Pensando o Vitalismo  Princípio Vital, Vitalismo e uma         Fisiologia Vitalista     Maria Thereza do Amaral
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Maria Thereza              do Amaral23/10/2011       Maria Thereza do Amaral   3
VeterináriaUnesp - Jaboticabal23/10/2011            Maria Thereza do Amaral   4
HomeopatiaVeterináriaclínica homeopataFaculdadeHomeopatia médica – 1988-1989Homeopatia veterinária – 1993 e 199623/10/2011...
HomeopatiaVeterináriahomeopataEnsino de HomeopatiaPesquisa em Homeopatia23/10/2011       Maria Thereza do Amaral   6
História da CiênciaPUC/SPMestre – 2002Doutora – 201023/10/2011       Maria Thereza do Amaral   7
WEB e ciaDesde 199423/10/2011   Maria Thereza do Amaral   8
Pressupostos23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   9
23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   10
Pensamento biológico23/10/2011    Maria Thereza do Amaral   11
Pensamento biológicoe23/10/2011       Maria Thereza do Amaral   12
Pensamento biológicoepensamento clínico23/10/2011       Maria Thereza do Amaral   13
Pensamento biológicoVisão biológicaVer tudo do pontode vista deum ser vivo 23/10/2011         Maria Thereza do Amaral   14
23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   15
Abordagemtransdisciplinar23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   16
transdisciplinar    Abordagem23/10/2011           Maria Thereza do Amaral   17
Abordagemtransdisciplinar23/10/2011         Maria Thereza do Amaral   18
23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   19
Redes23/10/2011   Maria Thereza do Amaral       20
Redes23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   21
RedesVisão sistêmica23/10/2011        Maria Thereza do Amaral   22
RedesFuncionar/ver / pensarEm Redes23/10/2011        Maria Thereza do Amaral   23
Pesquisadora23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   24
PesquisadoraHistória da CiênciaDoutorado (2010)23/10/2011     Maria Thereza do Amaral   25
PesquisadoraHistória da CiênciaDoutorado23/10/2011            Maria Thereza do Amaral   26
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Q23/10/2011       Maria Thereza do Amaral   28
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Q23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   30
Q23/10/2011       Maria Thereza do Amaral   31
Princípio   vital, vitalismo e a    proposta de umafisiopatologia vitalista.
Uma abordagem teórica de um problema queafeta:• A Homeopatia• O Estudo do ser vivo• Como se estuda o ser vivo23/10/2011   ...
E que busca estudarfatores, situações, fatos, teorias, co     nceitos pré Hahnemann. Mas vistos por uma historiadoraque te...
23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   35
‘Princípio vital’, ‘vitalismo’ e ‘fisiopatologia                     vitalista’              Um panorama particular da    ...
‘Princípio vital’ ‘vitalismo’             Criação de fisiólogos do período                     ‘fisiopatologia vitalista’ ...
São componentes de um mesmo conjuntoteórico construído ao longo do tempo pordiversos campos do saber   Necessitam ser anal...
Esses termos, e seus respectivos conceitos,    se encaixam em uma categoria que podemos  chamar de ‘vitalismo médico de Mo...
Pressupomos que sem que um conceito seja             estudado em seus próprios termos,   em sua época e dentro de seu mode...
23/10/2011   Maria Thereza do Amaral   41
grupo de pesquisa do CESIMA e seu método       geral de pesquisa em História da Ciência.      Estudar os conceitos, os aut...
Através de                      documentos    as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,         suas contextualizaçõ...
Através de                      documentos    as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,         suas contextualizaçõ...
Através de                      documentos    as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,         suas contextualizaçõ...
Através de                      documentos    as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,         suas contextualizaçõ...
Através de                      documentos    as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes,         suas contextualizaçõ...
Analisamos o trabalho feito pelo pesquisador ao             trabalhar seus objetos,        analisamos o que foi estudado s...
O documentocomponentes                                           Rede conceitual histórica                        tempo   ...
