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A CARTA
A CARTA
É uma conversa por escrito, dirigida a uma pessoa ausente -
assim se define tradicionalmente a carta. A simplicidade da
definição não corresponde, porém, à dificuldade em escrever
cartas. Trata-se de um meio de comunicação muito antigo que
tem visto o seu espaço ser conquistado, no mundo moderno,
por meios mais rápidos como o telefone, a rádio, o email e, em
muitas das suas velhas funções, pelo próprio jornal. Contudo, a
sua atualidade mantém-se tal como as suas características:
economia, personalização, substituto do diálogo.
Como é uma conversa, o estilo da carta deve
ser coloquial, isto é, manifestar a maneira de
ser de quem a escreve e de quem a Iê. Este
cuidado em ser natural e adaptar-se ao
recetor é uma das exigências da carta,
juntamente com a clareza, a expressividade e
a síntese.
As cartas dividem-se em privadas e comerciais,
subdividindo-se cada um dos grupos numa série
de outros tipos conforme as situações e a
natureza da comunicação.
CARTAS PRIVADAS
Destinam-se a familiares e amigos e têm como
qualidades principais: a correção gramatical e a
delicadeza, que a familiaridade e a intimidade não
dispensam, a ordem e a boa apresentação, isto é, sem
rasuras nem emendas, em papel normalizado, sendo
de preferência manuscritas. A frase deve ser simples,
eliminando as dificuldades de construção e indo por
partes, ao fazer corresponder a uma frase poucas
ideias.
CARTAS COMERCIAIS, DE CORTESIA OU DE
APRESENTAÇÃO
São frequentes no mundo dos negócios, onde constituem
o documento escrito mais importante, e dizem respeito à
compra e venda de alguma coisa. São caraterizadas pelo
sentimento útil e, como o comércio e o seu estilo, não só
devem permitir uma comunicação eficaz como deixar
uma impressão favorável na pessoa que as recebe. O seu
objetivo principal é obter uma reação positiva. Para isso,
contribuem qualidades como:
A Clareza - procurada através de frases curtas, da ordem
direta das palavras na frase, de um vocabulário cuidado,
e, ainda, através da eliminação dos gerúndios, das
palavras rebuscadas, dos circunlóquios e das expressões
gastas;
A Concisão - obtida através da revisão do escrito, da
eliminação de expressões inúteis, ideias repetidas e
pormenores sem interesse, indo diretamente ao
assunto, mas evitando a escrita telegráfica e a frase
vaga;
A Precisão - conseguida pelo uso do termo próprio
para cada coisa, tendo o dicionário sempre ao lado,
pelo abandono das orações subordinadas e pela
apresentação de explicações;
Estrutura:
1. Cabeçalho (nas comerciais) - contém o nome da
empresa, o endereço, o número de telefone e o de
contribuinte;
2. Data - coloca-se ao alto, à direita ou à esquerda
nas cartas comerciais e à esquerda nas familiares.
Nestas, pode aparecer também no fim, à esquerda
da assinatura, como forma de respeito e
consideração.
3. Endereço ou direção - aparece, em geral, no
envelope ou sobrescrito ou, nas comerciais, na folha da
carta quando se usa um envelope com janela. Neste
último caso, a sua colocação varia: lngleses e
Americanos escrevem-na à esquerda, os Franceses, à
direita. Entre nós, adoptam-se as duas posições. É
importante que estejam presentes todos os elementos
necessários para a identificação do destinatário e da
sua residência.
4. Saudação ou fórmula de tratamento - escreve-se à
esquerda, alinhada com a primeira palavra da carta. A
sua escolha deve ser criteriosa não só porque há
normas rigorosas, particularmente nas cartas
comerciais, como porque o nosso interlocutor pode
não se rever na forma de tratamento por nós usada,
o que o leva a olhar-nos de lado. Apresentamos
algumas.
FORMAS DE TRATAMENTO
Na produção de documentos ou de textos
administrativos como: um convite, enviar uma carta,
um requerimento, um anúncio, uma ata, uma petição,
um cumprimento, e uma conversação num evento
social onde encontra autoridades, é comum a pessoa
perguntar-se qual o pronome de tratamento que deve
empregar, em meio às dezenas de expressões que se
convencionou considerar as mais respeitosas.
