Intercorrências Clínicas II
Hemodiálise
Prof. Enf. Priscila G Rodrigues
Revisão Renal
Ø Funções:
• Água corporal;
• Nível de eletrólitos ;
• Controle da PA;
• Controle do pH;
• Síntese de hormônios que
estimulam a produção do
sangue e controle da
saúde dos ossos através
da produção de vitamina
D.
Terapias de Substituição
Renal
Terapias de Substituição
Renal
Ø Edema, Eletrólitos, Drogas
Brunner, Suddart, 2011; Sociedade Brasileira de Nefrologia, 2016.
Hemodiálise
Ø A Hemodiálise é um tratamento que consiste na
remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue
como se fosse um rim artificial. É um processo de
filtragem e depuração de substâncias como a uréia,
creatinina, potássio, sódio.
Ø Doenças cardiovasculares continuam sendo a
principal causa de morte em pacientes submetidos a
diálise.
Ø Evita a morte, não cura a doença, nem compensa a
perda das atividades metabólicas.
Hemodiálise
Ø A Hemodiálise é uma terapia de substituição renal
realizada em pacientes portadores de Insuficiência
Renal Aguda ou Crônica já que nesses casos o
organismo não consegue eliminar tais substâncias
devido à falência dos mecanismos excretores renais.
Como é feita a Hemodiálise
Ø A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador
(capilar ou filtro). O dialisador é formado por um
conjunto de pequenos tubos. Durante a diálise, parte
do sangue é retirado, passa através da linha arterial
do dialisador onde o sangue é filtrado e retorna ao
paciente pela linha venosa.
Ø O paciente insuficiente renal é ligado à uma
máquina que puxa seu sangue através de uma
bomba circuladora. Esse sangue passa por um filtro
que possui uma membrana semipermeável, que retira
as toxinas e as substâncias em excesso, e devolve o
sangue limpo para o paciente. Existe infusão de
heparina para evitar que o sangue coagule dentro
do sistema.
Hemodiálise
Gráfico da Hemodiálise
Como é feita a Hemodiálise
Ø No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta
o líquido da diálise (chamado de banho de diálise)
sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma
membrana porosa que permite a troca de moléculas.
O sangue rico em toxinas, através da membrana do
filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise
que não contém toxina nenhuma.
Como é feita a Hemodiálise
Ø No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta
o líquido da diálise (chamado de banho de diálise)
sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma
membrana porosa que permite a troca de moléculas.
O sangue rico em toxinas, através da membrana do
filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise
que não contém toxina nenhuma.
Ø Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana,
com duração de quatro horas. Pode existir variações
neste tempo de acordo com o tamanho e a idade
do paciente. Crianças e adultos de grande porte
podem necessitar de um tempo maior.
Dialisadores
Relação Coração – Rins
Ø P.A.
Ø Resistência Vascular Periférica;
Ø Diurese;
Ø Natriurese (excesso de sódio na urina);
Ø Homeostase do volume circulante;
Ø Perfusão Periférica e Oxigenação Tissular.
Possíveis complicações na
hemodiálise
Consequências da Hemodiálise
Hemodiálise
Pacientes em Hemodiálise são submetidos a uma
pequena cirurgia vascular onde se liga uma artéria a
uma veia, criando um vaso periférico, com alto fluxo e
mais resistente a punções repetidas.
A veia quando passa a receber o alto fluxo da
artéria, começa a se desenvolver, crescendo e
engrossando sua parede. Com o tempo a fístula
adquire o aspecto mostrado na foto a seguir. Trata-se
de um grande vaso bem visível, com alto fluxo e
pressão de sangue e facilmente puncionável.
.
Fístula para hemodiálise
Hemodiálise
O problema da fístula é que esta precisa de pelo
menos um mês para se tornar apta à punção pelas
grossas agulhas da hemodiálise. Nem todos os
pacientes podem esperar por este intervalo para
começar a dialisar. Neste caso, lança-se mão do
cateter de hemodiálise.
.
