CUIDADOS DE ENFERMAGEM
AO PACIENTE EM
TRATAMENTO DIALÍTICO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
Hospital de Clínicas
Diretoria de Enfermagem
Serviço de Educação em Enfermagem
Andréa Silva Dutra
Enfermeira
Especialista em Gestão Hospitalar
Mestranda em Atenção à Saúde / UFTM
UBERABA
2013
Danielle Villas Boas de Almeida
Enfermeira
Especialista em Nefrologia
Plano de Aula
 TÍTULO: Cuidados de Enfermagem ao Paciente em Tratamento Dialítico
 LOCAL: Sala do Serviço de Educação em Enfermagem
 DATA: 28/02/2013
 DURAÇÃO: 60 minutos
 RESPONSÁVEL: ANDREA SILVA DUTRA TIRONES / DANIELLE VILLAS BOAS DE ALMEIDA
 OBJETIVOS:
- Descrever estruturas anatômicas e fisiologia do sistema renal.
- Identificar as manifestações clínicas sindrômicas que possam indicar insuficiência renal.
- Demonstrar os tipos de tratamentos dialíticos disponíveis
- Demonstrar e discutir os cuidados de enfermagem necessários aos pacientes em tratamento dialítico.
 METODOLOGIA:
- Aula teórica expositiva, com oportunidades para exposição de dúvidas durante e após a apresentação do
conteúdo.
- Apresentação de vídeos.
 RECURSOS DIDÁTICOS: Notebook e Data Show
 REFERÊNCIAS: ao final da exposição
Sistema Urinário
 Regulação e concentração de solutos no liquido
extracelular. Urina como produto final.
 Produtos metabólicos residuais e concentrações
excessivas de constituintes.
 Rins
 Ureteres
 Bexiga
 Uretra
(HUDAK, GALLO, 1997)
Fonte:GoogleImages,2012
Anatomia Renal
 Estruturas externas:
- Hilo (artéria e veia renal, vasos linfáticos, plexos nervosos
e ureter – pelve).
- Cápsula renal
- Fáscia renal: gordura perirrenal – visualização radiológica.
Limite de disseminação de infecção, hemorragia e
extravasamento.
(RIELLA, 2008)
Fonte:GoogleImages,2012
Anatomia Renal
 Estrutura interna:
- Córtex: glomérulos,
túbulos contorcidos
proximais e distais.
- Medula: alças de Henle e
túbulos coletores (papilas
dos cálices menores).
Cálculos renais: junção ureteropiélica,
porção anterior à bifurcação da artéria
ilíaca e junção ureterovesical.
(RIELLA, 2008)
Fonte:GoogleImages,2012
O Néfron
Néfron: unidade
funcional do rim
Corpúsculo renal
(glomérulo + Cápsula
de Bowman),
Túbulo contorcido
proximal,
Alça de Henle,
Túbulo contorcido
distal,
Ducto coletor.
Barreira de filtração
glomerular:
Endotélio fenestrado
do capilar glomerular
Membrana basal
Células epiteliais
especializadas
(podócitos)
(RIELLA,2008)
Fonte:GoogleImages,2012
Doenças Renais
 Elevadas taxas de morbimortalidade
 Alto custo socioeconômico
 Métodos diagnósticos para identificação precoce
 Biópsia Renal: padrão-ouro para diagnóstico
Patologia
Primária
Hipertensão Arterial
Glomerulopatias
Doenças Tubulares
Infecção Urinária
Neoplasias Renais
Anomalias Congênitas
(BOGLIOLO, 2011)
Doenças Renais
• Início agudo
• Oligúria
• Hematúria
• Proteinúria
• Hipertensão
• Edema
Síndrome
Nefrítica
Aguda
• Proteinúria maciça
• Hipoalbuminemia
• Edema
• Hiperlipidemia
• Lipidúria
Síndrome
Nefrótica
• Oligúria ou anúria
• Declínio súbito da
função renal
• Acidose metabólica
• Hiperpotassemia
Insuficiência
Renal Aguda
• Insidiosa
• Declínio progressivo da
função renal
• Hipertensão arterial
• Hematúria e
Proteinúria variáveis
Insuficiência
Renal Crônica
(BOGLIOLO, 2011)
Fonte:GoogleImages,2012
Insuficiência Renal Aguda
 Redução abrupta da função renal
 Elevados índices de mortalidade ( ̴ 50%)
 Origem pré-renal, renal e pós-renal
Pré-renal
• Baixa
perfusão
renal
• Desidratação,
diuréticos,
insuficiência
cardíaca
Renal
• Túbulos,
interstício,
vasos ou
glomérulos.