Método                            A análise de um documentofontes              Seu autorfontesfontes                      ...
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Barthez     Sua principal obra, Nouveaux Éléments de la Science de l`Homme, foi publicada em 1778, e é    onde ele propõe ...
Barthez Suas obras podem ser agrupadas em três fases:       de 1772 a 1774, a sua fase mais geral,          obras foram es...
Barthez          a fase que vai de 1778 a 1801,  ocorre a fundamentação de suas teorias obras               escritas em fr...
Barthez          a fase que vai de 1778 a 1801,  ocorre a fundamentação de suas teorias obras               escritas em fr...
Barthez             e fase a que vai de 1801 a 1806,       ocorre a aplicação de suas teorias em suas                    p...
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Barthez      O desenvolvimento de uma ‘fisiologia do     homem’, nas palavras do próprio Barthez:  “... são as forças do P...
Barthez    Para ele o uso do termo ‘princípio vital’ teria                  duas finalidades:     uma, seria a de usar uma...
Barthez   A outra teria a função de indicar que o fenômeno da     existência da vida em um ser vivo se dá através dealgo, ...
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Os termos e sua história         Dumas23/10/2011       Maria Thereza do Amaral   73
DumasO médico e fisiologistaCharles-Louis Dumas (1765 –1813), no prefácio de suaobra Principes de Physiologi,de 1800, cita...
Dumas                 A materialista                 A espiritualista             A de outros fisiológos .23/10/2011      ...
DumasA terceira, de outros fisiológos que consideramque todos fenômenos da vida não são devidosnem à matéria e tampouco à ...
DumasDestas três ‘seitas’ derivariam todas as outras, que  para Dumas estariam dividindo os fisiólogos:      a primeira do...
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DumasE foi aqui que o termo ‘vitalista’ foi cunhado        e definido, ou seja, em 1800.             (‘princípio vital’ em...
Os termos e sua história                  Vitalismo23/10/2011           Maria Thereza do Amaral   80
O vitalismo   Vitalismo é um termo usado para indicar    qualquer doutrina filosófica, médica oubiológica que considere os...
Essa irredutibilidade pode ser comum a todas correntes, mas a forma como elas definem,              qualificam e quantific...
Embora este seja um núcleo de definição comum a        todas correntes, doutrinas, e visões ditas ‘vitalistas’, a expressã...
Uma de nossas dificuldades em conceituar e        contextualizar apropriadamente o termo    ‘vitalismo’ é o fato de que el...
Química,              (usada na obra de Barthez)  Tem, em geral, uma visão muito restrita quandoentende por ‘vitalismo’ um...
Química X Vitalismo... 1828 quando Friedrich Wöhler publicou umtrabalho sobre a síntese de uréia, provando quecompostos or...
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[Mas, voltando...]       Nunca se deverá esquecer que os   termos ‘vitalista’ e ‘vitalismo’ foram invenções do século XIX,...
Os termos e sua história             Uma fisiopatologia                 vitalista23/10/2011           Maria Thereza do Ama...
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Uma fisiopatologia vitalistaA fisiologia, no sentido moderno do termo,  é o resultado de um longo processo de             ...
Uma fisiopatologia vitalista             Para Barthez a fisiologia“..são as forças do Princípio Vital do homem, suascomuni...
Uma fisiopatologia vitalista‘Princípio vital’ era o nome da causa experimentalda vida, apresentada a Barthez pela observaç...
Barthez aborda em sua obra aspectos                   fisiopatológicos’ do homem :• por que ele é um homem e gera um homem...
Barthez propôs sua fisiopatologia baseado em  uma síntese de várias correntes filosóficas(“científicas”) e fisiológicas vi...
O ponto central de qualquer estudo dito ‘vitalista’ é o ser vivo, e esse fato não deve  jamais ser esquecido, pois os obje...
Os termos e sua história                  Conclusão23/10/2011           Maria Thereza do Amaral   97
‘Princípio vital’, Barthez                    ‘Vitalismo’, Dumas       Estes termos, e seus respectivos conceitos, se enca...
