Tanatologia
Profª. Esp. ShirleyStephanieSiqueirade Oliveira
3
✓ É a ciência que estuda a morte.
Tanato: Morte e Logia: Estudo.
✓ Morte: Parada total e
irreversível das funções
encefálicas
Tanatologia forense
ou Médico Legal
5
É a parte da ciência que estuda a morte e
suas consequências jurídicas e clínicas.
Modalidades de morte.
• Morte violenta.
• Morte suspeita.
• Morte natural.
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Tanatognose
Tanato: Morte e Gnose: diagnóstico.
É o diagnóstico da morte.
Cronotanatognose
Crono: Tempo, Tanato: morte e Gnose:
Diagnóstico
É o diagnóstico do tempo da morte.
Sinais abióticos imediatos
7
A: Ausência Bio: Vida.
São os primeiros sinais imediatos
após a morte.
São eles:
➢ Parada da circulação;
➢ Parada da respiração;
➢ Perda da consciência;
“
➢ Insensibilidade total;
➢ Perda do tônus muscular.
✓ Mediatos ou consecutivos
➢ Evaporação tegumentar;
➢ Perda de peso;
➢ Midríase;
➢ Perda da temperatura.
8
Fenômenos Transformativos
✓ Destrutivos
✓ Maceração:
✓ Fenômeno de transformação que
ocorre no cadáver quando em meio
aquoso como nos afogados (maceração
sépticas), ou pode ocorrer no feto
quando morre no útero da mãe.
9
Pallor Mortis:
✓É a ausência da coloração ou empadelecimento (palidez)
Obs: inicia aproximadamente de 15 à 25 min. Após a morte
✓Cadáveres com a pele mais clara é imediatamente.
Algor Mortis:
✓ É o resfriamento do cadáver até chegar à temperatura
ambiente.
(De 1 a 1,5 grau por Hora)
10
11
Rigor Mortis:
É a rigidez cadavérica. Inicia-se após 3 horas de óbito. Inicia-
se anatomicamente pela posição crânio caudal.
Livor Mortis (Hipóstase)
É a presença do sangue em locais mais baixos decorrente a
gravidade e sua posição anatômica.
Obs: Esta mancha se torna fixa aproximadamente de 6h a 8h
de óbito. (+/-)
Autólise:
✓ É a autodestruição das células sem
interferência de bactérias. (Destruição da
matéria. "Corpo" de dentro para fora).
Putrefação:
✓ É a destruição da matéria. "Corpo" de fora
para dentro, pelos agentes encontrados no
meio ambiente. Ex: Bactérias, insetos, etc.
12
13
Fases da putrefação
14
❑ Primeira Fase - Período Cromático
(Período de coloração, período das manchas): Início, em
geral, de dezoito a vinte quatro horas após o óbito. (Pode
durar dias) “Dependendo das condições climáticas”.
Inicia-se pelo aparecimento de uma mancha esverdeada
na pele da fossa ilíaca direita; "mancha verde abdominal" que
é o início da putrefação interna pelas bactérias dos intestinos.
15
❑ Segunda fase- Período Deformativo
Inicia-se durante há primeira semana, e se estende aproxidamente
por 30 dias. Período enfisematoso, período gasoso.
"Sempre levando em consideração, o clima."
Os gases que as bactérias produzem, infiltram o tecido subcutâneo,
modificando, progressivamente, a fisionomia e estrutura externa do
cadáver (posição de boxeador); nesta fase, podemos encontrar as
flictenas putrefativas, que são bolhas cheias de líquidos.
Circulação póstuma de Brouardel, que são vasos aparentemente,
vasos sanguíneos impulsionados pelos gases.
16
❑ Terceira fase- Período Coliquativo (período de redução
de tecidos)
Inicia-se no fim do primeiro mês e pode estender-se por meses
ou até dois a três anos. Sempre levando em consideração, o clima.
Caracteriza-se pelo amolecimento e desintegração dos tecidos,
que se transformam em uma massa pastosa, semilíquida, escura e
de intensa fetidez.
