Nossos povos, nossos kayapó

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Curso sobre índios brasileiros, mais especificamente sobre a etnia Caiapó.

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Nossos povos, nossos kayapó

  1. 1. NOSSOS POVOS, NOSSOS KAYAPÓ <ul><li>Prof. Dra. Ana Raquel Portugal </li></ul><ul><li>Professora de História da América </li></ul><ul><li>UNESP / Franca </li></ul>
  2. 3. <ul><li>“ Liberdade, essa palavra que o sonho </li></ul><ul><li>humano alimenta, que não há ninguém </li></ul><ul><li>que explique e ninguém que não </li></ul><ul><li>entenda...&quot; </li></ul><ul><li>Cecilia Meireles </li></ul>
  3. 4. TRONCOS LINGÜÍSTICOS <ul><li>TUPI – costa atlântica e Amazônia; </li></ul><ul><li>MACRO-JÊ – na área do cerrado; </li></ul><ul><li>KARIB – costa norte da América do Sul; </li></ul><ul><li>ARUÁK – também costa norte da América do Sul. </li></ul>
  4. 6. COSTUMES NATIVOS <ul><li>Aldeia tupi – algumas casas em volta de uma praça, que abrigavam várias famílias; tudo era comunitário; </li></ul><ul><li>Homens caçavam e pescavam; mulheres plantavam, cozinhavam e cuidavam das crianças; </li></ul><ul><li>Faziam cestos, redes, arcos, flechas, ornamentos, canoas, cabanas... </li></ul>
  5. 7. ALDEIA TUPI
  6. 8. ADORNOS INDÍGENAS <ul><li>Adornos corporais – pintura do corpo, uso de penas ou pedras, braceletes, peitorais; </li></ul><ul><li>Uso do urucum (vermelho) e o jenipapo (preto) para pintar o corpo; </li></ul><ul><li>Pinturas diferenciam etnias, faixa etária, estados de espírito, servem como camuflagem no caso de guerra... </li></ul>
  7. 11. ARTE INDÍGENA <ul><li>Cestaria; </li></ul><ul><li>Cerâmica; </li></ul><ul><li>Instrumentos musicais; </li></ul><ul><li>Arte plumária; </li></ul><ul><li>Adornos em geral. </li></ul>
  8. 12. Cesto xotó - Yanomami Cesto de arumã dos Tikuna Amazônia Boneca Carajá – da região do Cerrado
  9. 14. FRANCA E OS CAIAPÓ <ul><li>Bandeirantes chegaram a essas terras no começo do século XVII e encontraram na região a etnia Caiapó; </li></ul><ul><li>Primeiro registro – bandeirante Belchior Dias Carneiro (1607); </li></ul><ul><li>Fixados em aldeamento entre os rios Pardo e Sapucaí – Batatais; </li></ul><ul><li>Foram expulsos por volta de 1660; </li></ul><ul><li>Retornaram no século XVIII e rondaram a região até o início do século XIX, quando foram definitivamente expulsos da região; </li></ul>
  10. 15. CAIAPÓ – “queima mato” <ul><li>É criada a freguesia de “Nossa Senhora da Conceição da Franca” em homenagem ao governador da Capitania Paulista, Antônio da Conceição José da Franca e Horta – 29 de agosto de 1805 e instalada em 3 de dezembro do mesmo ano; </li></ul><ul><li>28 de novembro de 1824 se transformou em município com o nome Vila Franca do Imperador; </li></ul><ul><li>Os Caiapó voltaram a atacar em maio de 1826. </li></ul>
  11. 16. Johann-Moritz Rugendas Coroados
  12. 17. Ofício sobre “Índios Selvagens” na região de Franca – Ano: 1826 <ul><li>Original se encontra no Arquivo do Estado de São Paulo, coleção ofícios de Franca; </li></ul><ul><li>Seu conteúdo relata a preocupação diante desse novo ataque dos Caiapó numa fazenda na região de Franca; </li></ul><ul><li>Há um grande temor quanto ao que esses “selvagens” poderiam fazer e se pede que algo seja feito. </li></ul>
  13. 18. Tropeiros e o contato com os índios caiapós  Séc. XVIII