O dito ‘vitalismo’ de Barthez, assim como de outros    fisiologistas franceses do período, é muito útil    como subsídio p...
Barthez não se denominou um ‘vitalista’,              não fez nenhum tipo de ‘vitalismo’,foi um estudioso médico, profunda...
Sugestões   de Leitura
Sugestões de Leitura• WAISSE-PRIVEN, S. . Hahnemann: Um Médico de seu  Tempo. São Paulo: EDUC/FAPESP, 2005. v. 1. 131 p.• ...
Maria Thereza do Amaral         Email: mariathereza.amaral@gmail.com                 Twitter: @mariatheBR        Blog: mar...
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  1. 1. Pensando o Vitalismo Princípio Vital, Vitalismo e uma Fisiologia Vitalista Maria Thereza do Amaral
  2. 2. 1 – Apresentação2 – Princípio Vital, Vitalismo e uma FisiologiaVitalista3 – Sugestões de Leitura23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 2
  3. 3. Maria Thereza do Amaral23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 3
  4. 4. VeterináriaUnesp - Jaboticabal23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 4
  5. 5. HomeopatiaVeterináriaclínica homeopataFaculdadeHomeopatia médica – 1988-1989Homeopatia veterinária – 1993 e 199623/10/2011 Maria Thereza do Amaral 5
  6. 6. HomeopatiaVeterináriahomeopataEnsino de HomeopatiaPesquisa em Homeopatia23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 6
  7. 7. História da CiênciaPUC/SPMestre – 2002Doutora – 201023/10/2011 Maria Thereza do Amaral 7
  8. 8. WEB e ciaDesde 199423/10/2011 Maria Thereza do Amaral 8
  9. 9. Pressupostos23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 9
  10. 10. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 10
  11. 11. Pensamento biológico23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 11
  12. 12. Pensamento biológicoe23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 12
  13. 13. Pensamento biológicoepensamento clínico23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 13
  14. 14. Pensamento biológicoVisão biológicaVer tudo do pontode vista deum ser vivo 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 14
  15. 15. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 15
  16. 16. Abordagemtransdisciplinar23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 16
  17. 17. transdisciplinar Abordagem23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 17
  18. 18. Abordagemtransdisciplinar23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 18
  19. 19. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 19
  20. 20. Redes23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 20
  21. 21. Redes23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 21
  22. 22. RedesVisão sistêmica23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 22
  23. 23. RedesFuncionar/ver / pensarEm Redes23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 23
  24. 24. Pesquisadora23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 24
  25. 25. PesquisadoraHistória da CiênciaDoutorado (2010)23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 25
  26. 26. PesquisadoraHistória da CiênciaDoutorado23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 26
  27. 27. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 27
  28. 28. Q23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 28
  29. 29. Q23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 29
  30. 30. Q23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 30
  31. 31. Q23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 31
  32. 32. Princípio vital, vitalismo e a proposta de umafisiopatologia vitalista.