Grandes quantidades de larvas (Miíase) podem destruir o
cadáver com extrema rapidez (quatro a oito semanas);
17
❑ Quarta fase - período de
esqueletização:
No final do período
Coliquativo (período que se
liquefaz a matéria por completo.
Surge o esqueleto ósseo, cabelos e
dentes (três anos), que fica
descoberto e poderá durar muito
tempo.
18
Fenômenos Transformativos
Conversadores
Mumificação:
A mumificação é um processo
transformativo conservador do cadáver,
que pode ser natural ou artificial.
Condições naturais: Exigem condições
ambientais(clima quente e seco - que
garantam a desidratação rápida do
cadáver.
19
Saponificação ou Adipocéra:
“Enceramento cadavérico”
O processo inicia-se após há sexta
semana depois da morte, em meio onde
haja água e solo Argiloso, úmido e pouca
ventilação.
O cadáver saponificado apresenta
consistência, mole, de tonalidade
amarelo-escura, que dão aparência de
cera ou sabão. Exala cheiro de odor de
queijo rançoso.
20
Petrificação ou calcificação
Quando o cadáver se encontra em
terrenos com excesso de sais de cálcio,
ocasionando sua petrificação, (lugares
rochosos, regiões com vulcões ou quando
ocorre a morte do feto e o organismo da
mãe o envolve com o cálcio, formando
assim um encapsulamento)
TANATOPRAXIA
21
➢ Tanatopraxia é a mais moderna técnica de
conservação de corpos, utilizada em quase todos
os países do mundo. Não é necropsia nem retirada
de órgãos.
➢ A tanatopraxia não traz apenas vantagens à
aparência da pessoa, oferece à família o melhor
dos benefícios que se constitui em recordar de seu
ente querido como ele era verdadeiramente em
vida. Isto, psicologicamente se constitui de um
valor incalculável
23
24
✓ Quando passamos pelo processo de perda de um
ente querido, a última aparência é aquela que fica
negativamente marcada na memória afetiva da
família.
✓ A realização da tanatopraxia se constitui num gesto
de amor e carinho, pois além de amenizar as
transformações próprias do corpo sem vida, contribui
no processo de difícil adaptação da ausência do ser
amado.
25
✓ Trata-se de uma técnica que nos
últimos anos, revolucionou o sector
funerário, que consiste na prática de
higienização e conservação de
corpos humanos através da injeção
de líquidos.
✓ O objetivo é proporcionar uma
melhor apresentação do corpo no
momento do velório, tendo esta
prática a tornar-se num serviço
essencial para o sector funerário.
“Técnica que terá de ser feita em
locais apropriados, designados
por tanatórios, tendo em conta
todas as medidas de segurança.
Contudo, poderá ser feita ao
domicílio
PAPEL SANITÁRIO
A tanatopraxia é uma completa desinfecção e
conservação do cadáver. O propósito prioritário da
tanatopraxia e a desinfecção.
Destruir uma vasta gama de microrganismos que
produzem uma variedade de doenças. Visto com o morrer da
pessoa, muitos agentes patogênicos morrem de forma
imediata, mas muitos deles sobrevivem grandes períodos nos
tecidos mortos, podendo estes contaminarem outros seres
com o seu contato.
28
✓ Com a aplicação da Tanatopraxia pode-se garantir nas
normas internacionais o transporte do cadáver tendo sempre
objetivo na preparação do cadáver para uma apropriada
apresentação aos familiares.
✓ Ela permite que o corpo se apresente reconstituído para o
velório, no caso de vítimas de acidente ou que por outros
objetivos tenha o corpo se desfigurado, ou mesmo em
estado de putrefação, pois com a reconstituição e
preparação cessam-se os efeitos pós-morte.
29
✓ No que diz respeito à origem grega da palavra,
tanatopraxia significa "o que se faz habitualmente diante
da morte", isto é, quais as providências que devem ser
tomadas frente ao fato ocorrido.
✓ Corresponde a aplicação correta de produtos químicos em
corpos falecidos, visando à desinfecção e o retardamento
do processo biológico de decomposição, permitindo a
apresentação dos mesmos em condições
surpreendentemente melhores para o velório.
