FENÔMENOS
CADAVÉRICOS
ENFERMAGEM/PERICIA FORENSE
Sargento Silva The
O Que Ocorre Com um Corpo Após a Morte?
O CORPO FALA
Normalmente quando se escuta essa frase, ela está
se referindo à linguagem corporal de uma pessoa,
mas na área FORENSE ela também pode ser
aplicada. Quando uma pessoa morre, o seu corpo
passa a sofrer mudanças causadas pelos elementos
da natureza.
São os fenômenos cadavéricos, e eles podem dizer
muito ao PROFISSIONAL DA ÁREA FORENSE.
Fenômenos abióticos
São todos os fenômenos que evidenciam a
ausência de vida. Podem ser:
 Imediatos: surgem imediatamente após a
ocorrência da morte, como a perda da
consciência, insensibilidade, parada respiratória
e circulatória, palidez e midríase, para citar
alguns. Não podem dar o diagnóstico de certeza
da morte, mas, quanto maior o período de tempo
em que estiverem ocorrendo, maior a
possibilidade da morte real ter acontecido.
Consecutivos
São consequências que a morte tem no corpo humano, então
aparecem depois de decorrido um certo período de tempo.
 Esfriamento: o corpo perde sua temperatura habitual para o meio
ambiente em que se encontra;
 Desidratação: os mecanismos de manutenção da homeostase
corporal cessam, levando à perda de água corporal. Os tecidos mais
expostos ficam ressecados (olhos, pele e mucosas, por exemplo);
 Rigidez cadavérica (rigor mortis): a parada do metabolismo leva
à formação de pontes de actomiosina nas fibrilas musculares, o que
por sua vez causa o enrijecimento dos músculos;
 Manchas de hipóstase: devido à ação da gravidade, o sangue passa
a se acumular nas partes mais baixas do corpo, de acordo com a sua
posição. Não se forma nas áreas em que há compressão tecidual,
como onde as vestimentas estão comprimindo o corpo.
Esfriamento do corpo
 Com a morte o indivíduo perda a homeotermia e sua temperatura se iguala à
ambiente, geralmente mais frio.
 tendência ao equilíbrio com o meio ambiente, progressivo e não uniforme
 esfriamento médio de 1,5º/h
 alterações na velocidade do resfriamento
 mais lento
 obesos
 envoltos em roupas ou cobertores
 ambientes fechados ou sem circulação de ar
 vítimas de insolacão, intermação, envenenamento e doenças infecciosas agudas
 mais rápido
 crianças e velhos
 doenças crônicas e grandes hemorragias
 termômetro retal
 Necrômetro de Bouchut
 Tanatômetro de Nasse
 introduzido 10cm
Com a morte, em locais sem umidade, o
corpo se desidratará.
 perda de peso
 fetos e recém-nascidos - até 8g/Kg/dia - nas primeiras horas até 18 g/Kg/dia
 pergaminhamento da pele
 dessecação cutânea
 endurecimento cutâneo
 tonalidade pardacenta ou parda-avermelhada
 estrias decorrentes de arborizações vasculares
 dessecamento labial e mucoso
 mais intenso em recém-nascidos e crianças
 lábios se tornam duros e pardacentos
 pode simular ações traumáticas ou cáusticas
 modificação dos globos oculares
 tela viscosa - sinal de Stenon-Louis
 turvação da córnea transparente
 mancha negra da esclerótica - livor sclerotinae nigricencens - Sinal de Sommer e
Larcher
 após 8 horas da morte, deformação da íris e pupila à pressão digital - Sinal de Ripault
Instalam-se a partir da morte
Indicam a realidade da morte
Rigor Mortis
 Rigor mortis ou rigidez cadavérica é o fenômeno temporário e variável de enrijecimento muscular..
