Pensando o Vitalismo<br />Maria Thereza do Amaral<br />
1 – Apresentação<br />2 – Princípio Vital, Vitalismo e uma Fisiologia Vitalista<br />3 – Vitalismo, Matéria e o Ser Vivo<b...
Maria Thereza <br />do Amaral<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />3<br />
Veterinária<br />Unesp - Jaboticabal<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />4<br />
Homeopatia<br />Veterinária <br />clínica homeopata<br />Faculdade<br />Homeopatia médica – 1988-1989<br />Homeopatia vete...
Homeopatia<br />Veterinária homeopata<br />Ensino de Homeopatia<br />Pesquisa em Homeopatia<br />01/09/2011<br />Maria The...
História da Ciência <br />PUC/SP<br />Mestre – 2002<br />Doutora – 2010<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />...
WEB e cia<br />Desde 1994<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />8<br />
Pressupostos<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />9<br />
Pensamento biológico<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />10<br />
Pensamento biológico<br />Ver tudo do ponto de vista do ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />11<br />
Pensamento biológico<br />e <br />pensamento clínico<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />12<br />
Pensamento biológico<br />e <br />pensamento clínico<br />Saúde - doença<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br /...
Pensamento biológico<br />Visão biológica<br />Ver tudo do ponto de vista de um ser vivo<br />Sistemas complexos, dinâmico...
Abordagem transdisciplinar<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />15<br />
Abordagem<br />transdisciplinar<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />16<br />
Abordagem<br />transdisciplinar<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />17<br />
Abordagem <br />transdisciplinar<br />Interfaces de <br />ciência – arte e cultura – educação<br />01/09/2011<br />Maria T...
Redes<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />19<br />
Redes<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />20<br />
Redes<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />21<br />
Redes<br />Funcionar/ver / pensar <br />Em Redes<br />Visão sistêmica<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />22...
Redes<br />Funcionar/ver / pensar <br />Em Redes<br />Visão sistêmica<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />23...
Pesquisadora<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />24<br />
Pesquisadora<br />História da Ciência<br />Doutorado (2010)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />25<br />
Pesquisadora<br />História da Ciência<br />Doutorado<br />“Não sei quase nada, mas sei onde procurar...”<br />01/09/2011<b...
Questões<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />27<br />“Não sei quase nada, mas sei onde procurar...”<br />
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />28<br />Questões: Ser Vivo<br />
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />29<br />Questões: Ser Vivo<br />
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />30<br />Questões: Fisiologia<br />
Questões: Fisiologia<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />31<br />
Princípio vital, vitalismo e a proposta de uma fisiopatologia vitalista.<br />
Uma abordagem teórica de um problema que afeta:<br /><ul><li>A Homeopatia
O Estudo do ser vivo
Como se estuda o ser vivo</li></ul>01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />33<br />
E que busca estudar fatores, situações, fatos, teorias, conceitos préHahnemann.<br />Mas vistos por uma historiadora que t...
Introdução<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />35<br />
‘Princípio vital’, ‘vitalismo’ e ‘fisiopatologia vitalista’ <br />Um panorama particular da <br />França entre os anos de ...
‘Princípio vital’‘vitalismo’ <br />Criação de fisiólogos do período<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />37<b...
São componentes de um mesmo conjunto teórico construído ao longo do tempo por diversos campos do saber<br />Necessitam ser...
Esses termos, e seus respectivos conceitos, <br />se encaixam em uma categoria que podemos chamar de  ‘vitalismo médico de...
Pressupomos que sem que um conceito seja estudado em seus próprios termos, <br />em sua época e dentro de seu modelo de ci...
O processo de construção do trabalho<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />41<br />
grupo de pesquisa do CESIMA e seu método geral de pesquisa em História da Ciência. <br />Estudar os conceitos, os autores ...
Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizaç...
Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizaç...
Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizaç...
Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizaç...
Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizaç...
Analisamos o trabalho feito pelo pesquisador ao trabalhar seus objetos, <br />analisamos o que foi estudado sobre ele e<br...
O documento<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />49<br />
Método<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />50<br />
(1) A análise do documento<br />(2) A análise historiográfica<br />(3) A análise do que o cerca<br />01/09/2011<br />Maria...
(1) O documento<br />Estudamos o texto  através de uma análise de argumentos, de sua coerência interna e vínculos com outr...
(2) A análise historiográfica<br />Fazemos uma análise que implica na leitura bidirecional texto-contexto, na procura por ...
(3) O que o cerca<br />Todo autor está imerso num universo particular, marcado por direções e influências específicas que ...
Os termos e sua história<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />55<br />
Os termos e sua história<br />Barthez<br />Paul-Joseph Barthez (1734-1806) médico e fisiologista francês, estudou e dirigi...
Os termos e sua história<br />Barthez<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />57<br />
Revolução Francesa<br />Antes, durante e depois (reabilitado por Napoleão).<br />Mudanças na profissão médica, na saúde pú...
Barthez<br />Sua principal obra, Nouveaux Éléments de la Science de l`Homme, foi publicada em 1778, e é onde ele propõe um...
Barthez<br />Suas obras podem ser agrupadas em três fases: <br />de 1772 a 1774, a sua fase mais geral, <br />obras foram ...
Barthez<br />a fase que vai de 1778 a 1801, <br />ocorre a fundamentação de suas teorias obras escritas em francês, <br />...
Barthez<br />a fase que vai de 1778 a 1801, <br />ocorre a fundamentação de suas teorias obras escritas em francês, <br />...
Barthez<br />e fase a que vai de 1801 a 1806,<br />ocorre a aplicação de suas teorias em suas práticas médicas, <br />obra...
Barthez<br />Em todas estas fases o que se observa é a evolução do conceito de ‘princípio vital’.<br />01/09/2011<br />Mar...
Barthez<br />Quando se fala em Barthez é muito comum o uso da expressão ‘princípio vital’ para caracterizar o que seria se...
Barthez<br />O desenvolvimento de uma ‘fisiologia do homem’, nas palavras do próprio Barthez:<br />“... são as forças do P...
Barthez<br />Para ele o uso do termo ‘princípio vital’ teria duas finalidades: <br />uma, seria a de usar uma expressão qu...
Barthez<br />A outra teria a função de indicar que o fenômeno da existência da vida em um ser vivo se dá através de algo, ...
Barthez<br />A esse algoBarthez deu o nome ‘princípio vital’. <br />  P-J. Barthez, Nouveaux éléments de la science de l’h...
Barthez<br />Em NoveauÉléments de La Science de l’Homme, Barthez afirma que “...eu chamo de Princípio vitaldo homem a caus...