  14. 19. Costumes dos Caiapó antigos <ul><li>Caiapós pertencem ao grupo Jê; </li></ul><ul><li>Usavam botoques no lábio inferior e nas orelhas; </li></ul><ul><li>Eram um grupo bastante rudimentar; </li></ul><ul><li>Depois de muito tentarem se manter nessa região, acabaram por desistir e foram em direção ao sertão. </li></ul>
  15. 20. PRODUÇÃO DE INDUMENTÁRIAS
  16. 21. SOCIEDADE CAIAPÓ <ul><li>Aldeias dispostas em círculo com praça central e a casa dos homens no meio; </li></ul><ul><li>Mulheres cuidam do plantio e afazeres domésticos e homens da “política”, guerra, caça e rituais; </li></ul><ul><li>São monogâmicos e o homem vai morar na casa da esposa; </li></ul>
  17. 22. PINTADOS PARA A GUERRA
  18. 23. POLÍTICA <ul><li>Não há um único chefe numa aldeia; </li></ul><ul><li>Para ser chefe é necessário aprender com os mais velhos; </li></ul><ul><li>Não necessariamente os chefes devem ser parentes; </li></ul><ul><li>Para ser chefe é necessário ser pacificador, eloqüente para os seus e ao mesmo tempo combativo e agressivo para os de fora = chefes fortes. </li></ul>
  19. 24. DANÇA TRADICIONAL
  20. 25. RITUAIS <ul><li>A aldeia é o centro do universo e a floresta o espaço anti-social; </li></ul><ul><li>Antes de caçar, pescar ou abrir uma área para o plantio é necessário dançar, cantar, praticar rituais de proteção; depois é necessário agradecer também com novos rituais = homem/natureza; </li></ul><ul><li>Nomes pessoais são retirados da natureza pelos xamãs = rituais; </li></ul>
  21. 27. CRENÇAS <ul><li>Os espíritos dos mortos vivem em aldeias distantes, mas só de noite; </li></ul><ul><li>As mulheres fumam durante o plantio para espantar os espíritos; </li></ul><ul><li>Cuspir e soprar fumaça também os afasta; </li></ul><ul><li>Os mortos são enterrados fora da aldeia e os parentes temem sua volta – fogueiras, luz, fumaça para impedir que voltem. </li></ul>
  22. 29. GUERRA <ul><li>Homem = corpo, espírito e energia vital; </li></ul><ul><li>Sangue é uma substância perigosa; se pouco = doenças; em demasia = indolência; por isso, a prática de escarificar as coxas dos meninos ou tatuar o peito dos guerreiros para se livrarem do excesso ou do sangue “mau”. </li></ul>
  23. 31. ETNIA CAIAPÓ HOJE <ul><li>São considerados os índios mais ricos do Brasil, graças à exploração de mogno e ouro no sul do Pará. </li></ul><ul><li>O cacique Tutu Pompo deu início a essa nova etapa da </li></ul><ul><li>história dos Caiapó. Para tanto, destituiu o cacique Raoni e </li></ul><ul><li>teve como opositor Paulinho Paiakan. </li></ul><ul><li>Paiakan ganhou o Prêmio Global 500 da ONU e era </li></ul><ul><li>admirado no exterior. Porém, em 1992 foi acusado de </li></ul><ul><li>estuprar uma branca e mesmo tendo sido absolvido em 94, até hoje não se livrou da suspeita. </li></ul><ul><li>Paiakan é adorado no exterior e criminoso no Brasil, o </li></ul><ul><li>que demonstra a difícil relação entre brancos e índios. </li></ul>
  24. 32. O legado <ul><li>Culinária – uso de batatas, mandioca, milho e tantos outros alimentos; </li></ul><ul><li>Conhecimento de ervas para cura ou para tempero; </li></ul><ul><li>Andar descalço, descansar de cócoras, banhar-se nos rios, dormir em rede; </li></ul><ul><li>O uso de cestos, instrumentos musicais, técnicas de caça e pesca, músicas. </li></ul>

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