EQUIPAMENTOS DA
TANATOPRAXIA E
TANATOFLUIDOS
BOMBA INJETORA
Equipamento composto de uma cúpula de
aproximadamente 10 litros e um motor de
ação centrífuga, com reguladores
(manoplas) de controle de fluxo e pressão.
Apresenta também um relógio
(manômetro), que é a representação
gráfica da pressão de injeção. O fluído
embalsamador é colocado na cúpula da
bomba injetora de forma concentrada e é
diluído em água na proporção indicada
pelo fabricante do mesmo ou de acordo
com a necessidade de aplicação.
BOMBA INJETORA
No geral, recomenda-se trabalhar com uma
pressão entre 0,2 e 2,0 bar (3 a 30 psi).
• Baixa pressão (0,2 a 0,5 bar): Usada para
corpos com tecidos mais frágeis ou em situações
de edema. Evita rompimento de vasos sanguíneos.
• Pressão moderada (0,6 a 1,2 bar): Ideal
para a maioria dos corpos, permitindo uma
distribuição uniforme do fluido preservante.
• Alta pressão (1,3 a 2,0 bar): Pode ser
necessária para corpos com maior rigidez, vasos
obstruídos ou morte traumática, mas deve ser
usada com cuidado para evitar danos aos tecidos.
BOMBA ASPIRADORA
Bomba de sucção hidráulica que tem
por finalidade aspirar, com o intermédio
de uma vara trocadora, o conteúdo
liquido e semissólido das vísceras e
cavidades naturais do corpo.
VARA TROCADORA
Instrumento, de ponta lanceolada e
prismática, longo e oco, que tem a
finalidade de perfurar e auxiliar no
processo de aspiração de vísceras e
cavidades naturais do corpo. Sua outra
função é na aplicação de fluído de
cavidade para a conservação das
mesmas.
ASPIRADOR DE CAVIDADE
Cânula especial para aspirar conteúdo
de grandes cavidades como a torácica e
a abdominal, quando estas estiverem
sendo tratadas abertas, como no caso
do embalsamamento. Teoricamente
não deve ser confundida com a vara
trocadora.
BISTURI
É o mais cortante e o mais lesivo dentre
todos os instrumentos desta classe. Seu
principal emprego está na incisão e
rebatimento da pele. Seu uso é
desaconselhado na individualização de
pequenos vasos e nervos, dada a
facilidade de lesá-los.
TESOURA CURVA
É um instrumento bem menos lesivo
que o bisturi. Usado principalmente na
divisão de tecido adiposo subcutâneo,
uma vez que este está geralmente
entremeado de estruturas frágeis, no
rebatimento de fáscias musculares e
nas individualizações de vasos e nervos.
TESOURA RETA
Embora seja um instrumento utilizado
em dissecação, não é usada na difusão
de tecidos do cadáver em si. Sua
principal aplicação está nos arredores
do mesmo, ou seja, é normalmente
utilizada somente para aparar fios e
tirar pontos.
PINÇA DENTE DE RATO
Instrumento bastante potente e lesivo,
com um agarre muito forte. É usada
geralmente para fazer marcas na linha de
incisão cutânea, para apreender a pele à
ocasião de seu rebatimento e para erguer
as fáscias musculares em sua remoção.
Não é aconselhável seu uso na dissecação
de estruturas sensíveis, pois estas seriam
facilmente perfuradas por este
instrumento. Normalmente seu uso é
acompanhado pelo bisturi (ou pela tesoura
curva, no caso de fáscias musculares).
PINÇA DE DISSECÇÃO
Conforme seu próprio nome já
preconiza, é o instrumento ideal para a
abordagem de estruturas frágeis. Sua
preensão não é tão lesiva, porém
também não tem tanta força.
Normalmente seu uso é acompanhado
pela tesoura curva.
AFASTADOR
Tem como finalidade afastar os tecidos
(pele, gordura e músculos de uma
maneira geral) para melhorar o campo
visual na área selecionada para a
injeção e drenagem arteriovenosa.
DISSECTOR
Instrumento utilizado para rebater e
divulsionar tecidos e músculos até a
exposição dos vasos sanguíneos
selecionados.
CÂNULAS DE INJEÇÃO
ARTERIAL
São tubos metálicos e angulados em 90
graus que tem por finalidade ser
introduzido no interior de uma artéria
para a prática de injeção arterial de
fluidos conservadores. Estas cânulas se
apresentam em diâmetro e
comprimentos diversos e devem ser
utilizadas de acordo com a espessura da
artéria selecionada para tal processo.
PINÇA HEMOSTÁTICA
Pinça utilizada para conter vazamento
de vasos sanguíneos seccionados.
