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ÁS VEZES ME PERGUNTO                                                 Vamos celebrar como idiotas; a cada fevereiro e feriado,
(DadoVilla-Lobos/Renato                                              todos os mortos nas estradas; os mortos por falta de
 Russo/Renato Rocha)                                                 hospitais. Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a
Às vezes me pergunto                                                 difamação. Vamos celebrar os preconceitos, o voto dos
O que está acontecendo                                               analfabetos; comemorar a água podre, e todos os
O velho virou novo                                                   impostos; queimadas, mentiras e seqüestros; nosso castelo
E a gente nem ta vendo.                                              de cartas marcadas; o trabalho escravo, nosso pequeno
                                                                     universo; todo hipocrisia e toda afetação; todo roubo e
Quem olha até parece                                                 toda a indiferença. Vamos celebrar epidemias: é a festa
Que há algo se movendo                                               da torcida campeã.
Nesses ares de mudança
O que é que muda                                                     Vamos celebrar a fome; não ter a quem ouvir; não se ter a
Eu não entendo.                                                      quem amar. Vamos alimentar o que é maldade; vamos
                                                                     machucar um coração; vamos celebrar nossa bandeira;
Não tem saída                                                        nosso passado de absurdos gloriosos; tudo que é gratuito e
Não tem mistério                                                     feio; tudo que é normal. Vamos cantar juntos o hino
Que importa                                                          nacional (a lágrima é verdadeira). Vamos celebrar nossa
Quem compõe o mistério.                                              saudade e comemorar a nossa solidão.

Aparece toda hora                                                    Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão.
Quem melhore nossa vida                                              Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente, que
Troca o curativo                                                     trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem
Mas mexe na ferida.                                                  mais direito a nada. Vamos celebrar a aberração de toda a
                                                                     nossa falta de bom senso; nosso descaso por educação.
Pois é tudo igual                                                    Vamos celebrar o horror de tudo isso – com festa, velório
O que muda é o endereço                                              e caixão. Está tudo morto e enterrado, já que também
Se o bar troca de dono                                               podemos celebrar a estupidez de quem cantou esta
Se estipula um novo preço.                                           canção.

Não tem saída Nem mistério                                           Venha, meu coração está com pressa.Quando a esperança
Desse jeito                                                          está dispersa, só a verdade me liberta. Chega de maldade
Todo mundo quer ser                                                  e ilusão. Venha, o amor tem sempre a porta aberta. E vem
O dono do império.                                                   chegando a primavera. Nosso futuro recomeça. Venha,
                                                                     que o que vem é perfeição.
Parece que com o tempo                                               Renato Russo (Legião Urbana)
Está-se andando pra frente
Mas se olhar pra trás
Não há nada diferente.
                                                                     SOS, Brasil
Qualquer que seja o rei
Que ocupe o trono                                                    Há muito tempo que eu queria te dizer, ouça Vontade de
A história se repete                                                 te ver também
E viva o novo dono.                                                  Não vale se esconder
                                                                     Verdades sempre vêm
Não tem saída                                                        E as coisas que passei
Nem mistério                                                         Já ficaram para trás
Desse jeito                                                          Eu tenho que viver.
Eu vou parar no cemitério.
(Música da banda “Os Eles”)                                          A minha ansiedade cada vez aumenta mais
                                                                     Eu to vendo na cidade, ódio, amor, guerra e paz
DIAS MELHORES                                                        Alguém da sua idade no caminho encontrei
Jota Quest (Rogério Flausino)                                        Falando dos atalhos descobertos pelos reis
Vivemos esperando                                                    O rei da sua história e até o rei sol
Dias melhores                                                        Todos eles dizem que existe uma lei
Dias de paz, dias a mais                                             Mas eles não sabem de uma coisa que eu sei
Dias que não deixaremos pra trás                                     Mas eles não sabem de uma coisa que eu sei.
Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores                                        Cachorro magro e criança na rua, corra
Melhores no amor, melhores na dor                                    Pra tentar salvar alguém
Melhores em tudo                                                     Mulher bonita e feitiço da lua
Vivemos esperando                                                    Seu relax me faz bem
O dia em que seremos para sempre                                     A gente avança e também recua
Vivendo esperando                                                    No balanço desse trem
Dias melhores pra sempre.                                            Desempregado a luta continua
                  PERFEIÇÃO                                          Resistindo esse vai-e-vem.

