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PALAVRA: REDAÇÃO PRÉ-VESTIBULARProfessora: Val Página 2Enredo: A história que se conta, a trama, é o que chamamos enredo. ...
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Gêneros textuais. algumas estruturas.

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Teoria e dicas sobre o desenvolvimento de temas de redação na Unicamp.

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Gêneros textuais. algumas estruturas.

  1. 1. PALAVRA: REDAÇÃO PRÉ-VESTIBULARProfessora: Val Página 1TEORIA: COMENTÁRIOCOMENTÁRIO: usado tanto na escrita quanto na oralidade, refere-se a um conjunto de notas ou observações,esclarecedoras ou críticas, expositivas e/ou argumentativas, sobre quaisquer assuntos. São análises, notas ouponderações, por escrito ou orais, críticas ou de esclarecimento, acerca de um texto, um evento, um post (v.) deblog (v.), um ato, etc.Adaptado de Dicionário de Gêneros Textuais. Sérgio Roberto Costa. Editora AutênticaESTRUTURA DO COMENTÁRIOEsse gênero textual não tem uma estrutura fixa, uma vez que, geralmente, é produzido em situações quepermitem uma dose muito grande de informalidade. É comum principalmente para expressar uma crítica e vemmarcado pelo juízo de valor. Nas formas como se apresenta, principalmente em jornais ou blogs, o comentáriotem no primeiro parágrafo uma apresentação do que exatamente se deseja comentar com o leitor, depois segueuma sequência lógica de ideias, organizadas sem a preocupação de formar uma estrutura argumentativa, porqueo propósito é apenas marcar a opinião do autor com clareza.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.LINGUAGEM DO COMENTÁRIOA linguagem empregada nesse gênero é informal, o que estabelece entre quem escreve e quem lê umaaproximação. Dependendo do contexto de circulação do comentário, o meio em que ele será reproduzido oupublicado, a informalidade pode ser maior ou menor. Por exemplo, se a publicação será feita em um blogpessoal, o autor terá uma imensa liberdade linguística, respeitando-se, logicamente, os limites para nãoempregar termos chulos ou vulgares. Caso o comentarista esteja produzindo o texto para jornais ou revistas degrande circulação, deve ser mais cauteloso para não abusar da oralidade. E não se pode esquecer que o gênerocomentário é obrigatoriamente produzido a partir do uso da primeira pessoa do singular (eu).ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.TEORIA: O CONTO CURTOO conto curto implica praticamente um exercício quase literário, não se trata apenas de contar uma estória oudesenvolver um relato, exige todo um trabalho com os elementos da narrativa: narrador, enredo, personagens,cenário, tempo, foco narrativo, clímax e desfecho. E, a partir disso, é necessário construir uma trama que articuletodos esses elementos. Ao mesmo tempo, as personagens devem ganhar a condição de humanas, preenchidaspor uma alma própria, de forma que se assemelhem a um indivíduo real, dotado de vícios e virtudes, o quepermitirá uma exploração do universo psicológico dos constituintes da trama, enriquecendo-a consideravelmente.Deve haver descrições das personagens e dos cenários que contribuam com o enredo, também o tempo deveestar definido para que o leitor possa entender os rumos dessa narrativa. Uma outra preocupação é com aescolha do foco narrativo, geralmente imposto pela banca elaboradora. Se a exigência é para que se narre emprimeira pessoa (o narrador é também personagem), os poderes de quem narra ficam limitados, principalmenteno que diz respeito à onisciência (o narrador conhece os pensamentos da personagem), esta não é comumnesse foco, a não ser que seja justificada. Já na terceira pessoa (o narrador é um espectador) ser onisciente éum recurso que enriquece a estória. Também é possível optar por uma narrativa fantástica, com viagens pelomundo da ficção, ou simplesmente abordar aspectos da realidade: os conflitos, as angústias, os amores, astristezas, as alegrias e as aventuras dos indivíduos. Sem ignorar que se deve buscar a verossimilhança(semelhança com a verdade), que garante a coerência do seu texto.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.ESTRUTURAPara construir um conto curto, é preciso conseguir uma excelente articulação dos elementos que compõem essamodalidade:
  2. 2. PALAVRA: REDAÇÃO PRÉ-VESTIBULARProfessora: Val Página 2Enredo: A história que se conta, a trama, é o que chamamos enredo. É óbvio que ele constitui a próprianarrativa. E quem deseja tirar uma nota alta deve fugir das histórias de senso comum, dos clichês, deve elaborarum texto em que o leitor seja seduzido pelos fatos, a sequência de acontecimentos não pode pautar-se em algoprevisível. O final (desfecho) deve ser uma revelação, e mesmo que esta não ocorra no último momento datrama, é preciso trabalhar um clímax (o ápice da estória). Uma forma de ter êxito na trama é buscar inspiraçãonos bons livros de contos.Narrador: Quem conta a história é o narrador. Este pode adotar um ponto de vista em primeira pessoa (ele énarrador e participa da estória) ou em terceira pessoa (quem narra é um mero observador ou vale-se daonisciência).Foco narrativo: O ponto de vista de quem narra constitui o foco narrativo. Este pode estar na primeira pessoa(eu), quando o narrador é também personagem da estória; ou pode estar na terceira pessoa, quando o narradornão é personagem.Personagem: Imprescindíveis na narração, as personagens povoam a trama, é sobre elas que o narrador fala.Assim, em um bom texto narrativo, faz-se uma construção das personagens. Elabora-se uma descrição física epsicológica delas na medida em que vai construindo-se a trama. Ao descreverem-se os gestos delas, dá-se aexata dimensão de como são fisicamente. O ideal é mergulhar no universo psicológico delas, traçar o caráter,falar das angústias, atribuir-lhes vícios e virtudes, dar-lhes uma alma, fazer com que se assemelhem a pessoasde verdade.Cenário: O lugar em que se passa a trama é chamado de espaço ou cenário. As melhores narrativas valem-sedo cenário para ajudar a construir a história que se conta, cada descrição do espaço deve ser feita de maneirasutil. O movimento das personagens, as ações delas devem ir oferecendo aos poucos os detalhes dos elementosde cenário.Tempo: Duas são as formas de trabalhar o tempo. Este pode ser psicológico ou cronológico. O primeiro éaquele que se passa apenas na mente da personagem. O narrador não define o momento exato dos fatos, aspersonagens não oferecem indícios de quando se passaram os acontecimentos. O tempo cronológico representaaquele marcado pelo relógio (manhã, tarde, noite, às quatorze horas, por exemplo).ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.LINGUAGEMA linguagem de um conto curto implica uma significativa liberdade do narrador, mesmo assim, espera-se que sejaempregado o padrão culto. Este, porém, contará com uma sofisticação a mais, que é própria dos textos literários.O emprego do vocabulário deve produzir efeitos no leitor, fazendo-o reconhecer nas palavras uma estratégiapara dar mais sentido à trama. Assim, é comum usar, de forma quase irrestrita, a função conotativa dalinguagem: figuras de linguagem em todas as suas variações. As metáforas acabam representando nesse gêneroum precioso recurso, de modo que são exploradas a riqueza e as várias possibilidades de empregar-se um termoem um texto escrito. Alguns narradores valem-se de uma linguagem extremamente poética e, com essa tática,tornam a estória muito mais emocionante.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.TEORIA : ENTREVISTAA entrevista é um gênero que geralmente apresenta-se na forma oral e implica a interação entre duas pessoas:o entrevistador (que faz perguntas específicas para alguém que domine um tema ou tenha algo interessantepara dizer sobre algum fato ou evento) e o entrevistado (a quem essas perguntas são dirigidas. As entrevistasmais comuns são as jornalísticas, talvez porque despertem um interesse maior do público. Mesmo assim, nocontexto social, muitos são entrevistados quando candidatam-se a um emprego, fazem uma consulta médica outestemunham uma ocorrência de interesse coletivo. Esse gênero pode ser divulgado em jornais, revistas, rádio,televisão, blogs, sites ou outros meios de comunicação.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.ESTRUTURAA entrevista tem uma estrutura muito simples: em um primeiro momento, o entrevistador faz uma pequenaapresentação acerca do assunto que será abordado e sobre seu convidado, depois passa a fazer as perguntas e