PINÇA DE DRENAGEM VENOSA
Instrumento curvo utilizado para
"dilatar" a parede venosa, com a
finalidade de promover uma melhor
drenagem de sangue venoso e auxiliar
na retirada de coágulos que possam
interferir neste procedimento.
INJETOR POR GRAVIDADE
Instrumento composto por um frasco
suspirado, contendo fluído de cavidade,
e uma mangueira conectada à vara
trocadora. Sua finalidade é a de
controlar, através do "suspiro" existente
na boca do frasco, o volume de
aplicação de tal fluído de forma segura
e sem desperdícios do mesmo.
CÂNULA DE ASPIRAÇÃO NASAL
E ORAL
Cânula curva dotada de extremidade
traumática (em forma de bola), para
facilitar sua introdução nasal e oral, com
a finalidade de aspirar conteúdo líquido
nestas cavidades.
APOIADOR PARA CABEÇA
Peça quadrilátera utilizada como apoio
para a cabeça do cadáver. Por
apresentar quatro tipos de superfícies
diferentes estas permitem vários
ângulos de elevação da mesma.
AGULHA PARA SUTURA EM S
Agulha utilizada para suturar
("costurar") a pele quando o corpo
necessita ser aberto, seja por corpos
provenientes de exame de necropsia ou
que tenha sido submetido a um
procedimento de embalsamamento. A
mesma agulha pode ser utilizada para
sutura de oclusão da boca, na técnica
de reparação facial.
FIO DE SUTURA ENCERADO
Fio de sutura, que deve ser introduzido
na agulha em "S", utilizado para fechar
a pele. Não deve ser utilizado para
suturar áreas como face e mãos.
MESA DE TANATOPRAXIA
Mesa de aço inox, ou material
semelhante, com regulagem de
caimento para escoar líquidos em geral.
Específica para o procedimento de
tanatopraxia, sua estrutura facilita a
limpeza e o manuseio de corpos sobre a
mesma. É desaconselhável a utilização
da mesa de alvenaria, pois a mesma
não favorece a higiene e pode se tornar
um foco de micro-organismos nocivos à
saúde.
PÓ DE TAMPONAMENTO
Produto composto de flocos
absorventes que é usado para estancar
secreções ou vedar furos. Geralmente
posto nas cavidades oral e nasal, bem
como na incisão abdominal pós sucção.
URNA PARA REMOÇÃO
Urna de fibra com estrutura metálica
que facilita o transporte na remoção de
corpos em áreas externas e com certo
grau de decomposição
PLATAFORMA HIDRÁULICA
“ELEVAMORTO”
Equipamento ideal para movimentação
de corpos em local de preparação.
Elimina a sobrecarga do colaborador,
facilitando o trabalho em horas mais
exaustivas.
FLUIDO ARTERIAL TA21
• Utilização
Produto químico para caso comum de
falecimento recente, necropsiado ou não, com
previsão de sepultamento até 24 horas.
• Propriedades
Excelente poder de conservação; efeito natural
de coloração; resulta em boa flexibilidade
articular; repõe a textura ideal da pele.
• Proporção
Em 6 (seis) litros de água adicionar 1 litro do
produto.
FLUIDO ARTERIAL TA26
• Alto grau de penetração; efeito de
coloração moderado; reduz a
desidratação; promove fixação rápida
dos tecidos.
• Utilização: Fluido para caso comum de
falecimento que necessita maior
tempo para sepultamento e/ou em
casos de morte violenta.
FLUIDO ARTERIAL TA32
Produto específico para corpos em
início e em decomposição, afogados,
queimados ou acamados e longo
período.
FLUIDO CAVITÁRIO TC20
Fluido próprio para o tratamento das
cavidades torácica e abdominal, para
caso comum de falecimento recente,
necropsiado ou não, após adequada
aspiração.
FLUIDO CAVITÁRIO TC30
Rápido e eficaz conservador das
vísceras; bactericida concentrado; forte
desinfetante.
• Utilização: Fluido para cavidades
torácica e abdominal, para casos com
alto grau de decomposição, afogados
e queimados, inchados e em casos de
embalsamamento.
FLUIDO ARTERIAL TA14
Fluido especial para casos de DOENÇAS
HEPÁTICAS: icterícia, hepatite, etc. Age
sobre os pigmentos biliares; neutraliza a
coloração esverdeada final.
FLUIDO SOLVENTE ARTERIAL
FS50
Descoagula o sangue; dissolve os
êmbolos; permite melhor drenagem e
facilita a injeção do fluido arterial.
Utilização: Fluido próprio para corpos
com acúmulo de sangue na superfície
corporal ou com muitos coágulos.
FLUIDO CORANTE ARTERIAL
Acentua a coloração do corpo SE este
estiver pálido. Adiciona-se ao fluido
arterial.

