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DEFESA ESPECÍFICA
Imunidade específica ou adquirida
Conjunto de processos através dos quais o
organismo reconhece os agentes invasores e os
destrói de uma forma dirigida e eficaz.
• Ao contrário da defesa não-específica, a resposta
do organismo ao agente invasor melhora a cada
novo contacto.
Todos os componentes
moleculares que
desencadeiam uma resposta
específica são antigénios ou
antigenes.
Um antigénio possui uma ou
várias regiões capazes de
serem reconhecidas pelas
células do sistema imunitário.
Cada uma dessas regiões é um
determinante antigénico ou
epítopo.
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Linfócitos B e linfócitos T
As principais células envolvidas na
defesa específica do organismo
são os linfócitos B e T.
• Ambos se formam a partir de
células estaminais na medula
vermelha dos ossos.
• As células precursoras do
linfócitos T migram para o timo
onde completam a maturação.
10 - Sistema imunitário 2.1.pptx
Imunocompetência
Durante a maturação dos
linfócitos B e T, estes
adquirem recetores
sensoriais para numerosos
e variados antigénios,
passando a reconhecê-los e
tornando-se células
imunocompetentes.
• O conjunto de linfócitos
com recetores para um
determinante antigénico
constitui um clone.
• Cada pessoa tem uma enorme variedade de linfócitos B e T,
com diferentes recetores, capazes de reconhecer um
número quase infinito de moléculas estranhas.
• Durante o processo de maturação são eliminados os
linfócitos que têm recetores para moléculas próprias do
organismo.
Respostas imunitárias específicas
Tradicionalmente, os
mecanismos de defesa
do organismo são
divididos em imunidade
humoral e imunidade
celular.
Imunidade humoral
A imunidade humoral é
mediada por anticorpos que
circulam no sangue e na linfa
e que são produzidos após o
reconhecimento do
antigénio por linfócitos B.
Um anticorpo é uma proteína específica produzida por
plasmócitos em resposta à presença de um antigénio, com o
qual reage especificamente.
10 - Sistema imunitário 2.1.pptx
Imunidade humoral
A imunidade humoral
envolve os seguintes
acontecimentos:
1. Reconhecimento de
determinantes
antigénicos por
linfócitos B com
recetores específicos.
2. Ativação do clone de
linfócitos B que entra
em divisão celular.
3. Diferenciação de parte das células do clone
de linfócitos B ativado em plasmócitos;
diferenciação de outra parte em células de
memória.
Os plasmócitos são células produtoras de
anticorpos, que são libertados no sangue e
na linfa. Possuem o RER hipertrofiado para
produzir imunoglobulinas em larga escala.
4. Interação dos anticorpos com o antigénio e
sua destruição.
5. Morte dos plasmócitos e degradação dos
anticorpos, após a destruição do antigénio,
diminuindo a sua concentração no sangue.
Anticorpos
Os anticorpos pertencem a um grupo de proteínas globulares
designadas imunoglobulinas.
Apresentam estrutura em forma de Y, constituída por quatro
cadeias polipeptídicas, duas cadeias pesadas e duas leves.
As cadeias polipeptídicas possuem uma região
constante, muito semelhante em todas as
imunoglobulinas, e uma região variável.
Na região variável das imunoglobulinas existem
sequências de aminoácidos que lhes conferem
uma conformação tridimensional particular e
que permitem interações eletrostáticas
específicas.
É nesta região que se estabelece a ligação com o
antigénio, formando o complexo antigénio-
anticorpo.
Dada a sua forma em Y, cada anticorpo apresenta
duas regiões variáveis e, por isso, dois locais
de ligação ao antigénio.
Como um antigénio possui vários determinantes
antigénicos e os anticorpos são específicos
para esses determinantes, um mesmo
antigénio pode ligar-se a vários anticorpos.
Mecanismos de ação dos anticorpos
• Neutralização direta de bactérias e
vírus: os anticorpos ligam-se ao
antigénio, neutralizando-o. A
neutralização dos vírus resulta da ligação
dos anticorpos a moléculas que são
fundamentais para que os vírus possam
infetar as células. No caso das bactérias,
os anticorpos cobrem a sua superfície
até que sejam eliminadas por células
fagocitárias.
• Aglutinação: os anticorpos agregam os agentes
patogénicos, formando estruturas de grandes dimensões
que são fagocitadas.
Mecanismos de ação dos anticorpos
• Precipitação: ligação de moléculas
dissolvidas nos fluidos corporais
(por exemplo, toxinas) tornando-as
insolúveis. Estes complexos
insolúveis são removidos por
fagócitos.
• Ativação do sistema
complemento: o complexo
antigénio-anticorpo ativa a
primeira proteína do complexo,
dando início a uma série de
reações sucessivas de ativação,
culminando na lise celular.
• Estimulação da fagocitose: os macrófagos
possuem recetores que reconhecem os
anticorpos ligados aos antigénios, sendo
estimulados a realizar a fagocitose.
