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A Doença de Alzheimer
na Velhice
Ler trab escrito, IMAGEM DE CUIDAR PARA FORMA
COMO A FAMILIA
“É triste alguém que ama não
conseguir lembrar-se do seu
nome ou esquecer como voltar
para casa. Mas o mais
importante é ajudar e fazer
com que estas pessoas vivam
rodeadas de carinho.”
História
A designação doença de
Alzheimer (DA) é uma homenagem ao
neuropsiquiatra alemão Alois
Alzheimer, que em 1906 descreveu
um quadro de demência de causa
desconhecida com agravamento
progressivo, com aspectos idênticos,
bem como as alterações histológicas
aos da já há muito conhecida
demência senil.
Fig.1: Alois Alzheimer
História
O facto que despertou curiosidade em Alzheimer, foi
examinar uma mulher, de meia-idade, que acabou por falecer
com 51 anos, que desde 1902 apresentava sintomas que ele
mesmo descrevia como “inquietação progressiva”, perda
gradual da memória, desorientação e alucinações. Como
estes sintomas eram encontrados habitualmente apenas em
indivíduos com 80 e 90 anos, Alzheimer ficou bastante
intrigado.
História
No sentido de
descobrir a causa destes
sintomas, Alzheimer
abriu a caixa craniana da
mulher, examinou o
cérebro e notou que este
estava severamente
atrofiado, quase como se
tivesse sido seco e
encolhido.
Fig.2: Comparação entre um cérebro
atrofiado pela doença de Alzheimer (à
esquerda) e um cérebro normal (à direita).
Demência
Por demência entende-se a falência global das funções
corticais incluindo a memória, a capacidade para resolver os
problemas do dia a dia, a capacidade para apreender
aptidões motoras e de compreensão, para ter
comportamentos sociais adequados e para controlar
reacções emocionais, na ausência de perturbações do nível
da consciência.
É uma situação muitas vezes irreversível e
progressiva.
Demência
O envelhecimento normal, a tendência para a “falta de
memória” própria do envelhecimento, os graus de
demenciação ligeira, moderada ou grave parecem ser
manifestações do mesmo processo com evolução linear mais
do que entidades distintas.
A doença de Alzheimer é uma das formas de demência
mais prevalentes.
A demência deve ser diferenciada de outras falências
das funções corticais de causa tratável como depressão,
tumores cerebrais ou hematomas, doença de Parkinson,
hipotiroidismo…
O que é Alzheimer?
A Doença de
Alzheimer é uma doença do
cérebro, degenerativa, pois
produz atrofia, progressiva,
com início mais frequente
após os 65 anos, que provoca
a perda da capacidade de
pensar, raciocinar e
memorizar, que afecta as
áreas da linguagem e origina
alterações no
comportamento.
Inteligência
Memória Linguagem
Fig.3: Zonas afectadas do cérebro
Velhice
Considera-se idoso a
pessoa que passou por
alterações físicas,
psicológicas e sociais, todas
elas de carácter natural e
gradativo.
O limite da idade que
permite classificar a pessoa
como idosa corresponde aos
65 anos, embora este limite
seja mais sociológico do que
biológico.Fig.4: Idosa
Velhice
Existem várias características marcantes do
envelhecimento.
No que diz respeito ao envelhecimento dos aspectos
físicos verificam-se modificações a nível externo e interno.
Relativamente ao nosso trabalho, a modificação
interna que se verifica no indivíduo, ao longo do
envelhecimento, à qual damos maior importância, é a perda
de neurónios e atrofia do cérebro, tornando-se menos
eficiente.
Diagnóstico da demência de Alzheimer
Uma das dificuldades em realizar um diagnóstico de
doença de Alzheimer é a aceitação da demência como
consequência normal do envelhecimento.
O diagnóstico de Alzheimer é feito através da
exclusão de outras doenças que podem evoluir também com
quadros demenciais.
Para ter a certeza de um diagnóstico de doença de
Alzheimer é necessário o estudo histológico do cérebro. Mas
mesmo assim a sua fiabilidade não é total.
