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RADIOPROTEÇÃO
APOSTILA COMPLETA
RADIOPROTEÇÃO
É o conjunto de medidas que visam proteger as pessoas que o meio ambiente
de possíveis efeitos nocivos causados pela radiação ionizante.
Com o OBJETIVO de eliminar os riscos provenientes dos efeitos biológicos
determinísticos dos trabalhadores estabelecendo limites de dose e reduzir a
probabilidade dos efeitos a longo prazo em níveis baixos consideráveis
aceitáveis.
ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS
Na proteção radiológica existem muitas instituições Organizações e
associações que cuidam de fiscalizar e calcular todos esses
parâmetros abaixo vou citar algumas internacionais e nacionais.
IAEA= Agência Internacional de Energia Atômica;
ACR- Colégio Americano de Radiologia;
ANVISA- Vigilância Sanitária
CNEN= Comissão Nacional de Energia Nuclear;
IRD= Instituto de Radioproteção e Dosimetria;
IPEN= Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares.
CONCEITOS BÁSICOS DE
RADIOPROTEÇÃO
TIPOS DE RADIAÇÃO
Radiação natural é aquela
que é proveniente de
diversas fontes do
ambiente, não tem
interferência ou produzida
pelo homem.
Exemplos: espaço cósmico,
materiais radioativos
radiação solar Ultravioleta,
Infravermelho e Luz
Radiação artificial é aquela
que é produzida constituída
ou emitida através de fontes
criadas pelo homem ou
equipamentos criados pelo
homem.
Exemplos: o raios X, luz
emitida das lâmpadas,
radiofrequência (Radio e TV) o
micro-ondas e as luzes de
infravermelho.
CONCEITOS BÁSICOS DE
RADIOPROTEÇÃO
TIPOS DE RADIAÇÃO
Radiação ionizante é aquela que
tem energia suficiente para remover
elétrons de um átomo tornando-o
um íon, por isso o nome ionizante.
Radiação Não Ionizante é aquela que
NÃO tem energia suficiente para
remover elétrons de um átomo
tornando-o um íon.
Comprimento de onda (Pequeno) Frequência (Alta) Comprimento de onda (Grande) Frequência(Baixa)
CONCEITOS BÁSICOS DE
RADIOPROTEÇÃO
FORMAS DE EXPOSIÇÃO
Exposição externa ou
irradiação é aquela onde a
fonte de radiação está fora
e apenas emiti a radiação
que transpassa o paciente
ou material. Não acredito
com o material ou fonte de
radiação
Exposição interna ou
contaminação é aquela onde a
fonte de radiação por não estar
em um invólucro a possibilita o
contato com a fonte de
radiação mais precisamente
material radioativo que pode
estar excitado gasoso líquido
ou sólido. Pode estar excitado
gasoso líquido ou sólido.
CONCEITOS BÁSICOS DE
RADIOPROTEÇÃO
TIPOS DE FONTES:
Fontes seladas são fontes onde a
material radioativo está
enclausurado dentro de um
invólucro que impeça o escape do
material sob condições normais
de uso ou condições anormais
brandas. Exemplo: bomba de
Cobalto de um equipamento de
radioterapia.
Fontes não seladas são aquelas em
que o material radioativo está sob
forma sólida ou líquida ou
raramente gasosa em recipientes
que permitam o manuseio
estacionamento em condições
normais de uso exemplo os
materiais radioativos da medicina
nuclear.
COMO A RADIAÇÃO PODE DANIFICAR
AS CÉLULAS?
Mecanismo Direto: Agindo na
molécula de DNA, quebrando
as bases nitrogenadas e a
cromossômica.
Mecanismo Indireto:
Agindo na molécula de
água (H2O)quebrando-a e
causando radicais livres.
Esse mecanismo também é
conhecido por Radiólise da
água.
A radiação ionizante pode danificar as células de um ser vivo de duas formas,
ou melhor dois mecanismos
RADIOSSENSIBILIDADE DAS
CÉLULAS:
Células somáticas: São as células
constituintes de praticamente 99%
do corpo.
Exemplo: Pele, músculos, sangue,
ossos, órgãos.
Células Germinativas: São as células
responsáveis pela reprodução e por
transferir as nossas características aos
descendentes(herdar). São formadas
nos órgãos reprodutores.
Exemplos: feminino=óvulos e
masculino: espermatozoides
LEI DA RADIOSSENSIBILIDADE:
LEI DA BERGONIE E TRIBONDEAU
“A radiossensibilidade das células é
diretamente proporcional a sua capacidade de
reprodução e inversamente proporcional ao
seu grau de especialização”
LEI DA RADIOSSENSIBILIDADE:
LEI DA BERGONIE E TRIBONDEAU
Qualificação das células segundo a Lei de Bergonie e Tribondeau:
Células Sensíveis: Germinativas (hereditárias), sanguíneas como os leucócitos,
eritrócitos (hemácias).
Células Intermediárias: vísceras (órgãos como: pulmão, rins, intestino e etc) e pele.
Células resistentes: nervosas (neurônios) e músculos estriados (revestem braços,
pernas, tronco e etc).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio;
SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e
Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão
Editora, 2007. v.1. 415 p.
SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de
Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo:
Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p.
PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em
Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição,
editora PRO RAD, São Paulo, 2005.
Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de
Radioproteção
RADIOPROTEÇÃO AULA DOA DIA
04/06
TIPOS DE EXPOSIÇÃO EXTERNAS
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL (IOE- Individuo
Ocupacionalmente Exposto)- Técnico de Raios X;
EXPOSIÇÃO MÉDICA- Radiodiagnóstico e
Radioterapia;
EXPOSIÇÃO DO PUBLICO- Individuo do público
não ocupacional que foi exposto a radiação;
EXPOSIÇÃO ACIDENTAL- radiação involuntária do
público ;
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA
RADIOPROTEÇÃO
Radioproteção
Justificação
Otimização
Limitação de
Dose
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA
RADIOPROTEÇÃO
Princípio da Justificação: Nenhuma prática deve ser adotada a
menos que sua introdução produza um benefício positivo para a
sociedade;
Princípio da Otimização (ALARA*) : Toda exposição deve ser
mantida tão baixa quanto rasoavelmente possível levando-se em
conta fatores econômicos e sociais ;
Princípio da Limitação de Dose : As doses equivalentes para os
indivíduos do público não devem exceder os limites
recomendados para as circunstâncias apropriadas.
ALARA: “As Low As Reasonably Achievable” - Tão baixo quanto
razoavelmente exequível.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA
RADIOPROTEÇÃO
O Princípio da Justificação é enunciado da seguinte maneira pela Comissão Nacional
de Energia Nuclear (CNEN):
“Nenhuma prática ou fonte associada a essa prática será aceita pela CNEN, a não ser
que a prática produza benefícios, para os indivíduos expostos ou para a sociedade,
suficientes para compensar o detrimento correspondente, tendo-se em conta fatores
sociais e econômicos, assim como outros fatores pertinentes.”
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA
RADIOPROTEÇÃO
O Princípio da Otimização é enunciado da seguinte maneira pela Comissão Nacional
de Energia Nuclear:
“Em relação às exposições causadas por uma determinada fonte associada a uma
prática, salvo no caso das exposições médicas, a proteção radiológica deve ser
otimizada de forma que a magnitude das doses individuais, o número de pessoas
expostas e a probabilidade de ocorrência de exposições mantenham-se tão baixas
quanto possa ser razoavelmente exequível, tendo em conta os fatores econômicos e
sociais. Nesse processo de otimização, deve ser observado que as doses nos
indivíduos decorrentes de exposição à fonte devem estar sujeitas às restrições de
dose relacionadas a essa fonte.”
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA
RADIOPROTEÇÃO
O Princípio da Limitação de Doses pode ser enunciado da seguinte maneira:
“Os limites de dose, tanto para indivíduos do público quanto para indivíduos
ocupacionalmente expostos à radiação ionizante, devem ser respeitados.”
EFEITOS BIOLÓGICOS:
SOMÁTICOS E GENÉTICOS
EFEITOS
BIOLÓGICOS
SOMÁTICOS
DETERMINÍSTICO
ESTOCÁSTICO
GENÉTICOS HEREDITÁRIOS
EFEITOS BIOLÓGICOS:
SOMÁTICOS E HEREDITÁRIOS
Efeitos determinísticos - efeitos para os quais existe um limiar de
dose absorvida necessário para sua ocorrência e cuja gravidade
aumenta com o aumento da dose. Podem ser agudos ou tardios.
Efeitos estocásticos - efeitos para os quais não existe um limiar
de dose para sua ocorrência e cuja probabilidade de ocorrência é
uma função da dose. A gravidade desses efeitos é independente
da dose.
Efeitos Hereditários- São efeitos que surgem no descendente da
pessoa irradiada, como resultado do dano produzido
pela radiação em células dos órgãos reprodutores, as gônadas.
Tem caráter cumulativo e independe da taxa de absorção da
dose.
EFEITOS BIOLÓGICOS:
SOMÁTICOS E HEREDITÁRIOS
Alguns efeitos ocorrem apenas a partir de certa dose
DOSE LIMIAR: Alguns efeitos ocorrem apenas a partir de certa
dose. São os chamados efeitos determinísticos, cuja gravidade
aumenta com a dose. Outros efeitos não apresentam dose limiar
e por isso são chamados de estocásticos (ou probabilísticos).
Neste caso a probabilidade de aparecimento do efeito aumenta
com a dose. Cabe lembrar que os limites estabelecidos para os
indivíduos ocupacionalmente expostos visam evitar os efeitos
determinísticos e minimizar o aparecimento de efeitos
estocásticos.
EFEITOS BIOLÓGICOS:
SOMÁTICOS E HEREDITÁRIOS
TEMPO DE LATÊNCIA: o efeito biológico de uma determinada
dose demora a ser percebido. Existe um tempo entre o momento
da irradiação e o aparecimento do efeito biológico. Para alguns
efeitos tardios este tempo pode ser de anos. Isto ocorre devido
ao longo processo através do qual a dose absorvida se
transforma em um dano biológico. A radiação interage com os
elétrons, que afetam os átomos, então as células, que depois se
regeneram, morrem ou apresentam alguma mutação. Somente
quando as células danificadas abrangem parte significativa do
corpo ou tecido surgirá um efeito biológico perceptível.
EFEITOS BIOLÓGICOS:
SOMÁTICOS E GENÉTICOS
EFEITOS SOMÁTICOS: DETERMINÍSTICOS E
ESTOCÁTICOS
EFEITOS BIOLÓGICOS:
SOMÁTICOS E GENÉTICOS
EFEITOS GENÉTICOS:
HEREDITÁRIOS
CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
Área livre - qualquer área que não seja classificada como
área controlada ou área supervisionada.
Área controlada - área sujeita a regras especiais de
proteção e segurança, com a finalidade de controlar as
exposições normais, prevenir a disseminação de
contaminação radioativa e prevenir ou limitar a amplitude
das exposições potenciais.
Área supervisionada - área para a qual as condições de
exposição ocupacional são mantidas sob supervisão,
mesmo que medidas de proteção e segurança específicas
não sejam normalmente necessárias.
CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
AREA
SUPERVISIONADA
AREA CONTROLADA
AREA LIVRE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio;
SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e
Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão
Editora, 2007. v.1. 415 p.
SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de
Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo:
Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p.
PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em
Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição,
editora PRO RAD, São Paulo, 2005.
Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de
Radioproteção
GRANDEZAS E UNIDADES DE
RADIOPROTEÇÃO
EXPOSIÇÃO (X)
O röntgen ou roentgen (R) é uma unidade de exposição a radiações
ionizantes. O nome foi dado como homenagem ao físico alemão
Wilhelm Conrad Röntgen (ou Roentgen) (1845-1923) que descobriu
os raios X.
É a quantidade de radiação necessária para libertar cargas positivas
e negativas de uma unidade eletrostática de carga num centímetro
cúbico de ar a pressão e temperatura normais.O röntgen aplica-se
apenas a radiações X e gama, no ar, até 3 MeV.
Sua unidade atual é o Coulomb(C)/Kg 2,58 x10-4 C/kg. A unidade
antiga é o roentgen (R)
DOSE ABSORVIDA (D)
É uma medida da energia depositada num meio. É a energia
depositada por unidade de massa do meio. Exprime a quantidade
de energia que uma radiação ionizante comunica a uma
determinada quantidade de matéria. Uma unidade especial para a
dose absorvida é o rad (Radiation Absorbed Dose ou Dose
Absorvida de Radiação). Define-se como uma dose de 100 erg de
energia por grama de matéria. No SI (Sistema Internacional) a sua
unidade é J/kg a que foi dado o nome de gray (Gy).
Sua unidade antiga era o r.e.m = 1 Sv
100 rem= 1 Sv = 1 J/kg
DOSE EQUIVALENTE (H)
A dose equivalente (H) é uma medida da dose de radiação
num tecido. Esta grandeza tem maior significado
biológico que a dose absorvida, pois permite relacionar
os vários efeitos biológicos de vários tipos de radiação. A
sua unidade no Sistema Internacional é Sievert (Sv). O
nome foi dado em homenagem ao médico sueco Rolf
Maximilian Sievert (1896-1966) que estudou os efeitos
biológicos da radiação.
Sua unidade antiga era o r.e.m = 1 Sv
100 rem= 1 Sv = 1 J/kg
DOSE EFETIVA (E)
É a soma ponderada das doses equivalentes em todos os
tecidos ou órgãos do corpo.
Os fatores de ponderação de tecido ou órgão wT são
relacionados com a sensibilidade de um dado tecido ou
órgão à radiação, no que concerne à indução de câncer e a
efeitos hereditários. (Okuno e Yoshinura,2010)
Sua unidade é o 1Sv também pois é a soma das Doses
Equivalentes
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio;
SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e
Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão
Editora, 2007. v.1. 415 p.
SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de
Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo:
Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p.
PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em
Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição,
editora PRO RAD, São Paulo, 2005.
Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de
Radioproteção
DETECTORES DE
RADIAÇÃO IONIZANTE
As radiações ionizantes por si só não podem ser medida
diretamente, a detecção é realizada pelo resultado produzido da
interação da radiação com um meio sensível (detector).
A integração entre um detector e um sistema de leitura (medidor),
como um eletrômetro ou a embalagem de um detector é chamado de
monitor de radiação.
Os sistemas detectores que indicam a radiação total a que uma
pessoa foi exposta são chamados de dosímetros.
Com isto, os efeitos produzidos pela interação da radiação com o
detector permitem chegar a conclusões sobre a quantidade e
propriedades da radiação detectada.
No esquema abaixo, encontram-se representados os principais
efeitos físicos e químicos da radiação ionizante, atualmente
utilizados como propriedade iterativa para detecção de radiação
ionizante, bem como os meios utilizados na detecção e
características estruturais de cada tipo de detector.
EFEITOS DA RADIAÇÃO USADOS
NA DETECÇÃO DA RADIAÇÃO
DETECTORES A GÁS
Os detectores a gás são conhecidos também como detectores por
ionização em gases. Isto porque a radiação incidente no volume sensível
(o gás) cria pares de íons que podem ser contados em um dispositivo de
medida elétrica (eletrômetro).
Os detectores a gás podem ser do tipo pulso ou do tipo não pulso (ou
nível médio):
Os detectores tipo pulso, são aqueles que a interação da radiação no meio
detector origina um pulso de voltagem. Nos detectores do tipo não pulso,
obtém-se diretamente a medida do efeito médio devido ao grande
número de interações da radiação com o detector (2).
Na figura a seguir está representada esquematicamente a forma de
detecção da radiação dos detectores a gás.
As radiações ionizantes por si só não podem ser medida
diretamente, a detecção é realizada pelo resultado produzido da
interação da radiação com um meio sensível (detector).
A integração entre um detector e um sistema de leitura (medidor),
como um eletrômetro ou a embalagem de um detector é chamado de
monitor de radiação.
Os sistemas detectores que indicam a radiação total a que uma
pessoa foi exposta são chamados de dosímetros.
Com isto, os efeitos produzidos pela interação da radiação com o
detector permitem chegar a conclusões sobre a quantidade e
propriedades da radiação detectada.
No esquema abaixo, encontram-se representados os principais
efeitos físicos e químicos da radiação ionizante, atualmente
utilizados como propriedade iterativa para detecção de radiação
ionizante, bem como os meios utilizados na detecção e
características estruturais de cada tipo de detector.
CÂMARA DE IONIZAÇÃO
As Câmaras de Ionização operam na Região II do gráfico
I. Os pares de íons produzidos no interior da câmara são coletados, e
a quantidade de íons produzida depende da energia e do poder de
ionização da radiação incidente.