Cateter venoso central implantado na veia jugular interna
Cateter Venoso Central x Fístula para
Hemodiálise
O Cateter de Hemodiálise é uma solução
provisória e deve ser sempre substituído pela
fístula o mais rápido possível. Pois o cateter não
consegue fluxos de sangue bons, não
proporcionando uma hemodiálise tão eficiente
quanto a fístula.
Cateter Venoso Central
Hemodiálise
Apesar de ja existirem cateteres de longa
duração, que podem permanecer por alguns
meses, eventualmente todos eles serão
infectados por bactérias residentes na nossa
pele. Através do cateter essas bactérias
conseguem acesso a nossa circulação
sanguínea podendo levar a um quadro grave
de sepse.
Medicamentos e seu uso na
Hemodiálise
PNI, 2009; Instituto do Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011;
Os pacientes em hemodiálise, muitas vezes, necessitam
de medicamentos que requerem cuidados especiais em
sua administração.
Os medicamentos para o controle da pressão arterial,
são frequentemente utilizados e devem ser tomados
diariamente, por pacientes hipertensos. Porém, alguns
pacientes apresentam frequentemente (hipotensão)
durante a hemodiálise, e podem ser dispensados do uso
do anti-hipertensivo no dia da sessão de hemodiálise.
PNI, 2009; Instituto do Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011;
Os medicamentos necessários para evitar ou tratar a
anemia e que podem ser usados durante ou logo após
a sessão de hemodiálise são a eritropoetina e o ferro
endovenoso. O ferro endovenoso pode ser usado um
pouco antes do término da sessão de hemodiálise, mas
a eritropoetina é, em geral, administrada logo após.
Medicamentos e seu uso na
Hemodiálise
Condutas de enfermagem
PNI, 2009; Instituto do Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011; Google Imagens, 2016.
Condutas de enfermagem
PNI, 2009; Instituto do Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011; Google Imagens, 2016.
Ø Antes do procedimento
• Peso Interdialítico;
• PA;
• Alimentação;
• Avaliação do Acesso;
• Hipotensores.
Ø Durante o procedimento
• Medicações;
• PA;
• Vigilância constante.
Condutas de enfermagem
Brunner, Suddart (2011);
Ø Cuidados com o Acesso Vascular
• Permeabilidade, aferição da PA e coleta de sangue;
• Avaliar sopro ou frêmito;
• Curativos compressivos e contenções.
Ø Prevenção de Infecção
• Contagem de leucócitos e eritrócitos;
• Sinais de infecção;
• Curativos.
.
Funcionamento
ATENÇÃO
Muitas dessas complicações
podem ser evitadas se o
profissional de enfermagem
esteja sempre alerta e
acompanhando o paciente
durante a sessão
.
Diálise Peritoneal
A diálise peritoneal é outro tipo de tratamento que
substitui as funções dos rins. O objetivo é o mesmo da
hemodiálise, tirar o excesso de água e as substâncias que
não são mais aproveitadas pelo corpo e que deveriam ser
eliminadas através da urina. Este tipo de diálise aproveita o
revestimento interior do abdômen, chamado membrana
peritoneal, para filtrar o sangue.
A membrana peritoneal tem muitos vasos sanguíneos.
O sangue que circula na membrana peritoneal, assim como
o sangue de todo o corpo, está com excesso de potássio,
uréia e outras substâncias que devem ser eliminadas.
Diálise Peritoneal
Na diálise peritoneal, um liquido especial,
chamado solução para diálise, entra no abdômen por
meio de um tubo mole (cateter). As substâncias tóxicas
passarão, aos poucos, através das paredes dos vasos
sanguíneos da membrana peritoneal para a solução de
diálise.
Diálise Peritoneal
Depois de algumas horas, a solução é drenada do abdômen
e a seguir volta-se a encher o abdômen com uma nova
solução de diálise para que o processo de purificação seja
repetido. Alguns dias antes da primeira diálise, o cateter que
permite a entrada e a salda da solução de diálise da
cavidade abdominal é colocado através de uma pequena
cirurgia feita por um cirurgião. O cateter fica instalado
permanentemente.
A diálise peritoneal realizada no hospital é planejada de
acordo com as necessidades do paciente, tendo em vista a
situação da insuficiência renal terminal.
A diálise também pode ser realizada no domicílio do
paciente, em local limpo e bem iluminado.