• Origem
isquêmica ou
tóxica.
Pós-renal
• Obstrução do
trato urinário
• Hipertrofia
prostática,
tumores,
cálculos
renais.
Tempo de
obstrução
(RIELLA, 2008)
Insuficiência Renal Aguda
IRA Renal necrose tubular aguda (NTA)
FASES
* IRA não-oligúrica: drogas nefrotóxicas, agentes anestésicos e sepse.
Inicial: exposição a drogas nefrotóxicas ou insulto isquêmico.
Oligúria: < 500ml/dia. Presença de hemácias, leucócitos e perda
protéica.
Poliúria: ureia e creatinina continua a aumentar. Crítica.
Recuperação funcional: discreta depressão na filtração glomerular.
Após vários dias de diurese normal.
(RIELLA, 2008)
Insuficiência renal Aguda
 Fase poliúrica da NTA: concentração urinária diminui e
concentração de sódio aumenta
 Período de elevação da diurese: 25% das mortes
 Forma poliúrica: mortalidade mais alta
 Hipercalemia: principal causa de óbito
 Infecção: complicação mais presente.
 Encefalopatia urêmica: manifestação
mais comum.
(RIELLA, 2008)
Fonte:GoogleImages,2012
Tratamento
 Diuréticos: sem benefício.
 Rigoroso controle
hidroeletrolítico.
 Reposição diária: 400 ml
+ débito urinário.
 Dieta pobre em Na+.
 Diálise precoce e
frequente.
 Destruição tecidual:
aumento da uréia.
Indicação de HD
Insuficiência Renal Aguda
(RIELLA, 2008)
Fonte:GoogleImages,2012
Cuidados de Enfermagem na
Prevenção da Insuficiência Renal
 Hidratação adequada antes, durante e após a
insuficiência renal.
 Evitar a exposição às nefrotoxinas.
 Prevenção e tratamento de choque.
 Prevenção de períodos prolongados de hipotensão.
 Monitorização de débito urinário em clientes graves
(detecção precoce da IRA)
 Prevenção de infecções (septicemia)
 Cuidado meticuloso aos clientes com sonda vesical
de demora ( infecção ascendente)
 Prevenção de reações transfusionais (sangue certo,
paciente certo).
Cuidados de Enfermagem na
Prevenção da Insuficiência Renal
Hemodiálise
Máquinas:
promoção e
controle da
retirada de
líquido do
organismo
Sangue
aquecido em
circulação
extracorpórea.
Sensores de
segurança para
falhas técnicas e
intercorrências
do
procedimento.
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
Fonte:ArquivoPessoal,2012
Hemodiálise
• dois compartimentos divididos por uma
membrana semipermeável. Em um deles
passa o sangue e no outro a solução de
diálise.
Membranas e
dialisadores
• mais biocompatíveis.
Membranas
sintéticas e de
celulose modificada
• menor risco de mortalidade.
Dialisadores de alta
permeabilidade
(moléculas de
maior peso)
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
 Tratamento da água:
- Consumo habitual – 10 l/semana, 40 l/mês.
- Paciente em HD – 360 l/sem., 1 T l/mês.
- Agua utilizada para consumo pode ser tóxica para o
paciente em HD e conter microorganismos.
Necessidade do sistema de tratamento da água.
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
Carvão
• retira cloro e
substâncias
orgânicas.
Abrandador
• extrator de
cátions.
Deionizador
• extrator de
cátions e
ânions.
Osmose reversa
• retira até 99%
da carga
iônica, além,
naturalmente,
de remover
substâncias
orgânicas,
partículas e
bactérias.
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
Implante de
cateteres com
auxilio de ultra-
sonografia:
mais seguro e
recomendado.
Infecção por
cateter X
necessidade
urgente de
diálise: troca do
cateter antes da
diálise.
Trombose do
cateter:
trombolíticos.