As câmaras de ionização são utilizadas para detecção de radiação α, β
e fótons. Este equipamento é muito utilizado na prática de
radioproteção principalmente para detecção de radiação secundária.
Na figura que vai aparecer, está representado um sistema detector
onde uma câmara de ionização especial para medidas de radiação
secundária em níveis de energia usuais em radiodiagnóstico,
encontra-se acoplada um eletrômetro.
CÂMARA DE IONIZAÇÃO
DETECTOR PROPORCIONAL
Os detectores proporcional operam na Região III do
gráfico.
Após a interação da radiação ionizante no volume
gasoso, ocorre a aceleração dos íons produzidos que
ionizam outras moléculas de gás não atingidas pela
radiação, por isto, ocorre uma multiplicação do número
de pares de íons originais por um fator constante (M).
A quantidade de carga produzida, portanto, é
multiplicada por M que por sua vez gera um pulso
proporcional à energia da radiação.
Normalmente os detectores proporcionais são
utilizados na monitoração de contaminação.
Estes detectores podem detectar altas taxas de
DETECTOR PROPORCIONAL
DETECTOR GEIGER-MULLER
Este tipo de detector opera na Região V. São muito utilizados, desde
1928, para avaliar níveis de radiação ambiente. Possuem alta
sensibilidade e projeto eletrônico simplificado e robusto, são
portáteis e de fácil manipulação.
São versáteis na detecção de diferentes tipos de radiação, mas não
permitem a discriminação do tipo de radiação e nem da energia, o
que torna sua aplicação bastante limitada.
Geralmente os GM são utilizados para detecção de radiação beta e
Gama. Um exemplo de detector GM encontra-se representado na
figura . Além da conformação apresentada na figura podemos
encontrar no mercado sistemas de detecção GM de vários tamanhos.
DETECTOR GEIGER-MULLER
DETECTORES Á CINTILAÇÃO
Alguns materiais emitem luz quando irradiados
chamamos esta luz de cintilação.
A medida da luz emitida por cintiladores irradiados só
foi possível após a descoberta das válvulas
fotomultiplicadoras, em 1947.
Usados em conjunto, cintilador e fotomultiplicadora,
figura 6, o detector é capaz de medir altas taxas de
contagens. Estes detectores podem ser considerados
os mais eficientes na medida de raios γ, além de
possibilitar a medida de partículas α e β.
DETECTORES Á CINTILAÇÃO
As principais vantagens dos cintiladores baseiam-se na
sua capacidade de registrar e indicar a energia da
radiação incidente.
Os cintiladores são muito sensíveis a variação de
tensão aplicada a fotomultiplicadora e, portanto devem
ser utilizados com equipamentos eletrônicos mais
estáveis possíveis.
Os cintiladores podem ser do tipo sólido ou líquido:
- Sólidos: Utilizados em medidas de radiação γ por
cristais cintiladores do tipo NaI(Tl), LiI(Eu), etc..
- Líquidos: Utilizados em medidas de radiação γ de
baixa energia e de partículas β através de um veículo
como o Tolueno.
DOSÍMETROS INTEGRADORES
Os dosímetros integradores são instrumentos que indicam a
exposição ou a dose absorvida a que um indivíduo foi
submetido.
Características ideais para o bom desempenho de um dosímetro
integrador são: a resposta da leitura dosimétrica deve ser
independente da energia da radiação incidente; a sensibilidade
do dosímetro deve operar no intervalo de 2,5 C/kg (10mR) a
129kC/kg (500R);medir toda a radiação recebida e possuir
pequenas dimensões, leve e fácil manipulação
Os principais tipos de dosímetros integradores são: Filmes
fotográficos, canetas dosimétrica e Termoluminescentes.
FILMES FOTOGRÁFICOS
Este tipo de detector baseia-se no princípio de sensibilização
de chapas fotográficas por interação da radiação em emulsão
fotográfica (figura 8).
No caso dos dosímetros integrados do tipo filmes fotográficos
a película de filme é acondicionada em uma embalagem que
impede interferências ambientais tais como, luz e umidade.
O filme (detector) é acondicionado em um porta dosímetro com
filtros metálicos que sevem como atenuadores que permitem a
identificação da energia e do tipo da radiação incidente.
CANETAS DOSIMÉTRICAS
As canetas dosimétricas ou câmara de ionização de
bolso possuem dimensões de uma caneta comum.
No seu interior existe uma câmara de ionização acoplada
a um capacitor que armazena as cargas produzidas no
volume detector.
A carga armazenada no capacitor e medida após a
exposição através de um leitor externo.
Na figura 9 encontra-se representado um tipo de caneta
dosimétrica ou dosímetro de bolso.
CANETAS DOSIMÉTRICAS
DOSÍMETROS TERMOLUMINESCENTES
(TLD)
Um material é considerado termoluminescente quando, após ser
submetido a um campo de radiação ionizante, torna-se
luminescente quando aquecido.
Quando o cristal é aquecido, os elétrons aprisionados são
liberados e perdem energia por meio da emissão de fótons na
faixa da luz visível, sendo o sinal luminoso proporcional à
radiação incidente.
A quantificação da luz termoluminescente é feita por uma
fotomultiplicadora acoplada ao sistema de aquecimento do
material TL.
Na figura 10 encontra-se um exemplo de material
termoluminescene (TL) do tipo LiF:Mg conformado na forma de
Características das Regiões do gráfico:
I - Os pares de íons recombinam-se e não há registro de pulso.
II - Região das Câmaras de Ionização: Cessa a recombinação, todos os pares de íons são
coletados. Ocorre a produção de pulsos independentes da tensão aplicada, mas proporcional a
energia da radiação incidente.
III - Região proporcional: pouco utilizada. Ocorre a aceleração dos íons produzidos pela
radiação, que ionizam outras moléculas de gás.