Diálise Peritoneal
Diálise Peritoneal –
complicações
Pode-se produzir uma hemorragia no ponto onde o
cateter sai do corpo ou no interior do abdómen, ou
pode perfurar-se um órgão interno durante a
colocação do mesmo. O líquido pode extravasar e sair
em volta do cateter ou ir para o interior da parede
abdominal. A passagem do líquido pode ser obstruída
pela presença de coágulos ou de outros resíduos.
Diálise Peritoneal –
complicações
Infecção - pode localizar-se no peritoneo, na pele onde
se situa o cateter ou na zona que o circunda, causando
um abcesso. A infecção em geral surge por um erro na
técnica de esterilização em qualquer passo do
procedimento da diálise. Habitualmente, os antibióticos
podem eliminá-la; caso contrário, é provável que se
deva extrair o cateter até que se cure a infecção.
Assistência de enfermagem –
Diálise Peritoneal
Regulação do volume e drenagem de líquidos
• Verificar sinais vitais;
• Avaliar estado de consciência;
• Registar balanço hídrico;
• Alternar as posições para facilitar a drenagem;
• Elevar a cabeceira da cama;
• Pressionar firmemente a parte superior do abdómen
com ambas as mãos se o fluxo da diálise parar.
Assistência de enfermagem –
Diálise Peritoneal
Promoção do conforto:
• Administrar analgésicos de acordo com prescrição;
• Proporcionar atividades lúdicas;
• Encorajar o doente a mudar de posição;
• Ajudar na higiene oral e na alimentação.
Assistência de enfermagem –
Diálise Peritoneal
Prevenção de complicações:
• Avaliar dificuldade respiratória;
• Encorajar refeições frequentes e ligeiras;
• Usar técnica asséptica;
• Fazer culturas do dialisado conforme as indicações;
• Verificar temperatura corporal;
• Observar se existem náuseas, vómitos,
hipersensibilidade abdominal e drenagem turva
Sinais e Sintomas
O paciente que necessita de hemodiálise ou diálise
peritoneal irá apresentar o chamado quadro de uremia:
• Rebaixamento do nível de consciência ou confusão
mental
• Formigamento ou câimbras
• Hálito urêmico (com odor de urina)
• Fraqueza, náuseas, vômitos, hemorragias digestivas,
cefaléia, falta de ar, alteração da coloração da
pele, prurido (coceira).
Sinais e Sintomas
O paciente também apresenta os sinais de
anemia e de enfraquecimento dos ossos.
Todo este quadro clínico é confrontado com resultados
de exames laboratoriais de função renal, coletados no
sangue. São avaliados os valores de uréia, creatinina e
potássio. Esses valores, quando elevados, indicam a
necessidade de Hemodiálise.
Brunner, Suddart (2011);
REFERÊNCIAS
• BRUNNER, L. S., SUDDARTH, D. S. Tratado de Enfermagem: Médico-Cirúrgica. v.1,. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
• NETTER, F. H. - Atlas de anatomia humana. Porto Alegre: Artes Médica, 2011.
PORTO, Celmo Celeno; PORTO, Arnaldo Lemos. Semiologia Médica. 6a ed. Rio de
Janeiro: Guanabara-Koogan,
• 2010.
POTTER, P.A; PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 7a ed. São Paulo: Editora;
2009.
• SANTOS, Ana Carolina Bonelá dos et al . Associação entre qualidade de vida e estado
nutricional em pacientes renais crônicos em hemodiálise. J. Bras. Nefrol. São Paulo , v.
35, n. 4, p. 279-288, Dec. 2013 . Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-
28002013000400008&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 09 de abril de 2016.
• Sociedade Brasileira de Nefrologia, Tratamento Hemodiálise. Disponível em:
<http://sbn.org.br/publico/tratatamentos/hemodialise/>. Acesso em 10 de abril de
2016.
• TELLO, Bolívar Sáenz et al. Anemia e disfunção renal na insuficiência cardíaca. Rev.
SOCERJ. Rio de Janeiro, v. 20, n. 6, p. 434-442, Dez.2007. Disponível em
<http://www.rbconline.org.br/artigo/anemia-e-disfuncao-renal-na- insuficiencia-
cardiaca/>. Acesso em 10 de abril de 2016.