Vamos celebrar a estupidez humana; a estupidez de todas as nações.   Rua é a escola
O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e       Rua pra jogar bola
ladrões. Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e         Nua pedindo esmola
televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é     Agora eu vou contar
nação. Celebrar a juventude Eros e Thanatos, persephone e Hades.    O que ninguém nunca ouviu
Vamos celebrar nossa tristeza, vamos celebrar nossa vaidade.         O futuro é agora, SOS Brasil.
                                                                     (Cidade Negra)
BALANÇA BRASIL
PACATO CIDADÃO                                                  Ah, meu Brasil, a cidade foi pro mar
(Samuel Rosa/ Chico Amaral)                                     Rio de Janeiro Redentor
Pacato cidadão, te chamei a tenção                              Braços abertos para que chegar.
Não foi a tóa não                                               Eu vi o céu no azul dos olhos da menina
C’est fini la utopia mas a guerra todo dia                      Peguei a estrada pra Vitória
Dia a dia não                                                   Fui rever minha capixaba.
Tracei a vida inteira planos tão incríveis
Tramo a luz do Sol                                              Ah, meu Brasil, salvador é logo ali
Apoiado em poesia e em tecnologia                               Bahia boa tem canoa, mulher boa
Agora à luz do sol                                              E a gente à toa
Pra que tanta leve, tanto tempo pra perder                      Meu samba reggae arrasou lá no Sergipe
Qualquer coisa que se queira saber querer                       Em Alagoas, Pajuçara praia linda
Tudo bem, dissipação de vez em quando é bão                     Oh, meu Nordeste.
Misturar o brasileiro com o alemão
Pra que tanta sujeira nas ruas e nos rios                       Ah, meu Brasil naquela noite em Pernambuco
Qualquer coisa que se suje tem que limpar                       Olinda linda Recife
Se você não gosta dele, diga logo a verdade                     Fazer amor na areia de boa Viagem, no céu
Sem perder a cabeça, sem perder a amizade                       E a tietagem em Itamaracá
Concertar o rádio e o casamento
Corre a felicidade no asfalto cinzento                          Ah, meu Brasil, forrobodó na Paraíba
Abolir a escravidão do caboclo brasileiro                       Meu Rio Grande Natal
Numa mão educação, na outra dinheiro                            Fole arretado, quadrilha pra todo lado
Pacato cidadão                                                  São João cai animado no forró de lá.
 da civilização
                                                                Balança Brasil
ESMOLA                                                          Adoro te ver contente
Uma esmola pelo amor de Deus                                    Balança Brasil
Uma esmola, meu, por caridade                                   O sonho de tanta gente
Uma esmola pro ceguinho, pro menino                             Balança Brasil
Em toda a esquina tem gente só pedindo                          Sacode esse meu país
                                                                Pra gente ser feliz.
Uma esmola pro desempregado
Uma esmolinha pro preto pobre doente                            Ah, meu Brasil, São Luis do Maranhão
Uma esmola pro que resta do Brasil                              Cai no reggae de vez
Pro mendigo, pro indigente                                      Lá o Brasil foi pra Jamaica
                                                                No Piauí quase casei em Teresina
Ele que pede, eu que dou, ele só pede                           Tem a Jorgete, a Lizinete, a Bernadete, a Carolina.
O ano é mil novecentos e noventa e tal
Eu to cansado de dar esmola                                     Ah, meu Brasil, chegando em Belém do Pará
Qualquer lugar que eu passe é isso agora                        Arrebentei no carimbo, no cirinbó
                                                                E no merengue.
Eu to cansado, meu bom de dar esmola                            No Amazonas, em Goiás, no Mato Grosso
Essa quota miserável de avareza                                 Fui bóia-fria, fui caboclo, vi a fauna
Se o pais não for pra cada um                                   Que colosso.
Pode estar certo não vai ser pra nenhum
                                                                Ah, meu Brasil, são Paulo não é só garoa
Não vai não, não vai não, não vai não                           Meu Rio Grande do Sul
No hospital, no restaurante.                                    Tem a bombacha, o fandango, tem a raça
No sinal, no Morumbi                                            O chimarrão, boa cachaça, Oh meu Paraná.