Preservação de
cateteres
infectados:
sepse, abscesso
espinhal,
osteomielite,
etc.
Pacientes com
cateter e
dificuldade
crônica de
acesso:
subdialisados.
ACESSO VASCULAR TEMPORÁRIO
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Anticoagulação
Heparinização:
prescrição
obrigatória em
HD, salvo
contra-
indicações
clínicas.
Reduz risco de
coagulação do
circuito
extracorpóreo .
Preserva
eficiência de
dialisadores
reutilizados.
(RIELLA, 2008)
Cuidados de Enfermagem com o
Catéter Duplo-lúmen
 Orientar o paciente para que o mesmo não durma sobre
o catéter.
 Não manipular o catéter.
 Manter o catéter fixo com curativos ou fita.
 Proteger o catéter com impermeável durante o banho
(manipulação ideal à cada 48 horas).
 Manter o curativo limpo e seco. Comunicar
imediatamente a UTR em caso de dor, sangramentos,
secreção purulenta sob o curativo, febre ou calafrios.
Hemodiálise
Fistula
arteriovenosa nativa
confeccionada o
mais distal possível.
Fluxo sanguíneo
adequado:
determinante na
adequação da
diálise.
Avaliação rotineira
da FAV e detecção
de queda do
rendimento:
intervenção precoce
– trombose futura.
S. Aureus – maioria
da infecções.
ACESSO VASCULAR DEFINITIVO
(RIELLA, 2008)
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Hemodiálise
Fonte:GoogleImages,2012
Cuidados de Enfermagem com a FAV
 Não realizar curativos que envolvam toda a circunferência
do membro (compressão).
 Observar hidratação e pressão arterial ( fluxo sanguíneo
adequado).
 Não comprimir o membro da fístula.
 Não aferir pressão no membro da fístula.
 Orientar o paciente à não dormir sobre o braço da fistula.
 Não retirar coágulo formado no local da punção.
 Não utilizar pomadas, cremes ou óleos no membro da
fístula sem indicação médica.
 Não realizar tricotomia no membro da fistula (comunicar
equipe da UTR).
 Em caso de sangramento, comprimir o local com
compressa, elevar o membro e comunicar a equipe da
UTR.
 Não retirar amostras de sangue ou administrar
medicamentos no braço da fistula.
Cuidados de Enfermagem com a FAV
Diálise peritoneal
DPAC – diálise peritoneal
ambulatorial contínua. Peritônio
como membrana semipermeável
para depuração de toxinas
urêmicas variadas.
Peritônio – membrana serosa
que envolve as vísceras na
cavidade abdominal.
Difusão de solutos e
ultrafiltração induzida por
agentes osmóticos.
Ação do tempo – alterações
morfológicas e funcionais –
monitorização para otimização
do tratamento.
(RIELLA, 2008)
Diálise Peritoneal
Seleção de
pacientes: avaliação
de condição clínica,
sócio-econômica e
de qualidade de
vida.
Indicações: paciente
que prefere DP e
não-tolerância à HD
(insuficiência
cardíaca e
coronariana)
Implante de cateter
de DP – técnica
padronizada, no
mínimo duas
semanas antes do
procedimento.
(RIELLA, 2008)
Diálise Peritoneal
Fonte:GoogleImages,2012
Diálise Peritoneal
Fonte:ArquivoPessoal,2012
Diálise Peritoneal
Fonte:GoogleImages,2012
Diálise Peritoneal
COMPLICAÇÕES:
Peritonite
Infecção de saída de catéter
Falha de ultrafiltração
Hérnias
Dor abdominal
Drenagem inadequada
Hiperglicemia
Obesidade
Hipertrigliceridemia e osteodistrofia (RIELLA, 2008)
Cuidados de Enfermagem com o
Catéter de Tenkhoff
 Evitar o tracionamento da catéter.
 Ao banho , lavar a incisão e secar cuidadosamente
protegendo com gaze (não deixar molhado).
 Fixar o catéter à pele com fita ou esparadrapo.
 Comunicar à equipe da UTR sinais de infecção no
local.
 Não manipular a tampa do catéter.
Fonte:GoogleImages,2012
Referências
BOGLIOLO, L. Patologia. 8º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2011, 1501p.
HUDAK, C.M.; GALLO, B.M. Cuidados intensivos de enfermagem:
uma abordagem holistica. 6ºed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997,
1013p.