Prognóstico
Actualmente, mesmo sendo precoce o seu diagnóstico,
não existe qualquer cura para a demência de Alzheimer e as
perspectivas a longo prazo, não indicam uma solução para a
doença, nem diferente tratamento do que é já hoje em dia
aplicado.
Quais as causas da doença?
As causas da Doença de Alzheimer ainda não são
conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas
mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais
que interferem nas funções cognitivas.
A doença de Alzheimer pode ser provocada pela
diminuição de substâncias que transmitem o impulso nervoso
entre os neurónios, como é o caso da acetilcolina.
Quais os factores de risco?
Alguns estudos apontam como factores importantes
para o desenvolvimento da doença:
• A predisposição genética;
• O consumo de álcool e tabaco;
• A classe social e educação;
• Stress;
• Idade;
• Aspectos ambientais;
• Aspectos infecciosos.
Quais os sintomas da Alzheimer?
Os primeiros sintomas surgem muito lentamente,
tornando-se difícil aos familiares do utente recordarem a
altura em que apareceram, pois quando se tornam evidentes
as suas “queixas” são habitualmente confundidas com as
chamadas “coisas da idade”.
Normalmente são descritas quatro fases quanto à
evolução da doença, mas como a última etapa é o
falecimento, muito embora este possa ocorrer em qualquer
outra das fases, visto que a doença de Alzheimer não é
geralmente uma causa de morte por si só, podem-se
considerar apenas três fases.
1ª Fase – fase inicial:
Nesta fase, a pessoa afectada mostra-se um pouco
confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para
comunicar em determinados momentos; às vezes, apresenta
descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma
perda da autonomia para as actividades da vida diária.
2ª Fase – fase intermediária:
Na fase intermediária, o doente necessita de maior
ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não
reconhecer os seus familiares, pode apresentar
incontinência urinária e fecal, torna-se incapaz para o
julgamento e o pensamento abstracto, precisa de auxílio
directo para se vestir, comer, tomar banho, tomar os seus
medicamentos e todas as outras actividades de higiene. Pode
apresentar comportamentos inadequados, irritabilidade,
desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode
apresentar depressão, regressão e apatia.
3ª Fase – fase avançada ou terminal:
No período final da doença, existe perda de peso,
mesmo com dieta adequada; dependência completa, torna-se
incapaz de qualquer actividade de rotina da vida diária e fica
restrito ao leito, com perda total de julgamento e
concentração.
Pode apresentar reacções a medicamentos, infecções
bacterianas e problemas renais.
Na maioria das vezes, a causa da morte não tem
relação com a doença mas com factores relacionados à idade
avançada.
Fases da Doença de Alzheimer
FunçãoFisiol
Tempo (Meses ou Anos)
Sintomas Iniciais
Diagnóstico
Dependência
Dependência Total
Etapa Final
Prevenção e educação
Até ao presente, não existe um tratamento
preventivo para a doença de Alzheimer.
A única prevenção é a do agravamento:
• Organizar uma vida regular;
• Evitar as mudanças de casa e as hospitalizações;
• Manter as funções intelectuais e as actividades físicas.
Atendimento de enfermagem
A função do enfermeiro torna-se imprescindível e
decisiva no dever de comunicar os utentes que tenham pré-
disposição para a doença.
O seu papel torna-se fundamental para despiste,
valorização e observação de evolução de todos os casos que
possam vir a ter a demência.
Atendimento de enfermagem
A tarefa do profissional de saúde, ao nível da
prevenção, é divulgar algumas acções que se julgam
preventivas, tais como:
• Sensibilização da população;
• Rastreio das pessoas em risco;
• Utilização de meios adequados nas pessoas em risco, como:
- Não cozinhar alimentos em alumínio;
- Não abusar de antiácidos;
- Não usar desodorizante em spray;
- Evitar situações de stress ou ansiedade;
- Utilização de aparelhos de desionização.
A recusa em admitir que está doente
• Há uma recusa em admitir que está doente.