➢ Tanatopraxista - pessoa capacitada
a fazer corretamente uma
tanatopraxia;
➢ Tanatório - laboratório para
executar a técnica;
➢ Equipamentos Adequados -
aparelhagem e instrumentos
apropriados;
➢ Produtos Químicos específicos -
necessários à higienização e
conservação.
PAPEL SANITÁRIO
32
➢ O pioneirismo da implantação no Brasil no início
de 1994 ocorreu com os Professores Doutores
Oisenyl José Tamega e Progresso José Garcia,
juntamente com o Diretor Funerário Lourival
Panhozzi, muito nos orgulha, e sem dúvida é
uma grande revolução pela qual passa o setor
funerário, proporcionando serviços de melhor
qualidade, se comparado a países bastante
desenvolvidos da América do Norte e da Europa.
33
TANATOPRAXIA EM CORPOS NÃO
NECROPSIADOS
➢ Quando o corpo não passa pelo processo de necropsia
(corpo fechado) fazemos a tanatopraxia sempre pelas
artérias CARÓTIDA OU FEMORAL.
➢ A tanatopraxia se dá início na verificação detalhada da ata
de procedimento para saber qual o processo será aplicado
no corpo, seja ela formolização, embalsamamento,
tanatopraxia ou mumificação.
34
➢ Após saber qual processo será aplicado, transportamos o
corpo para a sala de tanatopraxia (ou laboratório clínico) para
a remoção das vestes e ou bandagens, caso o corpo tenha
vindo de hospital.
➢ Em seguida fazemos toda a remoção de todo tamponamento
oral e nasal, esse procedimento deve se repetir em todos os
casos com EXCEÇÃO na mumificação, devido ao fato de o
tamponamento impedir livre circulação do fluido que será
injetado e a excreção de sangue a ser drenado do cadáver.
35
36
➢ Escolhemos então, qual o local do corpo tem
melhores condições para a injeção do
tanatofluido, seja ela via femoral ou carótida
e começamos a incisão.
Artéria Carótida Comum:
➢ A artéria carótida comum, localiza-se por
baixo do músculo esternocleidomastóideo e
é acompanhada pela veia jugular interna e
pelo nervo vago, constituindo o feixe vásculo
– nervoso do pescoço.
“
37
✓ VÍDEO
✓ A incisão deve ser feita de forma
longitudinal com tamanho de 4 a 5
cm, depois fazer a limpeza com os
dissecadores para a remoção de
tecidos adjacentes e com o próprio
dissecador manter a artéria de forma
suspensa para a realização de uma
pequena incisão de cerca de 1,0 a 1,5
cm onde será introduzida a cânula
adequada para a injeção do
tanatofluido. 38
39
40
❑ Preparamos então o tanatofluido na proporção de 6
litros de água por 1 litro de tanato Fluido, mas a
proporção de água pode variar de acordo com a
estatura e peso do cadáver. Podemos colocar
corantes artificiais para assimilar a tonalidade
sanguínea.
❑ A regulagem de pressão da bomba infusora fica em
torno de 2 a 5 lbp/pol², não ultrapassando esse
limite para evitar a soltura da cânula e a protusão das
órbitas oculares, começamos então a massagem.
41
Aspiração torácica e
abdominal
❑ Após a injeção do fluido via carótida ou femoral, o cadáver
toma um aspecto volumoso nas áreas abdominais, onde
obrigatoriamente começamos a aspiração abdominal.
❑ O primeiro passo para a aspiração, é a realização de uma
pequena incisão, abaixo do processo xifoide, onde
introduziremos o trocarte (vara trocadora) para a aspiração,
lembrando que, sempre começamos a aspiração do tórax
para o abdômen.
42
APLICAÇÃO DO FLUIDO
CAVITÁRIO
Através da incisão feita para a aspiração das cavidades tórax
e abdômen, aplicamos o fluido cavitário.
Após aplicação do fluido cavitário, esperamos um tempo
médio de 20 a 30 minutos e aspiramos novamente o corpo
retirando todo fluido cavitário.
