MINERAIS

  Margarida Barbosa Teixeira
Ciclo das rochas
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Ciclo das rochas
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     Através da ação dos agentes geológicos externos, no exterior da
     crosta, as rochas preexistentes fragmentam-se e são convertidos
     em sedimentos. Estes são transportados para zonas mais baixas,
     bacias sedimentares, onde originam rochas sedimentares.


     Esta rochas sedimentares, tal como as magmáticas ou
     metamórficas, podem, no interior da geosfera, ser submetidas a
     condições de alta pressão e/ou temperatura, como acontece em
     zonas de atividade tectónica, transformando-se em rochas
     metamórficas, ou fundir-se para formar magma e, por solidificação,
     originar uma nova rocha magmática ou ígnea.
Ciclo das rochas
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     O magma formado em profundidade pode:
        solidificar lentamente no interior da geosfera formando rochas
         magmáticas plutónicas ou intrusivas,
        ascender, através de uma erupção vulcânica, e solidificar
         rapidamente à superfície, gerando rochas magmáticas vulcânicas
         ou extrusivas.


     As rochas situadas a grande profundidade acabam por aflorar à
     superfície:
        por erosão dos materiais que as cobrem
        impulsionadas pelos movimentos tectónicos das placas litosféricas
         (por exemplo, a formação de uma cordilheira origina a elevação de
         conjuntos rochosos enormes).
Rocha
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     Rocha – unidade estrutural da crosta e do manto, que possui
     características próprias, formada, geralmente, por um ou mais
     minerais associados




                                Basalto              Calcário
            Granito




                      Arenito     Turmalina   Gnaisse
    Gesso
                                                                 Pirite
Mineral
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     Mineral – corpo sólido com estrutura cristalina, natural, inorgânico
     e com composição definida ou variável dentro de certos limites.




                             Turmalina

                                                                  Pirite
    Gesso
Mineral
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                        Quartzo
     Quartzo fumado     leitoso   Berilo (esmeralda)




     Halite (NaCl)    Biotite
                                            Magnetite
Mineral
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     Corpo sólido                 Água, petróleo, e mercúrio não são minerais.
                                    O gelo de um glaciar pode ser considerado um mineral.

     Cristalino               As partículas apresentam um arranjo
                                 ordenado (arranjo regular, periódico, dos
                                 átomos, iões ou moléculas em 3 direções do
                                 espaço).

     Natural              Na sua formação não há intervenção humana.


     Inorgânico                Âmbar, carvão e petróleo não são minerais.


     Com composição química definida                     É formada pelos mesmos
      ou variável dentro de certos limites                  elementos nas mesmas
                                                           proporções.
       Alguns elementos podem se
        intersubstituir em proporções variáveis.
Mineral
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     Mineralóide  Corpo sólido, natural, inorgânico, sem estrutura cristalina
      (com estrutura amorfa ou vítrea – a distribuição das partículas é aleatória).
      Ex. Opala (sílica amorfa hidratada).




                                                                    Opala
Estrutura cristalina
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     Os minerais ocorrem na natureza sob a forma de cristais.
     Os cristais são porções de matéria mineral com estrutura interna ordenada
     que, sob condições favoráveis de formação, podem ser limitados por faces
     planas.
     O cristal pode ser:




      - euédrico – mineral totalmente limitado por faces bem desenvolvidas.

      - subédrico – o mineral apresenta faces parcialmente bem desenvolvidas.

      - anédrico – o mineral não apresenta qualquer tipo de faces.
Estrutura cristalina
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     A cristalização é condicionada por fatores externos:
       - agitação do meio
       - tempo
       - espaço disponível
       -temperatura.


     Uma estrutura só é cristalina quando os seus átomos ou iões se dispõem
     ordenadamente formando uma rede tridimensional regular e característica
     de cada espécie mineral – rede cristalina.
Estrutura cristalina
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      Rede cristalina




       Rede cristalina - Rede tridimensional formada pela repetição, em
       3 direções do espaço, do paralelepípedo-malha ou malha elementar.