POTTER, P.A. Fundamentos de enfermagem. 5º ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2004, 1509p.
RIELLA, M.C. Principios de nefrologia e disturbios
hidroeletrolíticos. 4º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008,
1033p.

134491411 cuidados-de-enfermagem-ao-paciente-dialitico

  • 1.
    CUIDADOS DE ENFERMAGEM AOPACIENTE EM TRATAMENTO DIALÍTICO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO Hospital de Clínicas Diretoria de Enfermagem Serviço de Educação em Enfermagem Andréa Silva Dutra Enfermeira Especialista em Gestão Hospitalar Mestranda em Atenção à Saúde / UFTM UBERABA 2013 Danielle Villas Boas de Almeida Enfermeira Especialista em Nefrologia
  • 2.
    Plano de Aula TÍTULO: Cuidados de Enfermagem ao Paciente em Tratamento Dialítico  LOCAL: Sala do Serviço de Educação em Enfermagem  DATA: 28/02/2013  DURAÇÃO: 60 minutos  RESPONSÁVEL: ANDREA SILVA DUTRA TIRONES / DANIELLE VILLAS BOAS DE ALMEIDA  OBJETIVOS: - Descrever estruturas anatômicas e fisiologia do sistema renal. - Identificar as manifestações clínicas sindrômicas que possam indicar insuficiência renal. - Demonstrar os tipos de tratamentos dialíticos disponíveis - Demonstrar e discutir os cuidados de enfermagem necessários aos pacientes em tratamento dialítico.  METODOLOGIA: - Aula teórica expositiva, com oportunidades para exposição de dúvidas durante e após a apresentação do conteúdo. - Apresentação de vídeos.  RECURSOS DIDÁTICOS: Notebook e Data Show  REFERÊNCIAS: ao final da exposição
  • 3.
    Sistema Urinário  Regulaçãoe concentração de solutos no liquido extracelular. Urina como produto final.  Produtos metabólicos residuais e concentrações excessivas de constituintes.  Rins  Ureteres  Bexiga  Uretra (HUDAK, GALLO, 1997) Fonte:GoogleImages,2012
  • 4.
    Anatomia Renal  Estruturasexternas: - Hilo (artéria e veia renal, vasos linfáticos, plexos nervosos e ureter – pelve). - Cápsula renal - Fáscia renal: gordura perirrenal – visualização radiológica. Limite de disseminação de infecção, hemorragia e extravasamento. (RIELLA, 2008) Fonte:GoogleImages,2012
  • 5.
    Anatomia Renal  Estruturainterna: - Córtex: glomérulos, túbulos contorcidos proximais e distais. - Medula: alças de Henle e túbulos coletores (papilas dos cálices menores). Cálculos renais: junção ureteropiélica, porção anterior à bifurcação da artéria ilíaca e junção ureterovesical. (RIELLA, 2008) Fonte:GoogleImages,2012
  • 6.
    O Néfron Néfron: unidade funcionaldo rim Corpúsculo renal (glomérulo + Cápsula de Bowman), Túbulo contorcido proximal, Alça de Henle, Túbulo contorcido distal, Ducto coletor. Barreira de filtração glomerular: Endotélio fenestrado do capilar glomerular Membrana basal Células epiteliais especializadas (podócitos) (RIELLA,2008) Fonte:GoogleImages,2012
  • 7.
    Doenças Renais  Elevadastaxas de morbimortalidade  Alto custo socioeconômico  Métodos diagnósticos para identificação precoce  Biópsia Renal: padrão-ouro para diagnóstico Patologia Primária Hipertensão Arterial Glomerulopatias Doenças Tubulares Infecção Urinária Neoplasias Renais Anomalias Congênitas (BOGLIOLO, 2011)
  • 8.
    Doenças Renais • Inícioagudo • Oligúria • Hematúria • Proteinúria • Hipertensão • Edema Síndrome Nefrítica Aguda • Proteinúria maciça • Hipoalbuminemia • Edema • Hiperlipidemia • Lipidúria Síndrome Nefrótica • Oligúria ou anúria • Declínio súbito da função renal • Acidose metabólica • Hiperpotassemia Insuficiência Renal Aguda • Insidiosa • Declínio progressivo da função renal • Hipertensão arterial • Hematúria e Proteinúria variáveis Insuficiência Renal Crônica (BOGLIOLO, 2011) Fonte:GoogleImages,2012
  • 9.
