<ul><li>Biologia da Cognição </li></ul><ul><li>A teoria de Maturana e Varela e seus desdobramentos filosóficos e práticos ...
sumário <ul><li>1. Biografia e percurso intelectual </li></ul><ul><li>2. Biologia do conhecer </li></ul><ul><li>3. Idéias ...
 
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biografia e percurso intelectual autômato celular / jogo da vida
biografia e percurso intelectual emergência
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biologia do conhecer <ul><li>Autopoiese </li></ul>autopoiese Fechamento operacional Acoplamento estrutural meio/ser Acopla...
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biologia do conhecer modelo vigente do processo cognitivo
biologia do conhecer <ul><li>Representacionismo:   O sistema nervoso recolhe, capta, recebe informações/atributos provenie...
biologia do conhecer <ul><li>Fechamento ou Clausura Operacional:   </li></ul><ul><li>O sistema nervoso funciona como um si...
biologia do conhecer sistema nervoso e fechamento operacional viver conhecer autopoiese
biologia do conhecer <ul><li>“ Tudo que é dito  </li></ul><ul><li>é dito por um observador” </li></ul>o observador
biologia do conhecer <ul><li>Dois sentidos de  INCORPORAÇÃO : </li></ul><ul><li>Temos um corpo, um organismo sensório-moto...
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idéias paralelas <ul><li>Exemplo do táxi...  </li></ul><ul><li>Primeiro gesto: coordenação de ações (comunicação).  </li><...
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idéias paralelas <ul><li>Evolução neo-darwiniana:   </li></ul><ul><li>Surgem seres mais &quot;adaptados&quot; ao meio e es...
idéias paralelas <ul><li>Definição de emoção:   </li></ul><ul><li>D isposição para a ação. Predisposições corporais para a...
idéias paralelas <ul><li>Biologia do amor:  </li></ul><ul><li>Legitimar o outro como um ser que  igualmente constrói um mu...
desdobramentos filosóficos <ul><li>Por que as pessoas parecem viver em diferentes mundos mesmo quando estão próximas entre...
desdobramentos filosóficos <ul><li>Realismo (ênfase no objeto)  versus   Idealismo (ênfase no sujeito). Representacionismo...
desdobramentos filosóficos <ul><li>Exemplos: Filme  Pi /  Diálogo de Einstein e Tagore: o livro e a traça Teses do Realism...
desdobramentos filosóficos onde está a cor verdadeira?
desdobramentos filosóficos onde está o movimento?
desdobramentos filosóficos conte os pontos pretos
desdobramentos filosóficos 6 triângulos ou hexágono?
desdobramentos filosóficos <ul><li>1) Realismo Ingênuo 2D: Hexágono, Triângulos. </li></ul><ul><li>2) Realismo Ingênuo 3D:...
 
desdobramentos filosóficos <ul><li>Koan zen-budista: </li></ul><ul><li>“ Bata palmas...  </li></ul><ul><li>qual o som de u...
desdobramentos filosóficos <ul><li>“ É fascinante que o mundo seja assim plástico, nem subjetivo nem objetivo, nem uno nem...
desdobramentos filosóficos <ul><li>“ Prova, além disso, que a realidade não pode ser entendida como algo objetivamente dad...
desdobramentos filosóficos <ul><li>&quot;Em suma, avançarei uma concepção na qual a mente não 'copia' simplesmente um mund...
desdobramentos filosóficos <ul><li>&quot;Assim não podemos escapar ao fato de que o mundo  que conhecemos é construído a f...
desdobramentos filosóficos <ul><li>&quot;Num só fenômeno, surgem objeto e observador.&quot;  </li></ul><ul><li>— Gyatrul R...
desdobramentos filosóficos <ul><li>“ A cabine do piloto está vazia.&quot;  </li></ul><ul><li>— Zygmunt Bauman Era pós-mode...
desdobramentos filosóficos objetividade entre parênteses “ Everything is real in its own worldspace.” —Ken Wilber OBJETIVI...
educação, ética e liberdade domínios cognitivos Ser vivo A Ser vivo B Acoplamento Estrutural AB Domínio Consensual ou mund...
