A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS Miguel G. Arroyo .
A organização em ciclos tornou-se legal após sua inclusão na LDB, art. 23 e deixou de ser uma proposta isolada; Os ciclos trazem questionamentos sobre a formação de professores e na implementação da organização e suas competências; Os questionamentos podem fazer com que os professores se aperfeiçoem e tornem-se novos profissionais
QUESTIONAMENTO A CONCEPÇÃO PRECEDENTE DE FORMAÇÃO O que antecede qualquer qualificação é inquestionável tanto na formação dos professores ou quando estes pensam na educação dos seus alunos. A idéia de educação modifica-se em dois tempos: aprender e fazer, pensar e fazer, o trabalho intelectual e o manual. Idéias de inovar ou melhorar a educação são absorvidas e devem ser preenchidas de tempo e ser caro o preparo daquelas que irão aplica-las.
A proposta para organizar a escola tradicional em ciclos e que antes aprendam o que é ciclos, conteúdo, avaliação, passagem ou retenção no ciclo. Tendo-se ignorado e desqualificado a função de educador, educação reduziu-se ao ensino e a transmissão de informações, desqualificando a sua vocação de mestre O destaque é compreender que a vocação vem antes da formação.
COMO DEFINIR O PERFIL DE EDUCADOR É curioso com que facilidade cada lei ou parecer, lista novas atribuições com a pretensão de formar um novo perfil, mais moderno e atualizado do educador. O agravante não é só a pretensão, mas também  a confusão da função do educador com outras técnicas e critérios e também porque as leis, pareceres, currículos, pesquisas e políticas de formação não atingem o ponto principal da vocação de mestre do seu papel de educador. Dar um formação de qualidade aqueles com a vocação de mestre para termos profissionais com capacitação qualquer que seja a organização escolar.
O PERMANENTE NO OFÍCIO DE MESTRE O ofício de mestre é anterior a escola e nela se reproduz. O educador dificilmente consegue fugir dos estilos, culturas, praticas e identidades que tem uma longa historia. Na implementação das propostas pedagógicas que se empenham em organizar a escola por ciclos é reforçado o que há de mais permanente na função social, cultural dos profissionais da educação.
Cada professor ou grupo de profissionais carregam diariamente para a escola um imagem de educador que não inventam e nem aprenderam nos cursos de formação, mas da sua vocação de mestre. Dependendo do patamar em que se coloque a organização por ciclos, níveis superficiais e profundos da escola e do perfil e educador poderão ser alcançados.
CONCEPÇÕES DE CICLO QUE DEFORMAM Na maioria dos ciclos a propostas lógica seriada não é alterada, as vezes reforçada, somente o fluxo escolar pode ser amenizado com mecanismo de não reprovação, de aceleração ou de retenção. Poucas são as mudanças no perfil do professor, sensibilidade e habilidades podem ser adquiridas em cursos de treinamento antes que implementem os ciclos ou em sua trajetória. O perfil de professor e as proposta para sua formação pouco tem mudado nas ultimas décadas e pouco deve mudar apenas trocando serie por ciclo.
Se as mudanças não passam de retoques na velha lógica seriada será lógico preparar professores para mudanças em um sistema que continua inalterado na estrutura e concepção de educação básica. Podemos estar apenas fazendo uma maquiagem e assim adiando e escondendo problemas crônicos, sem na realidade, mudar o papel da escola e seus profissionais. Esta concepção de ciclo pode esta deformando e não formando um novo perfil de educador.
REQUALIFICANDO DIMENSÕES PERMANENTES DE NOSSO OFÍCIO A organização por ciclos e apenas uma consequência da mudança na concepção e na pratica da educação básica. Organizar a escolar em ciclos de desenvolvimento humano significa que todos repensemos nossa concepção de educação e se repense o papel, o perfil, a função social de educador.
Ouvimos com frequência dos professores que participam dos encontros de profissionais de ciclos: que não foi fácil, que perderam o chão, o tapete de nossa cultura seriada, que estão mudados, que são outros como professores e pessoas A visão mais radical da educação básica é o caminho para o sempre velho e novo perfil e sentido da vocação de mestres.

A Organização Escolar em Ciclos

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    A ORGANIZAÇÃO ESCOLAREM CICLOS Miguel G. Arroyo .