EQUIPAMENTOS DA TANATOPRAXIA E TANATOFLUIDOS.pdf

  • 1.
  • 2.
    BOMBA INJETORA Equipamento compostode uma cúpula de aproximadamente 10 litros e um motor de ação centrífuga, com reguladores (manoplas) de controle de fluxo e pressão. Apresenta também um relógio (manômetro), que é a representação gráfica da pressão de injeção. O fluído embalsamador é colocado na cúpula da bomba injetora de forma concentrada e é diluído em água na proporção indicada pelo fabricante do mesmo ou de acordo com a necessidade de aplicação.
  • 3.
    BOMBA INJETORA No geral,recomenda-se trabalhar com uma pressão entre 0,2 e 2,0 bar (3 a 30 psi). • Baixa pressão (0,2 a 0,5 bar): Usada para corpos com tecidos mais frágeis ou em situações de edema. Evita rompimento de vasos sanguíneos. • Pressão moderada (0,6 a 1,2 bar): Ideal para a maioria dos corpos, permitindo uma distribuição uniforme do fluido preservante. • Alta pressão (1,3 a 2,0 bar): Pode ser necessária para corpos com maior rigidez, vasos obstruídos ou morte traumática, mas deve ser usada com cuidado para evitar danos aos tecidos.
  • 4.
    BOMBA ASPIRADORA Bomba desucção hidráulica que tem por finalidade aspirar, com o intermédio de uma vara trocadora, o conteúdo liquido e semissólido das vísceras e cavidades naturais do corpo.
  • 5.
    VARA TROCADORA Instrumento, deponta lanceolada e prismática, longo e oco, que tem a finalidade de perfurar e auxiliar no processo de aspiração de vísceras e cavidades naturais do corpo. Sua outra função é na aplicação de fluído de cavidade para a conservação das mesmas.
  • 6.
    ASPIRADOR DE CAVIDADE Cânulaespecial para aspirar conteúdo de grandes cavidades como a torácica e a abdominal, quando estas estiverem sendo tratadas abertas, como no caso do embalsamamento. Teoricamente não deve ser confundida com a vara trocadora.
  • 7.
    BISTURI É o maiscortante e o mais lesivo dentre todos os instrumentos desta classe. Seu principal emprego está na incisão e rebatimento da pele. Seu uso é desaconselhado na individualização de pequenos vasos e nervos, dada a facilidade de lesá-los.
  • 8.
    TESOURA CURVA É uminstrumento bem menos lesivo que o bisturi. Usado principalmente na divisão de tecido adiposo subcutâneo, uma vez que este está geralmente entremeado de estruturas frágeis, no rebatimento de fáscias musculares e nas individualizações de vasos e nervos.
  • 9.
    TESOURA RETA Embora sejaum instrumento utilizado em dissecação, não é usada na difusão de tecidos do cadáver em si. Sua principal aplicação está nos arredores do mesmo, ou seja, é normalmente utilizada somente para aparar fios e tirar pontos.
  • 10.
    PINÇA DENTE DERATO Instrumento bastante potente e lesivo, com um agarre muito forte. É usada geralmente para fazer marcas na linha de incisão cutânea, para apreender a pele à ocasião de seu rebatimento e para erguer as fáscias musculares em sua remoção. Não é aconselhável seu uso na dissecação de estruturas sensíveis, pois estas seriam facilmente perfuradas por este instrumento. Normalmente seu uso é acompanhado pelo bisturi (ou pela tesoura curva, no caso de fáscias musculares).
  • 11.
    PINÇA DE DISSECÇÃO Conformeseu próprio nome já preconiza, é o instrumento ideal para a abordagem de estruturas frágeis. Sua preensão não é tão lesiva, porém também não tem tanta força. Normalmente seu uso é acompanhado pela tesoura curva.
  • 12.
    AFASTADOR Tem como finalidadeafastar os tecidos (pele, gordura e músculos de uma maneira geral) para melhorar o campo visual na área selecionada para a injeção e drenagem arteriovenosa.
  • 13.
    DISSECTOR Instrumento utilizado pararebater e divulsionar tecidos e músculos até a exposição dos vasos sanguíneos selecionados.
  • 14.
    CÂNULAS DE INJEÇÃO ARTERIAL Sãotubos metálicos e angulados em 90 graus que tem por finalidade ser introduzido no interior de uma artéria para a prática de injeção arterial de fluidos conservadores. Estas cânulas se apresentam em diâmetro e comprimentos diversos e devem ser utilizadas de acordo com a espessura da artéria selecionada para tal processo.
  • 15.
    PINÇA HEMOSTÁTICA Pinça utilizadapara conter vazamento de vasos sanguíneos seccionados.
  • 16.