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<ul><li>&quot;Inteligência é a capacidade fundamental de plasticidade, de tal modo que podemos participar em diferente dom...
educação, ética e liberdade inteligência e biologia do amor Exemplo do McGyver: “He fully accepts his situation as legitim...
<ul><li>Definindo inteligência como plasticidade, ou capacidade de compartilhar mundos, mudamos o foco da educação. Educar...
<ul><li>“ Assumir responsabilidade por sua responsabilidade. ”  —Zygmunt Bauman “Freedom is the experience of being respon...
educação, ética e liberdade transformação, ética e liberdade Reinvenção do mundo Liberdade Agir para Legitimação do outro ...
<ul><li>&quot;Se sabemos que nosso mundo é sempre o mundo que construímos com outros, toda vez que nos encontramos em cont...
<ul><li>A visão de A só é melhor do que a visão de B quando a visão de B, os fenômenos de seu mundo e, principalmente, o s...
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<ul><li>Diante de miríades de filosofias, práticas, teorias, ideologias, crenças, modos de ser, condutas, comportamentos, ...
<ul><li>Estando lúcidos e conscientes de nossa liberdade e plasticidade primordiais, podemos escolher construir um novo mu...
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Biologia da Cognição: a teoria de Maturana e Varela e seus desdobramentos filosóficos e práticos

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Palestra apresentada com o título de "Educação e transformação humana" na Escola Lumiar (SP), em Viamão (RS) e durante o I Encontro Internacional de Modelos Empresariais & Sistemas Integrais (SP), em 2005.

Depois atualizei para apresentar no Instituto Caminho do Meio (Viamão-RS), trocando o nome para "Biologia da Cognição".

Publicada em: Educação, Tecnologia
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Biologia da Cognição: a teoria de Maturana e Varela e seus desdobramentos filosóficos e práticos

  1. 1. <ul><li>Biologia da Cognição </li></ul><ul><li>A teoria de Maturana e Varela e seus desdobramentos filosóficos e práticos </li></ul><ul><li>Gustavo Gitti </li></ul>
  2. 2. sumário <ul><li>1. Biografia e percurso intelectual </li></ul><ul><li>2. Biologia do conhecer </li></ul><ul><li>3. Idéias paralelas </li></ul><ul><li>4. Desdobramentos filosóficos </li></ul><ul><li>5. Educação, ética e liberdade </li></ul>
  3. 4. biografia e percurso intelectual <ul><li>Humberto R. Maturana (1928, Santiago) Ph.D. em Biologia (Harvard, 1958) Professor da Universidade do Chile Fundador do Instituto de Formación Matríztica </li></ul>da autopoiese à biologia do amor
  4. 5. biografia e percurso intelectual <ul><li>Humberto R. Maturana Biologia da Cognição, Autopoiese, Biologia do Amor, Educação, Pensamento Sistêmico, Filosofia Ética, Política, Transdisciplinaridade </li></ul>da autopoiese à biologia do amor
  5. 6. biografia e percurso intelectual <ul><li>“ A vida não tem sentido fora de si mesma. O sentido da vida de uma mosca é viver como mosca, mosquear, ser mosca. O sentido da vida de um cachorro é viver como cachorro, ou seja, ser cachorro ao cachorrear. O sentido da vida de um ser humano é o viver humanamente ao ser humano no humanizar.” </li></ul>da autopoiese à biologia do amor
  6. 7. biografia e percurso intelectual <ul><li>Francisco J. Varela (1946, Santiago – 2001, Paris) Ph.D. em Biologia (Harvard, 1970) Diretor do CNRS (Paris) Professor da École Polytechnique Fundador do Instituto Mind & Life </li></ul>da autopoiese ao budismo
  7. 8. biografia e percurso intelectual <ul><li>Francisco J. Varela </li></ul><ul><li>Biologia da Cognição, Autopoiese, Imunologia, Budismo, Neurociência, Fenomenologia, Epistemologia, Ciências Cognitivas, Filosofia, Enaction , Embodiment </li></ul>da autopoiese ao budismo
  8. 9. biografia e percurso intelectual <ul><li>“ Por que selfs emergentes, identidades virtuais, surgem por todo lugar, criando mundos , seja no nível mente/corpo, celular ou no nível transorgânico? Tal fenômeno é tão produtivo que não cessa de criar domínios radicalmente novos: vida, mente e sociedades. Ainda assim, estes selfs emergentes estão baseados em um processo tão transitório, tão insubstancial , que nós temos o aparente paradoxo entre a solidez do que nos aparece e sua falta de chão. Isto, para mim, é a eterna e central questão.” </li></ul>da autopoiese ao budismo