No Mário Filho, no Mineirão
Menino me vê, começa logo a pedir                               Ah, meu Brasil, de lá de Santa Catarina
Me dá, me dá, me dá um dinheiro aí!                             Voei pra Minas Gerais
(Samuel Rosa, Chico Amaral/SKANK)                               Mina calada, por demais desconfiada
                                                                Mui amada, minha doce namorada.
         QUE PAÍS É ESTE
         (Renato Russo)                                         Ah, meu Brasil, vou pra avenida com vocês
Nas favelas , no Senado                                         Do carnaval eu sou freguês
Sujeira pra todo lado                                           Acho que eu vou morar no Rio de vez.
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação                          Balança Brasil....
Que país é este                                                 Michael Sillivan/ Carlinhos conceição
No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense, Mato Grosso,
nas Geraes e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é este
Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios em um leilão
Que país é este
QUASE SEM QUERER                                   ÍNDIOS
Letra e música: Renato Russo e Daddo Villa-Lobos            (Renato Russo)
Interpretação: Legião Urbana                       Que me dera, ao menos uma vez,
Tenho andado distraído                             Ter de volta todo o ouro que entreguei
Impaciente e indeciso                              A quem conseguiu me convencer
E ainda estou confuso                              Que era prova de amizade
Só que agora é diferente                           Se alguém levasse embora até o eu não tinha.
Estou tranqüilo e tão contente.                    Quem me dera, ao menos uma vez,
                                                   Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Quantas chances desperdicei                        Que se cortava sempre um pano-de-chão
Quando o que eu mais queria                        De linho nobre e pura seda.
Era provar pra todo o mundo                        Quem me dera, ao menos uma vez,
Que eu não precisava                               Explicar o que ninguém consegue entender:
Provar nada pra ninguém                            Que o que aconteceu ainda está por vir
                                                   E o futuro não é mais como era antigamente.
Me fiz em mil pedaços                              Quem me dera, ao menos uma vez,
Pra você juntar                                    Provar que quem tem mais do que precisa ter
E queria sempre achar                              Quase sempre se convence que não tem o bastante
Explicação pro que eu sentia                       E fala demais por não ter nada a dizer.
Como um anjo caído                                 Quem me dera, ao menos uma vez
Fiz questão de esquecer                            Que o mais simples fosse visto como o mais importante,
Que mentir pra si mesmo                            Mas nos deram espelhos
É sempre a pior mentira.                           E vimos um mundo doente
                                                   Que me dera, ao menos uma vez,
Mas não sou mais                                   Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
Tão criança a ponto de saber tudo                  E esse mesmo deus foi morto por vocês
Já não me preocupo                                 É só maldade então, deixar um Deus tão triste
Se eu não sei porquê                               Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Às vezes o que vejo                                Entenda – assim pude trazer você de volta para mim,
Quase ninguém vê                                   Quando descobri que é sempre só você
E eu sei que você sabe                             Que me entende do início ao fim
Quase sem querer                                   E é só você que tem a cura para o meu vício
Que eu vejo o mesmo que você.                      De insistir nessa saudade que eu sinto
                                                   De tudo o que ainda não vi.
Tão concreto e tão bonito                          Quem me dera, ao menos uma vez
O infinito é realmente                             Acreditar por um instante em tudo que existe
Um dos deuses mais lindos                          E acreditar que o mundo é perfeito
Sei que às vezes uso                               E que todas as pessoas são felizes.
Palavras repetidas                                 Quem me dera, ao menos uma vez,
Mas quais são as palavras                          Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Que nunca são ditas?                               Está em tudo e mesmo assim
                                                   Ninguém lhe diz ao menos obrigado.
Me disseram que você                               Quem me dera, ao menos uma vez,
Estava chorando                                    Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
E foi então que percebi                            Não ser atacado por se inocente.
Como lhe quero tanto                               Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Já não me preocupo                                 Entenda assim pude trazer você de volta para mim
Se eu não sei porquê                               Quando descobri que é sempre só você
Às vezes o que eu vejo                             Que me entende do início ao fim
Quase ninguém vê                                   E é só você que tem a cura para o meu vício
E eu sei que você sabe                             De insistir nessa saudade que eu sinto
Quase sem querer                                   De tudo que eu ainda não vi.