  33. 33. Uma abordagem teórica de um problema queafeta:• A Homeopatia• O Estudo do ser vivo• Como se estuda o ser vivo23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 33
  34. 34. E que busca estudarfatores, situações, fatos, teorias, co nceitos pré Hahnemann. Mas vistos por uma historiadoraque tem formação em clínica e em Homeopatia.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 34
  35. 35. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 35
  36. 36. ‘Princípio vital’, ‘vitalismo’ e ‘fisiopatologia vitalista’ Um panorama particular da França entre os anos de 1770 e 1820, emestreita correlação com a faculdade de medicinade Montpellier e os meios científicos de Paris, em oposição a faculdade de Paris.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 36
  37. 37. ‘Princípio vital’ ‘vitalismo’ Criação de fisiólogos do período ‘fisiopatologia vitalista’ Criação da autora23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 37
  38. 38. São componentes de um mesmo conjuntoteórico construído ao longo do tempo pordiversos campos do saber Necessitam ser analisados para que se entenda melhor a sua dinâmica, o seu contexto, o seu conteúdo e sua construção.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 38
  39. 39. Esses termos, e seus respectivos conceitos, se encaixam em uma categoria que podemos chamar de ‘vitalismo médico de Montpellier’ (uma designação dada a posteriori)23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 39
  40. 40. Pressupomos que sem que um conceito seja estudado em seus próprios termos, em sua época e dentro de seu modelo de ciência específico e explicitado, para que depois seja montado um encadeamento com outros conceitos, não se constrói uma rede conceitual-histórica fidedigna.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 40
  41. 41. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 41
  42. 42. grupo de pesquisa do CESIMA e seu método geral de pesquisa em História da Ciência. Estudar os conceitos, os autores e suas obras dentro da dimensão emque foram concebidos e na qual foram expressas.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 42
  43. 43. Através de documentos as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes, suas contextualizações e textualizações, e as condições que contornam nossas escolhas, delimitando nossa pesquisa e nossa atuação como pesquisadores.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 43
  44. 44. Através de documentos as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes, suas contextualizações e textualizações, e as condições que contornam nossas escolhas, delimitando nossa pesquisa e nossa atuação como pesquisadores.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 44
  45. 45. Através de documentos as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes, suas contextualizações e textualizações, e as condições que contornam nossas escolhas, delimitando nossa pesquisa e nossa atuação como pesquisadores.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 45
  46. 46. Através de documentos as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes, suas contextualizações e textualizações, e as condições que contornam nossas escolhas, delimitando nossa pesquisa e nossa atuação como pesquisadores.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 46
  47. 47. Através de documentos as suas tramas e urdiduras e as de suas fontes, suas contextualizações e textualizações, e as condições que contornam nossas escolhas, delimitando nossa pesquisa e nossa atuação como pesquisadores.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 47
  48. 48. Analisamos o trabalho feito pelo pesquisador ao trabalhar seus objetos, analisamos o que foi estudado sobre ele e analisamos o que outros autores consideraram sobre o autor e sua época.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 48
  49. 49. O documentocomponentes Rede conceitual histórica tempo Interfaces Vários campos do saber Conjuntos teóricos Sua construção Sua dinâmica Seu contexto Seu conteúdo23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 49
  50. 50. Método A análise de um documentofontes Seu autorfontesfontes Nossofontes documento (1)fontes Lit. 2ª Lit. 2ª Lit. 2ª Lit. 2ªtempo Análise historiográfica (2)“contexto”, o Arte: música, Históriaque o cerca (3) Religião pintura, Educação Sociedade literatura,etc 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 50
  51. 51. (1) A análise do documento(2) A análise historiográfica(3) A análise do que o cerca23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 51
  52. 52. (1) O documento Estudamos o texto através de uma análise deargumentos, de sua coerência interna e vínculos com outros textos, onde fazemos uma análise do texto por ele mesmo, pelos dados que fornece.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 52