  9. 10. biografia e percurso intelectual <ul><li>1943: Norbert Wiener e a Cibernética </li></ul><ul><li>Robótica e Inteligência Artificial </li></ul><ul><li>O problema da consciência (&quot;hard question&quot;) </li></ul><ul><li>Ciências Cognitivas: </li></ul><ul><li>físicos, biólogos, engenheiros, programadores, </li></ul><ul><li>matemáticos, lingüistas, psicólogos, filósofos... </li></ul>contexto histórico
  10. 11. biografia e percurso intelectual autômato celular / jogo da vida
  11. 12. biografia e percurso intelectual emergência
  12. 13. biografia e percurso intelectual pensadores relacionados FERNANDO FLORES / OTTO SCHARMER Filosofia, Administração STUART KAUFFMAN, RICHARD ROSEN Biologia, Evolução, Vida ALAN WALLACE / KEN WILBER Filosofia, Espiritualidade NIKLAS LUHMANN Sociologia, autopoiese social EVAN THOMPSON / ALVA NOË Filosofia da Mente, Cognição GREGORY BATESON Antropologia, Cibernética GEORGE LAKOFF / MARK JOHNSON Lingüística, Ciências Cognitivas HEINZ VON FOERSTER Física, Cibernética ELEANOR ROSCH / RAFAEL NÚÑEZ Psicologia cognitiva, Matemática MERLEAU-PONTY Filosofia, Fenomenologia ERNST VON GLASERSFELD Psicologia, Construtivismo NAGARJUNA Budismo, Não-dualidade
  13. 14. biografia e percurso intelectual <ul><li>FÍSICA – physis O que é Matéria ? </li></ul><ul><li>BIOLOGIA – bios O que é Vida ? Movimento, reprodução, química, propriedades? </li></ul>contexto histórico
  14. 15. biologia do conhecer <ul><li>“ Um sistema vivo é uma rede de moléculas que interagem entre si, de modo que, por meio de tais interações, elas produzem o mesmo tipo de moléculas da rede que as produziram – e fazendo isso constituem toda a rede como uma unidade.” </li></ul>autopoiese
  15. 16. biologia do conhecer <ul><li>3 requisitos para que um sistema seja considerado autopoiético (tenha o mínimo de vida): (1) Possua uma fronteira que </li></ul><ul><li>(2) contenha uma rede molecular reativa que </li></ul><ul><li>(3) produz a si mesma e regenera a própria fronteira. </li></ul>autopoiese
  16. 17. biologia do conhecer <ul><li>Autopoiese </li></ul>autopoiese Fechamento operacional Acoplamento estrutural meio/ser Acoplamento ser/ser
  17. 18. biologia do conhecer <ul><li>Entrada (realismo metafísico) – Define, especifica, determina a única forma pela qual uma transformação de estado dada pode acontecer; uma entrada, ou um input . </li></ul><ul><li>Perturbação (Varela, Maturana) - Não especifica a transformação. Apenas dispara (trigger) um efeito que será definido pela estrutura do ser vivo. Ex.: botão do gravador. </li></ul>acoplamento estrutural e fechamento operacional
  18. 19. biologia do conhecer <ul><li>&quot;Nas interações entre os seres vivos e o meio ambiente dentro da congruência estrutural, as perturbações do ambiente não determinam o que acontece com o ser vivo; ao contrário é a estrutura do ser vivo que determinará o que deverá ocorrer com ele .” </li></ul>fechamento operacional e autonomia
  19. 20. biologia do conhecer exemplo de autopoiese O Bittorio seleciona domínios de significação: “o mundo de Bittorio”. Resultado: somente seqüências ímpares finitas causam mudança. Fechamento e Acoplamento, sem necessidade de um programa. Acoplamento: o estado da célula é substituído pelo estado da perturbação (0 ou 1). Torna-se um reconhecedor de “seqüências ímpares”. Bittorio: anel de autômatos celulares em um meio de 0s e 1s. CONCLUSÃO DESCRIÇÃO
  20. 21. biologia do conhecer <ul><li>PERCEPÇÃO = TATO </li></ul><ul><li>O modo como você se move depende do que você sente, </li></ul><ul><li>e o que você sente depende de como você se move. </li></ul><ul><li>(Evan Thompson) </li></ul>autopoiese e cognição
  21. 22. biologia do conhecer <ul><li>COGNIÇÃO = AÇÃO = Fenômeno biológico </li></ul><ul><li>“ A percepção não é algo que acontece conosco, ou dentro de nós. É algo que nós fazemos.” </li></ul><ul><li>— Alva Noë </li></ul>enaction (atuação)