Que eu quero o mesmo que você.                     Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
                                                   Tentei chorar e não consegui
         HERDEIRO DA PAMPA POBRE
         (Vaine Darde e Gaúcho da Fronteira)
Que pampa é essa que recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se desta pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matrizes
Passam nas mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso eu volto a ser caudilho
Por esta pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei do meu pai

Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem lei
De pés descalços cabrestiando mágoas
E o que hoje herdo da minha lei xirua
É um desafio que a minha idade afronta
Pois me deixaram com a guaiaca nua
Para pagar uma porção de contas.

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  • 1. ÁS VEZES ME PERGUNTO Vamos celebrar como idiotas; a cada fevereiro e feriado, (DadoVilla-Lobos/Renato todos os mortos nas estradas; os mortos por falta de Russo/Renato Rocha) hospitais. Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a Às vezes me pergunto difamação. Vamos celebrar os preconceitos, o voto dos O que está acontecendo analfabetos; comemorar a água podre, e todos os O velho virou novo impostos; queimadas, mentiras e seqüestros; nosso castelo E a gente nem ta vendo. de cartas marcadas; o trabalho escravo, nosso pequeno universo; todo hipocrisia e toda afetação; todo roubo e Quem olha até parece toda a indiferença. Vamos celebrar epidemias: é a festa Que há algo se movendo da torcida campeã. Nesses ares de mudança O que é que muda Vamos celebrar a fome; não ter a quem ouvir; não se ter a Eu não entendo. quem amar. Vamos alimentar o que é maldade; vamos machucar um coração; vamos celebrar nossa bandeira; Não tem saída nosso passado de absurdos gloriosos; tudo que é gratuito e Não tem mistério feio; tudo que é normal. Vamos cantar juntos o hino Que importa nacional (a lágrima é verdadeira). Vamos celebrar nossa Quem compõe o mistério. saudade e comemorar a nossa solidão. Aparece toda hora Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão. Quem melhore nossa vida Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente, que Troca o curativo trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem Mas mexe na ferida. mais direito a nada. Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso; nosso descaso por educação. Pois é tudo igual Vamos celebrar o horror de tudo isso – com festa, velório O que muda é o endereço e caixão. Está tudo morto e enterrado, já que também Se o bar troca de dono podemos celebrar a estupidez de quem cantou esta Se estipula um novo preço. canção. Não tem saída Nem mistério Venha, meu coração está com pressa.Quando a esperança Desse jeito está dispersa, só a verdade me liberta. Chega de maldade Todo mundo quer ser e ilusão. Venha, o amor tem sempre a porta aberta. E vem O dono do império. chegando a primavera. Nosso futuro recomeça. Venha, que o que vem é perfeição. Parece que com o tempo Renato Russo (Legião Urbana) Está-se andando pra frente Mas se olhar pra trás Não há nada diferente. SOS, Brasil Qualquer que seja o rei Que ocupe o trono Há muito tempo que eu queria te dizer, ouça Vontade de A história se repete te ver também E viva o novo dono. Não vale se esconder Verdades sempre vêm Não tem saída E as coisas que passei Nem mistério Já ficaram para trás Desse jeito Eu tenho que viver. Eu vou parar no cemitério. (Música da banda “Os Eles”) A minha ansiedade cada vez aumenta mais Eu to vendo na cidade, ódio, amor, guerra e paz DIAS MELHORES Alguém da sua idade no caminho encontrei Jota Quest (Rogério Flausino) Falando dos atalhos descobertos pelos reis Vivemos esperando O rei da sua história e até o rei sol Dias melhores Todos eles dizem que existe uma lei Dias de paz, dias a mais Mas eles não sabem de uma coisa que eu sei Dias que não deixaremos pra trás Mas eles não sabem de uma coisa que eu sei. Vivemos esperando O dia em que seremos melhores Cachorro magro e criança na rua, corra Melhores no amor, melhores na dor Pra tentar salvar alguém Melhores em tudo Mulher bonita e feitiço da lua Vivemos esperando Seu relax me faz bem O dia em que seremos para sempre A gente avança e também recua Vivendo esperando No balanço desse trem Dias melhores pra sempre. Desempregado a luta continua PERFEIÇÃO Resistindo esse vai-e-vem. Vamos celebrar a estupidez humana; a estupidez de todas as nações. Rua é a escola O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e Rua pra jogar bola ladrões. Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e Nua pedindo esmola televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é Agora eu vou contar nação. Celebrar a juventude Eros e Thanatos, persephone e Hades. O que ninguém nunca ouviu Vamos celebrar nossa tristeza, vamos celebrar nossa vaidade. O futuro é agora, SOS Brasil. (Cidade Negra)
  • 2. BALANÇA BRASIL PACATO CIDADÃO Ah, meu Brasil, a cidade foi pro mar (Samuel Rosa/ Chico Amaral) Rio de Janeiro Redentor Pacato cidadão, te chamei a tenção Braços abertos para que chegar. Não foi a tóa não Eu vi o céu no azul dos olhos da menina C’est fini la utopia mas a guerra todo dia Peguei a estrada pra Vitória Dia a dia não Fui rever minha capixaba. Tracei a vida inteira planos tão incríveis Tramo a luz do Sol Ah, meu Brasil, salvador é logo ali Apoiado em poesia e em tecnologia Bahia boa tem canoa, mulher boa Agora à luz do sol E a gente à toa Pra que tanta leve, tanto tempo pra perder Meu samba reggae arrasou lá no Sergipe Qualquer coisa que se queira saber querer Em Alagoas, Pajuçara praia linda Tudo bem, dissipação de vez em quando é bão Oh, meu Nordeste. Misturar o brasileiro com o alemão Pra que tanta sujeira nas ruas e nos rios Ah, meu Brasil naquela noite em Pernambuco Qualquer coisa que se suje tem que limpar Olinda linda Recife Se você não gosta dele, diga logo a verdade Fazer amor na areia de boa Viagem, no céu Sem perder a cabeça, sem perder a amizade E a tietagem em Itamaracá Concertar o rádio e o casamento Corre a felicidade no asfalto cinzento Ah, meu Brasil, forrobodó na Paraíba Abolir a escravidão do caboclo brasileiro Meu Rio Grande Natal Numa mão educação, na outra dinheiro Fole arretado, quadrilha pra todo lado Pacato cidadão São João cai animado no forró de lá. da civilização Balança Brasil ESMOLA Adoro te ver contente Uma esmola pelo amor de Deus Balança Brasil Uma esmola, meu, por caridade O sonho de tanta gente Uma esmola pro ceguinho, pro menino Balança Brasil Em toda a esquina tem gente só pedindo Sacode esse meu país Pra gente ser feliz. Uma esmola pro desempregado Uma esmolinha pro preto pobre doente Ah, meu Brasil, São Luis do Maranhão Uma esmola pro que resta do Brasil Cai no reggae de vez Pro mendigo, pro indigente Lá o Brasil foi pra Jamaica No Piauí quase casei em Teresina Ele que pede, eu que dou, ele só pede Tem a Jorgete, a Lizinete, a Bernadete, a Carolina. O ano é mil novecentos e noventa e tal Eu to cansado de dar esmola Ah, meu Brasil, chegando em Belém do Pará Qualquer lugar que eu passe é isso agora Arrebentei no carimbo, no cirinbó E no merengue. Eu to cansado, meu bom de dar esmola No Amazonas, em Goiás, no Mato Grosso Essa quota miserável de avareza Fui bóia-fria, fui caboclo, vi a fauna Se o pais não for pra cada um Que colosso. Pode estar certo não vai ser pra nenhum Ah, meu Brasil, são Paulo não é só garoa Não vai não, não vai não, não vai não Meu Rio Grande do Sul No hospital, no restaurante. Tem a bombacha, o fandango, tem a raça No sinal, no Morumbi O chimarrão, boa cachaça, Oh meu Paraná. No Mário Filho, no Mineirão Menino me vê, começa logo a pedir Ah, meu Brasil, de lá de Santa Catarina Me dá, me dá, me dá um dinheiro aí! Voei pra Minas Gerais (Samuel Rosa, Chico Amaral/SKANK) Mina calada, por demais desconfiada Mui amada, minha doce namorada. QUE PAÍS É ESTE (Renato Russo) Ah, meu Brasil, vou pra avenida com vocês Nas favelas , no Senado Do carnaval eu sou freguês Sujeira pra todo lado Acho que eu vou morar no Rio de vez. Ninguém respeita a Constituição Mas todos acreditam no futuro da nação Balança Brasil.... Que país é este Michael Sillivan/ Carlinhos conceição No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense, Mato Grosso, nas Geraes e no Nordeste tudo em paz Na morte eu descanso mas o sangue anda solto Manchando os papéis, documentos fiéis Ao descanso do patrão Que país é este Terceiro mundo se for Piada no exterior Mas o Brasil vai ficar rico Vamos faturar um milhão Quando vendermos todas as almas Dos nossos índios em um leilão Que país é este
