Ciclos de Desenvolvimento Humano e Formação de Educadores
A organização da escola em ciclo foi legitimada pela LDB, em seu art. 23. Portanto ela não é mais uma proposta isolada de algumas escolas. Os professores tradicionais temem o ciclo, pois já estão acostumados com a organização seriada. Que tipo de profissional está sendo requerido para trabalhar com os ciclos? – Essa é uma das dúvidas mais comuns quando se fala em ciclos.
Questionando a concepção precedente de formação Faz parte de uma concepção tradicional pensar que as mudanças só devem ocorrer depois de uma  qualificação profissional. Essa visão tecnicista desqualificou o ofício do educador, que antes tinha tarefa social e cultural e agora, está reduzida a transmissão de conteúdos. A organização dos ciclos não segue essa visão precedente de formação.
Como definir o perfil de educador? Na lógica tradicional o professor não tem autonomia, ele age por meio de decretos. Por isso, muitos se perguntam qual o tipo de profissional devem ser agora. Os governantes pensam a educação como se fosse um filme, onde a cada novo script o ator muda de papel. Assim, o professor é obrigado a sempre mudar suas funções para se enquadrar no novo modelo educacional. Essas mudanças constantes fizeram com que o educador perdesse sua identidade.
O permanente no ofício do mestre A proposta pedagógica do ciclo com relação ao professor é resgatar sua identidade. Sendo assim, o ciclo não acrescenta novas  incumbências aos educadores, exige, apenas, que eles desempenhem suas funções originais. Educar, humanizar, formar as mentes, os valores, os hábitos, as identidades, construir conhecimento. São essas as funções do educador.
Concepções de ciclo que deformam Estão sendo implantados ciclos que não passam de amontoados de séries. Não basta mudar a nomenclatura, é preciso mudar a concepção de educação. A concepção tradicional divide os professores em categorias. A proposta do ciclo é formar um profissional único de educação fundamental. Por isso agregar as séries do antigo primário e ginásio em 1° e 2° ciclo sem mudar a concepção de educação é continuar diferenciando o educador e mascarando por meio da nomenclatura a estrutura seriada existente na escola
Requalificando dimensões permanentes de nosso ofício  O ciclo pensa na formação humana, diferente da série, que está mais preocupada com a nota do aluno, com a reprovação, o fluxo escolar. Os professores que já trabalham com a proposta pedagógica do ciclo assumem-se como profissionais do desenvolvimento humano, pois encontraram um novo sentido no seu ofício e na função social e cultural da escola.

ciclos

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    Ciclos de DesenvolvimentoHumano e Formação de Educadores
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    A organização daescola em ciclo foi legitimada pela LDB, em seu art. 23. Portanto ela não é mais uma proposta isolada de algumas escolas. Os professores tradicionais temem o ciclo, pois já estão acostumados com a organização seriada. Que tipo de profissional está sendo requerido para trabalhar com os ciclos? – Essa é uma das dúvidas mais comuns quando se fala em ciclos.
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    Questionando a concepçãoprecedente de formação Faz parte de uma concepção tradicional pensar que as mudanças só devem ocorrer depois de uma qualificação profissional. Essa visão tecnicista desqualificou o ofício do educador, que antes tinha tarefa social e cultural e agora, está reduzida a transmissão de conteúdos. A organização dos ciclos não segue essa visão precedente de formação.
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    Como definir operfil de educador? Na lógica tradicional o professor não tem autonomia, ele age por meio de decretos. Por isso, muitos se perguntam qual o tipo de profissional devem ser agora. Os governantes pensam a educação como se fosse um filme, onde a cada novo script o ator muda de papel. Assim, o professor é obrigado a sempre mudar suas funções para se enquadrar no novo modelo educacional. Essas mudanças constantes fizeram com que o educador perdesse sua identidade.
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    O permanente noofício do mestre A proposta pedagógica do ciclo com relação ao professor é resgatar sua identidade. Sendo assim, o ciclo não acrescenta novas incumbências aos educadores, exige, apenas, que eles desempenhem suas funções originais. Educar, humanizar, formar as mentes, os valores, os hábitos, as identidades, construir conhecimento. São essas as funções do educador.
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    Concepções de cicloque deformam Estão sendo implantados ciclos que não passam de amontoados de séries. Não basta mudar a nomenclatura, é preciso mudar a concepção de educação. A concepção tradicional divide os professores em categorias. A proposta do ciclo é formar um profissional único de educação fundamental. Por isso agregar as séries do antigo primário e ginásio em 1° e 2° ciclo sem mudar a concepção de educação é continuar diferenciando o educador e mascarando por meio da nomenclatura a estrutura seriada existente na escola
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    Requalificando dimensões permanentesde nosso ofício O ciclo pensa na formação humana, diferente da série, que está mais preocupada com a nota do aluno, com a reprovação, o fluxo escolar. Os professores que já trabalham com a proposta pedagógica do ciclo assumem-se como profissionais do desenvolvimento humano, pois encontraram um novo sentido no seu ofício e na função social e cultural da escola.