Imunidade celular
A imunidade celular é mediada pelos
linfócitos T e é particularmente efetiva
na defesa do organismo contra agentes
patogénicos intracelulares, pela
destruição de células infetadas e contra
células cancerosas (vigilância
imunitária).
É também responsável pela rejeição de
enxertos e transplantes.
Os linfócitos T só reconhecem antigénios apresentados na
superfície das células do nosso organismo ligados a
moléculas identificadoras do indivíduo.
Imunidade celular
1. O processo tem início com a
apresentação do antigénio aos
linfócitos T auxiliares (TH).
As células apresentadoras podem
ser macrófagos, que
fagocitaram e processaram
agentes patogénicos, podem
ser linfócitos B, células
infetadas, células cancerosas
ou células de outro organismo.
Após fagocitar e digerir agentes patogénicos,
formam-se fragmentos de moléculas com
poder antigénico que são inseridas na
membrana do macrófago.
Assim, os macrófagos exibem na sua superfície
o antigénio apresentando-o aos TH, que o
reconhece devido aos recetores específicos
que possuem, ficando ativados.
2. O clone de TH divide-se e diferencia-se em
linfócitos T citotóxicos (TC) e linfócitos T de
memória (TM).
Os TH também libertam mediadores químicos
(citoquinas) que estimulam a fagocitose, a
produção de interferão e a produção de
anticorpos pelos linfócitos B.
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3. Os TC ligam-se às células estranhas ou infetadas
e libertam perforina (proteína que forma poros
na membrana citoplasmática), provocando lise
celular.
4. Os TM
desencadeiam uma
resposta mais rápida
e vigorosa num
segundo contacto
com o mesmo
antigénio.
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Resposta imunitária primária
O primeiro contacto do organismo com um
antigénio origina uma resposta imunitária
primária, durante a qual são ativados
linfócitos B e T que se diferenciam em células
efetoras e células de memória.
Resposta imunitária secundária
Eliminado o antigénio, as células efetoras
desaparecem. As células de memória
permanecem no organismo e dão origem a uma
resposta imunitária secundária, mais rápida,
intensa e prolongada, num segundo contacto
com o mesmo antigénio.
Esta propriedade designa-se memória imunitária.
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Imunização
A memória imunitária está na base
da imunização artificial através
da vacinação.
Uma vacina é uma solução
preparada com antigénios
tornados inofensivos, como por
exemplo, microrganismos
mortos ou atenuados ou toxinas
inativas.
A vacina desencadeia no organismo
uma resposta imunitária
primária e formam-se células de
memória.

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10 - Sistema imunitário 2.1.pptx

  • 2. Imunidade específica ou adquirida Conjunto de processos através dos quais o organismo reconhece os agentes invasores e os destrói de uma forma dirigida e eficaz. • Ao contrário da defesa não-específica, a resposta do organismo ao agente invasor melhora a cada novo contacto.
  • 3. Todos os componentes moleculares que desencadeiam uma resposta específica são antigénios ou antigenes. Um antigénio possui uma ou várias regiões capazes de serem reconhecidas pelas células do sistema imunitário. Cada uma dessas regiões é um determinante antigénico ou epítopo.
  • 5. Linfócitos B e linfócitos T As principais células envolvidas na defesa específica do organismo são os linfócitos B e T. • Ambos se formam a partir de células estaminais na medula vermelha dos ossos. • As células precursoras do linfócitos T migram para o timo onde completam a maturação.
  • 7. Imunocompetência Durante a maturação dos linfócitos B e T, estes adquirem recetores sensoriais para numerosos e variados antigénios, passando a reconhecê-los e tornando-se células imunocompetentes. • O conjunto de linfócitos com recetores para um determinante antigénico constitui um clone.
  • 8. • Cada pessoa tem uma enorme variedade de linfócitos B e T, com diferentes recetores, capazes de reconhecer um número quase infinito de moléculas estranhas. • Durante o processo de maturação são eliminados os linfócitos que têm recetores para moléculas próprias do organismo.
  • 9. Respostas imunitárias específicas Tradicionalmente, os mecanismos de defesa do organismo são divididos em imunidade humoral e imunidade celular.
  • 10. Imunidade humoral A imunidade humoral é mediada por anticorpos que circulam no sangue e na linfa e que são produzidos após o reconhecimento do antigénio por linfócitos B. Um anticorpo é uma proteína específica produzida por plasmócitos em resposta à presença de um antigénio, com o qual reage especificamente.
  • 12. Imunidade humoral A imunidade humoral envolve os seguintes acontecimentos: 1. Reconhecimento de determinantes antigénicos por linfócitos B com recetores específicos. 2. Ativação do clone de linfócitos B que entra em divisão celular.
  • 13. 3. Diferenciação de parte das células do clone de linfócitos B ativado em plasmócitos; diferenciação de outra parte em células de memória. Os plasmócitos são células produtoras de anticorpos, que são libertados no sangue e na linfa. Possuem o RER hipertrofiado para produzir imunoglobulinas em larga escala.