Barthez<br />O que caracterizaria a dinâmica fisiológica de Barthez pode ser colocado nos seguintes termos:<br />Oque faz ...
Barthez<br />Esse ‘princípio vital’ agiria através de forças que produziriam todos os fenômenos da vida no corpo humano, d...
Os termos e sua história<br />Dumas<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />73<br />
Dumas<br />O médico e fisiologista Charles-Louis Dumas (1765 – 1813), no prefácio de sua obra Principes de Physiologi, de ...
Dumas<br />A materialista <br />A espiritualista<br />A de outrosfisiológos.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<...
Dumas<br />Aterceira, de outros fisiológos que  consideram que  todos fenômenos da vida não são devidos nem à matéria e ta...
Dumas<br />Destas três ‘seitas’ derivariam todas as outras, que para Dumas estariam dividindo os fisiólogos: <br />a prime...
Dumas<br />A terceira orientação : <br />Barthez, responde furiosamente a Dumas...<br />(...mas a um princípio intermediár...
Dumas<br />E foi aqui que o termo ‘vitalista’ foi cunhado e definido, ou seja, em 1800.<br />(‘princípio vital’ em 1772)<b...
Os termos e sua história<br />Vitalismo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />80<br />
O vitalismo <br />Vitalismo é um termo usado para indicar qualquer doutrina filosófica, médica ou biológica que considere ...
Essa irredutibilidade pode ser comum a todas correntes, mas a forma como elas definem, qualificam e quantificam esta irred...
Embora este seja um núcleo de definição comum a todas correntes, doutrinas, e visões ditas ‘vitalistas’, a expressão ‘vita...
Uma de nossas dificuldades em conceituar e contextualizar apropriadamente o termo ‘vitalismo’ é o fato de que ele foi disc...
Química,  <br />(usada na obra de Barthez) <br />Tem, em geral, uma visão muito restrita quando entende por ‘vitalismo’ um...
Química X Vitalismo<br />... 1828 quando Friedrich Wöhler publicou um trabalho sobre a síntese de uréia, provando que comp...
Química X Vitalismo<br />... porém tende-se a “esquecer” que Hans Krebs (1900-1981) publicou em 1932 que o ‘ciclo da uréia...
[Mas, voltando...]<br />Nunca se deverá esquecer que os termos ‘vitalista’ e ‘vitalismo’ foram invenções do século XIX, qu...
Os termos e sua história<br />Uma fisiopatologia vitalista<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />89<br />
Os termos e sua história<br />Uma fisiopatologia vitalista<br />Uma designação dada a posteriori<br />01/09/2011<br />Mari...
Uma fisiopatologia vitalista<br />A fisiologia, no sentido moderno do termo, é o resultado de um longo processo de constru...
Uma fisiopatologia vitalista<br />Para Barthez a fisiologia <br />“..são as forças do Princípio Vital do homem, suas comun...
Uma fisiopatologia vitalista<br />‘Princípio vital’ era o nome da causa experimental da vida, apresentada a Barthez pela o...
Barthez aborda em sua obra aspectos fisiopatológicos’ do homem :<br /><ul><li>por que ele é um homem e gera um homem e não...
o que são moléstias,
como se dão os movimentos, tanto dos músculos quanto dos órgãos internos,
o que determina a estrutura e a coesão de todas suas partes,
o que o faz envelhecer e morrer.</li></ul>01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />94<br />
Barthezpropôs sua fisiopatologia baseado em uma síntesede várias correntes filosóficas (“científicas”) e fisiológicas vind...
O ponto central de qualquer estudo dito ‘vitalista’ é o ser vivo, e esse fato não deve jamais ser esquecido, pois os objet...
Os termos e sua história<br />Conclusão<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />97<br />
‘Princípio vital’, Barthez<br />‘Vitalismo’, Dumas<br />Estes termos, e seus respectivos conceitos, se encaixam em um ‘vit...
O dito ‘vitalismo’ de Barthez, assim como de outros fisiologistas franceses do período, é muito útil como subsídio para se...
Bartheznão se denominou um ‘vitalista’, <br />não fez nenhum tipo de ‘vitalismo’, <br />foi um estudioso médico, profundam...
Vitalismo, Matéria e o Ser Vivo<br />
Matéria<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />102<br />
Matéria<br />Viva<br />Morta ou bruta<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />103<br />
Termos e definições<br />Importantes para o estudo do ser vivo do ponto de vista da “matéria”<br />01/09/2011<br />Maria T...
Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />Fil...
Gregos(ciência ocidental)<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br...
Gregos<br />Filosofia(= teoria)<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médico...
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Aristóteles (ciência ocidental)<br />Não como “fundador”, mas como “referência”.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Ama...
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Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey(1578 – 1657, circulação)<br />Fisiolo...
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Médicos<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especializaç...
Médicos<br />Filosofia Natural / História Natural (antes do século XIX)<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disc...
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Disciplinas / especialização<br />Biologia<br />Célula<br />nome, Robert Hooke, 1660; <br />primeira teoria celular, 1838 ...
Célula<br />nome, Robert Hooke, 1660; <br />primeira teoria celular, 1838 por Matthias Jakob Schleiden e por Theodor Schwa...
Química<br />Física<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / ...
Química<br />Física<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / ...
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />124<br />Como se vê o ser vivo<br />Como se pensa que o ser vivo é<br />Como ...
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />125<br />Como se pensa que o ser vivo é<br />Como se vê o ser vivo<br />Como ...
Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />126<br />
Como se estuda o ser vivo<br />O vital<br />Vida<br />A matéria<br />Definições de vida<br />Definições de matéria<br />De...
Como se estuda o ser vivo<br />O vital<br />Vida<br />Matéria<br />Definições de vida<br />Definições de matéria<br />Defi...
Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />129<br />
Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />130<br />
Como se estuda o ser vivo<br />E o que vem acontecendo, dos gregos até aqui, não um “vitalismo”, mas diferentes modos de s...
Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />132<br />
Biomimética<br />Biomimicry or biomimetics<br />Bionics, bio-inspiration, and biognosis.<br />http://en.wikipedia.org/wiki...
Biomimética<br />A biomimética é uma área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas fu...
Biomimética<br />Dito de modo simples, <br />a biomimética é a imitação da vida.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Ama...
Biomimética<br />Trata-se de uma área multidisciplinar que pode envolver diversos ramos da ciência, tais como Biologia, Qu...
Biomimética<br />Velcro<br />Desenvolvido a partir de 1941 pelo engenheiro George de Mestral a partir da observação de sem...