Caso o resultado da aspiração não seja satisfatório,
reaplicamos o fluido cavitário e o aspiramos novamente.
43
44
TANATOPRAXIA EM CORPOS
NECROPSIADOS
❑ Em corpos submetidos à necropsia, seja IML (INSTITUTO
MÉDICO LEGAL) ou SVO (SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO),
obrigatoriamente reabrimos o cadáver para que façamos a
evisceração, para a lavagem dos órgãos e massa encefálica,
deixando-os posteriormente mergulhados em tanato cavitário
(T.C).
45
❑ Alguns profissionais realizam pequenos furos nos órgãos,
EXCETO os intestinos, para que haja maior penetração do
produto nas camadas internas dos órgãos, melhorando
consideravelmente o resultado final.
❑ A injeção de tanatofluido se dá através das artérias,
sendo que para cada artéria acessada para a injeção dos
produtos deverá ser feito o pinçamento em sua outra
extremidade para que o produto percorra todo o tecido
sem extravasar.
46
❑ A aplicação do tanatofluido se dá
da seguinte forma:
✓ 1 litro para cada membro
superior (braço).
✓ 2 litros para cabeça.
✓ 1,5 litros para cada membro
inferior (perna).
✓ Totalizando 7 litros.
47
EMBALSAMAMENTO
❑ Utilizado para um período maior de conservação é
obrigatoriamente usado processos de translados
internacionais. O aspecto final do cadáver fica muito parecido
com o da formolização.
❑ A técnica usada é a de abertura craniana e toraco- abdominal
para a retirada de todos os órgãos, inclusive massa
encefálica, este posteriormente serão incinerados. A injeção
se dá pelas artérias ou por multipontos e o líquido
conservante é o TanatoFluido mais concentrado, o que exala
um odor extremamente forte.
48
49
❑ Após a injeção do tanato fluído,
o corpo é preenchido com
serragem (madeira moída) e
suturado. O corpo é alojado em
um esquife (urna própria para
translados).

35ª Aula- Parte II- 31.10.20.pdf

  • 1.
  • 3.
    3 ✓ É aciência que estuda a morte. Tanato: Morte e Logia: Estudo. ✓ Morte: Parada total e irreversível das funções encefálicas
  • 4.
  • 5.
    5 É a parteda ciência que estuda a morte e suas consequências jurídicas e clínicas. Modalidades de morte. • Morte violenta. • Morte suspeita. • Morte natural.
  • 6.
    6 Tanatognose Tanato: Morte eGnose: diagnóstico. É o diagnóstico da morte. Cronotanatognose Crono: Tempo, Tanato: morte e Gnose: Diagnóstico É o diagnóstico do tempo da morte.
  • 7.
    Sinais abióticos imediatos 7 A:Ausência Bio: Vida. São os primeiros sinais imediatos após a morte. São eles: ➢ Parada da circulação; ➢ Parada da respiração; ➢ Perda da consciência;
  • 8.
    “ ➢ Insensibilidade total; ➢Perda do tônus muscular. ✓ Mediatos ou consecutivos ➢ Evaporação tegumentar; ➢ Perda de peso; ➢ Midríase; ➢ Perda da temperatura. 8
  • 9.
    Fenômenos Transformativos ✓ Destrutivos ✓Maceração: ✓ Fenômeno de transformação que ocorre no cadáver quando em meio aquoso como nos afogados (maceração sépticas), ou pode ocorrer no feto quando morre no útero da mãe. 9
  • 10.
    Pallor Mortis: ✓É aausência da coloração ou empadelecimento (palidez) Obs: inicia aproximadamente de 15 à 25 min. Após a morte ✓Cadáveres com a pele mais clara é imediatamente. Algor Mortis: ✓ É o resfriamento do cadáver até chegar à temperatura ambiente. (De 1 a 1,5 grau por Hora) 10
  • 11.
    11 Rigor Mortis: É arigidez cadavérica. Inicia-se após 3 horas de óbito. Inicia- se anatomicamente pela posição crânio caudal. Livor Mortis (Hipóstase) É a presença do sangue em locais mais baixos decorrente a gravidade e sua posição anatômica. Obs: Esta mancha se torna fixa aproximadamente de 6h a 8h de óbito. (+/-)
  • 12.