       Paralelepípedo-malha ou malha elementar é a unidade
       paralelepipédica formada em função do tipo e comportamento dos átomos
       ou iões que constituem o mineral.
Classificação dos Minerais
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Propriedades químicas dos Minerais
14


      Identificação de minerais por testes químicos
Propriedades químicas dos Minerais
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  Classificação
   química de
   minerais
Propriedades químicas dos Minerais
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      Classificação química de minerais
       Elementos nativos
        A maioria das espécies minerais é constituída por dois ou mais elementos
       que se combinam entre si, de acordo com as suas afinidades químicas.

       Os minerais constituídos apenas por um elemento químico – elementos
       nativos – são raros (ouro, a prata, o diamante, o enxofre e o cobre).
Propriedades químicas dos Minerais
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      Classificação química de minerais
      Os sulfuretos
Propriedades químicas dos Minerais
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      Classificação química de minerais
      Os óxidos e hidróxidos
Propriedades químicas dos Minerais
19


  Classificação química de minerais
     Silicatos
     Os silicatos são os principais constituintes das rochas.

     Os silicatos constituem cerca de 95% do peso e do volume da crosta terrestre.

     A estrutura básica dos silicatos é o tetaedro (SiO4)4- :

                           • o silício (Si4+) ocupa a região central, rodeado por
                             quatro átomos de oxigénio (02-);
                           • o silício pode ser substituído pelo alumínio (Al3+) -
                             aluminossilicatos;
Propriedades químicas dos Minerais
20


  Classificação química de minerais
     Diferentes arranjos dos tetaedros nos silicatos

      Os tetaedros tendem a unir-se entre si por uma série de catiões,
       que atuam como um cimento de ligação Mg2+, Fe2+, Ca2+, N+, K+ , ...
Propriedades químicas dos Minerais
21


  Classificação química de minerais
     Diferentes arranjos dos tetaedros nos silicatos
Propriedades químicas dos Minerais
22


  Isomorfismo e polimorfismo


     Durante muito tempo pensou-se que os minerais ficariam caracterizados pela
     composição química e a estrutura interna.


     Em alguns minerais ocorrem variações nestas características



                   Isomorfismo e polimorfismo
Propriedades químicas dos Minerais
23


  Isomorfismo




     Alguns iões, por apresentarem raios iónicos semelhantes, podem
     intersubstituir-se nas redes cristalinas, como por exemplo:
       Ca2+ e Na+;
       Si4+ e Al3+;
       Fe3+ e Mg2+.
Propriedades químicas dos Minerais
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  Isomorfismo

     Característica de dois ou mais minerais que possuem diferentes composições
     químicas (devida essencialmente à substituição de catiões) e estrutura
     cristalina semelhante.

     Série isomorfa ou solução sólida é um conjunto de minerais que mantendo a
     estrutura interna variam de composição química.
Propriedades químicas dos Minerais
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  Isomorfismo
     Série isomorfa das plagióclases (feldspatos calco-sódicos)




     As plagioclases são feldspatos em que os iões Na+ e Ca2+ se podem inter
     substituir, visto terem raios iónicos muito semelhantes; o mesmo acontece
     entre os iões Si4+ e Al3+ .

     Entre a anortite e a albite existem outras plagioclases intermédias:
     bitaunite, labradorite, andesite e a oligóclase.
Propriedades químicas dos Minerais
26


 Isomorfismo
     Série isomorfa das olivinas - minerais cuja fórmula química é (Fe,Mg)2 SiO4.




      Como os raios iónicos do ferro e do magnésio são semelhantes, estes podem
      se intersubstituir na estrutura cristalina, total ou parcialmente.

                                         
                               diferentes olivinas:
          Forsterite apenas apresenta magnésio,
          Outras olivinas com composição variável em Fe e Mg,
          Faialite apresenta apenas ferro.
Propriedades químicas dos Minerais
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  Polimorfismo
     Característica de dois ou mais minerais que têm a mesma composição química
     e estruturas cristalinas diferentes.