    Insuficiência Renal Aguda Redução abrupta da função renal  Elevados índices de mortalidade ( ̴ 50%)  Origem pré-renal, renal e pós-renal Pré-renal • Baixa perfusão renal • Desidratação, diuréticos, insuficiência cardíaca Renal • Túbulos, interstício, vasos ou glomérulos. • Origem isquêmica ou tóxica. Pós-renal • Obstrução do trato urinário • Hipertrofia prostática, tumores, cálculos renais. Tempo de obstrução (RIELLA, 2008)
  • 10.
    Insuficiência Renal Aguda IRARenal necrose tubular aguda (NTA) FASES * IRA não-oligúrica: drogas nefrotóxicas, agentes anestésicos e sepse. Inicial: exposição a drogas nefrotóxicas ou insulto isquêmico. Oligúria: < 500ml/dia. Presença de hemácias, leucócitos e perda protéica. Poliúria: ureia e creatinina continua a aumentar. Crítica. Recuperação funcional: discreta depressão na filtração glomerular. Após vários dias de diurese normal. (RIELLA, 2008)
  • 11.
    Insuficiência renal Aguda Fase poliúrica da NTA: concentração urinária diminui e concentração de sódio aumenta  Período de elevação da diurese: 25% das mortes  Forma poliúrica: mortalidade mais alta  Hipercalemia: principal causa de óbito  Infecção: complicação mais presente.  Encefalopatia urêmica: manifestação mais comum. (RIELLA, 2008) Fonte:GoogleImages,2012
  • 12.
    Tratamento  Diuréticos: sembenefício.  Rigoroso controle hidroeletrolítico.  Reposição diária: 400 ml + débito urinário.  Dieta pobre em Na+.  Diálise precoce e frequente.  Destruição tecidual: aumento da uréia. Indicação de HD Insuficiência Renal Aguda (RIELLA, 2008) Fonte:GoogleImages,2012
  • 13.
    Cuidados de Enfermagemna Prevenção da Insuficiência Renal  Hidratação adequada antes, durante e após a insuficiência renal.  Evitar a exposição às nefrotoxinas.  Prevenção e tratamento de choque.  Prevenção de períodos prolongados de hipotensão.
  • 14.
     Monitorização dedébito urinário em clientes graves (detecção precoce da IRA)  Prevenção de infecções (septicemia)  Cuidado meticuloso aos clientes com sonda vesical de demora ( infecção ascendente)  Prevenção de reações transfusionais (sangue certo, paciente certo). Cuidados de Enfermagem na Prevenção da Insuficiência Renal
  • 15.
    Hemodiálise Máquinas: promoção e controle da retiradade líquido do organismo Sangue aquecido em circulação extracorpórea. Sensores de segurança para falhas técnicas e intercorrências do procedimento. (RIELLA, 2008)
  • 16.
  • 17.
    Hemodiálise • dois compartimentosdivididos por uma membrana semipermeável. Em um deles passa o sangue e no outro a solução de diálise. Membranas e dialisadores • mais biocompatíveis. Membranas sintéticas e de celulose modificada • menor risco de mortalidade. Dialisadores de alta permeabilidade (moléculas de maior peso) (RIELLA, 2008)
  • 18.
  • 19.
    Hemodiálise  Tratamento daágua: - Consumo habitual – 10 l/semana, 40 l/mês. - Paciente em HD – 360 l/sem., 1 T l/mês. - Agua utilizada para consumo pode ser tóxica para o paciente em HD e conter microorganismos. Necessidade do sistema de tratamento da água. (RIELLA, 2008)
  • 20.
  • 21.
    Hemodiálise Carvão • retira cloroe substâncias orgânicas. Abrandador • extrator de cátions. Deionizador • extrator de cátions e ânions. Osmose reversa • retira até 99% da carga iônica, além, naturalmente, de remover substâncias orgânicas, partículas e bactérias. (RIELLA, 2008)
  • 22.
