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Revoluções científicas
Disciplina Filosofia da Ciência
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Diogo B. Provete
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Desde 1930s
A partir de 1960s
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Thomas Samuel Kuhn (1922-1996)
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• Horgan, J. (2012) What Thomas Kuhn Really
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  • 2.
  • 3.
  • 4. Desde 1930s A partir de 1960s Aumento do conhecimento /aceitação Tempo Tempo Aumento do conhecimento /aceitação
  • 5. Thomas Samuel Kuhn (1922-1996) Físico teórico Norte Americano Universidade de Princeton, NJ, EUA The Structure of the Scientific Revolutions (1962) - Sociologia do fazer científico - “Humanização” da ciência - Teoria nem sempre é objetiva - Disputa entre teorias (grupos) -Quebra de paradigma filosofia
  • 7. Período Pré-paradigmático • Caótica e sem organização formal • Sem um conjunto comum de concepções, métodos ou maneiras de solucionar problemas • Ausência de um vocabulário único • Ausência de um conjunto de pessoas que se comunicam -> sociedade científica • Grandes questões comuns relevantes => o que é e não é ciência • Ausência de livros-textos (manuais)
  • 8. Paradigma • Teoria(s) que explicam de forma bem sucedida um conjunto de observações e delimitam o que é ciência • Mas não sua totalidade • À vezes é implicito • Utilidade • Metafísicos, lógicos, metodológicos/técnicos, axiológicos, sociológicos • Descontinuidade • Incomparabilidade (formas ≠ de explicar realidade) • Incomensurabilidade dos paradigmas => importância no seu contexto histórico
  • 9.
  • 10. Ciência normal • Ciência madura => escolha de problemas • Maior parte do tempo – Definição do fato, harmonização do fato, articulação fato com teoria • Paradigma => amplamente aceito pela comunidade • Ensinada nos livros-texto (manuais) => bem estabelecida – Fazer científico começa onde o manual para • Resolução de “quebra-cabeças” => motivação – Não produz gdes novidades => estudos confirmatórios – Explicar fatos à luz do paradigma
  • 11. Ciência normal • Metáfora do quebra-cabeças – Resolução é garantida pelas regras (=paradigma) – Aceitação de paradigmas => capacidade resolver quebra-cabeças – Nem sempre importantes/relevantes – Deixa de lado o que não pode ser reduzido a quebra- cabeças => realmente importante
  • 12. Ciência normal • Não quebra paradigmas, mas o seu desenvolvimento leva à crises => perspectiva sob os quebra-cabeças • OU… fatos novos e/ou não explicados são deixados de lado… => Anomalias
  • 13. Anomalias • Contra-exemplos do paradigma => Fatos não se encaixam nas expectativas/previsões do paradigma – Fatos deixados para gerações futuras • Qto mais preciso o paradigma, maior a sensibilidade de detectar anomalias • Desencadeia uma crise no paradigma
  • 14. Ciência extraordinária • Tentativa de manutenção do paradigma => modificações ad hoc na teoria – Tentativa de encaixar novos fatos em arcabouços conhecidos (experimento cartas baralho) • Aspecto social (autoridade, pessoa) • Mesmo aceitando a importância de anomalias o pesq não substitui o paradigma enqto não houver outro disponível, pq ele tb determina o que é ciência
  • 16.
  • 17.
  • 18. Crise • Anomalia => mais do que um quebra-cabeças • Proliferação de várias teorias competidoras – Embate entre teorias => rejeição de paradigma – Volta de discussões comuns no período pré- paradigmático • Fracasso do paradigma em resolver esses problemas – Acumulação de fatos não explicados pelo paradigma predominante • Só ocorre qdo há necessidade de mudar os métodos
  • 19. Crise • Ambiente desordenado => criatividade • Aspectos sociais => pressões e insegurança – Mudanças globais – Biologia da conservação – Funcionamento ecossistemas • Por fim => proposição e um novo paradigma
  • 20. Mudança de paradigma • Exemplo: competição na ecologia de comunidades (1940-1970)
  • 21. Revolução • Consciência da anomalia, reconhecimento da sua importância e finalmente uma mudança de procedimentos paradigmáticos • Incorporação do novo paradigma – Novo ciclo de ciência normal recomeça etc… • Difícil determinar uma data e autor específicos • Acontecimento complexo => Período prolongado & conjunto de pessoas • Ex. “descoberta” do O2 • Pode ser ampla ou mais restrita • Exemplos – Revolução copernicana – Newtoniana – Evolução por seleção natural
  • 23. Leituras complementares • Larvor, B. (2003) Why did Kuhn’sStructure of Scientific Revolutions cause a fuss? Stud. Hist. Phil. Sci. 34 369–390 • Horgan, J. (2012) What Thomas Kuhn Really Thought about Scientific “Truth”. Cross-Check blog da Scientific American. Disponível em: http://blogs.scientificamerican.com/cross- check/2012/05/23/what-thomas-kuhn-really-thought-about- scientific-truth/

Notas do Editor

  1. Visão errônea da ciência como algo linear, em que a aquisição de conhecimento é feita de forma progressiva e constante
  2. Mas nem sempre… às vezes imprevistos acontecem…
  3. Visão Popperiana=> acumulação de conhecimento como uma progressão linear Kuhn => ciclos de revoluções
  4. Ciclos de revoluções que são comuns a todos os campos de conhecimento
  5. Metafísico: modo como se concebe a realidade de forma geral. Lógicos: principais equações. Axiológicos: forma resumida de explicar a realidade. Técnicos: modelos de resolução dos problemas e técnicas/métodos adequados para sua investigação. Sociológico: acordo consensual por parte da comunidade científica.
  6. Só pode coexistir um paradigma durante a fase de ciência normal
  7. Popper: “uma boa teoria tem de conter o cerne da sua própria destruição”
  8. Herança da historiografia francesa positivista pré-1929 (Escola dos Annales) => definição exata de datas para mudanças na história => comumente ensinado nos livros-texto