 Mecanismo
 após a morte: um relaxamento muscular generalizado
 hipóxia celular
 não formação de ATP
 alteração da permeabilidade das membranas celulares
 formação de actomiosina
 ação da glicólise anaeróbica
 acúmulo de ácido láctico
 Ordem de aparecimento - Lei de Nysten – Sommer
 face, mandíbula e pescoço
 membros superiores e tronco
 membros inferiores
 desaparecimento na mesma ordem
 Cronologia
 aparecimento - 1 a 2 horas após a morte
 grau máximo - 8 horas
 desfazimento - 24 h
 início da putrefação
 coagulação das albuminas
 acidificação
 quebra do sistema coloidal
Livor Mortis
Livor cadavérico é a deposição do sangue livre no sistema circulatório nas regiões de declive
do corpo, exceto zonas de pressão.
 Modalidades
 Manchas de hipóstase cutâneas
 Livores viscerais
 pulmões
 fígado
 rins
 baço
 intestinos
 encéfalo
 fenômenos constantes - exceção em grandes hemorragias
 regiões inferiores do cadáver exceto regiões de pressão - exceção: livores paradoxos
 forma de placas - exceção: púrpuras hipostáticas
 mecanismo
 parada da circulação
 ação da gravidade
 acúmulo sanguíneo intravascular nas partes mais baixas do corpo - exceção: regiões de pressão
 coloração
 regra: violácea
 cronologia
 aparecimento: 2 a 3 horas após a morte
O espasmo cadavérico
 Fenômeno controverso e raro
 Manutenção da última posição da vítima antes
de morrer
 Se mantém até a instalação da rigidez muscular
Fenômenos transformativos
São os fenômenos que, de alguma forma, alteram
o aspecto do corpo morto e colaboram tanto para
a sua destruição quanto para a sua conservação
com o passar do tempo. Podem ser destrutivos ou
conservativos:
Fenômenos transformativos:
Destrutivos
 Autólise: é o processo de destruição causado por
enzimas que estão presentes em células e tecidos
do corpo. Com a parada do metabolismo, passam
a atuar nos locais onde normalmente são
produzidas, o que leva à degradação, e prejudica
a análise microscópica de tecidos que poderiam
auxiliar na determinação da causa da morte;
Ação que consiste na destruição ou aniquilamento dos tecidos e/ou
células que se encontram no próprio organismo (corpo) por suas
próprias enzimas.
 Putrefação: devido à ação de micro-organismos endógenos e
exógenos ao corpo, este vai sendo destruído com o passar do
tempo. É dividida em etapas:
 Etapa de coloração: entre 18 e 24 horas após a morte, uma
mancha verde começa a surgir na região abdominal e evolui
com um progressivo escurecimento da pele e outros tecidos;
 Etapa gasosa: nessa etapa que dura em torno de 2 semanas, os
gases gerados pela putrefação se infiltram nos tecidos corporais,
causando um aumento do volume do corpo e bolhas flácidas de
gás na pele;
 Etapa de liquefação: com o passar dos meses, os tecidos
putrefeitos vão lentamente se soltando dos ossos, o que leva à
última etapa da putrefação:
 Etapa de esqueletização: a depender da localização do corpo, e
do ambiente em que se encontra, pode durar de 2 a 5 anos. É
nessa fase que os ossos do corpo começam a ficar expostos, até
serem tudo o que resta.
Coloração
Fase de coloração ou cromática decorre de processos oxidativos que escurecem a pele.
 Mancha verde abdominal
 Primeiro local da fase de coloração
 Fossa ilíaca direita
 o ceco é a parte mais dilatada e livre
 maior acúmulo de gases
 proximidade com a parede abdominal
 concentração de bactérias
 Cronologia do aparecimento
 verão - 18 a 24hs
 inverno - 36 a 48
 Mecanismo e evolução
 atividade bacteriana - Clostrídium welchii
 formação de metano, gás carbônico, amônia e mercaptanos, gás sulfídrico
 gás sulfídrico + hemoglobina = sulfohemoglobina ou sulfometahemoglobina = verde
 progressão por todo o corpo
 escurecimento progressivo - verde enegrecido a negro
 Aparecimento da circulação póstuma de Brouardel
 Nos fetos
 início pela parte superior do tórax, face e pescoço
 conteúdo intestinal estéril
 bactérias nas vias aéreas
Gasosa
 Fase gasosa ou enfisematosa decorre do aumento de volume pelos
gases da putrefação.
