SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 4
Baixar para ler offline
RESPONSABILIDADES DO TÉCNICO NA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
Para estabelecimentos que industrializam, manipulam, beneficiam e/ou embalam produtos ou
derivados do leite.
                             Definição de Indústria de laticínios
                                        Classificam-se em:
                                • Usinas de beneficiamento de leite;
                                        • Fábricas de laticínios;
                                        • Postos de refrigeração;
Quando no desempenho de suas funções técnicas, o Responsável Técnico (RT) deve:
a) Orientar a empresa na aquisição de matéria prima de boa qualidade e boa procedência;
- Obs. Obtenção Higiênica da matéria prima: leite, soro, produtos acabados
-Instrução Normativa Nº 51/02 Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico de Identidade e
Qualidade dos Leites Tipos A, B e C.
-RIISPOA (Arts. 77 a 101 e 696 a 705)
b) Orientar a empresa quando da aquisição de aditivos, embalagens e desinfetantes aprovados e
registrados pelos órgãos competentes;
-Portaria Nº 540 SVS/MS - Regulamento Técnico de Aditivos Alimentares
-Instrução Normativa Nº 08/2002 - Ministério da Agricultura (Autorização de Uso de Produtos -
AUP) ou registro do produto no Ministério da Saúde.
Obs.: Sempre solicitar da firma vendedora os registros dos produtos no Ministério da Saúde ou
AUP no Ministério da Agricultura- Autorização de Uso do Produto.
c) Orientar quanto às condições de higiene das instalações, equipamentos e do pessoal;
- Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições
higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos;
elaboradores/Industrializadores de alimentos);
-RIISPOA (Arts. 77 a 105)
d) Promover treinamento e formação de pessoal envolvido nas operações de Transformação,
manipulação, embalagem, armazenamento e transporte dos produtos;
-RIISPOA
-Portaria nº 46/90-MAPA
-Instrução Normativa nº 10/91-MAPA
-Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições
higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos;
elaboradores/Industrializadores de alimentos);
- Boas Práticas de Fabricação (BPF) - Portaria Nº 326/97 SVS/MS;
- Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) - Portaria Nº 46/98
-Instrução de Serviço Nº 10/91 (Transporte de Produtos).
e) Facilitar a operacionalização da inspeção higiênico-sanitária e garantir a execução dos exames
laboratoriais;
- RIISPOA (Art. 102 a 105)
f) Orientar quanto ao emprego adequado de aditivos, conservantes, sanitizantes e desinfetantes nos
processos industriais;
-Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições
higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para
estabelecimentos;elaboradores/Industrializadores de alimentos);
-Portaria Nº 540 SVS/MS - Regulamento Técnico de Aditivos Alimentares.
g) Implantar programa de controle e/ou combate de insetos e roedores;
-Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições
higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para
estabelecimentos;elaboradores/Industrializadores de alimentos);
h) Recomendar cuidados higiênicos necessários na produção da matéria prima;
- Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições
higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos
elaboradores/Industrializadores de alimentos);
- Instrução Normativa Nº 51/02 Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico de Identidade e
Qualidade dos Leites Tipos A, B e C;
- RIISPOA
-Legislações Específicas.
i) Ter conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os Estabelecimentos,
especialmente quanto aos Regulamentos e Normas específicas, tais como:
- Decreto nº 1.255/62 - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal - RIISPOA e demais legislações afins;
-RIISPOA - Arts. 102 a 105 (Obrigações da firma) *
-Lei nº 7.889/89 - Dispõe sobre a Inspeção Sanitária de Produtos de Origem Animal (Art. 4);
- Lei nº 8, 078/90 - Código de Proteção e Defesa do Consumidor; (Arts. 4,18, 31, 58 e 75);
-Decreto 30.691/50, alterado pelos Decretos: 1.255/62, 1.236/94/1.812/96 e 2.244/97.
j) Identificar e orientar sobre os principais pontos críticos de contaminação dos Produtos e do ambiente;
-Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições
higiênico sanitárias;
E de boas práticas de elaboração para estabelecimentos elaboradores/Industrializadores de
(Alimentos);
-Portaria 46/98 Ministério da Agricultura (APPCC);
-Portaria 326/97 SVS/Ministério da Saúde (BPF);
-Resolução Nº 10/2003-MAPA- (Manual Procedimento Padrão Higiene Operacional - PPHO).


