MINERALOGIA - CONCEITOS BÁSICOS Museu de Minerais e Rochas Heinz Ebert Departamento de Petrologia e Metalogenia Instituto de Geociências e Ciências Exatas
MINERAIS –  Trata-se de todo elemento ou composto químico que possui uma composição química definida e  é formado naturalmente por processos geológicos sem nenhuma influência orgânica. DEFINIÇÕES CRISTAL –  Todo mineral que possui uma forma geométrica definida pode ser caracterizado como cristal. A forma geométrica adquirida está totalmente relacionada com a organização atômica dos elementos que formam o mineral.
DEFINIÇÕES Quanto ao termo  “cristalizado”,  refere-se  ao arranjo interno tridimensional para os minerais. Os átomos constituintes de um mineral   encontram-se distribuídos ordenadamente, formando uma rede tridimensional, denominada de  retículo cristalino. A unidade que se repete é denominada de  cela unitária , que serve de base para a construção do  retículo cristalino . Madureira et al.(2000)
DEFINIÇÕES Na natureza, os cristais perfeitos são raros, mais comumente são encontrados na forma de massas irregulares. Neste último caso a cristalinidade do mineral pode ser reconhecida através de suas propriedades ópticas. Para estudarmos a cristalografia dos minerais, fazemos uso da simetria cristalográfica, através do uso de elementos abstratos (planos, eixos e centro) e suas respectivas operações de simetria (reflexão, rotação e inversão).
DEFINIÇÕES É denominado eixo de simetria uma reta imaginária que passa pelo centro geométrico do cristal e ao redor da qual, num giro total de 360º, uma feição geométrica do cristal se repete certo número de vezes. Madureira et al.(2000)
DEFINIÇÕES O conjunto de possíveis elementos de simetria encontrados em um cristal é chamado de grau ou classe de simetria . Na natureza existem 32 graus de simetria, agrupados de acordo com a similaridade de seus elementos de simetria em sete sistemas cristalinos, sendo:
DEFINIÇÕES Madureira et al.(2000)
ORIGEM Os minerais podem ser classificados de acordo com sua origem, sendo: Minerais magmáticos  são aqueles que resultam da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas.  Diamante
ORIGEM Minerais metamórficos  originam-se principalmente  pela ação da temperatura, pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas, sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. Granada
ORIGEM Minerais sublimados  são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor, como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. Enxofre
Minerais pneumatolíticos  são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos  da cristalização magmática, desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. ORIGEM Turmalina
ORIGEM Minerais formados a partir de soluções  originam-se pela deposição devido a evaporação, variações de temperatura, pressão, porosidade, pH e/ou eH. Evaporação do solvente : neste processo a precipitação ocorre quando a  concentração ultrapassar o coeficiente de solubilidade pelo processo de evaporação, fato que ocorre principalmente em regiões quentes e secas, formando sulfatos (anidrita, gipsita etc.), halogenetos (halita, silvita etc.) etc. Gipsita
ORIGEM Perda de gás agindo como solvente : processo que ocorre quando uma solução contendo gases entra em contados com rochas provocando reação, a exemplo do que ocorre quando solução aquosa contendo dióxido de carbono entra em contato com rochas calcárias,  caso em que o carbonato de cálcio é parcialmente dissolvido formando o bicarbonato de cálcio (CaH 2 (CO 3 ) 2 ), composto solúvel na solução.   Caverna calcária
ORIGEM Diminuição da temperatura e/ou pressão : as soluções de origem profunda resultantes de transformações metamórficas (desidratação, descarbonatação, etc.) ou de cristalizações magmáticas normalmente contêm significativas quantidade de material dissolvido. Quando essas soluções esfriam ou a pressão diminui, formam-se minerais hidrotermais, depositados na forma de veios ou filões.  Quartzo
ORIGEM Interação de soluções : O encontro de soluções aquosas com solutos diferentes, ao interagirem, pode   formar composto insolúvel ou com coeficiente de solubilidade bem mais baixo, que se precipita. Como exemplo pode ser citado o encontro de uma solução com sulfato de cálcio (CaSO 4 ) com outra contendo carbonato de bário (BaCO 3 ), resultando na formação de um precipitado de barita (BaSO 4 ). Barita
