Maconha

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Maconha

  1. 1. Fundação Universidade Federal do Rio Grande Centro Regional de Estudos, Prevenção e Recuperação de FURG Dependentes Químicos - CENPRE XVIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental Tratamento Medicamentoso 27/08 a 30/08/2003 Curitiba/PR - Brasil da Dependência ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA 2ª Aula Fernando Amarante Silva Manejo Multidisciplinar do Dependente Químico Manejo Multidisciplinar do Dependente Químico Visa: O Tratamento Farmacológico. estabelecer e manter uma aliança terapêutica; Introdução Introdução monitorar o estado clínico do paciente; É um dos de menor efetividade quando comparados diagnosticar e tratar eventuais comorbidades; aos outros. tratar a intoxicação e os quadros de abstinência; desenvolver e facilitar a aderência ao pl.de tratamento; Ele está limitado a três episódios; prevenir recaídas; intoxicações; promover a educação sobre a dependência (DQ); síndrome de abstinência; reduzir a morbidade e as seqüelas causadas pela DQ. complicações clínicas. 1
  2. 2. Dessa aula É apresentar: As possibilidades de tratamento Objetivo farmacológico das; A droga intoxicações; ETANOL síndromes de abstinências e complicações clínicas das dependências de etanol, cocaína e maconha 2
  3. 3. Intoxicação (3,5-5,0g/litro = 12 + drinques) O tratamento farmacológico. Manutenção dos sinais vitais Trat. de suporte clínico (Baltieri e Focchi/2001) Etanol Tiamina (vit. B1) 300mg/dia Casos leves e moderados resolvem-se em 3 à 12h Não há eficácia comprovada na administração de glicose (Martin e Hubbard /2000). 3
  4. 4. TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA 1- DROGA AVERSIVA – (1950) DISSULFIRAM (Anti-etanol) 2- DROGA “ANTI-CRAVING” – (1994) NALTREXONE (Trexan e Revia) NALMEFENE (Revex) Etanol ACAMPROSATO (Campral) 3- ISRS = Fluoxetina 4- AGONISTA DA 5HT = (buspirona) Modesto-lowe,2002. 4
  5. 5. TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA DROGA AVERSIVA: DISSULFIRAM – tetraetiltiuram (Anti-etanol ou Sarcoton 250- 500mg/dia) CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO Usar somente 12 h após a última dose de álcool. Recomendar para não fazer automedicação (risco de álcool). Não usar vinagre de álcool ou ingerir alimentos com álcool. Etanol Risco de interações (warfarin, fenitoína). Contra-indicar em hepatopatias graves. Medicamentos “dissulfiram-like” Metronidazol Furazolidina Antidiabéticos orais Hidrato de cloral Cloranfenicol Sulfonamidas.... Garbutt,1999; Cordioli, 2000; Katzung,2003 5
  6. 6. TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA AGONISTA DA 5HT1A = (buspirona) ISRS = Fluoxetina (Não há consenso brasileiro). (Não há consenso brasileiro). EVIDÊNCIAS: EVIDÊNCIAS: Diminuição de 5HT em cérebro de ratos com hábito Menor potencial para dependência do que os BDZ de beber (Miller, Gold,1995; Pettinati,1996) Redução da ingesta de álcool em animais Etanol Etanol Triptofano diminuído em alcoolistas com início (Pettinati, 2003). precoce (Pettinati 2003). Em humanos resultados controversos (Oliveira,2002) Agonistas de 5HT induzem fissura em alcoolistas. PREPARADOS: Alcoolistas diminuíram o consumo com fluoxetina. Buspar, Buspanl e Ansitec (posologia 5mg 3 X ao dia) O efeito sobre o consumo de álcool inicia antes LATÊNCIA: do efeito antidepressivo (Oliveira 2002). Quatro semanas. Há relatos de melhora de funções cognitivas. Modesto-lowe,2002. CONCLUSÕES 1 – NA SAA O CONSENSO FARMACOLÓGICO É: VITAMINA BDZ HALOPERIDOL A droga 2 – NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA NÃO HÁ COCAÍNA Etanol CONSENSO FARMACOLÓGICO: Medicamentos aversivos Medicamentos “anti-craving” Inibidores seletivos da recaptação da 5-HT1A (melhora as funções cognitivas) Agonistas serotoninérgicos (buspirona-Buspar, Amarante,2002. 6
  7. 7. MODO DE AGIR SN Central Inibição da recaptação de: (depleção pelo uso crônico) dopamina = (euforia) noradrenalina Cocaína serotonina. Liberação de opióides. Estabiliza membrana (kindling). SN periférico Bloqueio do impulso nervoso local. Estimulação do sistema simpático. Jaffe, 2000. 7