• A família vai ter dificuldade em ajudá-lo.
• À medida que as perturbações causadas pela DA se
tornarem mais evidentes, ele pode ficar deprimido e
queixar-se repetidamente da sua saúde.
• A depressão é muitas vezes a demonstração da profunda
frustração que ele sente.
Forma como a família reage à doença
• O cuidador é frequentemente denominado de “a vítima
escondida” ou “a segunda vítima da doença de Alzheimer”.
• Tomar conta de uma pessoa com a DA é mais oneroso
devido ao acréscimo de stress.
• As pessoas que cuidam dos doentes com DA estão em risco
de consequências adversas para a saúde.
Forma como a família reage à doença
A doença de Alzheimer não afecta apenas o doente,
mas também as pessoas que lhe são próximas. A família deve
preparar-se para uma sobrecarga muito grande em termos
emocionais, físicos e financeiros. Também deve organizar-se
com um plano de atenção ao familiar doente, em que se
incluam, além da supervisão sociofamiliar, os cuidados gerais,
sem esquecer os cuidados médicos e as visitas regulares ao
mesmo, que ajudará a acompanhar as condições da pessoa
doente, verificando se existem outros problemas de saúde
que precisem de ser tratados.
A importância do acompanhamento
psicológico
• Ao saberem da doença pela primeira vez, o mundo à sua
volta desmorona-se.
• Já sabem que não se trata de uma doença rara e que
muitas pessoas vivem a mesma experiência, sabem quais as
associações a que se dirigir para pedirem ajuda.
• Sabem que a investigação científica está a fazer
progressos neste domínio, por isso, não vão estar sozinhos
quando enfrentarem as dificuldades que os esperam.
Tratamento
Não existe cura conhecida para a doença de
Alzheimer.
O tratamento destina-se a controlar os sintomas e
proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela
deterioração trazida pela sua condição.
Assim sendo, o tratamento envolve a detecção e
tratamento dos problemas médicos acompanhantes,
tratamento dos sintomas psiquiátricos com medicação
psicotrópica (substância medicamentosa que actua sobre o
psiquismo, ou seja, são estimulantes), instituição de medidas
de comportamento para diminuir os sintomas de falência
cognitiva e aconselhamento à família.
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  • 1. A Doença de Alzheimer na Velhice Ler trab escrito, IMAGEM DE CUIDAR PARA FORMA COMO A FAMILIA
  • 2. “É triste alguém que ama não conseguir lembrar-se do seu nome ou esquecer como voltar para casa. Mas o mais importante é ajudar e fazer com que estas pessoas vivam rodeadas de carinho.”
  • 3. História A designação doença de Alzheimer (DA) é uma homenagem ao neuropsiquiatra alemão Alois Alzheimer, que em 1906 descreveu um quadro de demência de causa desconhecida com agravamento progressivo, com aspectos idênticos, bem como as alterações histológicas aos da já há muito conhecida demência senil. Fig.1: Alois Alzheimer
  • 4. História O facto que despertou curiosidade em Alzheimer, foi examinar uma mulher, de meia-idade, que acabou por falecer com 51 anos, que desde 1902 apresentava sintomas que ele mesmo descrevia como “inquietação progressiva”, perda gradual da memória, desorientação e alucinações. Como estes sintomas eram encontrados habitualmente apenas em indivíduos com 80 e 90 anos, Alzheimer ficou bastante intrigado.
  • 5. História No sentido de descobrir a causa destes sintomas, Alzheimer abriu a caixa craniana da mulher, examinou o cérebro e notou que este estava severamente atrofiado, quase como se tivesse sido seco e encolhido. Fig.2: Comparação entre um cérebro atrofiado pela doença de Alzheimer (à esquerda) e um cérebro normal (à direita).
  • 6. Demência Por demência entende-se a falência global das funções corticais incluindo a memória, a capacidade para resolver os problemas do dia a dia, a capacidade para apreender aptidões motoras e de compreensão, para ter comportamentos sociais adequados e para controlar reacções emocionais, na ausência de perturbações do nível da consciência. É uma situação muitas vezes irreversível e progressiva.