Biomimética<br />Superfícies de baixo atrito<br />Inspirada na forma como a pele dos <br />peixes reage ao contato com a á...
Biomimética<br />Telas "asa-de-borboleta“<br />São superfícies de visualização de baixíssimo consumo de energia, baseadas ...
Biomimética<br />Turbina "WhalePower“<br />Inspirada na forma das nadadeiras da baleia jubarte, as lâminas nervuradas dess...
Biomimética<br />Efeito lótus<br />Baseado na forma como as folhas do lótus repele a água e a sujeira, diversas soluções e...
Biomimética<br />Design<br />“mergulhando” <br />na Biologia<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />142<br />
Biomimética<br />Design <br />“mergulhando” <br />na Biologia<br />Sustentabilidade<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do ...
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />144<br />
Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />145<br />
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />146<br />Fonte: revista veterinária Nosso Clínico<br />
“Reflexões Vitalistas”<br />
Questões<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />148<br />
QuestõesQuestõessão a base de qualquer reflexão...<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />149<br />
Questões<br />O que é um ser vivo ? Como define “vida”?<br />Quais são as diferenças entre a ‘matéria animada’ ( o ser viv...
Questões<br />Qual supõe que seja o mecanismo de ação dos medicamentos da terapêutica convencional? <br />Qual supõe que s...
Questões<br />Quando você prescreve um medicamento convencional, o que espera que ele faça?<br />Depois de prescrever um m...
Questões<br />O que é um ser vivo ? Como define “vida”?<br />O que entende pelo termo “Vitalismo”?<br />Como você consider...
Questões<br />O que entende pelo termo “Vitalismo”?<br />Vitalismo = Fisiologia vitalista<br />01/09/2011<br />Maria There...
Problemas<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />155<br />
Problemas<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />156<br />Máquinas? Maquinário? Mecanicismo? <br />De que máqui...
Problemas :<br /> <br />1) Como o corpo dos seres vivos superiores, levando em conta sua extrema complexidade, consegue fu...
Problemas :<br />  <br />2) Um relojoeiro pode analisar o funcionamento geral de um relógio, desmonta-lo para analisar sua...
Problemas :<br /> <br />3) Como medicar os seres vivos não só sabendo sua fisiologia, mas realmente levando em conta sua f...
Problemas :<br />  <br />4) ‘Vida’ se deve à forças gerais, puramente físico-químicas, que atuam nos corpos pelas disposiç...
Problemas :<br /> <br />5) O genótipo, mesmo apesar do quão profundamente o analisemos, não pode predizer o fenótipo atual...
01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />162<br />
E...<br />Porque não usar o Vitalismo<br />como uma das maneiras de se olhar o ser vivo? <br />01/09/2011<br />Maria There...
O Vitalismo que se usa em Homeopatia é aquele integra um conjunto de sistemas usados, ao longo da história, para explicar ...
Para o Vitalismo, em um sentido amplo, os seres vivos têm um modo de ser qualitativamente diferente da matéria bruta/inert...
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Pensando o Vitalismo, e seus termos, na visão de uma historiadora da ciência e veterinária.

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Pensando o vitalismo

  1. 1. Pensando o Vitalismo<br />Maria Thereza do Amaral<br />
  2. 2. 1 – Apresentação<br />2 – Princípio Vital, Vitalismo e uma Fisiologia Vitalista<br />3 – Vitalismo, Matéria e o Ser Vivo<br />4 – “Reflexões Vitalistas”<br />5 – Sugestões de Leitura<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />2<br />
  3. 3. Maria Thereza <br />do Amaral<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />3<br />
  4. 4. Veterinária<br />Unesp - Jaboticabal<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />4<br />
  5. 5. Homeopatia<br />Veterinária <br />clínica homeopata<br />Faculdade<br />Homeopatia médica – 1988-1989<br />Homeopatia veterinária – 1993 e 1996<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />5<br />
  6. 6. Homeopatia<br />Veterinária homeopata<br />Ensino de Homeopatia<br />Pesquisa em Homeopatia<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />6<br />
  7. 7. História da Ciência <br />PUC/SP<br />Mestre – 2002<br />Doutora – 2010<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />7<br />
  8. 8. WEB e cia<br />Desde 1994<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />8<br />
  9. 9. Pressupostos<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />9<br />
  10. 10. Pensamento biológico<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />10<br />
  11. 11. Pensamento biológico<br />Ver tudo do ponto de vista do ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />11<br />
  12. 12. Pensamento biológico<br />e <br />pensamento clínico<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />12<br />
  13. 13. Pensamento biológico<br />e <br />pensamento clínico<br />Saúde - doença<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />13<br />
  14. 14. Pensamento biológico<br />Visão biológica<br />Ver tudo do ponto de vista de um ser vivo<br />Sistemas complexos, dinâmicos, abertos.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />14<br />
  15. 15. Abordagem transdisciplinar<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />15<br />
  16. 16. Abordagem<br />transdisciplinar<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />16<br />
  17. 17. Abordagem<br />transdisciplinar<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />17<br />
  18. 18. Abordagem <br />transdisciplinar<br />Interfaces de <br />ciência – arte e cultura – educação<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />18<br />
  19. 19. Redes<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />19<br />
  20. 20. Redes<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />20<br />
  21. 21. Redes<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />21<br />
  22. 22. Redes<br />Funcionar/ver / pensar <br />Em Redes<br />Visão sistêmica<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />22<br />
  23. 23. Redes<br />Funcionar/ver / pensar <br />Em Redes<br />Visão sistêmica<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />23<br />
  24. 24. Pesquisadora<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />24<br />
  25. 25. Pesquisadora<br />História da Ciência<br />Doutorado (2010)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />25<br />
  26. 26. Pesquisadora<br />História da Ciência<br />Doutorado<br />“Não sei quase nada, mas sei onde procurar...”<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />26<br />
  27. 27. Questões<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />27<br />“Não sei quase nada, mas sei onde procurar...”<br />
  28. 28. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />28<br />Questões: Ser Vivo<br />
  29. 29. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />29<br />Questões: Ser Vivo<br />
  30. 30. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />30<br />Questões: Fisiologia<br />
  31. 31. Questões: Fisiologia<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />31<br />
  32. 32. Princípio vital, vitalismo e a proposta de uma fisiopatologia vitalista.<br />
  33. 33. Uma abordagem teórica de um problema que afeta:<br /><ul><li>A Homeopatia
  34. 34. O Estudo do ser vivo
  35. 35. Como se estuda o ser vivo</li></ul>01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />33<br />
  36. 36. E que busca estudar fatores, situações, fatos, teorias, conceitos préHahnemann.<br />Mas vistos por uma historiadora que tem formação em clínica e em Homeopatia.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />34<br />
  37. 37. Introdução<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />35<br />