 Cronologia
 perceptibilidade - 48 a 72 horas
 grau máximo - 5 a 7 dias
 Mecanismo
 ação de bactérias saprófitas
 Formação de gases da putrefação - inflamáveis
 decomposição protéica
 liberação de compostos nitrogenados - ptomaínas (odor desagradabilíssimo)
 Aumento da pressão abdominal
 prolapso do útero - eventual parto post-mortem
 prolapso do reto
 elevação do diafragma
 compressão pulmonar - saída de líquido avermelhado pela boca e narinas
 sangue proveniente do rompimento alveolar
 Superfície
 destacamento total da epiderme
 perda de fâneros
 bolhas epidérmicas de conteúdo líquido hemoglobínico - baixo
teor protéico
 circulação póstuma de Brouardel
 pressão sobre grandes vasos
 escoamento passivo do sangue periferia
 destacamento da epiderme
 coloração escura do sangue
 36 e 48 horas após a morte
 Aspecto gigantesco
 protusão ocular
 protusão lingual
 distensão dos órgãos genitais masculinos
 posição de lutador
 Vísceras maciças
 amolecimento
 superfície de corte com numerosas pequenas cavidades
- queijo suíço
 Coração
 amolecido, pardo, com creptação
 Pulmões
 colabados - pardos escuros ou cinza enegrecido
 cavidades pleurais - até 200 ml. de líquido pardo-escuro
 Cérebro
 perda da estrutura - "derretimento"
 massa pegajosa cinza escura
Coliquativa
 Fase na qual os tecidos moles do corpo se liquefazem.
 Dissolução pútrida do cadáver - deliqüescência
cadavérica
 Desintegração de partes moles
 redução do volume
 deformação
 liberação dos gases
 Inúmeras larvas
 Cronologia
 extremamente variável
 início - 3 semanas após o óbito
 término - vários meses
Esqueletização
 Fase da putrefação em que, ao final, remanesce o esqueleto.
 Fase que se mescla à coliquativa
 Final do processo destrutivo cadavérico
 Resultado final é o esqueleto livre de partes moles
 Cronologia muito variável
 início - terceira a quarta semana
 término - seis meses
 fatores
 clima
 ambiente (+ fauna cadavérica)
 ar livre
 inumação
 submersão
Maceração
 Maceração: quando o corpo se encontra no
ambiente uterino asséptico (ou seja, sem micro-
organismos), a autólise vai ocorrer em meio
líquido, gerando um processo de destruição
tecidual que leva a uma progressiva descamação
cutânea e infiltração serossanguínea dos tecidos,
bem como à flacidez de partes moles e à
separação das partes ósseas. Ocorre apenas com
a morte de fetos intraútero.
Conservativos
A depender dos fatores ambientais do local
onde se encontra o corpo, ao invés dele ser
destruído, pode ocorrer a preservação
natural dos tecidos corporais mortos. Isso
pode ocorrer de 3 formas:
Saponificação
 Como o próprio nome diz, o corpo fica com a
textura semelhante à do sabão. Isso é devido à
formação de uma substância chamada
adipocera, que vai preservar o aspecto
morfológico do corpo. Ocorre em corpos
sepultados em locais de solo argiloso úmido, em
corpos mantidos na água, ou em valas comuns
que possuem vários corpos juntos;
Mumificação
 Quando um corpo é sepultado em solos arenosos
e secos, ou mesmo mantidos em altitudes nas
quais a umidade é muito baixa, o corpo irá sofrer
um dessecamento progressivo, que passa a
preservar, de certa forma, o seu aspecto
morfológico;
Petrificação
 Calcificação é a deposição mineral sobre o corpo.