  • 7. Demência O envelhecimento normal, a tendência para a “falta de memória” própria do envelhecimento, os graus de demenciação ligeira, moderada ou grave parecem ser manifestações do mesmo processo com evolução linear mais do que entidades distintas. A doença de Alzheimer é uma das formas de demência mais prevalentes. A demência deve ser diferenciada de outras falências das funções corticais de causa tratável como depressão, tumores cerebrais ou hematomas, doença de Parkinson, hipotiroidismo…
  • 8. O que é Alzheimer? A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, pois produz atrofia, progressiva, com início mais frequente após os 65 anos, que provoca a perda da capacidade de pensar, raciocinar e memorizar, que afecta as áreas da linguagem e origina alterações no comportamento. Inteligência Memória Linguagem Fig.3: Zonas afectadas do cérebro
  • 9. Velhice Considera-se idoso a pessoa que passou por alterações físicas, psicológicas e sociais, todas elas de carácter natural e gradativo. O limite da idade que permite classificar a pessoa como idosa corresponde aos 65 anos, embora este limite seja mais sociológico do que biológico.Fig.4: Idosa
  • 10. Velhice Existem várias características marcantes do envelhecimento. No que diz respeito ao envelhecimento dos aspectos físicos verificam-se modificações a nível externo e interno. Relativamente ao nosso trabalho, a modificação interna que se verifica no indivíduo, ao longo do envelhecimento, à qual damos maior importância, é a perda de neurónios e atrofia do cérebro, tornando-se menos eficiente.
  • 11. Diagnóstico da demência de Alzheimer Uma das dificuldades em realizar um diagnóstico de doença de Alzheimer é a aceitação da demência como consequência normal do envelhecimento. O diagnóstico de Alzheimer é feito através da exclusão de outras doenças que podem evoluir também com quadros demenciais. Para ter a certeza de um diagnóstico de doença de Alzheimer é necessário o estudo histológico do cérebro. Mas mesmo assim a sua fiabilidade não é total.
  • 12. Prognóstico Actualmente, mesmo sendo precoce o seu diagnóstico, não existe qualquer cura para a demência de Alzheimer e as perspectivas a longo prazo, não indicam uma solução para a doença, nem diferente tratamento do que é já hoje em dia aplicado.
  • 13. Quais as causas da doença? As causas da Doença de Alzheimer ainda não são conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. A doença de Alzheimer pode ser provocada pela diminuição de substâncias que transmitem o impulso nervoso entre os neurónios, como é o caso da acetilcolina.
  • 14. Quais os factores de risco? Alguns estudos apontam como factores importantes para o desenvolvimento da doença: • A predisposição genética; • O consumo de álcool e tabaco; • A classe social e educação; • Stress; • Idade; • Aspectos ambientais; • Aspectos infecciosos.
  • 15. Quais os sintomas da Alzheimer? Os primeiros sintomas surgem muito lentamente, tornando-se difícil aos familiares do utente recordarem a altura em que apareceram, pois quando se tornam evidentes as suas “queixas” são habitualmente confundidas com as chamadas “coisas da idade”. Normalmente são descritas quatro fases quanto à evolução da doença, mas como a última etapa é o falecimento, muito embora este possa ocorrer em qualquer outra das fases, visto que a doença de Alzheimer não é geralmente uma causa de morte por si só, podem-se considerar apenas três fases.
  • 16. 1ª Fase – fase inicial: Nesta fase, a pessoa afectada mostra-se um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para comunicar em determinados momentos; às vezes, apresenta descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as actividades da vida diária.
  • 17. 2ª Fase – fase intermediária: Na fase intermediária, o doente necessita de maior ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer os seus familiares, pode apresentar incontinência urinária e fecal, torna-se incapaz para o julgamento e o pensamento abstracto, precisa de auxílio directo para se vestir, comer, tomar banho, tomar os seus medicamentos e todas as outras actividades de higiene. Pode apresentar comportamentos inadequados, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode apresentar depressão, regressão e apatia.