    Autólise: ✓ É aautodestruição das células sem interferência de bactérias. (Destruição da matéria. "Corpo" de dentro para fora). Putrefação: ✓ É a destruição da matéria. "Corpo" de fora para dentro, pelos agentes encontrados no meio ambiente. Ex: Bactérias, insetos, etc. 12
  • 13.
  • 14.
    Fases da putrefação 14 ❑Primeira Fase - Período Cromático (Período de coloração, período das manchas): Início, em geral, de dezoito a vinte quatro horas após o óbito. (Pode durar dias) “Dependendo das condições climáticas”. Inicia-se pelo aparecimento de uma mancha esverdeada na pele da fossa ilíaca direita; "mancha verde abdominal" que é o início da putrefação interna pelas bactérias dos intestinos.
  • 15.
    15 ❑ Segunda fase-Período Deformativo Inicia-se durante há primeira semana, e se estende aproxidamente por 30 dias. Período enfisematoso, período gasoso. "Sempre levando em consideração, o clima." Os gases que as bactérias produzem, infiltram o tecido subcutâneo, modificando, progressivamente, a fisionomia e estrutura externa do cadáver (posição de boxeador); nesta fase, podemos encontrar as flictenas putrefativas, que são bolhas cheias de líquidos. Circulação póstuma de Brouardel, que são vasos aparentemente, vasos sanguíneos impulsionados pelos gases.
  • 16.
    16 ❑ Terceira fase-Período Coliquativo (período de redução de tecidos) Inicia-se no fim do primeiro mês e pode estender-se por meses ou até dois a três anos. Sempre levando em consideração, o clima. Caracteriza-se pelo amolecimento e desintegração dos tecidos, que se transformam em uma massa pastosa, semilíquida, escura e de intensa fetidez. Grandes quantidades de larvas (Miíase) podem destruir o cadáver com extrema rapidez (quatro a oito semanas);
  • 17.
    17 ❑ Quarta fase- período de esqueletização: No final do período Coliquativo (período que se liquefaz a matéria por completo. Surge o esqueleto ósseo, cabelos e dentes (três anos), que fica descoberto e poderá durar muito tempo.
  • 18.
    18 Fenômenos Transformativos Conversadores Mumificação: A mumificaçãoé um processo transformativo conservador do cadáver, que pode ser natural ou artificial. Condições naturais: Exigem condições ambientais(clima quente e seco - que garantam a desidratação rápida do cadáver.
  • 19.
    19 Saponificação ou Adipocéra: “Enceramentocadavérico” O processo inicia-se após há sexta semana depois da morte, em meio onde haja água e solo Argiloso, úmido e pouca ventilação. O cadáver saponificado apresenta consistência, mole, de tonalidade amarelo-escura, que dão aparência de cera ou sabão. Exala cheiro de odor de queijo rançoso.
  • 20.
    20 Petrificação ou calcificação Quandoo cadáver se encontra em terrenos com excesso de sais de cálcio, ocasionando sua petrificação, (lugares rochosos, regiões com vulcões ou quando ocorre a morte do feto e o organismo da mãe o envolve com o cálcio, formando assim um encapsulamento)
  • 21.
  • 22.
    ➢ Tanatopraxia éa mais moderna técnica de conservação de corpos, utilizada em quase todos os países do mundo. Não é necropsia nem retirada de órgãos. ➢ A tanatopraxia não traz apenas vantagens à aparência da pessoa, oferece à família o melhor dos benefícios que se constitui em recordar de seu ente querido como ele era verdadeiramente em vida. Isto, psicologicamente se constitui de um valor incalculável
  • 23.
  • 24.
    24 ✓ Quando passamospelo processo de perda de um ente querido, a última aparência é aquela que fica negativamente marcada na memória afetiva da família. ✓ A realização da tanatopraxia se constitui num gesto de amor e carinho, pois além de amenizar as transformações próprias do corpo sem vida, contribui no processo de difícil adaptação da ausência do ser amado.