    PINÇA DE DRENAGEMVENOSA Instrumento curvo utilizado para "dilatar" a parede venosa, com a finalidade de promover uma melhor drenagem de sangue venoso e auxiliar na retirada de coágulos que possam interferir neste procedimento.
  • 17.
    INJETOR POR GRAVIDADE Instrumentocomposto por um frasco suspirado, contendo fluído de cavidade, e uma mangueira conectada à vara trocadora. Sua finalidade é a de controlar, através do "suspiro" existente na boca do frasco, o volume de aplicação de tal fluído de forma segura e sem desperdícios do mesmo.
  • 18.
    CÂNULA DE ASPIRAÇÃONASAL E ORAL Cânula curva dotada de extremidade traumática (em forma de bola), para facilitar sua introdução nasal e oral, com a finalidade de aspirar conteúdo líquido nestas cavidades.
  • 19.
    APOIADOR PARA CABEÇA Peçaquadrilátera utilizada como apoio para a cabeça do cadáver. Por apresentar quatro tipos de superfícies diferentes estas permitem vários ângulos de elevação da mesma.
  • 20.
    AGULHA PARA SUTURAEM S Agulha utilizada para suturar ("costurar") a pele quando o corpo necessita ser aberto, seja por corpos provenientes de exame de necropsia ou que tenha sido submetido a um procedimento de embalsamamento. A mesma agulha pode ser utilizada para sutura de oclusão da boca, na técnica de reparação facial.
  • 21.
    FIO DE SUTURAENCERADO Fio de sutura, que deve ser introduzido na agulha em "S", utilizado para fechar a pele. Não deve ser utilizado para suturar áreas como face e mãos.
  • 22.
    MESA DE TANATOPRAXIA Mesade aço inox, ou material semelhante, com regulagem de caimento para escoar líquidos em geral. Específica para o procedimento de tanatopraxia, sua estrutura facilita a limpeza e o manuseio de corpos sobre a mesma. É desaconselhável a utilização da mesa de alvenaria, pois a mesma não favorece a higiene e pode se tornar um foco de micro-organismos nocivos à saúde.
  • 23.
    PÓ DE TAMPONAMENTO Produtocomposto de flocos absorventes que é usado para estancar secreções ou vedar furos. Geralmente posto nas cavidades oral e nasal, bem como na incisão abdominal pós sucção.
  • 24.
    URNA PARA REMOÇÃO Urnade fibra com estrutura metálica que facilita o transporte na remoção de corpos em áreas externas e com certo grau de decomposição
  • 25.
    PLATAFORMA HIDRÁULICA “ELEVAMORTO” Equipamento idealpara movimentação de corpos em local de preparação. Elimina a sobrecarga do colaborador, facilitando o trabalho em horas mais exaustivas.
  • 26.
    FLUIDO ARTERIAL TA21 •Utilização Produto químico para caso comum de falecimento recente, necropsiado ou não, com previsão de sepultamento até 24 horas. • Propriedades Excelente poder de conservação; efeito natural de coloração; resulta em boa flexibilidade articular; repõe a textura ideal da pele. • Proporção Em 6 (seis) litros de água adicionar 1 litro do produto.
  • 27.
    FLUIDO ARTERIAL TA26 •Alto grau de penetração; efeito de coloração moderado; reduz a desidratação; promove fixação rápida dos tecidos. • Utilização: Fluido para caso comum de falecimento que necessita maior tempo para sepultamento e/ou em casos de morte violenta.
  • 28.
    FLUIDO ARTERIAL TA32 Produtoespecífico para corpos em início e em decomposição, afogados, queimados ou acamados e longo período.
  • 29.
    FLUIDO CAVITÁRIO TC20 Fluidopróprio para o tratamento das cavidades torácica e abdominal, para caso comum de falecimento recente, necropsiado ou não, após adequada aspiração.
  • 30.
    FLUIDO CAVITÁRIO TC30 Rápidoe eficaz conservador das vísceras; bactericida concentrado; forte desinfetante. • Utilização: Fluido para cavidades torácica e abdominal, para casos com alto grau de decomposição, afogados e queimados, inchados e em casos de embalsamamento.
  • 31.
    FLUIDO ARTERIAL TA14 Fluidoespecial para casos de DOENÇAS HEPÁTICAS: icterícia, hepatite, etc. Age sobre os pigmentos biliares; neutraliza a coloração esverdeada final.
  • 32.
    FLUIDO SOLVENTE ARTERIAL FS50 Descoagulao sangue; dissolve os êmbolos; permite melhor drenagem e facilita a injeção do fluido arterial. Utilização: Fluido próprio para corpos com acúmulo de sangue na superfície corporal ou com muitos coágulos.
  • 33.
    FLUIDO CORANTE ARTERIAL Acentuaa coloração do corpo SE este estiver pálido. Adiciona-se ao fluido arterial.