  • 3. QUASE SEM QUERER ÍNDIOS Letra e música: Renato Russo e Daddo Villa-Lobos (Renato Russo) Interpretação: Legião Urbana Que me dera, ao menos uma vez, Tenho andado distraído Ter de volta todo o ouro que entreguei Impaciente e indeciso A quem conseguiu me convencer E ainda estou confuso Que era prova de amizade Só que agora é diferente Se alguém levasse embora até o eu não tinha. Estou tranqüilo e tão contente. Quem me dera, ao menos uma vez, Esquecer que acreditei que era por brincadeira Quantas chances desperdicei Que se cortava sempre um pano-de-chão Quando o que eu mais queria De linho nobre e pura seda. Era provar pra todo o mundo Quem me dera, ao menos uma vez, Que eu não precisava Explicar o que ninguém consegue entender: Provar nada pra ninguém Que o que aconteceu ainda está por vir E o futuro não é mais como era antigamente. Me fiz em mil pedaços Quem me dera, ao menos uma vez, Pra você juntar Provar que quem tem mais do que precisa ter E queria sempre achar Quase sempre se convence que não tem o bastante Explicação pro que eu sentia E fala demais por não ter nada a dizer. Como um anjo caído Quem me dera, ao menos uma vez Fiz questão de esquecer Que o mais simples fosse visto como o mais importante, Que mentir pra si mesmo Mas nos deram espelhos É sempre a pior mentira. E vimos um mundo doente Que me dera, ao menos uma vez, Mas não sou mais Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três Tão criança a ponto de saber tudo E esse mesmo deus foi morto por vocês Já não me preocupo É só maldade então, deixar um Deus tão triste Se eu não sei porquê Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Às vezes o que vejo Entenda – assim pude trazer você de volta para mim, Quase ninguém vê Quando descobri que é sempre só você E eu sei que você sabe Que me entende do início ao fim Quase sem querer E é só você que tem a cura para o meu vício Que eu vejo o mesmo que você. De insistir nessa saudade que eu sinto De tudo o que ainda não vi. Tão concreto e tão bonito Quem me dera, ao menos uma vez O infinito é realmente Acreditar por um instante em tudo que existe Um dos deuses mais lindos E acreditar que o mundo é perfeito Sei que às vezes uso E que todas as pessoas são felizes. Palavras repetidas Quem me dera, ao menos uma vez, Mas quais são as palavras Fazer com que o mundo saiba que seu nome Que nunca são ditas? Está em tudo e mesmo assim Ninguém lhe diz ao menos obrigado. Me disseram que você Quem me dera, ao menos uma vez, Estava chorando Como a mais bela tribo, dos mais belos índios, E foi então que percebi Não ser atacado por se inocente. Como lhe quero tanto Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Já não me preocupo Entenda assim pude trazer você de volta para mim Se eu não sei porquê Quando descobri que é sempre só você Às vezes o que eu vejo Que me entende do início ao fim Quase ninguém vê E é só você que tem a cura para o meu vício E eu sei que você sabe De insistir nessa saudade que eu sinto Quase sem querer De tudo que eu ainda não vi. Que eu quero o mesmo que você. Nos deram espelhos e vimos um mundo doente Tentei chorar e não consegui HERDEIRO DA PAMPA POBRE (Vaine Darde e Gaúcho da Fronteira) Que pampa é essa que recebo agora Com a missão de cultivar raízes Se desta pampa que me fala a história Não me deixaram nem sequer matrizes Passam nas mãos da minha geração Heranças feitas de fortunas rotas Campos desertos que não geram pão Onde a ganância anda de rédeas soltas Se for preciso eu volto a ser caudilho Por esta pampa que ficou pra trás Porque eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei do meu pai Herdei um campo onde o patrão é rei Tendo poderes sobre o pão e as águas Onde esquecido vive o peão sem lei De pés descalços cabrestiando mágoas E o que hoje herdo da minha lei xirua É um desafio que a minha idade afronta Pois me deixaram com a guaiaca nua Para pagar uma porção de contas.