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    A organização emciclos tornou-se legal após sua inclusão na LDB, art. 23 e deixou de ser uma proposta isolada; Os ciclos trazem questionamentos sobre a formação de professores e na implementação da organização e suas competências; Os questionamentos podem fazer com que os professores se aperfeiçoem e tornem-se novos profissionais
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    QUESTIONAMENTO A CONCEPÇÃOPRECEDENTE DE FORMAÇÃO O que antecede qualquer qualificação é inquestionável tanto na formação dos professores ou quando estes pensam na educação dos seus alunos. A idéia de educação modifica-se em dois tempos: aprender e fazer, pensar e fazer, o trabalho intelectual e o manual. Idéias de inovar ou melhorar a educação são absorvidas e devem ser preenchidas de tempo e ser caro o preparo daquelas que irão aplica-las.
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    A proposta paraorganizar a escola tradicional em ciclos e que antes aprendam o que é ciclos, conteúdo, avaliação, passagem ou retenção no ciclo. Tendo-se ignorado e desqualificado a função de educador, educação reduziu-se ao ensino e a transmissão de informações, desqualificando a sua vocação de mestre O destaque é compreender que a vocação vem antes da formação.
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    COMO DEFINIR OPERFIL DE EDUCADOR É curioso com que facilidade cada lei ou parecer, lista novas atribuições com a pretensão de formar um novo perfil, mais moderno e atualizado do educador. O agravante não é só a pretensão, mas também a confusão da função do educador com outras técnicas e critérios e também porque as leis, pareceres, currículos, pesquisas e políticas de formação não atingem o ponto principal da vocação de mestre do seu papel de educador. Dar um formação de qualidade aqueles com a vocação de mestre para termos profissionais com capacitação qualquer que seja a organização escolar.
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    O PERMANENTE NOOFÍCIO DE MESTRE O ofício de mestre é anterior a escola e nela se reproduz. O educador dificilmente consegue fugir dos estilos, culturas, praticas e identidades que tem uma longa historia. Na implementação das propostas pedagógicas que se empenham em organizar a escola por ciclos é reforçado o que há de mais permanente na função social, cultural dos profissionais da educação.
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    Cada professor ougrupo de profissionais carregam diariamente para a escola um imagem de educador que não inventam e nem aprenderam nos cursos de formação, mas da sua vocação de mestre. Dependendo do patamar em que se coloque a organização por ciclos, níveis superficiais e profundos da escola e do perfil e educador poderão ser alcançados.
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    CONCEPÇÕES DE CICLOQUE DEFORMAM Na maioria dos ciclos a propostas lógica seriada não é alterada, as vezes reforçada, somente o fluxo escolar pode ser amenizado com mecanismo de não reprovação, de aceleração ou de retenção. Poucas são as mudanças no perfil do professor, sensibilidade e habilidades podem ser adquiridas em cursos de treinamento antes que implementem os ciclos ou em sua trajetória. O perfil de professor e as proposta para sua formação pouco tem mudado nas ultimas décadas e pouco deve mudar apenas trocando serie por ciclo.
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    Se as mudançasnão passam de retoques na velha lógica seriada será lógico preparar professores para mudanças em um sistema que continua inalterado na estrutura e concepção de educação básica. Podemos estar apenas fazendo uma maquiagem e assim adiando e escondendo problemas crônicos, sem na realidade, mudar o papel da escola e seus profissionais. Esta concepção de ciclo pode esta deformando e não formando um novo perfil de educador.
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    REQUALIFICANDO DIMENSÕES PERMANENTESDE NOSSO OFÍCIO A organização por ciclos e apenas uma consequência da mudança na concepção e na pratica da educação básica. Organizar a escolar em ciclos de desenvolvimento humano significa que todos repensemos nossa concepção de educação e se repense o papel, o perfil, a função social de educador.
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    Ouvimos com frequênciados professores que participam dos encontros de profissionais de ciclos: que não foi fácil, que perderam o chão, o tapete de nossa cultura seriada, que estão mudados, que são outros como professores e pessoas A visão mais radical da educação básica é o caminho para o sempre velho e novo perfil e sentido da vocação de mestres.