• http://www.medicinanet.com.br/conteudos/acp-
medicine/5400/insuficiencia_renal_cronica_e_dialise_%E2%80%93_raghu_v_durvasula_
%E2%80%93_jonathan _himmelfarb.htm
.

Cópia de hemodialise.pdf

  • 1.
  • 2.
    Revisão Renal Ø Funções: •Água corporal; • Nível de eletrólitos ; • Controle da PA; • Controle do pH; • Síntese de hormônios que estimulam a produção do sangue e controle da saúde dos ossos através da produção de vitamina D.
  • 3.
  • 4.
    Terapias de Substituição Renal ØEdema, Eletrólitos, Drogas Brunner, Suddart, 2011; Sociedade Brasileira de Nefrologia, 2016.
  • 5.
    Hemodiálise Ø A Hemodiáliseé um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue como se fosse um rim artificial. É um processo de filtragem e depuração de substâncias como a uréia, creatinina, potássio, sódio. Ø Doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte em pacientes submetidos a diálise. Ø Evita a morte, não cura a doença, nem compensa a perda das atividades metabólicas.
  • 6.
    Hemodiálise Ø A Hemodiáliseé uma terapia de substituição renal realizada em pacientes portadores de Insuficiência Renal Aguda ou Crônica já que nesses casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais.
  • 7.
    Como é feitaa Hemodiálise Ø A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador (capilar ou filtro). O dialisador é formado por um conjunto de pequenos tubos. Durante a diálise, parte do sangue é retirado, passa através da linha arterial do dialisador onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha venosa. Ø O paciente insuficiente renal é ligado à uma máquina que puxa seu sangue através de uma bomba circuladora. Esse sangue passa por um filtro que possui uma membrana semipermeável, que retira as toxinas e as substâncias em excesso, e devolve o sangue limpo para o paciente. Existe infusão de heparina para evitar que o sangue coagule dentro do sistema.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    Como é feitaa Hemodiálise Ø No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta o líquido da diálise (chamado de banho de diálise) sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma membrana porosa que permite a troca de moléculas. O sangue rico em toxinas, através da membrana do filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise que não contém toxina nenhuma.
  • 11.
    Como é feitaa Hemodiálise Ø No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta o líquido da diálise (chamado de banho de diálise) sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma membrana porosa que permite a troca de moléculas. O sangue rico em toxinas, através da membrana do filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise que não contém toxina nenhuma. Ø Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com duração de quatro horas. Pode existir variações neste tempo de acordo com o tamanho e a idade do paciente. Crianças e adultos de grande porte podem necessitar de um tempo maior.
  • 12.
  • 13.
    Relação Coração –Rins Ø P.A. Ø Resistência Vascular Periférica; Ø Diurese; Ø Natriurese (excesso de sódio na urina); Ø Homeostase do volume circulante; Ø Perfusão Periférica e Oxigenação Tissular.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    Hemodiálise Pacientes em Hemodiálisesão submetidos a uma pequena cirurgia vascular onde se liga uma artéria a uma veia, criando um vaso periférico, com alto fluxo e mais resistente a punções repetidas. A veia quando passa a receber o alto fluxo da artéria, começa a se desenvolver, crescendo e engrossando sua parede. Com o tempo a fístula adquire o aspecto mostrado na foto a seguir. Trata-se de um grande vaso bem visível, com alto fluxo e pressão de sangue e facilmente puncionável. .
  • 17.
  • 18.
    Hemodiálise O problema dafístula é que esta precisa de pelo menos um mês para se tornar apta à punção pelas grossas agulhas da hemodiálise. Nem todos os pacientes podem esperar por este intervalo para começar a dialisar. Neste caso, lança-se mão do cateter de hemodiálise. . Cateter venoso central implantado na veia jugular interna
  • 19.
    Cateter Venoso Centralx Fístula para Hemodiálise O Cateter de Hemodiálise é uma solução provisória e deve ser sempre substituído pela fístula o mais rápido possível. Pois o cateter não consegue fluxos de sangue bons, não proporcionando uma hemodiálise tão eficiente quanto a fístula.