IV - Região pouco utilizada, pois a carga depende da tensão de forma não linear.
V - Região do Geiger-Muller: o número de íons é grande devido a ionizações independentes da
energia e do tipo da radiação.
VI - Região de descarga elétrica contínua (avalanche). Não utilizamos equipamentos nesta
região em radioproteção.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio;
SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e
Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão
Editora, 2007. v.1. 415 p.
SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de
Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo:
Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p.
PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em
Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição,
editora PRO RAD, São Paulo, 2005.
Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de
Radioproteção

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  • 2. RADIOPROTEÇÃO É o conjunto de medidas que visam proteger as pessoas que o meio ambiente de possíveis efeitos nocivos causados pela radiação ionizante. Com o OBJETIVO de eliminar os riscos provenientes dos efeitos biológicos determinísticos dos trabalhadores estabelecendo limites de dose e reduzir a probabilidade dos efeitos a longo prazo em níveis baixos consideráveis aceitáveis.
  • 3. ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS Na proteção radiológica existem muitas instituições Organizações e associações que cuidam de fiscalizar e calcular todos esses parâmetros abaixo vou citar algumas internacionais e nacionais. IAEA= Agência Internacional de Energia Atômica; ACR- Colégio Americano de Radiologia; ANVISA- Vigilância Sanitária CNEN= Comissão Nacional de Energia Nuclear; IRD= Instituto de Radioproteção e Dosimetria; IPEN= Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares.
  • 4. CONCEITOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO TIPOS DE RADIAÇÃO Radiação natural é aquela que é proveniente de diversas fontes do ambiente, não tem interferência ou produzida pelo homem. Exemplos: espaço cósmico, materiais radioativos radiação solar Ultravioleta, Infravermelho e Luz Radiação artificial é aquela que é produzida constituída ou emitida através de fontes criadas pelo homem ou equipamentos criados pelo homem. Exemplos: o raios X, luz emitida das lâmpadas, radiofrequência (Radio e TV) o micro-ondas e as luzes de infravermelho.
  • 5. CONCEITOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO TIPOS DE RADIAÇÃO Radiação ionizante é aquela que tem energia suficiente para remover elétrons de um átomo tornando-o um íon, por isso o nome ionizante. Radiação Não Ionizante é aquela que NÃO tem energia suficiente para remover elétrons de um átomo tornando-o um íon. Comprimento de onda (Pequeno) Frequência (Alta) Comprimento de onda (Grande) Frequência(Baixa)
  • 6.
  • 7. CONCEITOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO FORMAS DE EXPOSIÇÃO Exposição externa ou irradiação é aquela onde a fonte de radiação está fora e apenas emiti a radiação que transpassa o paciente ou material. Não acredito com o material ou fonte de radiação Exposição interna ou contaminação é aquela onde a fonte de radiação por não estar em um invólucro a possibilita o contato com a fonte de radiação mais precisamente material radioativo que pode estar excitado gasoso líquido ou sólido. Pode estar excitado gasoso líquido ou sólido.
  • 8. CONCEITOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO TIPOS DE FONTES: Fontes seladas são fontes onde a material radioativo está enclausurado dentro de um invólucro que impeça o escape do material sob condições normais de uso ou condições anormais brandas. Exemplo: bomba de Cobalto de um equipamento de radioterapia. Fontes não seladas são aquelas em que o material radioativo está sob forma sólida ou líquida ou raramente gasosa em recipientes que permitam o manuseio estacionamento em condições normais de uso exemplo os materiais radioativos da medicina nuclear.
  • 9. COMO A RADIAÇÃO PODE DANIFICAR AS CÉLULAS? Mecanismo Direto: Agindo na molécula de DNA, quebrando as bases nitrogenadas e a cromossômica. Mecanismo Indireto: Agindo na molécula de água (H2O)quebrando-a e causando radicais livres. Esse mecanismo também é conhecido por Radiólise da água. A radiação ionizante pode danificar as células de um ser vivo de duas formas, ou melhor dois mecanismos
  • 10.
  • 11.
  • 12. RADIOSSENSIBILIDADE DAS CÉLULAS: Células somáticas: São as células constituintes de praticamente 99% do corpo. Exemplo: Pele, músculos, sangue, ossos, órgãos. Células Germinativas: São as células responsáveis pela reprodução e por transferir as nossas características aos descendentes(herdar). São formadas nos órgãos reprodutores. Exemplos: feminino=óvulos e masculino: espermatozoides
  • 13. LEI DA RADIOSSENSIBILIDADE: LEI DA BERGONIE E TRIBONDEAU “A radiossensibilidade das células é diretamente proporcional a sua capacidade de reprodução e inversamente proporcional ao seu grau de especialização”
  • 14. LEI DA RADIOSSENSIBILIDADE: LEI DA BERGONIE E TRIBONDEAU Qualificação das células segundo a Lei de Bergonie e Tribondeau: Células Sensíveis: Germinativas (hereditárias), sanguíneas como os leucócitos, eritrócitos (hemácias). Células Intermediárias: vísceras (órgãos como: pulmão, rins, intestino e etc) e pele. Células resistentes: nervosas (neurônios) e músculos estriados (revestem braços, pernas, tronco e etc).