 Fenômeno conservador muito raro
 Petrificação ou calcificação corporal
 Forma intra-uterina
 forma mais comum
 ocorre na morte fetal retida
 litopédios - criança de pedra
 Forma extra-uterina
 raríssimo
 mecanismo
 putrefação muito rápida
 assimilação de sais calcários pelo esqueleto
 resultado de aparência pétrea e grande peso - (fóssil)
Analise o CASO
FENÔMENOS CADAVÉRICOS  E SUAS TRANSFORMAÇÕES
FENÔMENOS CADAVÉRICOS  E SUAS TRANSFORMAÇÕES
FENÔMENOS CADAVÉRICOS  E SUAS TRANSFORMAÇÕES
FENÔMENOS CADAVÉRICOS  E SUAS TRANSFORMAÇÕES
FENÔMENOS CADAVÉRICOS  E SUAS TRANSFORMAÇÕES
FENÔMENOS CADAVÉRICOS  E SUAS TRANSFORMAÇÕES
FENÔMENOS CADAVÉRICOS  E SUAS TRANSFORMAÇÕES

FENÔMENOS CADAVÉRICOS E SUAS TRANSFORMAÇÕES

  • 1.
  • 2.
    O Que OcorreCom um Corpo Após a Morte? O CORPO FALA Normalmente quando se escuta essa frase, ela está se referindo à linguagem corporal de uma pessoa, mas na área FORENSE ela também pode ser aplicada. Quando uma pessoa morre, o seu corpo passa a sofrer mudanças causadas pelos elementos da natureza. São os fenômenos cadavéricos, e eles podem dizer muito ao PROFISSIONAL DA ÁREA FORENSE.
  • 3.
    Fenômenos abióticos São todosos fenômenos que evidenciam a ausência de vida. Podem ser:  Imediatos: surgem imediatamente após a ocorrência da morte, como a perda da consciência, insensibilidade, parada respiratória e circulatória, palidez e midríase, para citar alguns. Não podem dar o diagnóstico de certeza da morte, mas, quanto maior o período de tempo em que estiverem ocorrendo, maior a possibilidade da morte real ter acontecido.
  • 4.
    Consecutivos São consequências quea morte tem no corpo humano, então aparecem depois de decorrido um certo período de tempo.  Esfriamento: o corpo perde sua temperatura habitual para o meio ambiente em que se encontra;  Desidratação: os mecanismos de manutenção da homeostase corporal cessam, levando à perda de água corporal. Os tecidos mais expostos ficam ressecados (olhos, pele e mucosas, por exemplo);  Rigidez cadavérica (rigor mortis): a parada do metabolismo leva à formação de pontes de actomiosina nas fibrilas musculares, o que por sua vez causa o enrijecimento dos músculos;  Manchas de hipóstase: devido à ação da gravidade, o sangue passa a se acumular nas partes mais baixas do corpo, de acordo com a sua posição. Não se forma nas áreas em que há compressão tecidual, como onde as vestimentas estão comprimindo o corpo.
  • 5.
    Esfriamento do corpo Com a morte o indivíduo perda a homeotermia e sua temperatura se iguala à ambiente, geralmente mais frio.  tendência ao equilíbrio com o meio ambiente, progressivo e não uniforme  esfriamento médio de 1,5º/h  alterações na velocidade do resfriamento  mais lento  obesos  envoltos em roupas ou cobertores  ambientes fechados ou sem circulação de ar  vítimas de insolacão, intermação, envenenamento e doenças infecciosas agudas  mais rápido  crianças e velhos  doenças crônicas e grandes hemorragias  termômetro retal  Necrômetro de Bouchut  Tanatômetro de Nasse  introduzido 10cm
  • 6.
    Com a morte,em locais sem umidade, o corpo se desidratará.  perda de peso  fetos e recém-nascidos - até 8g/Kg/dia - nas primeiras horas até 18 g/Kg/dia  pergaminhamento da pele  dessecação cutânea  endurecimento cutâneo  tonalidade pardacenta ou parda-avermelhada  estrias decorrentes de arborizações vasculares  dessecamento labial e mucoso  mais intenso em recém-nascidos e crianças  lábios se tornam duros e pardacentos  pode simular ações traumáticas ou cáusticas  modificação dos globos oculares  tela viscosa - sinal de Stenon-Louis  turvação da córnea transparente  mancha negra da esclerótica - livor sclerotinae nigricencens - Sinal de Sommer e Larcher  após 8 horas da morte, deformação da íris e pupila à pressão digital - Sinal de Ripault
  • 7.
    Instalam-se a partirda morte Indicam a realidade da morte
  • 10.