Definidos no âmbito das Boas Maneiras, os pronomes de
tratamento são palavras que exprimem o
distanciamento e a subordinação em que uma pessoa
voluntariamente se põe em relação a outra, a fim de
agradá-la e desejar um bom relacionamento. Porém, seu
emprego abusivo poderá afetar negativamente a
dignidade da pessoa que os emprega.
No processo de produção de documentos institucionais
ou então de textos administrativos, somos obrigados a
usar formas de tratamento específicas referentes às
entidades a que nos dirigimos.
Assim, convém conhecermos as seguintes formas de
tratamento referentes e as abreviaturas com que são
indicadas na escrita.
Estas formas aplicam-se à 2ª pessoa, àquela com quem
falamos; para a 3ª pessoa aquela de quem falamos,
usam-se as formas Sua Alteza, Sua Eminência, etc. Mas
as últimas podem empregar-se com valor das primeiras,
como expressão de máxima cerimónia, mormente
quando seguidas de aposto que contenha um título
determinado por artigo. Assim, em lugar de:
Vossa Excelência Senhor Ministro aprova a medida?
É lícito dizer-se
Sua Excelência, o Senhor Ministro, aprova a medida?
EXERCÍCIOS
1. Indique as formas de tratamento para as seguintes
entidades:
O Presidente da República
O Vice-Presidente da República
O Ministros do Governo
O Funcionários graduados
O Organizações comerciais e industriais
O Arcebispos e Bispos
O Papa
2.
Há uns anos, você e a sua família decidiram sair do
centro da cidade e foram viver para um bairro mais
calmo com um parque, onde gostam de passear e
descansar.
Este verão, mudou tudo: o bairro calmo ficou confuso
e barulhento, porque a Câmara Municipal alugou o
parque para a realização de um Festival de Música
pop e rock. Todas as noites há concertos e centenas
de pessoas na rua até quase de madrugada. O festival
vai demorar um mês e você e os seus vizinhos já não
aguentam mais.
Escreva uma carta para o Presidente de Câmara na
qual:
- Mostre o seu descontentamento pelo que se está a
passar;
- Relate um episódio desagradável que já tenha
acontecido;
- De informações sobre o que está disposto a fazer se
não cancelarem o festiva.
O texto deve ter uma extensão de 100 a 150 palavras.

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A carta

  • 2. A CARTA É uma conversa por escrito, dirigida a uma pessoa ausente - assim se define tradicionalmente a carta. A simplicidade da definição não corresponde, porém, à dificuldade em escrever cartas. Trata-se de um meio de comunicação muito antigo que tem visto o seu espaço ser conquistado, no mundo moderno, por meios mais rápidos como o telefone, a rádio, o email e, em muitas das suas velhas funções, pelo próprio jornal. Contudo, a sua atualidade mantém-se tal como as suas características: economia, personalização, substituto do diálogo.
  • 3. Como é uma conversa, o estilo da carta deve ser coloquial, isto é, manifestar a maneira de ser de quem a escreve e de quem a Iê. Este cuidado em ser natural e adaptar-se ao recetor é uma das exigências da carta, juntamente com a clareza, a expressividade e a síntese.
  • 4. As cartas dividem-se em privadas e comerciais, subdividindo-se cada um dos grupos numa série de outros tipos conforme as situações e a natureza da comunicação.
  • 5. CARTAS PRIVADAS Destinam-se a familiares e amigos e têm como qualidades principais: a correção gramatical e a delicadeza, que a familiaridade e a intimidade não dispensam, a ordem e a boa apresentação, isto é, sem rasuras nem emendas, em papel normalizado, sendo de preferência manuscritas. A frase deve ser simples, eliminando as dificuldades de construção e indo por partes, ao fazer corresponder a uma frase poucas ideias.