  • 15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio; SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2007. v.1. 415 p. SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo: Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p. PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição, editora PRO RAD, São Paulo, 2005. Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de Radioproteção
  • 17. TIPOS DE EXPOSIÇÃO EXTERNAS EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL (IOE- Individuo Ocupacionalmente Exposto)- Técnico de Raios X; EXPOSIÇÃO MÉDICA- Radiodiagnóstico e Radioterapia; EXPOSIÇÃO DO PUBLICO- Individuo do público não ocupacional que foi exposto a radiação; EXPOSIÇÃO ACIDENTAL- radiação involuntária do público ;
  • 19. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RADIOPROTEÇÃO Princípio da Justificação: Nenhuma prática deve ser adotada a menos que sua introdução produza um benefício positivo para a sociedade; Princípio da Otimização (ALARA*) : Toda exposição deve ser mantida tão baixa quanto rasoavelmente possível levando-se em conta fatores econômicos e sociais ; Princípio da Limitação de Dose : As doses equivalentes para os indivíduos do público não devem exceder os limites recomendados para as circunstâncias apropriadas. ALARA: “As Low As Reasonably Achievable” - Tão baixo quanto razoavelmente exequível.
  • 20. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RADIOPROTEÇÃO O Princípio da Justificação é enunciado da seguinte maneira pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN): “Nenhuma prática ou fonte associada a essa prática será aceita pela CNEN, a não ser que a prática produza benefícios, para os indivíduos expostos ou para a sociedade, suficientes para compensar o detrimento correspondente, tendo-se em conta fatores sociais e econômicos, assim como outros fatores pertinentes.”
  • 21. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RADIOPROTEÇÃO O Princípio da Otimização é enunciado da seguinte maneira pela Comissão Nacional de Energia Nuclear: “Em relação às exposições causadas por uma determinada fonte associada a uma prática, salvo no caso das exposições médicas, a proteção radiológica deve ser otimizada de forma que a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de ocorrência de exposições mantenham-se tão baixas quanto possa ser razoavelmente exequível, tendo em conta os fatores econômicos e sociais. Nesse processo de otimização, deve ser observado que as doses nos indivíduos decorrentes de exposição à fonte devem estar sujeitas às restrições de dose relacionadas a essa fonte.”
  • 22. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RADIOPROTEÇÃO O Princípio da Limitação de Doses pode ser enunciado da seguinte maneira: “Os limites de dose, tanto para indivíduos do público quanto para indivíduos ocupacionalmente expostos à radiação ionizante, devem ser respeitados.”
  • 23. EFEITOS BIOLÓGICOS: SOMÁTICOS E GENÉTICOS EFEITOS BIOLÓGICOS SOMÁTICOS DETERMINÍSTICO ESTOCÁSTICO GENÉTICOS HEREDITÁRIOS
  • 24. EFEITOS BIOLÓGICOS: SOMÁTICOS E HEREDITÁRIOS Efeitos determinísticos - efeitos para os quais existe um limiar de dose absorvida necessário para sua ocorrência e cuja gravidade aumenta com o aumento da dose. Podem ser agudos ou tardios. Efeitos estocásticos - efeitos para os quais não existe um limiar de dose para sua ocorrência e cuja probabilidade de ocorrência é uma função da dose. A gravidade desses efeitos é independente da dose. Efeitos Hereditários- São efeitos que surgem no descendente da pessoa irradiada, como resultado do dano produzido pela radiação em células dos órgãos reprodutores, as gônadas. Tem caráter cumulativo e independe da taxa de absorção da dose.
  • 25. EFEITOS BIOLÓGICOS: SOMÁTICOS E HEREDITÁRIOS Alguns efeitos ocorrem apenas a partir de certa dose DOSE LIMIAR: Alguns efeitos ocorrem apenas a partir de certa dose. São os chamados efeitos determinísticos, cuja gravidade aumenta com a dose. Outros efeitos não apresentam dose limiar e por isso são chamados de estocásticos (ou probabilísticos). Neste caso a probabilidade de aparecimento do efeito aumenta com a dose. Cabe lembrar que os limites estabelecidos para os indivíduos ocupacionalmente expostos visam evitar os efeitos determinísticos e minimizar o aparecimento de efeitos estocásticos.
  • 26. EFEITOS BIOLÓGICOS: SOMÁTICOS E HEREDITÁRIOS TEMPO DE LATÊNCIA: o efeito biológico de uma determinada dose demora a ser percebido. Existe um tempo entre o momento da irradiação e o aparecimento do efeito biológico. Para alguns efeitos tardios este tempo pode ser de anos. Isto ocorre devido ao longo processo através do qual a dose absorvida se transforma em um dano biológico. A radiação interage com os elétrons, que afetam os átomos, então as células, que depois se regeneram, morrem ou apresentam alguma mutação. Somente quando as células danificadas abrangem parte significativa do corpo ou tecido surgirá um efeito biológico perceptível.
  • 27. EFEITOS BIOLÓGICOS: SOMÁTICOS E GENÉTICOS EFEITOS SOMÁTICOS: DETERMINÍSTICOS E ESTOCÁTICOS
  • 28. EFEITOS BIOLÓGICOS: SOMÁTICOS E GENÉTICOS EFEITOS GENÉTICOS: HEREDITÁRIOS
  • 29. CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS Área livre - qualquer área que não seja classificada como área controlada ou área supervisionada. Área controlada - área sujeita a regras especiais de proteção e segurança, com a finalidade de controlar as exposições normais, prevenir a disseminação de contaminação radioativa e prevenir ou limitar a amplitude das exposições potenciais. Área supervisionada - área para a qual as condições de exposição ocupacional são mantidas sob supervisão, mesmo que medidas de proteção e segurança específicas não sejam normalmente necessárias.
