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  1. 1. PAULO MAIA
  2. 2. PAULO MAIAFUTURO DESERTOPOR QUE TE AMO?LUZ NEGRADIÁLOGOFINAL FELIZ Letras de autoria de Paulo Maia,DESTINO exceto Luz Negra, autoria de Vanya Sansivieri.AMANHECERAMORDIALETOESPAÇO PRESO DIALETO Março 1986 © Paulo Maia. Todos os Direitos Reservados. 2
  3. 3. Futuro Deserto Por Que Te Amo?Paulo Maia Paulo MaiaDESDE QUE O HOMEM ESTÁ NA TERRA SABE VOCÊ É ASSIM QUASE SEM DEFEITOSVEM PROCURANDO O AMOR O SOL NA MANHÃ UM DIA PERFEITOE COM ISSO FAZ A GUERRA A MORDIDA NA MAÇÃE CONSEQUÊNCIA A DOR SABE FIZ SÓ PRA VOCÊ QUASE SEM QUERERACHO QUE NÃO MERECEMOS ESCREVER COM EFEITOTAMANHA DESCONSIDERAÇÃO TÃO LINDO O NASCERNESTE MUNDO EM QUE VIVEMOS FÁCIL DE ENTENDERDISCÓRDIA E CONFUSÃO POR QUÊ TE AMO? NÃO SEIO HOMEM QUE PROCURA A PAZ PROCURO A RAZÃOACHA QUE COM ARMA SE FAZ MAS SE TE AMO MEU BEMPENSO QUE ISTO NÃO ESTÁ CERTO SIGO MEU CORAÇÃONOSSO FUTURO É DESERTO UM DIA VOCÊ DIZ VEM PRA MIMPOR DUAS VEZES JÁ TENTARAM NOUTRO NÃO É BEM ASSIMDESTRUIR TUDO O QUE É BELO MAS SE EU TENTAR TE DIREIE NA SEGUNDA QUASE ACABARAM MUITO DO QUE É AMARCOM UM GRANDE POVO AMARELO SABE, OUTRA RAZÃO PRA TE GOSTAR TANTONUMA TERCEIRA NEM O UNIVERSO ESCAPARÁ É SEU JEITO DE SERDE UMA INFELIZ CRUELDADE BONITO, INFINTOPOIS UM PROJETO ESPACIAL ACABARÁ GOSTOSO DE AMAR, DE VIVERCOM TODA A ETERNIDADEDESDE QUE O HOMEM ESTÁ NA TERRAMUITA COISA ACONTECEUDENTRE ELAS ESTA FRIA GUERRAQUE NEM A PAZ SOBREVIVEUQUEM SABE NUM BREVE FUTUROOS PODEROSOS POSSAM ENTENDERQUE NÃO BASTA UM TIRO NO ESCUROÉ NECESSÁRIO AMOR PARA VIVER DIALETO Março 1986 © Paulo Maia. Todos os Direitos Reservados. 3
  4. 4. Luz Negra DiálogoVanya Sansivieri Paulo MaiaQUANTOS OLHOS QUE OLHAM MAS NÃO VÊM A MINHA DOR TRAVAMOS UM DIÁLOGO ABERTAMENTEE VÃO SE ESCONDER PERDIDOS NA NOITE EM ALGUM BAR COM PALAVRAS DE UM VOCABULÁRIO INSISTENTE DE MIL HISTÓRIAS QUE CONTAMOS TODO DIAQUANTAS VOZS DISSONADAS DIZEM NADA PARA ALIVIAR SEM PENSAR SE ISTO NOS LEVA À AGONIAE VÃO CANTAR NOUTRA FREGUESIA MAS ACONTECE QUE PODEMOS NOS FARTARE EU EOLHO NUM CANTO DO CÉU COM CONVERSAS QUE NÃO DÁ PARA SUPORTARCANTO NUM CHORO DE MEL OUTRA VEZ, DE NOVO, VOCÊ TEM RAZÃOPRÁ VER A LUZ NA