k) Orientar sobre a importância das condições técnicas do laboratório de controle de Qualidade, quanto
a equipamentos, pessoal, reagentes e técnicas analíticas;
-RIISPOA
-Instrução Normativa Nº 24/2001 –MAPA- (Normas gerais de credenciamento e reconhecimento
de laboratórios da área animal e vegetal)
l) Exigir rigoroso cumprimento dos memoriais descritivos quando da elaboração de um produto;
-Resolução nº 02/2000 (Regulamento Técnico para rotulagem de produtos embalados)
-Portaria 371/97 Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico para rotulagem de alimentos
(Embalados);
-Instrução de Serviço nº 03/2000 (Procedimentos gerais para aprovação de rotulagem nos SIPA’s
e no SELEI/DOI/DIPOA;
-RIISPOA (Capítulos sobre rotulagem em geral arts. 794 a 810, rotulagem em particular arts.
811 a 829, carimbo de inspeção e seu uso arts. 830 a 834 e Registro de Rótulos arts. 834 a 844);
- Resoluções Nºs 39 e 40 do Ministério da Saúde (Informação Nutricional Obrigatório nos
Rótulos);
-Resolução RDC Nº 222/02 (Regulamento Técnico para promoção comercial dos alimentos para
(Lactentes e crianças de primeira infância);
-Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) e Portarias específicas.
m) No estabelecimento industrial o RT assume a responsabilidade sobre a qualidade do produto em
todos seus aspectos.
-Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade (RTIQs) e portarias
-Produtos devem estar de acordo com a legislação vigente, no que se referem à qualidade físicas
químicas e microbiológica;
-Portaria Nº 146/96 - Ministério da Agricultura e outras.
n) Caso o proprietário dificulte a atuação do RT, este deverá lavrar um Laudo Informativo:


                                              Glossário
AUP: Autorização de Uso de Produto
BPF: Boas Práticas de Fabricação
DIPOA: Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal
APPCC: Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle
SELEI: Serviço de Inspeção de Leite e Derivados
RIISPOA: Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal
RTIQ: Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade
SVS/MS: Secretaria de Vigilância Sanitária / Ministério da Saúde
RDC: Resolução de Diretoria Colegiada
PPHO: Procedimentos Padrão de Higiene Operacional
SIPA: Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal
DOI: Divisão de Operações Industriais
SDA: Secretaria de Defesa Agropecuária


Pesquisado por: João Felix Vieira
Técnico em Agropecuária Orgânica
CREA/RJ nº 2009/100.491

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Boas Práticas de Fabricação - Um breve resumo
Boas Práticas de Fabricação - Um breve resumoBoas Práticas de Fabricação - Um breve resumo
Boas Práticas de Fabricação - Um breve resumo
Luis Antonio Cezar Junior
 
Manual de boas_práticas
Manual de boas_práticasManual de boas_práticas
Manual de boas_práticas
UNIP
 
Pop procedimentos operacionais padrão
Pop   procedimentos operacionais padrãoPop   procedimentos operacionais padrão
Pop procedimentos operacionais padrão
Rafael Correia
 
5. BPF e APPCC apostila
5. BPF e APPCC apostila5. BPF e APPCC apostila
5. BPF e APPCC apostila
primaquim
 
APPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS
APPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOSAPPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS
APPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS
Regiane Rodrigues
 
Inspeção Sanitaria
Inspeção SanitariaInspeção Sanitaria
Inspeção Sanitaria
Jarbas Franco
 
Elaboração e implementação do manual de segurança alimentar
Elaboração e implementação do manual de segurança alimentarElaboração e implementação do manual de segurança alimentar
Elaboração e implementação do manual de segurança alimentar
Mário Ferreira
 

Mais procurados (20)

Portal da qualidade uberlândia appcc trilat treinamento
Portal da qualidade uberlândia appcc trilat   treinamentoPortal da qualidade uberlândia appcc trilat   treinamento
Portal da qualidade uberlândia appcc trilat treinamento
 
1. pac 07 controle integrado de pragas (cip)
1. pac 07  controle integrado de pragas (cip)1. pac 07  controle integrado de pragas (cip)
1. pac 07 controle integrado de pragas (cip)
 
Boas Práticas de Fabricação - Um breve resumo
Boas Práticas de Fabricação - Um breve resumoBoas Práticas de Fabricação - Um breve resumo
Boas Práticas de Fabricação - Um breve resumo
 
Manual de boas_práticas
Manual de boas_práticasManual de boas_práticas
Manual de boas_práticas
 