  • 31. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio; SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2007. v.1. 415 p. SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo: Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p. PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição, editora PRO RAD, São Paulo, 2005. Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de Radioproteção
  • 32. GRANDEZAS E UNIDADES DE RADIOPROTEÇÃO
  • 33. EXPOSIÇÃO (X) O röntgen ou roentgen (R) é uma unidade de exposição a radiações ionizantes. O nome foi dado como homenagem ao físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen (ou Roentgen) (1845-1923) que descobriu os raios X. É a quantidade de radiação necessária para libertar cargas positivas e negativas de uma unidade eletrostática de carga num centímetro cúbico de ar a pressão e temperatura normais.O röntgen aplica-se apenas a radiações X e gama, no ar, até 3 MeV. Sua unidade atual é o Coulomb(C)/Kg 2,58 x10-4 C/kg. A unidade antiga é o roentgen (R)
  • 34. DOSE ABSORVIDA (D) É uma medida da energia depositada num meio. É a energia depositada por unidade de massa do meio. Exprime a quantidade de energia que uma radiação ionizante comunica a uma determinada quantidade de matéria. Uma unidade especial para a dose absorvida é o rad (Radiation Absorbed Dose ou Dose Absorvida de Radiação). Define-se como uma dose de 100 erg de energia por grama de matéria. No SI (Sistema Internacional) a sua unidade é J/kg a que foi dado o nome de gray (Gy). Sua unidade antiga era o r.e.m = 1 Sv 100 rem= 1 Sv = 1 J/kg
  • 35. DOSE EQUIVALENTE (H) A dose equivalente (H) é uma medida da dose de radiação num tecido. Esta grandeza tem maior significado biológico que a dose absorvida, pois permite relacionar os vários efeitos biológicos de vários tipos de radiação. A sua unidade no Sistema Internacional é Sievert (Sv). O nome foi dado em homenagem ao médico sueco Rolf Maximilian Sievert (1896-1966) que estudou os efeitos biológicos da radiação. Sua unidade antiga era o r.e.m = 1 Sv 100 rem= 1 Sv = 1 J/kg
  • 36.
  • 37. DOSE EFETIVA (E) É a soma ponderada das doses equivalentes em todos os tecidos ou órgãos do corpo. Os fatores de ponderação de tecido ou órgão wT são relacionados com a sensibilidade de um dado tecido ou órgão à radiação, no que concerne à indução de câncer e a efeitos hereditários. (Okuno e Yoshinura,2010) Sua unidade é o 1Sv também pois é a soma das Doses Equivalentes
  • 38.
  • 39. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio; SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2007. v.1. 415 p. SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo: Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p. PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição, editora PRO RAD, São Paulo, 2005. Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de Radioproteção
  • 41. As radiações ionizantes por si só não podem ser medida diretamente, a detecção é realizada pelo resultado produzido da interação da radiação com um meio sensível (detector). A integração entre um detector e um sistema de leitura (medidor), como um eletrômetro ou a embalagem de um detector é chamado de monitor de radiação. Os sistemas detectores que indicam a radiação total a que uma pessoa foi exposta são chamados de dosímetros. Com isto, os efeitos produzidos pela interação da radiação com o detector permitem chegar a conclusões sobre a quantidade e propriedades da radiação detectada. No esquema abaixo, encontram-se representados os principais efeitos físicos e químicos da radiação ionizante, atualmente utilizados como propriedade iterativa para detecção de radiação ionizante, bem como os meios utilizados na detecção e características estruturais de cada tipo de detector.
  • 42. EFEITOS DA RADIAÇÃO USADOS NA DETECÇÃO DA RADIAÇÃO
  • 43. DETECTORES A GÁS Os detectores a gás são conhecidos também como detectores por ionização em gases. Isto porque a radiação incidente no volume sensível (o gás) cria pares de íons que podem ser contados em um dispositivo de medida elétrica (eletrômetro). Os detectores a gás podem ser do tipo pulso ou do tipo não pulso (ou nível médio): Os detectores tipo pulso, são aqueles que a interação da radiação no meio detector origina um pulso de voltagem. Nos detectores do tipo não pulso, obtém-se diretamente a medida do efeito médio devido ao grande número de interações da radiação com o detector (2). Na figura a seguir está representada esquematicamente a forma de detecção da radiação dos detectores a gás.
  • 44.
  • 45. As radiações ionizantes por si só não podem ser medida diretamente, a detecção é realizada pelo resultado produzido da interação da radiação com um meio sensível (detector). A integração entre um detector e um sistema de leitura (medidor), como um eletrômetro ou a embalagem de um detector é chamado de monitor de radiação. Os sistemas detectores que indicam a radiação total a que uma pessoa foi exposta são chamados de dosímetros. Com isto, os efeitos produzidos pela interação da radiação com o detector permitem chegar a conclusões sobre a quantidade e propriedades da radiação detectada. No esquema abaixo, encontram-se representados os principais efeitos físicos e químicos da radiação ionizante, atualmente utilizados como propriedade iterativa para detecção de radiação ionizante, bem como os meios utilizados na detecção e características estruturais de cada tipo de detector.
  • 46. CÂMARA DE IONIZAÇÃO As Câmaras de Ionização operam na Região II do gráfico I. Os pares de íons produzidos no interior da câmara são coletados, e a quantidade de íons produzida depende da energia e do poder de ionização da radiação incidente. As câmaras de ionização são utilizadas para detecção de radiação α, β e fótons. Este equipamento é muito utilizado na prática de radioproteção principalmente para detecção de radiação secundária. Na figura que vai aparecer, está representado um sistema detector onde uma câmara de ionização especial para medidas de radiação secundária em níveis de energia usuais em radiodiagnóstico, encontra-se acoplada um eletrômetro.
