de poesia mais conhecidos são: Losango cáqui, Clã do jabuti, Remate de males, Poesias e Lira paulistana. Mário de Andrade foi também um excelente escritor de contos em livros como Primeiro andar (1926) e Contos Novos (1946), bem como crônicas (Os Filhos da Candinha, 1945).
  • 11.
    Obras Publicadas  Háuma Gota de Sangue em Cada Poema, 1917  Pauliceia Desvairada, 1922  A Escrava que não É Isaura, 1925  Losango Cáqui, 1926  Primeiro Andar, 1926  O clã do Jabuti, 1927  Amar, Verbo Intransitivo, 1927  Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928  Macunaíma, 1928  Compêndio Da História Da Música, 1929 (Reescrito Como Pequena História Da Música Brasileira, 1942)  Modinhas Imperiais, 1930  Remate De Males, 1930  Música, Doce Música, 1933  Belasarte, 1934  O Aleijadinho de Álvares De Azevedo, 1935  Lasar Segall, 1935  Música do Brasil, 1941  Poesias, 1941  O Movimento Modernista, 1942  O Baile das Quatro Artes, 1943  Os Filhos da Candinha, 1943  Aspectos da Literatura Brasileira 1943  O Empalhador de Passarinhos, 1944  Lira Paulistana, 1945  O Carro da Miséria, 1947  Contos Novos, 1947  O Banquete, 1978 (Editado por Jorge Coli)  Dicionário Musical Brasileiro, 1989 (editado por Flávia Toni)  Será o Benedito!, 1992  Introdução à estética musical, 1995 (editado por Flávia Toni)
  • 12.
    Legado Andrade morreu emsua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 51 anos. Dadas as suas divergências com a ditadura, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias Completas, quando já havia falecido Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1960 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.
  • 13.
    Referências  Ver Lokensgarde Nunes para um relato detalhado da influência de Andrade na literatura e Hamilton- Tyrell para a influência de Andrade na etnomusicologia e na teoria musical.  Foster (1965), p. 76.  "Escritor e poeta Mário de Andrade tem programação especial no SESC São Caetano". Universia. 16 de novembro de 2004. Acesso em 29 de novembro de 2008.  "Mário de Andrade". Projeto Releituras. Acesso em 8 de janeiro de 2011.  Luper (1965), p. 43.  Suárez and Tomlins (2000), p. 35.  Nunes (1992), p. 72–73.  Gouveia (2009), p. 101–102.  Hamilton-Tyrell (2005), p. 9.  Souza (2009), p. 17.  Em algumas fontes, no entanto, são tidos erroneamente como irmãos. Enciclopedia Encarta).  Amaral e Hastings (1995), p. 14.  Luper 47.  "Mário de Andrade y la Missão de Pesquísas Folclóricas (1938): Una etnografía que no fue", artículo de Fernando Giobellina Brumana, en Revista de Indias 237 (2006); pp. 545-572.  http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/1_fase/mario_andrade.html  Trias Folch, op. cit., p. 220.  Macunaíma - Estudo e resumo da obra, por Dácio Antônio de Castro y Frederico Barbosa.  Trias Folch, p. 221.  José Geraldo Couto e Mário César Carvalho (26-9-1993). Folha de S. Paulo: Vida do escritor foi um "vulcão de complicações". Visitado em 28-12-2008.  Lasar Seagall (10-3-2005). As múltiplas faces de Mário de Andrade Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado. Visitado em 28-12-2008.  Ana Isabel Borges. SciElo Brasil: Transferência e contralegitimação enfocando a guerra das relações humanas Alea: Estudos Neolatinos vol.5 n. 2 Julho/Dezembro 2003. Visitado em 28-12-2008.