ORIGEM Interação de gases com soluções : A passagem de gás por uma solução contendo íons pode gerar precipitados, a exemplo do que ocorre com a passagem de H 2 S (gás sulfídrico) por uma solução contendo cátions de Fe, Cu, Zn etc.,  formando sulfetos de ferro como pirita (FeS 2 ), calcopirita (CuFeS 2 ), esfalerita (ZnS), etc.. Pirita
ORIGEM Ação de organismos sobre soluções : Esse processo resulta da ação dos organismos vivos, animais ou vegetais, sobre as soluções. Dessa forma um grande número de seres marinhos (corais, crinóides, moluscos etc.) extraem o carbonato de cálcio das águas salgadas para formar suas conchas e partes duras de seus corpos, resultando na formação de calcita (CaCO 3 ) e, em menor quantidade, aragonita (CaCO 3 ) e dolomita [MgCa(CO 3 ) 2 ].  Calcita
CLASSIFICAÇÃO  QUÍMICA Elementos Nativos Ouro (Au)  Sulfetos Galena (PbS)
CLASSIFICAÇÃO  QUÍMICA Óxidos Hematita (Fe 2 O 3 ) Halóides Fluorita (CaF 2 )
CLASSIFICAÇÃO  QUÍMICA Nitratos Salitre (KNO 3 ) Boratos Bórax Na 2 B 4 O 5 (OH) 4 .8(H 2 O)
CLASSIFICAÇÃO  QUÍMICA Carbonatos Malaquita (CuCO 3 ) Sulfatos Barita (BaSO 4 )
CLASSIFICAÇÃO  QUÍMICA Volframatos e Molibdatos Scheelita  (CaWO 4 ) Fosfatos Apatita (Ca 5 (PO 4 ) 3 (F,OH,Cl))
CLASSIFICAÇÃO  QUÍMICA Silicatos Quartzo (SiO2) Feldspato – Microclínio(KAlSi 3 O 8 )
IDENTIFICAÇÃO Para a identificação dos minerais através de suas propriedades físicas e morfológicas, que são decorrentes de suas composições químicas e de suas estruturas cristalinas, utilizamos características como: hábito, transparência, brilho, cor, traço, dureza, fratura, clivagem, densidade relativa, geminação e propriedades elétricas e magnéticas.
IDENTIFICAÇÃO Hábito –  Forma geométrica externa, habitual, exibida pelos cristais dos minerais, que reflete a sua estrutura cristalina. Limonita – hábito cúbico Quartzo – hábito prismático
IDENTIFICAÇÃO Transparência –  São os minerais que não absorvem ou absorvem pouco a luz. Os que absorvem a luz são considerados translúcidos e dificultam que as imagens sejam reconhecidas através deles. Diamante transparente
IDENTIFICAÇÃO Brilho –  Trata-se da quantidade de luz refletida pela superfície de um mineral. Os minerais que refletem mais de 75% da luz exibem brilho metálico. Galena com brilho metálico Topázio com brilho vítreo
IDENTIFICAÇÃO Cor –  A cor exibida por um mineral é o resultado da absorção seletiva da luz. O fato de o mineral absorver mais um determinado comprimento de onda do que os outros faz com que os comprimentos de onda restantes se componham numa cor diferente da luz branca que chegou ao mineral.  Os principais fatores que colaboram para a absorção seletiva são a presença de elementos químicos de transição como Fe, Cu, Ni, V e Cr.
IDENTIFICAÇÃO Vanadinita Pb 5 (VO 4 ) 3 Cl Azurita Cu 3 (CO 3 ) 2 (OH) 2 Granada - Fe 3 Al 2 (Si 3 O 12 )
IDENTIFICAÇÃO Traço –  Trata-se da cor do pó do mineral, sendo obtida riscando o mineral contra uma placa ou uma fragmento de porcelana de cor branca. Hematita – Traço vermelho Magnetita – Traço amarelo
IDENTIFICAÇÃO Dureza –  É a resistência que o mineral apresenta ao ser riscado. Para a classificação utiliza-se a escala de  Mohs , que utiliza como parâmetros a dureza de minerais comuns, variando de 1 até 10. Madureira et al.(2000)
IDENTIFICAÇÃO Fratura  – Refere-se a superfície irregular e curva resultante da quebra do mineral. Obviamente é controlada pela estrutura atômica interna do mineral, podendo ser irregulares ou conchoidais. Quartzo com fratura conchoidal
IDENTIFICAÇÃO Clivagem  – São muito freqüentes, trata-se de superfícies de quebra que constituem planos de notável regularidade. Os tipos mais comuns são: Romboédrica - Calcita
Octaédrica - Fluorita Cúbica - Galena IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO Densidade relativa  – É o número que indica quantas vezes certo volume de mineral é mais pesado que o mesmo volume de água a  4 ºC. Na maioria dos minerais, a densidade relativa varia entre 2,5 e 3,3. Alguns minerais que contém elementos de alto peso atômico (Ba, Sn, Pb, Sr, etc. ) apresentam uma densidade superior a 4. Cassiteria  (SnO 2 ) – densidade relativa: 6,8 – 7,1
IDENTIFICAÇÃO Geminação  – É a propriedade de certos cristais de se desenvolverem de maneira regular. A geminação pode ser classificada como simples (dois cristais intercrescidos) ou múltipla (polissintética). Estaurolita – geminação simples em cruz. Labradorita – geminação polissintética.