     O carbonato de cálcio pode formar dois minerais diferentes, a calcite e a
     aragonite.

     O carbono pode cristalizar originando dois minerais diferentes - diamante e
     grafite - com arranjos diferentes dos átomos de carbono.
Propriedades químicas dos Minerais
28

  Polimorfismo



                   A linha vermelha marca os limites de
                   estabilidade entre a grafite e o
                   diamante, nas condições indicadas no
                   gráfico.

                   As formas cristalinas são diferentes
                   pois formaram-se em condições
                   diferentes:
                      - a baixa pressão forma-se a
                        grafite;
                      - a alta pressão forma-se o
                        diamante, mineral mais denso.
Propriedades físicas dos Minerais
29
Propriedades físicas dos Minerais
30

  Brilho
     O brilho é o efeito produzido pela intensidade e qualidade da luz
     refletida numa superfície de fratura recente do mineral.

     O brilho pode ser:

       - metálico – intenso, característico dos minerais opacos;

       - submetálico – . semelhante mas menos intenso do que o metálico
                       . característico dos minerais quase opacos;

      - não metálico - . característico dos minerais translúcidos e dos
                        transparentes.
                      . pode ser vítreo, sedoso, adamantino, resinoso, nacarado,
                      ceroso ou gorduroso.
Propriedades físicas dos Minerais
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  Cor
                                                              Alocromáticos


                                                                                               corindo

           Idiocromáticos




     Quanto à cor os minerais classificam-se em idiocromáticos e alocromáticos.

     Idiocromáticos - cor própria não variável.

     Alocromáticos - cor variável, devido à presença de elementos que
     substituem os elementos do mineral.
     Ex: o corindo, geralmente incolor, se integrar ferro e titânio fica azul (safira), se integrar crómio
     fica vermelho (rubi).
Propriedades físicas dos Minerais
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  Risca


                 A risca é a cor do mineral quando
                 reduzido a pó; é constante, mas por
                 vezes diferente da cor do mineral.

                 Determina-se raspando o mineral numa
                 placa de porcelana opaca.
Propriedades físicas dos Minerais
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  Risca / Brilho

        Geralmente:

        Brilho                Luz                           Risca
     Metálico      Opacos                      Preta
     Submetálico   Quase opacos                Igual à cor (idiocromáticos)
     Não metálico Translúcidos/transparentes   Clara ou incolor (alocromáticos)
Propriedades físicas dos Minerais
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  Clivagem
                    Clivagem é a tendência do mineral
                    se dividir preferencialmente
                    segundo superfícies planas e
                    brilhantes, em determinadas
                    direções bem definidas e
                    constantes.

                    Os planos de clivagem resultam de
                    ligações químicas entre as
                    partículas mais fracas em
                    determinadas direções da rede
                    cristalina.

                    O mineral divide-se segundo essas
                    direções.
Propriedades físicas dos Minerais
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  Fratura

     As partículas da rede cristalina estão submetidas a forças igualmente
     fortes em todas as direções.



     O mineral divide-se segundo superfícies irregulares, sem direção
     privilegiada.

     Fragmentos de superfícies irregulares e de diferentes tamanhos.
Propriedades físicas dos Minerais
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  Dureza                                         1 – Talco

                                                  2 – Gesso
     Dureza é resistência que o mineral oferece
     ao ser arriscado por outro mineral, ou por   3 – Calcite
     determinados objetos.
                                                  4 – Fluorite

                                                  5 – Apatite

                                                  6 – Ortóclase

                                                  7 – Quartzo hialino

                                                  8 – Topázio

                                                  9 – Corindo hialino

                                                  10 - Diamante
                 Escala de Mohs
Propriedades físicas dos Minerais
37

  Dureza
     Ensaios preliminares – para delimitar os termos da escala a utilizar.
Propriedades físicas dos Minerais
38

