Introdução a Arquitetura e Urbanismo Profa.: Ana Cunha Araújo
ESTATUTO DA CIDADE
ESTATUTO DA CIDADE O planejamento urbano no Brasil passou por uma mudança a partir da publicação do Estatuto da Cidade , Lei Federal 10.257/2001 que regulamentou os artigos da Constituição Federal que tratam da política urbana (artigos 182 e 183).  Essa lei representou  uma resposta para as reivindicações  de diversos setores da sociedade.
ESTATUTO DA CIDADE Na década de 60  aconteceu o Seminário Nacional de Habitação e Reforma Urbana, em Petrópolis/RJ  onde foram discutidos as reformas sociais .  O golpe militar de 1964 representou um retrocesso a essas reformas , revertendo as conquistas obtidas até então.
ESTATUTO DA CIDADE Na década de 70 os movimentos sociais voltaram a reivindicar mudanças nas políticas urbanas. Em  1977  aconteceu a  primeira experiência  de criação de uma  lei nacional de desenvolvimento urbano .
ESTATUTO DA CIDADE Em 1983  foi enviado ao Congresso Nacional,  pelo governo militar , o PL 775 – um  projeto de lei do Desenvolvimento Urbano .  Esse projeto de lei  causou grande reação no Congresso, impedindo sua aprovação.
ESTATUTO DA CIDADE Entre 87 e 88  foi apresentada na Assembleia Constituinte uma proposta de  Emenda Constitucional de Iniciativa Popular de Reforma Urbana , que retomava a luta iniciada na década de 60.  Essa emenda acabou  se resumindo ao capítulo sobre a Política Urbana , composto pelos artigos  182  e  183  da Constituição.  O modo como esses artigos foram redigidos acabou criando dificuldades para a implementação efetiva da função social da propriedade, uma vez que condicionou a aplicação dos instrumentos à criação de uma lei federal que regulamentasse a Constituição e ao plano diretor (MARICATO, 2001). Com isso, o Supremo Tribunal Federal não considerou os artigos auto-aplicáveis, apesar do entendimento contrário de alguns juristas mais progressistas (GRAZIA, 2003).
ESTATUTO DA CIDADE A maneira como esses artigos foram escritos criou dificuldades para a implementação efetiva da função social da propriedade. Eles condicionavam a aplicação dos instrumentos à criação de uma lei federal  que regulamentasse a Constituição e ao plano diretor.
ESTATUTO DA CIDADE O Brasil nunca havia se preocupado em ter um planejamento urbano capaz de suportar o crescimento das cidades.  Depois de alguns anos da vigência do Estatuto da Cidade percebeu-se uma corrida dos municípios que tinham obrigação de implementá-lo  nos seus Planos Diretores, para cumprir o calendário da lei.
ESTATUTO DA CIDADE O Estatuto da Cidade é uma verdadeira revolução social na propriedade urbana –  o imóvel deixa de ser uma forma de acumular riquezas, recebendo um tratamento produtivo . Seu objetivo é  disciplinar a função social da propriedade urbana .
ESTATUTO DA CIDADE A compreensão que se tinha na época era a de que  uma propriedade urbana mantida para fins de especulação imobiliária , produz um ônus social, econômico e ambiental à cidade.  O  ônus econômico  ocorre pelo  investimento de recursos  para assegurar benefícios sociais e ambientais  em   áreas de pouca densidade populacional .
ESTATUTO DA CIDADE É um  mecanismo de regulamentação da função social da propriedade urbana em benefício da maioria da população , por combater a especulação imobiliária.
ESTATUTO DA CIDADE Caracteres da   função social da propriedade :  Atender às exigências de   ordenação da cidade  expressa no plano diretor; Assegurar o atendimento das necessidades dos cidadãos  quanto a qualidade de vida, justiça social e desenvolvimento das atividades econômicas.
ESTATUTO DA CIDADE EVENTOS PREVISTOS: Conferências:  ampliam a participação. Audiências Públicas:  debatem a metodologia e os temas e afirmam a participação. Reuniões Temáticas:  grupos menores, de interesse delimitado. Iniciativa popular de projeto de lei, programas e projetos.
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS INSTRUMENTOS DE INDUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO URBANO   São os relativos ao  parcelamento ,  utilização compulsórios  (obrigatório): IPTU  progressivo ;  desapropriação para fins de reforma urbana ,  consórcio imobiliário ;  operações urbanas consorciadas  e  direito de preempção .