  • 6. CARTAS COMERCIAIS, DE CORTESIA OU DE APRESENTAÇÃO São frequentes no mundo dos negócios, onde constituem o documento escrito mais importante, e dizem respeito à compra e venda de alguma coisa. São caraterizadas pelo sentimento útil e, como o comércio e o seu estilo, não só devem permitir uma comunicação eficaz como deixar uma impressão favorável na pessoa que as recebe. O seu objetivo principal é obter uma reação positiva. Para isso, contribuem qualidades como:
  • 7. A Clareza - procurada através de frases curtas, da ordem direta das palavras na frase, de um vocabulário cuidado, e, ainda, através da eliminação dos gerúndios, das palavras rebuscadas, dos circunlóquios e das expressões gastas; A Concisão - obtida através da revisão do escrito, da eliminação de expressões inúteis, ideias repetidas e pormenores sem interesse, indo diretamente ao assunto, mas evitando a escrita telegráfica e a frase vaga;
  • 8. A Precisão - conseguida pelo uso do termo próprio para cada coisa, tendo o dicionário sempre ao lado, pelo abandono das orações subordinadas e pela apresentação de explicações;
  • 9. Estrutura: 1. Cabeçalho (nas comerciais) - contém o nome da empresa, o endereço, o número de telefone e o de contribuinte; 2. Data - coloca-se ao alto, à direita ou à esquerda nas cartas comerciais e à esquerda nas familiares. Nestas, pode aparecer também no fim, à esquerda da assinatura, como forma de respeito e consideração.
  • 10. 3. Endereço ou direção - aparece, em geral, no envelope ou sobrescrito ou, nas comerciais, na folha da carta quando se usa um envelope com janela. Neste último caso, a sua colocação varia: lngleses e Americanos escrevem-na à esquerda, os Franceses, à direita. Entre nós, adoptam-se as duas posições. É importante que estejam presentes todos os elementos necessários para a identificação do destinatário e da sua residência.
  • 11. 4. Saudação ou fórmula de tratamento - escreve-se à esquerda, alinhada com a primeira palavra da carta. A sua escolha deve ser criteriosa não só porque há normas rigorosas, particularmente nas cartas comerciais, como porque o nosso interlocutor pode não se rever na forma de tratamento por nós usada, o que o leva a olhar-nos de lado. Apresentamos algumas.
  • 12. FORMAS DE TRATAMENTO Na produção de documentos ou de textos administrativos como: um convite, enviar uma carta, um requerimento, um anúncio, uma ata, uma petição, um cumprimento, e uma conversação num evento social onde encontra autoridades, é comum a pessoa perguntar-se qual o pronome de tratamento que deve empregar, em meio às dezenas de expressões que se convencionou considerar as mais respeitosas.
  • 13. Definidos no âmbito das Boas Maneiras, os pronomes de tratamento são palavras que exprimem o distanciamento e a subordinação em que uma pessoa voluntariamente se põe em relação a outra, a fim de agradá-la e desejar um bom relacionamento. Porém, seu emprego abusivo poderá afetar negativamente a dignidade da pessoa que os emprega. No processo de produção de documentos institucionais ou então de textos administrativos, somos obrigados a usar formas de tratamento específicas referentes às entidades a que nos dirigimos. Assim, convém conhecermos as seguintes formas de tratamento referentes e as abreviaturas com que são indicadas na escrita.
  • 14.
  • 15. Estas formas aplicam-se à 2ª pessoa, àquela com quem falamos; para a 3ª pessoa aquela de quem falamos, usam-se as formas Sua Alteza, Sua Eminência, etc. Mas as últimas podem empregar-se com valor das primeiras, como expressão de máxima cerimónia, mormente quando seguidas de aposto que contenha um título determinado por artigo. Assim, em lugar de: Vossa Excelência Senhor Ministro aprova a medida? É lícito dizer-se Sua Excelência, o Senhor Ministro, aprova a medida?
  • 16.
  • 17. EXERCÍCIOS 1. Indique as formas de tratamento para as seguintes entidades: O Presidente da República O Vice-Presidente da República O Ministros do Governo O Funcionários graduados O Organizações comerciais e industriais O Arcebispos e Bispos O Papa
  • 18. 2. Há uns anos, você e a sua família decidiram sair do centro da cidade e foram viver para um bairro mais calmo com um parque, onde gostam de passear e descansar. Este verão, mudou tudo: o bairro calmo ficou confuso e barulhento, porque a Câmara Municipal alugou o parque para a realização de um Festival de Música pop e rock. Todas as noites há concertos e centenas de pessoas na rua até quase de madrugada. O festival vai demorar um mês e você e os seus vizinhos já não aguentam mais.
  • 19. Escreva uma carta para o Presidente de Câmara na qual: - Mostre o seu descontentamento pelo que se está a passar; - Relate um episódio desagradável que já tenha acontecido; - De informações sobre o que está disposto a fazer se não cancelarem o festiva. O texto deve ter uma extensão de 100 a 150 palavras.