  • 20.
    Cateter Venoso Central Hemodiálise Apesarde ja existirem cateteres de longa duração, que podem permanecer por alguns meses, eventualmente todos eles serão infectados por bactérias residentes na nossa pele. Através do cateter essas bactérias conseguem acesso a nossa circulação sanguínea podendo levar a um quadro grave de sepse.
  • 21.
    Medicamentos e seuuso na Hemodiálise PNI, 2009; Instituto do Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011; Os pacientes em hemodiálise, muitas vezes, necessitam de medicamentos que requerem cuidados especiais em sua administração. Os medicamentos para o controle da pressão arterial, são frequentemente utilizados e devem ser tomados diariamente, por pacientes hipertensos. Porém, alguns pacientes apresentam frequentemente (hipotensão) durante a hemodiálise, e podem ser dispensados do uso do anti-hipertensivo no dia da sessão de hemodiálise.
  • 22.
    PNI, 2009; Institutodo Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011; Os medicamentos necessários para evitar ou tratar a anemia e que podem ser usados durante ou logo após a sessão de hemodiálise são a eritropoetina e o ferro endovenoso. O ferro endovenoso pode ser usado um pouco antes do término da sessão de hemodiálise, mas a eritropoetina é, em geral, administrada logo após. Medicamentos e seu uso na Hemodiálise
  • 23.
    Condutas de enfermagem PNI,2009; Instituto do Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011; Google Imagens, 2016.
  • 24.
    Condutas de enfermagem PNI,2009; Instituto do Rim do Paraná, 2016; Brunner, Suddart, 2011; Google Imagens, 2016. Ø Antes do procedimento • Peso Interdialítico; • PA; • Alimentação; • Avaliação do Acesso; • Hipotensores. Ø Durante o procedimento • Medicações; • PA; • Vigilância constante.
  • 25.
    Condutas de enfermagem Brunner,Suddart (2011); Ø Cuidados com o Acesso Vascular • Permeabilidade, aferição da PA e coleta de sangue; • Avaliar sopro ou frêmito; • Curativos compressivos e contenções. Ø Prevenção de Infecção • Contagem de leucócitos e eritrócitos; • Sinais de infecção; • Curativos. .
  • 26.
  • 27.
    ATENÇÃO Muitas dessas complicações podemser evitadas se o profissional de enfermagem esteja sempre alerta e acompanhando o paciente durante a sessão .
  • 28.
    Diálise Peritoneal A diáliseperitoneal é outro tipo de tratamento que substitui as funções dos rins. O objetivo é o mesmo da hemodiálise, tirar o excesso de água e as substâncias que não são mais aproveitadas pelo corpo e que deveriam ser eliminadas através da urina. Este tipo de diálise aproveita o revestimento interior do abdômen, chamado membrana peritoneal, para filtrar o sangue. A membrana peritoneal tem muitos vasos sanguíneos. O sangue que circula na membrana peritoneal, assim como o sangue de todo o corpo, está com excesso de potássio, uréia e outras substâncias que devem ser eliminadas.
  • 29.
    Diálise Peritoneal Na diáliseperitoneal, um liquido especial, chamado solução para diálise, entra no abdômen por meio de um tubo mole (cateter). As substâncias tóxicas passarão, aos poucos, através das paredes dos vasos sanguíneos da membrana peritoneal para a solução de diálise.
  • 30.
    Diálise Peritoneal Depois dealgumas horas, a solução é drenada do abdômen e a seguir volta-se a encher o abdômen com uma nova solução de diálise para que o processo de purificação seja repetido. Alguns dias antes da primeira diálise, o cateter que permite a entrada e a salda da solução de diálise da cavidade abdominal é colocado através de uma pequena cirurgia feita por um cirurgião. O cateter fica instalado permanentemente. A diálise peritoneal realizada no hospital é planejada de acordo com as necessidades do paciente, tendo em vista a situação da insuficiência renal terminal. A diálise também pode ser realizada no domicílio do paciente, em local limpo e bem iluminado.
  • 31.
  • 32.