Propriedades elétricas –  Muitos minerais são bons condutores de eletricidade, como é o caso dos elementos nativos (Cu, Au, Ag, etc.) e outros, são classificados como semicondutores (sulfetos). Alguns minerais são classificados como magnéticos, como é o caso da magnetita e a pirrotita, pois geram um campo magnético em sua volta com intensidade variável. IDENTIFICAÇÃO Magnetita (Fe 3 O 4 )
DANA - HURLBURT JR, C.S. - 1969 - Manual de Mineralogia, Vol. I e II - Ao livro Técnico USP, Rio de Janeiro (Trad. Rui Ribeiro Franco). ERNST, W.G. - 1971 - Minerais e Rochas - Ed. Blucher S.A., São Paulo FORD, W.E. - Dana‘s Textbook of Mineralogy - Ed. Hohn Willey and Song, New York KLOCKMANN, F. e RANDAKR, P. 1961. Tratado de Mineralogia, Ed. Gustavo Gili S.A., Barcelona LEINZ, V. e SOUZA CAMPOS, J.E. de - 1968 - Guia para Determinação de Minerais Companhia Editora Nacional, São Paulo. MADUREIRA Fº, J.B.; ATENCIO, D.; McREATH, I. Minerais e Rochas: Constituintes da Terra sólida. In: TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M.C.M. de; FAIRCHILD, T.R.; TAIOLI, F. (Coordenadores), Decifrando a Terra. São Paulo: Editora Oficina, 2000, p. 27 – 37. PHILIPS, F.C. - 1978 - Introduccion a la Cristalografia. Ed. Paraninfo S.A. Madrid

Apresentação mineralogia

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    MINERALOGIA - CONCEITOSBÁSICOS Museu de Minerais e Rochas Heinz Ebert Departamento de Petrologia e Metalogenia Instituto de Geociências e Ciências Exatas
  • 2.
    MINERAIS – Trata-se de todo elemento ou composto químico que possui uma composição química definida e é formado naturalmente por processos geológicos sem nenhuma influência orgânica. DEFINIÇÕES CRISTAL – Todo mineral que possui uma forma geométrica definida pode ser caracterizado como cristal. A forma geométrica adquirida está totalmente relacionada com a organização atômica dos elementos que formam o mineral.
  • 3.
    DEFINIÇÕES Quanto aotermo “cristalizado”, refere-se ao arranjo interno tridimensional para os minerais. Os átomos constituintes de um mineral encontram-se distribuídos ordenadamente, formando uma rede tridimensional, denominada de retículo cristalino. A unidade que se repete é denominada de cela unitária , que serve de base para a construção do retículo cristalino . Madureira et al.(2000)
  • 4.
    DEFINIÇÕES Na natureza,os cristais perfeitos são raros, mais comumente são encontrados na forma de massas irregulares. Neste último caso a cristalinidade do mineral pode ser reconhecida através de suas propriedades ópticas. Para estudarmos a cristalografia dos minerais, fazemos uso da simetria cristalográfica, através do uso de elementos abstratos (planos, eixos e centro) e suas respectivas operações de simetria (reflexão, rotação e inversão).
  • 5.
    DEFINIÇÕES É denominadoeixo de simetria uma reta imaginária que passa pelo centro geométrico do cristal e ao redor da qual, num giro total de 360º, uma feição geométrica do cristal se repete certo número de vezes. Madureira et al.(2000)
  • 6.
    DEFINIÇÕES O conjuntode possíveis elementos de simetria encontrados em um cristal é chamado de grau ou classe de simetria . Na natureza existem 32 graus de simetria, agrupados de acordo com a similaridade de seus elementos de simetria em sete sistemas cristalinos, sendo:
  • 7.
  • 8.
    ORIGEM Os mineraispodem ser classificados de acordo com sua origem, sendo: Minerais magmáticos são aqueles que resultam da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. Diamante
  • 9.
    ORIGEM Minerais metamórficos originam-se principalmente pela ação da temperatura, pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas, sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. Granada
  • 10.
    ORIGEM Minerais sublimados são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor, como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. Enxofre
  • 11.
    Minerais pneumatolíticos são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática, desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. ORIGEM Turmalina
  • 12.