  Dureza
     A dureza relativa é medida segundo uma escala crescente de dez termos -
     escala de Mohs.
     Na escala de Mohs o aumento da dureza absoluta entre diferentes membros
     não é sempre o mesmo (o intervalo de dureza absoluta entre minerais consecutivos é muito
     diferente).
     Traduz a facilidade ou dificuldade com que um mineral se desgasta
     quando é sujeito à ação da erosão e transporte.
     Determina-se riscando (provocando um sulco com uma aresta viva) um dos
     minerais da escala e vice-versa
     Um mineral:
     - que risque e seja riscado por um termo da escala, ou se não se riscarem
      entre si, possui a mesma dureza relativa;
     - é mais duro que outro se o riscar sem se deixar riscar por ele;
     - risca todos os termos da escala de menor dureza e é riscado por todos os
      que possuem dureza superior;
Propriedades físicas dos Minerais
39

  Densidade

       Densidade absoluta  . Massa volúmica (g/cm3).

                                 . Densidade absoluta ou massa volúmica de uma
                                   substância é a massa por unidade de volume.

                             •   Depende da massa das partículas e do arranjo das
                                 mesmas na rede tridimensional.



        Densidade relativa . Densidade relativa à densidade da água, que se
     considera igual a 1 (1 g/cm3).

             . Os minerais de brilho:
                - não metálico têm densidade “média” (ex. quartzo d= 2,7);
                - metálico têm densidade elevada (ex. pirite d= 5,0 ; ouro d= 15)
Propriedades físicas dos Minerais
40

  Densidade
     Determinação da densidade absoluta ou massa volúmica
     Através da determinação da massa e do volume do mineral




                                       A subida da água na proveta
                                       corresponde ao volume da amostra.


                                       Massa volúmica = m/v = 2,9g/cm3
Propriedades físicas dos Minerais
41

  Densidade
     Determinação da densidade relativa
     A densidade relativa de um mineral é a relação entre a massa volúmica do
     mineral e a massa volúmica da água a 4ºC.




                                           Massa volúmica = M/V = 2,9g/cm3




         D= Massa volúmica do mineral      =   2,9g/cm3 = 2,9
            Massa volúmica da água               1g/cm3
Propriedades físicas dos Minerais
42

  Densidade

     Determinação da densidade relativa

     Usando a balança de Jolly.

                                          A deformação da mola da
                                          balança de Jolly permite
                                          a determinação do peso
                                          do mineral .

                                          Par – Págua é o valor da
                                          impulsão, ou seja, o peso de
                                          um volume de água igual ao
                                          volume do mineral.
Propriedades dos Minerais
43