HACCP E APPCC Industria vinicola
HACCP E APPCC Industria vinicolaHACCP E APPCC Industria vinicola
HACCP E APPCC Industria vinicola
 
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS
MANUAL DE BOAS PRÁTICASMANUAL DE BOAS PRÁTICAS
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS
 
Appcc fabrica de ração
Appcc   fabrica de raçãoAppcc   fabrica de ração
Appcc fabrica de ração
 
Pop procedimentos operacionais padrão
Pop   procedimentos operacionais padrãoPop   procedimentos operacionais padrão
Pop procedimentos operacionais padrão
 
Copia Bpf Itabira
Copia Bpf ItabiraCopia Bpf Itabira
Copia Bpf Itabira
 
Leites - análises e legislação
Leites - análises e legislaçãoLeites - análises e legislação
Leites - análises e legislação
 
5. BPF e APPCC apostila
5. BPF e APPCC apostila5. BPF e APPCC apostila
5. BPF e APPCC apostila
 
127609600 ppho-pronto-docx
127609600 ppho-pronto-docx127609600 ppho-pronto-docx
127609600 ppho-pronto-docx
 
Rede frio
Rede frioRede frio
Rede frio
 
BOAS PRATICAS DE FABRICAÇÃO E POP'S
BOAS PRATICAS DE FABRICAÇÃO E POP'SBOAS PRATICAS DE FABRICAÇÃO E POP'S
BOAS PRATICAS DE FABRICAÇÃO E POP'S
 
APPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS
APPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOSAPPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS
APPCC-ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS
 
Programa de treinamento
Programa de treinamentoPrograma de treinamento
Programa de treinamento
 
Manual de boas_praticas
Manual de boas_praticasManual de boas_praticas
Manual de boas_praticas
 
Inspeção Sanitaria
Inspeção SanitariaInspeção Sanitaria
Inspeção Sanitaria
 
Elaboração e implementação do manual de segurança alimentar
Elaboração e implementação do manual de segurança alimentarElaboração e implementação do manual de segurança alimentar
Elaboração e implementação do manual de segurança alimentar
 
Monitoria fmctnc i
Monitoria   fmctnc iMonitoria   fmctnc i
Monitoria fmctnc i
 

Semelhante a Responsabilidades do técnico na indústria de laticínios

Lista legislação laticinios
Lista   legislação laticiniosLista   legislação laticinios
Lista legislação laticinios
Barbara Ricci
 
Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...
Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...
Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...
cbsaf
 

Semelhante a Responsabilidades do técnico na indústria de laticínios (20)

Lista legislação laticinios
Lista   legislação laticiniosLista   legislação laticinios
Lista legislação laticinios
 
Aula 1-carneos fermentados
Aula 1-carneos fermentadosAula 1-carneos fermentados
Aula 1-carneos fermentados
 
CONTROLE DE QUALIDADE - PROCEDÊNCIA - VIGILÂNCIA SANITÁRIA - FISCALIZAÇÃO - L...
CONTROLE DE QUALIDADE - PROCEDÊNCIA - VIGILÂNCIA SANITÁRIA - FISCALIZAÇÃO - L...CONTROLE DE QUALIDADE - PROCEDÊNCIA - VIGILÂNCIA SANITÁRIA - FISCALIZAÇÃO - L...
CONTROLE DE QUALIDADE - PROCEDÊNCIA - VIGILÂNCIA SANITÁRIA - FISCALIZAÇÃO - L...
 
Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...
Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...
Dia 2 - Expansão do Açaí e seu potencial em SAFs - Programas do Governo do Es...
 
Situação Plano de Defesa Agropecuária de Goiás - ENFISA 2016
Situação Plano de Defesa Agropecuária de Goiás - ENFISA 2016Situação Plano de Defesa Agropecuária de Goiás - ENFISA 2016
Situação Plano de Defesa Agropecuária de Goiás - ENFISA 2016
 
Apresentação .pdf
Apresentação .pdfApresentação .pdf
Apresentação .pdf
 
Açougue.pptx
Açougue.pptxAçougue.pptx
Açougue.pptx
 
UTILIZAÇÃO DE APPCC NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS
UTILIZAÇÃO DE APPCC NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOSUTILIZAÇÃO DE APPCC NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS
UTILIZAÇÃO DE APPCC NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS
 
Códigos de Boas Práticas.ppt
Códigos de Boas Práticas.pptCódigos de Boas Práticas.ppt
Códigos de Boas Práticas.ppt
 