  53. 53. (2) A análise historiográfica Fazemos uma análise que implica na leitura bidirecional texto-contexto, na procura por indicações de continuidades e permanências de conceitos, teorias e métodos científicos no decorrer do tempo.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 53
  54. 54. (3) O que o cerca Todo autor está imerso num universo particular, marcado por direções e influências específicas que nos dão um sentido maior que somente a análise e a crítica do texto nos dariam. Devem ser levadas em conta as especificidades dos contextos e discursos que formam e marcam as concepções científicas de épocas diversas. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 54
  55. 55. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 55
  56. 56. Os termos e sua históriaBarthezPaul-Joseph Barthez (1734-1806) médico efisiologista francês, estudou e dirigiu a faculdade demedicina de Montpellier.Um fator determinante na literatura que se seguiua partir do final do século XIX, entre dois períodosmuito significativos da história da fisiologia médica. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 56
  57. 57. Os termos e sua história Barthez23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 57
  58. 58. Revolução Francesa – Antes, durante e depois (reabilitado por Napoleão).Mudanças na profissão médica, na saúde pública(hospitais) e no ensino da medicina na França.Iluministas e enciclopedistas.Paris e Montpellier – rivalidade “eterna”. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 58
  59. 59. Barthez Sua principal obra, Nouveaux Éléments de la Science de l`Homme, foi publicada em 1778, e é onde ele propõe um método de estudo e de compreensão fisiopatológica para o ser vivo.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 59
  60. 60. Barthez Suas obras podem ser agrupadas em três fases: de 1772 a 1774, a sua fase mais geral, obras foram escritas em latim e ele expõe, em sua obra Oration Academica dePrincipio Hominis Vitali (1772-1773), sua teoria do‘princípio vital’, que ele detalhou na obra seguinte, Nova Doctrina de Functionibus [Fonctionibus] Naturae (1774);23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 60
  61. 61. Barthez a fase que vai de 1778 a 1801, ocorre a fundamentação de suas teorias obras escritas em francês,propõe, na obra Noveau Éléments de La Science de l’Homme de 1778, um novo modelo fisiológico,coerente com uma proposta de abordagem de um ‘Homem Inteiro’ (Homme Entiere).23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 61
  62. 62. Barthez a fase que vai de 1778 a 1801, ocorre a fundamentação de suas teorias obras escritas em francês,Que por sua vez estava inserida em uma proposta geral de conhecimento, a ‘Ciência do Homem’ (Science de l’Homme).23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 62
  63. 63. Barthez e fase a que vai de 1801 a 1806, ocorre a aplicação de suas teorias em suas práticas médicas, obras estas escritas em francês.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 63
  64. 64. Barthez Em todas estas fases o que se observa é a evolução do conceito de ‘princípio vital’.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 64
  65. 65. BarthezQuando se fala em Barthez é muito comum o uso da expressão ‘princípio vital’ para caracterizar o que seria seu ‘vitalismo’.O conceito de ‘princípio’, apesar de muito utilizado em sua obra, era um conceito aplicado a váriasáreas e que fazia parte do contexto científico de sua época. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 65
  66. 66. Barthez O desenvolvimento de uma ‘fisiologia do homem’, nas palavras do próprio Barthez: “... são as forças do Princípio Vital do homem, suas comunicações ou simpatias, sua reunião em sistema, suas modificações distintas dentro dos temperamentos e da idade e sua extinção à morte” . P-J. Barthez, Nouveaux éléments de la science de lhomme, v.1, pp.35-6.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 66
  67. 67. Barthez Para ele o uso do termo ‘princípio vital’ teria duas finalidades: uma, seria a de usar uma expressão que possibilitasse “encurtar o cálculo analítico dos fenômenos”23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 67
  68. 68. Barthez A outra teria a função de indicar que o fenômeno da existência da vida em um ser vivo se dá através dealgo, que tinha as características de poder vir de fora docorpo do ser ou não, que tinha a característica de não sera alma e também de estar intimamente ligado à matéria a quem dava esta vida, mas não ser gerado por essa matéria. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 68