    Diálise Peritoneal – complicações Pode-seproduzir uma hemorragia no ponto onde o cateter sai do corpo ou no interior do abdómen, ou pode perfurar-se um órgão interno durante a colocação do mesmo. O líquido pode extravasar e sair em volta do cateter ou ir para o interior da parede abdominal. A passagem do líquido pode ser obstruída pela presença de coágulos ou de outros resíduos.
  • 33.
    Diálise Peritoneal – complicações Infecção- pode localizar-se no peritoneo, na pele onde se situa o cateter ou na zona que o circunda, causando um abcesso. A infecção em geral surge por um erro na técnica de esterilização em qualquer passo do procedimento da diálise. Habitualmente, os antibióticos podem eliminá-la; caso contrário, é provável que se deva extrair o cateter até que se cure a infecção.
  • 34.
    Assistência de enfermagem– Diálise Peritoneal Regulação do volume e drenagem de líquidos • Verificar sinais vitais; • Avaliar estado de consciência; • Registar balanço hídrico; • Alternar as posições para facilitar a drenagem; • Elevar a cabeceira da cama; • Pressionar firmemente a parte superior do abdómen com ambas as mãos se o fluxo da diálise parar.
  • 35.
    Assistência de enfermagem– Diálise Peritoneal Promoção do conforto: • Administrar analgésicos de acordo com prescrição; • Proporcionar atividades lúdicas; • Encorajar o doente a mudar de posição; • Ajudar na higiene oral e na alimentação.
  • 36.
    Assistência de enfermagem– Diálise Peritoneal Prevenção de complicações: • Avaliar dificuldade respiratória; • Encorajar refeições frequentes e ligeiras; • Usar técnica asséptica; • Fazer culturas do dialisado conforme as indicações; • Verificar temperatura corporal; • Observar se existem náuseas, vómitos, hipersensibilidade abdominal e drenagem turva
  • 37.
    Sinais e Sintomas Opaciente que necessita de hemodiálise ou diálise peritoneal irá apresentar o chamado quadro de uremia: • Rebaixamento do nível de consciência ou confusão mental • Formigamento ou câimbras • Hálito urêmico (com odor de urina) • Fraqueza, náuseas, vômitos, hemorragias digestivas, cefaléia, falta de ar, alteração da coloração da pele, prurido (coceira).
  • 38.
    Sinais e Sintomas Opaciente também apresenta os sinais de anemia e de enfraquecimento dos ossos. Todo este quadro clínico é confrontado com resultados de exames laboratoriais de função renal, coletados no sangue. São avaliados os valores de uréia, creatinina e potássio. Esses valores, quando elevados, indicam a necessidade de Hemodiálise.
  • 39.
  • 40.
    REFERÊNCIAS • BRUNNER, L.S., SUDDARTH, D. S. Tratado de Enfermagem: Médico-Cirúrgica. v.1,. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. • NETTER, F. H. - Atlas de anatomia humana. Porto Alegre: Artes Médica, 2011. PORTO, Celmo Celeno; PORTO, Arnaldo Lemos. Semiologia Médica. 6a ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, • 2010. POTTER, P.A; PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 7a ed. São Paulo: Editora; 2009. • SANTOS, Ana Carolina Bonelá dos et al . Associação entre qualidade de vida e estado nutricional em pacientes renais crônicos em hemodiálise. J. Bras. Nefrol. São Paulo , v. 35, n. 4, p. 279-288, Dec. 2013 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101- 28002013000400008&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 09 de abril de 2016. • Sociedade Brasileira de Nefrologia, Tratamento Hemodiálise. Disponível em: <http://sbn.org.br/publico/tratatamentos/hemodialise/>. Acesso em 10 de abril de 2016. • TELLO, Bolívar Sáenz et al. Anemia e disfunção renal na insuficiência cardíaca. Rev. SOCERJ. Rio de Janeiro, v. 20, n. 6, p. 434-442, Dez.2007. Disponível em <http://www.rbconline.org.br/artigo/anemia-e-disfuncao-renal-na- insuficiencia- cardiaca/>. Acesso em 10 de abril de 2016. • http://www.medicinanet.com.br/conteudos/acp- medicine/5400/insuficiencia_renal_cronica_e_dialise_%E2%80%93_raghu_v_durvasula_ %E2%80%93_jonathan _himmelfarb.htm .