2 minerais

  • 1.
    MINERAIS MargaridaBarbosa Teixeira
  • 2.
  • 3.
    Ciclo das rochas 3 Através da ação dos agentes geológicos externos, no exterior da crosta, as rochas preexistentes fragmentam-se e são convertidos em sedimentos. Estes são transportados para zonas mais baixas, bacias sedimentares, onde originam rochas sedimentares. Esta rochas sedimentares, tal como as magmáticas ou metamórficas, podem, no interior da geosfera, ser submetidas a condições de alta pressão e/ou temperatura, como acontece em zonas de atividade tectónica, transformando-se em rochas metamórficas, ou fundir-se para formar magma e, por solidificação, originar uma nova rocha magmática ou ígnea.
  • 4.
    Ciclo das rochas 4 O magma formado em profundidade pode:  solidificar lentamente no interior da geosfera formando rochas magmáticas plutónicas ou intrusivas,  ascender, através de uma erupção vulcânica, e solidificar rapidamente à superfície, gerando rochas magmáticas vulcânicas ou extrusivas. As rochas situadas a grande profundidade acabam por aflorar à superfície:  por erosão dos materiais que as cobrem  impulsionadas pelos movimentos tectónicos das placas litosféricas (por exemplo, a formação de uma cordilheira origina a elevação de conjuntos rochosos enormes).
  • 5.
    Rocha 5 Rocha – unidade estrutural da crosta e do manto, que possui características próprias, formada, geralmente, por um ou mais minerais associados Basalto Calcário Granito Arenito Turmalina Gnaisse Gesso Pirite
  • 6.
    Mineral 6 Mineral – corpo sólido com estrutura cristalina, natural, inorgânico e com composição definida ou variável dentro de certos limites. Turmalina Pirite Gesso
  • 7.
    Mineral 7 Quartzo Quartzo fumado leitoso Berilo (esmeralda) Halite (NaCl) Biotite Magnetite
  • 8.
    Mineral 8  Corpo sólido   Água, petróleo, e mercúrio não são minerais.  O gelo de um glaciar pode ser considerado um mineral.  Cristalino   As partículas apresentam um arranjo ordenado (arranjo regular, periódico, dos átomos, iões ou moléculas em 3 direções do espaço).  Natural   Na sua formação não há intervenção humana.  Inorgânico   Âmbar, carvão e petróleo não são minerais.  Com composição química definida   É formada pelos mesmos ou variável dentro de certos limites elementos nas mesmas  proporções.  Alguns elementos podem se intersubstituir em proporções variáveis.
  • 9.
    Mineral 9  Mineralóide  Corpo sólido, natural, inorgânico, sem estrutura cristalina (com estrutura amorfa ou vítrea – a distribuição das partículas é aleatória). Ex. Opala (sílica amorfa hidratada). Opala
  • 10.
    Estrutura cristalina 10 Os minerais ocorrem na natureza sob a forma de cristais. Os cristais são porções de matéria mineral com estrutura interna ordenada que, sob condições favoráveis de formação, podem ser limitados por faces planas. O cristal pode ser: - euédrico – mineral totalmente limitado por faces bem desenvolvidas. - subédrico – o mineral apresenta faces parcialmente bem desenvolvidas. - anédrico – o mineral não apresenta qualquer tipo de faces.
  • 11.
    Estrutura cristalina 11 A cristalização é condicionada por fatores externos: - agitação do meio - tempo - espaço disponível -temperatura. Uma estrutura só é cristalina quando os seus átomos ou iões se dispõem ordenadamente formando uma rede tridimensional regular e característica de cada espécie mineral – rede cristalina.
  • 12.
    Estrutura cristalina 12  Rede cristalina Rede cristalina - Rede tridimensional formada pela repetição, em 3 direções do espaço, do paralelepípedo-malha ou malha elementar. Paralelepípedo-malha ou malha elementar é a unidade paralelepipédica formada em função do tipo e comportamento dos átomos ou iões que constituem o mineral.
  • 13.
  • 14.
    Propriedades químicas dosMinerais 14  Identificação de minerais por testes químicos
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    Propriedades químicas dosMinerais 15  Classificação química de minerais
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    Propriedades químicas dosMinerais 16  Classificação química de minerais Elementos nativos A maioria das espécies minerais é constituída por dois ou mais elementos que se combinam entre si, de acordo com as suas afinidades químicas. Os minerais constituídos apenas por um elemento químico – elementos nativos – são raros (ouro, a prata, o diamante, o enxofre e o cobre).