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS PARCELAMENTO ou EDIFICAÇÃO COMPULSÓRIOS Instrumento que  obriga os proprietários de imóveis urbanos a utilizar socialmente estes imóveis , de acordo com o disciplinado no Plano Diretor do Município.  Pode ser  através do parcelamento  de uma área urbana não utilizada ou sub-utilizada  ou a edificação  de uma área urbana não edificada.
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS IPTU PROGRESSIVO Caracteriza-se como  pena ao proprietário que não destinou seu imóvel a uma função social .  A finalidade  da utilização do IPTU progressivo no tempo é a de  forçar o proprietário a cumprir com as obrigações de parcelar ou edificar .
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA URBANA O poder público municipal faz a desapropriação como uma  pena ao proprietário por não respeitar o princípio da função social da propriedade .
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS CONSÓRCIO IMOBILIÁRIO Instrumento de cooperação   entre o poder público e a iniciativa privada para fins de urbanização , regulamentado através do Plano Diretor, em áreas carentes de infra-estrutura e serviços urbanos. O poder público realiza as obras em troca de uma parte dos lotes urbanizados .
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DIREITO DE PREEMPÇÃO Instrumento que  confere  em determinas situações  o direito de preferência para adquirir, mediante compra , um imóvel que esteja sendo vendido pelo proprietário a outra pessoa.  O direito visa conferir ao poder público, a  preferência para adquirir imóvel urbano  em razão das diretrizes da política urbana.
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR   Trata-se da  criação de um coeficiente básico de aproveitamento, e acima deste, o proprietário para construir, terá que dar uma contrapartida para o Poder Público , justificando-se pelo adensamento a ser provocado.
CONSIDERAÇÕES O Estatuto da Cidade afirma a  possibilidade de efetivação dos princípios da democracia participativa , da  gestão democrática  e da  função social da propriedade urbana . Ele busca  assegurar o direito a propriedade imobiliária urbana ,  desde que cumprida a sua função social  – reconhecendo a função da propriedade em razão das necessidades da sociedade como um todo.
CONSIDERAÇÕES Os sistemas de gestão democráticos passam a ser  diretrizes da administração pública . Explicita o  principio da participação popular  como diretriz da política urbana. O Estatuto da Cidade  propõe instrumentos no sentido de democratizar e dar eficiência social  para a administração das cidades –  cumpre às comunidades, e ao Ministério Público fiscalizar e dar efetividade a lei .

10. estatuto da cidade

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    Introdução a Arquiteturae Urbanismo Profa.: Ana Cunha Araújo
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    ESTATUTO DA CIDADEO planejamento urbano no Brasil passou por uma mudança a partir da publicação do Estatuto da Cidade , Lei Federal 10.257/2001 que regulamentou os artigos da Constituição Federal que tratam da política urbana (artigos 182 e 183). Essa lei representou uma resposta para as reivindicações de diversos setores da sociedade.
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    ESTATUTO DA CIDADENa década de 60 aconteceu o Seminário Nacional de Habitação e Reforma Urbana, em Petrópolis/RJ onde foram discutidos as reformas sociais . O golpe militar de 1964 representou um retrocesso a essas reformas , revertendo as conquistas obtidas até então.
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    ESTATUTO DA CIDADENa década de 70 os movimentos sociais voltaram a reivindicar mudanças nas políticas urbanas. Em 1977 aconteceu a primeira experiência de criação de uma lei nacional de desenvolvimento urbano .
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    ESTATUTO DA CIDADEEm 1983 foi enviado ao Congresso Nacional, pelo governo militar , o PL 775 – um projeto de lei do Desenvolvimento Urbano . Esse projeto de lei causou grande reação no Congresso, impedindo sua aprovação.
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    ESTATUTO DA CIDADEEntre 87 e 88 foi apresentada na Assembleia Constituinte uma proposta de Emenda Constitucional de Iniciativa Popular de Reforma Urbana , que retomava a luta iniciada na década de 60. Essa emenda acabou se resumindo ao capítulo sobre a Política Urbana , composto pelos artigos 182 e 183 da Constituição. O modo como esses artigos foram redigidos acabou criando dificuldades para a implementação efetiva da função social da propriedade, uma vez que condicionou a aplicação dos instrumentos à criação de uma lei federal que regulamentasse a Constituição e ao plano diretor (MARICATO, 2001). Com isso, o Supremo Tribunal Federal não considerou os artigos auto-aplicáveis, apesar do entendimento contrário de alguns juristas mais progressistas (GRAZIA, 2003).
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    ESTATUTO DA CIDADEA maneira como esses artigos foram escritos criou dificuldades para a implementação efetiva da função social da propriedade. Eles condicionavam a aplicação dos instrumentos à criação de uma lei federal que regulamentasse a Constituição e ao plano diretor.