  22. 23. biologia do conhecer <ul><li>Experiência com gatos </li></ul><ul><li>Richard Held e Alan Hein (MIT) </li></ul><ul><li>Experiência com cegos de nascença, com catarata congênita </li></ul><ul><li>Richard Gregory e Jean Wallace </li></ul>enaction (atuação)
  23. 24. biologia do conhecer <ul><li>Roger Sperry, 1945. </li></ul>experiência da visão do sapo
  24. 25. biologia do conhecer <ul><li>“ Na percepção do anfíbio, não há nenhum acesso a um real exterior, pré-definido, mas “somente uma correlação interna entre o lugar da retina que recebe uma perturbação e uma contração muscular que move a sua língua, pescoço, e, de fato, todo o corpo do sapo.” </li></ul>experiência da visão do sapo
  25. 26. biologia do conhecer <ul><li>Bach Y Rita, 1972, 1995 </li></ul>experiência de substituição sensorial
  26. 27. biologia do conhecer <ul><li>“ Cada vez que um ser humano morre, um mundo humano desaparece, muitas vezes de maneira irrecuperável. Isto não é uma banalidade sentimental, é uma realidade biológica. O mundo é o que vivemos, nosso fazer em qualquer dimensão, desde o caminhar até a palavra, é a concretização de nossa estrutura biológica.” </li></ul>multiplicidade de mundos
  27. 28. biologia do conhecer modelo vigente do processo cognitivo
  28. 29. biologia do conhecer <ul><li>Representacionismo: O sistema nervoso recolhe, capta, recebe informações/atributos provenientes do meio/objetos. Mente como &quot;espelho da natureza“ (Rorty). </li></ul>sistema nervoso e fechamento operacional &quot;Consideramos geralmente que essas entradas são ou refletem certas características ou qualidades do ambiente, que são absorvidas pelo sistema nervoso como matéria bruta, que em seguida é trabalhada no interior. Sucintamente o sistema nervoso funcionaria a partir de um conteúdo informativo de instruções que provém do ambiente, elaborando uma representação operacional desse ambiente...&quot;
  29. 30. biologia do conhecer <ul><li>Fechamento ou Clausura Operacional: </li></ul><ul><li>O sistema nervoso funciona como um sistema operacionalmente fechado, determinado por sua estrutura, sem entradas ou saídas, Sistema autônomo. Coêrencia interna. Os resultados das operações do sistema são as suas próprias operações. É este processo que &quot;constitui&quot; um mundo, brings forth , enacts , faz nascer, dá luz a um mundo experiencial. </li></ul>sistema nervoso e fechamento operacional
  30. 31. biologia do conhecer sistema nervoso e fechamento operacional viver conhecer autopoiese
  31. 32. biologia do conhecer <ul><li>“ Tudo que é dito </li></ul><ul><li>é dito por um observador” </li></ul>o observador
  32. 33. biologia do conhecer <ul><li>Dois sentidos de INCORPORAÇÃO : </li></ul><ul><li>Temos um corpo, um organismo sensório-motor pelo qual vivenciamos o mundo. </li></ul><ul><li>Estamos mergulhados, </li></ul><ul><li>imersos no mundo, sem saída. </li></ul>o observador
  33. 34. biologia do conhecer síntese (Evan Thompson) <ul><li>Vida = Autopoiese. </li></ul><ul><li>O processo autopoiético, devido a seu fechamento operacional, implica na emergência de um self encarnado, um corpo vivencial, um organismo autônomo, um indivíduo. </li></ul><ul><li>O surgimento de um self implica necessariamente no surgimento de um mundo fenomenal. Surge um domínio de interações apropriadas ao self. </li></ul><ul><li>O indivíduo e o mundo implicam em uma criação de sentido ( sensemaking ). O mundo do self é o sentido que ele faz do ambiente. </li></ul><ul><li>Sensemaking = cognição, percepção e ação. A ação do self sustenta um mundo que não existe “lá fora”. Vida = Sensemaking = Cognição. </li></ul>
  34. 35. biologia do conhecer aplicação da teoria Robótica – IA Rodney Brooks (MIT): “Intelligence without representation”. “ When we examine very simple level intelligence we find that explicit representations and models of the world simply get in the way. It turns out to be better to use the world as its own model.” “ At each step we should build complete intelligent systems that we let loose in the real world with real sensing and real action. Anything less provides a candidate with which we can delude ourselves.”
  35. 36. idéias paralelas <ul><li>Exemplo do táxi... </li></ul><ul><li>Primeiro gesto: coordenação de ações (comunicação). </li></ul><ul><li>Segundo gesto: coordenações de coordenações de ações (linguagem). </li></ul><ul><li>Exemplo de uma conversa olhada de longe... </li></ul><ul><li>Linguagem seria um modo bem mais sutil e complexo de interação, que já ocorre em todos os níveis biológicos (diferença de grau, não de qualidade) </li></ul>linguagem
  36. 37. idéias paralelas linguagem Informação e símbolos são secundários à linguagem. Incorporação. Metáfora do tubo. Transmissão de informações. Representacionismo. Linguagem como sistema conotativo, natural, orientador, biológico, concreto. Linguagem como sistema denotativo, simbólico, abstrato, psicológico, semântico. Biologia do Conhecer Senso comum
  37. 38. idéias paralelas <ul><li>“ O fenômeno da comunicação </li></ul><ul><li>depende não do que é transmitido, </li></ul><ul><li>mas do que acontece com a pessoa </li></ul><ul><li>que recebe a mensagem.” </li></ul>linguagem
  38. 39. idéias paralelas <ul><li>&quot; A mente não é alguma coisa que está dentro do cérebro . Consciência e mente pertencem ao domínio da dependência social. Este é o locus da sua dinâmica... A linguagem não foi nunca inventada por ninguém somente para perceber um mundo externo. Portanto, ela não pode ser usada como uma ferramenta para revelar este mundo. O fato é que, é através do linguajar que o ato do conhecimento, da coordenação comportamental que é a linguagem, constitui um mundo.” </li></ul>linguagem
  39. 40. idéias paralelas <ul><li>Eu crio minha própria realidade? </li></ul><ul><li>Eu crio meu mundo? Nem Idealismo/Solipsismo nem Realismo Realidade ≠ Experiência de realidade </li></ul>crítica à nova era
  40. 41. idéias paralelas <ul><li>Evolução neo-darwiniana: </li></ul><ul><li>Surgem seres mais &quot;adaptados&quot; ao meio e estes sobrevivem devido a isso, devido à &quot;seleção natural&quot;. Lógica prescritiva: tudo que não é permitido é proibido. Maturana e Varela: </li></ul><ul><li>Não há seres &quot;mais&quot; adaptados pois a autopoiese, conservação da organização, congruência operacional, é um requisito para a existência, para a vida. Lógica proscritiva: tudo o que não é proibido é permitido. Cada ser é produto e produtor da evolução. </li></ul>deriva natural
  41. 42. idéias paralelas <ul><li>Definição de emoção: </li></ul><ul><li>D isposição para a ação. Predisposições corporais para a ação. Cada emoção restringe ou amplia o leque de ações, posturas, comportamentos - condiciona, mas não define ou determina. </li></ul>emoção
  42. 43. idéias paralelas <ul><li>Biologia do amor: </li></ul><ul><li>Legitimar o outro como um ser que igualmente constrói um mundo. O amor amplia a visão, a capacidade cognitiva. </li></ul><ul><li>A agressão reduz a visão, reduz nosso mundo. </li></ul>biologia do amor
  43. 44. desdobramentos filosóficos <ul><li>Por que as pessoas parecem viver em diferentes mundos mesmo quando estão próximas entre si? Por que o processo de expansão dos domínios ontológicos e epistemológicos prossegue em uma abertura infinita? </li></ul>realidade
  44. 45. desdobramentos filosóficos <ul><li>Realismo (ênfase no objeto) versus Idealismo (ênfase no sujeito). Representacionismo: Projeção (subjetivismo/idealismo) ou recuperação (objetivismo/realismo) do mundo. </li></ul>tradições filosóficas