  • 17.
    Propriedades químicas dosMinerais 17  Classificação química de minerais Os sulfuretos
  • 18.
    Propriedades químicas dosMinerais 18  Classificação química de minerais Os óxidos e hidróxidos
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    Propriedades químicas dosMinerais 19  Classificação química de minerais Silicatos Os silicatos são os principais constituintes das rochas. Os silicatos constituem cerca de 95% do peso e do volume da crosta terrestre. A estrutura básica dos silicatos é o tetaedro (SiO4)4- : • o silício (Si4+) ocupa a região central, rodeado por quatro átomos de oxigénio (02-); • o silício pode ser substituído pelo alumínio (Al3+) - aluminossilicatos;
  • 20.
    Propriedades químicas dosMinerais 20  Classificação química de minerais Diferentes arranjos dos tetaedros nos silicatos  Os tetaedros tendem a unir-se entre si por uma série de catiões, que atuam como um cimento de ligação Mg2+, Fe2+, Ca2+, N+, K+ , ...
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    Propriedades químicas dosMinerais 21  Classificação química de minerais Diferentes arranjos dos tetaedros nos silicatos
  • 22.
    Propriedades químicas dosMinerais 22  Isomorfismo e polimorfismo Durante muito tempo pensou-se que os minerais ficariam caracterizados pela composição química e a estrutura interna. Em alguns minerais ocorrem variações nestas características Isomorfismo e polimorfismo
  • 23.
    Propriedades químicas dosMinerais 23  Isomorfismo Alguns iões, por apresentarem raios iónicos semelhantes, podem intersubstituir-se nas redes cristalinas, como por exemplo: Ca2+ e Na+; Si4+ e Al3+; Fe3+ e Mg2+.
  • 24.
    Propriedades químicas dosMinerais 24  Isomorfismo Característica de dois ou mais minerais que possuem diferentes composições químicas (devida essencialmente à substituição de catiões) e estrutura cristalina semelhante. Série isomorfa ou solução sólida é um conjunto de minerais que mantendo a estrutura interna variam de composição química.
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    Propriedades químicas dosMinerais 25  Isomorfismo Série isomorfa das plagióclases (feldspatos calco-sódicos) As plagioclases são feldspatos em que os iões Na+ e Ca2+ se podem inter substituir, visto terem raios iónicos muito semelhantes; o mesmo acontece entre os iões Si4+ e Al3+ . Entre a anortite e a albite existem outras plagioclases intermédias: bitaunite, labradorite, andesite e a oligóclase.
  • 26.
    Propriedades químicas dosMinerais 26  Isomorfismo Série isomorfa das olivinas - minerais cuja fórmula química é (Fe,Mg)2 SiO4. Como os raios iónicos do ferro e do magnésio são semelhantes, estes podem se intersubstituir na estrutura cristalina, total ou parcialmente.  diferentes olivinas:  Forsterite apenas apresenta magnésio,  Outras olivinas com composição variável em Fe e Mg,  Faialite apresenta apenas ferro.
  • 27.
    Propriedades químicas dosMinerais 27  Polimorfismo Característica de dois ou mais minerais que têm a mesma composição química e estruturas cristalinas diferentes. O carbonato de cálcio pode formar dois minerais diferentes, a calcite e a aragonite. O carbono pode cristalizar originando dois minerais diferentes - diamante e grafite - com arranjos diferentes dos átomos de carbono.
  • 28.
    Propriedades químicas dosMinerais 28  Polimorfismo A linha vermelha marca os limites de estabilidade entre a grafite e o diamante, nas condições indicadas no gráfico. As formas cristalinas são diferentes pois formaram-se em condições diferentes: - a baixa pressão forma-se a grafite; - a alta pressão forma-se o diamante, mineral mais denso.
  • 29.
  • 30.
    Propriedades físicas dosMinerais 30  Brilho O brilho é o efeito produzido pela intensidade e qualidade da luz refletida numa superfície de fratura recente do mineral. O brilho pode ser: - metálico – intenso, característico dos minerais opacos; - submetálico – . semelhante mas menos intenso do que o metálico . característico dos minerais quase opacos; - não metálico - . característico dos minerais translúcidos e dos transparentes. . pode ser vítreo, sedoso, adamantino, resinoso, nacarado, ceroso ou gorduroso.
  • 31.