    ORIGEM Minerais formadosa partir de soluções originam-se pela deposição devido a evaporação, variações de temperatura, pressão, porosidade, pH e/ou eH. Evaporação do solvente : neste processo a precipitação ocorre quando a concentração ultrapassar o coeficiente de solubilidade pelo processo de evaporação, fato que ocorre principalmente em regiões quentes e secas, formando sulfatos (anidrita, gipsita etc.), halogenetos (halita, silvita etc.) etc. Gipsita
  • 13.
    ORIGEM Perda degás agindo como solvente : processo que ocorre quando uma solução contendo gases entra em contados com rochas provocando reação, a exemplo do que ocorre quando solução aquosa contendo dióxido de carbono entra em contato com rochas calcárias,  caso em que o carbonato de cálcio é parcialmente dissolvido formando o bicarbonato de cálcio (CaH 2 (CO 3 ) 2 ), composto solúvel na solução. Caverna calcária
  • 14.
    ORIGEM Diminuição datemperatura e/ou pressão : as soluções de origem profunda resultantes de transformações metamórficas (desidratação, descarbonatação, etc.) ou de cristalizações magmáticas normalmente contêm significativas quantidade de material dissolvido. Quando essas soluções esfriam ou a pressão diminui, formam-se minerais hidrotermais, depositados na forma de veios ou filões. Quartzo
  • 15.
    ORIGEM Interação desoluções : O encontro de soluções aquosas com solutos diferentes, ao interagirem, pode   formar composto insolúvel ou com coeficiente de solubilidade bem mais baixo, que se precipita. Como exemplo pode ser citado o encontro de uma solução com sulfato de cálcio (CaSO 4 ) com outra contendo carbonato de bário (BaCO 3 ), resultando na formação de um precipitado de barita (BaSO 4 ). Barita
  • 16.
    ORIGEM Interação degases com soluções : A passagem de gás por uma solução contendo íons pode gerar precipitados, a exemplo do que ocorre com a passagem de H 2 S (gás sulfídrico) por uma solução contendo cátions de Fe, Cu, Zn etc., formando sulfetos de ferro como pirita (FeS 2 ), calcopirita (CuFeS 2 ), esfalerita (ZnS), etc.. Pirita
  • 17.
    ORIGEM Ação deorganismos sobre soluções : Esse processo resulta da ação dos organismos vivos, animais ou vegetais, sobre as soluções. Dessa forma um grande número de seres marinhos (corais, crinóides, moluscos etc.) extraem o carbonato de cálcio das águas salgadas para formar suas conchas e partes duras de seus corpos, resultando na formação de calcita (CaCO 3 ) e, em menor quantidade, aragonita (CaCO 3 ) e dolomita [MgCa(CO 3 ) 2 ]. Calcita
  • 18.
    CLASSIFICAÇÃO QUÍMICAElementos Nativos Ouro (Au) Sulfetos Galena (PbS)
  • 19.
    CLASSIFICAÇÃO QUÍMICAÓxidos Hematita (Fe 2 O 3 ) Halóides Fluorita (CaF 2 )
  • 20.
    CLASSIFICAÇÃO QUÍMICANitratos Salitre (KNO 3 ) Boratos Bórax Na 2 B 4 O 5 (OH) 4 .8(H 2 O)
  • 21.
    CLASSIFICAÇÃO QUÍMICACarbonatos Malaquita (CuCO 3 ) Sulfatos Barita (BaSO 4 )
  • 22.
    CLASSIFICAÇÃO QUÍMICAVolframatos e Molibdatos Scheelita (CaWO 4 ) Fosfatos Apatita (Ca 5 (PO 4 ) 3 (F,OH,Cl))
  • 23.
    CLASSIFICAÇÃO QUÍMICASilicatos Quartzo (SiO2) Feldspato – Microclínio(KAlSi 3 O 8 )
  • 24.
    IDENTIFICAÇÃO Para aidentificação dos minerais através de suas propriedades físicas e morfológicas, que são decorrentes de suas composições químicas e de suas estruturas cristalinas, utilizamos características como: hábito, transparência, brilho, cor, traço, dureza, fratura, clivagem, densidade relativa, geminação e propriedades elétricas e magnéticas.
  • 25.
    IDENTIFICAÇÃO Hábito – Forma geométrica externa, habitual, exibida pelos cristais dos minerais, que reflete a sua estrutura cristalina. Limonita – hábito cúbico Quartzo – hábito prismático
  • 26.
    IDENTIFICAÇÃO Transparência – São os minerais que não absorvem ou absorvem pouco a luz. Os que absorvem a luz são considerados translúcidos e dificultam que as imagens sejam reconhecidas através deles. Diamante transparente
  • 27.
