A submissa

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A submissa

  1. 1. Lettya NennyShantarenTHE MALOAS COMPANY
  2. 2. (“Amo ser isso que mal chego a ser, mas ser não é nada menos que isso”)A Vida nunca em dado momento foi oque aparentou ser!Apenas vimos uma mascara reflexo do que não é, e basta-nos entrar nestecirco de tanta falsidade e usar uma mascara para ser homólogo/aos demaisseres…, surti sempre efeito se fizeras de plástica a tua alma seres falso/a como teu espirito, ninguém nunca gostou da verdade disse (Arthur Dellarubia“ averdade em si aleija a alma, menospreza e ridiculariza o ser humano pela sua supremaciade ser”) e eu que sou aleijada por apenas viver a vida assim como ela…, sofro,choro, grito e me rebento o ventre por ser fiel a verdade e me rebelar comtodos que de mim descordam por eu ser isto, que sinto e minto não sentir, quesou prostituta quando deixo o pensamentos a fluir, e na rota una do arestabeleço o meu dizser em ser o não ser nada…, e a vida que me faz cativa eescrava de muitos me ridiculariza o espirito, difama a minha outrora soberanaalma e o meu corpo esse que me faz firmada como independente nestadependente sociedade – se faz submissa em uma dita minha, que virou nossa,que é dele…, mas que na verdade nego dizer-me em grito silêncio para nãoaleijar o minha alma e continuar vivendo de mascara que nem eu e nem acama somos propriedades deles.Jovenal Maloa (“Versos Amargos Brevemente”)
  3. 3. 1. Fogo ao ventoDas quatro paredes deste infernoE o cheiro do pecadoFaz-se homólogo do odor do sexoQue nos dilacera para fundir e moldar vidaNo meu ventre agora mulher antes menina.2. O céu desfaz-se do seu azulAos nossos olhos –Crucificou-me com estacas sobre a cruzE matou nadira os meus sonhosA manha perdeu a graçaA manha morreu e nadaVoltou a ser o que nunca tinha sidoE assim também foi com o prometidoCoração ele sabe oque fezCansou-se da falsa sensatezE disse para com o outro eu ser felizMas a verdade foi que ele nunca me quis.3. Almas gémeas não existem!Refutar afirmaçõesE nós que as nossas mal subsistem –Falar de siamesas é aceitar negaçõesPor ser um padrão praxeE não porque nele agente se encacheNão sou eu e nem sou outras além de mimEu sou uma nada, coisa qualquer – um espiritoQue mal sabe se é espirito, pois fantasmas
  4. 4. Tem um padrão tinindo para o início do fimDe tecer afirmações de que todo só é lindoPois mentalizamos o sangue flechado do cupido.4. Hoje mal sei viverVivo me estranhandoConfusa de ser alguémSorrindo triste só por verAs lágrimas do meu pensar amarfanhadoNão sei se choro –Ou se me riuSe me suicido e ou peço socorroSe me deixo a deriva ou se enrolo um fioEm torno do pescoço –E como não sei morro.5. Sou a guardadora dos segredosE das mágoas dos que fazem outros sofreremE dos que por eles irão sofrerTenho sede de absorve-los junto ao ar que inspiroE respirar-lhes sem emoções na almaTenho sede e muita fomeTragam-me memórias para eu me embriagarE visões futuras para eu deixar de ser isso –Que não acabo a ser ou que mal não sou!6. Deixei as lagrimasEscorrerem naturalmenteTransportando litros de mágoas
  5. 5. E muita dor vinda das suas nascentesE nesse rio, que pareceu a mim circularTransbordava em si mesmo e para si –Dizia a mim que a mal chegava a ser um círculoMas sim uma espiral, tentando um circulo parecerE na sede que a minha alma possuíaAbriu-se um boca tentando engolir o nadaAs lagrimas para a alma eram o nada, mas –De qualquer modo ela queria para serUm ser repleto, submerso por mágoasOu pouco provável beber da fonte da alegria.7. Da Vinci corrompeu meu cérebroE como se me cai-se da algibeira uma moedaOutrora ou por ventura únicaPensei desconhecendo em mim meus próprios demóniosE a certeza da inexistência do ontem e nem do amanhaFez eclodir um pensar em meus seios por ninguém tacteadoE o desejo de ser até o espirito alma prostitutaDescordou que o meu corpo tivesse vivido –Em algum momento, quaisquer que fosse o presenteE que de ilusões e realidades bastam-nos o incerto futuroE o odor de pólvora de um ser sem orgulho de o ter passadoO rio corre derivando o tempo mal existenteE o meu sorriso falso fingi que ignora saber –Que mal existe um presente nestes nano segundos e –Nesses que com este ultimo verso estão chegando.