  69. 69. Barthez A esse algo Barthez deu o nome ‘princípio vital’. P-J. Barthez, Nouveaux éléments de la science de l’homme, v.1, p. 18-9, p. 2.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 69
  70. 70. BarthezEm Noveau Éléments de La Science de l’Homme, Barthez afirma que “...eu chamo de Princípio vital do homem a causa que produz todos os fenômenos da vida no corpo humano. O nome dessa causa é assaz indiferente e pode ser dado à vontade.”23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 70
  71. 71. Barthez O que caracterizaria a dinâmica fisiológica deBarthez pode ser colocado nos seguintes termos: O que faz a vida ocorrer seria o ‘princípio vital’, mas ele não definiria que ela é.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 71
  72. 72. BarthezEsse ‘princípio vital’ agiria através de forças que produziriam todos os fenômenos davida no corpo humano, desde seu início até seu fim.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 72
  73. 73. Os termos e sua história Dumas23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 73
  74. 74. DumasO médico e fisiologistaCharles-Louis Dumas (1765 –1813), no prefácio de suaobra Principes de Physiologi,de 1800, cita três grandesdireções nos estudosanatomo-fisiológicos quedariam origem a diferenteshipóteses: 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 74
  75. 75. Dumas A materialista A espiritualista A de outros fisiológos .23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 75
  76. 76. DumasA terceira, de outros fisiológos que consideramque todos fenômenos da vida não são devidosnem à matéria e tampouco à alma, mas a umprincípio intermediário que possui faculdadestanto como de um, como de outro, e que regra,dispõe e ordena todos os atos de vitalidade, semser movido por estímulos físicos do corpo material,nem dirigido pelas afecções morais ou previsõesintelectuais do próprio pensamento. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 76
  77. 77. DumasDestas três ‘seitas’ derivariam todas as outras, que para Dumas estariam dividindo os fisiólogos: a primeira dos mecânicos e dos químicos, a segunda dos animistas e dos stahlinianos, a terceira dos vitalistas.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 77
  78. 78. Dumas A terceira orientação : Barthez, responde furiosamente a Dumas... (...mas a um princípio intermediário quepossui faculdades tanto como de um, comode outro, e que regra, dispõe e ordena todos os atos de vitalidade...) 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 78
  79. 79. DumasE foi aqui que o termo ‘vitalista’ foi cunhado e definido, ou seja, em 1800. (‘princípio vital’ em 1772)23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 79
  80. 80. Os termos e sua história Vitalismo23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 80
  81. 81. O vitalismo Vitalismo é um termo usado para indicar qualquer doutrina filosófica, médica oubiológica que considere os fenômenos vitais como irredutíveis aos fenômenos físico- químicos.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 81
  82. 82. Essa irredutibilidade pode ser comum a todas correntes, mas a forma como elas definem, qualificam e quantificam esta irredutibilidade, e o que elas procuram com isso, varia enormemente. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 82
  83. 83. Embora este seja um núcleo de definição comum a todas correntes, doutrinas, e visões ditas ‘vitalistas’, a expressão ‘vitalismo’ na realidade é ambígua, e apesar de evidências superficiais não indicarem isto, ela nós remete a vários tipos de estudos e concepções, com objetivos diversos, e feitos em épocas diversas. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 83
  84. 84. Uma de nossas dificuldades em conceituar e contextualizar apropriadamente o termo ‘vitalismo’ é o fato de que ele foi discutido e aplicado, com conceitos diferentes, em áreasdiversas, tais como filosofia, biologia, medicina, química e fisiologia.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 84
  85. 85. Química, (usada na obra de Barthez) Tem, em geral, uma visão muito restrita quandoentende por ‘vitalismo’ uma corrente que afirmavanão ser possível sintetizar um composto orgânico fora do corpo. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 85
  86. 86. Química X Vitalismo... 1828 quando Friedrich Wöhler publicou umtrabalho sobre a síntese de uréia, provando quecompostos orgânicos podiam ser criadosartificialmente e derrubando o vitalismo comobase teórica para a distinção entre a matériaanimada e inanimada.(Wikipedia, História da Bioquímica)23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 86