    Hemodiálise Implante de cateteres com auxiliode ultra- sonografia: mais seguro e recomendado. Infecção por cateter X necessidade urgente de diálise: troca do cateter antes da diálise. Trombose do cateter: trombolíticos. Preservação de cateteres infectados: sepse, abscesso espinhal, osteomielite, etc. Pacientes com cateter e dificuldade crônica de acesso: subdialisados. ACESSO VASCULAR TEMPORÁRIO (RIELLA, 2008)
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    Hemodiálise Anticoagulação Heparinização: prescrição obrigatória em HD, salvo contra- indicações clínicas. Reduzrisco de coagulação do circuito extracorpóreo . Preserva eficiência de dialisadores reutilizados. (RIELLA, 2008)
  • 27.
    Cuidados de Enfermagemcom o Catéter Duplo-lúmen  Orientar o paciente para que o mesmo não durma sobre o catéter.  Não manipular o catéter.  Manter o catéter fixo com curativos ou fita.  Proteger o catéter com impermeável durante o banho (manipulação ideal à cada 48 horas).  Manter o curativo limpo e seco. Comunicar imediatamente a UTR em caso de dor, sangramentos, secreção purulenta sob o curativo, febre ou calafrios.
  • 28.
    Hemodiálise Fistula arteriovenosa nativa confeccionada o maisdistal possível. Fluxo sanguíneo adequado: determinante na adequação da diálise. Avaliação rotineira da FAV e detecção de queda do rendimento: intervenção precoce – trombose futura. S. Aureus – maioria da infecções. ACESSO VASCULAR DEFINITIVO (RIELLA, 2008)
  • 29.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    Cuidados de Enfermagemcom a FAV  Não realizar curativos que envolvam toda a circunferência do membro (compressão).  Observar hidratação e pressão arterial ( fluxo sanguíneo adequado).  Não comprimir o membro da fístula.  Não aferir pressão no membro da fístula.  Orientar o paciente à não dormir sobre o braço da fistula.  Não retirar coágulo formado no local da punção.
  • 37.
     Não utilizarpomadas, cremes ou óleos no membro da fístula sem indicação médica.  Não realizar tricotomia no membro da fistula (comunicar equipe da UTR).  Em caso de sangramento, comprimir o local com compressa, elevar o membro e comunicar a equipe da UTR.  Não retirar amostras de sangue ou administrar medicamentos no braço da fistula. Cuidados de Enfermagem com a FAV
  • 38.
    Diálise peritoneal DPAC –diálise peritoneal ambulatorial contínua. Peritônio como membrana semipermeável para depuração de toxinas urêmicas variadas. Peritônio – membrana serosa que envolve as vísceras na cavidade abdominal. Difusão de solutos e ultrafiltração induzida por agentes osmóticos. Ação do tempo – alterações morfológicas e funcionais – monitorização para otimização do tratamento. (RIELLA, 2008)
  • 39.
    Diálise Peritoneal Seleção de pacientes:avaliação de condição clínica, sócio-econômica e de qualidade de vida. Indicações: paciente que prefere DP e não-tolerância à HD (insuficiência cardíaca e coronariana) Implante de cateter de DP – técnica padronizada, no mínimo duas semanas antes do procedimento. (RIELLA, 2008)
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
    Diálise Peritoneal COMPLICAÇÕES: Peritonite Infecção desaída de catéter Falha de ultrafiltração Hérnias Dor abdominal Drenagem inadequada Hiperglicemia Obesidade Hipertrigliceridemia e osteodistrofia (RIELLA, 2008)
  • 44.
    Cuidados de Enfermagemcom o Catéter de Tenkhoff  Evitar o tracionamento da catéter.  Ao banho , lavar a incisão e secar cuidadosamente protegendo com gaze (não deixar molhado).  Fixar o catéter à pele com fita ou esparadrapo.  Comunicar à equipe da UTR sinais de infecção no local.  Não manipular a tampa do catéter.
  • 45.
  • 46.
    Referências BOGLIOLO, L. Patologia.8º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011, 1501p. HUDAK, C.M.; GALLO, B.M. Cuidados intensivos de enfermagem: uma abordagem holistica. 6ºed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997, 1013p. POTTER, P.A. Fundamentos de enfermagem. 5º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004, 1509p. RIELLA, M.C. Principios de nefrologia e disturbios hidroeletrolíticos. 4º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008, 1033p.