  6. 6. 8. Sozinha em noites com um exemplar –Mal formado de maridoBebo do percurso estrelar e –Me imagino nadando sobre a via lácteaPescando estrelas para poetizar com elasA minha solidão quando me faço desta cadáver mulher.9. MemoriasHistoriasDe um passadoQue parece enterradoSaudadesDe sofrer não!De sentirmo-nos metadesCompletados pela mútua paixãoLagrimasTristezas em meu serDe novo lagrimasQue tiravam de mim o ser mulherPassouSou livre presaOvelha solitária aqui estou –Com eternas saudades de ser sua presa.10.Me beijas a almaTe beijo o espiritoMe jogas na camaMe rendo a ti e desistoBaixinho me chamas –
  7. 7. Me contorço e deliroTe amo, me amasSou sua bela, meu vampiroMe suga, me bebeMe toma, deixa-me matar a tua cedeMe leva e me trásDe frente e de trazNão desiste já, fica calmoReduz e relaxa, faço menos aceleradoEscuta ainda quero-te, vivo-te, te amoNão! Não agarra os meus seios – Ops! buraco erradoAgora desfaleça meu rei, meu eterno amo.11.Há vezes que acho que a mãe naturezaÉ que nos proporcionou, esse sentimento.Deveria ser o contrário ao nosso favor, tanta belezaTanta delicadeza de sermos soberanas e o lamentoEcoante de não sermos é uma lágrima que caiÉ um olhar de escrava alegre, é um sorriso que saiPara disfarçar a alma contente descontentePara camuflar os desejos e prazer esquecidos na tangenteE usar como de antes e como de sempre a farsaPara não adoptar a vida mãe como madrastaPara não passar a vida a chorar –E por falta de coragem para parar e dizer bastaE não ser fitada olhares maliciosos sem razão dizendo, olha desgraçaOlha pobre criança, olha achou-se ser e quis ser mais, ingrataPorque chorar a minha tristeza se posso sorrir a chorar.12.17 Anos ou menosSegredos na face criança guardadosPor não querer magoar mais um coração pequeno
  8. 8. Muito menos o seu dito amadoO intestino vai crescendoA derme ganhando elasticidade naturalJá não dá para esconder oque estava escondendoHora está de falar para o amado que vai ser um papá17 Anos, como o informar17 Anos, o meu mundo está a desmoronar17 Anos, doí-me a ideia de abortar –é uma ideia suicidaPerdi a minha insignificante a que eu mais amava vida.13.Tu amasEu nãoAcham-te mulherA mim escrava eterna do meu cafetãoTu és mãe, esposa e mulher amadaEu sou assassina, ninguém e talvez namorada (…)(…) Então porquê?Choramos as mesmas doresSe você tem de perfumes de desejos e amoresSe você é mãe, mulher e esposa de alguémPorquê? se eu –Sou apenas uma assassinaEscrava dele para o satisfazer, sua concubinaNão pode ser mãe, dei aos porcos tesouro meuDiz-me porquê? As duas –Choramos os mesmos tormentosPois é visto que eu é que –
  9. 9. Tenho motivos para os meus e tu das suasRazões não me trariam lágrimasE ela diz:Não acredita em todo que vês manaO meu alegre sorriso é só uma mascaraQue vivo lá de favores e que ele na cama –É uma desgraça, existe muita falsidade tom da fala.14.Foi e vimCá estou e a muito que saiDe ser eu cá ficandoNova identidade adquiri –E passo o tempo me admirandoNo mostro que aos pouco me foi transformandoInsensível,Fria,Desprezível,A muita com falatórios me importariaMas agora agrada-me ser istoQue antes via pessoas seremAgora eu sou e me assistoPersonalidades de mim a se a despenderem.15.Eu esperoTudo aceito –Dizem que é o meu género,De manter em salvo o meu leitoEu me desesperoSozinha consolo-me e choro