  87. 87. Química X Vitalismo... porém tende-se a “esquecer” que Hans Krebs(1900-1981) publicou em 1932 que o ‘ciclo dauréia’ é somente observado em células vivas...(E. Kinne-Saffran, R. K. H Kinne, “ Vitalism and Synthesis of Urea”. American Journal ofNephrology, 19 (1999) : 290-294 )23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 87
  88. 88. [Mas, voltando...] Nunca se deverá esquecer que os termos ‘vitalista’ e ‘vitalismo’ foram invenções do século XIX, que foram se modificando ao longo do tempo.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 88
  89. 89. Os termos e sua história Uma fisiopatologia vitalista23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 89
  90. 90. Os termos e sua história Uma fisiopatologia vitalista Uma designação dada a posteriori23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 90
  91. 91. Uma fisiopatologia vitalistaA fisiologia, no sentido moderno do termo, é o resultado de um longo processo de construção. Na pesquisa realizada durante o mestrado, abordamos a contribuição realizada nesse sentido por Barthez23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 91
  92. 92. Uma fisiopatologia vitalista Para Barthez a fisiologia“..são as forças do Princípio Vital do homem, suascomunicações ou simpatias , sua reunião em um sistema, suas modificações distintas dentro dos temperamentos e das idades e sua extinção à morte”23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 92
  93. 93. Uma fisiopatologia vitalista‘Princípio vital’ era o nome da causa experimentalda vida, apresentada a Barthez pela observação dasaúde e das moléstias no homem, ou seja, chegou a essas conclusões por fatos observáveis e observados. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 93
  94. 94. Barthez aborda em sua obra aspectos fisiopatológicos’ do homem :• por que ele é um homem e gera um homem e não outra espécie.• o que são moléstias,• como se dão os movimentos, tanto dos músculos quanto dos órgãos internos,• o que determina a estrutura e a coesão de todas suas partes,• o que o faz envelhecer e morrer. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 94
  95. 95. Barthez propôs sua fisiopatologia baseado em uma síntese de várias correntes filosóficas(“científicas”) e fisiológicas vindas de um vasto apanhado de tendências do século XVII e XVIII, e outras anteriores. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 95
  96. 96. O ponto central de qualquer estudo dito ‘vitalista’ é o ser vivo, e esse fato não deve jamais ser esquecido, pois os objetivos, ospressupostos e as conclusões de um estudo desse tipo jamais serão as mesmas que de outras correntes fisiológicas.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 96
  97. 97. Os termos e sua história Conclusão23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 97
  98. 98. ‘Princípio vital’, Barthez ‘Vitalismo’, Dumas Estes termos, e seus respectivos conceitos, se encaixam em um ‘vitalismo médico de Montpellier’ que será uma designação dada a posteriori, assimcomo o termo ‘fisiopatologia vitalista’ para designar a fisiopatologia de Barthez.23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 98
  99. 99. O dito ‘vitalismo’ de Barthez, assim como de outros fisiologistas franceses do período, é muito útil como subsídio para se formar um outro olhar sobre o estudo do ser vivo em geral, sendo umtema atual perante as novas visões da química e dafísica, e suas interações com a biologia em geral, e a fisiologia em particular. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 99
  100. 100. Barthez não se denominou um ‘vitalista’, não fez nenhum tipo de ‘vitalismo’,foi um estudioso médico, profundamente envolvido em um programa de pesquisa fisiopatológica naFrança, no século XVIII, na faculdade de medicina de Montpellier em conjunção com determinados círculos e sociedades de Paris. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 100
  101. 101. Sugestões de Leitura
  102. 102. Sugestões de Leitura• WAISSE-PRIVEN, S. . Hahnemann: Um Médico de seu Tempo. São Paulo: EDUC/FAPESP, 2005. v. 1. 131 p.• WAISSE PRIVEN, S.I. . d & D: duplo Dilema. du Bois- Reymond e Driesch, ou a vitalidade do Vitalismo. 1a. ed. São Paulo: Educ; Fapesp, 2009. v. 1. 340 p.• CIMINO, Guido, DUSCHENEAU, François. Vitalisms: from Haller to the Cell Theory. Proceedings of the Zaragoza Symposium XIXth International Congress of History of Science 22-29 August 1993, Firenze, Olschki, 1997. 23/10/2011 Maria Thereza do Amaral 102
  103. 103. Maria Thereza do Amaral Email: mariathereza.amaral@gmail.com Twitter: @mariatheBR Blog: mariatherezaamaral.wordpress.com Blog Consultoria: http://mthconsultoria.wordpress.comSlideshare: http://www.slideshare.net/mariatherezaamaral

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