Asbestose Pulmonar
Quinta Show – FATECI Cursos Técnicos
Tecn. Samantha Monteiro Valentim
O que é Asbesto?
•Asbestos é popularmente conhecido
por Amianto;
•É encontrado sob duas formas:
• Crisótilo;
• Anfíbolo
Crisótilo
Fibra de amianto
Crisólito
•O mais minerado;
•Conhecido como Amianto Branco;
•Estrutura fibrosa, flexível e fina;
Anfíbolo
•Fibra dura, reta e pontiaguda;
•Se espalha facilmente no ar;
•Tem potencial mais carcinogênico do
que o Crisólito.
Características e usos
•Alta resistência mecânica freio;
•Isolante térmico e acústico
isolante de casas e equipamentos
industriais;
• Incombustibilidade fabricação de
roupas de bombeiros
Outras características...
•Resistência à corrosão por ácidos e
álcalis;
•Boa capacidade de filtragem;
•Capacidade de ser fiada e tecida;
Outros usos...
Caixas d’água Telhas
Tubos de fibrocimento Impermeabilizantes
QUAL O PROBLEMA COM O AMIANTO?
População de risco
• Trabalhadores em mineração e
transformação de asbesto
• Fabricação de produtos de cimento-amianto
• O risco ocorre em toda a cadeia produtiva;
desde a mineração, transporte, fabricação de
produtos, na construção civil, até o descarte
do material, em reformas, em domicílio, no
uso do dia a dia.
Biossegurança
O QUE É A ASBESTOSE?
Como acontece?
•Inalação do pó de amianto;
•Fibrose do tecido pulmonar;
•Dificuldade dos movimentos
respiratórios;
Alterações pleurais
• Fibrose da pleura parietal
e/ou visceral, consequente à
exposição a poeiras com fibras
de asbesto.
Alterações pleurais
• espessamentos pleurais - placas pleurais:
circunscritos, localizadas com ou sem calcificações
• espessamento pleural difuso – processo difuso
envolvendo seio costofrênico com ou sem
calcificações
• derrame pleural - presença de líquido na pleura
• atelectasia redonda - forma de colapso pulmonar
associado a espessamento pleural simulando tumor
• Surgem primariamente na pleura parietal, sendo
mais frequentemente visualizadas nas regiões
póstero laterais da parede torácica e também nas
regiões diafragmática e mediastinal.
Sintomas
• Falta de ar;
• Tosse seca;
• Dor no peito ao respirar;
• Intolerância a esforço ;
• Baqueteamento digital.
Atenção
•Esses sintomas isoladamente não
correspondem à Asbestose Pulmonar,
é necessário correlacionar-se ao
histórico de contato com amianto;
•O período de latência é de 20 à 40
anos.
Pode aparecer...
• Hipertensão pulmonar;
•Insuficiência cardíada;
•Derrame pleural;
•Câncer (mesotelioma maligno)
ALTERAÇÕES PLEURAIS
Alterações não neoplásicas
•Placas pleurais;
•Espessamento pleural difuso;
•Atelectasia Redonda;
•Derrame pleural.
Placas Pleurais
•Acompanham as fissuras lobares e
podem invadir o mediastino e pericárdio,
raramente comprometendo os ápices ou
sulcos costofrênicos;
•Radiologicamente podem ser
visibilizadas ao longo da parede lateral,
principalmente se calcificadas.
Placas pleurais calcificadas
Placas pleurais calcificadas
Espessamento (fibrose)
• O mecanismo irritativo desencadeia o
processo fibrótico nas áreas subpleurais
parenquimatosas do pulmão;
Placas pleurais pleura parietal
Espessamento fibroso pleura
visceral
Fibrose pleural
Atelectasia redonda
•É uma rara complicação;
•Cicatrização e fusão dos folhetos parietal
e visceral, resultando na invaginação da
pleura e aprisionamento do pulmão;
•Vasos como calda de cometa.
Atelectasia redonda
1.Massa arredondada ou oval (4 a 7 cm de diâmetro)
localizada perifericamente, em contato com a pleura e
nunca completamente rodeada por pulmão;
2.A massa é mais espessa na sua periferia e forma um
ângulo agudo com a pleura (seta vermelha), que se
encontra espessada (seta azul);
3.Os vasos e brônquios convergem para a massa,
penetrando em sua margem anterior, configurando o
sinal da cauda de cometa (seta amarela).
Atelectasia redonda
Derrame Pleural
•O derrame pleural geralmente
aparece antes das placas pleurais;
•Geralmente é derrame hemorrágico ;
Derrame Pleural
Diagnóstico
 História ocupacional de exposição a poeiras
com fibras de asbesto
 História clínica com sintomatologia respiratória
variável – grande maioria apresenta sintoma
de dispnéia
 Radiografia simples de tórax interpretada de
acordo com os critérios da OIT, presença de
infiltrados reticulares nas bases
 Tomografia computadorizada de alta
resolução - há casos em que o paciente pode
ter sintomatologia e não ter achados. É uma
outra forma para avaliar as placas pleurais .