    Rigor Mortis  Rigormortis ou rigidez cadavérica é o fenômeno temporário e variável de enrijecimento muscular..  Mecanismo  após a morte: um relaxamento muscular generalizado  hipóxia celular  não formação de ATP  alteração da permeabilidade das membranas celulares  formação de actomiosina  ação da glicólise anaeróbica  acúmulo de ácido láctico  Ordem de aparecimento - Lei de Nysten – Sommer  face, mandíbula e pescoço  membros superiores e tronco  membros inferiores  desaparecimento na mesma ordem  Cronologia  aparecimento - 1 a 2 horas após a morte  grau máximo - 8 horas  desfazimento - 24 h  início da putrefação  coagulação das albuminas  acidificação  quebra do sistema coloidal
  • 12.
    Livor Mortis Livor cadavéricoé a deposição do sangue livre no sistema circulatório nas regiões de declive do corpo, exceto zonas de pressão.  Modalidades  Manchas de hipóstase cutâneas  Livores viscerais  pulmões  fígado  rins  baço  intestinos  encéfalo  fenômenos constantes - exceção em grandes hemorragias  regiões inferiores do cadáver exceto regiões de pressão - exceção: livores paradoxos  forma de placas - exceção: púrpuras hipostáticas  mecanismo  parada da circulação  ação da gravidade  acúmulo sanguíneo intravascular nas partes mais baixas do corpo - exceção: regiões de pressão  coloração  regra: violácea  cronologia  aparecimento: 2 a 3 horas após a morte
  • 14.
    O espasmo cadavérico Fenômeno controverso e raro  Manutenção da última posição da vítima antes de morrer  Se mantém até a instalação da rigidez muscular
  • 16.
    Fenômenos transformativos São osfenômenos que, de alguma forma, alteram o aspecto do corpo morto e colaboram tanto para a sua destruição quanto para a sua conservação com o passar do tempo. Podem ser destrutivos ou conservativos:
  • 17.
    Fenômenos transformativos: Destrutivos  Autólise:é o processo de destruição causado por enzimas que estão presentes em células e tecidos do corpo. Com a parada do metabolismo, passam a atuar nos locais onde normalmente são produzidas, o que leva à degradação, e prejudica a análise microscópica de tecidos que poderiam auxiliar na determinação da causa da morte; Ação que consiste na destruição ou aniquilamento dos tecidos e/ou células que se encontram no próprio organismo (corpo) por suas próprias enzimas.
  • 18.
     Putrefação: devidoà ação de micro-organismos endógenos e exógenos ao corpo, este vai sendo destruído com o passar do tempo. É dividida em etapas:  Etapa de coloração: entre 18 e 24 horas após a morte, uma mancha verde começa a surgir na região abdominal e evolui com um progressivo escurecimento da pele e outros tecidos;  Etapa gasosa: nessa etapa que dura em torno de 2 semanas, os gases gerados pela putrefação se infiltram nos tecidos corporais, causando um aumento do volume do corpo e bolhas flácidas de gás na pele;  Etapa de liquefação: com o passar dos meses, os tecidos putrefeitos vão lentamente se soltando dos ossos, o que leva à última etapa da putrefação:  Etapa de esqueletização: a depender da localização do corpo, e do ambiente em que se encontra, pode durar de 2 a 5 anos. É nessa fase que os ossos do corpo começam a ficar expostos, até serem tudo o que resta.
  • 19.
    Coloração Fase de coloraçãoou cromática decorre de processos oxidativos que escurecem a pele.  Mancha verde abdominal  Primeiro local da fase de coloração  Fossa ilíaca direita  o ceco é a parte mais dilatada e livre  maior acúmulo de gases  proximidade com a parede abdominal  concentração de bactérias  Cronologia do aparecimento  verão - 18 a 24hs  inverno - 36 a 48  Mecanismo e evolução  atividade bacteriana - Clostrídium welchii  formação de metano, gás carbônico, amônia e mercaptanos, gás sulfídrico  gás sulfídrico + hemoglobina = sulfohemoglobina ou sulfometahemoglobina = verde  progressão por todo o corpo  escurecimento progressivo - verde enegrecido a negro  Aparecimento da circulação póstuma de Brouardel  Nos fetos  início pela parte superior do tórax, face e pescoço  conteúdo intestinal estéril  bactérias nas vias aéreas
  • 22.
