Parte III
DOENÇAS RELACIONADAS AO ASBESTO
(AMIANTO)
Pneumoconiose orientações para diagnóstico e vigilância
 Fibra de origem mineral
que por processo natural
de recristalização
transforma-se em material
fibroso.
 Asbestos são um...
 Compõe-se de silicatos hidratados de
magnésio, ferro, cálcio e sódio e se divide
em dois grandes grupos: serpentinas
(cr...
Tipos de Amianto
Amianto ou Asbesto
 Anfibólios: o amianto anfibólio possui fibra dura, reta e
pontiaguda e se propaga facilmente no ar (c...
Amianto ou Asbesto
Rejeito com fibra predominantemente de Amianto Crisotila, Mina de São Félix do
Amianto, Bom Jesus da Se...
Alta resistência mecânica - freio
Bom isolante térmico e acústico – isolamento térmico
de casas e equipamentos industriais...
Ocupações de Risco
 Trabalhadores em mineração e transformação de
asbesto
 Fabricação de produtos de cimento-amianto, ma...
http://www.google.com.br/url?
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Pisos e revestimentos: pisos asfálticos e
impermeabilizantes
Pisos asfálticos Impermeabilizantes
Indústria de fibrocimento: materiais para
construção civil
caixas d’água
telhas
https://www.google.com.br/url?
sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&doci
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Tubos de fibrocimento contendo amianto
Luvas de fibrocimento
Tubos de fibrocimento
Principais atividades e utilidades do
amianto
 Papéis, papelões e placas: isolantes térmicos,
juntas e vedações
Mantas is...
Contaminação por descarte inadequado do material
Cadeia produtiva do amianto Crisotila
“A cadeia produtiva brasileira do amianto crisotila tem início na
extração e benefic...
Programa setorial de qualidade de crisotila (sistema de gestão
desenvolvido pelo IBC para normatizar as atividades de extr...
Exploração econômica e população
potencialmente exposta na Bahia
 Extrativa (Bom Jesus da Serra) - primeira mina de asbes...
Doenças relacionadas ao asbesto / amianto
 Asbestose: Pneumoconiose
 Alterações pleurais benignas:
 placas pleurais, es...
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ASBESTOSE (Pneumoconiose causada pela inalação de
fibras de asbesto levando a fibrose pulmonar)
infiltrado
infiltrado
Asbestose
 Eminentemente ocupacional – Só existe a possibilidade de
adoecimento quando relacionada ao trabalho, pois a qu...
 Os sintomas são mais precoces que em outras pneumoconioses:
dispnéia que pode evoluir, mesmo em repouso, e tosse seca. O...
Asbestose - Características
Infiltrado reticular que predomina nas bases; diferente
da silicose que predomina nos terços superiores.
Asbestose - Características
Asbestose
Características no Exame físico
 Crepitações nas bases pulmonares
 Baqueteamento digital
 Alterações funciona...
Asbestose – Métodos de Diagnóstico
 História ocupacional de exposição a poeiras com fibras de
asbesto
 História clínica ...
Radiografia de Tórax
D.F.C. 64 anos, fem, fiandeira. Lesões intersticiais nas bases
pulmonares
RXOIT/80 – 2/1 s/t; 19 anos...
Radiografia de Tórax
A.R.O. 56 anos, fem, tecelã. Placa pleural e lesões intersticiais
RXOIT/80 – 2/2 s/t. 17 anos de expo...
infiltrado
Asbestose -Tomografia Computadorizada
de Tórax Alta Resolução - TCAR
 Visualiza mais o parênquima pulmonar
 A TCAR é sup...
Fibrose pulmonar avançada
Outros Exames Complementares
Espirometria - Avaliação da
capacidade respiratória, não fecha
diagnóstico, é mais usada para...
Provas funcionais - espirometria
 Indispensáveis na investigação e no
estabelecimento de incapacidade em
pacientes com pn...
Quais as indicações da
espirometria na asbestose?
 Avaliação de trabalhadores sintomáticos
respiratórios
 Avaliação de d...
Biópsia pulmonar
Método de exceção!