Exames complementares
• Espirometria - Avaliação da
capacidade respiratória, não
fecha diagnóstico, é mais
usada para monitoramento
Broncoscopia – Obtenção
de fragmentos para biopsia.
MESOTELIOMA MALIGNO
Mesotelioma
•Último estágio em que a asbestose
pode chegar;
•Em geral o paciente tem pouco tempo
de vida quando diagnosticado.
Caso Clínico
•J.N.M., masculino, 54 anos, branco;
•queixa de:
• dispneia;
• cansaço;
• emagrecimento de 6kg em cerca de
oito meses
Caso clínico
• Referia dor torácica ventilatório -
dependente à direita e tosse com
expectoração amarelada;
• Tabagista de 20 anos/maço.
Caso clínico
•Antecedentes ocupacionais:
• trabalhou durante toda sua vida como
escriturário em setores
administrativos;
• entre 1967 e 1968, se empregou na
produção de fibrocimento em Leme,
SP, por período de 12 meses.
Caso Clínico
•Ao exame físico, apresentava-se em
bom estado geral e eupneico;
•PA = 140/90 e P = 72, sem
adenopatias; ausência de massas em
tórax; murmúrio vesicular abolido em
base direita até campo médio; fígado
não palpável; baço não percutível.
Caso Clínico
• Radiografia de tórax mostrava
opacidade homogênea abrangendo
todo o hemitórax direito compatível
com derrame pleural com discreto
desvio de mediastino para a esquerda
Caso clínico
•Após esvaziamento do derrame,
observou-se espessamento pleural
difuso, mais intenso em base, sem
imagens alteradas em parênquima à
esquerda.
Caso clínico
•Tomografia computadorizada de tórax
evidenciou redução volumétrica de
todo o pulmão direito às custas de
intenso espessamento da pleura,
mediastino livre e ausência de lesões
parenquimatosas
Caso clínico
•Biópsia de pleura de 29/5/92
evidenciou quadro histopatológico de
mesotelioma maligno de pleura do tipo
epitelial
CAMPANHAS
Cartaz para auxílio na
mobilização,
informação e busca
ativa de casos pelo
serviços de saúde e
entidades sindicais
Obrigada!

Asbestose pulmonar

  • 1.
    Asbestose Pulmonar Quinta Show– FATECI Cursos Técnicos Tecn. Samantha Monteiro Valentim
  • 2.
    O que éAsbesto? •Asbestos é popularmente conhecido por Amianto; •É encontrado sob duas formas: • Crisótilo; • Anfíbolo Crisótilo
  • 3.
  • 4.
    Crisólito •O mais minerado; •Conhecidocomo Amianto Branco; •Estrutura fibrosa, flexível e fina;
  • 5.
    Anfíbolo •Fibra dura, retae pontiaguda; •Se espalha facilmente no ar; •Tem potencial mais carcinogênico do que o Crisólito.
  • 6.
    Características e usos •Altaresistência mecânica freio; •Isolante térmico e acústico isolante de casas e equipamentos industriais; • Incombustibilidade fabricação de roupas de bombeiros
  • 7.
    Outras características... •Resistência àcorrosão por ácidos e álcalis; •Boa capacidade de filtragem; •Capacidade de ser fiada e tecida;
  • 8.
    Outros usos... Caixas d’águaTelhas Tubos de fibrocimento Impermeabilizantes
  • 9.
    QUAL O PROBLEMACOM O AMIANTO?
  • 11.
    População de risco •Trabalhadores em mineração e transformação de asbesto • Fabricação de produtos de cimento-amianto • O risco ocorre em toda a cadeia produtiva; desde a mineração, transporte, fabricação de produtos, na construção civil, até o descarte do material, em reformas, em domicílio, no uso do dia a dia.
  • 12.
  • 13.
    O QUE ÉA ASBESTOSE?
  • 14.
    Como acontece? •Inalação dopó de amianto; •Fibrose do tecido pulmonar; •Dificuldade dos movimentos respiratórios;
  • 16.
    Alterações pleurais • Fibroseda pleura parietal e/ou visceral, consequente à exposição a poeiras com fibras de asbesto.
  • 17.
    Alterações pleurais • espessamentospleurais - placas pleurais: circunscritos, localizadas com ou sem calcificações • espessamento pleural difuso – processo difuso envolvendo seio costofrênico com ou sem calcificações • derrame pleural - presença de líquido na pleura • atelectasia redonda - forma de colapso pulmonar associado a espessamento pleural simulando tumor
  • 19.
    • Surgem primariamentena pleura parietal, sendo mais frequentemente visualizadas nas regiões póstero laterais da parede torácica e também nas regiões diafragmática e mediastinal.