  38. 38. ‘Princípio vital’, ‘vitalismo’ e ‘fisiopatologia vitalista’ <br />Um panorama particular da <br />França entre os anos de 1770 e 1820, em<br />estreita correlação com a faculdade de medicina de Montpellier e os meios científicos de Paris, em oposição a faculdade de Paris. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />36<br />
  39. 39. ‘Princípio vital’‘vitalismo’ <br />Criação de fisiólogos do período<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />37<br />‘fisiopatologia vitalista’ <br />Criação da autora<br />
  40. 40. São componentes de um mesmo conjunto teórico construído ao longo do tempo por diversos campos do saber<br />Necessitam ser analisados para que se entenda melhor a sua dinâmica, o seu contexto, o seu conteúdo e sua construção.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />38<br />
  41. 41. Esses termos, e seus respectivos conceitos, <br />se encaixam em uma categoria que podemos chamar de ‘vitalismo médico de Montpellier’ <br />(uma designação dada a posteriori)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />39<br />
  42. 42. Pressupomos que sem que um conceito seja estudado em seus próprios termos, <br />em sua época e dentro de seu modelo de ciência específico e explicitado, <br />para que depois seja montado um encadeamento com outros conceitos, não se constrói uma rede conceitual-histórica fidedigna.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />40<br />
  43. 43. O processo de construção do trabalho<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />41<br />
  44. 44. grupo de pesquisa do CESIMA e seu método geral de pesquisa em História da Ciência. <br />Estudar os conceitos, os autores e suas obras dentro da dimensão em que foram concebidos e na qual foram expressas.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />42<br />
  45. 45. Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizações, e <br />as condições que contornam nossas escolhas,<br />delimitando nossa pesquisa<br />e nossa atuação como pesquisadores.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />43<br />
  46. 46. Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizações, e <br />as condições que contornam nossas escolhas,<br />delimitando nossa pesquisa<br />e nossa atuação como pesquisadores.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />44<br />
  47. 47. Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizações, e <br />as condições que contornam nossas escolhas,<br />delimitando nossa pesquisa<br />e nossa atuação como pesquisadores.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />45<br />
  48. 48. Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizações, e <br />as condições que contornam nossas escolhas,<br />delimitando nossa pesquisa<br />e nossa atuação como pesquisadores.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />46<br />
  49. 49. Através de <br />documentos<br />as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,<br />suas contextualizações e textualizações, e <br />as condições que contornam nossas escolhas,<br />delimitando nossa pesquisa<br />e nossa atuação como pesquisadores.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />47<br />
  50. 50. Analisamos o trabalho feito pelo pesquisador ao trabalhar seus objetos, <br />analisamos o que foi estudado sobre ele e<br />analisamos o que outros autores consideraram sobre o autor e sua época.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />48<br />
  51. 51. O documento<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />49<br />
  52. 52. Método<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />50<br />
  53. 53. (1) A análise do documento<br />(2) A análise historiográfica<br />(3) A análise do que o cerca<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />51<br />
  54. 54. (1) O documento<br />Estudamos o texto através de uma análise de argumentos, de sua coerência interna e vínculos com outros textos, onde fazemos uma análise do texto por ele mesmo, pelos dados que fornece. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />52<br />
  55. 55. (2) A análise historiográfica<br />Fazemos uma análise que implica na leitura bidirecional texto-contexto, na procura por indicações de continuidades e permanências de conceitos, teorias e métodos científicos no decorrer do tempo.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />53<br />
  56. 56. (3) O que o cerca<br />Todo autor está imerso num universo particular, marcado por direções e influências específicas que nos dão um sentido maior que somente a análise e a crítica do texto nos dariam. <br />Devem ser levadas em conta as especificidades dos contextos e discursos que formam e marcam as concepções científicas de épocas diversas. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />54<br />
  57. 57. Os termos e sua história<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />55<br />
  58. 58. Os termos e sua história<br />Barthez<br />Paul-Joseph Barthez (1734-1806) médico e fisiologista francês, estudou e dirigiu a faculdade de medicina de Montpellier.<br />Um fator determinante na literatura que se seguiu a partir do final do século XIX, entre dois períodos muito significativos da história da fisiologia médica. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />56<br />
  59. 59. Os termos e sua história<br />Barthez<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />57<br />
  60. 60. Revolução Francesa<br />Antes, durante e depois (reabilitado por Napoleão).<br />Mudanças na profissão médica, na saúde pública (hospitais) e no ensino da medicina na França.<br />Iluministas e enciclopedistas.<br />Paris e Montpellier – rivalidade “eterna”.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />58<br />
  61. 61. Barthez<br />Sua principal obra, Nouveaux Éléments de la Science de l`Homme, foi publicada em 1778, e é onde ele propõe um método de estudo e de compreensão fisiopatológica para o ser vivo. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />59<br />
  62. 62. Barthez<br />Suas obras podem ser agrupadas em três fases: <br />de 1772 a 1774, a sua fase mais geral, <br />obras foram escritas em latim e <br />ele expõe, em sua obra OrationAcademica de Principio HominisVitali (1772-1773), sua teoria do ‘princípio vital’, que ele detalhou na obra seguinte, Nova Doctrina de Functionibus [Fonctionibus] Naturae (1774); <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />60<br />
  63. 63. Barthez<br />a fase que vai de 1778 a 1801, <br />ocorre a fundamentação de suas teorias obras escritas em francês, <br />propõe, na obra NoveauÉléments de La Science de l’Homme de 1778, um novo modelo fisiológico, coerente com uma proposta de abordagem de um ‘Homem Inteiro’ (HommeEntiere). <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />61<br />
  64. 64. Barthez<br />a fase que vai de 1778 a 1801, <br />ocorre a fundamentação de suas teorias obras escritas em francês, <br />Que por sua vez estava inserida em uma proposta geral de conhecimento, a ‘Ciência do Homem’ (Science de l’Homme). <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />62<br />
  65. 65. Barthez<br />e fase a que vai de 1801 a 1806,<br />ocorre a aplicação de suas teorias em suas práticas médicas, <br />obras estas escritas em francês.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />63<br />
  66. 66. Barthez<br />Em todas estas fases o que se observa é a evolução do conceito de ‘princípio vital’.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />64<br />
  67. 67. Barthez<br />Quando se fala em Barthez é muito comum o uso da expressão ‘princípio vital’ para caracterizar o que seria seu ‘vitalismo’.<br />O conceito de ‘princípio’,apesar de muito utilizado em sua obra, era um conceito aplicado a várias áreas e que fazia parte do contexto científico de sua época. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />65<br />