  3. 3. PALAVRA: REDAÇÃO PRÉ-VESTIBULARProfessora: Val Página 3ouvir a resposta do entrevistado. No caso de ser transmitida ao vivo a entrevista, é comum um cumprimentoinicial e os agradecimentos dos interlocutores; ao final, são reforçados os agradecimentos; e o conteúdo dodiálogo será transmitido tal qual foi proferido. Nas entrevistas que serão publicadas, faz-se uma pequenaintrodução com um resumo sobre o assunto da conversa e sobre a ocupação do entrevistado, elucidando-se arazão de ele ter sido convidado para falar. Depois, na frente de cada fala, coloca-se o nome de quem pergunta(jornal, revista ou do entrevistador) e nome de quem responde. Não se fazem agradecimentos ou cumprimentos,seja no início ou no final da entrevista publicada.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.LINGUAGEMEsse gênero vale-se quase que, exclusivamente, do discurso direto. E a linguagem empregada na entrevista ébasicamente oral, não sendo possível fazer adaptações ou edições das falas quando será transmitida ao vivo.Quando se pressupõe que o texto será editado para a publicação, emprega-se geralmente a linguagem oralformal (o modo de falar das pessoas instruídas, não se permitindo o emprego de gírias, palavrões ou expressõesque impliquem qualquer intimidade entre os interlocutores), sem reproduzir os possíveis deslizes da fala de quementrevistou ou foi entrevistado.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.FÁBULA: TEORIAA fábula é um texto narrativo curto utilizado desde há muito tempo para se opor à opressão, para criticar usos ecostumes e mesmo pessoas. Para fugir da repressão que poderia haver por parte de quem fosse criticado, osautores usavam, muitas vezes, animais como personagens de suas histórias. A fábula apresenta um fundo morale geralmente é utilizada com fins educativos. A moral das fábulas adquiriu vida própria transformando-se emprovérbios — frases prontas, vindas do conhecimento popular, transmitidas de boca em boca e que encerram umcerto ensinamento sobre algum aspecto da vida. Por se tratar de um gênero transmitido oralmente, as fábulascostumam ter muitas versões. A mesma estória ganha roupagens diferentes, em épocas e regiões diferentes.Essas estórias permitem que a humanidade construa explicações sobre o mundo: as manifestações da natureza,as relações entre as pessoas (seus defeitos, paixões e virtudes), as relações entre a humanidade e a natureza...As personagens numa fábula são chamadas de "personagens tipo", porque representam um modo de ser de umconjunto de pessoas, isto é, elas não são individualizadas. Ao mesmo tempo, os animais têm comportamentosque podem ser comparados aos vícios e virtudes humanas. Por exemplo, a formiga é sempre trabalhadora, acigarra é uma artista, a raposa é dotada de grande esperteza, a coruja é sábia etc.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.ESTUTURAA estrutura formal das fábulas tradicionalmente era em verso (escrita em estrofes, com rimas), depois passarampor muitas adaptações e hoje são encontradas em prosa na versão de vários escritores. Elas podem obedecer aopadrão estrutural do relato (o enredo centra-se apenas no fato a ser contado) ou explorar de forma rápida ocenário, a caracterização das personagens, o tempo e o clímax. Geralmente são escritas na terceira pessoa etrazem sempre uma lição de moral ao final.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.LINGUAGEMA linguagem de uma fábula segue exatamente o mesmo padrão da empregada no conto curto: implica umasignificativa liberdade do narrador, mesmo assim, espera-se que seja empregado o padrão culto. Este, porém,contará com uma sofisticação a mais, que é própria dos textos literários. O emprego do vocabulário deve produzirefeitos no leitor, fazendo-o reconhecer nas palavras uma estratégia para dar mais sentido à trama. Assim, é
  4. 4. PALAVRA: REDAÇÃO PRÉ-VESTIBULARProfessora: Val Página 4comum usar, de forma quase irrestrita, a função conotativa da linguagem: figuras de linguagem em todas as suasvariações. As metáforas acabam representando nesse gênero um precioso recurso, de modo que são exploradasa riqueza e as várias possibilidades de empregar-se um termo em um texto escrito. Alguns narradores valem-sede uma linguagem extremamente poética e, com essa tática, tornam a estória muito mais emocionante.ROCHA, Val Moreira. Curso Palavra. Inédito.Se você deseja saber mais sobre os gêneros textuais, compre o livro Produção de texto: interlocução egênero. Maria Luiza Abaurre, Maria Bernadete Marques Abaurre. Editora Moderna.Este material está registrada em cartório sob a Lei dos Direitos Autorais. Assim, “é vedada a reprodução destematerial — seja para fins didáticos ou comerciais — sem a devida autorização da autora. LEI Nº 9.610, de 19 defevereiro, 1998.

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