  45. 46. desdobramentos filosóficos <ul><li>Exemplos: Filme Pi / Diálogo de Einstein e Tagore: o livro e a traça Teses do Realismo metafísico ou realismo ingênuo (Hilary Putnam): </li></ul><ul><ul><li>O mundo consiste em objetos pré-definidos e radicalmente independentes dos sujeitos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Há apenas uma descrição completa e verdadeira da natureza da realidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>A verdade envolve algum tipo de correspondência entre o mundo independente e a descrição que dele fazemos. </li></ul></ul>realismo
  46. 47. desdobramentos filosóficos onde está a cor verdadeira?
  47. 48. desdobramentos filosóficos onde está o movimento?
  48. 49. desdobramentos filosóficos conte os pontos pretos
  49. 50. desdobramentos filosóficos 6 triângulos ou hexágono?
  50. 51. desdobramentos filosóficos <ul><li>1) Realismo Ingênuo 2D: Hexágono, Triângulos. </li></ul><ul><li>2) Realismo Ingênuo 3D: Cubo. </li></ul><ul><li>3) Realismo Sofisticado (metáfora do elefante): 3D ou 2D. </li></ul><ul><li>4) Os mundos são sensorialmente completos: você não vê que não vê, você não percebe que não percebe! Ilusão de ótica? </li></ul><ul><li>5) Pós-realismo: Objeto inseparável de meus olhos. </li></ul>experiência do cubo
  51. 53. desdobramentos filosóficos <ul><li>Koan zen-budista: </li></ul><ul><li>“ Bata palmas... </li></ul><ul><li>qual o som de uma só mão?” </li></ul>não dois, não um
  52. 54. desdobramentos filosóficos <ul><li>“ É fascinante que o mundo seja assim plástico, nem subjetivo nem objetivo, nem uno nem divisível, nem dual nem indissociável. Isso aponta tanto para a natureza do processo, que podemos perceber na globalidade de sua qualidade formal e material, como para os limites fundamentais daquilo que podemos compreender de nós mesmos e do mundo. Demonstra que a realidade não está simplesmente constituída por nosso capricho, porque isso implicaria supor a possibilidade de escolher um ponto de saída do interior.” </li></ul>não-dualidade
  53. 55. desdobramentos filosóficos <ul><li>“ Prova, além disso, que a realidade não pode ser entendida como algo objetivamente dado, que se pode captar, porque isso implicaria presumir um ponto de partida exterior. Demonstra, com efeito, uma ausência de fundamento sólido de nossas experiências, pelas quais nos são fornecidas determinadas regularidades e interpretações, fruto de nossa história conjunta como seres biossociais. No interior dessas áreas de história comum que se apóiam sobre acordos tácitos, vivemos em uma aparentemente interminável metamorfose de interpretações que se sucedem.” </li></ul>não-dualidade
  54. 56. desdobramentos filosóficos <ul><li>&quot;Em suma, avançarei uma concepção na qual a mente não 'copia' simplesmente um mundo que admite ser descrito pela Teoria Verdadeira Única. Mas a minha concepção não é tão-pouco uma concepção em que a mente constitui o mundo [...]. Se se tem que usar linguagem metafórica então seja esta a metáfora: o mundo e a mente constituem o mundo e a mente. Ou, para tornar a metáfora mais hegeliana, o Universo constitui o Universo.&quot; (Hilary Putnam) Merleau-Ponty: as coisas não se apresentam a nós, mas somos nós, antes, que nos apresentamos às coisas. </li></ul>não-dualidade