  68. 68. Barthez<br />O desenvolvimento de uma ‘fisiologia do homem’, nas palavras do próprio Barthez:<br />“... são as forças do Princípio Vital do homem, suas comunicações ou simpatias, sua reunião em sistema, suas modificações distintas dentro dos temperamentos e da idade e sua extinção à morte” . <br />P-J. Barthez, Nouveaux éléments de la science de l'homme, v.1, pp.35-6.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />66<br />
  69. 69. Barthez<br />Para ele o uso do termo ‘princípio vital’ teria duas finalidades: <br />uma, seria a de usar uma expressão que possibilitasse “encurtar o cálculo analítico dos fenômenos”<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />67<br />
  70. 70. Barthez<br />A outra teria a função de indicar que o fenômeno da existência da vida em um ser vivo se dá através de algo, que tinha as características de poder vir de fora do corpo do ser ou não, que tinha a característica de não ser a alma e também de estar intimamente ligado à matéria a quem dava esta vida, mas não ser gerado por essa matéria. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />68<br />
  71. 71. Barthez<br />A esse algoBarthez deu o nome ‘princípio vital’. <br /> P-J. Barthez, Nouveaux éléments de la science de l’homme, v.1, p. 18-9, p. 2.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />69<br />
  72. 72. Barthez<br />Em NoveauÉléments de La Science de l’Homme, Barthez afirma que “...eu chamo de Princípio vitaldo homem a causa que produz todos os fenômenos da vida no corpo humano. <br />O nome dessa causa é assaz indiferente e pode ser dado à vontade.” <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />70<br />
  73. 73. Barthez<br />O que caracterizaria a dinâmica fisiológica de Barthez pode ser colocado nos seguintes termos:<br />Oque faz a vida ocorrer seria o ‘princípio vital’, mas ele não definiria que ela é. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />71<br />
  74. 74. Barthez<br />Esse ‘princípio vital’ agiria através de forças que produziriam todos os fenômenos da vida no corpo humano, desde seu início até seu fim. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />72<br />
  75. 75. Os termos e sua história<br />Dumas<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />73<br />
  76. 76. Dumas<br />O médico e fisiologista Charles-Louis Dumas (1765 – 1813), no prefácio de sua obra Principes de Physiologi, de 1800, cita três grandes direções nos estudos anatomo-fisiológicos que dariam origem a diferentes hipóteses: <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />74<br />
  77. 77. Dumas<br />A materialista <br />A espiritualista<br />A de outrosfisiológos.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />75<br />
  78. 78. Dumas<br />Aterceira, de outros fisiológos que consideram que todos fenômenos da vida não são devidos nem à matéria e tampouco à alma, mas a um princípio intermediário que possui faculdades tanto como de um, como de outro, e que regra, dispõe e ordena todos os atos de vitalidade, sem ser movido por estímulos físicos do corpo material, nem dirigido pelas afecções morais ou previsões intelectuais do próprio pensamento. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />76<br />
  79. 79. Dumas<br />Destas três ‘seitas’ derivariam todas as outras, que para Dumas estariam dividindo os fisiólogos: <br />a primeira dos mecânicos e dos químicos, <br />a segunda dos animistas e dos stahlinianos, <br />a terceira dos vitalistas. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />77<br />
  80. 80. Dumas<br />A terceira orientação : <br />Barthez, responde furiosamente a Dumas...<br />(...mas a um princípio intermediário que possui faculdades tanto como de um, como de outro, e que regra, dispõe e ordena todos os atos de vitalidade...)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />78<br />
  81. 81. Dumas<br />E foi aqui que o termo ‘vitalista’ foi cunhado e definido, ou seja, em 1800.<br />(‘princípio vital’ em 1772)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />79<br />
  82. 82. Os termos e sua história<br />Vitalismo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />80<br />
  83. 83. O vitalismo <br />Vitalismo é um termo usado para indicar qualquer doutrina filosófica, médica ou biológica que considere os fenômenos vitais como irredutíveis aos fenômenos físico-químicos.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />81<br />
  84. 84. Essa irredutibilidade pode ser comum a todas correntes, mas a forma como elas definem, qualificam e quantificam esta irredutibilidade, e o que elas procuram com isso, varia enormemente.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />82<br />
  85. 85. Embora este seja um núcleo de definição comum a todas correntes, doutrinas, e visões ditas ‘vitalistas’, a expressão ‘vitalismo’ na realidade é ambígua, e apesar de evidências superficiais não indicarem isto, ela nós remete a vários tipos de estudos e concepções, com objetivos diversos, e feitos em épocas diversas.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />83<br />
  86. 86. Uma de nossas dificuldades em conceituar e contextualizar apropriadamente o termo ‘vitalismo’ é o fato de que ele foi discutido e aplicado, com conceitos diferentes, em áreas diversas, tais como filosofia, biologia, medicina, químicae fisiologia.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />84<br />
  87. 87. Química, <br />(usada na obra de Barthez) <br />Tem, em geral, uma visão muito restrita quando entende por ‘vitalismo’ uma corrente que afirmava não ser possível sintetizar um composto orgânico fora do corpo. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />85<br />
  88. 88. Química X Vitalismo<br />... 1828 quando Friedrich Wöhler publicou um trabalho sobre a síntese de uréia, provando que compostos orgânicos podiam ser criados artificialmente e derrubando o vitalismo como base teórica para a distinção entre a matéria animada e inanimada.<br />(Wikipedia, História da Bioquímica)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />86<br />
  89. 89. Química X Vitalismo<br />... porém tende-se a “esquecer” que Hans Krebs (1900-1981) publicou em 1932 que o ‘ciclo da uréia’ é somente observado em células vivas...<br />(E. Kinne-Saffran, R. K. H Kinne, “ Vitalism and Synthesis of Urea”. American Journal of Nephrology, 19 (1999) : 290-294 )<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />87<br />
  90. 90. [Mas, voltando...]<br />Nunca se deverá esquecer que os termos ‘vitalista’ e ‘vitalismo’ foram invenções do século XIX, que foram se modificando ao longo do tempo.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />88<br />
  91. 91. Os termos e sua história<br />Uma fisiopatologia vitalista<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />89<br />
  92. 92. Os termos e sua história<br />Uma fisiopatologia vitalista<br />Uma designação dada a posteriori<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />90<br />
  93. 93. Uma fisiopatologia vitalista<br />A fisiologia, no sentido moderno do termo, é o resultado de um longo processo de construção. <br />Na pesquisa realizada durante o mestrado, abordamos a contribuição realizada nesse sentido por Barthez<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />91<br />
  94. 94. Uma fisiopatologia vitalista<br />Para Barthez a fisiologia <br />“..são as forças do Princípio Vital do homem, suas comunicações ou simpatias , sua reunião em um sistema, suas modificações distintas dentro dos temperamentos e das idades e sua extinção à morte”<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />92<br />
  95. 95. Uma fisiopatologia vitalista<br />‘Princípio vital’ era o nome da causa experimental da vida, apresentada a Barthez pela observação da saúde e das moléstias no homem, ou seja, chegou a essas conclusões por fatos observáveis e observados. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />93<br />
  96. 96. Barthez aborda em sua obra aspectos fisiopatológicos’ do homem :<br /><ul><li>por que ele é um homem e gera um homem e não outra espécie.