TUA LUZ NEGRA NÃO ESTAMOS NOS DANDO ATENÇÃOPISAR NA RUA DA TUA CRUZ GREGAE BEIJAR O PLANETA MARTE NA TUA ARTE MAS EU NÃO ME ESQUEÇO O QUE VOCÊ FALOUDE AMAR DEIXE PRÁ DEPOIS A NOSSA HORA ACABOU SE PENSA QUE LIGUEI ESTÁ ENGANADAQUANTAS VEZES VOU TER QUE VOAR POIS AQUELA PORTA ESTAVA FECHADAQUANTOS SONHOS TEREI QUE ALÇARPRÁ TE ALCANÇAR NÃO HÁ PORQUE TE MALTRATARPRA TE CONQUISTAR AFINAL DE CONTAS VOCÊ SÓ QUER ME AMARE OLHAR E ME PERDER TE AVISEI DESTE MOMENTOME PERDER... MAS NÃO ME RECORDO SE ERA PENSAMENTOE NUNCA MAIS ME ENXERGAR EM TANTA LUZ NOSSO DIÁLOGO NÃO TERÁ FIM SEMPRE QUE VOCÊ ME OLHAR ASSIM NOSSO ROMANCE SOBREVIVERÁ PARA TODOS AQUELES QUE QUISEREM SONHAR DIALETO Março 1986 © Paulo Maia. Todos os Direitos Reservados. 4
  5. 5. Final Feliz DestinoPaulo Maia Paulo MaiaQUANDO FECHO A PORTA PARA A REALIDADE MEU BEM PENSE BEM NO QUE VAI FAZERELA VEM E ENTRA PELA JANELA NINGUÉM QUE POSSA RESOLVER A NÃO SER VOCÊQUANDO EU ABRO OS BRAÇOS PARA A FELICIDADE SE QUISER PODE TENTAR O TELEFONEELA VEM NUM OSRRISO DELA MAS NÃO DIGA QUE ESTÁ COM FOME POIS VOCÊ JÁ TEM O SEU DESTINOSABE QUEM É ELA? É CINDERELA E NINGUÉM PODE TE ATRASARDE UM LIVRO DE CONTOS DE FADA MEU BEM PENSE BEM NO QUE VAI DIZERSABE QUEM EU SOU? NEM IMAGINOU SE ALGUÉM SEM VINTÉM VAI TE SOCORRERSOU AQUELE QUE TE CHAMA DE AMADA COM O QUÊ?MAS NÃO TENHO MEDO DE ABRIR OS OLHOS SE ORIENTAR NÃO TEM QUE ERRAROLHAR COM FIRMEZA PODE ATÉ PENSAR EM CAMINHARSIM, N/AO TENHO RECEIO DE ABRIR A PORTA SE O QUE INTERESSA ESTÁ CONTIGOABRIR COM CERTEZA POSSO ATÉ DIZER QUE VAI VENCERSE A REALIDADE ENTROU MEU BEMSE FICOUSÓ RESTOUA FELICIDADE PARA ESCOLHER DIALETO Março 1986 © Paulo Maia. Todos os Direitos Reservados. 5
  6. 6. Amanhecer AmorPaulo Maia Paulo MaiaUM DIA O SOL VIRÁ NOS AQUECER AMORESSE FRIO QUE GELA NOSSO VIVER PALAVRA MÁGICAESSA PARTE NULA DO CORAÇÃO ESTRANHA E TRÁGICATODO O MEDO QUE TRAVA A EMOÇÃO QUANDO EXPRIME DORPEÇA PRA NÓS UM MUNDO SEM DOR AMORDEIXE A VOZ FALAR SÓ DE AMOR SINCERA EMOÇÃO DESPERTA AO CORAÇÃONOSSA MENTE DEIXA UMA ILUSÃO UMA DIVINA FLORDA FELICIDADE, DO CORAÇÃOA PURA REAL QUE FAZ AMAR MAS SE ACONTECE A DESILUSÃOSE AMAR E MAIS DO QUE MAIS GOSTAR NINGUÉM SE MANIFESTA A VIDA É UMA