  • 20.
    Sintomas • Falta dear; • Tosse seca; • Dor no peito ao respirar; • Intolerância a esforço ; • Baqueteamento digital.
  • 21.
    Atenção •Esses sintomas isoladamentenão correspondem à Asbestose Pulmonar, é necessário correlacionar-se ao histórico de contato com amianto; •O período de latência é de 20 à 40 anos.
  • 22.
    Pode aparecer... • Hipertensãopulmonar; •Insuficiência cardíada; •Derrame pleural; •Câncer (mesotelioma maligno)
  • 23.
  • 24.
    Alterações não neoplásicas •Placaspleurais; •Espessamento pleural difuso; •Atelectasia Redonda; •Derrame pleural.
  • 25.
    Placas Pleurais •Acompanham asfissuras lobares e podem invadir o mediastino e pericárdio, raramente comprometendo os ápices ou sulcos costofrênicos; •Radiologicamente podem ser visibilizadas ao longo da parede lateral, principalmente se calcificadas.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    Espessamento (fibrose) • Omecanismo irritativo desencadeia o processo fibrótico nas áreas subpleurais parenquimatosas do pulmão; Placas pleurais pleura parietal Espessamento fibroso pleura visceral
  • 29.
  • 31.
    Atelectasia redonda •É umarara complicação; •Cicatrização e fusão dos folhetos parietal e visceral, resultando na invaginação da pleura e aprisionamento do pulmão; •Vasos como calda de cometa.
  • 32.
    Atelectasia redonda 1.Massa arredondadaou oval (4 a 7 cm de diâmetro) localizada perifericamente, em contato com a pleura e nunca completamente rodeada por pulmão; 2.A massa é mais espessa na sua periferia e forma um ângulo agudo com a pleura (seta vermelha), que se encontra espessada (seta azul); 3.Os vasos e brônquios convergem para a massa, penetrando em sua margem anterior, configurando o sinal da cauda de cometa (seta amarela).
  • 33.
  • 34.
    Derrame Pleural •O derramepleural geralmente aparece antes das placas pleurais; •Geralmente é derrame hemorrágico ;
  • 35.
  • 36.
    Diagnóstico  História ocupacionalde exposição a poeiras com fibras de asbesto  História clínica com sintomatologia respiratória variável – grande maioria apresenta sintoma de dispnéia  Radiografia simples de tórax interpretada de acordo com os critérios da OIT, presença de infiltrados reticulares nas bases  Tomografia computadorizada de alta resolução - há casos em que o paciente pode ter sintomatologia e não ter achados. É uma outra forma para avaliar as placas pleurais .
  • 37.
    Exames complementares • Espirometria- Avaliação da capacidade respiratória, não fecha diagnóstico, é mais usada para monitoramento Broncoscopia – Obtenção de fragmentos para biopsia.
  • 38.
  • 39.
    Mesotelioma •Último estágio emque a asbestose pode chegar; •Em geral o paciente tem pouco tempo de vida quando diagnosticado.
  • 40.
    Caso Clínico •J.N.M., masculino,54 anos, branco; •queixa de: • dispneia; • cansaço; • emagrecimento de 6kg em cerca de oito meses
  • 41.
    Caso clínico • Referiador torácica ventilatório - dependente à direita e tosse com expectoração amarelada; • Tabagista de 20 anos/maço.
  • 42.
    Caso clínico •Antecedentes ocupacionais: •trabalhou durante toda sua vida como escriturário em setores administrativos; • entre 1967 e 1968, se empregou na produção de fibrocimento em Leme, SP, por período de 12 meses.
  • 43.
    Caso Clínico •Ao examefísico, apresentava-se em bom estado geral e eupneico; •PA = 140/90 e P = 72, sem adenopatias; ausência de massas em tórax; murmúrio vesicular abolido em base direita até campo médio; fígado não palpável; baço não percutível.
  • 44.
    Caso Clínico • Radiografiade tórax mostrava opacidade homogênea abrangendo todo o hemitórax direito compatível com derrame pleural com discreto desvio de mediastino para a esquerda
  • 45.
    Caso clínico •Após esvaziamentodo derrame, observou-se espessamento pleural difuso, mais intenso em base, sem imagens alteradas em parênquima à esquerda.
  • 46.
    Caso clínico •Tomografia computadorizadade tórax evidenciou redução volumétrica de todo o pulmão direito às custas de intenso espessamento da pleura, mediastino livre e ausência de lesões parenquimatosas
  • 48.
    Caso clínico •Biópsia depleura de 29/5/92 evidenciou quadro histopatológico de mesotelioma maligno de pleura do tipo epitelial
  • 49.
  • 50.
    Cartaz para auxíliona mobilização, informação e busca ativa de casos pelo serviços de saúde e entidades sindicais
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