  10. 10. A paz do meu leito é o meu enterroMas com a ideia de viver sem ele, eu me apavoroEu espero o desesperoSer engolido pelo meu choro e aceitoO consolo falso de estarmos bem –E penso, é só uma etapa!A minha mãe passou isso tambémSó espero que o meu não seja um psicopata.16.Ele é lindoÉ tão fofoSoa as minhas vistas um jardim coloridoDa minha cadeira, ele é o estufoEle não lindo, eu sei!O ser fofo e lindo é relativoE o bom e que nele isso eu acheiE digo e afirmo, que para mim ele é divinoEle é um anjo, mas sem asasPelas minhas alegrias a ele eu dou as graçasFaz-me voar em felicidades… (continuar)17.CarrocelMemórias fartasLagrimas já escassasA muito distante do mel –Da ideia livre que flui das cartasLendo eu solitária em as massasFolheio-a como se não fosse única
  11. 11. Vivo todo sentimento que ela não e mal trásDesnuda fica sorridente os meus lábios –Desfaço-me e mostro esta alegre alma e a pazQue se escondia por de trás da minha tristeza túnicaGanha uma nova crença e como dizem os sábiosSó um motivo para voltarA amar – PerdoarE deixar rolar – Todo presente lindoNesta carta descrito.18.O nível do mar de tristezasInunda o chão de mágoas que eu pisoChoro tsunamis diante da tanta avarezaEnquanto me afogo neste complexo abismoMe neutralizo o ser, feliz de conformidade e dá issoUma eterna espera de carinho e um pouco de romantismo.19. Em tempos de desespero –Os falsos deuses proliferamSobre o solo dos fracos, medrosos –Os mentalmente enfermosJogam seus tesouros aos porcos (Fé)Na escolha descabida de que quem prega mais altoEsperando que eles sejam os portadores da palavra (Divina) –– Mais eles mal sabem que estão errados, muito errados!20.ChoroA morte sem glóriaDa minha feminidadeNão mais imploro
  12. 12. A morte da glóriaIsso a mim já não mais cabeA vida vai e vemPara os donos de siE para mim – que sou dona de ninguémVem o desconhecido – a morte.21.Escrevo versosVersos escrevoLinhas que são estrofesEstrofes que formam textosFaça de mim istoQue vivo em escritoQue escrevo pois o mesmo vivo.22.Para ti meu eterno amorTe escrevo hoje em meus pensaresEstes talvez para ti insignificantes versosMais pouco me prendo a pensar na dorQue a muito me causas-te e os dias de azaresQue deixas-te unicamente a mim em teu testamentoVersos meus desenham-te meu mais que tudoMeu mundo, meu dia e meu pensamentoQue sou dependente de ti e que todo –O meu amor foi feito para matar o teu sofrimentoE o meu corpo, e o desejo que me consome feito fogoQue ti sirva feito adorno, que eu seja eternamente teu consolo
  13. 13. Escrevo a ti meu amorPorque ainda te amoSe era para continuares felizEsquece que és o motivo da minha dorQue farei do nosso filho a continuação dos nossos planosE que sejas feliz longe de mim, já que assim você quis.23.PoucasSão as minhasE se sou delas, as rotasQue nos unem são via favelas.

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