Manual de boas praticas prod mel
Manual de boas praticas prod melManual de boas praticas prod mel
Manual de boas praticas prod mel
 
Carne conserva-carne-moida-instrucao-normativa-mapa 83-2003-9pg
Carne conserva-carne-moida-instrucao-normativa-mapa 83-2003-9pgCarne conserva-carne-moida-instrucao-normativa-mapa 83-2003-9pg
Carne conserva-carne-moida-instrucao-normativa-mapa 83-2003-9pg
 
Regulamento básico de inspeção e sistema de qualidade de alimentos
Regulamento básico de inspeção e sistema de qualidade de alimentosRegulamento básico de inspeção e sistema de qualidade de alimentos
Regulamento básico de inspeção e sistema de qualidade de alimentos
 
HACCP - Setembro 2014
HACCP -  Setembro 2014HACCP -  Setembro 2014
HACCP - Setembro 2014
 
1456
14561456
1456
 
Júlio britto a
Júlio britto aJúlio britto a
Júlio britto a
 
Júlio Britto - “Mesa Redonda: Registro, Pesquisa e Desenvolvimento de Bioins...
Júlio Britto  - “Mesa Redonda: Registro, Pesquisa e Desenvolvimento de Bioins...Júlio Britto  - “Mesa Redonda: Registro, Pesquisa e Desenvolvimento de Bioins...
Júlio Britto - “Mesa Redonda: Registro, Pesquisa e Desenvolvimento de Bioins...
 
Rosilene moura
Rosilene mouraRosilene moura
Rosilene moura
 
Rosilene Moura - “Histórico E Situação Atual Da Produção Integrada Da Cadeia ...
Rosilene Moura - “Histórico E Situação Atual Da Produção Integrada Da Cadeia ...Rosilene Moura - “Histórico E Situação Atual Da Produção Integrada Da Cadeia ...
Rosilene Moura - “Histórico E Situação Atual Da Produção Integrada Da Cadeia ...
 
Aula qualidade cert_day2
Aula qualidade cert_day2Aula qualidade cert_day2
Aula qualidade cert_day2
 
Implantacao do-appcc-em-um-laticinio-para-implantacao-da-iso-22000-11014219
Implantacao do-appcc-em-um-laticinio-para-implantacao-da-iso-22000-11014219Implantacao do-appcc-em-um-laticinio-para-implantacao-da-iso-22000-11014219
Implantacao do-appcc-em-um-laticinio-para-implantacao-da-iso-22000-11014219
 

Mais de João Felix

Canto dos pássaros II
Canto dos pássaros IICanto dos pássaros II
Canto dos pássaros II
João Felix
 
Butterfly show of colors
Butterfly  show of colorsButterfly  show of colors
Butterfly show of colors
João Felix
 
Destruição da natureza, quem pagará por isso...
Destruição da natureza, quem pagará por isso...Destruição da natureza, quem pagará por isso...
Destruição da natureza, quem pagará por isso...
João Felix
 
A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais
A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais
A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais
João Felix
 
Processamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJ
Processamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJProcessamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJ
Processamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJ
João Felix
 
Eqüídeos
EqüídeosEqüídeos
Eqüídeos
João Felix
 
spectacle of nature
spectacle of naturespectacle of nature
spectacle of nature
João Felix
 
Patos E Marrecos
Patos  E MarrecosPatos  E Marrecos
Patos E Marrecos
João Felix
 

Mais de João Felix (20)

Canto dos pássaros II
Canto dos pássaros IICanto dos pássaros II
Canto dos pássaros II
 
Butterfly show of colors
Butterfly  show of colorsButterfly  show of colors
Butterfly show of colors
 
Destruição da natureza, quem pagará por isso...
Destruição da natureza, quem pagará por isso...Destruição da natureza, quem pagará por isso...
Destruição da natureza, quem pagará por isso...
 