  • 48. DETECTOR PROPORCIONAL Os detectores proporcional operam na Região III do gráfico. Após a interação da radiação ionizante no volume gasoso, ocorre a aceleração dos íons produzidos que ionizam outras moléculas de gás não atingidas pela radiação, por isto, ocorre uma multiplicação do número de pares de íons originais por um fator constante (M). A quantidade de carga produzida, portanto, é multiplicada por M que por sua vez gera um pulso proporcional à energia da radiação. Normalmente os detectores proporcionais são utilizados na monitoração de contaminação. Estes detectores podem detectar altas taxas de
  • 50. DETECTOR GEIGER-MULLER Este tipo de detector opera na Região V. São muito utilizados, desde 1928, para avaliar níveis de radiação ambiente. Possuem alta sensibilidade e projeto eletrônico simplificado e robusto, são portáteis e de fácil manipulação. São versáteis na detecção de diferentes tipos de radiação, mas não permitem a discriminação do tipo de radiação e nem da energia, o que torna sua aplicação bastante limitada. Geralmente os GM são utilizados para detecção de radiação beta e Gama. Um exemplo de detector GM encontra-se representado na figura . Além da conformação apresentada na figura podemos encontrar no mercado sistemas de detecção GM de vários tamanhos.
  • 52. DETECTORES Á CINTILAÇÃO Alguns materiais emitem luz quando irradiados chamamos esta luz de cintilação. A medida da luz emitida por cintiladores irradiados só foi possível após a descoberta das válvulas fotomultiplicadoras, em 1947. Usados em conjunto, cintilador e fotomultiplicadora, figura 6, o detector é capaz de medir altas taxas de contagens. Estes detectores podem ser considerados os mais eficientes na medida de raios γ, além de possibilitar a medida de partículas α e β.
  • 53.
  • 54. DETECTORES Á CINTILAÇÃO As principais vantagens dos cintiladores baseiam-se na sua capacidade de registrar e indicar a energia da radiação incidente. Os cintiladores são muito sensíveis a variação de tensão aplicada a fotomultiplicadora e, portanto devem ser utilizados com equipamentos eletrônicos mais estáveis possíveis. Os cintiladores podem ser do tipo sólido ou líquido: - Sólidos: Utilizados em medidas de radiação γ por cristais cintiladores do tipo NaI(Tl), LiI(Eu), etc.. - Líquidos: Utilizados em medidas de radiação γ de baixa energia e de partículas β através de um veículo como o Tolueno.
  • 55.
  • 56. DOSÍMETROS INTEGRADORES Os dosímetros integradores são instrumentos que indicam a exposição ou a dose absorvida a que um indivíduo foi submetido. Características ideais para o bom desempenho de um dosímetro integrador são: a resposta da leitura dosimétrica deve ser independente da energia da radiação incidente; a sensibilidade do dosímetro deve operar no intervalo de 2,5 C/kg (10mR) a 129kC/kg (500R);medir toda a radiação recebida e possuir pequenas dimensões, leve e fácil manipulação Os principais tipos de dosímetros integradores são: Filmes fotográficos, canetas dosimétrica e Termoluminescentes.
  • 57. FILMES FOTOGRÁFICOS Este tipo de detector baseia-se no princípio de sensibilização de chapas fotográficas por interação da radiação em emulsão fotográfica (figura 8). No caso dos dosímetros integrados do tipo filmes fotográficos a película de filme é acondicionada em uma embalagem que impede interferências ambientais tais como, luz e umidade. O filme (detector) é acondicionado em um porta dosímetro com filtros metálicos que sevem como atenuadores que permitem a identificação da energia e do tipo da radiação incidente.
  • 58. CANETAS DOSIMÉTRICAS As canetas dosimétricas ou câmara de ionização de bolso possuem dimensões de uma caneta comum. No seu interior existe uma câmara de ionização acoplada a um capacitor que armazena as cargas produzidas no volume detector. A carga armazenada no capacitor e medida após a exposição através de um leitor externo. Na figura 9 encontra-se representado um tipo de caneta dosimétrica ou dosímetro de bolso.
  • 60. DOSÍMETROS TERMOLUMINESCENTES (TLD) Um material é considerado termoluminescente quando, após ser submetido a um campo de radiação ionizante, torna-se luminescente quando aquecido. Quando o cristal é aquecido, os elétrons aprisionados são liberados e perdem energia por meio da emissão de fótons na faixa da luz visível, sendo o sinal luminoso proporcional à radiação incidente. A quantificação da luz termoluminescente é feita por uma fotomultiplicadora acoplada ao sistema de aquecimento do material TL. Na figura 10 encontra-se um exemplo de material termoluminescene (TL) do tipo LiF:Mg conformado na forma de
  • 61.
  • 62. Características das Regiões do gráfico: I - Os pares de íons recombinam-se e não há registro de pulso. II - Região das Câmaras de Ionização: Cessa a recombinação, todos os pares de íons são coletados. Ocorre a produção de pulsos independentes da tensão aplicada, mas proporcional a energia da radiação incidente. III - Região proporcional: pouco utilizada. Ocorre a aceleração dos íons produzidos pela radiação, que ionizam outras moléculas de gás. IV - Região pouco utilizada, pois a carga depende da tensão de forma não linear. V - Região do Geiger-Muller: o número de íons é grande devido a ionizações independentes da energia e do tipo da radiação. VI - Região de descarga elétrica contínua (avalanche). Não utilizamos equipamentos nesta região em radioproteção.
  • 63.
  • 64. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: SUGAWARA, Alexandra Massao; NOBREGA, Almir Inacio; SANTOS, Ben Hesed et.al.. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem. 2.ed.. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2007. v.1. 415 p. SOARES, Aldemir Humberto (Coord.). Critérios de Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia. São Paulo: Colégio Bras. de Radiologia, 2005. 1. 707 p. PRO RAD, Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnostico Médicos e Odontológicos, 1ª edição, editora PRO RAD, São Paulo, 2005. Normas da CNEN: N3.01 Diretrizes Brasicas de Radioproteção