  • 25.
    25 ✓ Trata-se deuma técnica que nos últimos anos, revolucionou o sector funerário, que consiste na prática de higienização e conservação de corpos humanos através da injeção de líquidos. ✓ O objetivo é proporcionar uma melhor apresentação do corpo no momento do velório, tendo esta prática a tornar-se num serviço essencial para o sector funerário.
  • 26.
    “Técnica que teráde ser feita em locais apropriados, designados por tanatórios, tendo em conta todas as medidas de segurança. Contudo, poderá ser feita ao domicílio
  • 27.
    PAPEL SANITÁRIO A tanatopraxiaé uma completa desinfecção e conservação do cadáver. O propósito prioritário da tanatopraxia e a desinfecção. Destruir uma vasta gama de microrganismos que produzem uma variedade de doenças. Visto com o morrer da pessoa, muitos agentes patogênicos morrem de forma imediata, mas muitos deles sobrevivem grandes períodos nos tecidos mortos, podendo estes contaminarem outros seres com o seu contato.
  • 28.
    28 ✓ Com aaplicação da Tanatopraxia pode-se garantir nas normas internacionais o transporte do cadáver tendo sempre objetivo na preparação do cadáver para uma apropriada apresentação aos familiares. ✓ Ela permite que o corpo se apresente reconstituído para o velório, no caso de vítimas de acidente ou que por outros objetivos tenha o corpo se desfigurado, ou mesmo em estado de putrefação, pois com a reconstituição e preparação cessam-se os efeitos pós-morte.
  • 29.
  • 30.
    ✓ No quediz respeito à origem grega da palavra, tanatopraxia significa "o que se faz habitualmente diante da morte", isto é, quais as providências que devem ser tomadas frente ao fato ocorrido. ✓ Corresponde a aplicação correta de produtos químicos em corpos falecidos, visando à desinfecção e o retardamento do processo biológico de decomposição, permitindo a apresentação dos mesmos em condições surpreendentemente melhores para o velório.
  • 31.
    ➢ Tanatopraxista -pessoa capacitada a fazer corretamente uma tanatopraxia; ➢ Tanatório - laboratório para executar a técnica; ➢ Equipamentos Adequados - aparelhagem e instrumentos apropriados; ➢ Produtos Químicos específicos - necessários à higienização e conservação.
  • 32.
    PAPEL SANITÁRIO 32 ➢ Opioneirismo da implantação no Brasil no início de 1994 ocorreu com os Professores Doutores Oisenyl José Tamega e Progresso José Garcia, juntamente com o Diretor Funerário Lourival Panhozzi, muito nos orgulha, e sem dúvida é uma grande revolução pela qual passa o setor funerário, proporcionando serviços de melhor qualidade, se comparado a países bastante desenvolvidos da América do Norte e da Europa.
  • 33.
    33 TANATOPRAXIA EM CORPOSNÃO NECROPSIADOS ➢ Quando o corpo não passa pelo processo de necropsia (corpo fechado) fazemos a tanatopraxia sempre pelas artérias CARÓTIDA OU FEMORAL. ➢ A tanatopraxia se dá início na verificação detalhada da ata de procedimento para saber qual o processo será aplicado no corpo, seja ela formolização, embalsamamento, tanatopraxia ou mumificação.
  • 34.
    34 ➢ Após saberqual processo será aplicado, transportamos o corpo para a sala de tanatopraxia (ou laboratório clínico) para a remoção das vestes e ou bandagens, caso o corpo tenha vindo de hospital. ➢ Em seguida fazemos toda a remoção de todo tamponamento oral e nasal, esse procedimento deve se repetir em todos os casos com EXCEÇÃO na mumificação, devido ao fato de o tamponamento impedir livre circulação do fluido que será injetado e a excreção de sangue a ser drenado do cadáver.
  • 35.
  • 36.