  55. 57. desdobramentos filosóficos <ul><li>&quot;Assim não podemos escapar ao fato de que o mundo que conhecemos é construído a fim de ver a si mesmo. Para fazê-lo, todavia, ele precisa primeiro dividir-se, pelo menos, em um estado que vê e, pelo menos, em outro estado que é visto.” —G. Spencer Brown, matemático, em &quot;Laws of Form“ &quot;Objetividade é a ilusão de que as observações podem ser feitas sem um observador.&quot; —Heinz von Foerster, precursor da Cibernética. </li></ul>citações sobre não-dualidade
  56. 58. desdobramentos filosóficos <ul><li>&quot;Num só fenômeno, surgem objeto e observador.&quot; </li></ul><ul><li>— Gyatrul Rinpoche &quot;Um homem se propõe a tarefa de desenhar o mundo. Ao longo dos anos, povoa um espaço com imagens de províncias, de reinos, de montanhas, de baías, de naus, de ilhas, de peixes, de moradas, de instrumentos, de astros, de cavalos e de pessoas. Pouco antes de morrer, descobre que esse paciente labirinto de linhas traça a imagem de seu rosto.&quot; </li></ul><ul><li>— Jorge Luis Borges </li></ul>citações sobre não-dualidade
  57. 59. desdobramentos filosóficos <ul><li>“ A cabine do piloto está vazia.&quot; </li></ul><ul><li>— Zygmunt Bauman Era pós-moderna: ausência de chão, falta de fundamento último, dissolução do Grande Outro (religião, nacionalidade, etnia, filosofia consensual, cultura hegemônica, instituições) para nossa subjetivação. </li></ul>anti-fundacionalismo
  58. 60. desdobramentos filosóficos objetividade entre parênteses “ Everything is real in its own worldspace.” —Ken Wilber OBJETIVIDADE RELATIVA ENTRE PARÊNTESES Experiência de Realidade OBJETIVIDADE INGÊNUA SEM PARÊNTESES Realidade
  59. 61. educação, ética e liberdade domínios cognitivos Ser vivo A Ser vivo B Acoplamento Estrutural AB Domínio Consensual ou mundo compartilhado Objetos percebidos por A Domínio Cognitivo ou mundo vivencial de A
  60. 62. educação, ética e liberdade <ul><li>inter+legere = escolher entre OU intus+legere = ler dentro Inteligência é plasticidade , </li></ul><ul><li>ou a capacidade de adentrar e compartilhar mundos consensuais. </li></ul>inteligência
  61. 63. <ul><li>&quot;Inteligência é a capacidade fundamental de plasticidade, de tal modo que podemos participar em diferente domínios de consensualidade e nos mover livremente de um domínio consensual ao outro com expansão do domínio consensual.&quot; —Humberto Maturana “A inteligência é abertura para um exterior, inacabamento perpétuo, esforço para fora e o que não é si mesmo. Aprender é entrar no mundo do outro. “ —Pierre Lévy </li></ul>educação, ética e liberdade inteligência
  62. 64. educação, ética e liberdade inteligência e biologia do amor Exemplo do McGyver: “He fully accepts his situation as legitimate in coexistence with him. He loves his situation and thus he can see.” “ A única emoção que expande o comportamento inteligente é o amor.”
  63. 65. <ul><li>Definindo inteligência como plasticidade, ou capacidade de compartilhar mundos, mudamos o foco da educação. Educar não é &quot;fornecer informações&quot; (apontar objetos) de diversos mundos, mas provocar mudanças estruturais, transformação subjetiva, por compartilhamento de mundos – não se mostra paisagens, dá-se olhos. </li></ul>educação, ética e liberdade educação “ Pensamos que a tarefa da educação é formar seres humanos para o presente, para qualquer presente.”