A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais
A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais
A Taxonomia e a Nomenclatura dos Animais
 
Processamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJ
Processamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJProcessamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJ
Processamento de Produtos de Origem Animal - CTUR- UFRRJ
 
Eqüídeos
EqüídeosEqüídeos
Eqüídeos
 
spectacle of nature
spectacle of naturespectacle of nature
spectacle of nature
 
Os Gansos
Os GansosOs Gansos
Os Gansos
 
Ganso - Origem e Domesticação
Ganso - Origem e DomesticaçãoGanso - Origem e Domesticação
Ganso - Origem e Domesticação
 
Meleagris gallopavo
Meleagris gallopavoMeleagris gallopavo
Meleagris gallopavo
 
Origem dos Perus (Meleagris gallopavo)
Origem dos Perus (Meleagris gallopavo)Origem dos Perus (Meleagris gallopavo)
Origem dos Perus (Meleagris gallopavo)
 
Patos E Marrecos
Patos  E MarrecosPatos  E Marrecos
Patos E Marrecos
 
Uma Abordagem Sobre a Origem do Pato e do Marreco
Uma Abordagem Sobre a Origem do Pato e do MarrecoUma Abordagem Sobre a Origem do Pato e do Marreco
Uma Abordagem Sobre a Origem do Pato e do Marreco
 
Origem das Codornas
Origem das CodornasOrigem das Codornas
Origem das Codornas
 
Origem das Codornas
Origem das CodornasOrigem das Codornas
Origem das Codornas
 
A N I M A I S D O M E S T I C O - F A I SÃ O
A N I M A I S  D O M E S T I C O - F A I SÃ OA N I M A I S  D O M E S T I C O - F A I SÃ O
A N I M A I S D O M E S T I C O - F A I SÃ O
 
FAISÃO
FAISÃOFAISÃO
FAISÃO
 
Gallus
GallusGallus
Gallus
 
Profundezas
ProfundezasProfundezas
Profundezas
 
Pepper
PepperPepper
Pepper
 

Último

PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
carlaOliveira438
 

Último (20)

APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
Movimento Negro Unificado , slide completo.pptx
Movimento Negro Unificado , slide completo.pptxMovimento Negro Unificado , slide completo.pptx
Movimento Negro Unificado , slide completo.pptx
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
 
Abuso Sexual da Criança e do adolescente
Abuso Sexual da Criança e do adolescenteAbuso Sexual da Criança e do adolescente
Abuso Sexual da Criança e do adolescente
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é preciso
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio ead.pptx
CONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio  ead.pptxCONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio  ead.pptx
CONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio ead.pptx
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
 
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
 
Geometria para 6 ano retas angulos .docx
Geometria para 6 ano retas angulos .docxGeometria para 6 ano retas angulos .docx
Geometria para 6 ano retas angulos .docx
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
 