  97. 97. o que são moléstias,
  98. 98. como se dão os movimentos, tanto dos músculos quanto dos órgãos internos,
  99. 99. o que determina a estrutura e a coesão de todas suas partes,
  100. 100. o que o faz envelhecer e morrer.</li></ul>01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />94<br />
  101. 101. Barthezpropôs sua fisiopatologia baseado em uma síntesede várias correntes filosóficas (“científicas”) e fisiológicas vindas de um vasto apanhado de tendências do século XVII e XVIII, e outras anteriores.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />95<br />
  102. 102. O ponto central de qualquer estudo dito ‘vitalista’ é o ser vivo, e esse fato não deve jamais ser esquecido, pois os objetivos, os pressupostos e as conclusões de um estudo desse tipo jamais serão as mesmas que de outras correntes fisiológicas.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />96<br />
  103. 103. Os termos e sua história<br />Conclusão<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />97<br />
  104. 104. ‘Princípio vital’, Barthez<br />‘Vitalismo’, Dumas<br />Estes termos, e seus respectivos conceitos, se encaixam em um ‘vitalismo médico de Montpellier’ que será uma designação dada a posteriori, assim como o termo ‘fisiopatologia vitalista’ para designar a fisiopatologia de Barthez.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />98<br />
  105. 105. O dito ‘vitalismo’ de Barthez, assim como de outros fisiologistas franceses do período, é muito útil como subsídio para se formar um outro olhar sobre o estudo do ser vivo em geral, sendo um tema atual perante as novas visões da química e da física, e suas interações com a biologia em geral, e a fisiologia em particular.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />99<br />
  106. 106. Bartheznão se denominou um ‘vitalista’, <br />não fez nenhum tipo de ‘vitalismo’, <br />foi um estudioso médico, profundamente envolvido em um programa de pesquisa fisiopatológica na França, no século XVIII, na faculdade de medicina de Montpellier em conjunção com determinados círculos e sociedades de Paris. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />100<br />
  107. 107. Vitalismo, Matéria e o Ser Vivo<br />
  108. 108. Matéria<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />102<br />
  109. 109. Matéria<br />Viva<br />Morta ou bruta<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />103<br />
  110. 110. Termos e definições<br />Importantes para o estudo do ser vivo do ponto de vista da “matéria”<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />104<br />
  111. 111. Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização<br />Biologia<br />Célula<br />Átomo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />105<br />
  112. 112. Gregos(ciência ocidental)<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />106<br />
  113. 113. Gregos<br />Filosofia(= teoria)<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />107<br />
  114. 114. Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos(matéria)<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />108<br />
  115. 115. Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles (ciência ocidental)<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />109<br />
  116. 116. Aristóteles (ciência ocidental)<br />Não como “fundador”, mas como “referência”.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />110<br />
  117. 117. Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />ANATOMIA<br />fisiologia<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />111<br />
  118. 118. Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey(1578 – 1657, circulação)<br />Fisiologia<br />Médicos<br />ANATOMIA<br />Fisiologia<br />Movimento<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />112<br />
  119. 119. Gregos<br />Filosofia<br />Pré-socráticos<br />Aristóteles<br />Anatomia<br />Harvey<br />Fisiologia<br />Médicos<br />ANATOMIA<br />FISIOLOGIA<br />Movimento<br />Anatomia animata<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />113<br />
  120. 120. Médicos<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização<br />Mestre de ofícios(mestre – aprendiz)<br />Gradações:De Médico de academia a Barbeiro<br />“Pesquisa”<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />114<br />
  121. 121. Médicos<br />Filosofia Natural / História Natural (antes do século XIX)<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />115<br />
  122. 122. Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização<br />Biologia<br />Célula<br />Átomo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />116<br />
  123. 123. Especialização<br />Disciplinaridades<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização (século XIX)<br />Biologia<br />Célula<br />Átomo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />117<br />
  124. 124. EspecializaçãoAprofundar o conhecimento<br />DisciplinaridadesDividir o conhecimento<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização (século XIX)<br />Biologia<br />Célula<br />Átomo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />118<br />
  125. 125. A palavra, o termo, a disciplina...<br />Só a partir do século XIX<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização<br />Biologia (começo do século XIX)<br />Célula<br />Átomo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />119<br />
  126. 126. Disciplinas / especialização<br />Biologia<br />Célula<br />nome, Robert Hooke, 1660; <br />primeira teoria celular, 1838 por Matthias Jakob Schleiden e por Theodor Schwann)<br />Átomo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />120<br />
  127. 127. Célula<br />nome, Robert Hooke, 1660; <br />primeira teoria celular, 1838 por Matthias Jakob Schleiden e por Theodor Schwann<br />o modelo ao lado? Primeira metade do século XX...<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />121<br />
  128. 128. Química<br />Física<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização<br />Biologia<br />Célula<br />Átomo (conceitos mais modernos, a partir de 1800)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />122<br />
  129. 129. Química<br />Física<br />Filosofia Natural / História Natural<br />Filósofos / cientistas (século XIX)<br />Disciplinas / especialização<br />Biologia<br />Célula<br />Átomo (conceitos mais modernos, a partir de 1800)<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />123<br />
  130. 130. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />124<br />Como se vê o ser vivo<br />Como se pensa que o ser vivo é<br />Como se pensa que o ser vivo “funciona”<br />
  131. 131. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />125<br />Como se pensa que o ser vivo é<br />Como se vê o ser vivo<br />Como se pensa que o ser vivo “funciona”<br />Como se estuda o ser vivo<br />
  132. 132. Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />126<br />
  133. 133. Como se estuda o ser vivo<br />O vital<br />Vida<br />A matéria<br />Definições de vida<br />Definições de matéria<br />Definições de ser vivo<br />O vital da matéria<br />A vida na matéria<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />127<br />