FESTAFALE POR MIM O QUE EU PRECISO SABER PARA UMA FUTURA EMOÇÃODEIXE PARA O FIM UM BELO AMANHECER AMORUM DIA A LUZ VIRÁ ANOITECER NÃO SEI BEM O QUE É CERTONOSSO AMOR NOSSA HORA VAI ACONTECER ATRAVÉS DESTE DESERTOEM PLENO LEITO DIGNO DE NÓS DE UMA SÓ CORNOSSOS CORPOS EMBAIXO DE LENÇÓIS AMORPEÇA PRA NÓS UM MUNDO SEM DOR O QUE É ESSE UNIVERSODEIXE A VOZ FALAR SÓ DE AMOR ME PARECE TÃO COMPLEXOFALE POR MIM O QUE EU PRECISO SABER AOS OLHOS DO CANTORDEIXE PARA O FIM UM BELO AMANHECER MAS SE HÁ ALGO PARADO NO AR NÃO BUSQUE A PERFEIÇÃO ELA ACABA COM A PAIXÃO E MATA O PRAZER DE AMAR DIALETO Março 1986 © Paulo Maia. Todos os Direitos Reservados. 6
  7. 7. Dialeto Espaço PresoPaulo Maia Paulo MaiaENTRE SENHAS E CÓDIGOS COMPLETA-SE A RAZÃO COM A CABEÇA CHEIA DE VENTOPOR ENTRE FRESTAS DO NOSSO SONHO UMA CANÇÃO VOU ANDANDO PELAS RUAS CONFLITOS EM MEUS PENSAMENTOSDESSAS DE CONFUNDIR NOSSO RUMO QUASE CERTO E MINHAS IDÉIAS TODAS NUASQUE NO FUNDO NOS MOSTRA QUE O BOM ESTÁ PERTO COM UM UNIVERSO SEM ESPAÇODESSAS DE NOS TRAZER UMA ESPERANÇA DE VIDA ATRAVESSO O CONTINENTECOMO NO FINAL DE UMA NOVELA QUASE PERDIDA ESTOU VENCIDO PELO CANSAÇO PASSEIO COM TANTA GENTECOMO SE VALER DE UM INCERTO AMOR QUE VENCER SEM CONTINUARNOS CAMINHOS DA LINGUAGEM DA FLOR NÃO PERDER SEM LUTARUM ESTRANHO DIALETO QUE NÃO ENTENDEMOSPOR CAUSA DE NOSSA CABEÇA NOS PERDEMOS ME ACHO ÀS VEZES MEIO VULGAR EM MEUS PAPÉIS NAS MINHAS LINHASATRAVÉS DE ANOS DE PURA IGUALDADE CAMINHO E CAÇO MEU LUGARATÉ AGORA NÃO TEMOS NOSSAS QUALIDADES NA PISTA DE SUAS TRILHASMAS ATÉ QUE UM DE NÓS DECIDA VIVER SEM ALGUÉM PARA ME DIZERUMA CANÇÃO MOSTRARÁ O PASSO DO PRAZER SE FAÇO CERTO OU ERRADO VOU PROCURANDO QUERO VOCÊE QUE ESTE ESTRANHO MOMENTO DE PAZ SEM PROBLEMAS DO MEU LADONÃO ACABE MAIS QUER VIVER SEM RESPIRAR NÃO CEDER SEM MACHUCAR MEU VAZIO LIBERDADE NA PROCURA DE VENCER O QUE FAÇO NESTA CIDADE COM A TORTURA DO PODER VIVO NESTE ESPAÇO PRESO SEM VERGONHA DE DIZER QUE LUTAR A QUALQUER PREÇO É UM DIREITO DE VENCER DIALETO Março 1986 © Paulo Maia. Todos os Direitos Reservados. 7
  8. 8. PAULO MAIA DIALETOMarço 1986 © Paulo Maia. Todos os Direitos Reservados. 8

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