    IDENTIFICAÇÃO Brilho – Trata-se da quantidade de luz refletida pela superfície de um mineral. Os minerais que refletem mais de 75% da luz exibem brilho metálico. Galena com brilho metálico Topázio com brilho vítreo
  • 28.
    IDENTIFICAÇÃO Cor – A cor exibida por um mineral é o resultado da absorção seletiva da luz. O fato de o mineral absorver mais um determinado comprimento de onda do que os outros faz com que os comprimentos de onda restantes se componham numa cor diferente da luz branca que chegou ao mineral. Os principais fatores que colaboram para a absorção seletiva são a presença de elementos químicos de transição como Fe, Cu, Ni, V e Cr.
  • 29.
    IDENTIFICAÇÃO Vanadinita Pb5 (VO 4 ) 3 Cl Azurita Cu 3 (CO 3 ) 2 (OH) 2 Granada - Fe 3 Al 2 (Si 3 O 12 )
  • 30.
    IDENTIFICAÇÃO Traço – Trata-se da cor do pó do mineral, sendo obtida riscando o mineral contra uma placa ou uma fragmento de porcelana de cor branca. Hematita – Traço vermelho Magnetita – Traço amarelo
  • 31.
    IDENTIFICAÇÃO Dureza – É a resistência que o mineral apresenta ao ser riscado. Para a classificação utiliza-se a escala de Mohs , que utiliza como parâmetros a dureza de minerais comuns, variando de 1 até 10. Madureira et al.(2000)
  • 32.
    IDENTIFICAÇÃO Fratura – Refere-se a superfície irregular e curva resultante da quebra do mineral. Obviamente é controlada pela estrutura atômica interna do mineral, podendo ser irregulares ou conchoidais. Quartzo com fratura conchoidal
  • 33.
    IDENTIFICAÇÃO Clivagem – São muito freqüentes, trata-se de superfícies de quebra que constituem planos de notável regularidade. Os tipos mais comuns são: Romboédrica - Calcita
  • 34.
    Octaédrica - FluoritaCúbica - Galena IDENTIFICAÇÃO
  • 35.
    IDENTIFICAÇÃO Densidade relativa – É o número que indica quantas vezes certo volume de mineral é mais pesado que o mesmo volume de água a 4 ºC. Na maioria dos minerais, a densidade relativa varia entre 2,5 e 3,3. Alguns minerais que contém elementos de alto peso atômico (Ba, Sn, Pb, Sr, etc. ) apresentam uma densidade superior a 4. Cassiteria (SnO 2 ) – densidade relativa: 6,8 – 7,1
  • 36.
    IDENTIFICAÇÃO Geminação – É a propriedade de certos cristais de se desenvolverem de maneira regular. A geminação pode ser classificada como simples (dois cristais intercrescidos) ou múltipla (polissintética). Estaurolita – geminação simples em cruz. Labradorita – geminação polissintética.
  • 37.
    Propriedades elétricas – Muitos minerais são bons condutores de eletricidade, como é o caso dos elementos nativos (Cu, Au, Ag, etc.) e outros, são classificados como semicondutores (sulfetos). Alguns minerais são classificados como magnéticos, como é o caso da magnetita e a pirrotita, pois geram um campo magnético em sua volta com intensidade variável. IDENTIFICAÇÃO Magnetita (Fe 3 O 4 )
  • 38.
    DANA - HURLBURTJR, C.S. - 1969 - Manual de Mineralogia, Vol. I e II - Ao livro Técnico USP, Rio de Janeiro (Trad. Rui Ribeiro Franco). ERNST, W.G. - 1971 - Minerais e Rochas - Ed. Blucher S.A., São Paulo FORD, W.E. - Dana‘s Textbook of Mineralogy - Ed. Hohn Willey and Song, New York KLOCKMANN, F. e RANDAKR, P. 1961. Tratado de Mineralogia, Ed. Gustavo Gili S.A., Barcelona LEINZ, V. e SOUZA CAMPOS, J.E. de - 1968 - Guia para Determinação de Minerais Companhia Editora Nacional, São Paulo. MADUREIRA Fº, J.B.; ATENCIO, D.; McREATH, I. Minerais e Rochas: Constituintes da Terra sólida. In: TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M.C.M. de; FAIRCHILD, T.R.; TAIOLI, F. (Coordenadores), Decifrando a Terra. São Paulo: Editora Oficina, 2000, p. 27 – 37. PHILIPS, F.C. - 1978 - Introduccion a la Cristalografia. Ed. Paraninfo S.A. Madrid