Indicada para pacientes com alteração radiológica compatível e com:
• história ocupaci...
Em casos de disputas judiciais, após discordância
entre, pelo menos, dois leitores devidamente
familiarizados/credenciados...
 Enfisema pulmonar
 Pneumonia intersticial
 Colagenoses – doença auto imune; engloba uma série
de doenças (Lúpus Eritem...
Alterações Pleurais Benignas
DOENÇA PLEURAL PELO ASBESTO
(Foto: Hermano Albuquerque de Castro)
Placa pleural calcificada
Fibrose da pleura parietal
e/ou visceral, consequente
à exposição a poeiras com
fibras de asbesto.
.
Alterações Pleurais
D...
Alterações Pleurais
 As alterações pleurais relacionadas ao
asbesto podem se apresentar como:
 espessamentos pleurais - ...
Alterações Pleurais - PLACAS PLEURAIS
 São as alterações mais prevalentes, geralmente assintomáticas – não levam
a altera...
Doença pleural relacionada ao asbesto
A doença pleural pelo asbesto pode ser
confundida com outras alterações da pleura como:
 Gordura subpleural, as sombras m...
Doença Pleural pelo Asbesto
ESPESSAMENTO PLEURAL DIFUSO
Doença Pleural pelo Asbesto -
Características
 Espessamentos pleurais
circunscritos ou placas
pleurais são áreas focais
d...
Doença pleural pelo asbesto
Métodos de diagnóstico
 História ocupacional de exposição a poeiras
com fibras de asbesto
 H...
Doença Pleural pelo Asbesto
Métodos de Diagnóstico
 O derrame pleural (presença de líquido na pleura)
pode ser assintomát...
Amianto X Câncer de Pulmão
 O surgimento do câncer pode ocorrer após
mais de 30 anos terminada a exposição.
 A IARC clas...
Amianto X Câncer de Pulmão
 Efeito sinérgico – o tabagismo e o
amianto quando associados
potencializam o efeito carcinogê...
Mesotelioma Maligno – Tumor da
pleura, pericárdio e peritônio
 Alta taxa de mortalidade
 Não é dose dependente - o pacie...
Asbesto – período de latência
Tipo de Doença Período de Latência
Lesões pleurais benignas 15-20 anos
Asbestose > 10 anos
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Cuidados no manuseio e descarte de
materiais contendo amianto
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Cartaz para auxílio na
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LEGISLAÇÃO - Proibição
Todos os países da Comunidade Européia já baniram o uso do amianto.
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Banimento e possíveis substitutos do
Asbestos no Brasil
 Silicato de cálcio
 Fibra de Carbono
 Fibra de Celulose
 Fibr...
Amianto na Bahia - Perspectivas
 Identificar a população potencialmente exposta e as atividades
produtivas com exposição ...
 Impacto na estruturação das redes locais e regionais de saúde.
 Necessário manter apoio, investimentos em infraestrutur...
Dificuldades no processo de
VISAT de populações expostas
ao amianto
 Resistências por parte dos gestores municipais e da
...
O que a experiência tem nos apontado
 Produção e implementação de metodologias de
acompanhamento dos indicadores de impac...
 Considerar os impactos à saúde em toda a cadeia produtiva e avaliar
todo o ciclo de produção e consumo
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  1. 1. Parte III DOENÇAS RELACIONADAS AO ASBESTO (AMIANTO) Pneumoconiose orientações para diagnóstico e vigilância
  2. 2.  Fibra de origem mineral que por processo natural de recristalização transforma-se em material fibroso.  Asbestos são um grupo de silicatos fibrosos que inclui crocidolita, crisotilo, antofilita, tremolita e amosita. (www.cprm.gov.br) Amianto ou Asbesto
  3. 3.  Compõe-se de silicatos hidratados de magnésio, ferro, cálcio e sódio e se divide em dois grandes grupos: serpentinas (crisotila) e anfibólios. Amianto ou Asbesto
  4. 4. Tipos de Amianto
  5. 5. Amianto ou Asbesto  Anfibólios: o amianto anfibólio possui fibra dura, reta e pontiaguda e se propaga facilmente no ar (crocidolita, amosita,antofilita); tem potencial de carcinogenicidade maior que a crisotila.  Crisotila: atualmente é o tipo mais minerado, também conhecido como asbesto ou amianto branco, apresenta uma estrutura fibrosa, flexível, fina e sedosa (90% produção e consumo mundial).  Em geral, na natureza, encontram-se misturas com os diversos tipos de fibra e predominância de um ou outro.