Responsabilidades do técnico na indústria de laticínios

  • 1. RESPONSABILIDADES DO TÉCNICO NA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS Para estabelecimentos que industrializam, manipulam, beneficiam e/ou embalam produtos ou derivados do leite. Definição de Indústria de laticínios Classificam-se em: • Usinas de beneficiamento de leite; • Fábricas de laticínios; • Postos de refrigeração; Quando no desempenho de suas funções técnicas, o Responsável Técnico (RT) deve: a) Orientar a empresa na aquisição de matéria prima de boa qualidade e boa procedência; - Obs. Obtenção Higiênica da matéria prima: leite, soro, produtos acabados -Instrução Normativa Nº 51/02 Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade dos Leites Tipos A, B e C. -RIISPOA (Arts. 77 a 101 e 696 a 705) b) Orientar a empresa quando da aquisição de aditivos, embalagens e desinfetantes aprovados e registrados pelos órgãos competentes; -Portaria Nº 540 SVS/MS - Regulamento Técnico de Aditivos Alimentares -Instrução Normativa Nº 08/2002 - Ministério da Agricultura (Autorização de Uso de Produtos - AUP) ou registro do produto no Ministério da Saúde. Obs.: Sempre solicitar da firma vendedora os registros dos produtos no Ministério da Saúde ou AUP no Ministério da Agricultura- Autorização de Uso do Produto. c) Orientar quanto às condições de higiene das instalações, equipamentos e do pessoal; - Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos; elaboradores/Industrializadores de alimentos); -RIISPOA (Arts. 77 a 105) d) Promover treinamento e formação de pessoal envolvido nas operações de Transformação, manipulação, embalagem, armazenamento e transporte dos produtos; -RIISPOA -Portaria nº 46/90-MAPA -Instrução Normativa nº 10/91-MAPA
  • 2. -Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos; elaboradores/Industrializadores de alimentos); - Boas Práticas de Fabricação (BPF) - Portaria Nº 326/97 SVS/MS; - Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) - Portaria Nº 46/98 -Instrução de Serviço Nº 10/91 (Transporte de Produtos). e) Facilitar a operacionalização da inspeção higiênico-sanitária e garantir a execução dos exames laboratoriais; - RIISPOA (Art. 102 a 105) f) Orientar quanto ao emprego adequado de aditivos, conservantes, sanitizantes e desinfetantes nos processos industriais; -Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos;elaboradores/Industrializadores de alimentos); -Portaria Nº 540 SVS/MS - Regulamento Técnico de Aditivos Alimentares. g) Implantar programa de controle e/ou combate de insetos e roedores; -Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos;elaboradores/Industrializadores de alimentos); h) Recomendar cuidados higiênicos necessários na produção da matéria prima; - Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições higiênicas sanitárias e de boas práticas de elaboração para estabelecimentos elaboradores/Industrializadores de alimentos); - Instrução Normativa Nº 51/02 Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade dos Leites Tipos A, B e C; - RIISPOA -Legislações Específicas. i) Ter conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os Estabelecimentos, especialmente quanto aos Regulamentos e Normas específicas, tais como: - Decreto nº 1.255/62 - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal - RIISPOA e demais legislações afins; -RIISPOA - Arts. 102 a 105 (Obrigações da firma) * -Lei nº 7.889/89 - Dispõe sobre a Inspeção Sanitária de Produtos de Origem Animal (Art. 4);
  • 3. - Lei nº 8, 078/90 - Código de Proteção e Defesa do Consumidor; (Arts. 4,18, 31, 58 e 75); -Decreto 30.691/50, alterado pelos Decretos: 1.255/62, 1.236/94/1.812/96 e 2.244/97. j) Identificar e orientar sobre os principais pontos críticos de contaminação dos Produtos e do ambiente; -Portaria 368/97 do Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico sobre as condições higiênico sanitárias; E de boas práticas de elaboração para estabelecimentos elaboradores/Industrializadores de (Alimentos); -Portaria 46/98 Ministério da Agricultura (APPCC); -Portaria 326/97 SVS/Ministério da Saúde (BPF); -Resolução Nº 10/2003-MAPA- (Manual Procedimento Padrão Higiene Operacional - PPHO). k) Orientar sobre a importância das condições técnicas do laboratório de controle de Qualidade, quanto a equipamentos, pessoal, reagentes e técnicas analíticas; -RIISPOA -Instrução Normativa Nº 24/2001 –MAPA- (Normas gerais de credenciamento e reconhecimento de laboratórios da área animal e vegetal) l) Exigir rigoroso cumprimento dos memoriais descritivos quando da elaboração de um produto; -Resolução nº 02/2000 (Regulamento Técnico para rotulagem de produtos embalados) -Portaria 371/97 Ministério da Agricultura (Regulamento Técnico para rotulagem de alimentos (Embalados); -Instrução de Serviço nº 03/2000 (Procedimentos gerais para aprovação de rotulagem nos SIPA’s e no SELEI/DOI/DIPOA; -RIISPOA (Capítulos sobre rotulagem em geral arts. 794 a 810, rotulagem em particular arts. 811 a 829, carimbo de inspeção e seu uso arts. 830 a 834 e Registro de Rótulos arts. 834 a 844); - Resoluções Nºs 39 e 40 do Ministério da Saúde (Informação Nutricional Obrigatório nos Rótulos); -Resolução RDC Nº 222/02 (Regulamento Técnico para promoção comercial dos alimentos para (Lactentes e crianças de primeira infância); -Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) e Portarias específicas. m) No estabelecimento industrial o RT assume a responsabilidade sobre a qualidade do produto em todos seus aspectos. -Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade (RTIQs) e portarias
  • 4. -Produtos devem estar de acordo com a legislação vigente, no que se referem à qualidade físicas químicas e microbiológica; -Portaria Nº 146/96 - Ministério da Agricultura e outras. n) Caso o proprietário dificulte a atuação do RT, este deverá lavrar um Laudo Informativo: Glossário AUP: Autorização de Uso de Produto BPF: Boas Práticas de Fabricação DIPOA: Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal APPCC: Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle SELEI: Serviço de Inspeção de Leite e Derivados RIISPOA: Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal RTIQ: Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade SVS/MS: Secretaria de Vigilância Sanitária / Ministério da Saúde RDC: Resolução de Diretoria Colegiada PPHO: Procedimentos Padrão de Higiene Operacional SIPA: Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal DOI: Divisão de Operações Industriais SDA: Secretaria de Defesa Agropecuária Pesquisado por: João Felix Vieira Técnico em Agropecuária Orgânica CREA/RJ nº 2009/100.491