    Propriedades físicas dosMinerais 31  Cor Alocromáticos corindo Idiocromáticos Quanto à cor os minerais classificam-se em idiocromáticos e alocromáticos. Idiocromáticos - cor própria não variável. Alocromáticos - cor variável, devido à presença de elementos que substituem os elementos do mineral. Ex: o corindo, geralmente incolor, se integrar ferro e titânio fica azul (safira), se integrar crómio fica vermelho (rubi).
  • 32.
    Propriedades físicas dosMinerais 32  Risca A risca é a cor do mineral quando reduzido a pó; é constante, mas por vezes diferente da cor do mineral. Determina-se raspando o mineral numa placa de porcelana opaca.
  • 33.
    Propriedades físicas dosMinerais 33  Risca / Brilho Geralmente: Brilho Luz Risca Metálico Opacos Preta Submetálico Quase opacos Igual à cor (idiocromáticos) Não metálico Translúcidos/transparentes Clara ou incolor (alocromáticos)
  • 34.
    Propriedades físicas dosMinerais 34  Clivagem Clivagem é a tendência do mineral se dividir preferencialmente segundo superfícies planas e brilhantes, em determinadas direções bem definidas e constantes. Os planos de clivagem resultam de ligações químicas entre as partículas mais fracas em determinadas direções da rede cristalina. O mineral divide-se segundo essas direções.
  • 35.
    Propriedades físicas dosMinerais 35  Fratura As partículas da rede cristalina estão submetidas a forças igualmente fortes em todas as direções. O mineral divide-se segundo superfícies irregulares, sem direção privilegiada. Fragmentos de superfícies irregulares e de diferentes tamanhos.
  • 36.
    Propriedades físicas dosMinerais 36  Dureza 1 – Talco 2 – Gesso Dureza é resistência que o mineral oferece ao ser arriscado por outro mineral, ou por 3 – Calcite determinados objetos. 4 – Fluorite 5 – Apatite 6 – Ortóclase 7 – Quartzo hialino 8 – Topázio 9 – Corindo hialino 10 - Diamante Escala de Mohs
  • 37.
    Propriedades físicas dosMinerais 37  Dureza Ensaios preliminares – para delimitar os termos da escala a utilizar.
  • 38.
    Propriedades físicas dosMinerais 38  Dureza A dureza relativa é medida segundo uma escala crescente de dez termos - escala de Mohs. Na escala de Mohs o aumento da dureza absoluta entre diferentes membros não é sempre o mesmo (o intervalo de dureza absoluta entre minerais consecutivos é muito diferente). Traduz a facilidade ou dificuldade com que um mineral se desgasta quando é sujeito à ação da erosão e transporte. Determina-se riscando (provocando um sulco com uma aresta viva) um dos minerais da escala e vice-versa Um mineral: - que risque e seja riscado por um termo da escala, ou se não se riscarem entre si, possui a mesma dureza relativa; - é mais duro que outro se o riscar sem se deixar riscar por ele; - risca todos os termos da escala de menor dureza e é riscado por todos os que possuem dureza superior;
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    Propriedades físicas dosMinerais 39  Densidade Densidade absoluta  . Massa volúmica (g/cm3). . Densidade absoluta ou massa volúmica de uma substância é a massa por unidade de volume. • Depende da massa das partículas e do arranjo das mesmas na rede tridimensional. Densidade relativa . Densidade relativa à densidade da água, que se considera igual a 1 (1 g/cm3). . Os minerais de brilho: - não metálico têm densidade “média” (ex. quartzo d= 2,7); - metálico têm densidade elevada (ex. pirite d= 5,0 ; ouro d= 15)
  • 40.
    Propriedades físicas dosMinerais 40  Densidade Determinação da densidade absoluta ou massa volúmica Através da determinação da massa e do volume do mineral A subida da água na proveta corresponde ao volume da amostra. Massa volúmica = m/v = 2,9g/cm3
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    Propriedades físicas dosMinerais 41  Densidade Determinação da densidade relativa A densidade relativa de um mineral é a relação entre a massa volúmica do mineral e a massa volúmica da água a 4ºC. Massa volúmica = M/V = 2,9g/cm3 D= Massa volúmica do mineral = 2,9g/cm3 = 2,9 Massa volúmica da água 1g/cm3
  • 42.
    Propriedades físicas dosMinerais 42  Densidade Determinação da densidade relativa Usando a balança de Jolly. A deformação da mola da balança de Jolly permite a determinação do peso do mineral . Par – Págua é o valor da impulsão, ou seja, o peso de um volume de água igual ao volume do mineral.
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