  6. 6. Amianto ou Asbesto Rejeito com fibra predominantemente de Amianto Crisotila, Mina de São Félix do Amianto, Bom Jesus da Serra, Bahia.
  7. 7. Alta resistência mecânica - freio Bom isolante térmico e acústico – isolamento térmico de casas e equipamentos industriais Incombustibilidade – fabricação de roupas para bombeiros, luvas térmicas Durabilidade e flexibilidade Resistência a corrosão por ácidos e álcalis – indústria química; Boa capacidade de filtragem e de isolação elétrica Afinidade com outros materiais para comporem matrizes estáveis (cimento, resinas e ligantes plásticos); Capacidade de ser fiada e tecida Amianto ou Asbesto- Características
  8. 8. Ocupações de Risco  Trabalhadores em mineração e transformação de asbesto  Fabricação de produtos de cimento-amianto, materiais de fricção, tecidos incombustíveis com asbesto, juntas e gaxetas, papéis e papelões especiais  Consumo de produtos contendo asbesto  O risco ocorre em toda a cadeia produtiva; desde a mineração, transporte, fabricação de produtos, na construção civil, até o descarte do material, em reformas, em domicílio, no uso do dia a dia.
  9. 9. http://www.google.com.br/url? sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=wWkGITrNNqXKIM&tbnid =yXJ2QPMHT3QCQM:&ved=0CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Fwww.unesp.br%2Fproex %2Finformativo%2Fedicao03dez2001%2Fmaterias %2Famianto.htm&ei=Mt_1U9OWBKy_sQTS5ICQCA&bvm=bv.73231344,d.aWw&psig=AFQjCN EsYpyjUSD_xqQDWj4bWRGhwRA00g&ust=1408708419013224 Principais atividades e utilidades do amianto  Indústria têxteis: feltros, filtros, luvas, tecidos em geral, cordas  Materiais de fricção: pastilhas de freio, lonas, discos de fricção
  10. 10. Pisos e revestimentos: pisos asfálticos e impermeabilizantes Pisos asfálticos Impermeabilizantes
  11. 11. Indústria de fibrocimento: materiais para construção civil caixas d’água telhas
  12. 12. https://www.google.com.br/url? sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&doci d=ivjSunSAd6ZaZM&tbnid=nr9jXC8aeZyqZM:&ved=0CAQQjB0&url =https%3A%2F%2Fandradetalis.wordpress.com%2Ftag %2Famianto-exposicao-ocupacional %2F&ei=nd71U4nbB9PIsATWloBg&bvm=bv.73231344,d.aWw&psi g=AFQjCNEsYpyjUSD_xqQDWj4bWRGhwRA00g&ust=140870841 9013224 Tanques e telhas de fibrocimento contendo amianto
  13. 13. http://www.google.com.br/url? sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=7eIpqwCL55kiWM&tbnid=uVpFffO4i7iFJM:&ved=0CAQQjB0&url=ht tp%3A%2F%2Fblogdofavre.ig.com.br%2Ftag%2Famianto%2F&ei=a- L1U_60GovgsAS3_ICwAw&bvm=bv.73231344,d.aWw&psig=AFQjCNEsYpyjUSD_xqQDWj4bWRGhwRA00g&ust=1408708419013224 Tanques e telhas de fibrocimento contendo amianto
  14. 14. Tubos de fibrocimento contendo amianto Luvas de fibrocimento Tubos de fibrocimento
  15. 15. Principais atividades e utilidades do amianto  Papéis, papelões e placas: isolantes térmicos, juntas e vedações Mantas isolantes térmicas Papelões de amianto
  16. 16. Contaminação por descarte inadequado do material
  17. 17. Cadeia produtiva do amianto Crisotila “A cadeia produtiva brasileira do amianto crisotila tem início na extração e beneficiamento do minério pela SAMA S.A. Minerações Associadas, em Minaçu (GO). Inclui o transporte rodoviário do minério ensacado até os portos brasileiros (para exportação) e até as fábricas brasileiras, que utilizam as fibras minerais, em quase sua totalidade, na produção de fibrocimento (uma mistura de cimento, fibra, celulose reciclada e água) para a fabricação de telhas e caixas d´água. A cadeia do amianto crisotila engloba ainda o transporte de produtos até os pontos de vendas e sua comercialização. São 170 mil trabalhadores envolvidos em toda a sua extensão.” (IBC)
  18. 18. Programa setorial de qualidade de crisotila (sistema de gestão desenvolvido pelo IBC para normatizar as atividades de extração, beneficiamento , transporte e transformação da crisotila)
  19. 19. Exploração econômica e população potencialmente exposta na Bahia  Extrativa (Bom Jesus da Serra) - primeira mina de asbesto- crisotila do Brasil, de 1940 a 1967; atualmente persiste exposição ambiental da população da região.  Indústria de fibrocimento: fábrica Eternit em Simões Filho  Comercialização e uso na construção civil: as telhas de fibrocimento ainda são largamente utilizadas, em áreas urbanas e rurais; as caixas d’água vêm sendo progressivamente substituídas por materiais sintéticos.  Plantas industriais; indústria química e de cloro-soda.  Oficinas mecânicas
  20. 20. Doenças relacionadas ao asbesto / amianto  Asbestose: Pneumoconiose  Alterações pleurais benignas:  placas pleurais, espessamento pleural difuso, derrame pleural  Câncer: brônquios, pulmão, laringe, estômago  Mesotelioma: pleura, pericárdio, peritôneo
  21. 21. . ASBESTOSE (Pneumoconiose causada pela inalação de fibras de asbesto levando a fibrose pulmonar) infiltrado infiltrado
  22. 22. Asbestose  Eminentemente ocupacional – Só existe a possibilidade de adoecimento quando relacionada ao trabalho, pois a quantidade de exposição necessária para causar pneumoconiose é grande e não existe outras atividades fora do trabalho que exponha o indivíduo a quantidade necessária para causar asbestose.  Relação dose-efeito – o indivíduo precisa estar exposto a uma determinada quantidade do asbesto para desenvolver a doença  Período de latência - para desenvolver fibrose precisa ter uma exposição de pelo menos 10 anos.
  23. 23.  Os sintomas são mais precoces que em outras pneumoconioses: dispnéia que pode evoluir, mesmo em repouso, e tosse seca. Os sintomas podem aparecer antes mesmo dos achados na radiografia, entretanto já pode apresentar alterações na tomografia.  Doença de caráter progressivo e irreversível, pode se manifestar anos após cessada a exposição.  20% podem ser assintomáticos. O indivíduo tem a doença e não apresenta os sintomas. Asbestose
  24. 24. Asbestose - Características
  25. 25. Infiltrado reticular que predomina nas bases; diferente da silicose que predomina nos terços superiores.
  26. 26. Asbestose - Características
  27. 27. Asbestose Características no Exame físico  Crepitações nas bases pulmonares  Baqueteamento digital  Alterações funcionais (espirometria – não serve para diagnóstico e sim para avaliar função pulmonar)  Pequenas opacidades irregulares predominando nos campos inferiores.
  28. 28. Asbestose – Métodos de Diagnóstico  História ocupacional de exposição a poeiras com fibras de asbesto  História clínica com sintomatologia respiratória variável – grande maioria apresenta sintoma de dispnéia  Radiografia simples de tórax interpretada de acordo com os critérios da OIT, presença de infiltrados reticulares nas bases  Tomografia computadorizada de alta resolução - há casos em que o paciente pode ter sintomatologia e não ter achados. É uma outra forma para avaliar as placas pleurais .
  29. 29. Radiografia de Tórax D.F.C. 64 anos, fem, fiandeira. Lesões intersticiais nas bases pulmonares RXOIT/80 – 2/1 s/t; 19 anos de exposição ao amianto (Arquivo Hermano Albuquerque de Castro) infiltrado infiltrado
  30. 30. Radiografia de Tórax A.R.O. 56 anos, fem, tecelã. Placa pleural e lesões intersticiais RXOIT/80 – 2/2 s/t. 17 anos de exposição ao amianto (Arquivo Hermano Albuquerque de Castro) Placa Pleural
  31. 31. infiltrado
  32. 32. Asbestose -Tomografia Computadorizada de Tórax Alta Resolução - TCAR  Visualiza mais o parênquima pulmonar  A TCAR é superior à radiologia convencional na detecção de lesões pulmonares causadas pela exposição ao asbesto.  Permite ainda melhor avaliação pleural  No caso de grande comprometimento pleural, permite visualização do parênquima pulmonar.
  33. 33. Fibrose pulmonar avançada
  34. 34. Outros Exames Complementares Espirometria - Avaliação da capacidade respiratória, não fecha diagnóstico, é mais usada para monitoramento Broncoscopia – Obtenção de fragmentos para biopsia . Na asbestose, os fragmentos devem ser maiores para uma boa biopsia.
  35. 35. Provas funcionais - espirometria  Indispensáveis na investigação e no estabelecimento de incapacidade em pacientes com pneumoconioses, mas não têm aplicação no diagnóstico.
  36. 36. Quais as indicações da espirometria na asbestose?  Avaliação de trabalhadores sintomáticos respiratórios  Avaliação de disfunção e de incapacidade respiratória  Seguimento longitudinal de trabalhadores expostos a poeiras com asbesto/amianto
  37. 37. Biópsia pulmonar Método de exceção! Indicada para pacientes com alteração radiológica compatível e com: • história ocupacional não característica ou ausente • história de exposição a poeiras ou outros agentes desconhecidos • tempo de exposição insuficiente para causar as alterações observadas • aspecto radiológico discordante do tipo de exposição referida
  38. 38. Em casos de disputas judiciais, após discordância entre, pelo menos, dois leitores devidamente familiarizados/credenciados para interpretação radiológica da Classificação Internacional de Radiografias de Pneumoconioses da OIT. Nestes casos, recomenda-se a realização de TCAR (tomografia), também interpretada por profissional experiente no método, antes da definição da biópsia pulmonar. Biópsia pulmonar
  39. 39.  Enfisema pulmonar  Pneumonia intersticial  Colagenoses – doença auto imune; engloba uma série de doenças (Lúpus Eritematoso Sistêmico, Artrite Reumatoide etc)  Linfangite carcinomatosa – quando o câncer invade o pulmão de uma forma difusa É necessário que o médico investigue o histórico ocupacional do paciente. Isso pode ser fundamental para se fazer o diagnóstico diferencial Asbestose – Diagnóstico Diferencial
  40. 40. Alterações Pleurais Benignas DOENÇA PLEURAL PELO ASBESTO (Foto: Hermano Albuquerque de Castro) Placa pleural calcificada
  41. 41. Fibrose da pleura parietal e/ou visceral, consequente à exposição a poeiras com fibras de asbesto. . Alterações Pleurais Doença Pleural causada Asbesto
  42. 42. Alterações Pleurais  As alterações pleurais relacionadas ao asbesto podem se apresentar como:  espessamentos pleurais - placas pleurais: circunscritos, localizadas com ou sem calcificações  espessamento pleural difuso – processo difuso envolvendo seio costofrênico com ou sem calcificações  derrame pleural - presença de líquido na pleura  atelectasia redonda - forma de colapso pulmonar associado a espessamento pleural simulando tumor
  43. 43. Alterações Pleurais - PLACAS PLEURAIS  São as alterações mais prevalentes, geralmente assintomáticas – não levam a alteração funcional. A sintomatologia só aparece quando o comprometimento é difuso, o que implica na alteração da ventilação do pulmão.  Dose-resposta é fraca – para que o paciente desenvolva as placas pleurais não é necessário muito tempo de exposição .  Período de latência de 15 a 20 anos  Comprometem a pleura parietal (a pleura que recobre a caixa torácica)  Podem sofrer calcificação e são localizadas principalmente no diafragma e na porção posterior.  Não há evidência de transformação para Mesotelioma
  44. 44. Doença pleural relacionada ao asbesto
  45. 45. A doença pleural pelo asbesto pode ser confundida com outras alterações da pleura como:  Gordura subpleural, as sombras musculares e fraturas de costela.  Sequela de tuberculose pleural, cirurgia, trauma torácico ou reação a drogas.  Tuberculose pleural e derrames neoplásicos (diagnóstico diferencial do derrame pleural) Enfatizamos a importância de conhecer o histórico ocupacional do paciente. A tomografia é importante para tirar dúvidas
  46. 46. Doença Pleural pelo Asbesto ESPESSAMENTO PLEURAL DIFUSO
  47. 47. Doença Pleural pelo Asbesto - Características  Espessamentos pleurais circunscritos ou placas pleurais são áreas focais de fibrose irregular, praticamente desprovidas de vasos e células, assim como de sinais de reação inflamatória.  Surgem primariamente na pleura parietal, sendo mais frequentemente visualizadas nas regiões póstero laterais da parede torácica e também nas regiões diafragmática e mediastinal.
  48. 48. Doença pleural pelo asbesto Métodos de diagnóstico  História ocupacional de exposição a poeiras com fibras de asbesto  História clínica: as placas costumam ser assintomáticas  Espessamento pleural difuso, quando moderado ou extenso pode cursar com sintoma de dispnéia aos esforços
  49. 49. Doença Pleural pelo Asbesto Métodos de Diagnóstico  O derrame pleural (presença de líquido na pleura) pode ser assintomático ou apresentar sintomas de dor torácica, febre, dispnéia aos esforços.  História ocupacional  Radiografia simples de tórax interpretada de acordo com os critérios da OIT 2000  Tomografia computadorizada de alta resolução
  50. 50. Amianto X Câncer de Pulmão  O surgimento do câncer pode ocorrer após mais de 30 anos terminada a exposição.  A IARC classifica o asbesto como classe 1 (carcinogênico reconhecido).  Não existem “Limites de Tolerância” seguros para substâncias cancerígenas  Pode ser causado por todos os tipos de asbesto
  51. 51. Amianto X Câncer de Pulmão  Efeito sinérgico – o tabagismo e o amianto quando associados potencializam o efeito carcinogênico, aumentando o risco para o trabalhador desenvolver câncer.  Tipos histológicos – não existe um tipo predominante.  O quadro clínico não difere do câncer não ocupacional
  52. 52. Mesotelioma Maligno – Tumor da pleura, pericárdio e peritônio  Alta taxa de mortalidade  Não é dose dependente - o paciente pode desenvolver a doença mesmo com pouco tempo de exposição  Período de latência de 30 a 40 anos  Associação mais forte com anfibólios  Pode ocorrer com exposição indireta  Sobrevida menor que 20% ao fim de 12 meses
  53. 53. Asbesto – período de latência Tipo de Doença Período de Latência Lesões pleurais benignas 15-20 anos Asbestose > 10 anos Câncer de pulmão > 30 anos Mesoteliomas 30 a 40 anos
  54. 54. Cuidados no manuseio e descarte de materiais contendo amianto http://www.google.com.br/url? sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=rLy6n16j1bGcMM&tbnid=rhJdPvJRBycHWM:&ved=0 CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Fwww.blogdaresenhageral.com.br%2Ftag%2Fbom-jesus-da-serra %2F&ei=cNT1U7_wIKXgsATqtILYCg&psig=AFQjCNFc7POG2mxO3kEHLTFU0RG24sDfJg&ust=1408705834573581 Não foi há limite seguro de exposição a substância carcinogênica!!!
  55. 55. Cartaz para auxílio na mobilização, informação e busca ativa de casos pelo serviços de saúde e entidades sindicais
  56. 56. LEGISLAÇÃO - Proibição Todos os países da Comunidade Européia já baniram o uso do amianto. Na América do Sul o uso do amianto é proibido na Argentina, no Chile e no Uruguai. No Brasil, a Lei Federal Nº 9.055, de 1º de julho de 1995, e seu Decreto nº 2.350/1997, dispõem sobre a mineração, industrialização, transporte e comercialização do amianto e dos produtos que o contém. E determina que as empresas que utilizam amianto enviem, periodicamente, ao SUS o resultado dos exames de saúde dos trabalhadores expostos. No Brasil, os estados do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, e alguns municípios, proibiram a industrialização e a comercialização de todos os tipos de amianto, inclusive a crisolita. Há anos tramita no Supremo Tribunal Federal projeto para o banimento do amianto em todo o território brasileiro; projeto similar também está há anos aguardando aprovação na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia.
  57. 57. Banimento e possíveis substitutos do Asbestos no Brasil  Silicato de cálcio  Fibra de Carbono  Fibra de Celulose  Fibra de Cerâmica  Fibra de Vidro  Fibra de Aço  Wallastonite  Aramida  Polietileno  Polipropileno  Politetrafluoretileno Em 2005, os Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente, da Previdência Social e do Trabalho e Emprego, posicionaram-se pelo banimento do uso do amianto no Brasil, recomendando a desativação da única mina ainda em operação no Brasil, em Minaçu (GO), e substituição progressiva por outros materiais. BRASIL, 2005. Relatório Final da Comissão Interministerial do Amianto.
  58. 58. Amianto na Bahia - Perspectivas  Identificar a população potencialmente exposta e as atividades produtivas com exposição a amianto nos territórios em cada região de saúde.  Organizar os processos de vigilância epidemiológica, com busca ativa de casos, investigação dos óbitos e notificação de casos no SINAN e SIM.  Organizar a rede de atenção, articulando VISAU, Atenção Básica e rede especializada em cada território onde há exposição.  Intensificar a capacitação e educação permanente para as equipes de Saúde da Família, da rede especializada, dos CEREST e das Vigilâncias em Saúde  Desenvolver ações de vigilância nos ambientes de trabalho e processos de trabalho.
  59. 59.  Impacto na estruturação das redes locais e regionais de saúde.  Necessário manter apoio, investimentos em infraestrutura, diálogo entre técnicos e gestores e assessoria técnica por parte do Estado e municípios.  Investimentos na ampliação e fortalecimento da capacidade do SUS para prestar atenção integral à saúde nesses municípios, com ênfase nas especificidades regionais e na aplicação dos dispositivos de identificação das pneumopatias e cânceres relacionados ao amianto. Amianto na Bahia - Perspectivas
  60. 60. Dificuldades no processo de VISAT de populações expostas ao amianto  Resistências por parte dos gestores municipais e da própria população, considerando papel das empresas no desenvolvimento local.  As pressões implícitas ou explícitas das empresas, com recusa de assumir suas responsabilidades em relação à saúde dos trabalhadores.  Desinformação da população quanto ao papel do SUS e das secretarias de saúde.  A invisibilidade e a naturalização da situação de exposição e do risco. O desconhecimento do risco e dos impactos à saúde. (NOBRE e cols., 2012)
  61. 61. O que a experiência tem nos apontado  Produção e implementação de metodologias de acompanhamento dos indicadores de impacto à saúde  Inclusão de avaliação adequada do impacto à saúde humana (e dos trabalhadores) nos processos de licenciamento ambiental  Introdução de avaliação da situação de saúde e potenciais impactos na avaliação ambiental estratégica  Criação de mecanismos de incentivo a práticas sustentáveis (NOBRE e cols., 2012)
  62. 62.  Considerar os impactos à saúde em toda a cadeia produtiva e avaliar todo o ciclo de produção e consumo  Avaliação adequada da relação custo-benefício incluindo os impactos à saúde e meio ambiente, de curto e longo prazo  Implementação dos processos de recuperação ambiental  Reparação aos danos à saúde humana (e dos trabalhadores) nos casos de passivos ambientais já instalados  Fortalecimento dos mecanismos e instâncias de participação e controle social  Implementação das políticas transetoriais (NOBRE e cols., 2012)

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