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    ESTATUTO DA CIDADEO Brasil nunca havia se preocupado em ter um planejamento urbano capaz de suportar o crescimento das cidades. Depois de alguns anos da vigência do Estatuto da Cidade percebeu-se uma corrida dos municípios que tinham obrigação de implementá-lo nos seus Planos Diretores, para cumprir o calendário da lei.
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    ESTATUTO DA CIDADEO Estatuto da Cidade é uma verdadeira revolução social na propriedade urbana – o imóvel deixa de ser uma forma de acumular riquezas, recebendo um tratamento produtivo . Seu objetivo é disciplinar a função social da propriedade urbana .
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    ESTATUTO DA CIDADEA compreensão que se tinha na época era a de que uma propriedade urbana mantida para fins de especulação imobiliária , produz um ônus social, econômico e ambiental à cidade. O ônus econômico ocorre pelo investimento de recursos para assegurar benefícios sociais e ambientais em áreas de pouca densidade populacional .
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    ESTATUTO DA CIDADEÉ um mecanismo de regulamentação da função social da propriedade urbana em benefício da maioria da população , por combater a especulação imobiliária.
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    ESTATUTO DA CIDADECaracteres da função social da propriedade : Atender às exigências de ordenação da cidade expressa no plano diretor; Assegurar o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto a qualidade de vida, justiça social e desenvolvimento das atividades econômicas.
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    ESTATUTO DA CIDADEEVENTOS PREVISTOS: Conferências: ampliam a participação. Audiências Públicas: debatem a metodologia e os temas e afirmam a participação. Reuniões Temáticas: grupos menores, de interesse delimitado. Iniciativa popular de projeto de lei, programas e projetos.
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    PRINCIPAIS INSTRUMENTOS INSTRUMENTOSDE INDUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO URBANO São os relativos ao parcelamento , utilização compulsórios (obrigatório): IPTU progressivo ; desapropriação para fins de reforma urbana , consórcio imobiliário ; operações urbanas consorciadas e direito de preempção .
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    PRINCIPAIS INSTRUMENTOS PARCELAMENTOou EDIFICAÇÃO COMPULSÓRIOS Instrumento que obriga os proprietários de imóveis urbanos a utilizar socialmente estes imóveis , de acordo com o disciplinado no Plano Diretor do Município. Pode ser através do parcelamento de uma área urbana não utilizada ou sub-utilizada ou a edificação de uma área urbana não edificada.
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    PRINCIPAIS INSTRUMENTOS IPTUPROGRESSIVO Caracteriza-se como pena ao proprietário que não destinou seu imóvel a uma função social . A finalidade da utilização do IPTU progressivo no tempo é a de forçar o proprietário a cumprir com as obrigações de parcelar ou edificar .
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    PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DESAPROPRIAÇÃOPARA FINS DE REFORMA URBANA O poder público municipal faz a desapropriação como uma pena ao proprietário por não respeitar o princípio da função social da propriedade .
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    PRINCIPAIS INSTRUMENTOS CONSÓRCIOIMOBILIÁRIO Instrumento de cooperação entre o poder público e a iniciativa privada para fins de urbanização , regulamentado através do Plano Diretor, em áreas carentes de infra-estrutura e serviços urbanos. O poder público realiza as obras em troca de uma parte dos lotes urbanizados .
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    PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DIREITODE PREEMPÇÃO Instrumento que confere em determinas situações o direito de preferência para adquirir, mediante compra , um imóvel que esteja sendo vendido pelo proprietário a outra pessoa. O direito visa conferir ao poder público, a preferência para adquirir imóvel urbano em razão das diretrizes da política urbana.
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    PRINCIPAIS INSTRUMENTOS OUTORGAONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR Trata-se da criação de um coeficiente básico de aproveitamento, e acima deste, o proprietário para construir, terá que dar uma contrapartida para o Poder Público , justificando-se pelo adensamento a ser provocado.
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    CONSIDERAÇÕES O Estatutoda Cidade afirma a possibilidade de efetivação dos princípios da democracia participativa , da gestão democrática e da função social da propriedade urbana . Ele busca assegurar o direito a propriedade imobiliária urbana , desde que cumprida a sua função social – reconhecendo a função da propriedade em razão das necessidades da sociedade como um todo.
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    CONSIDERAÇÕES Os sistemasde gestão democráticos passam a ser diretrizes da administração pública . Explicita o principio da participação popular como diretriz da política urbana. O Estatuto da Cidade propõe instrumentos no sentido de democratizar e dar eficiência social para a administração das cidades – cumpre às comunidades, e ao Ministério Público fiscalizar e dar efetividade a lei .