  134. 134. Como se estuda o ser vivo<br />O vital<br />Vida<br />Matéria<br />Definições de vida<br />Definições de matéria<br />Definições de ser vivo<br />O vital da matéria<br />A vida na matéria<br />Como a vida “funciona” na matéria<br />Fisiologia<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />128<br />
  135. 135. Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />129<br />
  136. 136. Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />130<br />
  137. 137. Como se estuda o ser vivo<br />E o que vem acontecendo, dos gregos até aqui, não um “vitalismo”, mas diferentes modos de se estudar vida, matéria e o ser vivo.<br />E que ocorreu inclusive com Barthez.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />131<br />
  138. 138. Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />132<br />
  139. 139. Biomimética<br />Biomimicry or biomimetics<br />Bionics, bio-inspiration, and biognosis.<br />http://en.wikipedia.org/wiki/Biomimicry<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />133<br />
  140. 140. Biomimética<br />A biomimética é uma área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas funções, procurando aprender com a Natureza (e não sobre ela) e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência. <br />Provém da combinação das palavras gregas bíos, que significa vida e mímesis que significa imitação. <br />http://pt.wikipedia.org/wiki/Biomim%C3%A9tica<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />134<br />
  141. 141. Biomimética<br />Dito de modo simples, <br />a biomimética é a imitação da vida.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />135<br />
  142. 142. Biomimética<br />Trata-se de uma área multidisciplinar que pode envolver diversos ramos da ciência, tais como Biologia, Química, Física, Informática, Matemática e Electrónica. <br />Na Natureza existem vários milhões de espécies das quais menos de dois milhões estão catalogadas até agora. Isto representa uma gigantesca base de dados de soluções inspiradas em sistemas biológicos para a resolução de problemas de engenharia e de outros campos da tecnologia.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />136<br />
  143. 143. Biomimética<br />Velcro<br />Desenvolvido a partir de 1941 pelo engenheiro George de Mestral a partir da observação de sementes de grama dotadas de espinhos e ganchos que se prendiam nos pelos de seu cão.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />137<br />
  144. 144. Biomimética<br />Superfícies de baixo atrito<br />Inspirada na forma como a pele dos <br />peixes reage ao contato com a água. <br />A mesma tecnologia tem sido <br />aplicada também em cascos de <br />navios, submarinos e mesmo aviões.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />138<br />
  145. 145. Biomimética<br />Telas "asa-de-borboleta“<br />São superfícies de visualização de baixíssimo consumo de energia, baseadas na forma como as asas de borboletas refletem a luz.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />139<br />
  146. 146. Biomimética<br />Turbina "WhalePower“<br />Inspirada na forma das nadadeiras da baleia jubarte, as lâminas nervuradas desse tipo de turbina eólica produzem 32% menos atrito e 8% de deslocamento de ar que as lâminas lisas convencionais.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />140<br />
  147. 147. Biomimética<br />Efeito lótus<br />Baseado na forma como as folhas do lótus repele a água e a sujeira, diversas soluções estão sendo desenvolvidas pela indústria para aplicação em tecidos, metais, para-brisas de aviões e faróis de automóveis.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />141<br />
  148. 148. Biomimética<br />Design<br />“mergulhando” <br />na Biologia<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />142<br />
  149. 149. Biomimética<br />Design <br />“mergulhando” <br />na Biologia<br />Sustentabilidade<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />143<br />
  150. 150. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />144<br />
  151. 151. Como se estuda o ser vivo<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />145<br />
  152. 152. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />146<br />Fonte: revista veterinária Nosso Clínico<br />
  153. 153. “Reflexões Vitalistas”<br />
  154. 154. Questões<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />148<br />
  155. 155. QuestõesQuestõessão a base de qualquer reflexão...<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />149<br />
  156. 156. Questões<br />O que é um ser vivo ? Como define “vida”?<br />Quais são as diferenças entre a ‘matéria animada’ ( o ser vivo) e a ‘matéria inanimada’ (objetos) ?<br />Como explica que o paciente sofra de sintomas, mas os exames não evidenciem lesão orgânica alguma?<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />150<br />
  157. 157. Questões<br />Qual supõe que seja o mecanismo de ação dos medicamentos da terapêutica convencional? <br />Qual supõe que seja o mecanismo de ação do medicamento homeopático?<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />151<br />
  158. 158. Questões<br />Quando você prescreve um medicamento convencional, o que espera que ele faça?<br />Depois de prescrever um medicamento convencional, a que você atribui reações inesperadas no paciente?<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />152<br />
  159. 159. Questões<br />O que é um ser vivo ? Como define “vida”?<br />O que entende pelo termo “Vitalismo”?<br />Como você considera na atualidade seu paciente? Como você aplica a noção de “vida” em sua prática clínica cotidiana?<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />153<br />
  160. 160. Questões<br />O que entende pelo termo “Vitalismo”?<br />Vitalismo = Fisiologia vitalista<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />154<br />
  161. 161. Problemas<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />155<br />
  162. 162. Problemas<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />156<br />Máquinas? Maquinário? Mecanicismo? <br />De que máquinas falamos...?<br />
  163. 163. Problemas :<br /> <br />1) Como o corpo dos seres vivos superiores, levando em conta sua extrema complexidade, consegue funcionar sem entrar em colapso?<br /> <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />157<br />
  164. 164. Problemas :<br />  <br />2) Um relojoeiro pode analisar o funcionamento geral de um relógio, desmonta-lo para analisar suas partes, remontar e analisar novamente seu relógio. <br />Não podemos fazer isso com um ser vivo, nem para pesquisa e nem para a clínica. <br />Sempre que ‘desmontamos’ um ser vivo, extrapolamos o resultado para outros, ‘montados’.<br />Aqui o problema maior é quando se retira o sentido de ‘fazer analogia’ e se coloca o sentido de ‘igual’.<br /> <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />158<br />
  165. 165. Problemas :<br /> <br />3) Como medicar os seres vivos não só sabendo sua fisiologia, mas realmente levando em conta sua fisiologia – seus padrões de funcionamento, suas interações de órgãos, moleculares, celulares, bioquímicas ? <br />Como medicar levando em conta o que veio antes, o agora e o depois da patologia ?<br /> <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />159<br />