    Gasosa  Fase gasosaou enfisematosa decorre do aumento de volume pelos gases da putrefação.  Cronologia  perceptibilidade - 48 a 72 horas  grau máximo - 5 a 7 dias  Mecanismo  ação de bactérias saprófitas  Formação de gases da putrefação - inflamáveis  decomposição protéica  liberação de compostos nitrogenados - ptomaínas (odor desagradabilíssimo)  Aumento da pressão abdominal  prolapso do útero - eventual parto post-mortem  prolapso do reto  elevação do diafragma  compressão pulmonar - saída de líquido avermelhado pela boca e narinas  sangue proveniente do rompimento alveolar
  • 23.
     Superfície  destacamentototal da epiderme  perda de fâneros  bolhas epidérmicas de conteúdo líquido hemoglobínico - baixo teor protéico  circulação póstuma de Brouardel  pressão sobre grandes vasos  escoamento passivo do sangue periferia  destacamento da epiderme  coloração escura do sangue  36 e 48 horas após a morte  Aspecto gigantesco  protusão ocular  protusão lingual  distensão dos órgãos genitais masculinos  posição de lutador
  • 24.
     Vísceras maciças amolecimento  superfície de corte com numerosas pequenas cavidades - queijo suíço  Coração  amolecido, pardo, com creptação  Pulmões  colabados - pardos escuros ou cinza enegrecido  cavidades pleurais - até 200 ml. de líquido pardo-escuro  Cérebro  perda da estrutura - "derretimento"  massa pegajosa cinza escura
  • 28.
    Coliquativa  Fase naqual os tecidos moles do corpo se liquefazem.  Dissolução pútrida do cadáver - deliqüescência cadavérica  Desintegração de partes moles  redução do volume  deformação  liberação dos gases  Inúmeras larvas  Cronologia  extremamente variável  início - 3 semanas após o óbito  término - vários meses
  • 30.
    Esqueletização  Fase daputrefação em que, ao final, remanesce o esqueleto.  Fase que se mescla à coliquativa  Final do processo destrutivo cadavérico  Resultado final é o esqueleto livre de partes moles  Cronologia muito variável  início - terceira a quarta semana  término - seis meses  fatores  clima  ambiente (+ fauna cadavérica)  ar livre  inumação  submersão
  • 32.
    Maceração  Maceração: quandoo corpo se encontra no ambiente uterino asséptico (ou seja, sem micro- organismos), a autólise vai ocorrer em meio líquido, gerando um processo de destruição tecidual que leva a uma progressiva descamação cutânea e infiltração serossanguínea dos tecidos, bem como à flacidez de partes moles e à separação das partes ósseas. Ocorre apenas com a morte de fetos intraútero.
  • 34.
    Conservativos A depender dosfatores ambientais do local onde se encontra o corpo, ao invés dele ser destruído, pode ocorrer a preservação natural dos tecidos corporais mortos. Isso pode ocorrer de 3 formas:
  • 35.
    Saponificação  Como opróprio nome diz, o corpo fica com a textura semelhante à do sabão. Isso é devido à formação de uma substância chamada adipocera, que vai preservar o aspecto morfológico do corpo. Ocorre em corpos sepultados em locais de solo argiloso úmido, em corpos mantidos na água, ou em valas comuns que possuem vários corpos juntos;
  • 37.
    Mumificação  Quando umcorpo é sepultado em solos arenosos e secos, ou mesmo mantidos em altitudes nas quais a umidade é muito baixa, o corpo irá sofrer um dessecamento progressivo, que passa a preservar, de certa forma, o seu aspecto morfológico;
  • 39.
    Petrificação  Calcificação éa deposição mineral sobre o corpo.  Fenômeno conservador muito raro  Petrificação ou calcificação corporal  Forma intra-uterina  forma mais comum  ocorre na morte fetal retida  litopédios - criança de pedra  Forma extra-uterina  raríssimo  mecanismo  putrefação muito rápida  assimilação de sais calcários pelo esqueleto  resultado de aparência pétrea e grande peso - (fóssil)
  • 40.