    36 ➢ Escolhemos então,qual o local do corpo tem melhores condições para a injeção do tanatofluido, seja ela via femoral ou carótida e começamos a incisão. Artéria Carótida Comum: ➢ A artéria carótida comum, localiza-se por baixo do músculo esternocleidomastóideo e é acompanhada pela veia jugular interna e pelo nervo vago, constituindo o feixe vásculo – nervoso do pescoço.
  • 37.
  • 38.
    ✓ A incisãodeve ser feita de forma longitudinal com tamanho de 4 a 5 cm, depois fazer a limpeza com os dissecadores para a remoção de tecidos adjacentes e com o próprio dissecador manter a artéria de forma suspensa para a realização de uma pequena incisão de cerca de 1,0 a 1,5 cm onde será introduzida a cânula adequada para a injeção do tanatofluido. 38
  • 39.
  • 40.
    40 ❑ Preparamos entãoo tanatofluido na proporção de 6 litros de água por 1 litro de tanato Fluido, mas a proporção de água pode variar de acordo com a estatura e peso do cadáver. Podemos colocar corantes artificiais para assimilar a tonalidade sanguínea. ❑ A regulagem de pressão da bomba infusora fica em torno de 2 a 5 lbp/pol², não ultrapassando esse limite para evitar a soltura da cânula e a protusão das órbitas oculares, começamos então a massagem.
  • 41.
    41 Aspiração torácica e abdominal ❑Após a injeção do fluido via carótida ou femoral, o cadáver toma um aspecto volumoso nas áreas abdominais, onde obrigatoriamente começamos a aspiração abdominal. ❑ O primeiro passo para a aspiração, é a realização de uma pequena incisão, abaixo do processo xifoide, onde introduziremos o trocarte (vara trocadora) para a aspiração, lembrando que, sempre começamos a aspiração do tórax para o abdômen.
  • 42.
    42 APLICAÇÃO DO FLUIDO CAVITÁRIO Atravésda incisão feita para a aspiração das cavidades tórax e abdômen, aplicamos o fluido cavitário. Após aplicação do fluido cavitário, esperamos um tempo médio de 20 a 30 minutos e aspiramos novamente o corpo retirando todo fluido cavitário. Caso o resultado da aspiração não seja satisfatório, reaplicamos o fluido cavitário e o aspiramos novamente.
  • 43.
  • 44.
    44 TANATOPRAXIA EM CORPOS NECROPSIADOS ❑Em corpos submetidos à necropsia, seja IML (INSTITUTO MÉDICO LEGAL) ou SVO (SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO), obrigatoriamente reabrimos o cadáver para que façamos a evisceração, para a lavagem dos órgãos e massa encefálica, deixando-os posteriormente mergulhados em tanato cavitário (T.C).
  • 45.
    45 ❑ Alguns profissionaisrealizam pequenos furos nos órgãos, EXCETO os intestinos, para que haja maior penetração do produto nas camadas internas dos órgãos, melhorando consideravelmente o resultado final. ❑ A injeção de tanatofluido se dá através das artérias, sendo que para cada artéria acessada para a injeção dos produtos deverá ser feito o pinçamento em sua outra extremidade para que o produto percorra todo o tecido sem extravasar.
  • 46.
    46 ❑ A aplicaçãodo tanatofluido se dá da seguinte forma: ✓ 1 litro para cada membro superior (braço). ✓ 2 litros para cabeça. ✓ 1,5 litros para cada membro inferior (perna). ✓ Totalizando 7 litros.
  • 47.
    47 EMBALSAMAMENTO ❑ Utilizado paraum período maior de conservação é obrigatoriamente usado processos de translados internacionais. O aspecto final do cadáver fica muito parecido com o da formolização. ❑ A técnica usada é a de abertura craniana e toraco- abdominal para a retirada de todos os órgãos, inclusive massa encefálica, este posteriormente serão incinerados. A injeção se dá pelas artérias ou por multipontos e o líquido conservante é o TanatoFluido mais concentrado, o que exala um odor extremamente forte.
  • 48.
  • 49.
    49 ❑ Após ainjeção do tanato fluído, o corpo é preenchido com serragem (madeira moída) e suturado. O corpo é alojado em um esquife (urna própria para translados).