  64. 66. <ul><li>“ Assumir responsabilidade por sua responsabilidade. ” —Zygmunt Bauman “Freedom is the experience of being responsible for your responsibility.” </li></ul>educação, ética e liberdade liberdade e responsabilidade
  65. 67. educação, ética e liberdade transformação, ética e liberdade Reinvenção do mundo Liberdade Agir para Legitimação do outro Ética Abrir-se para Fim pós-moderno do Realismo Transformação Perceber
  66. 68. <ul><li>&quot;Se sabemos que nosso mundo é sempre o mundo que construímos com outros, toda vez que nos encontramos em contradição ou oposição a outro ser humano com que desejamos conviver, nossa atitude não poderá ser a de reafirmar o que vemos do nosso próprio ponto de vista e, sim, a de considerar que nosso ponto de vista é resultado de um acoplamento estrutural dentro de um domínio experiencial tão válido como o de nosso oponente, ainda que o dele nos pareça menos desejável. Caberá, portanto, buscar uma perspectiva mais abrangente, de um domínio experiencial em que o outro também tenha lugar e no qual possamos, com ele, construir um mundo .” </li></ul>educação, ética e liberdade ética e transformação
  67. 69. <ul><li>A visão de A só é melhor do que a visão de B quando a visão de B, os fenômenos de seu mundo e, principalmente, o sujeito B estão inclusos (pertencem) ao mundo de A – isto é, são vistos, legitimados e explicados por A; e quando o contrário não acontece. </li></ul>educação, ética e liberdade qual a melhor visão?
  68. 70. educação, ética e liberdade <ul><li>Quando você expõe sua visão, o mundo no qual habita, e o outro não concorda, na verdade ele está dizendo: “Ei, você está sustentando um mundo no qual eu quase não existo, no qual os fenômenos que mais me fascinam não surgem, um mundo que impede até mesmo o meu nascimento em seu interior&quot;. O outro, por não concordar, aponta exatamente para os limites de seu mundo. </li></ul>ética
  69. 71. educação, ética e liberdade <ul><li>Imperativo ético de Heinz von Foerster: “Aja sempre de modo a aumentar o número de escolhas&quot;, de possibilidades. Aja sempre de modo a expandir o espaço de liberdade dos outros. </li></ul><ul><li>Ou ainda: construa um mundo cuja amplidão abrace, forneça espaço, legitime, o máximo dos modos de ser do outro, o máximo das visões, do mundo, dos sentidos do outro. </li></ul>ética
  70. 72. educação, ética e liberdade <ul><li>“ Liberdade do desejo autocentrado é liberdade para criativamente tornar reais aos outros as possibilidades do mundo.” —Stephen Batchelor &quot;Vemos surgir diante de nós um amigo e surgimos como amigo diante do outro. Nascemos e damos nascimento ao outro. [...] Precisamos dar nascimentos positivos às outras pessoas e precisamos ter nascimentos positivos.“ —Lama Padma Samten </li></ul>ética e budismo
  71. 73. educação, ética e liberdade <ul><li>Com sua presença, </li></ul><ul><li>sustente o melhor dos mundos. </li></ul>ética
  72. 74. <ul><li>Diante de miríades de filosofias, práticas, teorias, ideologias, crenças, modos de ser, condutas, comportamentos, não devemos nos perguntar qual delas é a correta, mas qual a natureza do universo que possibilita o surgimento de todas elas . É nesta natureza não definida que nos movemos, e é devido a esta ausência de fundamento último que podemos nos descobrir como co-produtores desta realidade onírica. </li></ul>educação, ética e liberdade prática
  73. 75. <ul><li>Estando lúcidos e conscientes de nossa liberdade e plasticidade primordiais, podemos escolher construir um novo mundo, unindo o melhor de nossas realidades existenciais juntamente com nossas estruturas cognitivas — abrindo-nos num esforço incessante de compartilhar , compartilhar, compartilhar; e projetando-nos num esforço de adentrar , adentrar, adentrar. Teceremos, assim, sonhos em comum, universos em comum nos quais iniciaremos cada pessoa, cada ser. </li></ul>educação, ética e liberdade prática
  74. 76. educação, ética e liberdade holy moment
  75. 77. educação, ética e liberdade holy moment
  76. 78. <ul><li>Ao Lama Padma Samten , pela oportunidade, por seus ensinamentos, sabedoria e compaixão. À Brenda, pelo apoio e amizade. A Humberto Maturana e Francisco Varela , por cada pensamento. O B R I G A D O ! </li></ul>agradecimentos

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