  • 14. 4. Interação dos anticorpos com o antigénio e sua destruição. 5. Morte dos plasmócitos e degradação dos anticorpos, após a destruição do antigénio, diminuindo a sua concentração no sangue.
  • 15. Anticorpos Os anticorpos pertencem a um grupo de proteínas globulares designadas imunoglobulinas. Apresentam estrutura em forma de Y, constituída por quatro cadeias polipeptídicas, duas cadeias pesadas e duas leves.
  • 16. As cadeias polipeptídicas possuem uma região constante, muito semelhante em todas as imunoglobulinas, e uma região variável.
  • 17. Na região variável das imunoglobulinas existem sequências de aminoácidos que lhes conferem uma conformação tridimensional particular e que permitem interações eletrostáticas específicas. É nesta região que se estabelece a ligação com o antigénio, formando o complexo antigénio- anticorpo. Dada a sua forma em Y, cada anticorpo apresenta duas regiões variáveis e, por isso, dois locais de ligação ao antigénio. Como um antigénio possui vários determinantes antigénicos e os anticorpos são específicos para esses determinantes, um mesmo antigénio pode ligar-se a vários anticorpos.
  • 18. Mecanismos de ação dos anticorpos
  • 19. • Neutralização direta de bactérias e vírus: os anticorpos ligam-se ao antigénio, neutralizando-o. A neutralização dos vírus resulta da ligação dos anticorpos a moléculas que são fundamentais para que os vírus possam infetar as células. No caso das bactérias, os anticorpos cobrem a sua superfície até que sejam eliminadas por células fagocitárias. • Aglutinação: os anticorpos agregam os agentes patogénicos, formando estruturas de grandes dimensões que são fagocitadas. Mecanismos de ação dos anticorpos
  • 20. • Precipitação: ligação de moléculas dissolvidas nos fluidos corporais (por exemplo, toxinas) tornando-as insolúveis. Estes complexos insolúveis são removidos por fagócitos. • Ativação do sistema complemento: o complexo antigénio-anticorpo ativa a primeira proteína do complexo, dando início a uma série de reações sucessivas de ativação, culminando na lise celular.
  • 21. • Estimulação da fagocitose: os macrófagos possuem recetores que reconhecem os anticorpos ligados aos antigénios, sendo estimulados a realizar a fagocitose.
  • 22. Imunidade celular A imunidade celular é mediada pelos linfócitos T e é particularmente efetiva na defesa do organismo contra agentes patogénicos intracelulares, pela destruição de células infetadas e contra células cancerosas (vigilância imunitária). É também responsável pela rejeição de enxertos e transplantes.
  • 23. Os linfócitos T só reconhecem antigénios apresentados na superfície das células do nosso organismo ligados a moléculas identificadoras do indivíduo.
  • 24. Imunidade celular 1. O processo tem início com a apresentação do antigénio aos linfócitos T auxiliares (TH). As células apresentadoras podem ser macrófagos, que fagocitaram e processaram agentes patogénicos, podem ser linfócitos B, células infetadas, células cancerosas ou células de outro organismo.
  • 25. Após fagocitar e digerir agentes patogénicos, formam-se fragmentos de moléculas com poder antigénico que são inseridas na membrana do macrófago. Assim, os macrófagos exibem na sua superfície o antigénio apresentando-o aos TH, que o reconhece devido aos recetores específicos que possuem, ficando ativados.
  • 26. 2. O clone de TH divide-se e diferencia-se em linfócitos T citotóxicos (TC) e linfócitos T de memória (TM). Os TH também libertam mediadores químicos (citoquinas) que estimulam a fagocitose, a produção de interferão e a produção de anticorpos pelos linfócitos B.
  • 30. 3. Os TC ligam-se às células estranhas ou infetadas e libertam perforina (proteína que forma poros na membrana citoplasmática), provocando lise celular.
  • 31. 4. Os TM desencadeiam uma resposta mais rápida e vigorosa num segundo contacto com o mesmo antigénio.
  • 34. Resposta imunitária primária O primeiro contacto do organismo com um antigénio origina uma resposta imunitária primária, durante a qual são ativados linfócitos B e T que se diferenciam em células efetoras e células de memória.
  • 35. Resposta imunitária secundária Eliminado o antigénio, as células efetoras desaparecem. As células de memória permanecem no organismo e dão origem a uma resposta imunitária secundária, mais rápida, intensa e prolongada, num segundo contacto com o mesmo antigénio. Esta propriedade designa-se memória imunitária.
  • 38. Imunização A memória imunitária está na base da imunização artificial através da vacinação. Uma vacina é uma solução preparada com antigénios tornados inofensivos, como por exemplo, microrganismos mortos ou atenuados ou toxinas inativas. A vacina desencadeia no organismo uma resposta imunitária primária e formam-se células de memória.