  8. 8. INTOXICAÇÃO Sistema nervoso central •convulsão Cocaína •acidente vascular cerebral •cerebrite fúngica •ansiedade •paranóia •alucinação •pânico TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO Medida de suporte para: propranolol: hipertensão, taquicardia, taquipnéia diazepam: convulsão Cocaína Cocaína •Estabilização do sistema respiratório •Estabilização do sistema circulatório clorpromazina ou haloperidol: psicoses remanescentes •Redução da temperatura corporal desipramina ou fluoxetina: depressão 8
  9. 9. USO CRÔNICO TRATAMENTO da DEPENDÊNCIA VISA alucinações visuais e auditivas + paranóia Bloqueio do sistema dopaminérgico. perfuração do septo epistaxe dor ou som inspiratório Aumento da atividade dopaminérgica A droga A droga cefaléia insuficiência cardíaca no sistema mesolímbico para diminuir inflamação e necrose do fígado os sintomas da abstinência e evitar a homem: impotência e ginecomastia mulher: alteração do ciclo menstrual e recaída (crônicos). galactorréia Pulcheiro; Bicca; Amarante,2002. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO (Não há consenso brasileiro). TRATAMENTO FARMACOLÓGICO (Não há consenso brasileiro). MEDICAMENTO POSOLOGIA RECOMENDAÇÕES MEDICAMENTO POSOLOGIA RECOMENDAÇÕES BUPROPRIONA (Zyban I = 150mg/dia Ansiedade,insônia e IRS (fluoxetina Prozac 20-80mg/dia Vigiar pacientes com comp. 150mg) Após 5 dias perda de peso. caps.20mg e sertralina 50-200mg/dia tendências suicidas. (inibe recaptação de DA) M = 300mg/dia Convulsões Zoloft comp. 50mg) Evitar álcool. BROMOCRIPTINA (Parlodel 2-10mg/dia Não ultrapassar METILFENIDATO (Ritalina 20-30mg/dia Última dose até 18h (agonista D2) 15mg/dia. comp. 10mg) Podendo para evitar insônia. Hipotensão ortostática. (estimulante do SNC – inibe chegar até Risco de dependência. Sintomas psicóticos recaptação de catecol.) 60mg Tratamento de substituição AMANTADINA (Mantidan 25-200mg/dia Evitar tarefas que comp.100mg) inibe capt. requeiram vivacidade CARBAMAZEPINA 300-1200mg/dia Iniciar lentamente para DA e NOR mental (Tegretol comp. 200 e evitar efeitos colaterais Anti-viral e antiparkinson. 400mg) “anti-kindling” AD TRICÍCLICOS 50-100mg/dia Usar diante de (desipramina - Norpramin depressão, estado OXCARBAZEPINA (Trileptal 300-1200mg/dia idem USA caps. 25-50mg) comum do dependente comp. 300 e 600mg) (inibe recaptação de DA) de cocaína Pulcheiro, Bicca e Amarante/2002 9
  10. 10. ORIGEM A ORIGEM É NATURAL DO VEGETAL Cannabis sativa Linné, variedade índica Maconha A droga Cannabis índica MACONHA Cannabis ruderalis (Rússia) Carl von Linné (1707 – 1778) 1753 Amarante ASPECTOS QUÍMICOS e FARMACOCINÉTICOS FORMAS PARA USO Os canabinóides são na maioria insolúveis em água. 1 – canabidiol (CBN) FUMO: folhas, caules e sementes (triturados), 1 – 2%. 2 – delta 9 tetraidrocanabinol (THC) 3 – canabinol (CBD) MACONHA SEM SEMENTE: prensada e vendida como “tijolo”, 6% (C. índica). Maconha Maconha Conteúdo na planta 1- 6% HAXIXE: flores femininas secas ricas em resina, 8%. Via pulmonar efeitos em minutos (efeito pleno 1h e a duração é de 2 – 3h) ÓLEO DE HAXIXE: óleo ou resina (extração industrial) Via oral (lenta e de absorção variável) Chega a conter 15 – 40%. Altamente solúvel em lipídeos CRISTAIS DE HAXIXE: cristais de canabinol, 60% Metabólito ativo é 11-hidroxi-THC (mais metabólitos conjugados) 10
  11. 11. RECEPTORES CB1: Sistema nervoso central. São membros típicos da família de receptores acoplados à proteína G, ligados à inibição da adenilato ciclase. Os receptores também estão acoplados à ativação de Maconha canais de potássio e inibição de canais de cálcio. CB2: Periférico Localizados principalmente no sistema linfóide. ANANDAMIDA: Mediador endógeno. Derivado amídico do ácido araquidônico TRATAMENTO FARMACOLÓGICO INTOXICAÇÃO: É um quadro muito raro, sendo praticamente inexistente as intoxicações que necessitem de alguma abordagem específica. Maconha ABSTINÊNCIA E “CRAVING”: Raramente ocorrem e, quando presentes, não são de grande intensidade que justifiquem o emprego de medicamentos. SÍNDROME AMOTIVACIONAL: Pode ser tratada com abstinência total da droga e se necessário antidepressivos. Malbergier; Duarte; Morihisa e Scivoletto/2002 11
  12. 12. PARA ENCERRAR Estamos diante de uma civilização na qual modificar o estado de humor através de uma droga, se converteu em algo habitual e corriqueiro. Estamos vivendo a civilização química. É preciso que cada um de nós, dentro de suas competências, encontre soluções para que esse paradigma da sociedade seja modificado. Amarante/93 12

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