  • 18. 3ª Fase – fase avançada ou terminal: No período final da doença, existe perda de peso, mesmo com dieta adequada; dependência completa, torna-se incapaz de qualquer actividade de rotina da vida diária e fica restrito ao leito, com perda total de julgamento e concentração. Pode apresentar reacções a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença mas com factores relacionados à idade avançada.
  • 19. Fases da Doença de Alzheimer FunçãoFisiol Tempo (Meses ou Anos) Sintomas Iniciais Diagnóstico Dependência Dependência Total Etapa Final
  • 20. Prevenção e educação Até ao presente, não existe um tratamento preventivo para a doença de Alzheimer. A única prevenção é a do agravamento: • Organizar uma vida regular; • Evitar as mudanças de casa e as hospitalizações; • Manter as funções intelectuais e as actividades físicas.
  • 21. Atendimento de enfermagem A função do enfermeiro torna-se imprescindível e decisiva no dever de comunicar os utentes que tenham pré- disposição para a doença. O seu papel torna-se fundamental para despiste, valorização e observação de evolução de todos os casos que possam vir a ter a demência.
  • 22. Atendimento de enfermagem A tarefa do profissional de saúde, ao nível da prevenção, é divulgar algumas acções que se julgam preventivas, tais como: • Sensibilização da população; • Rastreio das pessoas em risco; • Utilização de meios adequados nas pessoas em risco, como: - Não cozinhar alimentos em alumínio; - Não abusar de antiácidos; - Não usar desodorizante em spray; - Evitar situações de stress ou ansiedade; - Utilização de aparelhos de desionização.
  • 23. A recusa em admitir que está doente • Há uma recusa em admitir que está doente. • A família vai ter dificuldade em ajudá-lo. • À medida que as perturbações causadas pela DA se tornarem mais evidentes, ele pode ficar deprimido e queixar-se repetidamente da sua saúde. • A depressão é muitas vezes a demonstração da profunda frustração que ele sente.
  • 24. Forma como a família reage à doença • O cuidador é frequentemente denominado de “a vítima escondida” ou “a segunda vítima da doença de Alzheimer”. • Tomar conta de uma pessoa com a DA é mais oneroso devido ao acréscimo de stress. • As pessoas que cuidam dos doentes com DA estão em risco de consequências adversas para a saúde.
  • 25. Forma como a família reage à doença A doença de Alzheimer não afecta apenas o doente, mas também as pessoas que lhe são próximas. A família deve preparar-se para uma sobrecarga muito grande em termos emocionais, físicos e financeiros. Também deve organizar-se com um plano de atenção ao familiar doente, em que se incluam, além da supervisão sociofamiliar, os cuidados gerais, sem esquecer os cuidados médicos e as visitas regulares ao mesmo, que ajudará a acompanhar as condições da pessoa doente, verificando se existem outros problemas de saúde que precisem de ser tratados.
  • 26. A importância do acompanhamento psicológico • Ao saberem da doença pela primeira vez, o mundo à sua volta desmorona-se. • Já sabem que não se trata de uma doença rara e que muitas pessoas vivem a mesma experiência, sabem quais as associações a que se dirigir para pedirem ajuda. • Sabem que a investigação científica está a fazer progressos neste domínio, por isso, não vão estar sozinhos quando enfrentarem as dificuldades que os esperam.
  • 27. Tratamento Não existe cura conhecida para a doença de Alzheimer. O tratamento destina-se a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela deterioração trazida pela sua condição. Assim sendo, o tratamento envolve a detecção e tratamento dos problemas médicos acompanhantes, tratamento dos sintomas psiquiátricos com medicação psicotrópica (substância medicamentosa que actua sobre o psiquismo, ou seja, são estimulantes), instituição de medidas de comportamento para diminuir os sintomas de falência cognitiva e aconselhamento à família.
  • 28. Fim: