Parte II - Silicose

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  • Atualização em Pneumologia – Sociedade Paulista de Pneumologia
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  • Parte II - Silicose

    1. 1. Parte II - SILICOSE Pneumoconiose - orientações para diagnóstico e vigilância
    2. 2. O que é Silicose?  É uma Pneumoconiose causada pela inalação de sílica livre cristalina.  A inalação das pequenas partículas insolúveis de sílica cristalina, determina a doença, caracterizada pela presença de múltiplos nódulos fibrosos discretos (2 a 6 mm) distribuídos bilateralmente.  É a principal Pneumoconiose no Brasil, envolvendo milhares de trabalhadores em diversas atividades industriais.
    3. 3. O que é sílica?  A sílica, representada pelo símbolo SiO2, é um mineral muito duro que aparece em grande quantidade na natureza, pois é encontrada nas areias e na maioria das rochas.  A sílica pode ser encontrada em formas cristalinas, tais como o quartzo, a tridimita, e a trípoli, ou na forma amorfa, como a sílica gel ou a sílica coloidal.  OBS: Poeira de casa e areia de praia não causam Pneumoconiose, possuem a sílica amorfa. Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    4. 4. Sílica  A sílica livre cristalizada, cuja forma mais conhecida é o quartzo, é a sílica cristalina não combinada com nenhum elemento químico.  Muitas matérias-primas têm sílica em sua composição, tais como: areia, feldspato, filito, granito, agalmatolito, bentonita, dolomita, argila e caulim. Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    5. 5. Perfuração de solo Beneficiamento de minérios (transporte e peneiramento) Em que atividades ocorre exposição a poeira contendo sílica? Mineração Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    6. 6. Em que atividades ocorre exposição a poeira contendo sílica? Indústria de Cerâmica e Vidro Rebarbação manual de louça Torneamento de isoladores Rebarbação mecânica de louça Carregamento de tamborão Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    7. 7. Em que atividades ocorre exposição a poeira contendo sílica? Metalurgia, fundição e siderurgia Corte de tijolo refratário Operação de shakeout - utilizados para desmoldar os bolos de areia em fundições Esmerilhamento de rebarbas - lixamento de saliências Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    8. 8. Em que atividades ocorre exposição a poeira contendo sílica? Indústria Química Processamento da matéria prima Manuseio da matéria prima Trituração e manuseio da matéria prima Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    9. 9. Indústria Química – Sabões abrasivos, cosméticos, desumidificantes http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=esN6zCJCoP- DsM&tbnid=4RHf_KAk8iht4M:&ved=0CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Fravlen.com.br%2Findex%2Fvoce-sabe-o-que-e-a-silica %2F&ei=cfn1U8n0EaTksATez4LgCg&psig=AFQjCNGhok7XCzWmNGXSV1M9uX7O3eGtYA&ust=1408715269585597
    10. 10. Em que atividades ocorre exposição a sílica? Indústria da Construção – Pesada e Civil Escavação de túneis Construção - Polimento de fachadas Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    11. 11. Em que atividades ocorre exposição a poeira contendo sílica? Fabricação de próteses
    12. 12. Como se adquire Silicose? Concentração de poeira respirável - porcentagem de sílica livre e cristalina na poeira respirável e a duração da exposição. As poeiras respiráveis são frequentemente invisíveis a olho nu e são tão leves que podem permanecer no ar por período longo de tempo. Essas poeiras podem também atravessar grandes distâncias, em suspensão no ar, e afetar trabalhadores que aparentemente não correm risco (área de produção vizinha). Brasil 2010, Sílica: Manual do Trabalhador.
    13. 13. Como se adquire Silicose?  Concentração de poeira na atmosfera: depende se o trabalhador está no ambiente fechado ou não, qual a forma dessa poeira? Moída? Britada?  Porcentagem de sílica livre na poeira  Composição mineralógica da poeira respirável  Duração da exposição (tempo de exposição do trabalhador)  Mecanismos de defesa do indivíduo
    14. 14. Pneumoconiose: Patogenia e Fisiopatologia Para que ocorra Pneumoconiose é necessário que o material particulado seja inalado e atinja as vias respiratórias inferiores em quantidade capaz de superar os mecanismos de depuração. Para alcançar as vias respiratórias inferiores as partículas devem ser inferiores a 10 µm, acima desse tamanho são retidas nas vias aéreas superiores.
    15. 15. Mecanismos de depuração Transporte mucociliar: é predominantemente realizado pelo sistema mucociliar ascendente (80%), a partir dos bronquíolos terminais. Transporte linfático: conhecido como clearance. Mácrofagos alveolares: fagocitose das partículas estranhas. Pneumoconiose: Patogenia e Fisiopatologia
    16. 16.  Partículas de poeira pequenas (<5 µm) têm chance de se depositar no trato respiratório baixo (bronquíolos terminais e respiratórios e os alvéolos), e dar início ao processo inflamatório que, se perpetuado pela inalação crônica e/ou em quantidade que supera as defesas, pode levar à instalação das alterações pulmonares fibrinogênicas e não fibrinogênicas. www.lapufpel.wordpress.com Pneumoconiose: Patogenia e Fisiopatologia
    17. 17. Tipos de Silicose e Tempo de Exposição Tipo Tempo de exposição Crônica Habitualmente superior a 10 anos Acelerada ou subaguda Entre 5 e 10 anos Aguda Após meses ou poucos anos de exposição A mais comum é a forma crônica
    18. 18. Pneumoconiose causada pela inalação de sílica livre cristalina que se manifesta após longo período de exposição, habitualmente superior a dez anos, caracterizada por fibrose progressiva do parênquima pulmonar. Pneumoconiose Silicose Crônica
    19. 19. Silicose – Ocupações sob risco Indústria extrativa mineral mineração subterrânea e de superfície. Beneficiamento de minerais corte de pedras; britagem; moagem; lapidação. Indústria de transformação cerâmicas; fundições que utilizam areia no processo; vidro Marmorarias corte e polimento de granito Indústria de cosméticos uso de abrasivos Indústria da construção perfuração de túneis, polimento de fachadas, assentamento de pisos, corte de pedras. Atividades mistas protéticos; cavadores de poços; artistas plásticos; operações de jateamento com areia.
    20. 20. Diagnóstico - Silicose  História ocupacional de exposição a poeiras contendo sílica livre cristalina.  História clínica com sintomas ausentes ou com presença de sintomas que, em geral, são precedidos pelas alterações radiológicas.  Radiografia simples de tórax interpretada de acordo com os critérios da OIT 2000.
    21. 21. Aspectos radiográficos infiltrados massas Calcificações
    22. 22. Aspectos Radiográficos Tomografia Computadorizada
    23. 23. Rx - Apresenta opacidades nodulares que se iniciam nas zonas superiores (normalmente bilateral) Quais as características da Silicose Crônica?
    24. 24. Silicose Crônica – Diagnóstico Diferencial Tuberculose Miliar É uma infecção tuberculosa generalizada. A tuberculose miliar é caracterizada por opacidades retículo-micronodulares difusas decorrentes da disseminação hematogênica do Mycobacterium tuberculosis pelo parênquima pulmonar. Sarcoidose É uma doença imune poligênica com manifestações predominantes no pulmão. Paracoccidiodomicose Micose sistêmica endêmica de grande interesse para os países da América Latina, a Paracoccidioidomicose (PCM) é causada pelo fungo termo-dimórfico Paracoccidioides brasiliensis. Quando não diagnosticada e tratada oportunamente, pode levar a formas disseminadas graves e letais, com rápido e progressivo envolvimento dos pulmões, tegumento, gânglios, baço, fígado e órgãos linfóides do tubo digestivo.
    25. 25. Silicose Crônica – Diagnóstico Diferencial Histoplasmose É uma micose sistêmica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, que ocorre em duas variedades: o Histoplasma capsulatum var. capsulatum e o Histoplasma capsulatum var. duboisii. Em indivíduos imunocompetentes, este fungo usualmente causa infecção autolimitada ou localizada; infecção disseminada ocorre, em geral, em imunodeprimidos. Bronquiolites difusas As bronquiolites são achados histológicos inespecíficos, que algumas vezes ocorrem em situações clínicas específicas. Algumas formas de bronquiolite são histologicamente distintas e freqüentemente são associadas com síndromes clínicas características, tais como bronquiolite constritiva/obliterativa, panbronquiolite difusa, bronquiolite respiratória e bronquiolite folicular.
    26. 26. Forma de silicose que decorre da exposição ocupacional a poeiras respiráveis com elevada concentração de sílica cristalina, manifestando-se entre cinco e dez anos do início da exposição. Silicose Acelerada ou Subaguda
    27. 27. Silicose Acelerada ou Subaguda Ocupações de Risco  Cavadores de poços  Cortadores de pedras  Outras ocupações de risco para exposição à sílica em que possa haver uma intensa exposição.
    28. 28. Silicose Acelerada ou Subaguda Métodos de Diagnóstico  História ocupacional de exposição intensa a sílica  História clínica com sintomas respiratórios mais precoces e limitantes  Radiografia simples de tórax interpretada de acordo com os critérios da OIT.
    29. 29. Silicose Acelerada ou Subaguda Características
    30. 30. Silicose Acelerada ou Subaguda – Diagnóstico Diferencial  Para identificar a Silicose acelerada ou subaguda é necessário fazer diagnóstico diferencial com: Tuberculose miliar, Sarcoidose, Paracoccidiodomicose, Histoplasmose, Bronquiolites Difusas (discutidas nos slides anteriores)
    31. 31. Forma de Silicose que ocorre devido à exposição a grandes quantidades de poeiras de sílica recém- fraturadas, caracterizada por um dano alveolar difuso e exsudação de material eosinofílico lipoproteináceo no espaço aéreo e na inflamação intersticial. Habitualmente se manifesta após meses ou poucos anos de exposição. Silicose Aguda
    32. 32. Silicose aguda Ocupações de Risco  Operações de jateamento de areia (proibido no Brasil), usinas de moagem de pedra. cprm.gov.brvaleriaaraujocavalcante.blogspot.com
    33. 33. Silicose aguda - Características Doença pulmonar difusa, de rápida instalação. Sintomas respiratórios e constitucionais presentes. Anatomopatológico – deposição de material proteináceo intra-alveolar, sem fibrose intersticial. É uma forma rara da doença, ocorrendo em situações de exposições maciças à sílica livre, por períodos que variam de poucas semanas até quatro ou cinco anos . Evolui rapidamente para o óbito. Não tem tratamento curativo.
    34. 34. Silicose Aguda– Métodos de Diagnóstico  História ocupacional de exposição intensa a poeira de sílica por curto espaço de tempo.  História clínica com dispnéia rapidamente progressiva.  Radiografia simples de tórax interpretada de acordo com os critérios da OIT.
    35. 35. PNEUMOCONIOSE POR POEIRA MISTA
    36. 36. Pneumoconiose causada pela exposição a poeiras minerais com pequena quantidade de sílica cristalina, como ocorre na exposição a poeiras de mica, caulim, sericita, mármore, em processos com uso de abrasivos em fundições e em alguns processos da indústria cerâmica. Pneumoconiose por Poeira Mista
    37. 37. Ocupações de Risco  Trabalho em mineração  Transformação de silicato  Moagem e utilização de mica, caulim, sericita, feldspato  Ceramista  Rebarbadores
    38. 38. Pneumoconiose por Poeira Mista Métodos de Diagnóstico  História ocupacional de exposição intensa a poeiras com alto conteúdo de silicatos  História clínica com sintomatologia respiratória variável, tendendo a assintomático nos quadros leves e moderados  Radiografia simples de tórax interpretada de acordo com os critérios da OIT
    39. 39. Pneumoconiose por Poeira Mista - Características
    40. 40. Pneumoconiose por poeira mista – Diagnóstico Diferencial  Para identificar as Pneumoconiose por poeira mista é necessário fazer diagnóstico diferencial com: Tuberculose miliar, Sarcoidose, Paracoccidiodomicose, Histoplasmose, Bronquiolites difusas (discutidas nos slides anteriores)
    41. 41. Outros Exames Complementares:  Espirometria- Avaliação da capacidade respiratória, não fecha diagnóstico, mais usada para monitoramento  Biópsia – solicitada quando se tem dúvida na história ocupacional e no exame radiológico
    42. 42. Outros Exames Complementares Espirometria: Avaliação da capacidade respiratória, não fecha diagnóstico, é mais usada para monitoramento Broncoscopia: Obtenção de fragmentos para biopsia
    43. 43. Biópsia pulmonar Indicação: Realizada em pacientes com alteração radiológica compatível, mas: • com história ocupacional não característica ou ausente • com história de exposição a poeiras ou outros agentes desconhecidos • tempo de exposição insuficiente para causar as alteraçõesobservadas • aspecto radiológico discordante do tipo de exposição referida
    44. 44. Tratamento das Silicoses  O mais importante é o afastamento da exposição  Tratamento medicamentoso está indicado somente como sintomático. Não há uma terapêutica curativa.  Co-morbidades associadas: DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), tuberculose e o câncer de pulmão.  Em casos graves e terminais, necessitam oxigenioterapia.
    45. 45. Prevenção  Medidas de Higiene industrial: umidificação, exaustão, ventilação geral, enclausuramento total ou parcial do processo  Substituição de matérias-primas/produtos  Proteção respiratória individual em paralelo à proteção coletiva  Ações educativas  Acompanhamento médico periódico  Vigilância epidemiológica e vigilância de ambientes e processos de trabalho

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