  166. 166. Problemas :<br />  <br />4) ‘Vida’ se deve à forças gerais, puramente físico-químicas, que atuam nos corpos pelas disposições ou combinações de matéria?<br />Ou as propriedades dessa vida são inexplicáveis fora da hipótese de ‘algo’, distinto da matéria (ou não...), atuando no ser vivo? <br /> <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />160<br />
  167. 167. Problemas :<br /> <br />5) O genótipo, mesmo apesar do quão profundamente o analisemos, não pode predizer o fenótipo atual, somente pode nos dar o conhecimento de um universo de possíveis fenótipos.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />161<br />
  168. 168. 01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />162<br />
  169. 169. E...<br />Porque não usar o Vitalismo<br />como uma das maneiras de se olhar o ser vivo? <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />163<br />
  170. 170. O Vitalismo que se usa em Homeopatia é aquele integra um conjunto de sistemas usados, ao longo da história, para explicar as funções nos corpos dos seres vivos. <br />E é importante lembrar o fato de que a fisiologia que se aprende na faculdade funciona como pressuposto, e ao mesmo tempo como padrão de pensamento, para a clínica.<br /> <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />164<br />
  171. 171. Para o Vitalismo, em um sentido amplo, os seres vivos têm um modo de ser qualitativamente diferente da matéria bruta/inerte/inanimada. <br />Portanto, as leis que explicam um não são as mesmas que explicam o outro. <br />Em um sentido mais estrito, além da definição acima se acrescente o fato de ser atribuído ao ser vivo um princípio constitutivo, operativo e conservativo. <br /> <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />165<br />
  172. 172.  <br />Pode-se talvez explicar setorialmente o funcionamento de partes do corpo por leis físico-químicas. <br />Mas não se pode explicar a vida.<br /> <br />Então as leis da física e da química são aplicáveis aos seres vivos?<br />Sim, mas há algo nos seres vivos, na matéria viva, que faz com que as manifestações dessas leis possam ser diferentes das gerais, conforme sua necessidade fisiológica. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />166<br />
  173. 173. Tanto se pode dizer que a física e a química geral ainda não chegaram ao grau de evolução (complexidade) observada nos seres vivos, como se pode dizer que são diferentes. <br />Ou mesmo que são instrumentos de pesquisa para o estudo da matéria viva.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />167<br />
  174. 174. O Vitalismo que usamos em Homeopatia tem alguns conceitos fundamentais:<br /> <br />1) Dinamismo (sempre dinâmico, sempre em movimento).<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />168<br />
  175. 175. O Vitalismo que usamos em Homeopatia usa alguns conceitos fundamentais:<br />  <br />2) Complexidade <br />(O homem, o ser vivo, é complexo, pois nele ocorrem uma série de eventos ao mesmo tempo, coordenados, interagindo entre si, ao mesmo tempo. <br />E estas interações são imponderáveis. <br />Tem por conseqüência a diversidade, a realidade, a imprevisibilidade absoluta. <br />Ao mesmo tempo em que é um todo indissolúvel, é um ser semelhante, mas não igual aos demais).<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />169<br />
  176. 176. O Vitalismo que usamos em Homeopatia usa alguns conceitos fundamentais:<br />  <br />3) princípio vital ou energia vital ou força vital, que é o torna um ser vivo. <br />É constitutivo (que constitui), operativo(que opera) e conservativo(que conserva) da vida, e atua como um ‘maestro’ do funcionamento do ser vivo. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />170<br />
  177. 177.  O Vitalismo que usamos em Homeopatia usa alguns conceitos fundamentais:<br /> <br /> <br />4) considera o ser vivo como uma unidade autônoma,<br />que é diferente da matéria bruta, que tem uma fisiologia e uma fisiopatologia que lhe é própria, com alterações tanto pontuais quanto ao longo do tempo em seu organismo. <br /> <br /> <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />171<br />
  178. 178.  <br /> Um sistema autônomo, com características próprias e peculiares, que diferem dos objetos constituídos por matéria bruta, apesar de ser constituído por ela; <br />que continuamente está interagindo com seu meio ambiente (sistema aberto). <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />172<br />
  179. 179.  É formado por características herdadas de seus pais e através deles, de seus antepassados; por características próprias; e por influência do meio ambiente, além de influências das interações de todos os anteriores. <br />Esta sua interação com o meio ambiente é o que o faz viver: ter sensações, crescer, adoecer, se curar. É o que possibilita sua dinâmica de vida.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />173<br />
  180. 180.  <br />Muitas vezes, muito mais do que deveríamos, nos acostumamos com o que nos cerca, e não indagamos mais. <br />Nosso objeto de trabalho, o paciente, é uma destas coisas.<br />Afinal, o que é vida?  <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />174<br />
  181. 181. Por que a Homeopatia age também na vida desse indivíduo e não só em sua matéria bruta, que em boa parte o compõe. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />175<br />
  182. 182. A Homeopatia, quando se propõe a ser vitalista, olha do ser vivo não só a matéria que o compõe, mas também aquilo que o faz estar vivo.<br />E trabalha terapêuticamenteessas duas coisas, porque o medicamento homeopático possibilita isso. <br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />176<br />
  183. 183. Mas se o clínico não consegue, ou não quer, ver esses dois aspectos do ser vivo, ele continua tratando só a matéria bruta de seu paciente, apesar de usar uma terapêutica homeopática. <br />Então ele será sempre um clínico que usa a Homeopatia, mas não um homeopata.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />177<br />
  184. 184. Sugestõesde Leitura<br />
  185. 185. Sugestões de Leitura<br />WAISSE-PRIVEN, S. . Hahnemann: Um Médico de seu Tempo. São Paulo: EDUC/FAPESP, 2005. v. 1. 131 p.<br />WAISSE PRIVEN, S.I. . d & D: duplo Dilema. du Bois-Reymond e Driesch, ou a vitalidade do Vitalismo. 1a. ed. São Paulo: Educ; Fapesp, 2009. v. 1. 340 p.<br />CIMINO, Guido, DUSCHENEAU, François. Vitalisms: from Haller to the Cell Theory. Proceedings of the Zaragoza Symposium XIXth International Congress of History of Science 22-29 August 1993, Firenze, Olschki, 1997.<br />01/09/2011<br />Maria Thereza do Amaral<br />179<br />
  186. 186. Maria Thereza do Amaral<br />Email: mariathereza.amaral@gmail.com<br />Twitter: @mariatheBR<br />Blog: mariatherezaamaral.wordpress.com<br />Blog Consultoria: http://mthconsultoria.wordpress.com<br />Slideshare: http://www.slideshare.net/mariatherezaamaral<br />

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